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sábado, 31 de agosto de 2013

A Igreja na Pós-Modernidade | Luiz Sayão - 03/06


 

Conferência Teológica Batalhando pela Fé - 2008

Preletor: Pr. Luiz Sayão

Fonte: Escola Chales Spurgeon

Realizada na Igreja Batista da Parquelândia - Fortaleza - Ce

Demais Palestras: [][][][][][]

A Igreja na Pós-Modernidade | Luiz Sayão - 06/06

Conferência Teológica Batalhando pela Fé - 2008

Preletor: Pr. Luiz Sayão

Fonte: Escola Chales Spurgeon

Realizada na Igreja Batista da Parquelândia - Fortaleza - Ce

Demais Palestras: [][][][][][]

A Igreja na Pós-Modernidade | Luiz Sayão - 05/06

Conferência Teológica Batalhando pela Fé - 2008

Preletor: Pr. Luiz Sayão

Fonte: Escola Chales Spurgeon

Realizada na Igreja Batista da Parquelândia - Fortaleza - Ce

Demais Palestras: [][][][][][]

A Igreja na Pós-Modernidade | Luiz Sayão - 04/06

Conferência Teológica Batalhando pela Fé - 2008

Preletor: Pr. Luiz Sayão

Fonte: Escola Chales Spurgeon

Realizada na Igreja Batista da Parquelândia - Fortaleza - Ce

Demais Palestras: [][][][][][]

A Igreja na Pós-Modernidade | Luiz Sayão - 02/06

Conferência Teológica Batalhando pela Fé - 2008

Preletor: Pr. Luiz Sayão

Fonte: Escola Chales Spurgeon

Realizada na Igreja Batista da Parquelândia - Fortaleza - Ce

Demais Palestras: [][][][][][]

A Igreja na Pós-Modernidade | Luiz Sayão - 01/06

Conferência Teológica Batalhando pela Fé - 2008

Preletor: Pr. Luiz Sayão

Fonte: Escola Chales Spurgeon

Realizada na Igreja Batista da Parquelândia - Fortaleza - Ce

Demais Palestras: [][][][][][]

segunda-feira, 17 de junho de 2013

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Por que sou contra as boates gospel? | Renato Vargens

Em quase todo o país tornou-se comum o aparecimento de boates gospel. Usando do álibi da evangelização, inúmeros líderes evangélicos tem organizado o que chamam de "Night Song Gospel". Nesta perspectiva é comum encontrarmos milhares de jovens dançando os mais famosos hits da música gospel.

Em ambientes assim é comum encontrarmos globo espelhado, canhões de luz, estroboscópio e fumaça, os quais fazem parte de um contexto  especial onde  em nome de Deus, DJs e MC’s  embalam adolescentes e jovens em suas "danças" para Jesus.

Há pouco vi uma faixa que convidava a juventude crista a participar de um evento deste nipe (estilo), onde o convite principal destinava-se a todos aqueles que desejassem sentir as "batidas de Deus em seus corações."

Caro leitor, infelizmente em nome da contextualização e da necessidade de se modernizar a propagação da Palavra de Deus, tem sido comum por parte de alguns pastores e líderes evangélicos a utilização de estratégias diferenciadas na “evangelização”. Lamentavelmente a cada instante, movidos por poderosas revelações, novas e mirabolantes estratégias tem sido criadas na expectativa de arrebanhar para os apriscos da fé, um número cada vez mais significativo de jovens. E é pensando assim que eventos dos mais estranhos possíveis têm sido criados por parte da liderança evangélica neste país, como por exemplo, o aparecimento de boates e discotecas gospel.

Pois é, para alguns pastores, boates e discotecas tornaram-se “álibis” indispensáveis para se pregar “as boas novas” de Cristo Jesus. Na verdade, neste Brasil tupiniquim, cada vez mais em nome de uma liberdade cristã, os jovens abandonam a palavra e o discipulado bíblico em detrimento às festas e eventos que celebram efusivamente o hedonismo exacerbado de um tempo pós-moderno.

Caro leitor, confesso que fico estupefato com a capacidade evangélica de elucubrar sandices e fabricar heresias. Como já escrevi anteriormente, estou absolutamente perplexo e preocupado com os rumos da igreja evangélica brasileira. Isto porque, em detrimento do “novo” têm-se optado por um caminho onde se negocia o que não se pode negociar.

Talvez ao ler este texto você esteja dizendo consigo mesmo: " O pastor Renato caretou (ficou careta) de vez! Será que ele não está entendendo que os jovens só virão a Cristo se oferecermos a eles entretenimento? Será que ele não compreende que a rapaziada precisa entender que não somos bitolados? Será que ele não consegue discernir que somos jovens e precisamos nos divertir?"

Charles Spurgeon, um dos maiores pregadores de todos os tempos, afirmou há quase 150 anos, que o adversário das nossas almas tem agido como o fermento, levedando toda a massa. Segundo o príncipe dos pregadores o diabo criou algo mais perspicaz do que sugerir à Igreja que parte de sua missão é prover entretenimento para as pessoas, com vistas a ganhá-las.

