- (01) A Tradição Oral | Rev. Ageu Magalhães
- (02) O Monopólio da Interpretação | Rev. Ageu Magalhães
- (03) O A Adulteração dos Dez Mandamentos | Lauro A. Cangussu
- (04) A Proibição da Bíblia | Pb. Eduardo Salerno
- (05) Os Apócrifos | Sem. Thiago Fortunato
- (06) Pedro como o primeiro papa | Rev. Ageu Magalhães
- (07) O Papa como o cabeça da igreja | Gustavo Alves
- (08) A Infalibilidade Papal | Pb. Marcos Serra
- (09) A Confissão Auricular | Rev. Ageu Magalhães
- (10) A ostentação e riqueza do clero | Pb. Eduardo Salerno
- (11) O Ritualismo e o Latim na Missa | Rev Ageu Magalhães
- (12) O Celibato obrigatório dos Padres | Pb. Marcos Serra
- (13) O Culto das Imagens | Eduardo Koscak
- (14) O Uso de Imagens de Jesus | Rev. Ageu Magalhães
- (15) Maria como a "Nova Eva" | Rev Ageu Magalhães
- (16) Velas, Incensos e o princípio normativo do culto | Pb Marcos Serra
- (17) A Imaculada concepção de Maria | Gustavo Alves
- (18) A Falsa mediação dos santos | Pb Eduardo Salerno
- (19) A Virgindade Perpétua de Maria | Eduardo KoskaK
- (20) A santidade de Maria | Gustavo Alves
- (21) Culto aos Santos | Lauro Cangussu
- (22) O vinho na Eucaristia Romana | Pb. Marcos Serra
- (23) A Transubstanciação | Pb Eduardo Salerno
- (24) A Adoração da Hóstia | Sem. Thiago Fortunato
- (25) A oração como penitência | Eduardo Koscak
- (26) A Salvação pelas Obras | Gustavo Alves
- (27) O Purgatório | Lauro Cangussu
- (28) O Sinal da Cruz | Rev. Ageu Magalhães
- (29) As Indulgências | Pb. Marcos Serra
- (30) A Inquisição Romana | Pb. Eduardo Salerno
- (31) A Água Benta | Sem. Thiago Fortunato
- (32) A Missa como Sacrifício | Gustavo Alves
- (33) O Rosário | Lauro Cangussu
- (34) A Mariolatria | Rev. Ageu Magalhães
- (35) Introdução aos Sacramentos - 1ª parte | Pb. Marcos Serra Ribeiro
- (36) Introdução aos Sacramentos - 2ª parte | Pb. Eduardo Salerno
- (37) O Batismo | Rev. Ageu Magalhães
- (38) A Confirmação | Sem. Thiago Fortunato
- (39) A Penitência | Gustavo Alves
- (40) Eucaristia | Eduardo Koscak
- (41) A Unção dos Enfermos | Pb. Eduardo Salerno
- (42) O Sacramento da Ordem | Pb. Marcos Serra
- (43) O matrimônio | Rev. Ageu Magalhães
- (44) As Relíquias | Lauro Cangussu
- (45) Os Votos Monásticos | Rev. Ageu Magalhães
- (46) Os 10 piores papas | Rev. Ageu Magalhães
- (47) O Vaticano | Lauro Cangussu
- (48) O Jejum e a Quaresma | Gustavo Alves
- (49) A Assunção de Maria | Rev. Nelson Ferreira
- (50) A Ave Maria | Thiago Fortunato
- (51) A Missa de Sétimo Dia | Pb. Eduardo Salerno
- (52) A intercessão pelos mortos | Pb. Marcos Serra
- (53) É a Igreja Católica Apostólica Romana cristã? - Parte 1 | Rev. Ageu Magalhães
- (54) É a Igreja Católica Apostólica Romana cristã? - Parte 2 | Rev. Ageu Magalhães
- (55) É a Igreja Católica Apostólica Romana cristã? - Parte 3 | Rev. Ageu Magalhães
- (56) Série: Os Erros do Romanismo | Vários Pregadores (Completa) Estudos em Áudio Spotify
- (57) Série: Os Erros do Romanismo | Vários Pregadores (Completa) Playlist Youtube
domingo, 3 de março de 2024
(ED) - Os Erros do Romanismo (32) A Missa como Sacrifício | Gustavo Alves
terça-feira, 29 de novembro de 2022
Amor Verdadeiro | John MacArthur
O apóstolo Paulo fala-nos sobre esse tema em Efésios 5:1-3. Ele escreveu: "Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos bem amados. E caminhai no amor, como também Cristo nos amou e se entregou a Deus por nós como oferta e sacrifício de agradável odor. Mas de prostituição e qualquer espécie de impureza ou ganância nem sequer se fale entre vós, como é próprio de santos."
