quarta-feira, 29 de maio de 2024
segunda-feira, 25 de março de 2024
ORAR COM CONFIANÇA
1João 3:19-24 nos dá uma base sólida para entender a confiança que podemos ter ao nos aproximarmos de Deus em oração. Este trecho destaca que, ao nosso coração nos condenar, Deus é maior que nosso coração e conhece todas as coisas.
Assim, se nosso coração não nos condena, temos confiança diante de Deus e recebemos dele tudo o que pedimos, porque obedecemos a seus mandamentos e fazemos o que lhe é agradável.
A confiança em pedir coisas a Deus não é um cheque em branco para nossos desejos pessoais, mas está intrinsecamente ligada à nossa relação de obediência e amor para com Ele.
Tiago 1:6-7 nos lembra que devemos pedir com fé, sem duvidar, pois quem duvida é como a onda do mar, levada e agitada pelo vento. A fé genuína, portanto, é um componente crucial na oração eficaz. Não é apenas crer que Deus pode fazer, mas que Ele fará o que é melhor segundo a Sua vontade soberana.
Olhando para personagens bíblicos, vemos exemplos vívidos de confiança em Deus. Daniel, por exemplo, demonstrou uma fé inabalável ao orar, mesmo sabendo que poderia ser lançado na cova dos leões (Daniel 6). Sua confiança não estava na sua própria justiça, mas na fidelidade de Deus.
Outro exemplo é Ana, que derramou seu coração em oração por um filho, prometendo dedicá-lo ao Senhor. Deus atendeu ao seu pedido, dando-lhe Samuel, um dos maiores profetas de Israel (1 Samuel 1).
Estes exemplos mostram que a confiança em Deus nas nossas orações está atrelada à nossa disposição de viver de acordo com Sua vontade e de nos entregarmos completamente a Ele.
Hebreus 11:6 afirma que sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam.
Portanto, nossa confiança em pedir coisas a Deus é fortalecida pela nossa relação com Ele, uma relação que deve ser marcada pela obediência, fé e amor.
Quando nossas vidas refletem essas qualidades, podemos nos aproximar do trono da graça com confiança, sabendo que Ele nos ouve e nos responde de acordo com a Sua perfeita vontade. Isso não significa que sempre receberemos o que pedimos da maneira que esperamos, mas podemos confiar que Deus trabalha todas as coisas para o bem daqueles que o amam (Romanos 8:28).
Augustus Nicodemus
domingo, 25 de fevereiro de 2024
(ED) - Os Erros do Romanismo (25) A oração como penitência | Eduardo Koscak
- (01) A Tradição Oral | Rev. Ageu Magalhães
- (02) O Monopólio da Interpretação | Rev. Ageu Magalhães
- (03) O A Adulteração dos Dez Mandamentos | Lauro A. Cangussu
- (04) A Proibição da Bíblia | Pb. Eduardo Salerno
- (05) Os Apócrifos | Sem. Thiago Fortunato
- (06) Pedro como o primeiro papa | Rev. Ageu Magalhães
- (07) O Papa como o cabeça da igreja | Gustavo Alves
- (08) A Infalibilidade Papal | Pb. Marcos Serra
- (09) A Confissão Auricular | Rev. Ageu Magalhães
- (10) A ostentação e riqueza do clero | Pb. Eduardo Salerno
- (11) O Ritualismo e o Latim na Missa | Rev Ageu Magalhães
- (12) O Celibato obrigatório dos Padres | Pb. Marcos Serra
- (13) O Culto das Imagens | Eduardo Koscak
- (14) O Uso de Imagens de Jesus | Rev. Ageu Magalhães
- (15) Maria como a "Nova Eva" | Rev Ageu Magalhães
- (16) Velas, Incensos e o princípio normativo do culto | Pb Marcos Serra
- (17) A Imaculada concepção de Maria | Gustavo Alves
- (18) A Falsa mediação dos santos | Pb Eduardo Salerno
- (19) A Virgindade Perpétua de Maria | Eduardo KoskaK
- (20) A santidade de Maria | Gustavo Alves
- (21) Culto aos Santos | Lauro Cangussu
- (22) O vinho na Eucaristia Romana | Pb. Marcos Serra
- (23) A Transubstanciação | Pb Eduardo Salerno
- (24) A Adoração da Hóstia | Sem. Thiago Fortunato
- (25) A oração como penitência | Eduardo Koscak
- (26) A Salvação pelas Obras | Gustavo Alves
- (27) O Purgatório | Lauro Cangussu
- (28) O Sinal da Cruz | Rev. Ageu Magalhães
- (29) As Indulgências | Pb. Marcos Serra
- (30) A Inquisição Romana | Pb. Eduardo Salerno
- (31) A Água Benta | Sem. Thiago Fortunato
- (32) A Missa como Sacrifício | Gustavo Alves
- (33) O Rosário | Lauro Cangussu
- (34) A Mariolatria | Rev. Ageu Magalhães
- (35) Introdução aos Sacramentos - 1ª parte | Pb. Marcos Serra Ribeiro
- (36) Introdução aos Sacramentos - 2ª parte | Pb. Eduardo Salerno
- (37) O Batismo | Rev. Ageu Magalhães
- (38) A Confirmação | Sem. Thiago Fortunato
- (39) A Penitência | Gustavo Alves
- (40) Eucaristia | Eduardo Koscak
- (41) A Unção dos Enfermos | Pb. Eduardo Salerno
- (42) O Sacramento da Ordem | Pb. Marcos Serra
- (43) O matrimônio | Rev. Ageu Magalhães
- (44) As Relíquias | Lauro Cangussu
- (45) Os Votos Monásticos | Rev. Ageu Magalhães
- (46) Os 10 piores papas | Rev. Ageu Magalhães
- (47) O Vaticano | Lauro Cangussu
- (48) O Jejum e a Quaresma | Gustavo Alves
- (49) A Assunção de Maria | Rev. Nelson Ferreira
- (50) A Ave Maria | Thiago Fortunato
- (51) A Missa de Sétimo Dia | Pb. Eduardo Salerno
- (52) A intercessão pelos mortos | Pb. Marcos Serra
- (53) É a Igreja Católica Apostólica Romana cristã? - Parte 1 | Rev. Ageu Magalhães
- (54) É a Igreja Católica Apostólica Romana cristã? - Parte 2 | Rev. Ageu Magalhães
- (55) É a Igreja Católica Apostólica Romana cristã? - Parte 3 | Rev. Ageu Magalhães
- (56) Série: Os Erros do Romanismo | Vários Pregadores (Completa) Estudos em Áudio Spotify
- (57) Série: Os Erros do Romanismo | Vários Pregadores (Completa) Playlist Youtube
quinta-feira, 12 de outubro de 2023
Empecilhos à Oração | E. M. Bounds & Darryl King
Empecilhos à Oração | Tg
4:3- pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos
prazeres.
