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sexta-feira, 9 de setembro de 2022

ESTADOS UNIDOS: UM EXEMPLO DO PROCESSO DE SECULARIZAÇÃO DA SOCIEDADE | Pr. Miguel Nunez

É lamentável que a nação norte-americana, tão impactada pelos valores cristãos, tenha empreendido um processo de secularização que se acelerou desde a década de 1960. Esta década foi considerada por muitos como a dobradiça que dobrou a civilização ocidental para outra direção. Porém, é ainda mais doloroso ver o que aconteceu nos últimos quinze anos com a revolução sexual que ameaça nossa região depois de tomar a Europa e nos Estados Unidos. Fazemos extensa menção ao que aconteceu nos Estados Unidos porque é a nação mais influente sobre nós, latinos. 

Observe o progresso da deterioração moral desta nação:
 
  • Ano 1962: As orações nas escolas públicas são proibidas nos Estados Unidos, após 200 anos de orações públicas nas escolas. 
  • Ano 1963: é proibida a leitura da Bíblia nas escolas públicas. 
  • Ano 1968: as leis que proibiam o ensino da teoria da evolução são declaradas inconstitucionais. 
  • Ano 1973: o aborto é legalizado. 
  • Ano 1987: são anuladas as leis que exigiam o ensino da criação para que a teoria da evolução fosse ensinada nas escolas. 
  • Ano 2004: em 17 de maio, Massachusetts se torna o primeiro estado dos Estados Unidos a aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. 
  • Ano 2013: em 26 de junho, a Suprema Corte de Justiça dos Estados Unidos aprova o casamento homossexual. 
São muitas as mudanças que vivenciamos como sociedade. Normalmente, o padrão de variações sociais segue essa direção: a Europa muda primeiro, seguida pelos Estados Unidos e depois pela América Latina. 

O sociólogo Charles Taylor, em seu livro A era secular, afirma: “Antes da modernidade no Ocidente, a existência de Deus era assumida em todos os níveis.”

O mesmo autor afirma: “Hoje, especialmente na Europa e nos Estados Unidos, acreditar em Deus é simplesmente uma entre muitas opções.”

A agenda que eles querem impor às nossas nações é agressiva e, portanto, devemos conhecê-la. 

Miguel Nunez
In: Revolução Sexual: Perspectiva Bíblica e Analise Médica,  pp. 108-109 
[Pro Nobis Editora]

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Uma Admoestação a Jovens Evangélicos que Abraçam a Cultura - John Piper

Demas, tendo amado o presente século, me abandonou e se foi para Tessalônica (2Tm 4:10).

Neste vídeo, John Piper nos alerta sobre um amor pelo mundo que torna o ministério impossível - um amor pelo mundo que ou leva ao abandono do ministério, ou torna o ministério tão secular que ele se torna inútil.

Fonte: Editora Fiel

4. Como ser Reformado num Mundo Pós-Moderno | Leandro Lima

Por: Leandro Lima

Fonte: Igreja Presbiteriana de Sto. Amaro

Curso: Treinamento de Líderes Cristãos Para os Desafios do Século 21

Palestras: [][][][][5ª][6ª][7ª][8ª][9ª][10ª][11ª][12ª][13ª][14ª]

terça-feira, 21 de maio de 2013

Alguns Princípios Cristãos sobre o Lazer e Entretenimento | Augustus Nicodemus Lopes

Faz algum tempo acompanhei uma discussão entre jovens cristãos, pela Internet, sobre a ida a shows de artistas famosos. Após uma boa troca de mensagens, postei a mensagem abaixo sobre alguns princípios cristãos sobre o lazer. Fica para a reflexão de quem se interessar:
Queridos,

Acho que o método certo para analisarmos esta questão e outras é estabelecermos os princípios bíblicos que controlam o assunto. Sem o referencial bíblico ficaremos às apalpadelas. Menciono alguns princípios bíblicos que controlam a questão do LAZER do crente -- pois é aqui que se encaixa o assunto.

1. É dever do crente fazer todas as coisas para a glória de Deus. Isto inclui o lazer. Portanto, qualquer forma de lazer em que o crente não consiga glorificar a Deus deveria ser questionada. Esclareço que eu iria a um show de artistas cujo conteúdo, ambiente, letra das músicas, apresentação pessoal dos artistas (alguns se apresentam semi-despidos) não ofendam as virtudes cristãs nem os valores morais do Cristianismo.

2. Também é dever do crente desfrutar com moderação de todas as coisas boas que Deus criou, usando com moderação a alegria, o sono, a alimentação, os exercícios e certamente o lazer também. O lazer não pode se transformar num ídolo, e receber o primeiro lugar em minha vida. Cristo é quem deve ter esta prioridade.

3. O cristão deve evitar todas as ocasiões à impureza, em que a tentação é maior e mais pesada; deve evitar a sociedade com ímpios e devassos; sua mente deve estar sempre ocupada com "tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento" (Fp 4:8). Tenho certeza que a letra de algumas músicas de alguns artistas não se pode encaixar aqui. Não vejo como um crente pode descontrair-se e agitar-se ao som de uma música que exalta a infidelidade conjugal ou idolatra o homem ou a mulher.

4. Compete ao cristão também "examinar todas as coisas e reter o que é bom". Não devemos reter o mal e nem nos deliciarmos nele. Se estou escutando uma música que exalta o amor homossexual, ou a violência contra a mulher, ou o adultério, ou uma relação promíscua, certamente não devo ter prazer algum nestas coisas. Por outro lado, tem muita letra boa e sã, sem maldade ou malícia. Tudo OK, nestes casos. A graça comum de Deus permite que algumas coisas boas ainda sejam produzidas pela humanidade não regenerada.