A simples ordem do verso 2 (“E caminhai no amor, como também Cristo nos amou”) resume toda a obrigação moral de todo o cristão. No fundo, o amor de Deus é o único princípio que define completamente o dever do cristão e este tipo de amor é exactamente “tudo o que precisas”. Romanos 13:8-10 diz, “Aquele que ama o próximo, cumpre plenamente a lei”. Os mandamentos resumem-se a estas palavras: “Amarás o próximo como a ti próprio, já que o amor é o cumprimento da lei.” Gálatas 5:14 ecoa a mesma verdade: “Toda a lei se cumpre numa só palavra: Amarás o próximo como a ti próprio.” Da mesma maneira Jesus ensinou que toda a lei e profetas dependem de dois princípios básicos sobre o amor – o primeiro e o segundo mandamentos (Mat. 22:38-40). Por outras palavras, “o amor é o laço da perfeição” (Col. 3:14 NKJV).
Quando o apóstolo Paulo nos diz para caminhar no amor, o contexto revela-se em aspectos positivos, pois ele fala-nos sobre sermos bons uns para os outros, misericordiosos e que nos perdoemos uns aos outros (Ef. 4:32). O modelo de tal amor mais centrado nos outros que si próprio é Cristo, quem se entregou para nos salvar dos nossos pecados. “Não existe amor maior do que este, que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos." (João 15:13). E “se Deus nos amou assim, também nós devemos amar-nos uns aos outros” (1 João 4:11).
Por outras palavras, o amor verdadeiro é sempre um sacrifício, uma entrega de nós mesmos, é misericordioso, compassivo, compreensivo, amável, generoso e paciente. Estas e muitas outras qualidades positivas e benévolas (ver 1 Cor. 13:4-8) são as que a Sagrada Escritura associa ao amor divino.
Mas reparemos no lado negativo, também visto no contexto de Efésios 5. A pessoa que ama os outros verdadeiramente como Cristo nos ama deve recusar todo o tipo de amor falso.
O apóstolo Paulo nomeia algumas destas falsidades satânicas.
Elas incluem a imoralidade, a impureza e a ganância. A passagem continua: “Que não haja palavras obscenas, insensatas ou grosseiras, são coisas que não convêm, mas que haja sim, ação de graças. Porque disto deveis ter a certeza, nenhum que seja sexualmente impuro ou ganancioso - o que equivale a idolatria - tem herança no Reino de Cristo e de Deus. Ninguém vos engane com palavras vãs, pois por estas coisas a ira de Deus cai sobre os filhos desobedientes. Não vos associais, por isso, a eles” (VV. 4–7).
A imoralidade é talvez o substituto favorito do amor na nossa atual geração. O apóstolo Paulo usa o termo grego "porneia", o qual significa todo o tipo de pecado sexual. A cultura popular tenta desesperadamente desvanecer a linha que separa o amor verdadeiro da paixão imoral. Mas tal imoralidade é uma perversão total do amor verdadeiro, porque procura a autogratificação em vez do bem dos outros.
