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sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Implantação e Revitalização de Igrejas Pt. 03 - Ronaldo Lidorio (Culto)


Implantação e Revitalização de Igrejas Pt. 01 | Ronaldo Lidório
Implantação e Revitalização de Igrejas Pt. 02 | Ronaldo Lidório
Implantação e Revitalização de Igrejas Pt. 03 | Ronaldo Lidório (Culto)

Implantação e Revitalização de Igrejas Pt. 02 | Ronaldo Lidório


Implantação e Revitalização de Igrejas Pt. 01 | Ronaldo Lidório
Implantação e Revitalização de Igrejas Pt. 02 | Ronaldo Lidório
Implantação e Revitalização de Igrejas Pt. 03 | Ronaldo Lidório (Culto)

Implantação e Revitalização de Igrejas Pt. 01 | Ronaldo Lidório


Implantação e Revitalização de Igrejas Pt. 01 | Ronaldo Lidório
Implantação e Revitalização de Igrejas Pt. 02 | Ronaldo Lidório
Implantação e Revitalização de Igrejas Pt. 03 | Ronaldo Lidório (Culto)

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Viva sem ansiedade | Ronaldo Lidório

Chegamos ao último devocional da nossa série “não andeis ansiosos”. Hoje, eu gostaria de recapitular o que vimos e deixar alguns pontos importantes para uma vida sem ansiedade à luz da Palavra.

Nos três versos que nos guiaram (Filipenses 4:6-8), aprendemos cinco pontos essenciais para quem busca uma vida sem ansiedade e repleta de paz.

Primeiro, é possível viver sem ansiedade. A Palavra nos ensina: “não andeis ansiosos por coisa alguma”. Portanto, nem pela saúde, problemas financeiros, perseguições ou questões relacionais, nada! Em Cristo Jesus é possível viver sem ansiedade, com o coração em paz.

Segundo, o remédio para a ansiedade é a confiança em Deus. Não encontramos solução em nós mesmos, cursos, livros ou conselhos. Somente a confiança em Deus destrona a ansiedade em nossas vidas. Assim, confiados no Senhor, colocamos perante Ele “as vossas petições” em relação a tudo que nos aflige, “pela oração e súplica, com ação de graças”. A oração mata a ansiedade.

Terceiro, viver na “paz de Deus” deve ser o nosso alvo. O resultado da confiança em Cristo, colocando tudo perante o Senhor em oração, é vivermos em paz. Essa “paz de Deus” guardará nossos corações e mentes em Cristo Jesus. É Ele quem dá. A plena paz se instala quando conhecemos mais quem Deus é. 

Quarto, a ansiedade se desenvolve na mente. Portanto, devemos filtrar aquilo que entra em nossas mentes, rejeitando o que não vem de Deus. Assim, devemos desenvolver pensamentos sobre “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor”. Pois lemos: “nisto pensai”.

Quinto, devemos pedir que Ele aumente a nossa fé. E, na Palavra, em oração e adoração, buscar viver com a fé em Cristo Jesus. À medida que cremos, temos paz, pois nossa mente entende e nosso coração percebe que o Altíssimo está conosco, e isto nos basta. 

Lembre-se! Ansiedade é nos preocuparmos com tragédias que podem ou não acontecer, enquanto paz é nos despreocuparmos mesmo quando chegam as tempestades. Que o Senhor encha o seu coração de paz em nome de Jesus!

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Não se desespere | Ronaldo Lidório

Deus, em Sua Palavra, repete insistentemente que Ele está conosco, que devemos confiar nele e que é possível ter paz em meio à tempestade. A mensagem é clara: não se desespere. 

Escrevo hoje para aqueles que estão contra a parede, que enfrentam situações terríveis e que perderam as forças para caminhar. Os nossos três versos (Fp 4:6-8) falam a você, cujo coração está amedrontado, abatido e ansioso. 

É importante recapitular o ensino resumido de Paulo. Ele inicia dizendo “não andeis ansiosos de coisa alguma”, para logo depois ensinar o caminho da confiança em Deus, colocando perante Ele “as vossas petições” em relação ao que o aflige, “pela oração e súplica, com ação de graças”. E o lindo resultado é “a paz de Deus, que excede todo o entendimento”, que guardará em segurança “os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus”. Neste processo, é por demais importante também treinar a mente com os pensamentos de Cristo, enchendo-a de “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor”, cultivando tais pensamentos ao longo da vida, portanto “nisto pensai”. 

Mas há um ponto central que permeia toda a realidade de um coração em paz na tempestade, e sem ansiedade no dia a dia, que é a confiança em Deus. E é interessante observar na Palavra o quanto Deus nos convida a crer. Crer o suficiente para seguir a Cristo e descansar em Suas mãos. Crer o suficiente para deixar para trás o que para trás deve ficar e olhar para frente, para o que o Senhor tem para cada um de nós. Crer o suficiente para enfrentar o dia mau e, mesmo não compreendendo o porquê do sofrimento naquele momento, entregar tudo ao Senhor com verdadeiro descanso de alma. Crer o suficiente para não se desesperar. 