5. Por último, o amor a Cristo e ao próximo precede o uso da liberdade cristã. Se no uso da minha liberdade irei ser escândalo para o Evangelho ou outros irmãos, me compete abrir mão por amor.

Apesar da "cultura de proibição de programas para a juventude" que foi mencionada numa mensagem da lista, não podemos esquecer que o crente é escravo de Deus e que tem com única regra de fé e prática a Bíblia. Até na hora de descontrair.

Um abraço,

Pr. Augustus

Fonte: O Tempora! O Morris!

terça-feira, 30 de abril de 2013

domingo, 3 de março de 2013

Por que os jovens evangélicos estão se desviando na universidade?

As estatísticas são sombrias. Alguns chegam a afirmar que em média, 60% dos jovens evangélicos que adentram a universidade se afastam da comunhão dos santos e da igreja. Ora, seria simplista da minha parte afirmar de modo absoluto os reais motivos para a apostasia de nossos jovens, todavia, acredito que algumas razões são preponderantes para o esfriamento da fé da juventude cristã:

1- Nossos jovens não estão sendo preparados pela igreja para enfrentar as demandas sociais, comportamentais e filosóficas na universidade.  Na verdade, afirmo sem a menor sombra de dúvidas de que a igreja não está oferencendo a sua juventude ferramentas necessárias para a desconstrução de valores absolutamente anticristãos. Por exemplo, as universidades públicas estão repletas de conceitos marxistas. Volta e meia eu recebo a informação de professores que em sala de aula zombam de Cristo, ridicularizando  publicamente todos aqueles que se dizem cristãos.

2- Nossos jovens não estão sendo preparados pelos pais com vistas ao enfrentamento cultural. Vivemos numa sociedade multifacetada, cujo os valores relacionados a sexo, família, trabalho, sucesso e moral foram relativizados. Nesta perspectiva não são poucos aqueles que ao longo dos anos tem sucumbido diante da avalanche de conceitos extremamente antagônicos aos pressupostos bíblicos-cristãos.

3- Nossos jovens não tem sido preparados pela igreja para responder as perguntas de uma sociedade sem Deus como também oferecer respostas àqueles que lhes questionam a razão da sua fé.  Nesta perspectiva os conceitos "simplistas" de alguns dos nossos rapazes e moças  tem sido facilmente descontruídos num ambiente onde o cetiscismo e a incredulidade se fazem presentes.

4- Nossos jovens tem sido influenciados negativamente pelo secularismo, hedonismo e satisfação pessoal. Sem sombra de dúvidas acredito que o secularismo é um grave problema em nossos dias. A Europa por exemplo transformou-se num continente secularista onde o que mais importa é o bem estar comum e a ausência de Deus. Nesta perspectiva vive-se para o prazer, nega-se uma fé transcendente quebrando todo e qualquer paradigma que nos faça lembrar de Cristo ou da igreja.

Diante deste funesto quadro surge a pergunta: O que fazer então?

1-  A Igreja precisa fortalecer a família oferecendo aos casais ferramentas para a edificação de lares sólidos cujo fundamento é infalível Palavra de Deus.

2- A Igreja precisa preparar os seus jovens para responder as perguntas da sociedade. Nessa perspectiva, deve-se investir numa formação apologética, cujo foco deve ser oferecer a juventude "armas" espirituais capazes de anular sofismas.

3- A Igreja precisa investir em universitários promovendo grupos de comunhão, debates, além de discussões teológicas, sociológicas e filosóficas, oferecendo a estes condições de responder aos seus inquiridores o porque da sua fé.

4- A Igreja precisa estudar teologia com os universitários. Questões relacionadas ao pecado, juízo eterno, salvação, morte e sofrimento além de tantos outros conceitos relacionados aos nossos dias precisam ser explicados e entendidos pelos nossos jovens.

5- A Igreja precisa preparar os seus jovens para se relacionarem com a cultura. O problema é que em virtude do maniqueísmo que nos é peculiar satanizamos o mundo bem como todas as suas vertentes culturais. Por outro lado, existem aqueles que em nome da contextualização "mundanizaram" a Igreja, levando o povo de Deus a um estilo de vida ineficaz cujos frutos não tem sido muito bons.

6- A Igreja precisa fomentar em seus jovens o desejo de conhecer a Deus e se relacionar com Ele. Jovens que se relacionam com Deus através da oração e das Escrituras Sagradas tornam-se mais fortes diante dos embates desta vida.

Que Deus nos ajude diante hercúlea missão e que pela graça do Senhor nossa juventude possa ser bênção da parte do Senhor na universidade.

Soli Deo Gloria,

Auto e Fonte: Renato Vargens

Recomendo também, O Desafio da Universidade, com o Rev. Augustus Nicodemus

O Desafio da Universidade | Augustus Nicodemus

  • Por: Augustus Nicodemus
  • Fonte: Igreja Presbieriana de Aanto Amaro
  • Aula sobre o Desafio da Universidade para os Jovens Cristãos.
    Data: 20/01/2013

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A Morte de Uma Igreja | Hernandes Dias Lopes



As sete igrejas da Ásia Menor, conhecidas como as igrejas do Apocalipse, estão mortas. Restam apenas ruínas de um passado glorioso que se foi. As glórias daquele tempo distante estão cobertas de poeira e sepultadas debaixo de pesadas pedras. Hoje, nessa mesma região tem menos de 1% de cristãos. 

