sexta-feira, 19 de dezembro de 2025
Implantação e Revitalização de Igrejas Pt. 01 | Ronaldo Lidório
segunda-feira, 6 de janeiro de 2025
terça-feira, 10 de dezembro de 2024
Revitalização de Igrejas - Valdeci Santos | Programa Fides Reformata T03/E01
sábado, 6 de abril de 2024
segunda-feira, 29 de janeiro de 2024
A VIDA DE DAVID BRAINERD
David Brainerd, um dos maiores missionários que a igreja já conheceu, é uma figura de profunda inspiração na vida cristã, especialmente no contexto da missão e do sofrimento. Brainerd dedicou sua vida a trabalhar entre os índios nos Estados Unidos, em um ministério marcado por intensos desafios e provações.
David Brainerd nasceu em 1718 em Haddam, Connecticut, e faleceu em 1747 em Northampton, Massachusetts. Ele foi expulso da Universidade de Yale devido a um conflito com um dos professores, o que foi um ponto de virada significativo em sua vida. Após sua expulsão, ele se dedicou ao trabalho missionário. Brainerd era um cristão calvinista fervoroso.
A relação de Brainerd com Jonathan Edwards é notável. Edwards, um importante teólogo e pregador do Grande Despertamento, ficou profundamente impressionado com o fervor e a dedicação de Brainerd à missão. Após a morte precoce de Brainerd devido à tuberculose, Edwards editou e publicou o diário de Brainerd. Este diário se tornou uma influente fonte de inspiração para futuros missionários e cristãos em geral.
A história de Brainerd é notável por vários motivos. Seu diário, repleto de relatos de angústia e dor, revela a sensibilidade e a profundidade de sua alma aflita. Mesmo enfrentando sentimentos de abandono por Deus e lutando para sentir o amor e conforto divinos, Brainerd persistiu em sua missão. Sua experiência demonstra uma fé resiliente, mesmo quando as práticas espirituais pareciam não trazer alívio imediato e suas orações pareciam sem resposta.
A vida de Brainerd nos inspira de várias maneiras:
- Perseverança na Fé: Apesar dos desafios emocionais e físicos, Brainerd continuou sua missão, demonstrando uma fé inabalável em Deus.
- Compromisso com a Missão: Sua dedicação aos povos indígenas, mesmo em face de adversidades, ressalta a importância de seguir o chamado de Deus, independentemente das circunstâncias.
- Honestidade Espiritual: Brainerd não escondeu suas lutas e dúvidas, mostrando que é normal enfrentar períodos de questionamento e dificuldade na jornada espiritual.
- Impacto Duradouro: Seu legado continua a inspirar missionários e cristãos, demonstrando que o trabalho feito em fé pode ter um impacto significativo além do nosso tempo na Terra.
- Dependência de Deus: A história de Brainerd nos lembra da necessidade de dependermos de Deus, especialmente nos momentos em que nos sentimos fracos e incapazes.
Assim, a história de David Brainerd oferece um poderoso testemunho de fé, resistência e compromisso com a obra de Deus, mesmo diante de grandes dificuldades e desafios pessoais.
Viva a fé bíblica no seu dia-a-dia!
Por Augustus Nicodemus
segunda-feira, 11 de setembro de 2023
Conselhos aos que sofrem (8) | Rev. Ronaldo Lidório
Devemos, entretanto, lembrar que após o gelo quebrado virão navios com multidões que passarão pelo caminho aberto. Nesse dia haverá deslumbramento e alegria pela bondade do Senhor que em meio ao contexto mais improvável fez algo novo acontecer.
Conselhos aos que sofrem (7) | Rev. Ronaldo Lidório
Parte 07 – AOS QUE TEM A FÉ ABALADA
“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é minha fortaleza” (Hc 3:17-19).
A primeira missão da igreja, portanto, não é a proclamação, mas a fé. Não é viver, mas morrer. Não é mudar, mas ser transformada. A missão é resultado da fé.
sexta-feira, 1 de setembro de 2023
O Espírito Santo e a missão | Rev. Ronaldo Lidório
quarta-feira, 27 de outubro de 2021
Missões na Reforma Protestante do Século XVI | Rev. Ewerton Barcelos Tokashiki
1. O rei Gustavo Vasa da Suécia, em 1559, encorajou a evangelização entre os lapões.
2. Hans Ungnad von Sonneck evangelizou com literatura em língua eslava.3. Venceslau Budowitz von Budokwa, entre 1577 a 1514, residiu em Constantinopla (Istambul) como missionário.
1. Poucos obreiros disponíveis;2. A Igreja era Estatal, dependia do sustento e autorização do Estado;3. Período de definições doutrinárias;4. Disputas teológicas entre os reformadores calvinistas e luteranos;5. Europa em clima de guerra contra os “turcos”;6. Não tinham acesso aos recursos marítimos.
João Calvino nunca escreveu uma obra, especificamente, dissertando sobre “missões”. Mas em seus comentários bíblicos deixou-nos sua opinião em fidelidade ao mandato do Senhor Jesus.[5]
“O Senhor ordena aos ministros do Evangelho, que preguem em lugares distantes, com o propósito de espelhar a salvação em cada parte do mundo”.
“Nenhuma nação da terra e nenhum segmento da sociedade está excluído da salvação, porque Deus deseja oferecer o evangelho a todos e sem nenhuma exceção”.
