segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024
(ED) A Identidade Presbiteriana (46): A Soberania de Deus | Pb. Marcos Serra
(ED) A Identidade Presbiteriana (29): Graça Irresistível | Pb. Marcos Serra
domingo, 18 de fevereiro de 2024
sábado, 3 de fevereiro de 2024
A Vontade de Deus, por A. W. Pink [Apêndice I do livro, A Soberania de Deus]
Concernente à Vontade de Deus, alguns teólogos têm diferenciado entre Sua vontade decretiva e Sua vontade permissiva, insistindo que há certas coisas que Deus diretamente pré-ordenou, mas há outras coisas que Ele meramente tolera existir ou acontecer. Mas tal distinção não faz distinção nenhuma, na medida em que Deus somente permite o que está de acordo com a Sua vontade. Toda essa distinção não teria sido inventada, se esses teólogos não tivessem concebido que Deus pode ter decretado a existência e atividades do pecado sem que Ele fosse o autor do pecado. Pessoalmente, nós preferimos adotar a distinção feita pelos antigos Calvinistas entre a vontade secreta e vontade revelada de Deus, ou, para expressar de uma outra forma, Sua vontade ordenada e Sua vontade preceptiva.
A vontade revelada de Deus se faz conhecida em Sua Palavra, mas a Sua vontade secreta é encoberta em Seus próprios conselhos. A vontade revelada de Deus é a definição de nossos deveres e o padrão da nossa responsabilidade. A razão primária e básica do porquê eu deveria seguir um certo curso ou fazer certa coisa é porque Ele é o Deus de tudo o que eu tenho e a Sua vontade é claramente definida para mim em Sua Palavra. O fato de que eu não devo seguir um certo curso, de eu dever abster-me de fazer certas coisas, é porque elas são contrárias à vontade revelada de Deus. Mas, suponha que eu desobedeço a Palavra de Deus. Então, eu não estou contrariando a Sua vontade? E se assim for, como pode ainda ser verdade que a vontade de Deus é sempre feita e Seu conselho é cumprido em todo tempo? Tais questões evidenciam a necessidade de defender esta distinção aqui citada. A vontade revelada de Deus é frequentemente quebrada, mas Sua vontade secreta nunca é frustrada. É legitimo para nós fazermos tal distinção concernente à vontade de Deus, a qual é clara nas Escrituras. Tome essas duas passagens: “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação” (1 Tessalonicenses 4:3); “Porquanto, quem tem resistido à sua vontade?” (Romanos 9:19). Algum leitor reflexivo declararia que a “vontade” de Deus tem precisamente o mesmo significado em ambas as passagens? Nós certamente esperamos que não. A primeira passagem refere-se à vontade revelada de Deus, esta última, à Sua vontade secreta. A primeira passagem refere-se a nosso dever e a última declara que o propósito secreto de Deus é imutável e certamente acontecerá, não obstante à insubordinação das criaturas. A vontade revelada de Deus nunca é perfeitamente ou completamente cumprida por qualquer um de nós, mas Sua vontade secreta nunca falha em realizar-se, mesmo até as particularmente minuciosas. Sua vontade secreta vai incidir essencialmente em eventos futuros; Sua vontade revelada, em nosso dever presente. Uma tem a ver com o seu propósito irresistível, a outra com a manifestação do que Lhe agrada. Uma está acima de nós e realiza-se através de nós, a outra é para ser feita por nós.
A vontade secreta de Deus é o Seu eterno e imutável propósito concernente a todas as coisas que Ele fez. Para alguns fins designados, Ele conduz certos meios e, assim, Deus declara expressamente: “O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade” (Isaías 46:10). Esta é a absoluta e eficaz vontade de Deus. Sempre efetuada, sempre realizada. A vontade revelada de Deus não contém o Seu propósito e decreto, mas nosso dever — não o que Ele vai fazer de acordo com Seu eterno conselho, mas o que devemos fazer se quisermos agradar a Deus, e isso é expresso nos preceitos e promessas de Sua Palavra. Tudo o que Deus determinou em Si mesmo, o que faz em Si mesmo, o que faz pelos outros ou se tolera ser feito, embora seja em seu próprio peito, não é feito conhecido por algum evento de providência, ou por preceito, ou por profecia — é a Sua vontade secreta. Essas são as coisas profundas de Deus, os pensamentos do Seu coração, os conselhos de Sua mente, que são impenetráveis a todas as criaturas. Mas quando estas são feitas conhecidas, elas se tornam Sua vontade revelada. Tal é quase todo o livro do Apocalipse, em que Deus nos deu a conhecer “coisas que brevemente devem acontecer” (Apocalipse 1:1 — “devem” porque Ele eternamente propôs que deveriam).