Diante disso, uma pergunta lateja em nossa mente: o que faz uma igreja morrer? Quais são os sintomas da morte que ameaçam as igrejas ainda hoje?

Em primeiro lugar, a morte de uma igreja acontece quando ela se aparta da verdade. Algumas igrejas da Ásia Menor foram ameaçadas pelos falsos mestres e suas heresias. Foi o caso da igreja de Pérgamo e Tiatira que deram guarida à perniciosa doutrina de Balaão e se corromperam tanto na teologia como na ética. Uma igreja não tem antídoto para resistir a apostasia quando abandona sua fidelidade às Escrituras nem a inevitabilidade da morte quando se aparta dos preceitos de Deus. 

Temos visto esses sinais de morte em muitas igrejas na Europa, América do Norte e também no Brasil. Algumas denominações históricas capitularam-se tanto ao liberalismo como ao misticismo e abandonaram a sã doutrina. 

O resultado inevitável foi o esvaziamento dessas igrejas por  um lado ou o seu crescimento numérico por outro, mas um crescimento sem compromisso com a verdade e com a santidade. Não podemos confundir numerolatria com crescimento saudável. Nem sempre uma multidão sinaliza o crescimento saudável da igreja. Uma igreja pode ser grande e mesmo assim estar gravemente enferma. Sempre que uma igreja troca o evangelho da graça por outro evangelho, entra por um caminho desastroso.

Em segundo lugar, a morte de uma igreja acontece quando ela se mistura com o mundo. A igreja de Pérgamo estava dividida entre sua fidelidade a Cristo e seu apego ao mundo. A igreja de Tiatira estava tolerando a imoralidade sexual entre seus membros. Na igreja de Sardes não havia heresia nem perseguição, mas a maioria dos crentes estava com suas vestiduras contaminadas pelo pecado. Uma igreja que flerta com o mundo para amá-lo e conformar-se com ele não permanece. Seu candeeiro é apagado e removido. Alguém disse: "Fui procurar a igreja e a encontrei no mundo; fui procurar o mundo e o encontrei na igreja". A Palavra de Deus é clara: ser amigo do mundo é constituir-se inimigo de Deus. Quem ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Há pouca ou quase nenhuma diferença hoje entre o estilo de vida daqueles que estão na igreja e daqueles que estão comprometidos com os esquemas do mundo. O índice de divórcio entre os cristãos é tão alto como daqueles que não professam a fé cristã. O número de jovens cristãos que vão para o casamento com uma vida sexual ativa é quase o mesmo daqueles que não frequentam uma igreja evangélica. A bancada evangélica no Congresso Nacional é conhecida como a mais corrupta da política brasileira. A teologia capenga produz uma vida frouxa. Precisamos voltar aos princípios da Reforma e clamar por um reavivamento!

Em terceiro lugar, a morte de uma igreja acontece quando ela não discerne sua decadência espiritual. A igreja de Sardes olhava-se no espelho e dava nota máxima para si mesma, dizendo ser uma igreja viva, enquanto aos olhos de Cristo já estava morta. A igreja de Laodicéia considerava-se rica e abastada, quando na verdade era pobre e miserável. O pior doente é aquele que não tem consciência de sua enfermidade. Uma igreja nunca está tão à beira da morte como quando se vangloria diante de Deus pelas suas pretensas virtudes. O cristão não deve ser um fariseu. O fariseu aplaudia a si mesmo por causa de suas virtudes, mas olhava para os publicanos e os enchia de acusações descaridosas. 
O cristão verdadeiro não é aquele que faz um solo do hino "Quão grande és tu" diante do espelho, mas aquele chora diante de Deus por causa de seus pecados.

Em quarto lugar, a morte de uma igreja acontece quando ela não associa a doutrina com a vida. A igreja de Éfeso foi elogiada por Jesus pelo seu zelo doutrinário, mas foi repreendida por ter abandonado seu primeiro amor. Tinha doutrina, mas não vida; ortodoxia, mas não ortopraxia; teologia boa, mas não vida piedosa. Jesus ordenou a igreja a lembrar-se de onde tinha caído, a arrepender-se e a voltar à prática das primeiras obras. Se a doutrina é a base da vida, a vida precisa ser a expressão da doutrina. As duas coisas não podem viver separadas. Doutrina sem vida produz orgulho e aridez espiritual; vida sem doutrina desemboca em misticismo pagão. Uma igreja viva tem doutrina e vida, ortodoxia e piedade, credo e conduta!

Em quinto lugar, a morte de uma igreja acontece quando falta-lhe perseverança no caminho da santidade. As igrejas de Esmirna e Filadélfia foram elogiadas pelo Senhor e não receberam nenhuma censura. Mas, num dado momento, nas dobras do futuro, essas igrejas também se afastaram da verdade e perderam sua relevância. Não basta começar bem, é preciso terminar bem. Falhamos, muitas vezes, em passar o bastão da verdade para a próxima geração. Um recente estudo revela que a terceira geração de uma igreja já não tem mais o mesmo fervor da primeira geração. É preciso não apenas começar a carreira, mas terminar a carreira e guardar a fé! É tempo de pensarmos: como será nossa igreja nas próximas gerações? Que tipo de igreja nós deixaremos para nossos filhos e netos? Uma igreja viva ou igreja morta?
  