Orar certo é estar certo,
agir certo e viver certo. Tudo que impede oração impede santidade. Quando tudo
que nos impede de orar certo for removido, o caminho estará aberto para um
rápido avanço na vida espiritual. Se pudéssemos contar, dia por dia, as orações
que não alcançam resultado algum, que não beneficiam o homem, nem influenciam a
Deus, ficaríamos pasmados ao ver os números.
·
Precisamos de homens e mulheres que possam
alcançar a Deus e receber amplamente das suas reservas inesgotáveis.
·
A igreja é profundamente afetada pelo
materialismo da sua época.
·
Os interesses da terra excluem os do céu,
o tempo eclipsa a eternidade, um ousado e ilusório humanitarismo destroem a
adoração, e a compreensão essencial de Deus é deturpada.
Homens e mulheres que
saibam orar, e que possam projetar Deus e suas divinas instituições na terra
com eficiência redentora, são nossa única saída. A igreja poderá caminhar com
triunfo às suas conquistas finais sem possuir riqueza, tendo que enfrentar
pobreza ou desprezo, ou sendo desacreditada pelo mundo e rejeitada pela cultura
e sociedade; mas sem homens e mulheres que saibam orar, não conseguirá derrotar
nem o inimigo mais frágil, nem ganhar um único troféu para seu Senhor.
Pode fechar seus redutos
de aprendizagem, seus oradores eloqüentes podem ser silenciados para sempre,
mas suas orações serão ainda mais potentes do que seu conhecimento ou
eloqüência, e lhe assegurarão as mais gloriosas conquistas. Ela pode perder
tudo, menos a oração da fé, e isto lhe será mais poderosa do que a vara de Arão
para criar agências ou ministérios eficazes e gerar resultados tremendos. Por
trás de uma vida ou um ministério santo e cheio de zelo e paixão tem de haver
oração que prevalece, e que traga consigo um glorioso Pentecoste.
1.
Pecado Impede Oração | "Se
eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido" (Salmo
66.18).
Os pecados do coração que
não são rejeitados, ou que não estamos lutando para vencer, interrompem a
oração. Oração não pode fluir do coração que nutre ou protege o pecado, que
abriga pecado de qualquer espécie. O pensamento rebelde ou insensato é pecado;
o olhar de cobiça ou lascívia do coração é pecado. Temos de clamar a Deus de um
coração puro.
"Mãos santas"
devem ser levantadas em oração. Uma mancha na mão é tão fatal para impedir a
oração quanto o pecado no coração. A pessoa que ora precisa estar certa no seu
coração, mas suas ações também precisam estar certas. Guardar os mandamentos de
Deus e fazer o que lhe agrada nos dá segurança de que receberemos o que
pedirmos dele.
Pecados escondidos,
ocultos por parcialidade ou por hábito, retidos por indulgência,
contemporização, ou ignorância deliberada; estas coisas, como o lagarto no
botão ou veneno no sangue, destruirão a flor e a vida da oração.
2.
Orgulho Impede Oração
O orgulho
em alguma forma é inerente a todos nós. Nenhuma criatura tem tantas razões para
ser humilde quanto o homem; nenhuma, possivelmente, possui tantas fontes de
orgulho. O orgulho destrói a humildade, gera vaidade, transfere fé em
Deus para fé em si mesmo. Existe no orgulho tal senso de estar completo em si
mesmo que destrói a base da oração. Sua sensação constante é: "Estou cheio
e não preciso de mais nada".
O orgulhoso
ora, talvez até regularmente, mas é oração de fariseu, um desfile do ego, um
catálogo de bondade própria. O orgulho se esconde sob o disfarce de
gratidão a Deus, louvando a Deus usando incenso do altar do ego. O orgulho
se manifesta no desfile das nossas obras religiosas, na exibição de
realizações, sejam religiosas ou não.