A “Academia de Genebra” foi fundada em 05/06/1559. A necessidade de pastores e obreiros era gritante! O próprio Calvino numa de suas cartas desabafa essa triste realidade, dizendo que “em todas as partes da França, os irmãos estão implorando a nossa assistência”.[8]
Sobre os alunos sabemos que devidamente treinados, os estudantes retornariam a seus países de origem e divulgariam o evangelho como missionários. Nesse sentido, procurou fazer de Genebra um centro missionário para divulgar a Reforma e seus ensinos por toda a Europa e outros países do mundo.[10]
1. Busca de enriquecimento na nova terra2. Refúgio para franceses perseguidos
- Ficando, assim conhecida como “a Invasão Francesa”, em nossa história [católica] brasileira. A. G. Mendonça, nota que “vale ainda considerar o fato de que a resistência portuguesa aos invasores era sempre feita não somente em nome de sua soberania política e de seus interesses comerciais, mas também na defesa de sua fé contra as heresias”.[13]
1. sacrifício da missa2. doutrina e usos dos sacramentos3. invocação e mediação dos santos4. oração pelos mortos5. o purgatório
- - Villegaignon posiciona-se católico e persegue os huguenotes.
- - Os huguenotes buscaram refúgio entre os índios tupinambás.
- - Tentaram fugir por navio, mas este afundou.
- - Cinco voltaram, e foram aprisionados por Villegaignon.
- - “Confissão de Fé da Guanabara”[16]
Jean du Bordel...... enforcadoMathieu Verneuil.... enforcadoPierre Bourdon...... enforcadoAndré Lafon......... poupado (único por ser o alfaiate)Jacques Le Balleur.. fugiu para cidade de São Vicente, sendo preso e levado para Salvador, e em 1567 transferido para o Rio de Janeiro, e enforcado pelo próprio José de Anchieta.
- Jean de Léry escreveu um livro intitulado “História de uma Viagem Feita à Terra do Brasil”, publicado em 1578, Paris. Foi estudar na Academia de Genebra, e tornou-se um pastor calvinista.
- Em 1580, Portugal é dominado pela Espanha.
NOTAS:
Rev. Ewerton B. Tokashiki
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
O que você ainda está esperando? | Rev. Hernandes Dias Lopes
A proclamação do evangelho é uma missão imperativa, intransferível e impostergável. É sobre esses três aspectos da missão que escreverei.
1. A proclamação do evangelho é uma missão imperativa. O próprio Jesus ordenou: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15). A igreja de Deus não precisa esperar nenhum fato novo para proclamar o evangelho de Cristo em todo mundo e a toda criatura. Uma ordem já foi dada e deve ser obedecida. Quem deu a ordem foi o próprio Jesus, que morreu pela igreja e ressuscitou para sua justificação. Quem deu a ordem foi o próprio dono da igreja. O universo inteiro ouve a sua voz e obedece: o sol, as estrelas, o mar, o vento, os demônios e os anjos. Será que nós, povo remido pelo sangue de Cristo, seríamos os únicos a questionar sua voz, a adiar sua ordem e e desobedecer o seu mandato? Nosso papel não é discutir a ordem, mas obedecê-la. Nossa missão não é discutir a obra, mas fazer a obra. A salvação é obra de Deus. Tudo já foi feito. O banquete da graça já está pronto. Cabe a nós ir ao mundo, anunciar essa boa-nova e contar aos pecadores que Deus os amou e enviou seu Filho para salvá-los do pecado, da morte e do inferno. Você está pronto a obedecer?
2. A proclamação do evangelho é uma missão intransferível. O propósito de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, em todo o mundo. Nenhuma outra instituição está credenciada a pregar o evangelho. Os anjos anelam esse sublime privilégio, mas Jesus comissionou apenas a igreja para cumprir essa missão. A igreja é o método de Deus para alcançar o mundo. Conta-se que, quando Jesus terminou sua obra salvadora na terra, morrendo pelos nossos pecados e ressuscitando para a nossa justificação, ao voltar ao céu para assentar-se no seu trono de glória, um anjo perguntou-lhe: “Senhor, tu concluíste tua obra na terra. Quem, porém, vai contar essa boa-nova para o mundo inteiro?”. Jesus respondeu-lhe: “Eu deixei doze homens preparados para cumprir essa missão”. O anjo, então, redarguiu: “Mas, Senhor e, se eles falharem?”. Jesus respondeu: “Se eles falharem, eu não tenho outro método”. Nós somos o método de Deus. Nós somos os atalaias de Deus a avisar ao mundo acerca de sua necessidade de se preparar para encontrar com Deus. Se o ímpio não for avisado e morrer na sua impiedade, Deus cobrará de nós o seu sangue. Não podemos calar a nossa voz. Deus nos constituiu ministros da reconciliação. Somos embaixadores em nome de Cristo, rogando aos homens que se reconciliem com Deus.