Por: Hernandes Dias Lopes

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Passos para a oração bem sucedida | John MacArthur - Parte 2

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Parte 2: Joelhos presunção ímpios
A superficialidade mundana e o excesso espiritual dos pregadores da prosperidade e curandeiros carismáticos são fáceis de detectar. É um homem de teologia centrada no homem movido por extrema ganância que encoraja seguidores a fazer exigências ultrajantes para a prosperidade e ganho pessoal, reduzindo o Deus Todo-Poderoso a pouco mais de uma máquina de vending.
Assistindo pela televisão, parece espiritualmente perverso, porque é.
Mas nós somos tão rápidos a detectar as mesmas tendências surgindo em nossas próprias vidas de oração? Não podemos nem perceber quando nossas orações se tornam mais e mais como listas de compras que mostram um pouco de cuidado ou preocupação para a glória de Deus ou a Sua vontade? Ou será que estamos esquecendo o modelo da oração de Cristo deu aos Seus discípulos e, em vez refletindo nesta era de auto-foco, subjetiva, sem necessidades orientação religiosa?
Hoje multidões pensar na oração como nada mais do que uma maneira de conseguir o que quer de Deus. A oração é reduzida a um meio de ganho supersticioso e alguns vão dizer-lhe que Deus é obrigado a entregar as mercadorias. Televisão está cheia de charlatães religiosos que insistem que Deus deve conceder o que você pedir se você pode reunir a "fé" o suficiente e se recusam a receber qualquer "dúvida." A  em seu léxico é um tipo de credulidade cega, normalmente amparado por algum tipo de "confissão positiva". dúvida, como eles podem descrevê-lo, é qualquer escrúpulo, mesmo que seja racional e bíblico-se sobre a coisa que você deseja está de acordo com a vontade de Deus. Aqueles que, naturalmente, não são definições bíblicas de fé e de dúvida. Nem a oração de alguém pode  ser legitimamente chamado de "oração da fé" (Tiago 5:15) se ela é contrário à vontade de Deus.
Carismáticos não são os únicos que vêem a oração como nada mais do que uma espécie de lista de desejos utilitária. Abundância de evangélicos tradicionais e de estilo antigo fundamentalistas parecem confusos sobre o propósito da oração, também. John R. Rice, um pastor influente fundamentalista, escreveu um livro best-seller em 1942, intitulado Oração-Pedir e Receber. Ele escreveu: "A oração não é louvor, adoração, meditação humilhação, nem confissão, mas de perguntar. . . . O louvor não é oração, e oração não é um elogio. Orar é pedir.. . . Adoração não é a oração, e oração não é adoração. A oração é sempre a pedir. Não é outra coisa senão perguntar. " [i]
Há vários problemas com essa perspectiva. Primeiro, a oração de Jesus modelo é mais do que meramente Ele inclui que "pedir"., Há petições para pão de cada dia (mais básicas das necessidades materiais) e perdão (a mais urgente das necessidades espirituais). Mas o modelo de oração Jesus deu aos discípulos também inclui pelo menos quatro dos cinco elementos Dr. Rice queriam eliminar de sua definição de oração: louvor, adoração, humilhação e confissão.
Remover louvor e penitência da Oração do Senhor e você destruiu-lo. Insista para que a oração adequada "não é outra coisa senão perguntar" e você derrubar uma das lições centrais que aprender com o exemplo de Jesus: que a oração é em primeiro lugar um ato de adoração. Pior ainda, este tipo de ensino configura uma espécie de inversão de papéis entre o orante e Deus, de quem reza.
A Bíblia ensina que Deus é soberano e nós somos seus escravos. Esta teologia ensina que o homem é soberano e Deus é seu servo. O orante acha que está na posição de demanda e de comando, com Deus no papel do servo, que é obrigado a desembolsar o que pedimos. Como já apontado em outros lugares, que tem mais em comum com os cultos pagãos de carga do que com o cristianismo bíblico.
A oração é muito mais do que apenas pedir e receber. É realmente um grande privilégio para chegar ousadamente diante do trono da graça e deixar nossos pedidos conhecidos a Deus (Hebreus 4:16; 04:06 Filipenses). Escritura repetidamente promete que, se pedirmos alguma coisa em fé, Deus vai responder-ou seja, se pedirmos de acordo com a vontade de Deus, conforme solicitado pelo Seu Espírito, Ele sempre graciosa e generosamente irá responder (Mateus 7:7-11; 17:20; 21:22; Marcos 11:24; Tiago 1:6, 1 João 3:22). Ele freqüentemente concede nossos pedidos "muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos" (Efésios 3:20, KJV).
Mas a natureza de uma oração verdadeiramente fiel é claramente enunciados em 1 João 5:14: "Esta é a confiança que temos Nele, que, se pedirmos alguma coisa segundo a Sua vontade, Ele nos ouve" (grifo nosso). Em outras palavras, a promessa de oração respondida não é um cheque em branco sem ressalvas. A promessa é feita só para fiéis, obedientes, sóbrio, cristãos biblicamente informadas cujas orações estão em harmonia com a vontade de Deus. Não é uma garantia de carga para todos os entusiastas crédulo ou supersticioso religioso que usa nome de Jesus como se fosse um abracadabra. Jesus disse: "Se permanecerdes em Mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserem, e isso será feito para vós" (João 15:7, ênfase adicionada).
Porque isso esta longe de ser meramente uma lista de desejos, a oração piedosa é fundamentalmente um ato de adoração. É uma expressão de nosso louvor, nossa indignidade, nosso desejo de ver a vontade de Deus cumprida, e nossa total dependência dEle em todas as nossas necessidades. Assim, cada aspecto da oração é um ato de adoração. Isso inclui as petições que fazemos, porque quando nós corretamente fazer nossos pedidos conhecidos diante de Deus, sem ansiedade, através da oração e súplicas, e com ações de graças (Filipenses 4:6), estamos reconhecendo Sua soberania, confessando a nossa confiança própria total de sua graça e poder, e olhando para Ele como Senhor e Provedor e Governador do universo não como uma espécie de celestial Santa. Oração adequada é pura adoração, mesmo quando estamos fazendo pedidos.
O foco da oração modelo de Jesus  é impossível de perder. A oração começa com o louvor do nome de Deus. Ela expressa uma vontade para o Seu Reino vir e Sua vontade seja feita. Pura adoração, portanto, precede e define o contexto de súplica. Essas linhas de abertura estabelecer o ponto focal da oração: a glória de Deus e Seu reino. Em outras palavras, o suplicante está em causa, antes de tudo não para sua lista de desejos pessoais, mas para a honra de Deus e da extensão do Seu reino. Tudo o resto se encaixa nesse contexto, de modo que toda a agenda da oração é determinado pelo reino e glória de Deus. Que é talvez a perspectiva mais importante manter em mente em toda a nossa oração.
Jesus disse: "Tudo o que pedirdes em meu nome, eu o farei, de modo que o Pai seja glorificado no Filho" (João 14:13). A finalidade de toda a oração não é legítimo para satisfazer as necessidades sentidas ou desejos materiais do orante, mas reconheceram a soberania de Deus e para aumentar a Sua glória. A oração não é sobre começar o que eu quero, mas sobre o cumprimento da vontade de Deus. O objetivo adequado da oração não é para ampliar minhas fronteiras, construir meu império, ou expandir minha carteira, mas para fortalecer o Reino de Deus. O ponto não é para elevar o meu nome, mas para santificar o nome de Deus. Tudo em oração gira em torno de quem é Deus, o que Deus quer, e como Deus deve ser glorificado. Essa é a soma ea substância de oração adequada.
Quaisquer orações que são auto-consumo, auto-indulgente, auto-engrandecimento, quaisquer orações que buscam o que eu quiser, não importa o que Deus quer; quaisquer orações que sugerem que Deus deve entregar porque eu exigia essas são orações que levam o seu nome em vão. Essa oração é um pecado flagrante contra a natureza de Deus, contra a vontade de Deus, e contra a Palavra de Deus.
Orações que afirmam que; a noção de que Deus quer que você sempre saudável, rico, próspero e bem sucedido, e listas de pedidos egoístas são todos muito em desacordo com o espírito de oração de Jesus modelo.Esses pedidos são expressamente excluídos das muitas promessas que Deus vai ouvir e responder nossas orações (Tiago 4:3). A crença equivocada de que subjaz a todos orando tal não é pequeno erro. Ela está enraizada em um grave equívoco da natureza de Deus.
Porque a oração é um ato de adoração, para oferecer uma oração baseada em tal perversão hediondo do caráter de Deus equivale a adorar um deus falso. Para ser franco, quando alguém apresenta Deus com uma lista de desejos enraizados na ganância, o materialismo, ou outras expressões de pura auto-interesse, então, pede a Deus entregar as mercadorias como se Ele fosse um gênio, que não é oração em tudo. É um ato de blasfêmia. É tão abominável como a mais grossa forma de adoração pagã.
Em vez disso, devemos chegar ao Senhor humildemente como adoradores, buscando Sua vontade e não a nossa.Oração bem sucedida não se trata de conseguir o que quer da parte de Deus, trata-se de cimentar a sua glória, e honra, em seu lugar, adequada primário, e submeter os seus desejos e afetos para ele. Isso começa com o elogio, mas não termina aí.