A impureza é outra perversão diabólica do amor. O apóstolo Paulo emprega aqui o termo akatharsia, o qual se refere a todo o tipo de imoralidade sexual e impureza. Especificamente, ele refere-se à sujidade, à impureza e à ganância que são as características particulares do companheirismo com mal. Este tipo de companheirismo não tem nada a ver com o amor verdadeiro e o apóstolo afirma claramente que não tem lugar no caminho do cristão.
A ganância é outra corrupção do amor que tem origem no desejo narcisista de autogratificação. É exatamente o oposto do exemplo que Cristo deu quando “se entregou por nós” (v. 2). No verso 5, o apóstolo Paulo compara a ganância à idolatria. Também isto não tem lugar no caminho do cristão e de acordo com o verso 5, a pessoa culpada de tal pecado “não tem herança no Reino de Cristo e de Deus.”
De tais pecados, diz o apóstolo Paulo, “nem sequer se fale entre vós, como é próprio de santos” (V. 3). “Não te associes aqueles” que praticam tais coisas, diz-nos. 7).
Por outros termos, não estaremos a demonstrar amor verdadeiro a não ser que sejamos intolerantes com todas as perversões populares do amor.
Hoje em dia, a maioria das conversas sobre o amor ignora este princípio. “O amor” foi redefinido como uma ampla tolerância que ignora o pecado e que abraça o bem e o mal de igual forma. Mas isso não é amor, é apatia.
- O amor de Deus não tem nada a ver com isso. Lembra-te que a mais suprema manifestação do amor de Deus é a Cruz, sinal que Cristo “nos amou e se entregou a Deus por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável” (V. 2).
- A Sagrada Escritura explica o amor de Deus em termos de sacrifício, de arrependimento pelos pecados cometidos e de reconciliação: "Nisto reside o amor, não que tenhamos amado Deus mas que ele nos amou e nos enviou o seu Filho para reconciliar os nossos pecados” (1 João 4:10).
- Por outras palavras, Cristo converteu-se em sacrifício para desviar a ira de um Deus ofendido.
- Longe de perdoar os nossos pecados com uma tolerância benigna, Deus deu o seu Filho como uma oferta pelo pecado para satisfazer a sua própria ira e justiça na salvação dos pecadores.
- Este é o coração do Evangelho. Deus manifesta o seu amor de uma forma que confirma a sua santidade, justiça e misericórdia sem compromisso.
- O amor verdadeiro “não se manifesta ao praticar o mal, mas sim ao praticar a verdade” (1 Cor. 13:6). Este é o tipo de amor, no qual fomos chamados para caminhar. É um amor que primeiro é puro e depois é harmonioso.
Por John MacArthur
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Certo dia, no Templo... | Mauro Meister
Certo dia, por volta do ano 30 da chamada era comum, um homem de pouco mais de 30
anos de idade se apresenta no Templo, em Jerusalem, na fila dos israelitas que vieram para apresentar sacrifício pela culpa. Ali, vários homens, chefes de família, alguns acompanhados de seus filhos pequenos, eram atendidos pelos porteiros, levitas escalados para aquela função segundo a ordem de suas famílias. Quando chega a vez do homem, o levita lhe pergunta, já com um tom estranho, uma vez que todos na fila traziam um animal e ele nāo:
- O senhor deve estar na fila errada! Aqui é para o sacrifício pelo pecado, e é preciso trazer o animal do sacrifício. O senhor pecou?
Ao que o homem respondeu:
- Não pequei, ainda que tenha sido tentado como todos os outros homens.
- Então o senhor deve ir para outro lugar. A não ser que seja o sacrifício pelos pecados desconhecidos, mas o senhor não trouxe animal nenhum.
- Não tem problema, Adonai proverá o sacrifício. Posso prosseguir?