Spurgeon afirmou que a igreja de Cristo não tinha por obrigação promover entretenimento àqueles que a igreja visitava. Antes pelo contrário, o Evangelho com todas as suas implicações precisava ser pregado de forma simples e objetiva.

Hoje, quase 120 anos após a morte de Spurgeon, boa parte da igreja brasileira promove em suas liturgias estruturas lúdicas e leves onde de forma simplista e descontraída o “evangelho politicamente correto” é anunciado. Na verdade, ouso afirmar que mediante o pluralismo eclesiástico de nosso tempo, encontramos uma variedade enorme de igrejas que anunciam o evangelho de Cristo segundo o gosto do freguês.

Como já havia escrito inúmeras vezes não suporto mais a efervescência da graça barata, o mercantilismo gospel, a banalização da fé. Infelizmente, Sou obrigado a confessar que fico impressionado com alguns devaneios por parte do povo evangélico, até porque, no quesito criatividade alguns dos nossos irmãos têm conseguido se superar.

Com dor no coração sou obrigado a confessar essa gente não têm pregado o evangelho do reino. Antes pelo contrário, o evangelho o qual estes têm pregado é humanista, megalomaníaco e antropocêntrico.

Prezado leitor, ser protestante, não é somente se identificar com o protesto feito pelos reformadores contra a corrupção eclesiástica e o falso ensinamento católico do século XVI; é muito mais do que isso. Ser protestante, é viver debaixo de um avivamento integral, é resgatar os valores indispensáveis a fé bíblica através da Palavra, é proclamar incondicionalmente a mensagem da graça de Deus em Cristo Jesus.

O lema "Eclésia reformata, semper reformanda", deveria estar sempre ressoando em nossos ouvidos e corações, desafiando-nos à responsabilidade de continuamente caminharmos segundo a Palavra, sem nos deixarmos levar por ventos de doutrinas e movimentos que tentam transformar a Igreja de Cristo, num circo eclesiástico, nas mãos de líderes equivocados, que manipulam o povo ao seu bel prazer, tudo isso em nome de Deus!

Uma nova reforma já!

Soli Deo Gloria.

Renato Vargens

quarta-feira, 17 de abril de 2013

A Cruz de Cristo | J.C. Ryle

imagescruzO que você pensa acerca da cruz de Cristo?

Talvez você considere esta questão como algo de somenos importância; não obstante, dela depende intensamente o bem-estar eterno de sua alma.

Há mil e oitocentos anos atrás, houve um homem que disse gloriar-se na cruz de Cristo. Foi alguém que revirou o mundo de cabeça para baixo pelas doutrinas que pregava. De todos os homens que já viveram neste mundo, foi ele quem mais contribuiu para o estabelecimento do Cristianismo. E mesmo assim, foi este homem quem disse aos Gálatas:

“Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”, Epístola de Paulo Aos Gálatas 6.14

Leitor, a “cruz de Cristo” deve ser um assunto verdadeiramente importante para que um apóstolo inspirado fale de tal forma sobre ela. Deixe-me tentar demonstrá-lo o verdadeiro significado desta expressão. Uma vez reconhecendo o que significa a cruz de Cristo, com a ajuda de Deus você se tornará capaz de perceber a importância dela para a sua alma.

A palavra cruz, na Bíblia, algumas vezes faz referência à cruz de madeira na qual o Senhor Jesus foi cravado e posto para morrer, no Calvário. Isto é precisamente o que São Paulo tinha em sua mente quando falou aos Filipenses que Cristo “foi obediente até a morte, e morte de cruz” (Fp 2.8).

Contudo, esta não era a cruz na qual São Paulo se gloriava. Ele esquivar-se-ia com horror da idéia de gloriar-se em um mero pedaço de madeira. Eu não tenho quaisquer dúvidas de que ele denunciaria a adoração católica romana do crucifixo como profana, blasfema e idolátrica.

A cruz, em outras vezes, é atinente às aflições e provações que os crentes atravessam pela causa da religião que professam, quando seguem a Cristo fielmente. Este é o sentido no qual nosso Senhor usa a palavra, quando diz: “Aquele que não toma a sua cruz, e segue-me, não é digno de mim” (Mt 10.38). Este também é o sentido no qual Paulo usa a palavra quando escreve aos Gálatas. Ele conhecia bem esta cruz. Deveras, ele a carregava pacientemente; no entanto, também não é sobre isto que ele está falando aqui.