Ao longo dos próximos dias, vamos dar uma olhada mais de perto o modelo da oração do Senhor, extraindo algumas básicas, medidas práticas que você pode tomar para ter uma disciplina, vida de oração bíblica.
John MacArthur

Fonte: Grace to you
Por:  John MacArthur
Tradução: Evandro Marinho*
*Traduzido com auxilio do Google Tadutor

sexta-feira, 16 de março de 2012

Empecilhos à Oração | E. M. Bounds com Darryl King


Orar certo é estar certo, agir certo e viver certo. Tudo que impede oração impede santidade. Quando tudo que nos impede de orar certo for removido, o caminho estará aberto para um rápido avanço na vida espiritual. Se pudéssemos contar, dia por dia, as orações que não alcançam resultado algum, que não beneficiam o homem, nem influenciam a Deus, ficaríamos pasmados ao ver os números.

Precisamos de homens e mulheres que possam alcançar a Deus e receber amplamente das suas reservas inesgotáveis. A igreja é profundamente afetada pelo materialismo da sua época. Os interesses da terra excluem os do céu, o tempo eclipsa a eternidade, um ousado e ilusório humanitarismo destroem a adoração, e a compreensão essencial de Deus é deturpada.
Homens e mulheres que saibam orar, e que possam projetar Deus e suas divinas instituições na terra com eficiência redentora, são nossa única saída. A igreja poderá caminhar com triunfo às suas conquistas finais sem possuir riqueza, tendo que enfrentar pobreza ou desprezo, ou sendo desacreditada pelo mundo e rejeitada pela cultura e sociedade; mas sem homens e mulheres que saibam orar, não conseguirá derrotar nem o inimigo mais frágil, nem ganhar um único troféu para seu Senhor.