Você que enfrenta enfermidades complicadas, prolongadas ou de difícil tratamento, não se desespere! Você e eu não sabemos o desfecho do nosso amanhã em relação à saúde, mas sabemos quem Ele é, e seguimos o Seu ensino: "Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e o mais ele fará” (Sl 37:5). 

Você que enfrenta o abatimento da alma, a profunda tristeza do coração ou a angústia que parece não ter fim, não se desespere! Não temos a solução para todos os problemas da vida, mas conhecemos e confiamos em Cristo, que nos convida: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11:28). 

Você que enfrenta oposições, críticas e humilhações, não sabe o que fazer e não consegue resolver tais situações, não se desespere! O Senhor Jesus é nosso exemplo de mansidão e contentamento perante as mais duras perseguições. E a Palavra nos convida a confiar naquele que nos manterá em perfeita paz: “​Tu, Senhor, guardarás em perfeita paz aquele cuja mente está firme em ti, porque ele confia em ti” (Is 26:3). 

#ronaldolidorio #devocional #ansiedade

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Nisto Pensai | Ronaldo Lidório

Após falar sobre “[...] tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor”, Paulo conclui o ensino com um imperativo: “nisso pensai” (Fp 4:8).

É importante ressaltar que este imperativo do apóstolo (“nisso pensai”) está no presente, ou seja, Paulo não se refere a algo pontual, mas contínuo. É como se estivesse dizendo: pensem nisto dia a dia! O ensino, portanto, nos orienta a treinarmos nossas mentes a cultivarem pensamentos que expressam os valores de Cristo.

Além disso, a expressão usada por Paulo para “pensai” (derivada do verbo logizomai) indica uma ponderação profunda, não algo superficial. Indica que precisamos, como cristãos, de algo que está em falta em nossos dias: reflexão.

Algumas considerações podem ser feitas sobre este assunto.

Primeiro, você tem na Palavra o roteiro daquilo que deve encher a sua mente dia a dia e daquilo que deve rejeitar. Leve esse roteiro a sério e comprometa-se a buscar, na força e dependência do Senhor, treinar sua mente para pensar como Ele nos ensina.

Segundo, você tem na Palavra a ligação entre o que se passa em sua mente e a ansiedade do seu coração. Se a ansiedade é fruto da incredulidade, é na mente que os pensamentos ansiosos se desenvolvem. Assim, é vital que seus pensamentos reflitam suas convicções de fé e como tais convicções se aplicam às circunstâncias da vida, decisões e relacionamentos.
Terceiro, você tem na Palavra o propósito do Senhor para os seus filhos: a “paz de Deus”. Ele deseja que vivamos em paz, tranquilos em Cristo perante qualquer situação. Não porque sabemos o que fazer e como solucionar todos os problemas, mas porque confiamos plenamente em Jesus Cristo, Senhor, Redentor e Rei, que está conosco a cada dia, e Sua presença nos basta.
Que “nisto pensai” seja um de seus projetos de vida nestes dias, com zeloso cuidado quanto àquilo que você permite entrar e fazer morada em sua mente, buscando em Cristo, na Sua Palavra, na comunhão com os irmãos e naquilo que edifica, o que reflete os valores de Cristo. E que sempre encontremos nele a “paz de Deus”.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Pense naquilo que há louvor | Ronaldo Lidório

Vivemos em um mundo abundante em críticas e pobre em elogios. Apesar de as críticas ganharem destaque com as mídias e redes sociais, elas são antigas, desde a queda.

Nosso verso, que nos ensina sobre o que pensar, diz: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4:8). Hoje, refletiremos no ensino “se há algum louvor”.

A expressão usada por Paulo para “louvor” (epainos) refere-se, neste texto, a elogios. Em outras palavras, à constatação de que algo é bom, elogioso, excelente. Aplica-se a uma variedade de situações, mas é interessante observar que Paulo está ensinando o que pensar, não o que falar ou fazer. Portanto, ele está dizendo que, se há algo digno de elogio, pense nisso. O que parece ser um simples conselho torna-se um profundo desafio, especialmente quando a mente está sendo treinada e influenciada a cultivar a crítica. Deixo algumas sugestões. 

Seja elogioso em relação aos outros. Reconheça a bondade de Deus na vida deles e dê, assim, graças a Deus por suas vidas.

Seja elogioso quando alguém faz melhor que você. Deixe de lado qualquer competição para encher seus pensamentos com a humildade ensinada por Cristo.
Seja elogioso em sua própria vida. Reconheça o que Deus lhe permite ser e fazer, dando, assim, graças ao Senhor por tudo.

Seja elogioso com a igreja de Cristo. Deixe de ser um crítico de carteirinha, aquele que só sabe criticar, e passe a identificar o que o Senhor tem feito no meio do Seu povo.