Mas a palavra cruz também se refere, em alguns outros lugares da Escritura, à doutrina de que Cristo morreu pelos pecadores sobre a cruz, - a expiação que Ele fez pelos pecadores, por Seus sofrimentos em favor deles sobre a cruz – o completo e perfeito sacrifício pelo pecado que Jesus ofereceu quando deu Seu próprio corpo para ser crucificado. Em suma, este termo, “a cruz”, aponta para Cristo crucificado, o único Salvador. Este é o significado no qual Paulo usa a expressão, quando fala aos coríntios: “A pregação da cruz é loucura para os que perecem” (1 Co 1.18). E este também é o significado do que ele escreveu aos Gálatas: “Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”. Ele está dizendo simplesmente isto:

“Eu não me glorio em nada mais, exceto em Cristo crucificado, como a salvação de minha alma”.

Leitor, Jesus Cristo crucificado era a alegria e o deleite, o conforto e a paz, a esperança e a confiança, a fundação e o lugar de descanso, a arca e o refúgio, o alimento e o remédio da alma de Paulo. Ele não considerava que teria de executar algo por si mesmo ou padecer por si mesmo. Ele não era mediado por sua própria bondade e nem por sua própria retidão. Ele amava pensar naquilo que Cristo havia feito, e naquilo que Cristo havia sofrido - a morte de Cristo, a justiça de Cristo, a expiação deCristo, o sangue de Cristo, a obra finalizada de Cristo. Nisto, sim, ele se gloriava. Este era o sol de sua alma.

Este era o assunto que sobre o qual ele amava pregar. O apóstolo Paulo foi um homem que percorreu a terra proclamando aos pecadores que o Filho de Deus havia derramado o sangue de Seu próprio coração para salvar-lhes. Ele caminhou por todos os lugares neste mundo falando às pessoas que Jesus Cristo as amava, a ponto de morrer pelos seus pecados sobre a cruz. Observe como ele diz aos coríntios: “Eu vos entreguei o que primeiro recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados” (1 Co 15.3); “eu me determinei a não saber de qualquer coisa entre vós, a não ser Jesus Cristo, e este crucificado” (1 Co 2.2). Ele – um blasfemo, fariseu perseguidor – havia sido lavado no sangue de Cristo; de tal modo a não poder deixar de sustentar sua paz sobre este sangue. Por isso ele nunca se cansava de falar da história da cruz.

Este foi o tema sobre o qual ele amava alongar-se quando escrevia aos crentes. É maravilhoso observar como suas epístolas geralmente são repletas dos sofrimentos e da morte de Cristo - como elas discorrem sobre "pensamentos que inspiram e palavras que ardem" sobre o amor e o poder das agonias de Cristo. Seu coração parece cheio deste assunto: ele discorre sobre isto constantemente e retoma o tema continuamente. É o fio de ouro que perpassa todo seu ensino doutrinário, e todas as exortações práticas. Ele parece pensar que mesmo para o cristão mais maduro nunca é demais ouvir sobre a cruz.

Foi sobre isto que ele viveu toda sua vida, desde o tempo de sua conversão. Ele diz aos gálatas: “A vida que agora eu vivo na carne, vivo-a pela fé no Filho de Deus, o qual me amou, e a si mesmo se deu por mim” (Gl 2.20).

  • O que o faz tão forte para o labor?
  • O que o faz tão disposto para a obra?
  • O que o faz tão incansável em esforçar-se para salvar alguns?
  • O que o faz tão perseverante e paciente?

Eu vou dizê-lo, qual o segredo disto tudo. Ele sempre se alimentava pela fé do corpo de Cristo e do sangue de Cristo. Jesus Cristo foi a comida e a bebida de sua alma.

E leitor, você pode estar convicto de que Paulo estava correto. Confiar nela, isto é, na cruz de Cristo, - a morte de Cristo sobre a cruz para fazer a expiação pelos pecadores – é a verdade central ao longo de toda a Bíblia. Esta é a verdade que encontramos logo ao abrirmos no livro do Gênesis. A semente da mulher que esmagaria a cabeça da serpente - isto não é outra coisa senão uma profecia de Cristo crucificado. Deveras, esta é a verdade que brilha, por trás do véu, em toda a lei de Moisés e na história dos judeus. Os sacrifícios diários, o cordeiro pascal, o contínuo derramamento de sangue no tabernáculo e no templo - tudo isto são sombras do Cristo crucificado. E esta é a verdade que também vemos ser honrada na visão do céu, antes do fechamento do livro das Revelações: “Então, vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto”(Ap 5.6). De fato, mesmo em meio à glória celestial nós encontramos uma visão de Cristo crucificado.

Tire a cruz de Cristo, e a Bíblia será um livro obscuro. Ela seria como os hieróglifos egípcios, sem a chave que interpreta o seu significado – curiosa e maravilhosa, mas sem qualquer serventia real.