Pode fechar seus redutos de aprendizagem, seus oradores eloqüentes podem ser silenciados para sempre, mas suas orações serão ainda mais potentes do que seu conhecimento ou eloqüência, e lhe assegurarão as mais gloriosas conquistas. Ela pode perder tudo, menos a oração da fé, e isto lhe será mais poderosa do que a vara de Arão para criar agências ou ministérios eficazes e gerar resultados tremendos. Por trás de um ministério santo e cheio de zelo e paixão tem de haver oração que prevalece, e que traga consigo um glorioso Pentecoste.
  • Pecado Impede Oração
"Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido" (Salmo 66.18). Os pecados do coração que não são rejeitados, ou que não estamos lutando para vencer, interrompem a oração. Oração não pode fluir do coração que nutre ou protege o pecado, que abriga pecado de qualquer espécie. O pensamento rebelde ou insensato é pecado; o olhar de cobiça ou lascívia do coração é pecado. Temos de clamar a Deus de um coração puro.
"Mãos santas" devem ser levantadas em oração. Uma mancha na mão é tão fatal para impedir a oração quanto o pecado no coração. A pessoa que ora precisa estar certa no seu coração, mas suas ações também precisam estar certas. Guardar os mandamentos de Deus e fazer o que lhe agrada nos dá segurança de que receberemos o que pedirmos dele. Pecados escondidos, ocultos por parcialidade ou por hábito, retidos por indulgência, contemporização, ou ignorância deliberada; estas coisas, como o lagarto no botão ou veneno no sangue, destruirão a flor e a vida da oração.
  • Orgulho Impede Oração
O orgulho em alguma forma é inerente a todos nós. Nenhuma criatura tem tantas razões para ser humilde quanto o homem; nenhuma, possivelmente, possui tantas fontes de orgulho. O orgulho destrói a humildade, gera vaidade, transfere fé em Deus para fé em si mesmo. Existe no orgulho tal senso de estar completo em si mesmo que destrói a base da oração. Sua sensação constante é: "Estou cheio e não preciso de mais nada".

O orgulhoso ora, talvez até regularmente, mas é oração de fariseu, um desfile do ego, um catálogo de bondade própria. O orgulho se esconde sob o disfarce de gratidão a Deus, louvando a Deus usando incenso do altar do ego. O orgulho se manifesta no desfile das nossas obras religiosas, na exibição de realizações, sejam religiosas ou não.

A oração precisa nascer lá de baixo. O orgulho procura os lugares mais altos, e nunca pode ser encontrado nos lugares humildes onde a oração é incubada. As asas da oração devem ser cobertas de pó. O orgulho despreza o pó da humildade, e cobre suas asas com o brilho e ouro do ego. O vazio da vaidade, o egoísmo de pensamentos centrados em si mesmo e de conversas que exaltam a própria pessoa são todos empecilhos à oração, porque declaram a presença do orgulho. Deus, de acordo com o apóstolo, resiste ao orgulho, e dispõe todos seus exércitos contra ele.
  • Um Espírito Que Não Perdoa
Nutrir um espírito que não perdoa impede à oração. Vingança, retaliação, um espírito inclemente, a ausência de tolerância, a falta de um espírito de misericórdia plena e total para com todos que tiverem de qualquer forma ou em qualquer medida nos prejudicado, impede a oração. Não avançaremos um centímetro enquanto não reconhecermos estes sentimentos e não pudermos declarar com sinceridade: "Perdoa-me, Deus, da mesma forma como perdôo aos outros". Quando deixamos de aplicar misericórdia a todos os males que já foram praticados contra nós, estamos automaticamente condenando nossa capacidade de orar.

Podemos orar com ira no nosso coração, mas este tipo de oração torna-se pecado. Todos estão sujeitos diariamente a serem feridos naquelas áreas onde são mais sensíveis. Porém, ter uma atitude de vingança ou desafeto para com a pessoa que causou tal ferida, congela a capacidade de orar. O espírito de perdão é como o espírito do evangelho; e este espírito precisa reinar no coração antes que a verdadeira oração possa proceder dos lábios.
  • Discórdia no Lar
A vida no lar, sua paz e união, afeta a oração. Discórdia no lar impede a oração. O apóstolo exorta às esposas e aos maridos para viverem no mais puro amor e mais doce união, para que suas orações não sejam impedidas. Confusão numa fonte de águas quebra a serenidade da superfície, e o fluir calmo e pacífico da corrente. Uma discórdia familiar quebra e separa todos os fios trançados que formam a oração.
  • Um Espírito Mundano
Um espírito mundano impede a oração. O mundo tem um efeito mais negativo sobre a oração do que todas as águas poluídas e infestadas de um brejo teriam sobre a saúde. Obscurece a visão para cima, anula os impulsos espirituais, e corta as asas das aspirações. "Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres" (Tg 4.3).

Nossas cobiças, como remanescente da mente carnal que ainda permanece em nós, são o elo que nos prende ao mundo. São a cidadela, ou as fortalezas de fronteira, das quais nosso inimigo, o mundo, ainda não foi expulso. Oramos, mas não recebemos porque o mundo dentro de nós corromperia todas as respostas.