Tem sido objetado pelos teólogos Arminianos, que a divisão entre a vontade secreta e revelada de Deus é insustentável, porque faz com que Deus tenha duas vontades diferentes, uma oposta à outra. Mas isso é um erro, devido à sua incapacidade de ver que a vontade secreta e revelada de Deus considera objetos inteiramente diferentes. Se Deus requeresse e proibisse a mesma coisa ou se Ele decretasse que a mesma coisa deve e não deve existir, então Sua vontade secreta e revelada seriam contraditórias e sem propósito. Se aqueles que se opõem à vontade secreta e revelada de Deus como sendo inconsistentes, fizessem a mesma distinção neste caso, assim como eles fazem em muitos outros casos, a aparente inconsistência imediatamente desapareceria. Muito frequentemente os homens traçam uma distinção nítida entre o que é desejável em seus cuidados e o que não é desejável, considerando todas as coisas. Por exemplo, o pai afetuoso não deseja simplesmente considerar punir a ofensa de seu filho, mas, levando em conta todas as coisas, ele sabe que é seu dever necessário, e assim, corrige seu filho. E, embora ele diga a seu filho que ele não deseja castigá-lo, mas que isto seja o melhor a se fazer e se satisfaz com esta sua decisão, considerando todas as coisas, uma criança inteligente verá que não há inconsistência entre o que seu pai diz e o que faz. Assim, o Criador Todo-sábio pode consistentemente decretar que aconteçam coisas que Ele odeia, proíbe e condena. Deus escolhe que algumas coisas que Ele odeia completamente (na sua natureza intrínseca) existam, e Ele também escolhe que algumas coisas ainda não existam, a qual Ele ama perfeitamente (em sua natureza intrínseca). Por exemplo: Ele ordenou que o Faraó deveria deixar o Seu povo ir, porque isso era justo na natureza das coisas. Todavia, Ele secretamente havia declarado que Faraó não deixaria o Seu povo ir, não porque era justo Faraó se recusar, mas porque que era o melhor, considerando todas as coisas, que ele não os deixasse ir — ou seja, melhor porque serviu para um propósito maior de Deus.
Outrossim, Deus nos ordena a ser perfeitamente santos nesta vida (Mateus 5:48), porque isto é justo na natureza das coisas, mas Ele decretou que nenhum homem seria perfeitamente santo nesta vida, porque, considerando todas as coisas, é o melhor que ninguém seja perfeitamente santo (experimentalmente) antes de deixar este mundo. Santidade é uma coisa; o acontecimento da santidade é outro. Assim, o pecado é uma coisa; o acontecimento do pecado é outra. Quando Deus requer santidade Sua vontade preceptiva ou revelada considera a natureza ou a excelência moral da santidade, ‘mas quando Ele decreta que a santidade não ocorra (completa e perfeitamente), Sua vontade secreta ou decretiva considera somente o evento de ela não ocorrer. Então, mais uma vez, quando Ele proíbe o pecado, Sua vontade preceptiva ou revelada considera somente a natureza ou a moral do mau contido no pecado, mas quando Ele decreta que o pecado ocorrerá, Sua vontade secreta considera somente sua real ocorrência para servir ao Seu bom propósito. Assim, a vontade secreta e revelada de Deus considera objetos inteiramente diferentes.
A vontade decretiva de Deus não é a mesma vontade no mesmo sentido da Sua vontade em Seus comandos. Portanto, não há dificuldade em supor que uma possa ser contrária à outra. Sua vontade, em ambos os sentidos, é Sua inclinação. Tudo que concerne a Sua vontade revelada está perfeitamente de acordo com Sua natureza, como quando Ele ordena amor, obediência e serviço de Suas criaturas. Mas no que concerne à Sua vontade secreta tem em vista Seu fim supremo, pelo o qual todas as coisas estão agora funcionando. Assim, Ele decretou a entrada do pecado no Seu universo, embora Sua própria natureza santa odeie todo pecado com infinita repulsa. E ainda, para que seja um dos meios pelos quais Seu fim designado será alcançado, Ele permitiu sua entrada. A vontade revelada de Deus é a medida de nossa responsabilidade e o determinante de nosso dever. Com relação ao segredo de Deus, nós não temos nada o que fazer: isso está no Seu interesse. Mas, Deus sabendo que deixaríamos de cumprir perfeitamente Sua vontade revelada, ordenou Seus eternos conselhos em conformidade com isto, e estes eternos conselhos, que compõem a Sua vontade secreta, embora desconhecidos para nós, embora inconscientemente, são cumpridos por e através de nós.
Mesmo que o leitor esteja preparado ou não para aceitar a distinção acima sobre vontade de Deus, ele deve reconhecer que os mandamentos das Escrituras declaram a vontade revelada de Deus e ele também deve assimilar que, às vezes, Deus não impede a violação desses comandos, porque Ele não determinou como um fato impedi-lo. A vontade de Deus em permitir o pecado é evidente, pois Ele o permite. Mas certamente, ninguém dirá que o próprio Deus faz o que Ele não tem vontade de fazer.