Seja elogioso com os de casa. Se você tem palavras de agradecimento, elogio e gratidão para os de fora, quanto mais para os seus, com os quais o Senhor lhe dá o privilégio de partilhar a vida.

Seja elogioso com tudo o que é digno de elogio, reconhecendo, porém, que não há verdadeira bondade que não venha de Deus. Assim, em tudo, dê graças ao Senhor por Sua misericórdia.

#ronaldolidorio #ansiedade #devocional

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Pense naquilo em há virtude | Ronaldo Lidório

Lembremos do nosso texto: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4:8). Hoje refletiremos sobre os pensamentos em que “há alguma virtude”.


É importante, inicialmente, perceber que a “virtude” (arete), sobre a qual Paulo fala, significa “algo bom”, podendo ser um pensamento bondoso, puro, de edificação ou consolo, por exemplo. O contrário de “algo bom” seria “algo inútil”, ou seja, algo de que nada se aproveita. Creio que há duas ou três considerações importantes a serem feitas.

A primeira consideração é sobre a fonte dos estímulos que enchem a nossa mente. Para cultivarmos pensamentos em que “há alguma virtude”, é preciso ser intencional e seletivo. Tais estímulos não são encontrados facilmente, em qualquer lugar. Devemos buscá-los na Palavra, em oração, na comunhão e conversa com aqueles que amam a Jesus e em ótimos livros, que devem sempre nos acompanhar. Por outro lado, os estímulos que enchem a nossa mente de “algo inútil” estão em toda parte. Não é preciso procurá-los, pois eles povoam o nosso ambiente. Portanto, seja intencional ao buscar aquilo que enche a sua mente de compreensão, perdão e bondade. E fuja dos pensamentos inúteis.

A segunda consideração é sobre a relação entre os pensamentos em que “há alguma virtude” e a ansiedade. À medida que nossa mente é preenchida com os valores e pensamentos de Cristo, caminhamos em direção à prometida “paz de Deus”. Portanto, uma mente cheia de misericórdia, amor, compaixão e bondade pavimenta o caminho para sentimentos e ações que reflitam essas verdades. O contrário também é verdadeiro: uma mente repleta de amargura, raiva e competição constroi a estrada para a ansiedade. Se a “paz de Deus”, como vimos, é fruto da confiança no Senhor, encha a sua mente com a verdade de Deus a cada dia. Deixo, assim, a sugestão para que você use um filtro para aquilo que entra e encontra morada em sua mente: “se há alguma virtude”. E, se não houver, diga “não” e feche a porta em nome de Jesus!

domingo, 23 de fevereiro de 2025

Pense em tudo que é amável | Ronaldo Lidório

Seguindo os ensinamentos de Paulo na carta aos Filipenses sobre os nossos pensamentos, veremos hoje sua orientação sobre pensarmos em “tudo o que é amável” (Fp 4:8).

Essa orientação contrasta drasticamente com o mundo no qual vivemos hoje, onde os pensamentos, bem como as falas e ações, são raivosos, maldosos, irados e mal-educados. As falas mais aplaudidas são aquelas cheias de raiva, exageradas, extremadas, polêmicas e críticas. Infelizmente, as manias e os pecados do mundo entram com força na igreja e ali se reproduzem. Há pouco espaço para a mansidão, a humildade e o amor.

A expressão usada por Paulo para “amável” (prosphiles) pode ser traduzida como "agradável", "gracioso" ou "afetuoso" e aparece apenas esta vez em todo o Novo Testamento. Trata-se, portanto, de um termo incomum, não repetido em outros versos. É também um termo composto pelo prefixo pros ("em direção a") e philes ("amor", "amizade" e "afeto"). Ou seja, refere-se, neste caso, a pensamentos amorosos, gentis e afetuosos.

Encha sua mente de “tudo o que é amável”, não respondendo ao mal com o mal, mas tratando a todos, incluindo seus opositores, com respeito, justiça e amor.

Encha sua mente de “tudo o que é amável”, privilegiando a gentileza e a afeição para com todos com quem se relaciona, especialmente os mais próximos, como sua própria família.

Encha sua mente de “tudo o que é amável”, buscando nos outros motivos de gratidão a Deus, exemplos a serem seguidos e valorizando tudo o que tem real importância.

Encha sua mente de “tudo o que é amável”, reconhecendo que o modelo é Cristo, que deu a sua vida por amor a nós, sofrendo o dano da morte para que pudéssemos ter vida.

Assim, tenha como objetivo ser amável, afetuoso e gentil, olhando para os outros e para si mesmo a partir dos olhos de Cristo, valorizando o que tem valor e repreendendo, de forma bíblica, respeitosa e amorosa, aqueles que precisam de correção. E, ao ser você mesmo repreendido, seja amável com quem lhe confronta, colocando tudo perante o Senhor, para a glória dEle, nossa santificação, a bênção dos que nos cercam e o avanço do evangelho.