3. A proclamação do evangelho é uma missão impostergável. A proclamação do evangelho é uma missão urgente. Não pode esperar. Quando John Kennedy foi assassinado em Dallas, no Texas, em 22 de novembro de 1963, em apenas doze horas, a metade do mundo, ficou sabendo. Jesus Cristo, o Filho de Deus, morreu na cruz pelos nossos pecados há dois mil anos e quase a metade do mundo, ainda não ouviu essa boa-nova do evangelho. Não podemos calar a nossa voz. Precisamos ganhar esta geração em nossa geração. Um jovem índio preparava-se para ser o líder de sua tribo, quando caiu gravemente enfermo. O jovem índio já desfalecido no colo de sua mãe, perguntou-lhe: “Mamãe, eu estou morrendo e estou com muito medo. Para onde irá a minha alma?”. A mãe, aflita, respondeu-lhe: “Meu filho, eu não sei”. Aquele jovem desesperado, partiu para a eternidade sem saber para onde ia. Meses depois, chegou àquela aldeia um missionário pregando o evangelho e falando das boas-novas da salvação. De uma cabana da aldeia, saiu uma anciã com os olhos vermelhos de tanto chorar, correu em direção ao missionário. Agarrou-o pelos braços e disse-lhe aos prantos: “Por que você não veio antes? Por que você não veio antes?” Era a mãe daquele que jovem que morreu sem saber para onde estava indo. O que você ainda está esperando? É tempo de proclamar o evangelho!
Rev. Hernandes Dias Lopes
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Por que Revitalizar uma Igreja? | Matt Schmucker
Eu perguntei ao jovem sentado ao meu lado no almoço: “Por que você decidiu ir ao seminário?”. Ele disse: “Eu queria fazer grandes coisas para Deus!”.
A resposta dele me fez tremer levemente. Eu me perguntei se ele acaso já lera alguma biografia de homens que fizeram “grandes coisas para Deus”. Ele estava ciente do sacrifício que vem com a “grandeza”?
Muitos desses grandes indivíduos eram reformadores. Eles viram algo quebrado, sem direção ou distorcido, e tomaram providências para mudar o rumo - ou reconstruir. Esses grandes indivíduos eram verdadeiros pastores: eram estudantes da Palavra que assumiram o encargo de proclamá-la. Eles agiram como profetas, não por meio da predição, mas do discernimento: sendo capazes de falar com franqueza acerca do presente, à luz do que havia sido escrito no passado.
É isso o que um pastor faz. Ele ergue a Palavra de Deus e chama homens e mulheres a renovarem as suas mentes e a reformarem os seus caminhos. Se você não quer ser um reformador, você não quer ser um pastor.
Motivações para a reforma
Quando você olha para um corpo de crentes pequeno, enfraquecido e enfermo, o que poderia levá-lo a começar o trabalho de reforma que é necessário? Deixe-me sugerir seis motivações:
1. Por causa do cristão
Em João 21, nós ouvimos Jesus perguntar a Simão Pedro (três vezes): “Simão, filho de João, tu me amas?”. Três vezes Simão Pedro diz: “Sim”. E três vezes Jesus diz: “Apascenta os meus cordeiros”. Em Lucas 15, nós lemos que Jesus estima o seu próprio povo de tal maneira que, se eles fossem ovelhas, ele deixaria “no deserto as noventa e nove” para resgatar a que se perdeu. Deus ama o seu povo. Ele deseja que todos estejam ajuntados e alimentados.
Em toda revitalização de igreja que eu já vi, há pelo menos algumas ovelhas presentes (às vezes em meio a lobos). Elas têm sido mal alimentadas e até maltratadas. Mas elas foram adotadas por Cristo e, portanto, são merecedoras de cuidado. Considere revitalizar uma igreja para o benefício dos verdadeiros crentes que estão lá.
2. Por causa do cristão nominal
Poucas coisas são mais lastimáveis do que o indivíduo que acredita ter o céu como recompensa quando, na verdade, o seu destino é o inferno. Muitas de nossas igrejas estão cheias desse tipo de pessoa - o “cristão” nominal. Paulo tinha essa preocupação em mente ao escrever: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos” (2Coríntios 13.5).
Desde a queda, ninguém está livre do autoengano. Nós facilmente somos feitos de bobo. E um pastor amoroso irá trabalhar para livrar do erro os autoenganados.
No início dos anos 1990, na Capitol Hill Baptist Church, nós trabalhamos duro para ir atrás de centenas de membros nossos que nunca frequentavam os cultos. Ao encontrá-los, a maioria não tinha nenhum interesse em nós e nossas ideias de “membresia significativa”. Mas havia uns poucos que, ao serem apresentados ao evangelho e ao chamado de Deus para que fossem parte do corpo, se arrependeram e vieram à fé. Dorothy, uma mulher de oitenta anos que não frequentava a igreja por mais de três décadas, morava nas proximidades. Nós compartilhamos o evangelho com ela, não desejando presumir nada. Ela disse: “Eu acho que jamais havia entendido isso antes”. Considere revitalizar uma igreja para o benefício dos “cristãos” nominais.
3. Por causa da vizinhança
Em 1993, após quatro décadas de declínio e outro pastor fracassado, a Capitol Hill Baptist Church chegou ao fundo do poço - pelo menos na minha percepção. Eu estava em meu caminho ao mercado local, certa noite, e dois vizinhos seguiam à minha frente. Eu conhecia aqueles homens. Eles eram um conhecido casal homossexual que morava na vizinhança de nossa igreja. Naquela noite, tendo ouvido o que acontecera com o nosso pastor despedido, os dois homens escarneciam da minha igreja em alta voz. Que ironia! Homens homossexuais escarnecendo de uma igreja de mente evangélica, mas que falhava em viver de acordo com aquele mesmo evangelho. Para usar um termo do Antigo Testamento, nós éramos um “provérbio” em nossa própria vizinhaça. Nós éramos uma testemunha reversa na própria comunidade na qual deveríamos ser um padrão de santidade. Felizmente, à medida que nossa igreja cresceu de forma mais saudável, o mesmo aconteceu com nosso testemunho.