Finalmente, deixe-me dizer novamente que, minha responsabilidade em relação à vontade de Deus é medida por aquilo que Ele fez conhecido na Sua Palavra. Lá eu aprendi que é meu dever usar os meios de Sua providência e a orar com humildade para que Ele possa Se agradar em me abençoar concedendo-os. Recusar assim fazer sobre o fundamento de que eu sou ignorante do que pode ou não ser os Seus conselhos secretos concernentes a mim, não é apenas um absurdo, mas assume a altura da presunção. Nós repetimos: a vontade secreta de Deus não é da nossa conta. É em relação à Sua vontade revelada que reside nossa responsabilidade. Que não há conflito entre o que é a vontade secreta e a vontade revelada de Deus, fica claro a partir do fato de que, a primeira é realizada pelo meu uso dos meios prescritos na segunda.
sexta-feira, 19 de janeiro de 2024
SOBERANIA DE DEUS E RESPONSABILIDADE HUMANA NA CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER | Rev. Augustus Nicodemus
A relação entre os decretos de Deus e a responsabilidade humana é um tema complexo tratado na teologia cristã, especialmente no contexto da Confissão de Fé.
De acordo com o documento, Deus, em seu conselho muito sábio e santo, ordenou livre e inalteravelmente tudo o que acontece, mas de modo que não o torna autor do pecado, nem viola a vontade da criatura, nem retira a liberdade ou contingência das causas secundárias.
Além disso, a Confissão de Fé enfatiza que, embora Deus saiba tudo o que pode ou vai acontecer em todas as circunstâncias imagináveis, Ele não decreta algo simplesmente por ter previsto como futuro ou como algo que aconteceria em certas condições.
Em vez disso, os decretos de Deus servem para a manifestação de Sua glória. Deus ordena que as coisas aconteçam conforme a natureza das causas secundárias, seja de maneira necessária, livre ou contingente. Em sua providência ordinária, Deus utiliza meios, mas Ele é livre para operar sem, sobre ou contra eles segundo o Seu arbítrio.
Por fim, a Confissão de Fé destaca que a onipotência, sabedoria inescrutável e infinita bondade de Deus se manifestam em Sua providência de tal maneira que ela se estende até a primeira queda e a todos os outros pecados dos anjos e dos homens.
No entanto, essa permissão de Deus é de tal forma que a pecaminosidade dessas transgressões procede unicamente da criatura e não de Deus.
Assim, a teologia cristã representada nestes documentos mantém uma tensão entre a soberania de Deus e a responsabilidade humana, reconhecendo o papel ativo de Deus na história e na criação, sem atribuir a Ele a autoria do pecado e mantendo a liberdade e responsabilidade das criaturas.
Rev. Augustus Nicodemus
terça-feira, 16 de junho de 2015
O Verdadeiro Evangelho e a Graça de Deus | Solano Portela
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
sábado, 28 de dezembro de 2013
Série: Predestinados para a Glória | Leandro Lima
Serie de Sermões “Predestinados para a Glória” (6 Mensagens)
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O Significado e a Importância da Doutrina da Eleição
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Como a Predestinação se Comprova na Prática?
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Toda Glória da Salvação Pertence ao Senhor
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A Igreja, uma Instituição Gloriosa
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Predestinados para Infinitamente Mais
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A Importância da Comunhão
Por: Rev. Leandro Lima
Fonte: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
sábado, 7 de dezembro de 2013
Seis pontos de meu calvinismo | Augustus Nicodemus Lopes
É claro que estou brincando – o calvinismo tem muito mais do que cinco ou seis pontos. Esses que vou citar são alguns dos que creio com respeito à salvação. E mesmo assim, nem todos os que se consideram calvinistas concordariam completamente comigo. Meu alvo é tentar esclarecer o que calvinistas, em geral, acreditam sobre a soberania de Deus e a responsabilidade humana. Não coloquei textos bíblicos, pois não quero provar nada – só explicar o que acredito como calvinista.
1 – Creio que Deus predestinou tudo o que acontece. O Deus que determinou todas as coisas é um Deus pessoal, inteligente, justo, santo e bom, que traçou seus planos infalíveis levando em conta a responsabilidade moral de suas criaturas. Ele não é uma força impessoal, como o destino. Portanto, as decisões que tomamos não são mera ilusão e nossa sensação de liberdade ao tomá-las não é uma farsa. Eu acredito que as nossas decisões e escolhas são bem reais e que fazem a diferença. Elas não são uma brincadeira de mau gosto da parte de Deus. De uma maneira para mim misteriosa, porém perfeitamente compatível com um Deus onipotente e infinito, ele consegue ser soberano sem que a vontade de suas criaturas seja violentada. Ao mesmo tempo, ao final, sempre prevalecerá aquilo que Deus já determinou desde a eternidade.
Encaro essa relação entre a soberania de Deus e a responsabilidade humana como sendo parte dos mistérios acerca do ser Deus, como a doutrina da Trindade e das duas naturezas de Cristo.