Leitor, observe bem o que eu lhe digo. Você pode conhecer uma boa porção da Bíblia. Pode conhecer os contornos das histórias nela contidas, e até a data dos eventos que a Bíblia descreve, assim como alguém pode conhecer a história da Inglaterra. Você pode conhecer os nomes dos homens e mulheres nela mencionados, assim como um homem conhece César, Alexandre o Grande, ou Napoleão. Você pode conhecer vários preceitos da Bíblia, e os admirar, assim como um homem admira Platão, Aristóteles, ou Sêneca. Mas se você ainda não descobriu que Cristo crucificado é o fundamento de cada livro, você tem lido a Bíblia até agora de modo muito pouco proveitoso. Sua religião é um céu sem um sol, um arco sem um fecho, um compasso sem uma agulha, um relógio sem molas ou valores, um candeeiro sem óleo. Ela não o confortará. Ela não livrará a sua alma do inferno.

Leitor, observe mais uma vez o que eu lhe digo. Você pode conhecer bastante acerca de Cristo, tendo alguma espécie de conhecimento intelectual. Você pode conhecer bem quem Ele foi, e onde Ele nasceu, e o que Ele fez. Você pode conhecer Seus milagres, Suas falas, Suas profecias, e Suas ordenanças. Você pode saber como Ele viveu, como Ele sofreu, e como Ele morreu. Contudo, pode-se conhecer o poder da cruz de Cristo experimentando-o; deveras - a menos que você saiba e reconheça que aquele sangue derramado sobre a cruz lavou seus próprios pecados particulares, e a menos que você esteja disposto a confessar que sua salvação depende inteiramente da obra que Cristo realizou sobre a cruz -, se não for esse o seu caso, Cristo não lhe será em nada proveitoso. Sim, o mero conhecimento do nome de Cristo jamais o salvará. Você deve conhecer a Sua cruz e o Seu sangue, ou então acabará morrendo em seus próprios pecados.

Leitor, enquanto você viver, tome cuidado com uma religião na qual não se ouve muito da cruz. Você vive em tempos nos quais a cautela, lamentavelmente, é necessária. Cuidado, eu repito, com uma religião sem a cruz.

Há centenas de lugares de adoração nestes dias, nos quais se encontram quase todas as coisas, exceto a cruz. Há carvalhos gravados, e pedras esculpidas; há vidros coloridos, e pinturas esplêndidas; há serviços solenes, e uma constante série de ordenanças; mas a cruz real de Cristo não há. Jesus crucificado não é proclamado no púlpito. O Cordeiro de Deus não é exaltado, e a salvação mediante a fé n’Ele não é livremente proclamada. E, por conseguinte, todos estes lugares estão em erro. Leitor, acautele-se de tais lugares de adoração. Eles não são apostólicos. Eles não haveriam de satisfazer a São Paulo.

Há milhares de livros religiosos publicados hodiernamente, nos quais se acham quase todas as coisas, exceto a cruz. Eles são plenos de direcionamentos sobre os sacramentos, e louvores da Igreja; eles abundam em exortações para uma vida santa, e em regras para a consecução da perfeição; eles apresentam fartura de fontes e cruzes, tanto interna quanto externamente; mas a cruz real de Cristo é deixada de fora. O Salvador e Seu amor agonizante tampouco são mencionados, ou o são de um modo anti-escriturístico. E, por conseguinte, todos estes livros são piores do que imprestáveis. Eles são não apostólicos. Eles jamais satisfariam a São Paulo.

Leitor, São Paulo não se gloriava em nada mais, a não ser na cruz. Esforce-se para também ser assim. Coloque Jesus crucificado sempre diante dos olhos de sua alma. Não ouça qualquer ensino que interponha algo entre você e Ele. Não caia no antigo erro dos gálatas. Não pense que alguém nestes dias seja melhor guia do que os apóstolos. Não se envergonhe das antigas veredas, nas quais percorreram homens que foram inspirados pelo Espírito Santo. Não deixe que a conversa vazia de homens que proferem grandes palavras dilatadas sobre a catolicidade, e a igreja, e o ministério, perturbem a sua paz, e o façam despreender-se da cruz. As igrejas, os ministros e os sacramentos são todos importantes a seu próprio modo, mas eles não são Cristo crucificado. Não dê a glória de Cristo a nenhum outro. “Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor”.

Leitor, pus tais pensamentos diante de sua mente. O que você pensa agora sobre a cruz de Cristo? Eu não posso dizer; mas não posso desejar a você algo melhor do que isto – que você possa ser capaz de dizer com o apóstolo Paulo, antes de você morrer ou apresentar-se ao Senhor, “Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”. Amém.

 

Por: J.C. Ryle

Fonte: Monergismo.com

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Ecumenismo, avanço ou uma ameaça à igreja? | Hernandes Dias Lopes



Está na moda o diálogo inter-religioso. Vivemos a época do inclusivismo, fruto da ideia pós-moderna, que não existe verdade absoluta.Muitos pastores, em nome do amor, sacrificam a verdade e caem nessa teia perigosa do ecumenismo. 