A oração precisa nascer
lá de baixo. O orgulho procura os lugares mais altos, e nunca pode ser
encontrado nos lugares humildes onde a oração é incubada. As asas da oração
devem ser cobertas de pó. O orgulho despreza o pó da humildade, e cobre suas
asas com o brilho e ouro do ego. O vazio da vaidade, o egoísmo de pensamentos
centrados em si mesmo e de conversas que exaltam a própria pessoa são todos
empecilhos à oração, porque declaram a presença do orgulho. Deus, de acordo com
o apóstolo, resiste ao orgulho, e dispõe todos seus exércitos contra ele.
3.
Um Espírito Que Não Perdoa
Nutrir um espírito que
não perdoa impede à oração. Vingança, retaliação, um espírito inclemente, a
ausência de tolerância, a falta de um espírito de misericórdia plena e total
para com todos que tiverem de qualquer forma ou em qualquer medida nos
prejudicado, impede a oração.
Não avançaremos um
centímetro enquanto não reconhecermos estes sentimentos e não pudermos declarar
com sinceridade: "Perdoa-me, Deus, da mesma forma como perdôo aos
outros". Quando deixamos de aplicar misericórdia a todos os males que já
foram praticados contra nós, estamos automaticamente condenando nossa
capacidade de orar.
Podemos orar com ira no
nosso coração, mas este tipo de oração torna-se pecado. Todos estão sujeitos
diariamente a serem feridos naquelas áreas onde são mais sensíveis. Porém, ter
uma atitude de vingança ou desafeto para com a pessoa que causou tal ferida,
congela a capacidade de orar. O espírito de perdão é como o espírito do
evangelho; e este espírito precisa reinar no coração antes que a verdadeira
oração possa proceder dos lábios.
4.
Discórdia no Lar
A vida no lar, sua paz e
união, afeta a oração. Discórdia no lar impede a oração. O apóstolo exorta às
esposas e aos maridos para viverem no mais puro amor e mais doce união, para
que suas orações não sejam impedidas. Confusão numa fonte de águas quebra a
serenidade da superfície, e o fluir calmo e pacífico da corrente. Uma discórdia
familiar quebra e separa todos os fios trançados que formam a oração.
5.
Um Espírito Mundano
Um espírito mundano
impede a oração. O mundo tem um efeito mais negativo sobre a oração do que
todas as águas poluídas e infestadas de um brejo teriam sobre a saúde.
Obscurece a visão para cima, anula os impulsos espirituais, e corta as asas das
aspirações. "Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes
em vossos prazeres" (Tiago 4.3).
Nossas cobiças, como
remanescente da mente carnal que ainda permanece em nós, são o elo que nos
prende ao mundo. São a cidadela, ou as fortalezas de fronteira, das quais nosso
inimigo, o mundo, ainda não foi expulso. Oramos, mas não recebemos porque o
mundo dentro de nós corromperia todas as respostas.
Um coração puro, ou
alguém que anseie pela pureza, é o único que pode ser confiado com respostas à
oração. Enquanto nossas cobiças têm permissão para ficar, contaminam nosso
alimento espiritual. Inspiram e tingem todas nossas orações com desejos
mundanos. Para alcançar a Deus e receber algo dele, é absolutamente
imprescindível que se esteja morto para o mundo. Se quisermos que Deus abra
seus ouvidos para nós, precisamos ter nossos ouvidos fechados para o mundo.
Um coração impregnado, ou
contaminado por mínimo que seja com o mundo, não conseguirá subir em direção a
Deus assim como uma águia com asas quebradas não consegue subir em direção ao
sol.
O homem que Tiago
descreve como uma onda do mar, impelido e agitado pelo vento (Tg 1.6), é o
homem de espírito mundano, cujas energias espirituais e decisões são quebradas
pelas influências e infusões do mundo. Ele tem ânimo dobre, metade para Deus e
metade para o mundo, ora para o céu, ora para a terra. "Não suponha
esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa" (Tiago 1.7).
· Tg 4:6 Antes, ele dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. 4:7 Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.
Falta de santidade,
impaciência, ou qualquer outro espírito, pensamento, sentimento ou ação que não
esteja em harmonia com o Espírito de Deus, impedirá a oração.
Uma fé perturbada por
dúvidas, ou que desfalece por cansaço ou fraqueza, não alcançará resultados na
oração. São estes elementos que enfraquecem os nervos e músculos espirituais
para as grandes lutas impedirão a oração.
Precisamos de homens e mulheres que vivam onde todos os empecilhos à oração foram removidos – pessoas cuja visão espiritual foi inteiramente purificada de névoas, nuvens e escuridão, guerreiros que tem carta branca de Deus e nervos espirituais firmes para usar esta carta a fim de suprir cada necessidade espiritual.
Extraído
de "Prayer and Revival" (Oração e Avivamento)
por E. M. Bounds com
Darryl King.