Alguns anos depois, Mark Dever e eu estávamos em uma caminhada, e um vizinho que havia observado a nossa igreja por vinte anos nos parou e perguntou: “O que há de diferente com a sua igreja?”. Mark disse: “Bem, Matt tem tentado terminar a pintura e pôr em ordem o jardim”. O homem disse: “Não, não estou falando disso. Há algo diferente com as pessoas”.
Eu posso relatar hoje que muitos em nossa vizinhança vieram a Cristo. No processo de revitalização, nós fomos capazes de demolir um mau testemunho e substituí-lo por um bom testemunho - isso é um “leve-dois-pague-um” do evangelho. Considere revitalizar uma igreja enfraquecida para o benefício dos vizinhos.
4. Por causa dos recursos
Bilhões de dólares, doados por cristãos fiéis por muitas décadas, têm sido gastos em terrenos e construções. Hoje, com muita frequência, essas construções são subutilizadas ou estão até mesmo vazias - meros monumentos ao passado. Plantadores de igrejas muitas vezes menosprezam esses recursos e não pensam duas vezes em seguir uma abordagem de ministério potencialmente desgastante do tipo “igreja itinerante” ou “igreja sobre rodas”.
Por que essa abordagem é tão desgastante? Pergunte a quase todo plantador de igreja. Ele provavelmente lhe dirá quanto esforço é exigido das melhores pessoas de sua igreja para mudar de local toda semana, sem contar quando é necessário realocar pois o auditório de uma escola ou salão de hotel não está mais disponível. Então, considere mudar-se para uma velha vizinhança, revitalizar uma igreja e recuperar recursos que foram originalmente doados para propósitos evangélicos.
5. Por causa do futuro
Logo depois de perdermos o nosso último pastor e de eu ouvir os dois homens escarnecerem de nossa igreja, a casa onde morávamos, adquirida pela igreja, foi invadida e saqueada. A porta da frente foi arrombada e os objetos de valor foram roubados. Minha família ficou fora da cidade com os pais da minha esposa, até que a casa estivesse segura novamente.
Na primeira noite de volta, minha esposa fez uma pergunta muito pertinente: “O que nós estamos fazendo aqui?”. Ao deitarmos naquela noite, eu me perguntava a mesma coisa. Eu simplesmente disse (e com um espírito de oração): “Acho que estamos aqui pelas pessoas que virão”.
Eu devo rapidamente admitir que, normalmente, não sou tão alegremente otimista quanto ao futuro. Mas, naquele momento, eu senti como se Satanás estivesse fazendo as coisas parecerem pior do que eram, e precisávamos aguentar firme. Pela graça de Deus, persistimos em meio a circunstâncias muito difíceis e o futuro se mostrou muito promissor: nós estamos em uma temporada de prosperidade como igreja que já dura quase duas décadas. Em cada profissão de fé, cada batismo, cada ato de arrependimento, cada viagem missionária, cada moço que se compromete a preparar-se para o ministério, eu me alegro silenciosamente. Cada um desses eventos era, em um momento, uma parte do futuro da nossa igreja - um futuro que eu não conhecia, mas Deus sim.
Considere revitalizar por todas as pessoas que, algum dia, podem adentrar por suas portas e ser ajudadas em sua caminhada com Jesus.
6. Por causa do nome de Deus
Você é zeloso para que o nome de Deus seja honrado no mundo? O que você pensa da igreja ou do pastor que usa o nome de Deus e extrai tradições da Escritura, mas não segue o Deus único e verdadeiro que se revela na Bíblia?
Amigo, Deus é zeloso pelo seu próprio nome e louvor!
Por amor do meu nome, retardarei a minha ira e por causa da minha honra me conterei para contigo, para que te não venha a exterminar. Eis que te acrisolei, mas disso não resultou prata; provei-te na fornalha da aflição. Por amor de mim, por amor de mim, é que faço isto; porque como seria profanado o meu nome? A minha glória, não a dou a outrem. (Isaías 48.9-11)
Para que o nome de Deus seja apropriadamente representado no mundo, nós precisamos ser zelosos pelo testemunho da sua igreja. Por quê? Para que a glória de Deus seja difundida e magnificada. O seu nome é difamado quando igrejas ditas cristãs o representam de modo distorcido, com sua tolerância ao pecado, suas más práticas conjugais, visões erradas da sexualidade e uma multidão de heresias, desde a salvação até a autoridade da Escritura.
Eu oro contra essas igrejas que difamam o nome de Deus. Eu oro para que elas morram ou, pelo menos, tornem-se invisíveis para a vizinhança.
Eu positivamente oro por aquelas igrejas verdadeiras na minha vizinhança, que proclamam a verdade, que apropriadamente ajuntam aqueles que foram nascidos de novo, e cujo principal propósito é a glória de Deus. Considere revitalizar por causa do nome de Deus.
Conclusão
Eu tenho visto homens fiéis em nossos dias entrarem em situações nas quais a infidelidade reinava, e ali reformarem um povo ao pastoreá-lo. Você pode ter ouvido falar de alguns de seus nomes, como John Piper ou Mark Dever. Você pode não ter ouvido falar de muitos outros que eu poderia nomear. Mas, conhecidos ou desconhecidos, todos eles são homens fiéis que usaram os recursos existentes para revitalizar uma igreja por causa dos cristãos, dos “cristãos” nominais e da vizinhança. Em seus muitos dias fiéis de sangue, suor e lágrimas, Deus tinha um monte de pessoas em mente - no futuro - que receberiam benefícios eternos. E o nome de Deus está sendo magnificado!