Precisamos afirmar que não existe unidade espiritual fora da verdade, assim como luz e trevas não podem coexistir. Não podemos ser um com aqueles que negam a salvação pela graça de Cristo Jesus. Não é um ato de amor deixar que aqueles que andam pelo caminho largo da condenação sigam "em paz" por esse caminho de morte. Esse falso amor tem cheiro de morte. 

Essa atitude de dar as mãos a todas as religiões, numa espécie de convivência harmoniosa, acreditando que toda religião é boa e leva a Deus é uma falácia. Toda religião é vã a não ser que pregue a Cristo, e este crucificado. Toda religião afasta o homem de Deus, a não ser que anuncie Jesus Cristo como o único caminho para Deus! 

Vamos deixar esse discurso falacioso de amor a todos, e vamos amar de verdade às pessoas, de todas as religiões, pregando a elas, com senso de urgência, o evangelho que exige arrependimento e fé e oferece vida eterna.

Obviamente, a união de todas as religiões e de todas as crenças não é um avanço, mas uma ameaça à igreja de Cristo. O que está por trás dessa tentativa de unir todas as crenças é a heresia de que toda religião é boa e todo o caminho leva a Deus. O ecumenismo, o diálogo inter-religioso e a fraternidade com todos os credos é um engano fatal. É um falso entendimento do que Jesus ensinou sobre a unidade espiritual da igreja. Não há unidade espiritual fora do evangelho de Cristo. O argumento de que Jesus acolheu publicanos e pecadores e por isso devemos receber todos os credos é uma falsa interpretação do texto bíblico. O amor não é um substituto da verdade. Todos são convidados a vir a Cristo, mas de todos é exigido arrependimento e fé.

É preciso alertar, ainda, que essa frouxidão doutrinária do liberalismo desemboca na relativização moral. O entendimento pós-moderno é que cada um tem sua própria verdade. A verdade deixou de ser objetiva para ser subjetiva. Com isso, assistimos, estarrecidos, não apenas um ataque aos valores morais, mas uma inversão dos valores morais. O profeta Isaías já havia denunciado essa atitude: 

"Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!" (Is 5.20). 

É isso que estamos vendo na mídia todos os dias. Faz-se apologia do aborto, do adultério, do homossexualismo, da violência e da mentira. Porque uma ideia falsa foi plantada no passado, estamos fazendo uma colheita desditosa no presente. 

A igreja de Cristo precisa estar firme contra todas essas ondas de engano e permanecer inabalável no cumprimento de sua vocação de levar o evangelho a toda criatura, em todo o mundo.

Rev. Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 14 de março de 2012

Cinco Pecados que Ameaçam os Calvinistas: Parte 2 - O Pecado da Intolerância Fraternal | Solano Portela

O Pós-modernismo e a Tolerância
Uma das características do pós-modernismo é a excessivatolerância impingida a todas as opiniões, ou o que poderíamos chamar derelativização das verdades. Como brilhantemente já expôs o Dr. Héber Carlos deCampos,(6) o pós-modernismo caracteriza-se pelo pluralismo de idéias e pelapremissa que nenhuma verdade é a “verdade verdadeira” e que temos que sertolerantes, ou politicamente corretos, com todos os pontos de vista. Comocalvinistas acreditamos estarmos firmados na verdade, não em uma verdade sujeitaà compreensão subjetiva de cada um. Essa verdade é proposicional, objetiva,não-contraditória e inquestionável pois procede de revelação da parte de Deusao homem, representada pelas inerrantes Escrituras Sagradas - a Bíblia.

Pode parecer estranho, conseqüentemente, que estejamosclassificando intolerância como pecado, quando nossa própria compreensão dasverdades bíblicas nos impele em direção contrária ao pós-modernismo, exigindo anossa intolerância. Devemos fazer uma diferenciação, entretanto, entre tolerânciaexterna e a tolerância na fé, ou fraternal (entre irmãos da mesma fé). Nessesentido, o próprio Heber Campos declara: “Devemos ser politicamente corretosquando a verdade não está em jogo”. (7)

Intolerância vs. Intransigência
Nesse sentido, por uma questão de clareza, gostaria depropor que diferenciássemos as duas situações distintas, chamando aintolerância externa de intransigência. Assim, consideradas e verificadas aaceitação de certas verdades bíblicas, básicas e comuns, devemos ser tolerantes,mantendo, simultaneamente, a intransigência (intolerância externa).

Um dos grandes problemas que confrontamos é o de confundirintolerância com intransigência. Em muitas ocasiões somos intolerantes echegamos a nos orgulhar disso, como se fosse uma marca necessária às nossasconvicções teológicas. Definindo mais detalhadamente, intolerância fraternal, aatitude que não deveríamos ter, o pecado que deveríamos evitar, é:

· Falta de amor no trato com os nosso irmãos;
· Falta de discernimento das questões prioritárias, do que émais importante em nossa fé cristã.