Copyright 1993 por Baker Book House Company,
Grand Rapids, Michigan,
E.U.A.
sexta-feira, 29 de setembro de 2023
quarta-feira, 13 de setembro de 2023
Conselhos aos que sofrem (12) | Rev. Ronaldo Lidório
Parte: 12 - ORANDO COM OS QUE SOFREM
segunda-feira, 11 de setembro de 2023
Conselhos aos que sofrem (5) | Rev. Ronaldo Lidório
Parte 05: AOS QUE NÃO CONSEGUEM ORAR
Em meio à crise os apóstolos se puseram a orar. Devemos fazer o mesmo. Ore com confiança e intrepidez. Ore com gratidão e descanso. Ore com amor e compaixão. E creia que Deus ouve as orações. Ele nos surpreenderá! “Ouve, ó Deus, a minha súplica; atende à minha oração” (Sl 61:1).
sexta-feira, 17 de setembro de 2021
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Por que e como orar pela presidente e demais autoridades | Rev. Augustus Nicodemus
terça-feira, 16 de junho de 2015
Jejum, uma prática a ser resgatada na igreja | Rev. Hernandes Dias Lopes
O jejum é uma prática milenar, porém em desuso na igreja cristã contemporânea. Está presente tanto no Antigo como no Novo Testamento. Os
profetas, os apóstolos, Jesus e muitos homens de Deus, ao longo da história, experimentaram os benefícios espirituais do jejum. Os santos de Deus em todos os tempos não somente creram no jejum, como também o praticaram. Hoje, porém, são poucos os crentes que jejuam com regularidade e ainda há muitas dúvidas acerca da sua necessidade e de seu funcionamento. Destacaremos três pontos para nosso ensino:
1. O significado do jejum. O que é jejum? É a abstenção de alimento por um período definido para um propósito definido. O jejum não é apenas abstinência de alimento. Jejum é fome de Deus, saudade do céu. Nós comemos e bebemos para a glória de Deus e também jejuamos para a glória de Deus (1Co 10.31). Se comemos para a glória de Deus e jejuamos para a glória de Deus, qual é a diferença entre comer e jejuar? John Piper diz que, quando jejuamos nos alimentamos do pão da terra, símbolo do Pão do céu; mas quando jejuamos, não nos alimentamos do símbolo, mas da própria essência, ou seja, nos alimentamos do próprio Pão do céu. Jejuar é amar a realidade acima do emblema. O alimento é bom, mas Deus é melhor.
A comunhão com Deus deve ser a nossa mais urgente e apetitosa refeição. Nós glorificamos a Deus quando o preferimos acima dos seus dons.
2. Os obstáculos para a prática do jejum. Há muitos obstáculos que nos afastam do caminho do jejum. O maior obstáculo para o jejum, porém, não são as coisas más, mas as coisas boas. Nem sempre nos afastamos de Deus por coisas pecaminosas em si mesmas. Os mais mortíferos apetites não são pelos venenos do mal, mas pelos prazeres da terra, os deleites da vida (Lc 8.14; Mc 4.19). “Os prazeres desta vida” e “os desejos por outras coisas” não são um mal em si mesmos. Não são vícios; são dons de Deus. No entanto, esses dons podem tornar-se substitutos mortíferos do próprio Deus em nossa vida. Jesus disse que antes de sua volta as pessoas estarão vivendo desatentas como a geração que pereceu no dilúvio. E o que elas estavam fazendo? Comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento (Mt 24.37-39). Que mal há em comer e beber, casar e dar-se em casamento? Nenhum! Mas, quando nos deleitamos nas coisas boas e substituímos Deus pelas dádivas de Deus estamos em grande perigo. O jejum não é fome de coisas boas; o jejum é fome de Deus. O jejum não é fome das coisas que Deus dá; o jejum é fome do Deus doador. Nossa geração corre sôfrega atrás das bênçãos de Deus em vez de buscar o Deus das bênçãos. Deus é melhor do que suas dádivas. O abençoador é melhor do que sua bênção. Jejum é fome de Deus e não das dádivas de Deus!
3. O propósito do jejum. O jejum não é uma promoção pessoal nem uma trombeta a alardear nossa espiritualidade diante dos homens. O jejum não é meritório. Jejuamos para nos deleitarmos em Deus. Jejuamos porque temos saudade de Deus e não podemos viver vitoriosamente sem ele. O propósito do jejum não é obter o favor de Deus ou mudar a sua vontade (Is 58.1-12). Tampouco impressionar os outros com uma espiritualidade farisaica (Mt 6.16-18). Jejuar para ser admirado pelos homens é ter uma motivação errada. Jejum é fome do próprio Deus e não busca por aplausos humanos (Lc 18.12).
- O jejum é para nos humilharmos diante de Deus (Dn 10.1-12), para suplicarmos a sua ajuda (2Cr 20.3; Ed 4.16) e para voltarmo-nos para Deus com todo o nosso coração (Jl 2.12,13).
- O jejum é para reconhecermos a nossa total dependência divina (Ed 8.21-23).
- O jejum é um instrumento para fortalecer-nos com poder divino, em face dos ataques do inferno (Mc 9.28,29).
É tempo da igreja jejuar! É tempo da igreja voltar-se para Deus de todo o seu coração, com jejuns e com pranto (Jl 2.12). É tempo de buscarmos um reavivamento verdadeiro, que traga fome de Deus em nossas entranhas e traga um profundo anseio pela presença manifesta de Deus em nossa igreja, em nossa cidade, em nossa nação!
domingo, 18 de maio de 2014
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Conselhos sobre Pregação | Fred G. Zaspel
Preparando para a Pregação
Eu sou frequentemente inquirido por jovens pregadores e cristãos jovens que mostram
alguma promessa de possuírem um possível “dom” de ensino, sobre qual é o meu procedimento de estudo quando fazendo o trabalho expositivo. Aqui está um sumário que freqüentemente apresento.