#ronaldolidorio #devocional #ansiedade

sábado, 22 de fevereiro de 2025

Pense em tudo que é puro | Ronaldo Lidório

Guardar os nossos pensamentos e cultivar aquilo que vem de Deus não é apenas um simples exercício de controle pessoal com o objetivo de saúde emocional. Trata-se de uma busca por santidade, um ato de adoração.

Lembremos do nosso texto: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4:8). Hoje refletiremos sobre a expressão “tudo o que é puro”.

O termo grego utilizado por Paulo para “puro” (hagnos) significa limpo e santo. Ele aparece em diversos contextos, como na afirmação sobre Deus, que “Ele é puro” (1Jo 3:3), no conselho a Timóteo “conserva-te a ti mesmo puro” (1Tm 5:22) e no nosso texto, que nos ensina a pensar em “tudo o que é puro” (Fp 4:8). Dessa forma, está associado a tudo o que vem de Cristo e se distingue do mal, seja ele proveniente da carne, do mundo ou do diabo. Deixo aqui alguns desafios para cada um de nós. 

Pense em “tudo o que é puro” em sua vida moral. Diga “não” a qualquer pensamento, sentimento, desejo ou ação imoral que se aproxime da sua mente. Ore ao Senhor pedindo pureza moral, seja na vida sexual, financeira ou familiar. Tenha como alvo a pureza de Cristo em sua vida moral.

Pense em “tudo o que é puro” em sua vida relacional. Alinhe os seus relacionamentos com a pureza de Cristo. Não seja altivo, soberbo ou egoísta. Não retribua o mal com o mal. Seja educado com os de fora e ainda mais educado e cuidadoso com os de perto, especialmente com sua família. Tenha como alvo a pureza de Cristo em seus relacionamentos.

Pense em “tudo o que é puro” em sua vida volitiva. Os desejos e vontades são a base motivacional para muito do que buscamos e realizamos. Que o nosso desejo seja Cristo e as coisas de Cristo. Que a nossa vida seja próxima d'Ele, para conhecê-Lo mais e viver os Seus ensinos. Tenha como alvo a pureza de Cristo em sua vida volitiva.

Que a pureza de Cristo encha nossas mentes, transforme nossos pensamentos e alinhe as nossas vontades, para que Ele seja glorificado, as pessoas ao nosso redor sejam abençoadas e para que tenhamos a “paz de Deus” prometida pelo Senhor (Fp 4:7).

#ronaldolidorio #ansiedade #devocional

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Pense em tudo o que é justo | Ronaldo Lidório

Se a ansiedade nasce da incredulidade, ela se desenvolve nos pensamentos e encontra morada no coração. É, assim, essencial guardarmos nossos pensamentos. Como lemos: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4:8). Hoje refletiremos sobre “tudo o que é justo”.

Creio que, nesta altura, já devemos ter percebido que aquilo que deve encher nossa mente é Cristo! Ele é a verdade, a nobreza, a justiça, a pureza, o amor, a integridade e o motivo de louvor. Portanto, o que deve encher nossos pensamentos é tudo aquilo que vem de Cristo.

A expressão “justo” (dikaios) significa aquele que guarda os mandamentos do Senhor, que observa e segue todo o propósito de Deus. José foi chamado de “justo” pela forma como tratou Maria (Mt 1:19), Jesus foi apresentado como “o justo”, como nosso advogado perante o Pai (1Jo 2:1), e Cornélio foi chamado de “justo” por ser alguém que temia a Deus (At 10:22). Em todos os casos, refere-se àqueles que andam nos caminhos de Deus e cumprem os propósitos de Deus.

O apóstolo Paulo nos ensina, portanto: pense em tudo o que é justo! Com isso, ele nos orienta a encher nossa mente e cultivar pensamentos que estejam alinhados com a vontade e os propósitos de Deus na terra. Reflitamos sobre alguns pensamentos justos que devem encher nossas mentes a cada dia.

‘Todos precisamos igualmente da graça de Deus’. Assim, sabemos que não somos melhores ou maiores do que outros, mas, sim, igualmente carentes do Senhor, como ensinou o apóstolo: “​​como está escrito: Não há justo, nem um sequer” (Rm 3:10). Deixemos de fora da nossa mente, portanto, qualquer pensamento de superioridade, postura arrogante e soberba, bem como o julgamento de outros. Carecemos todos da misericórdia do Senhor Deus.

‘Fomos justificados em Cristo, portanto devemos pensar e viver com os valores do Alto’. Justificados em Cristo, somos chamados a viver de forma diferente, de maneira santa, como nos ensina o apóstolo: "E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2). Mentes transformadas que abraçam a vontade de Deus e se distanciam do que não vem do Alto. 

‘Devo responder o mal com o bem’. Perante ataques de ódio, competição, comparação, incompreensão e humilhação, devo amar a quem me ofende. Como aprendemos: “A ninguém torneis mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens” (Rm 12:17), e “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12:21). Amém!