O ensino de Paulo Sobre Tolerância Fraternal
Em Colossenses 3.12-16 temos ensinamento do apóstolo Paulosobre a necessidade de demonstração de tolerância fraternal. Diz-nos o texto:

12. Revestí-vos, pois, como eleitos de Deus, santos eamados, de coração compassivo, de benignidade, humildade, mansidão,longanimidade,
13. suportando-vos e perdoando-vos uns aos outros, se alguémtiver queixa contra outro; assim como o Senhor vos perdoou, assim fazei vóstambém.
14. E, sobre tudo isto, revestí-vos do amor, que é o vínculoda perfeição.
15. E a paz de Cristo, para a qual também fostes chamados emum corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos.
16. A palavra de Cristo habite em vós ricamente, em toda asabedoria; ensinai-vos e admoestai-vos uns aos outros, com salmos, hinos ecânticos espirituais, louvando a Deus com gratidão em vossos corações.

A orientação de Paulo é precisa e inquestionável. Da mesmaforma com que fomos perdoados e recebidos em extrema graça e tolerância, pornosso Senhor Jesus Cristo, assim também, seguindo o Seu exemplo, devemosdesenvolver semelhante atitude e testemunho para com os nossos irmãos (v. 13).O sentimento que deve ser notado pelos circunstantes, é o amor, o qual, ele noscomissiona, deve ser nossa vestimenta (“revesti-vos” – v. 14). Esse estilo devida é compatível e conduz à paz de Cristo (v. 15), gerando harmonia e ações degraças. Notem que, realisticamente, Paulo constata a possibilidade dediferenças de opiniões, situação em que é própria e cabível o ensino e aadmoestação (v. 16). Tais diferenças devem ser tratadas com a palavra deCristo, que deve habitar em nossos corações, resultando em amplo louvor ao nomede Deus.

Detalhando o Conceito de Intransigência
Não obstante, as advertências acima, existe campo para aintransigência que não é pecado. Dentro da definição que propusemos,intransigência seria, então:
· zelo pela verdade
· compreensão das doutrinas prioritárias da Palavra de Deus
Intransigência é o contrário de transigir, ou sejaultrapassar os limites; quebrar as regras recebidas. Nesse sentido,intransigência deve ser característica de cada calvinista, de cada crenteconvicto das verdades bíblicas. Ele não pode abrir mão das doutrinas claras,declaradas na Palavra de Deus. Ele não pode ultrapassar os limites traçados porDeus.

O Ensino de Paulo sobre Intransigência
Um exemplo dessa atitude, que é correta e própria, éencontrado na pessoa de Paulo, conforme sua inspirada declaração, em Gálatas(1.6-10). Nesse trecho Paulo fala de crentes “não tão quentes” que estãodesenvolvendo um ministério paralelo ao seu, indo de igreja em igreja,pregando. A reação de Paulo é bastante diferente daquela expressa na carta aosFilipenses 1.12-18, onde foi bastante benevolente e tolerante. Os dez primeirosversos da carta aos Gálatas dizem o seguinte:

1. Paulo, apóstolo (não da parte dos homens, nem porintermédio de homem algum, mas sim por Jesus Cristo, e por Deus Pai, que oressuscitou dentre os mortos),
2. e todos os irmãos que estão comigo, às igrejas daGalácia:
3. Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai, e doSenhor Jesus Cristo,
4. o qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para noslivrar do presente século mau, segundo a vontade de nosso Deus e Pai,
5. a quem seja a glória para todo o sempre. Amém.
6. Estou admirado de que tão depressa estejais desertandodaquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho,
7. o qual não é outro; senão que há alguns que vos perturbame querem perverter o evangelho de Cristo.
8. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasseoutro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema.
9. Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Sealguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.
10. Porventura procuro eu agora o favor de homens, ou o deDeus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servode Cristo.


Nos versículos 1 a 5, Paulo fez a sua apresentação,indicando a sua autoridade apostólica, demonstrando que ela vem de Deus e nãode homens. A carta foi primariamente dirigida à Igreja da Galácia, mas teveampla circulação entre as demais igrejas. Paulo dá glória a Deus e indica queJesus Cristo se deu por nós para nos livrar das maldades desta era, passando atratar de um problema que estava surgindo naquela igreja: a aceitação de umevangelho adulterado.

No v. 6 ele mostra uma profunda perturbação interna –"estou assombrado", diz, demonstrando grande admiração que os membrosdaquela igreja estivessem mudando rapidamente de convicções. A afeição e alealdade estava sendo colocada em outra doutrina, pois estavam dando ouvidos a"alguns" (v. 7) que perturbavam e queriam perverter o evangelho deCristo. Pregavam um outro evangelho (grego: heteros-- distinção com o outro, doverso seguinte, que é allos. Aqui, heteros = ouk allo, ou seja diferente, “nãooutro”). Paulo referia-se, sem dúvida, aos judaizantes que pretendiam adicionaralgumas coisas "palpáveis, visíveis", à simples pregação doevangelho. Quem sabe eles diziam que era apenas uma questão de método? Talvezfosse muito mais atraente, desse mais substância, ou talvez até, mais emoção aoevangelho. Estas pessoas se apresentavam com autoridade e se propunham adeclarar o método de salvação. Paulo mantém a designação "evangelho"porque era apresentado como tal, mas na realidade, diz ele, não é evangelhonenhum (sistema diferente, mensagem diferente, doutrina diferente)!