2 – Creio que Deus predestinou desde a eternidade aqueles que irão se salvar. Esta convicção não me impede de orar pelos descrentes e evangelizar. Ao contrário, evangelizo com esperança, pois Deus haverá de salvar pecadores. Creio que Deus já sabe, mas oro assim mesmo. Sei que ele ouve e responde, e que minhas orações fazem a diferença. Sei também que, ao final, através de minhas orações, Deus terá realizado toda a sua vontade. Não sei como ele faz isso. Mas, não me incomoda nem um pouco. Não creio que minha oração seja um movimento ilusório no tabuleiro da soberania divina.
3 – Não creio que Deus predestinou todos para a salvação. Da mesma forma, não creio que ele foi injusto e nem que ele fez acepção de pessoas para com aqueles que não foram eleitos. Não creio que Deus tenha predestinado inocentes ao inferno, pois não há inocentes entre os membros da raça humana. E nem acredito que ele tenha deixado de conceder sua graça a quem merecia recebê-la, pois igualmente não há pessoa alguma que mereça qualquer coisa de Deus, a não ser a justa condenação por seus pecados.
Deus predestinou para a salvação pecadores perdidos, merecedores do inferno. Ao deixar de predestinar alguns, ele não cometeu injustiça alguma, no meu entender, pois não tinha qualquer obrigação moral, legal ou emocional de lhes oferecer qualquer coisa.
4 – Creio que Deus sabe o futuro, não porque previu o que ia acontecer, mas porque já determinou tudo que acontecerá. Por isso, entendo que a presciência de que a Bíblia fala é decorrente da predestinação, e não o contrário. Negar a predestinação e insistir somente na presciência de Deus com o alvo de proteger a liberdade do homem levanta outros problemas. Quem criou o que Deus previu? E, se Deus conhece antecipadamente a decisão livre que um homem vai tomar no futuro, então ela não é mais uma decisão livre.
5 – Creio que apesar de ter decretado tudo que existe desde a eternidade, Deus acompanha a execução de seus planos dentro do tempo, e se comunica conosco nessa condição. Quando a Bíblia fala de um jeito que parece que Deus nem conhece o futuro e que muda de ideia algumas vezes, é Deus falando como se estivesse dentro do tempo e acompanhando em sequência, ao nosso lado, os acontecimentos. É a única maneira pela qual ele pode se fazer compreensível a nós. Quem melhor explica isso é John Frame, no livro "Não Há Outro Deus," da Editora Cultura Cristã, que recomendo entusiasticamente.
6 – Creio que Deus é soberano e bom. A contradição que parece haver entre um Deus soberano e bom que governa totalmente o universo, por um lado, e por outro, e a presença do mal nesse universo é apenas aparente e, por enquanto, sem explicação. Diante da perversidade e dos horrores desse mundo, alguns dizem que Deus é soberano mas não é bom, pois permite tudo isto. Outros, que ele é bom mas não é soberano, pois não consegue impedir tais coisas. Para mim, a Bíblia diz claramente que Deus não somente é soberano e bom – mas que ele é santo e odeia o mal.
Ao mesmo tempo, a Bíblia reconhece a presença do mal do mundo e a realidade da dor e do sofrimento que esse mal traz. Ainda assim, não oferece qualquer explicação sobre como essas duas realidades podem existir ao mesmo tempo. Simplesmente afirma ambas e pede que vivamos na certeza de que um dia Deus haverá, mediante Jesus Cristo, de extinguir completamente o mal e seus efeitos nesse mundo.
Deve ter ficado claro que um calvinista, para mim, é basicamente um cristão que aceita o que a Bíblia diz sobre a relação entre Deus e o homem e reconhece que não tem todas as explicações para as questões levantadas. Para muitos, esse retrato é de alguém teologicamente fraco e no mínimo confuso. Mas, na verdade, é o retrato de quem deseja calar onde a Bíblia se cala.
Por: Augustus Nicodemus Lopes – Via: Facebok
segunda-feira, 16 de julho de 2012
A soberania de Deus na salvação | Rev. Hernandes Dias Lopes
Em primeiro lugar, Deus nos conheceu desde a eternidade (Rm 8.29). Deus nos conheceu de antemão. Ele nos amou desde toda a eternidade. Amou-nos não porque viu algo em nós que despertasse seu amor, mas amou-nos incondicionalmente. Antes do sol brilhar no horizonte, Deus já havia colocado em nós seu coração. Antes dos mundos estalares virem à existência, nós já estávamos no coração de Deus. Seu amor por nós é eterno, incomensurável e incondicional.
Em segundo lugar, Deus nos predestinou para a salvação (Rm 8.30). Deus nos predestinou em Cristo, para a salvação, antes da fundação do mundo, desde o princípio, pela santificação do Espírito e fé na verdade, a fim de sermos santos e irrepreensíveis perante ele. Deus não nos escolheu porque previu que iríamos crer em Cristo; cremos em Cristo porque ele nos escolheu. A escolha divina é a causa da fé e não sua consequência. Deus não nos escolheu porque viu em nós santidade; fomos eleitos para sermos santos e irrepreensíveis e não porque éramos santos e irrepreensíveis. A santidade não é a causa da eleição, mas seu resultado. Deus não nos escolheu porque viu em nós boas obras; somos feitura dele, criados em Cristo Jesus, para as boas obras, e não porque praticávamos boas obras. As boas obras são fruto da escolha divina e não sua raiz.