#ronaldolidorio #devocional #ansiedade

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Pense em tudo que nobre | Ronaldo Lidório

Como temos visto, há uma forte ligação entre a “paz de Deus” e a forma como cultivamos os nossos pensamentos.

Hoje, iremos refletir sobre o segundo dos oito tipos de pensamentos apresentados pelo apóstolo Paulo, que devem encher a nossa mente. Pense em tudo o que é nobre!

Como lemos: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4:8).

A expressão traduzida por “nobre” (semna) significa digno de respeito, de bom caráter. Isto deve fazer-nos refletir: que pensamentos cultivamos em relação a Deus, ao próximo e às circunstâncias da vida? Pensamentos de bom caráter, dignos de respeito, ou pensamentos frívolos, egocêntricos, dissimulados e tendenciosos? Talvez alguns pontos nos ajudem nesta reflexão.

É “nobre” ser grato a Deus por tudo o que Ele faz em nossas vidas, mesmo quando nosso desejo não é atendido.

É “nobre” desejar sinceramente o bem do nosso irmão, até daquele que nos tem feito mal e que tem sido motivo de tristeza para o nosso coração.

É “nobre” não pagar com a mesma moeda quando ofendido ou humilhado, buscando ser testemunha de Cristo mesmo no prejuízo humano.

É “nobre” perdoar e esquecer, deixando para trás tudo o que para trás deve ficar, sem remoer o passado nem amargurar o coração.

É “nobre” elogiar de forma pública e sincera e, também com sinceridade, repreender no privado, com amor e firmeza.

É “nobre” não buscar os aplausos e os primeiros lugares, mas dar preferência a outros, sobretudo àqueles que carecem de acolhimento.

É “nobre” avaliar a motivação perante toda nova ação, certificando-se de não cair na armadilha de fazer as coisas certas com as motivações erradas.

“Tudo o que é nobre” deve encher nossa mente, como lemos: “nisso pensai”. E, assim, deixamos de lado a ansiedade e colhemos a paz.

#ronaldolidorio #devocional #ansiedade

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Enfermidade, tratamento de fé | Ronaldo Lidório

Como temos visto, a ansiedade é a preocupação excessiva sobre o futuro, muitas vezes de forma irracional ou exagerada. Tenho falado que ansiedade é nos preocuparmos com tragédias que provavelmente não acontecerão, enquanto a paz é a despreocupação mesmo quando chega a tempestade. Vimos que a cura para a ansiedade é a confiança em Cristo, por meio da oração que promove a verdadeira paz. Vimos também a relação entre a ansiedade e os pensamentos, e que a mente cheia das coisas de Deus promove corações pacificados. 

É importante também refletir sobre a relação da ansiedade com o adoecimento, os tratamentos médicos e a fé. Exporei meu entendimento de forma breve, em quatro pontos.

Primeiro, a ansiedade, que é a excessiva preocupação com os fatos da vida, deve ser colocada aos pés da cruz de Cristo, com gratidão e fé, na firme expectativa de encontrarmos em Deus a paz para nossa alma. Assim nos ensina também o apóstolo Pedro: "Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós" (1Pe 5:7). A confiança em Deus faz a nossa alma descansar. Portanto, Palavra, oração, comunhão e adoração é o caminho daqueles que descansam em Cristo.

Segundo, o aconselhamento bíblico é uma parte fundamental para o amadurecimento cristão nos mais diversos contextos, incluindo ansiedades, pecados, enfermidades e complexidades relacionais. Entendo que o aconselhamento bíblico é a primeira instância de socorro, quando precisamos da colaboração de alguém para nos ajudar a lidar com algo desafiador. É preciso, porém, que o conselheiro bíblico seja maduro na fé, tenha conhecimento da Palavra e experiência de aconselhamento. Como lemos: "Ouve o conselho e recebe a correção, para que sejas sábio nos teus últimos dias” (Pv 19:20). 

Terceiro, a ansiedade pode também se manifestar como um transtorno psíquico e emocional, algo que vai além da preocupação com os fatos da vida, ganhando contornos crônicos, afetando a saúde mental, emocional e física e, não raramente, de forma agressiva. Perante tais transtornos devemos agir como agimos com qualquer outra enfermidade: confiamos em Deus e buscamos um bom tratamento médico, sabendo que o Altíssimo também provê solução para os Seus filhos usando meios naturais, como bons profissionais de saúde. O cuidado médico e profissional é uma das formas de exercer a mordomia da saúde dada por Deus. 

Quarto, por se tratar de questões que envolvem a mente e as emoções, é importante mantermos os valores bíblicos destacados em nossos corações, especialmente perante sugestões ou orientações pessoais e profissionais que envolvem convicções, comportamento e estilo de vida. Não devemos negociar a nossa confiança em Deus nem a busca por uma vida santa perante nenhum cenário. Assim, devemos filtrar, no crivo da Palavra, toda e qualquer orientação recebida. E em qualquer circunstância lembrar: a confiança em Deus dá paz ao coração!

sábado, 15 de fevereiro de 2025

Busque a paz, não alimente a ansiedade | Ronaldo Lidório

O ensino bíblico contra a ansiedade em Filipenses 4 é essencial para todo cristão. É algo que devemos crer e usar em nossa vida diária. Trata-se do roteiro para a paz, mesmo quando chega a tempestade.