Um coração puro, ou alguém que anseie pela pureza, é o único que pode ser confiado com respostas à oração. Enquanto nossas cobiças têm permissão para ficar, contaminam nosso alimento espiritual. Inspiram e tingem todas nossas orações com desejos mundanos. Para alcançar a Deus e receber algo dele, é absolutamente imprescindível que se esteja morto para o mundo. Se quisermos que Deus abra seus ouvidos para nós, precisamos ter nossos ouvidos fechados para o mundo.
Um coração impregnado, ou contaminado por mínimo que seja com o mundo, não conseguirá subir em direção a Deus assim como uma águia com asas quebradas não consegue subir em direção ao sol. O homem que Tiago descreve como uma onda do mar, impelido e agitado pelo vento (Tg 1.6), é o homem de espírito mundano, cujas energias espirituais e decisões são quebradas pelas influências e infusões do mundo. Ele tem ânimo dobre, metade para Deus e metade para o mundo, ora para o céu, ora para a terra. "Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa" (Tg 1.7).
  • Tg 4:6 Antes, ele dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.
  • Tg 4:7 Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.
Falta de santidade, impaciência, ou qualquer outro espírito, pensamento, sentimento ou ação que não esteja em harmonia com o Espírito de Deus, impedirá a oração. Uma fé perturbada por dúvidas, ou que desfalece por cansaço ou fraqueza, não alcançará resultados na oração. Os elementos que enfraquecem os nervos e músculos espirituais para as grandes lutas impedirão a oração.

Precisamos de homens e mulheres que vivam onde todos os empecilhos à oração foram removidos – pessoas cuja visão espiritual foi inteiramente purificada de névoas, nuvens e escuridão, guerreiros que tem carta branca de Deus e nervos espirituais firmes para usar esta carta a fim de suprir cada necessidade espiritual. 

Fonte: Monergismo.com
Extraído de "Prayer and Revival" (Oração e Avivamento) por E. M. Bounds com Darryl King. Copyright 1993 por Baker Book House Company, Grand Rapids, Michigan, E.U.A.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Vampiros mórmons no Jardim do Éden | John Granger (3/3)

Alegorias e Símbolos

 

Talvez a fonte principal de apelo da saga Crepúsculo sejam os numerosos significados alegóricos e herméticos que são derivados da narrativa. Entre as imagens alegóricas estão representações  dos patriotas norte-americanos, Amazonas feministas, Muçulmanos do oriente-médio, Celtas pagãos e até os Cristãos Ortodoxos, representados pelos vampiros romenos que foram dominados há séculos pelos Volturi.

A alegoria mais poderosa, entretanto, é a reimaginação de Crepúsculo da Criação no Jardim do Éden. Uma alegoria espiritual da história de amor de Deus e o homem em uma embalagem adolescente, sobre a qual falarei mais tarde.

Os romances de Crepúsculo também contem vários símbolos e metáforas, entre as quais o círculo, a alquimia e a epistemologia do logos são proeminentes. Os círculos, por exemplo, são um símbolo do relacionamento transcendente do ser com o visível. O centro exato de um círculo é invisível e difícil de se encontrar mas, misteriosamente, é apenas por meio do centro, o ponto definitivo eqüidistante de todos os pontos que formam a circunferência, que podemos definir a forma do círculo. O primeiro e mais importante círculo daqueles usados pela Srta Meyer é a clareira perfeitamente circular na qual Edward revela seu verdadeiro ser para Bella, mas o círculos são repetidos, quase como um padrão, em todos os eventos-chave de Crepúsculo.

Alusões à alquimia, a antiga ciência famosa pela transformação em três estágios do chumbo em outro, representam a transformação humana da escuridão espiritual (chumbo) em iluminação (ouro) – vistas nos olhos dourados e brilhantes da família Cullen.


A história de amor entre Deus e o homem

O tema hermético predominante na obra da Srta Meyer é o seu entendimento da “mente” como a composição da realidade e sinônimo de “conhecimento do coração”, em oposição ao pensamento cerebral. Praticamente todas as páginas em Lua Nova, por exemplo, mencionam as dores no peito, o vazio em seu coração e a sua perda de sentido que Bella sente na ausência de Edward.

O próprio Edward é um símbolo para Cristo como o logos encarnado que “vive no coração” do homem. Apesar de muitas vezes descrito como um “anjo” e muitas vezes ter as características de Joseph Smith, ele é o Primeiro Filho o Pai Cullen e o meio pela qual Bella se une à Santa Família, a figura de Cristo dentro da história. Sua habilidade característica de penetrar na mente de todos (mesmo na de Bella, ao fim da história) indica sua identidade como o Logos que “é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste.” (Colossenses 1.17).

Bella, como alegoria do homem comum em uma busca espiritual sacrificial e sincera, é definida pelo seu relacionamento com essa Palavra, que ela conhece em seu coração. Ela deixou a cidade do Sol (Phoenix) para caminhar na floresta de Forks [bifurcação], como o próprio Dante Alighieri. O que ela encontra na clareira é o vampiro “brilhante”, a Luz do Mundo, que se senta imóvel ao centro da clareira circular perfeita. Nesse círculo, Edward e Bella discorrem sobre o amor de um pelo outro.

Esse romance, cosmicamente desproporcional, é um reflexo das desigualdades e responsabilidades da sinergia do divino-humano. Deus, como Edward, não poderia se mostrar totalmente ao homem, ou isso o destruiria completamente. O homem, como Bella, precisa morrer para a identidade “carnal” de sua alma e seu corpo e arriscar tudo para poder amar Deus plenamente. O amor “divino” de Edward é constante, imutável e respeitador. O amor humano de Bella é altruísta e sacrificial. Essa saga é a história de sua transformação, por meio de “Cristo”, que se segue após ela pegar a maçã da bandeja dele na lanchonete da escola.

A febre Crepúsculo vem em grande parte da identificação do leitor com Bella, cujo amor e desejo de união com Edward, a Palavra, ou o Cristo, permite ao leitor transcender suas preocupações individuais com uma experiência imaginativa de algo mais real e duradouro.