Em terceiro lugar, Deus nos chamou eficazmente (Rm 8.30). Todos aqueles que são escolhidos por Deus na eternidade, por quem Cristo morreu no calvário, são chamados à salvação, e chamados eficazmente. O homem pode até resistir temporariamente a esse chamado, mas não finalmente. Jesus disse que ninguém pode vir a ele se o Pai não o trouxer. Disse, também, que suas ovelhas ouvem sua voz e o seguem. Os que Deus predestina, Deus chama. Há dois tipos de chamados: um externo e outro interno; um dirigido aos ouvidos e outro ao coração. Aqueles que são predestinados, ao ouvirem a voz do bom pastor, atendem-na e o seguem.
Em quarto lugar, Deus nos justificou por sua graça (Rm 8.30). Aqueles que são amados, escolhidos e chamados são também justificados. A justificação é uma obra de Deus por nós e não em nós; é um ato e não um processo. É uma declaração forense feita diante do tribunal de Deus e não uma infusão da graça. É completa e irrepetível. Por isso, não possui graus. O menor crente está tão justificado quanto o indivíduo mais piedoso. Pela obra substitutiva e vicária de Cristo na cruz somos declarados quites com as demandas da lei de Deus. Não pesa sobre nós mais nenhuma condenação. Nossos pecados passados, presentes e futuros já foram julgados na pessoa de Cristo, nosso substituto e fiador. Nossos pecados foram colocados na conta de Cristo e a justiça de Cristo foi colocada em nossa conta. Estamos quites com todas as demandas da justiça divina.
Em quinto lugar, Deus nos glorificou pelo seu poder (Rm 8.30). Embora a glorificação seja um fato futuro, que se dará na segunda vinda de Cristo, na mente e nos decretos de Deus já é um fato consumado. Mesmo que o caminho seja estreito e juncado de espinhos. Mesmo que os inimigos nos espreitem e toda a fúria de Satanás seja despejada contra nós, nada nem ninguém, neste mundo ou mesmo no porvir poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus nosso Senhor.
Nossa salvação foi planejada, executada, aplicada e assegurada por Deus. A Deus, portanto, a glória, agora e sempre por tão grande salvação!
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
A Consequência da Soberania Divina | C. H. Spurgeon
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
O dever de esperar na graça | Dr. Heber C. Campos
Pregador: Dr. Heber Campos [Texto: 1 Pedro 1.3-13]
na Igreja Presbiteriana Paulistana
no dia 27 de março de 2011
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Pr.Russell Shedd - A Lei e A Graça - completo - Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil
Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil
Pr. Russell Shedd - Relação entre Duplos nas Escrituras
Tema: "A lei e A Graça"
Maio de 2002
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
A graça de Deus, favor imerecido

A salvação do homem é vista pelas religiões do mundo inteiro apenas de dois modos: o homem é salvo pelos seus méritos ou pela graça de Deus.
A salvação é um caminho aberto pelo homem da terra ao céu ou é resultado do caminho que Deus abriu do céu à terra. O homem constrói sua própria salvação pelo seu esforço ou recebe a salvação como dádiva imerecida da graça divina. Não existe um caminho alternativo nem uma conexão que funde esses dois caminhos. É impossível ser salvo ao mesmo tempo pelas obras e pela graça; chegar ao céu pelo merecimento próprio e ao mesmo tempo através de Cristo.
A soberana graça de Deus é o único meio pelo qual podemos ser salvos. Os reformadores ergueram a bandeira do Sola Gratia, em oposição à pretensão do merecimento humano. Queremos destacar quatro pontos importantes no trato dessa matéria.1. A graça de Deus é um favor concedido a pecadores indignos. Deus não nos amou, escolheu, chamou e justificou por causa dos nossos méritos, mas apesar dos nossos deméritos. A causa da salvação não está no homem, mas em Deus; não está no mérito do homem, mas na graça de Deus, não está naquilo que fazemos para Deus, mas no que Deus fez por nós. Deus não nos amou porque éramos receptivos ao seu amor, mas amou-nos quando éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos. Deus nos escolheu não por causa da nossa fé, mas para a fé; Deus nos escolheu não porque éramos santos, mas para sermos santos; não porque praticávamos boas obras, mas para as boas obras; não porque éramos obedientes, mas para a obediência.
2. A graça de Deus é concedida não àqueles que se julgam merecedores, mas àqueles que reconhecem que são pecadores. Aqueles que se aproximam de Deus com altivez, cheios de si mesmos, ostentando uma pretensa espiritualidade, considerando-se superiores e melhores do que os demais homens, são despedidos vazios. Porém, aqueles que batem no peito, cônscios de seus pecados, lamentam sua deplorável condição e se reconhecem indignos do amor de Deus, esses encontram perdão e justificação. A graça de Deus não é dada ao homem como um prêmio, é oferta imerecida; não é um troféu de honra ao mérito que o homem ostenta para a sua própria glória, mas um favor que recebe para que Deus seja glorificado.