No v. 8, Paulo dirige-se ao fundo do seu extenso vocabuláriogrego para classificar estas pessoas e lança uma fortíssima condenação.Independentemente de quem quer que seja: estas pessoas, ele próprio, ou até umanjo do céu—se vier trazer um evangelho que vá além (note que não eranecessariamente diferente na aparência, mas com algumas coisas adicionadas)daquele que eles tinham previamente ouvido da parte dele, tal pessoa deveriaser considerada anátema (isto é: amaldiçoado). Estas palavras contêm umaterrível responsabilidade a nós que fomos comissionados a pregar e a transmitiras verdades de Deus.

Para que não pairasse qualquer dúvida sobre o seu zelo,sobre sua posição, ele repete mais uma vez as mesmas palavras, no versículo 9.Não quer ser mal-entendido, não quer deixar "passar em branco", nãoquer parecer precipitado - é um pensamento depurado e destilado sob o fogo dozelo e sob o direcionamento sobrenatural do Espírito Santo.

Podemos negligenciar o aviso contido e pensar que Paulo sereferia somente à sua situação específica. Afinal, não temos mais judaizantesem nosso meio! Muitos de nós chegam a fazer, corretamente, a aplicação destaspalavras à pregação da Igreja Católica Romana, com suas adições e condiçõesanexadas à Graça salvadora de Cristo. Isto não basta, temos que analisar o queestá acontecendo no campo chamado "evangélico". Tristemente iremos,em muitas ocasiões, encontrar a proclamação de "outro" evangelho.

Paulo poderia ter particularizado a questão, especificadoquem ele combatia, mas quis o Espírito Santo, em sua soberania, deixar acolocação de forma genérica, de tal modo que o princípio fosse enfatizado — nãopodemos mexer com o cerne do evangelho.

Nesse sentido, devemos ser intransigentes porque, noversículo 11, ele coloca: “Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho pormim anunciado não é segundo o homem; porque eu não o recebi, nem o aprendi dehomem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo”. Eis a razão de Paulo parater esta convicção: o evangelho não é doutrina de homens, mas sim revelação deJesus Cristo. Ele contraria a perspicácia, os desejos e as motivações carnaisdo homem. Temos que ter a coragem de "remar contra a maré" e proclamaro puro Evangelho de Cristo, sendo intransigentes nisso.

Uma Demonstração de Tolerância, na Vida de Paulo
Na epístola aos Filipenses (1.12-18), Paulo mostrou-sebastante tolerante com relação àqueles que pregavam a Cristo até com o motivoerrado, mas sem adulterar o conteúdo da mensagem. Não é que ele recomende afalta de sinceridade ou os motivos errados dos que se aproveitavam de suascadeias para pregar, mas ele é surpreendentemente tolerante. No entanto, não hánenhuma menção, no trecho, de que houvesse distorção no conteúdo da mensagem.Paulo sabia analisar os detalhes, discernir as prioridades e se concentrar nasquestões cruciais da fé cristã. Ele não temia ser conhecido e caracterizado porsua intransigência, quando o cerne do evangelho estava sendo adulterado.Entretanto, ele não queria ser classificado de intolerante, se este perigoestava ausente. Ele não queria ser “do contra” contra tudo, mas sim contra oque se merecia ser contra. A tolerância tem que ser uma atitude sempre presenteem nossa vida para com aqueles irmãos com os quais temos algumas diferenças. Anossa intransigência deve se conter àquelas coisas que estão perturbando ospontos fundamentais do evangelho, mas a caridade cristã, o amor de Cristo, deveser refletido em nossas atitudes, derramando-se sobre todos aqueles que foramresgatados pelo preciosos sangue de Cristo.


John Owen e Tolerância
Um dos maiores teólogos e expositores da Palavra de Deus quejá existiu, o puritano John Owen (1616-1683), viveu em uma era retratada pormuitos como uma época de intolerância. Owen era realmente intransigente, comrelação às doutrinas cardeais do evangelho, mas, surpreendentemente, ele eraextremamente tolerante com aqueles que não compartilhavam a sua interpretaçãoda Palavra de Deus. Naquela ocasião ele era conselheiro de governantes erespeitado por esses. Não seria inusitado, para a época, valer-se de suaposição de influência para promover expurgos e perseguições religiosas. Muitosassim o fizeram. Owen, entretanto, proferiu vários sermões e escritosdefendendo a tolerância e o tratamento amoroso da falta de entendimento demuitos.