1. Leia seriamente, e re-leia, e re-leia, e re-leia, e re-leia, e re-leia, e re-leia, o texto e o contexto — tanto em português como no original (múltiplas traduções em português será útil também, particularmente se você não puder trabalhar com o original). Repita, repita, repita e repita este passo. Então repita novamente. E novamente. E novamente, e novamente, e novamente....etc. (G. Campbell Morgan disse que antes dele pregar a partir de uma passagem, ele lia aquele livro inteiro 50 vezes. Conselho maravilhoso — um ideal que eu confesso que raramente alcancei, mas que teria sido muito melhor [para as minhas pregações] se eu tivesse conseguido.)
2. Faça um esboço preliminar, determinando a sua abordagem, tema, etc.
Aparte: É importante aqui para o pregador conhecer o seu *tema* (singular). A grande maioria dos sermões dispara como uma metralhadora uzzi— e tais sermões são geralmente mais eficazes em fazer a matança. Um pregador deve ter um ponto para estabelecer, e ele deve fazê-lo. E o ouvinte deve ser capaz de reconhecê-lo e ir para casa com ele. E mais isto — o seu ponto deve derivar do texto!
3. Investigue os comentários—
- para afiar sua precisão no texto
- para aprofundar seu entendimento do texto
- para checar e avaliar suas interpretações preliminares
- fora isso, para ajudar sua interpretação / aplicação do texto
4. Finalize seu esboço e abordagem — introdução, pontos principais, transições, ilustrações, conclusão.
Aparte: (Especialmente para jovens pregadores) Eu recomendo que a mensagem seja manuscrita (ou quase). Isto te força a ser meticuloso, e mais importante, te força a ser preciso e claro em suas explanações e aplicações. Quer o manuscrito seja memorizado ou recitado literalmente ou não (e algumas vezes pelo menos partes dele devem ser, particularmente sobre os assuntos mais difíceis, técnicos ou espinhosos — e sobre os assuntos de aplicação mais importante), pelo menos isto te força através do processo de se tornar tão claro como possível. A regra prática geral— se você pode pensar na mensagem “sobre os seus pés”, você pode pensar nela melhor ainda em seus estudos.
5. Ore. Ore. Ore. Peça a Deus para acompanhar Sua palavra — para aplicá-la nos corações e mentes do Seu povo. E ore também para que Ele primeiro use-a para mover e moldar o próprio pregador.
6. Pregue!
Traduzido por: Felipe Sabino de Araújo Neto
Fonte: Monergismo
domingo, 13 de abril de 2014
15 Orações para o Poder de Deus | John Piper
Eu amo a força. Eu amo a palavra "poderoso", como em "Mulher Poderosa de Deus",
e "O Homem Poderoso de Deus." Gosto de ouvir que "Moisés era poderoso em suas palavras e obras" (Atos 7:22), e que Apolo era "poderoso nas Escrituras " (Atos 18:24).
Eu adoro quando Paulo diz: "Aja como homens, seja forte " (1 Coríntios 16:13), ou, "Seja forte no Senhor e na força do seu poder " (Efésios 6:10), ou, "Seja forte na graça que há em Cristo Jesus "(2 Timóteo 2:1).
Mas não se enganem, a busca deste poder não é o caminho para o poder humano e orgulho. É o caminho da guerra incessante com o seu próprio eu. A maior potência do mundo entre os seres humanos é o poder para não pecar. O poder da santidade e amor. Então, se você estiver disposto e preparado, você se juntaria a mim nestas 15 orações para que você possa ser um poderoso homem de Deus ou uma mulher poderosa de Deus?
- Senhor, fazei-me tão poderoso em sabedoria para saber e provar que a altura do poder é infantilidade (Mateus 18:04) .
- Senhor, fazei-me tão poderoso na guerra para que eu derrote cada impulso em minha alma que destrói a paz (Hebreus 12:14 , Romanos 14:19, Mateus 5:9).
- Senhor, fazei-me tão forte na minha dureza contra a amargura que a ternura do coração não seja destruída por feridas (Oséias 11:8, Efésios 4:32, 1 Pedro 3:8).
- Senhor, fazei de mim poderosamente indobrável e inflexível em minha determinação de exaltação a Cristo para dobrar e tornar-me todas as coisas para todas as pessoas que eu poderia salvar alguns (1 Coríntios 9:22).
- Senhor, fazei o meu tronco e ramos tão poderosamente resistente e impermeável ao vento e à seca para que nunca deixem de dar fruto da mansidão (Gálatas 5:23, Tiago 3:17, 1 Pedro 3:4).
- Senhor, fazei-me tão poderoso em serpentino discernimento que vejo cada abertura para o amor puro e inocente (Mateus 10:16).
- Senhor, fazei-me tão poderosamente impassível pela picada e enganos de injustiça contra mim para que eu possa sentir e mostrar o milagre da compaixão imerecida (Lucas 10:23; 15:20; Hebreus 10:34, 1 Pedro 3:8).
- Senhor, fazei-me tão poderosamente inflexível às tentações do egoísmo que do meu coração para sempre flua a bondade (2 Coríntios 6:06, Gálatas 5:22 , Efésios 4:32, Colossenses 3:12).