Revitalizar uma igreja não é fácil - reforma nunca é. Mas há centenas de igrejas que precisam de pastores que irão fazer esse sacrifício diário por causa do reino. Então, ao meu jovem amigo seminarista que queria “fazer grandes coisas para Deus”, eu tinha uma sugestão: “Em vez de fazer grandes coisas para Deus”, eu disse, “por que você não tenta simplesmente ser fiel a um grande Deus?”.
Eu penso que isso foi o que todos os grandes reformadores fizeram e, também, o que grandes pastores fazem hoje. A grandeza deles, se é assim que você deseja chamar, não está em uns poucos atos heroicos, mas no acúmulo de muitos dias fiéis gastos em pregação, oração e no trabalho de reforma.
Fonte: Editora Fiel
Imagem: Editora Fiel
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Budismo | Rev. Marcos Agripino
Palestras:
| Budismo | Testemunhas de Jeová | Marxismo Cultural | Esoterismo| Catolicismo |
Preletor: Rev. Marcos Agripino fala sobre o “Budismo”
1ª Semana Teológica de 2014
Seminário Teológico Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição
terça-feira, 6 de maio de 2014
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Missões começa em casa | Hernandes Dias Lopes
John Stott, erudito expositor bíblico, disse que antes de Jesus enviar a igreja ao mundo, enviou o Espírito Santo para a igreja. A obra do Espírito e o testemunho da igreja são inseparáveis. O Espírito Santo capacitou a igreja para ser testemunha tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia, Samaria e até aos confins da terra. O propósito de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, em todo o mundo. Atos 1.8 é a plataforma missionária de Jesus. É a agenda missionária da igreja. Daremos, aqui, um enfoque à obra missionária em Jerusalém, em nossa cidade, a partir da nossa própria casa. Para melhor compreensão do assunto em tela, daremos destaque a alguns pontos:
Em primeiro lugar, a capacitação precede à ação missionária. O recebimento de poder precede o testemunho. Testemunhar sem o poder do Espírito Santo é como tentar cortar lenha com o cabo do machado. Em vão é o esforço humano sem o revestimento do Espírito. A igreja não foi autorizada a começar o seu esforço missionário senão depois do revestimento de poder vindo do alto. Hoje, temos muito esforço e pouco resultado. Muito trabalho e poucos frutos. Muitas palavras e pouca manifestação de poder. Pregamos aos ouvidos, mas não pregamos aos olhos. Os homens escutam de nós belos discursos, mas não veem em nós demonstração de poder. Preciso concordar com Charles H. Spurgeon, quando disse que é mais fácil um leão tornar-se vegetariano, do que uma vida sequer ser salva sem a obra do Espírito Santo. Dependemos do Espírito Santo, precisamos do Espírito Santo, carecemos da capacitação do Espírito Santo.
Em segundo lugar, O Espírito Santo é quem nos capacitar para a obra missionária. A promessa de Jesus é que os discípulos seriam revestidos com o poder do alto, o poder do Espírito, para testemunhar desde Jerusalém até aos confins da terra. Nenhuma outra preparação por mais refinada, substitui a capacitação do Espírito Santo. Nenhum cabedal teológico, nenhuma erudição humana, nenhuma eloquência angelical poderia capacitar a igreja a testemunhar o evangelho com eficácia. Só o Espírito Santo pode iluminar a mente e aquecer o coração. Só o Espírito Santo pode capacitar o mensageiro, aplicar eficazmente a mensagem e abrir o coração dos ouvintes, dando-lhes uma nova vida.
Em terceiro lugar, a igreja é o método de Deus para alcançar o mundo. Jesus não comissionou o governo para a proclamação do evangelho nem mesmo delegou essa sublime tarefa aos anjos. A igreja é o método de Deus. O propósito de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, em todo o mundo. Se nós nos calarmos seremos culpados de uma omissão criminosa. Somos atalaias de Deus. Se o ímpio morrer em sua impiedade sem avisarmos a ele, Deus cobrará de nós o seu sangue. Somos embaixadores em nome de Cristo. Devemos rogar aos homens que se reconciliem com Deus.
Em quarto lugar, o testemunho do evangelho começa em casa. A obra missionária deve ser feita aqui, ali e além fronteiras ao mesmo tempo. Porém, o ponto de partida é a nossa Jerusalém, onde estamos estabelecidos. Não teremos autoridade para pregar para os de fora se não estamos testemunhando para os de dentro. Não podemos começar com os confins da terra se a nossa própria Jerusalém ainda não foi impactada com o poder do evangelho. Não podemos pregar aos estranhos se primeiro não fizemos conhecido o evangelho em nossa própria família. Quando Jesus libertou e salvou o endemoninhado gadareno, não permitiu que ele o acompanhasse para um trabalho itinerante, mas enviou-o de volta aos seus. Nossa família, nossa parentela, nossa cidade devem ser os primeiros redutos a serem atingidos pelo evangelho.
Rev. Hernandes Dias Lopes
Fonte: Primeira I.P. de Vitória – ES.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Como a Graça Deveria Impactar a Execução do seu Trabalho | J. D. Greear
Quando alguém pensa em seu trabalho sendo “cristão,” todo tipo de imagem perturbadora vem à mente:
- Abrir um salão de beleza chamado “Você Muito Melhor” ou uma livraria chamada “E Lias”.
- Fazer momentos constrangedores de evangelismo nas chamadas promocionais.