Devemos colocar perante Deus, e confiar em Deus, todos os nossos temores e inquietações, com gratidão ao Senhor que ouve as orações, e, assim, algo fantástico acontecerá: “E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus” (Fp 4:7).

Gostaria de refletir com você sobre a frase “a paz de Deus, que excede todo o entendimento”.

Em primeiro lugar, observe que encontramos aqui uma promessa para aqueles que confiam em Deus e colocam as suas inquietações perante Deus, em oração, súplica e com ações de graças. 

Curiosamente, a promessa não é a solução dos problemas ou a cura das enfermidades, mas sim “a paz de Deus”. Isso significa afirmar que a nossa maior necessidade, perante tentações, oposições, conflitos e sofrimentos, é ter esta paz que vem de Deus. Ela é poderosa para manter os corações calmos e a nossa fé fortalecida, mesmo perante a mais cruel das tormentas.

Em segundo lugar, observe que esta paz que vem de Deus “excede todo o entendimento”. A palavra “entendimento” se refere a tudo o que compreendemos, sentimos e concluímos como seres humanos. Em outras palavras, é uma paz que desafia a nossa lógica e compreensão. Isso bem explica tantos testemunhos bíblicos de homens e mulheres que enfrentaram terríveis problemas, mas mantiveram seus corações em paz. A confiança em Deus tem a capacidade de manter nossas mentes e corações apaziguados, mesmo quando a lógica humana seria o desespero.

Vem à mente o Salmo 46, onde o salmista afirma: "Deus é o nosso refúgio e a nossa força, socorro bem presente na angústia. Portanto, não temeremos, ainda que a terra se transtorne, e ainda que os montes se abalem no coração dos mares, ainda que as águas tumultuem e se agitem, ainda que os montes se estremeçam pela sua braveza”. Mesmo perante o caos “não temeremos”, pois “Deus é o nosso refúgio e a nossa força, socorro bem presente na angústia.”

Que seja esta a nossa oração. Que Ele nos ajude a confiar o suficiente para descansar, enchendo assim, pela Palavra e ação do Santo Espírito, os nossos corações com a Sua paz!

#ronaldolidorio #devocional #ansiedade

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

A gratidão mata a ansiedade | Ronaldo Lidório

Vimos que a ansiedade tem a capacidade de destruir a paz e a vida. Ela tem o poder de gerar tormentas permanentes nos corações. Vimos também que a ansiedade é nos preocuparmos com tragédias que, muitas vezes, não acontecerão. E o contrário, a paz, é nos despreocuparmos quando chega a tempestade. A solução para matar a ansiedade é a confiança em Deus. E, neste processo, somos ensinados a orar, falando com o Altíssimo sobre nossas aflições. 

O apóstolo, ensinando-nos a orar em tais circunstâncias, diz: “[...] sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Fp 4:6). Gostaria de refletir com você sobre as ações de graças.

Paulo está falando sobre momentos difíceis em nossas vidas, sobre os quais devemos falar com o Senhor. E, assim, devemos fazê-lo “pela oração e pela súplica”. A oração é o diálogo com o Pai em nome do Filho, Jesus. A súplica é a apresentação de uma necessidade urgente, feita na oração. Estamos, portanto, no ambiente dos problemas: situações de saúde, violência, finanças, relacionamentos e tantas outras que podem gerar ansiedade na alma do cristão. Sobre elas, devemos falar com o Pai e suplicar ao Pai.

Mas há um elemento interessante adicionado ao versículo. Devemos fazer isso “com ações de graças”. Em outras palavras, “com gratidão”. Como assim, agradecer? A súplica é facilmente compreendida, mas onde se encaixa a gratidão? 

Há algo importante a aprendermos aqui. Perante tragédias vividas ou esperadas, devemos agradecer a Deus por pelo menos três motivos.

Primeiro, agradeça a Deus, pois, independente do caos que pode chegar em sua vida, Ele continua sendo Deus e continua sempre fiel. O amor do Altíssimo por seus filhos é imutável e inabalável. E a sua fidelidade dura para sempre! Que grande motivo de gratidão.

Segundo, agradeça a Deus, pois Ele estará com você no dia mau. Ele não se ausentará e não se esquecerá. “Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho, que cria, de maneira que não se compadeça dele, do filho de seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti” (Is 49:15).

Terceiro, agradeça a Deus, pois é Ele quem luta por nós. Sem Deus, nada acontece. Podemos nos esforçar, lutar e resistir, mas sucumbiremos. Porém, com Deus, qualquer coisa pode acontecer. Não há coração tão duro que Ele não possa quebrar, nem situação tão complicada que Ele não possa solucionar. Se Ele desejar, tudo pode mudar.