3. A graça de Deus não é o resultado das obras, mas as obras são o resultado da graça. Graça e obras estão em lados opostos. Não podem caminhar pela mesma trilha como a causa da salvação. Aqueles que se esforçam para alcançar a salvação pelas obras rejeitam a graça e aqueles que recebem a salvação pela graça não podem ter a pretensão de contribuir com Deus com suas obras. A salvação é totalmente pela graça, mediante a fé, independente das obras. As obras trazem glória para o homem; a graça exalta a Deus. A graça desemboca nas obras e as obras proclamam e atestam a graça. As obras são o fruto e a graça a raiz. As obras são a consequência e a graça a causa. As obras nascem da graça e a graça é refletida através das obras.
4. A graça de Deus é recebida pela fé e não por meio das obras. A salvação que a graça traz em suas asas é recebida pela fé e não por meio das obras. Não somos aceitos diante de Deus pelas obras que fazemos para Deus, mas pela obra que Cristo fez por nós na cruz. A fé não é meritória, é dom de Deus. A fé é o instrumento mediante o qual tomamos posse da salvação pela graça. O apóstolo Paulo sintetiza este glorioso ensino, em sua carta aos Efésios: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.8-10).
Rev. Hernandes Dias Lopes
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
"Sublime Gracia" - La Historia & Teología del Calvinismo (Español)
¿Qué es el "Calvinismo"? ¿Esta enseñanza hace del hombre un robot determinado y de Dios el autor del pecado? ¿Y el libre albedrío? ¿Si la iglesia acepta el Calvinismo, el evangelismo no será sofocado o hasta extinto? ¿Cómo se puede balancear la soberanía de Dios con la responsabilidad del hombre? ¿Cuáles son las diferencias entre el Calvinismo histórico y el híper Calvinismo? ¿Por qué hombres como Agustín, Lutero, Calvino, Spurgeon, Whitefield, Edward y otros renombrados evangelistas protestantes negaron la definición arminiana del libre albedrío y la llamaron herejía? ¿Por qué la Iglesia Católica Romana condena la enseñanza reformada de la predestinación y la elección y acepta una teología del libre albedrío? ¿Por qué tantos Protestantes, quizás involuntariamente, están de acuerdo con Roma en este asunto?
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Você está em paz com Deus?
Se você morresse hoje, estaria tudo bem com sua alma? Você morreria sabendo que está em Cristo e preparado para encontrar-se com Deus? Se não, nada mais é tão importante do que ter a abençoada certeza que vem somente de Cristo. Hebreus 9:26 diz que Cristo aniquilou o pecado pelo sacrifício de si mesmo. 2 Coríntios 5:21 diz que, por sua causa, Deus fez Seu Filho, Jesus Cristo, se tornar pecado por nós para que, em Cristo, nós pudéssemos ser feitos justos diante de Deus. Esta é a única esperança de redenção do homem. Sua esperança está nisso? 2 Coríntios 5:17 diz que, se você está em Cristo, é nova criatura e as coisas velhas já passaram e eis que tudo se fez novo. Isto é verdade para você? Você foi recriado com novos desejos e um amor por Cristo que o faz andar em seus caminhos e obedecer seus estatutos? (Ezequiel 36:25-27, João 14:15). Podem ser perguntas difíceis, mas são aquelas que precisamos fazer, pois as Escrituras as fazem.
Fonte: http://illbehonest.com/portuguese
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Os Cinco Pontos do Arminianismo
Um teólogo holandês chamado Jacob Hermann, que viveu de 1560 a 1609, era melhor conhecido pela forma latinizada de seu último nome, Arminius. Ainda que educado na tradição reformada, ele se inclinou para as doutrinas humanistas de Erasmo, porque tinha sérias dúvidas a respeito da graça soberana (de Deus), como era ensinada pelos reformadores. Seus discípulos, chamados arminianos ou sectários de Arminius, disseminaram o ensino de seu mestre. Alguns anos depois da morte de Arminius, eles formularam sua doutrina em cinco pontos principais, conhecidos como Os Cinco Pontos do Arminianismo.Pelo fato de as igrejas dos Países Baixos, em comum com as principais Igrejas Protestantes da Europa, subscreverem as Doutrinas Reformadas da Bélgica e as Confissões de Heidelberg, os arminianos resolveram fazer uma representação ao Parlamento Holandês. Este protesto contra a Fé Reformada, cuidadosamente escrito, foi submetido ao Estado da Holanda, e, em 1618, um Sínodo Nacional da Igreja reuniu-se em Dort para examinar os ensinos de Arminius à luz das Escrituras. Depois de 154 calorosas sessões, que consumiram sete meses, Os Cinco Pontos do Arminianismo foram considerados contrários ao ensino das Escrituras e declarados heréticos. Ao mesmo tempo, os teólogos reafirmaram a posição sustentada pelos Reformadores Protestantes como consistente com as Escrituras, e formularam aquilo que é hoje conhecido como Os Cinco Pontos do Calvinismo (em honra do grande teólogo francês, João Calvino).