- Desafiadoramente dizer “Feliz Natal” ao invés de “Boas Festas” na fila do caixa, ou furtivamente dizer “Tenha um dia abençoado” na saudação.
- Colar pôsteres de opções de estudo bíblico no horário de almoço ou enviar spams sobre visões da Virgem Maria no Equador.
Talvez você se lembre do incidente de 2004 com um piloto da American Airlines que, em seus anúncios antes do voo, pedia a todos os cristãos a bordo do avião que levantassem a mão. Ele então sugeria que durante o voo, os outros passageiros conversassem com essas pessoas sobre a fé deles. Ele também disse aos passageiros que ele ficaria feliz em conversar com qualquer um que tivesse dúvidas. É compreensível que isso fazia as pessoas surtarem: o piloto do seu avião falando com você sobre se você vai ou não se encontrar com Jesus?[1] Embora eles pudessem admirar o zelo do cara, muitos empresários cristãos pensam: “Eu acho que eu não conseguiria fazer isso sem ser demitido.”
Muitos cristãos pensam que simplesmente não dá para servir o reino de Deus no trabalho, e que o trabalho desse reino acontece “após o expediente” — voluntariando-se no berçário da igreja, frequentando grupos pequenos, indo a uma viagem missionária, servindo na cantina. A maioria pensa que o nosso trabalho é uma necessidade que deve ser suportada para colocar comida na mesa, e que o interesse de Deus no fruto de nosso trabalho é primariamente que entreguemos os nossos dízimos.
A Bíblia oferece uma perspectiva bem diferente. A Escritura nos ensina como servir a Deus através de nosso trabalho, não apenas após o trabalho. A Bíblia diz palavras claras e radicais às pessoas no local de trabalho, nos mostrando que mesmo o mais subalterno deles possui um papel essencial na missão de Deus.
De fato, certamente não é coincidência que a maioria das parábolas que Jesus contou tinha como contexto um local de trabalho, e que dos quarenta milagres registrados no livro de Atos, trinta e nove ocorreram fora do cenário de uma igreja. O Deus da Bíblia parece tão preocupado em demonstrar seu poder fora dos muros da igreja, quanto dentro.
Quero sugerir cinco qualidades que tornam o trabalho “cristão.” Por “cristão” neste contexto eu quero dizer “feito através da fé em Jesus Cristo.” Portanto, o trabalho que é cristão terá cinco qualidades:
- (1) cumpre a criação,
- (2) busca a excelência,
- (3) reflete santidade,
- (4) demonstra redenção e
- (5) avança em missões.
O trabalho cristão cumpre a criação
Quando Deus colocou Adão no Jardim do Éden, ele não disse simplesmente para ele se manter longe de certas maçãs podres. Deus colocou Adão no jardim “para cultivá-lo e guardá-lo” (Gênesis 2:15). Lembre-se que Deus disse isso antes da maldição, indicando que o trabalho não era uma punição infligida em Adão por seu pecado, mas era parte do desígnio original de Deus.
O primeiro propósito que Deus tinha em mente para Adão não era ler uma Bíblia ou orar, mas ser um bom jardineiro.
A palavra hebraica ‘abad, traduzida por “cultivar,” mostra exatamente o que Deus quer dizer: tem a conotação de preparar e desenvolver. Adão foi colocado no jardim para desenvolver sua matéria-prima, para cultivar um jardim. Cristãos podem cumprir o propósito criado por Deus da mesma maneira, tomando a matéria-prima do mundo e desenvolvendo-as. Isso está acontecendo o tempo todo, tanto por crentes quanto por incrédulos. Empreiteiras pegam areia e cimento e os usam para criar prédios. Artistas tomam cor e música e os harmonizam em arte. Advogados tomam princípios de justiça e os codificam em leis que beneficiam a sociedade.
Este é o plano de Deus. Martinho Lutero, o famoso reformador alemão, coloca desta maneira:
“Quando oramos a Oração do Senhor, nós pedimos que Deus nos dê ‘o pão nosso de cada dia.’ E ele nos dá nosso pão diário. Ele faz isso através do fazendeiro que plantou e colheu o grão, o padeiro que transformou a farinha em pão, a pessoa que preparou nossa refeição.”
O que isso significa é que a vocação secular de um cristão ajuda a mediar o cuidado ativo de Deus no mundo. Deus está ativo através do trabalho de uma pessoa para assegurar que famílias estejam alimentadas, que lares sejam construídos, que a justiça seja cumprida. Muitos cristãos trabalham de má vontade quando deveriam festejar o fato de que Deus os está usando, em qualquer que seja o pequeno papel, para cumprir seus propósitos.
Outro grande exemplo disso vem do clássico filme Carruagens de Fogo. O filme mostra um atleta de corrida cristão, Eric Liddell, em sua preparação para as Olimpíadas de 1924. Em um ponto do filme, Liddell é confrontado com a objeção à sua carreira de que há questões mais urgentes na vida de um cristão do que meramente correr. Liddell responde: “Eu acredito que Deus me criou para um propósito, mas ele também me criou rápido. E quando eu corro, sinto o prazer de Deus.” Em um momento ou outro, enquanto trabalhamos em algo que amamos ou em algo que somos bons, muitos de nós temos um sentimento similar. É como se sentíssemos dentro de nós, bem literalmente: “Eu fui feito para isso.”
O trabalho cristão busca a excelência
Se nosso trabalho é feito “para Deus,” ele deve ser feito de acordo com os mais altos padrões de excelência. Paulo diz:
“E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Colossenses 3:17).