Perante o dia mau, ou a possibilidade desse dia chegar, fale com o Altíssimo “com ações de graças”.

#ronaldolidorio #devocional #ansiedade

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Oração em lugar de preocupação | Ronaldo Lidório

Estamos em nossa jornada de compreensão bíblica sobre a ansiedade. Já vimos que ela nasce na incredulidade e que tem a capacidade de roubar a paz, o sono, a alegria e a saúde. Não temos dúvida de sua capacidade de manter o cristão cativo na aflição ao longo dos dias e, em alguns casos, por toda uma vida.

Mas qual a solução ensinada na Palavra para a ansiedade? Primeiramente, gostaria de lembrá-lo que a paz, o contrário da ansiedade, não é adquirida em um curso ou um livro, nem mesmo fruto da experiência pessoal. Ela é fruto da fé e da confiança em Deus.

Em nosso texto encontramos uma poderosa expressão. Observe comigo a palavra “antes”: “Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes, em tudo, sejam conhecidas as vossas petições diante de Deus, pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus” (Fp 4:6,7).

O ensino do apóstolo não é feito por palavras lançadas ao vento. Ele nos dá um roteiro claro e seguro. Não devemos andar ansiosos por nada em nossas vidas e, para isso, a solução é… orar! Como lemos: “... antes, em tudo, sejam conhecidas as vossas petições diante de Deus, pela oração e súplica”. Permita-me focar apenas nesta parte hoje.

Abra o seu coração ao Senhor! É isto o que Paulo está dizendo. Você tem preocupações? Fale com Deus! Você está cheio de temores? Fale com Deus! Você não consegue descansar? Fale com Deus! A expressão “petições” (aitema) significa ‘pedido’. A palavra “oração” (proseuche) é a conversa com o Senhor, e “súplica” (deesis) é a apresentação de uma necessidade urgente. Em outras palavras, o apóstolo está dizendo: Fale com Deus!

Creia que a resposta vem do Senhor! Após a instrução “não andeis ansiosos” e a ênfase em “coisa alguma”, Paulo nos ensina a orar, falando com Deus sobre as nossas fraquezas, medos, aflições e necessidades. Observe comigo a expressão “sejam conhecidas as vossas petições diante de Deus”. Não há dois caminhos. A única rota para matar a ansiedade é encontrada “diante de Deus”. Portanto, a ansiedade não morre ao falarmos mecanicamente nossos pedidos em uma oração. Ela morre à medida que confiamos em Deus.

De certa forma, encontramos aqui uma lição que transcende a luta pelo fim da ansiedade. Trata-se de algo bem mais amplo e plenamente eterno, que é nossa relação com o Altíssimo. É “diante de Deus” que tudo ganha sentido: cremos, descansamos e o adoramos eternamente!

#ronaldolidorio #devocional #Ansiedade

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Onde nasce a ansiedade | Ronaldo Lidório

A ansiedade quebra nossa confiança no Senhor, arruina o sono e sequestra a alegria do nosso coração. Ela tem a capacidade de manter a mente estressada durante um dia inteiro. Tem a capacidade de impedir que o coração se alegre e que a alma exulte, pois mantém a pessoa cativa, em constante preocupação.

Mas onde nasce a ansiedade? Nasceria das circunstâncias da vida, daquilo que acontece, ou poderá acontecer, ao nosso redor? Nasceria das nossas experiências emocionais mais profundas, daquilo que se passa em nosso coração? Nasceria do maligno, o inimigo de nossas almas? De onde vem a ansiedade?

Em nosso texto em Filipenses 4:6, lemos a ordem do apóstolo: “Não andeis ansiosos por coisa alguma”. A ordem original, dada por Jesus, dizia: “Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir” (Mt 6:25). Em outras palavras, Jesus nos ensinou que nem as coisas mais essenciais da vida, como a comida, a bebida e a roupa, deveriam gerar ansiedade em nossos corações.

A ansiedade não nasce no ambiente, nos pensamentos ou nas experiências pessoais; nem é imposta por pessoas ou situações. A ansiedade nasce na incredulidade do nosso coração. É um produto direto da queda, quando nossos pecados nos afastaram do Pai. E hoje, já nascemos em pecado, em um mundo quebrado pelo mal, onde não é natural confiar. Confiar em Deus de todo o coração é um ato sobrenatural, fruto tão somente da graça do Altíssimo. Se Ele não encher nosso coração de fé, nós não creremos.

Portanto, duas verdades sobre as quais refletir. A primeira é que a ansiedade nasce da incredulidade. Ela floresce na dúvida, e o seu fruto é a angústia. Sendo resultado da incredulidade, a ansiedade é fruto da desconfiança que nosso coração tem da bondade, da graça e da misericórdia do Pai.
A segunda é que o Senhor nos convida a crer e, assim, descansar. À medida que cremos, descansamos. À medida que cremos, o nosso coração reconhece que a presença do Altíssimo nos basta. À medida que cremos, percebemos que, mesmo na tempestade mais temida, é possível ter paz, pois Ele está presente. 