Descobrimos nessa versão pop dos Cânticos de Salomão a história de amor entre Deus e o homem, que é a chave para desvendar o mistério do sucesso de Crepúsculo. Mircea Eliade, do livro The Sacred and the Profane [O Sagrado e o Profano], estava certo; em uma cultura secular, o entretenimento funciona como uma religião – e esse fundamento espiritual dramatizado é tão popular porque une em seu cerne a mensagem religiosa da Queda do homem e seu retorno à união com Deus através de sua Palavra.

Uma Queda Boa

 

Isso nos trás de volta ao Jardim do Éden. Como mencionado acima, Crepúsculo é uma narrativa romântica da Queda do homem apresentada em uma apaixonante e excitante embalagem de romance e thriller internacional. Isso pode parecer exagero, mas pense na capa do primeiro livro – mãos femininas estendendo uma maçã -  e sua abertura – “mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá”. (Gênesis 2.17)

Essa não é, entretanto, a história conforme Moisés relatou ou como os cristãos primitivos entendiam. Como Mórmon, a Srta Meyer se afasta do entendimento tradicional desse evento, e a forma como ela se afasta mais aproxima do que afasta os seus leitores.

Cristão entendem a desobediência de Adão e Eva a Deus, o “pecado original”, a Queda, como o começo da separação de Deus, uma separação que o homem não poderia reverter por si só, mas que foi necessária a encarnação e o sacrifício de um Salvador divino e sem pecados para fazê-lo. Os Mórmon rejeitam essa interpretação. Não apenas mantêm a visão Pelagiana de que a consciência e o livre arbítrio humanos são suficientes para a salvação, como vão além, afirmando que a Queda não só não foi uma coisa ruim como foi uma coisa boa e até necessária para a salvação humana.

Em algumas correntes da tradição Mórmon, Adão é, na verdade, o deus finito da terra (ou o Arcanjo Miguel), e Eva é sua esposa celestial que veio de outro planeta. A Queda e a expulsão do Paraíso, de acordo com essa visão, foram necessárias para que Adão e Eva se casassem e se reproduzissem. O “casamento celestial” é um mandamento central para a exaltação (salvação) Mórmon, e sem a “Queda”, o homem não poderia ter dado esse importante passo em sua caminhada da mortalidade para a vida pós-mortal como um deus no Reino Celestial.

Isso é uma grande discordância do credo ortodoxo cristão em respeito à sexualidade e sobre como os humanos se relacionam com Deus. No Cristianismo tradicional, a preservação sexual é adotada por aquele que aspiram se devotar mais intensamente para às coisas de Deus, enquanto no Mormonismo, o sexo, dentro do casamento, é um exercício até salvífico. Um Mórmon solteiro é algo como um “círculo quadrado”, e a vocação do celibato é um sacrilégio.

As doutrinas de Joseph Smith sobre a Progressão Eterna e a suficiência da vontade e consciência humana também vão de encontro à tradição cristã. Ao invés de receber e ser transformado pela graça de Deus, no Mormonismo há uma série de atos espirituais que, se realizados em conformidade aos ensinamentos do deus da igreja dos SUD, irão resultar na aproximação a deus nessa e na próxima vida.

Entretenimento Espiritual

O que isso tem a ver com o porquê de tantos leitores amarem Crepúsculo?

De forma resumida, Bella é Eva e Edward é o Adão-Deus da Teologia Mórmon. A “Queda” – quando Bella/Eva/Homem pega a maçã da bandeja de Edward/Adão/Deus, apesar de enfrentar perigos e dificuldades, é o começo de uma transformação espiritual que culmina no casamento com o Deus-Homem. A história é uma alegoria romântica que caracteriza os papéis e responsabilidades dos amantes divinos e humanos, mas que contem a reviravolta hermética Mórmon  de que o sexo dentro do casamento é o propósito final do homem e o único meio para a salvação pessoal e a vida eterna.

Os livros da Srta Meyer são tão populares porque, como as crenças dos SUDs que são a substância de seu significado, eles refletem e reforçam o pensamento convencional a respeito da sexualidade mais do que o desafiam (mesmo que o auto-controle de Edward e sua insistência na castidade pré-marital são muito difíceis de entender para muitos leitores).

Eliade estava correto ao afirmar que somos consumidos por nossos próprios entretenimentos porque eles satisfazem nossa busca interior por algum tipo de experiência espiritual, mesmo que apenas de forma imaginativa, em um mundo que nega a existência de Deus e que diminuem o psicológico e imaginativo à meros devaneios. Pessoas são atraídas, e muitas são consumidas, por esses livros e filmes que mais se aprofundam de forma convincente no conteúdo religioso e no significado mítico. Não é surpreendente que esses pobres significados não consigam destruir ou mesmo confrontar os bezerros de ouro de nosso panorama moral moderno.

Crepúsculo se encaixa nesse papel perfeitamente. É uma escrita muito melhor e uma experiência de leitura muito mais profunda do que seus críticos afirmam. Também é a confirmação em forma de narrativa dos convencionais, mas anti-tradicionais credos dos SUD. Mães que não querem que suas filhas cresçam e se tornem Mórmons (ou pior, individualistas e libertinas) precisam se preocupar muito mais com o peso e conteúdo do simbolismo e significado Pelagiano da Srta Meyer do que com o mau exemplo de Edward ao observar castamente Bella dormindo toda noite.

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Traduzido por Filipe Schulz | iProdigo.com | Texto original aqui