Isso deveria ser verdade quer recebamos qualquer recompensa por nosso trabalho ou não, e mesmo se nunca ninguém notar.
Sejamos honestos: é desmoralizante trabalhar para alguém que não nos dá crédito por aquilo que fizemos, ou pior, alguém que reage oferecendo apenas feedbacks negativos. Um chefe ruim pode transformar um trabalho que seria satisfatório em um absoluto terror. Numa situação como essa, a maioria das pessoas perde a motivação de trabalhar com excelência. “Afinal,” elas podem pensar, “qual o sentido de trabalhar duro? Ninguém vai notar de qualquer maneira, e mesmo que eles notem, eu certamente não ganharei o crédito por isso.” Essa pode ser uma resposta razoável, mas não é uma resposta cristã.
Cristãos devem buscar a excelência em seus trabalhos não porque eles querem impressionar seus chefes ou porque trabalhar duro leva a um pagamento melhor, mas porque eles trabalham para Cristo. C.S. Lewis uma vez observou como vales nunca antes descobertos pelos olhos humanos ainda são cheios de belas flores. Para quem Deus criou aquela beleza, se olhos humanos nunca a veriam? A resposta de Lewis era que Deus faz algumas coisas apenas para seu próprio prazer. Ele vê mesmo quando ninguém mais vê.
Essa perspectiva adiciona um novo significado para toda tarefa que os crentes executarem, mesmo que eles saibam que nunca serão reconhecidos. Eles não precisam mais da aprovação dos outros em seus trabalhos, porque não mais trabalham primariamente para outros. Eles trabalham em primeiro lugar para Cristo, e ele merece o melhor deles.
Na realidade, contudo, pouquíssimos trabalhos passam desapercebidos, especialmente se malfeitos. Um cristão com uma ética trabalhista medíocre ou um desenvolvimento acadêmico desleixado dá ao mundo um terrível testemunho de Cristo. Ele pode dizer com sua boca que “Jesus é Senhor,” mas quando ele não se importa em entregar seus trabalhos a tempo ou respeitar seu chefe, ele está dizendo mais alto ainda: “Eu mesmo sou senhor.” Ao trabalhar com excelência, os cristãos não apenas servem a Deus, mas também demonstram uma atitude de serviço ao mundo.
O trabalho cristão reflete santidade
Se cristãos trabalham para Deus, isso deveria inerentemente fazê-los trabalhar com excelência. Mas saber que Deus vê tudo o que fazemos deveria também fazer-nos trabalhar com integridade. Trabalho que é “cristão” nos conformará aos mais altos padrões de ética.
Paulo procede em Colossenses explicando que tudo o que fazemos é feito com respeito ao nosso Mestre que nos assiste dos céus, a quem prestaremos conta (Colossenses 3:23-25). Isso significa, Paulo disse, que mesmo quando nosso chefe é um idiota (e muitas pessoas para quem Paulo estava escrevendo literalmente pertenciam a seus chefes!), cristãos fazem seu trabalho para Deus. Nosso trabalho deve deixar evidente que nós servimos a um Deus de justiça e bondade. Isso significa que chefes cristãos devem se preocupar menos com as críticas, e mais com o fato de que eles prestarão contas a um Mestre celestial. Funcionários cristãos não devem fazer nada de forma descuidada ou mentir sobre quanto trabalho eles tiveram.
A ética nos negócios realmente importa, porque através dela nós espelhamos o caráter de Deus. Deus diz que “balança enganosa” — trabalhos malfeitos, balancetes falsificados, folhas de ponto inexatas, etc. — são uma “abominação” a ele (cf. Provérbios 11:1). Uma ética medíocre nos negócios não é uma questão insignificante.
O trabalho cristão demonstra redenção
Se cristãos agissem em seus empregos com equidade e justiça, só isso já os diferenciaria. Mas aqueles que foram tocados pelo evangelho não tentam meramente abraçar altos padrões éticos; eles vivem suas vidas com uma perspectiva de gratidão radicalmente transformada. O que Cristo fez ao nos redimir para o Pai produz uma resposta natural de graça para com outros.
Eu recentemente ouvi uma história sobre uma jovem recém-formada que conseguiu um emprego na Madison Avenue, em uma das mais prestigiadas firmas de propaganda. Com pouco tempo de empresa, ela cometeu um erro que custou à companhia aproximadamente US$25.000. A Madison Avenue não é um mundo definido pela graça e ela esperava ser demitida no fim do dia. Seu chefe, contudo, compareceu diante da diretoria e os convenceu sobre permitir que a culpa pelo erro dela recaísse sobre ele mesmo. Quando essa jovem mulher ouviu o que o seu chefe havia feito, ela foi até ele em lágrimas. Ela lhe perguntou o motivo pelo qual, naquela atmosfera absurdamente competitiva, ele escolheria colocar seu próprio pescoço no lugar do dela. Ele respondeu compartilhando como Jesus tinha feito algo similar por ele, tomando sobre si a ira que ele merecia. Por causa da grande graça que Jesus mostrou para com ele, ele queria demonstrar uma graça similar para com outros quando tivesse a oportunidade.
Isso significa que devemos enxergar nosso trabalho com um propósito diferenciado. Nós não procuramos mais apenas subir de posição ou maximizar nosso lucro pessoal. Se verdadeiramente tocados pela graça, cristãos empregados começam a usar seus recursos para abençoar aqueles em necessidade.