Poderíamos dizer que Owen teve esta coragem de “remar contraa maré” da sua época, defendendo um tratamento meramente eclesiástico dasquestões religiosas, consciente de que o Senhor era o legítimo proprietário dasconsciências, a quem os homens haveriam de prestar contas por suas persuasões econvicções.

Em um de seus sermões ele retrata bem a intransigência dePaulo, quando declara: “Algumas coisas, na realidade, estão tão claramenteestabelecidas nas escrituras e tão bem determinadas, que não é possívelquestioná-las ou negá-las” .(8) Owen continua, entretanto, e se posiciona emdefesa da tolerância, refletindo uma atitude que, comparada com a nossaintolerância contumaz, deveria nos envergonhar, tamanha é a sua sensibilidade.Escreve ele:
…mas, geralmente, erros ocorrem em coisas de difícilcompreensão, que não são tão claras e evidentes… Com relação a tais, é muitodifícil classificá-las de heresias.
A sensibilidade de nossos próprios males, falhas,incompreensões, escuridão e o nosso conhecimento parcial, deveria operar em nósuma opinião caridosa para com as pobres criaturas que, encontrando-se em erro,assim estão com os corações sinceros e retos, com postura semelhante aos queestão com a verdade. (9)
Em 1648 Owen pregou um extenso sermão no ParlamentoBritânico, na Câmara dos Comuns, intitulado “Sobre Tolerância”, no qualdefendeu, mais uma vez a demonstração do amor cristão e a não-intervenção dospoderes governamentais nas diferenças de opiniões eclesiásticas. (10)

A Tolerância de Cristo
O grande exemplo de tolerância, nos é fornecido pelo próprioCristo. Em Mateus 20.20-28 lemos sobre o incidente onde Jesus recebe o pedidoda mulher de Zebedeu, para que seus filhos (Tiago e João) tivessem lugar deproeminência no reino que Ele havia acabado de anunciar. Possivelmente possuídade um conceito errado sobre a natureza desse reino e pleiteando cargos deimportância política, ela funda a instituição do “lobby governamental”. Comessa atitude, ela demonstra uma ampla falta de percepção espiritual, mas essafalha não era só dela. Seus filhos parecem apoiá-la e participar ativamente dopedido. Em sua resposta, Jesus diz que eles estão “por fora”, ou seja, “nãosabem o que pedem”.

Depois de estarem por tanto tempo tão próximos a Jesus,ouvindo os Seus ensinamentos, podemos até pensar, como é que eles erraram oalvo dessa maneira? Como é possível que não se aperceberam da naturezaespiritual do reino e da postura de servos que deveriam ter? Mas a situação émais grave ainda, porque os outros dez, passaram a demonstrar igual atitude deinveja e ira, com relação àquele pedido inoportuno. Se eles estivessem imbuídosda atitude de servos, conscientes de que deveriam, cada um, “considerar osoutros maiores do que a si mesmo”, certamente teriam dito a Jesus – “realmente,eles parecem ser bem qualificados para terem um lugar de importância no reino!Não nos importamos se eles forem nomeados”. Mas não, eles estavam, com certeza,pensando: “Por que eles, e não nós?” Repentinamente, depois de tantosensinamentos, Jesus viu todos os Seus auxiliares imediatos, os homens com osquais deixaria a Sua igreja, envolvidos em uma disputa rasteira sobre cargos einfluência pessoal… Como Ele deve ter se entristecido. Qual foi sua reação?

Registra o texto que Jesus, pacientemente, chamou a todos aolado e passou a ensinar-lhes, mais uma vez, a natureza do Seu reinadoespiritual, a verdadeira missão que lhes seria confiada. Que demonstração de amore de tolerância com a falta de entendimento daqueles irmãos. Que exemplo depaciência, para nós, e que incentivo para que sejamos mais tolerantes ecaridosos com os nossos irmãos. Que Deus nos livre do pecado da intolerância.

(6) Heber Carlos de Campos, O Pluralismo do Pós-Modernismo,Fides Reformata (São Paulo: Seminário Presbiteriano José Manoel da Conceição,1997), 2/1, 5-28.

(7) Campos, palestra realizada no VI Simpósio do Projeto OsPuritanos, Águas de Lindóia, São Paulo, 6-13 de junho de 1997.

(8) JohnOwen, Sermão: “A Prática do Governo da Igreja” em The Works of John Owen(Londres: The Banner of Truth Trust, 1967) Vol. VIII, 60.

(9) Owen, Works, VIII, 61.

(10) Owen, “Of Toleration”, Works, VIII, 163-206.

Sequência: [Introdução][1ªParte][2ªParte][3ªParte][4ªParte][5ªParte]

Por: Solano Portela
Fonte: solanoportela.com

Este livreto foi publicado no site da 1a Igreja Presbiteriana do Recife contendo uma versão preliminar publicana na revista "Os Puritanos". A versão publicada aqui é a completa. Este texto completo foi publicado pela Editora PES e pode ser adquirido através do site da editora:
http://www.editorapes.com.br