- Senhor, fazei-me tão poderosamente sem responder à doce atração da auto-piedade que eu possa ter sempre reabastecido os recursos para retornar o bem para o mal (Romanos 12:17, 1 Tessalonicenses 5:15, 1 Pedro 3:9).
- Senhor, fazei-me forte, com coragem implacável para cortar a minha mão a todos os traços de ganância e que eu possa estar contente com o que tenho (Filipenses 4:11, 1 Timóteo 6:08, Hebreus 13:5).
- Senhor, fazei-me forte com pensamentos felizes de criança e mulher e Rei para arrancar meus olhos para não trair a confiança deles e perder a pureza que enxerga meu Deus (Mateus 5:8).
- Senhor, fazei-me tão poderoso contra os poderes de auto-justificação que nunca perca a humildade de me arrepender e chorar pelo meu pecado (Tiago 4:9; 5:16).
- Senhor, fazei-me tão poderoso para resistir a isca de produtividade frenética que eu nunca deixe de desfrutar das águas calmas da oração e sua doce presença (Salmo 23:02, Isaías 46:10, Lucas 10:42) .
- Senhor, fazei-me tão poderoso contra a ressaca mortal de auto-confiança que eu nunca tenha vergonha de confiar em seu braço, como uma criança com seu pai, em cada quebra de onda (Salmo 37:3, 5; Provérbios 3:5, Gálatas 2:20) .
- Senhor, fazei-me tão poderoso em ver e poderoso em saborear as promessas de sua graça soberana que, em todas as minhas dores eu nunca poderia deixar de cantar o seu louvor (Mateus 5:11-12, Atos 16:25, 2 Coríntios 6:10; 1 Pedro 4:13).
Por: Pr. John Piper
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Será que o Jejum não leva a lugar nenhum? | Luiz Sayão
Por: Pr. Luiz Sayão
Fonte: Igreja Batista Nacões Unidas
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Marcas da fé salvadora | Rev. Fabio Henrique de Jesus Caetano
As pesquisas demonstram que o povo brasileiro é crédulo. No Brasil, a maioria das
pessoas possui algum tipo de crença. O terreno religioso brasileiro é fértil para o florescimento da diversidade da fé. Todavia, a variedade de crença demonstrada não tem respaldo bíblico, pois não evidencia a fé salvadora. Precisamos qualificar a fé salvadora a fim de termos uma compreensão mais apurada da sua autenticidade à luz da Bíblia. Não devemos jamais confundi-la com a fé utilitarista, nem com a fé temporal, nem tão pouco com a fé intelectual.
A primeira tem interesse apenas naquilo que é oferecido pelo “mercado religioso”; a segunda se preocupa somente com a questão efêmera da existência; a terceira se vangloria da quantidade de informação teológica, porém nenhuma traz em sua prática alguma comprovação de mudança de vida. O testemunho bíblico da fé do centurião romano, encontrado no Evangelho de Mateus (8. 5-13), destaca três marcas que nos ajuda a distinguir a fé salvadora dos demais tipos de fé.
1) Ela vem acompanhada pela oração (Mt 8. 5, 6). O centurião comparece diante de Cristo, implorando por ajuda. A oração como insígnia da fé centraliza o seu pedido na pessoa do Senhor Jesus. Aquele que professa a fé salvadora em Cristo exercita a prática da oração. Quem tem fé em Jesus ora. E aquele que ora ao Senhor tem fé. A fé salvadora não é uma doutrina abstrata nem uma elucubração filosófica. Ela está arraigada no solo do coração, entretanto, se materializa pela súplica. A confiança daquele que crer em Cristo para a salvação faz com que a sua alma se quede diante do Senhor. A fé faz daquele que crer um intercessor. Ele ora em favor do outro. Sua oração não é um pedido individualista nem egoísta. Sua oração pleiteia o favor divino para o outro. Ela clama por socorro pelo próximo. A fé salvadora tem implicações práticas aqui, pois não se cala diante do sofrimento e necessidade humana. A voz da fé salvadora é a oração.
2) Ela vem revestida de humildade (Mt 8. 8). Os mediadores que intercederam pelo centurião, disseram a Jesus: “Ele é digno de que lhe faças isto” (Lc 7. 4). Todavia, ao comparecer diante do Senhor, o centurião disse: “Senhor, não sou digno” (Mt 8. 8). A fé salvadora não se estriba naquilo que as pessoas dizem. Ela faz com que o homem seja despido da autoconfiança para ser revestido da justiça daquele que é santo e majestoso. A santidade de Deus faz com que o homem salvo tenha consciência da sua indignidade. Sabe por quê? Porque a fé salvadora é adornada pela humildade. Sua vestimenta não tem o adereço da jactância nem a capa do orgulho. Ela não se apóia na obra humana, porque a mesma está manchada pelo pecado. Não considera a justiça humana, porque a mesma não passa de trapo de imundícia. A presença da humildade revela a existência da fé salvadora.