Ao longo dos anos, a estudada resposta do Sínodo de Dort às heresias arminianas tem sido apresentada na forma de um acróstico formado pela palavra TULIP. Daí o nome deste pequeno livro.
T - Total Depravity ____________(Depravação Total)
U- Unconditional Election_______(Eleição Incondicional)
L- Limited Atonement__________(Expiação Limitada)
I - Irresistible Grace___________(Graça Irresistível)
P- Perseverance of Saints_______(Perseverança dos Santos)
Uma vez que vamos examinar, pormenorizadamente, aquilo que os teólogos reformados de Dort querem dizer com os Cinco Pontos do Calvinismo, retro referidos, consideremos primeiro, sumariamente, os Cinco Pontos do Arminianismo.
1.VONTADE LIVRE : O primeiro ponto do arminianismo sustenta que o homem é dotado de vontade livre.
1.1. Os reformadores reconhecem que o homem foi dotado de vontade livre, mas concordam com a tese de Lutero — defendida em sua obra “A Escravidão da Vontade” —, de que o homem não está livre da escravidão a Satanás.
1.2. Arminius acreditava que a queda do homem não foi total, e sustentou que, no homem, restou bem suficientemente capaz de habilitá-lo a querer aceitar Cristo como Salvador.
2.ELEIÇÃO CONDICIONAL
2.1. Arminius ensinava também que a eleição estava baseada no pré-conhecimento de Deus em relação àquele que deve crer.
2.2. Em outras palavras, o ato de fé, por parte do homem, é a condição para ele ser eleito para a vida eterna, uma vez que Deus previu que ele exerceria livremente sua vontade, num ato de volição positiva para com Cristo.
3.EXPIAÇÃO UNIVERSAL
3.1. Conquanto a convicção posterior de Arminius fosse a de que Deus ama a todos, de que Cristo morreu por todos e de que o Pai não quer que ninguém se perca, ele e seus seguidores sustentam que a redenção (usada casualmente como sinônimo de expiação) é geral. Em outras palavras:
3.2. A morte de Cristo oferece a Deus base para salvar a todos os homens.
3.3. Contudo, cada homem deve exercer sua livre vontade para aceitar a Cristo.
4.A GRAÇA PODE SER IMPEDIDA
4.1. O arminiano, em seguida, crê que uma vez que Deus quer que todos os homens sejam salvos, ele envia seu Santo Espírito para atrair todos os homens a Cristo.
4.2. Contudo, desde que o homem goza de vontade livre absoluta, ele pode resistir à vontade de Deus em relação a sua própria vida. (A ordem arminiana sustenta que, primeiro, o homem exerce sua própria vontade e só depois nasce de novo.)
4.3. Ainda que o arminiano creia que Deus é onipotente, insiste em que a vontade de Deus, em salvar a todos os homens, pode ser frustrada pela finita vontade do homem como indivíduo.
5.O HOMEM PODE CAIR DA GRAÇA
5.1. O quinto ponto do arminianismo é a conseqüência lógica das precedentes posições de seu sistema.
5.2. O homem não pode continuar na salvação, a menos que continue a querer ser salvo.
O CONTRASTE
Quando contrastamos estes Cinco Pontos do Arminianismo com o acróstico TULIP, que forma os Cinco Pontos do Calvinismo, torna-se claro que os cinco pontos deste são diametralmente opostos aos daquele. Para que possamos ver claramente as “linhas de batalha” traçadas pelas afiadas mentes de ambos os lados, comecemos por fazer um breve contraste entre as duas posições à base de ponto por ponto.
PONTO 1
1.1.O arminianismo diz que a vontade do homem é ‘livre’ para escolher, ou a Palavra de Deus, ou a palavra de Satanás. A salvação, portanto, depende da obra de sua fé.
1.2.O calvinismo responde que o homem não regenerado é absolutamente escravo de Satanás, e, por isso, é totalmente incapaz de exercer sua própria vontade livremente (para salvar-se), dependendo, portanto, da obra de Deus, que deve vivificar o homem, antes que este possa crer em Cristo.
PONTO 2
2.1.Arminius sustentava que a ‘eleição’ é condicional, enquanto os reformadores sustentavam que ela é incondicional. Os arminianos acreditam que Deus elegeu àqueles a quem ‘pré-conheceu’, sabendo que aceitariam a salvação, de modo que o pré-conhecimento [de Deus] estava baseado na condição estabelecida pelo homem.
2.2 Os calvinistas sustentam que o pré-conhecimento de Deus está baseado no propósito ou no plano de Deus, de modo que a eleição não está baseada em alguma condição imaginária inventada pelo homem, mas resulta da livre vontade do Criador à parte de qualquer obra de fé do homem espiritualmente morto.