Ore ao Senhor neste dia e faça uma oração contra a ansiedade. Diga: “Senhor, aumenta a minha fé, em nome de Jesus”.

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terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Sem ansiedade por coisa alguma | Ronaldo Lidório

A carta aos Filipenses foi escrita por Paulo durante sua primeira prisão em Roma. Embora estivesse sob prisão domiciliar, com liberdade para receber visitas e pregar, ele enfrentava restrições, pressões e aguardava a sentença do império.

No último capítulo desta carta, ele ensina: “Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes, em tudo, sejam conhecidas as vossas petições diante de Deus, pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus” (Fp 4:6,7).

Gostaria hoje de focar a atenção na primeira parte deste ensino: “Não andeis ansiosos por coisa alguma”. O verbo grego ‘merimnao’ é aqui traduzido por “andar ansioso”. Em sua forma imperativa (merimnate), traz uma ordem para não andarmos com angustiantes preocupações, com intranquilidade na alma.

O ensino de Paulo, porém, é ainda mais radical. Não apenas nos instrui a não andarmos ansiosos, mas acrescenta: “por coisa alguma”. Ao lermos esta frase, ficamos atordoados! Como assim, “por coisa alguma”? E quanto às enfermidades, violências, pressões e perseguições? E quando sofrem os nossos queridos, que amamos? E o que pensar de situações inesperadas, como a perda de um emprego, um terrível acidente ou a horrenda calúnia? Seria possível alguém manter a paz em tais tempestades?

Foi exatamente isso que Paulo ensinou ao dizer “por coisa alguma”! E este ensino reflete perfeitamente o ensino de Cristo, registrado em Mateus 6:25, quando Ele disse: “Não andeis ansiosos pela vossa vida”. Sim, é uma proposta radical, que propõe que em Cristo Jesus é possível passar por qualquer tempestade sem perder a paz em nossos corações.

A expressão usada pelo apóstolo para “qualquer coisa” é ‘meden’. Ela é formada pela combinação ‘me’, que é uma negação, com ‘hen’, que significa “algo”, “coisa”. Portanto, a expressão completa (meden merimnate) traz exatamente este imperativo negativo: Nada, coisa alguma deve ser motivo de ansiedade em sua vida! 

Nos próximos dias, veremos quais passos devem ser dados contra a ansiedade e rumo à paz. Neste momento, porém, eu gostaria que você pudesse orar por sua própria vida, colocando perante Deus o “tanta coisa” (tantas lutas, aflições, desafios…), pedindo que Ele transforme em “coisa alguma”, em nome de Jesus.

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Tenha paz, não ansiedade | Ronaldo Lidório

Nesta série, eu convido você a refletir comigo sobre a ansiedade e a paz, à luz da Palavra. Assim, nosso alvo nestes dias será entender, crer e abraçar o ensino bíblico: “Não andeis ansiosos [...]” (Fp 4:6).

Inicialmente, permita-me propor duas definições. Ansiedade é preocupar-se com tragédias que provavelmente não acontecerão. E paz, ao contrário da ansiedade, é se despreocupar, mesmo quando a tempestade chegar.

Neste primeiro dia, eu gostaria de lembrá-lo sobre três verdades acerca da ansiedade. 

A primeira é que o coração humano é inclinado à ansiedade. Mesmo a pessoa mais madura na fé e tranquila de coração está sujeita a experimentar a ansiedade. O termo bíblico neotestamentário, em sua forma verbal mais usada em relação à “ansiedade”, é ‘merimnao’ e significa estar demasiadamente preocupado com algo, ou andar com a alma inquieta.

A segunda é que a ansiedade tem o potencial de quebrar vidas, destruir relacionamentos, afastar você do Senhor e arruinar a sua saúde. Assim, os ensinos bíblicos contra a ansiedade são, em boa parte, imperativos. Trata-se de algo fundamental para viver a fé e lidar com as coisas do dia a dia. O Senhor Jesus nos ensinou: “Não andeis ansiosos pela vossa vida [...]” (Mt 6:25). Entender, crer e abraçar este ensino é fundamental para cada um de nós.

A terceira é que é possível viver em paz, sem ansiedade. Jesus não nos daria um ensino que fosse impossível de viver. Ao contrário, suas palavras nos mostram o caminho da vida e da paz. Assim, Ele nos conduz a substituirmos, em nossos pensamentos, sentimentos e ações, a preocupação que rouba a alegria pela perfeita paz, construída na confiança nele.

Eu gostaria de convidar você a fazer, neste momento, uma oração. Ore por seus pensamentos, sentimentos e ações, e rogue ao Senhor Jesus que Ele encha sua vida de confiança nele, confiança suficiente para descansar. E lembre-se: ansiedade é preocupar-se com tragédias que provavelmente não acontecerão, enquanto a paz é se despreocupar, mesmo que elas venham a acontecer. Não andeis ansiosos!