3) Ela reconhece a autoridade absoluta de Cristo (Mt 8. 8, 9). Por fim, o centurião está convencido que Cristo tem autoridade absoluta sobre todas as coisas. Toda criação obedece à sua voz. A morte está debaixo de seu governo. Os demônios lhe submetem. As enfermidades não podem resistir a sua ordem. Tudo se curva diante de seu poder. Não existe limitação geográfica para sua ação. Sua autoridade é ilimitada. Ele disse: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mt 28. 18). A autoridade de Cristo foi delegada, entretanto, ela também é inerente à sua natureza divina. O centurião está convicto acerca da autoridade plena de Cristo. Ele declara: “mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado” (Mt 8. 8). De sorte que: “Ouvindo isto, admirou-se Jesus e disse aos que o seguiam: Em verdade vos afirmo quem nem em Israel achei fé como está” (Mt 8. 10). Concluímos, portanto, afirmando que as marcas da fé salvadora têm como evidências a oração, a humildade e a confiança plena na autoridade de Cristo. A fé salvadora atesta que Cristo é o Senhor.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
sábado, 7 de dezembro de 2013
Seis pontos de meu calvinismo | Augustus Nicodemus Lopes
É claro que estou brincando – o calvinismo tem muito mais do que cinco ou seis pontos. Esses que vou citar são alguns dos que creio com respeito à salvação. E mesmo assim, nem todos os que se consideram calvinistas concordariam completamente comigo. Meu alvo é tentar esclarecer o que calvinistas, em geral, acreditam sobre a soberania de Deus e a responsabilidade humana. Não coloquei textos bíblicos, pois não quero provar nada – só explicar o que acredito como calvinista.
1 – Creio que Deus predestinou tudo o que acontece. O Deus que determinou todas as coisas é um Deus pessoal, inteligente, justo, santo e bom, que traçou seus planos infalíveis levando em conta a responsabilidade moral de suas criaturas. Ele não é uma força impessoal, como o destino. Portanto, as decisões que tomamos não são mera ilusão e nossa sensação de liberdade ao tomá-las não é uma farsa. Eu acredito que as nossas decisões e escolhas são bem reais e que fazem a diferença. Elas não são uma brincadeira de mau gosto da parte de Deus. De uma maneira para mim misteriosa, porém perfeitamente compatível com um Deus onipotente e infinito, ele consegue ser soberano sem que a vontade de suas criaturas seja violentada. Ao mesmo tempo, ao final, sempre prevalecerá aquilo que Deus já determinou desde a eternidade.
Encaro essa relação entre a soberania de Deus e a responsabilidade humana como sendo parte dos mistérios acerca do ser Deus, como a doutrina da Trindade e das duas naturezas de Cristo.
2 – Creio que Deus predestinou desde a eternidade aqueles que irão se salvar. Esta convicção não me impede de orar pelos descrentes e evangelizar. Ao contrário, evangelizo com esperança, pois Deus haverá de salvar pecadores. Creio que Deus já sabe, mas oro assim mesmo. Sei que ele ouve e responde, e que minhas orações fazem a diferença. Sei também que, ao final, através de minhas orações, Deus terá realizado toda a sua vontade. Não sei como ele faz isso. Mas, não me incomoda nem um pouco. Não creio que minha oração seja um movimento ilusório no tabuleiro da soberania divina.
3 – Não creio que Deus predestinou todos para a salvação. Da mesma forma, não creio que ele foi injusto e nem que ele fez acepção de pessoas para com aqueles que não foram eleitos. Não creio que Deus tenha predestinado inocentes ao inferno, pois não há inocentes entre os membros da raça humana. E nem acredito que ele tenha deixado de conceder sua graça a quem merecia recebê-la, pois igualmente não há pessoa alguma que mereça qualquer coisa de Deus, a não ser a justa condenação por seus pecados.
Deus predestinou para a salvação pecadores perdidos, merecedores do inferno. Ao deixar de predestinar alguns, ele não cometeu injustiça alguma, no meu entender, pois não tinha qualquer obrigação moral, legal ou emocional de lhes oferecer qualquer coisa.
4 – Creio que Deus sabe o futuro, não porque previu o que ia acontecer, mas porque já determinou tudo que acontecerá. Por isso, entendo que a presciência de que a Bíblia fala é decorrente da predestinação, e não o contrário. Negar a predestinação e insistir somente na presciência de Deus com o alvo de proteger a liberdade do homem levanta outros problemas. Quem criou o que Deus previu? E, se Deus conhece antecipadamente a decisão livre que um homem vai tomar no futuro, então ela não é mais uma decisão livre.
5 – Creio que apesar de ter decretado tudo que existe desde a eternidade, Deus acompanha a execução de seus planos dentro do tempo, e se comunica conosco nessa condição. Quando a Bíblia fala de um jeito que parece que Deus nem conhece o futuro e que muda de ideia algumas vezes, é Deus falando como se estivesse dentro do tempo e acompanhando em sequência, ao nosso lado, os acontecimentos. É a única maneira pela qual ele pode se fazer compreensível a nós. Quem melhor explica isso é John Frame, no livro "Não Há Outro Deus," da Editora Cultura Cristã, que recomendo entusiasticamente.
6 – Creio que Deus é soberano e bom. A contradição que parece haver entre um Deus soberano e bom que governa totalmente o universo, por um lado, e por outro, e a presença do mal nesse universo é apenas aparente e, por enquanto, sem explicação. Diante da perversidade e dos horrores desse mundo, alguns dizem que Deus é soberano mas não é bom, pois permite tudo isto. Outros, que ele é bom mas não é soberano, pois não consegue impedir tais coisas. Para mim, a Bíblia diz claramente que Deus não somente é soberano e bom – mas que ele é santo e odeia o mal.