Alguns cristãos podem contestar uma perspectiva como essa. Graça é algo que se aplica ao âmbito espiritual, eles podem dizer, mas não nos negócios: “Eu trabalhei por aquilo que tenho — eu conquistei!”, eles podem dizer. Uma pessoa pode certamente sentir como se tivesse conquistado tudo o que tem, mas onde ela conseguiu sua ética trabalhista cabeça-dura? Sua inteligência? Tudo isso é graça de Deus. Por decreto de quem ela cresceu nos Estados Unidos ao invés de nascer em uma favela brasileira? Certamente não foi por seu próprio decreto — isso também foi graça de Deus. O próprio ar que ela respirou e a comida que ela comeu lhe foram dados como presentes da graça. Jesus ensinou que o reino de Deus pertence àqueles que são “pobres de espírito” — aqueles que reconhecem que tudo o que eles têm é um presente da graça. Os “classe-média de espírito,” que creem que estão apenas colhendo o fruto de seu trabalho, não conhecerão nada do reino de Deus, porque eles não têm o conceito da magnitude da graça de Deus em suas vidas. Quando alguém entende o quanto deve à graça, começará a ver cada situação em que estão, seja nos negócios ou na igreja, como um lugar não para ser servido, mas para servir.
O chamado para entregar nossas vidas pelo reino de Deus não é uma tarefa especial de poucos consagrados. Todos os discípulos de Jesus são chamados a verem suas vidas como sementes a serem plantadas para o reino de Deus. Jesus disse que se sua vida fosse uma festa, ela deveria ser dada àqueles que não podem nos pagar de volta. Às vezes eu penso que nós inventamos toda essa linguagem de “chamado ao ministério” para mascarar o fato de que a maioria das pessoas em nossas igrejas não estão vivendo como discípulos de Jesus.
O trabalho cristão avança em missões
O trabalho feito pelos discípulos de Jesus deve ser feito tendo em vista a Grande Comissão. Em Atos, vemos que Deus usou ministros não-vocacionados (talvez empresários, médicos, escravos, quem sabe!) para levar o evangelho pelo mundo a lugares que os apóstolos nunca tinham ido. Lucas registra que a primeira vez que a igreja “foi por todo lugar pregando a palavra,” os Apóstolos não estavam envolvidos (Atos 8:1). Ele também registra que quando Paulo finalmente chega a Roma para pregar a Cristo lá, ele é saudado por “irmãos” hospitaleiros, que parecem ter estado lá por algum tempo (Atos 28:7). Nas anotações de Steven Neill no clássico História das Missões, dos três grandes centros de plantação de igreja do mundo antigo (Antioquia, Alexandria e Roma), nenhum foi fundado por um apóstolo.
Da mesma maneira, os cristãos no mercado de trabalho hoje são capazes de acessar mais facilmente lugares estratégicos e não alcançados. A globalização, as revoluções na tecnologia e a urbanização deram à comunidade dos negócios acesso quase universal.
Habilidades seculares são necessárias para dar aos cristãos acesso a países que, de outra maneira, rapidamente rejeitariam sua presença. Os países que têm mais necessidade de uma presença do evangelho — aqueles chamados “janela 10-40” — são devastados pela pobreza e pelo desemprego. Tais lugares precisam tanto das palavras do evangelho quanto do reflexo tangível do amor de Deus que os negócios podem proporcionar. Milhões nessa região estão sem trabalho e sem o conhecimento de Cristo.
Um exemplo, apesar de haver dúzias de outros exemplos, é a nação do Irã. O Irã é uma área não alcançada em necessidade desesperadora do evangelho. Hoje mesmo, há 10 milhões de pessoas buscando um emprego no Irã, um número que pode chegar a 20 milhões nos próximos 15 anos. Como lugares como esse serão alcançados? O Irã pode ser alcançado através dos esforços de empresários cristãos comuns, levando suas habilidades e especialidades para o exterior. Isso pode não ser o caminho para todos os cristãos, mas talvez Deus o esteja desafiando a considerar dedicar seu trabalho para os seus propósitos de avanço de missões.
Nem todo cristão, é claro, será levado a executar seus negócios em um povo não alcançado. Mas os discípulos de Jesus devem sempre fazer seu trabalho tendo em vista a Grande Comissão. Uma “visão missional” para o trabalho cristão é fazê-lo bem, e fazê-lo, se possível, em algum lugar estratégico. Provérbios 22:29 diz: “Vês a um homem perito na sua obra? Perante reis será posto; não entre a plebe.”
Crentes que executam bem o seu trabalho podem ser grandemente usados no trabalho da Grande Comissão. Sua excelência nos negócios pode dar-lhes audiências com os “reis” e com os influentes dos povos mais difícieis de serem alcançados do mundo.
Deus está interessado em como os cristãos executam seus trabalhos, e ele quer estar envolvido neles. Seu trabalho pode fazer uma diferença eterna na vida daqueles com quem você trabalha, daqueles para quem você trabalha e daqueles que você serve através do seu emprego. Permita que a transformação do evangelho mude a maneira pela qual você enxerga e executa o seu trabalho. Você foi redimido pela graça — agora viva essa graça no contexto do seu emprego. Você pode nunca mais olhar para o trabalho da mesma maneira novamente.
[1] http://www.travelkb.com/Uwe/Forum.aspx/air/2002/American-Airlines-Preaching-Pilot [Em inglês] Encontrado em John Dickson, The Best Kept Secret of Christian Mission (O Segredo Mais Bem Guardado da Missão Cristã) (Zondervan, 2010), 172-173.