2.3 Dever-se-á notar ainda que a segunda posição de cada um destes partidos (arminianos e calvinistas) é expressão natural de suas respectivas doutrinas a respeito do homem. Se o homem tem “vontade livre”, e não é escravo nem de Satanás nem do pecado, então ele é capaz de criar a condição pela qual Deus pode elegê-lo e salvá-lo. Contudo, se o homem não tem vontade livre, mas, em sua atual situação, é escravo de Satanás e do pecado, então sua única esperança é que Deus o tenha escolhido por sua livre vontade e o tenha elegido para a salvação.
PONTO 3
Os arminianos insistem em que a expiação (e, por esta palavra, eles significam ‘redenção’) é universal. Os calvinistas, por sua vez, insistem em que a Redenção é parcial, isto é, a Expiação Limitada é feita por Cristo na cruz.
3.1. Segundo o arminianismo, Cristo morreu para salvar não um em particular, porém somente àqueles que exercem sua vontade livre e aceitam o oferecimento de vida eterna. Daí, a morte de Cristo foi um fracasso parcial, uma vez que os que têm volição negativa, isto é, os que não a querem aceitar, irão para o inferno.
3.2. Para o calvinismo, Cristo morreu para salvar pessoas determinadas, que lhe foram dadas pelo Pai desde toda a eternidade. Sua morte, portanto, foi cem por cento bem sucedida, porque todos aqueles pelos quais ele não morreu receberão a “justiça” de Deus, quando forem lançados no inferno.
PONTO 4
4.1.Os arminianos afirmam que, ainda que o Espírito Santo procure levar todos os homens a Cristo (uma vez que Deus ama a toda a humanidade e deseja salvar a todos os homens), ainda assim, como a vontade de Deus está amarrada à vontade do homem, o Espírito [de Deus] pode ser resistido pelo homem, se o homem assim o quiser. Desde que só o homem pode determinar se quer ou não ser salvo, é evidente que Deus, pelo menos, ‘permite’ ao homem obstruir sua santa vontade. Assim, Deus se mostra impotente em face da vontade do homem, de modo que a criatura pode ser como Deus, exatamente como Satanás prometeu a Eva, no jardim [do Éden].
4.2. Os calvinistas respondem que a graça de Deus não pode ser obstruída, visto que sua graça é irresistível. Os calvinistas não querem significar com isso que Deus esmaga a vontade obstinada do homem como um gigantesco rolo compressor! A graça irresistível não está baseada na onipotência de Deus, ainda que poderia ser assim, se Deus o quisesse, mas está baseada mais no dom da vida, conhecido como regeneração. Desde que todos os espíritos mortos (alienados de Deus) são levados a Satanás, o deus dos mortos, e todos os espíritos vivos (regenerados) são guiados irresistivelmente para Deus (o Deus dos vivos), nosso Senhor, simplesmente, dá a seus escolhidos o Espírito de Vida.
No momento em que Deus age nos eleitos, a polaridade espiritual deles é mudada: Antes estavam mortos em delitos e pecados, e orientados para Satanás; agora são vivificados em Cristo, e orientados para Deus.
É neste ponto que aparece outra grande diferença entre a teologia arminiana e a teologia calvinista. Para os calvinistas, a ordem é: primeiro o dom da vida, por parte de Deus; e, depois, a fé salvadora, por parte do homem.
PONTO 5
5.1. Os arminianos concluem, muito logicamente, que o homem, sendo salvo por um ato de sua própria vontade livremente exercida, aceitando a Cristo por sua própria decisão, pode também perder-se depois de ter sido salvo, se resolver mudar de atitude para com Cristo, rejeitando-o! (Alguns arminianos acrescentariam que o homem pode perder, subseqüentemente, sua salvação, cometendo algum pecado, uma vez que a teologia arminiana é uma “teologia de obras” pelo menos no sentido e na extensão em que o homem precisa exercer sua própria vontade para ser salvo.) Esta possibilidade de perder-se, depois de ter sido salvo, é chamada de “queda (ou perda) da graça”, pelos seguidores de Arminius. Ainda, se depois de ter sido salva, a pessoa pode perder-se, ela pode tornar-se livremente a Cristo outra vez e, arrependendo-se de seus pecados, “pode ser salva de novo”. Tudo depende de sua contínua volição positiva até à morte!
5.2. Os calvinistas sustentam muito simplesmente que a salvação, desde que é obra realizada inteiramente pelo Senhor e que o homem nada tem a fazer antes, absolutamente, “para ser salvo”, é óbvio que o “permanecer salvo” é, também, obra de Deus, à parte de qualquer bem ou mal que o eleito possa praticar. Os eleitos ‘perseverarão’ pela simples razão de que Deus prometeu completar, em nós, a obra que ele começou. Por isso, os cinco pontos de TULIP incluem a Perseverança dos Santos.
Por: Duane Edward Spencer
Fonte: TULIP – Os Cinco Pontos do Calvinismo à Luz das Escrituras
Fonte: Mogergismo