Ao mesmo tempo, a Bíblia reconhece a presença do mal do mundo e a realidade da dor e do sofrimento que esse mal traz. Ainda assim, não oferece qualquer explicação sobre como essas duas realidades podem existir ao mesmo tempo. Simplesmente afirma ambas e pede que vivamos na certeza de que um dia Deus haverá, mediante Jesus Cristo, de extinguir completamente o mal e seus efeitos nesse mundo.
Deve ter ficado claro que um calvinista, para mim, é basicamente um cristão que aceita o que a Bíblia diz sobre a relação entre Deus e o homem e reconhece que não tem todas as explicações para as questões levantadas. Para muitos, esse retrato é de alguém teologicamente fraco e no mínimo confuso. Mas, na verdade, é o retrato de quem deseja calar onde a Bíblia se cala.
Por: Augustus Nicodemus Lopes – Via: Facebok
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Os Alertas do Evangelho (Mateus 7.13-23) | Paul Washer
Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramemnte: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. - (Mateus 7:21-23)
Fonte: Editora Fiel
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
O Que é a Comunhão com Deus? | Sabedoria de John Owen
Pensamentos sobre Hebreus 10.22
Os antigos puritanos chamavam este aproximar-se de “comunhão com Deus”. Precisamos aprender deles. J. I. Packer afirmou que os puritanos diferem dos evangélicos contemporâneos, porque para eles:
A comunhão com Deus era algo muito importante; em comparação ao que pensam os evangélicos contemporâneos, a comunhão com Deus é algo insignificante. Os puritanos eram interessados pela comunhão com Deus de um modo que não o somos. A medida de nosso interesse é mostrada pelo pouco que falamos a respeito deste assunto. Quando os crentes se reúnem, falam uns com os outros a respeito de suas obras e seus interesses cristãos, de seus conhecidos cristãos, da situação de suas igrejas e dos problemas de teologia – mas raramente falam sobre a experiência diária com Deus (A Quest for Godliness, Wheaton, Ill.: Crossway Books, p. 215).
De acordo com Packer, o maior dos puritanos foi John Owen (1616-1683). A própria comunhão que Owen tinha com Deus é um grande exemplo para nós. Deus cuidou que Owen e os puritanos sofredores de seus dias vivessem nEle, de um modo que faz a maior parte de nossa comunhão com Deus parecer superficial. Escrevendo uma carta durante um período de enfermidade, em 1674, Owen disse a um amigo: “Cristo é nosso melhor amigo e logo será o nosso único amigo. Peço a Deus, com todo o meu coração, que eu me fatigue de tudo, exceto da conversa e da comunhão com Ele” (Peter Toon, God’s Statesman,Greenwood, S. C.: The Attic Press, p. 153). Deus usou a doença e todas as pressões sofridas por Owen em sua vida para orientá-lo na comunhão com Ele mesmo e mantê-lo envolvido nesta comunhão.
Mas Owen também era intencional em sua comunhão com Deus. Ele disse: “A amizade é mantida e preservada por meio de visitas; e estas devem ser espontâneas e não somente motivadas por assuntos urgentes...” (John Owen, Works, VII, Edinburgh: Banner of Truth Trust, 1965, p. 197). Em outras palavras, em meio a todos os seus labores políticos, acadêmicos e eclesiásticos, Owen fazia muitas visitas a Deus.
E, quando ele fazia essas visitas, não ia somente com petições por coisas ou por livramentos de suas muitas dificuldades. Ele as fazia para ver seu glorioso Amigo e contemplar-Lhe a grandeza. O último livro que Owen escreveu – quase concluído quando ele morreu – chama-se Meditações sobre a Glória de Cristo. Isso nos diz muito a respeito do foco e do resultado da vida de Owen. Neste livro, ele disse:
A revelação... de Cristo... merece os mais solenes pensamentos, as melhores de nossas meditações e nossa maior diligência nelas... Que melhor preparo pode haver [para o nosso futuro gozo da glória de Cristo] do que a contemplação prévia e constante dessa glória, na revelação feita no evangelho? (Works, I, 275).
A contemplação que Owen tinha em mente é formada de, pelo menos, duas coisas. Por um lado, existe aquilo que ele chamou de “pensamentos solenes” e “melhores meditações” ou, em outro lugar, “meditações assíduas” e, por outro lado, oração incessante. As duas são ilustradas em sua obra sobre a Epístola aos Hebreus.
Uma das grandes realizações de Owen foi o seu comentário, de sete volumes, sobre essa epístola. Quando o terminou, próximo do fim de sua vida, ele disse: “A minha obra está completa; é tempo de morrer” (God’s Statesman, p. 168). Como ele realizou esta grande obra e permaneceu próximo de Deus? Obtemos uma resposta breve no prefácio daquela obra:
Tenho de afirmar agora que, depois de toda a minha pesquisa e leitura, a oração e a meditação assídua têm sido meu único abrigo, bem como os meios mais proveitosos de obter entendimento e auxílio. Por meio delas, meus pensamentos foram libertados de muitos embaraços (Works, I, lxxxv).
Era assim que John Owen se aproximava de Deus, por meio da oração e da meditação assídua, achando entendimento e liberdade. Esse era um zelo de comunhão com Deus marcado por entendimento. Esse é o tipo de zelo que desejamos. Esse é o entendimento pessoal agradável que mantém nosso zelo em seus limites e o faz brilhar com mais intensidade. Com esse zelo e entendimento, aproximemo-nos, dia após dia, hora após hora.
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