- Não é possível. Como o senhor pode ver, todos os que entram aqui tem que trazer o animal do sacrifício para a inspeção. O sacerdote não vai recebe-lo desse jeito e se insistir o caso terá que ser levado à guarda do Templo. Não é possível entrar sem o animal para o sacrifício. Casos assim podem chegar ao Sumo-sacerdote!
- Não tem problema, eu sou Sumo-sacerdote.
- O senhor é da tribo de Levi, da família de Arão? Eu nunca lhe vi por aqui. Além do que,
os rituais de purificação deste turno já se encerraram. Se é levita, de que ordem você é?
- Da ordem de Melquisedeque.
- Como? Esta ordem só existiu antes da lei de Moisés, na época de nosso pai, Abraão, e não temos noticia de nenhum descendente de Melquisedeque. Mais ainda, o que esta valendo é a lei mosaica.
- Não se preocupe, eu não vim quebrar a lei, mas cumpri-la. Posso entrar agora?
- Senhor, se eu deixá-lo entrar, no seu estado de impureza, tudo o que tocar se tornará impuro. O senhor não pode ir nem no átrio externo sem o sacrifício.
- Eu sou puro e limpo de coração. Nada do que eu tocar pode se tornar impuro.
- Senhor, não quero perder a paciência, mas tem mais gente na fila e já esta quase na hora dos sacerdotes entrarem no Santo Lugar para a reposição do óleo do candelabro. Este ritual é exclusivo e ninguém do povo pode entrar no Santo Lugar. Além do que, hoje o tempo é bem mais corrido, é a semana de preparação para a Páscoa.
- Não se preocupe, não vou atrapalhar em nada, afinal, eu sou a luz do mundo e o Cordeiro de Deus.
A esta altura o levita esta a ponto de chamar os guardas, também levitas, responsáveis pela segurança do lugar. Mas alguma coisa o impediu de o fazer, porque apesar das coisas que o homem dizia parecerem loucura, ele falava como quem tinha autoridade e com uma calma serena, como se estivesse em sua própria casa. Diante disso, o levita o argüiu:
- Senhor, com que autoridade dizes estas coisas?
- Com a autoridade de meu pai. Essa é a casa dele e ele me aguarda.
- O senhor esta dizendo que é o Filho de Deus?
Alguns na fila, já impacientes e ouvindo a conversa, começaram a balbuciar e outros até a gritar: blasfêmia! Mas o homem continuou falando:
- É necessário que meu sacrifício seja apresentado em favor de muitos, para a propiciação dos pecados do povo.
- Agora o senhor esta me dizendo que vai prestar o sacrifício no Santo dos Santos, sobre o propiciatório, em cima da arca? Ali só entra o Sumo-sacerdote, uma vez por ano, no Dia da Expiação. E se ele não estiver purificado, morre na presença de Adonai. Qualquer um que abra aquelas cortinas morre! Até nossas crianças sabem disso!
- Mais uma vez lhe digo, não tema. Meu pai vai abrir as pesadas cortinas, de cima abaixo, e receber o sacrifício perfeito para que todo aquele que nele crê, por meu intermédio, não pereça, mas tenha a vida eterna.
É óbvio que esta história nunca aconteceu dessa maneira, mas serve para nos ilustrar como o Evangelho de Cristo é o real cumprimento de tudo aquilo que o tabernáculo e o templo representaram.
Rev. Mauro Meister – Via: Facebook
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
A Mensagem do Tabernáculo do Antigo Testamento | Francisco Leonardo
Passagem Bíblica: Hebreus 8:4-5
Data: 23/02/14
Fonte: Igreja Presbiteriana de Sto. Amaro
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Série: Manchados na raiz | Rev. Héber Campos Jr.
Quatro mensagems em uma playlis como segue abaixo:
- O paradigma de Gênesis 3.
- Os estragos da Queda - Gênesis 3:7-13
- Maldições mitigadas - Gênesis 3:14-21
- Alienados do Jardim - Gênesis 3:22-24
A história de Adão e Eva costuma ser mal contada, embora seja um raio-x perfeito de como somos tentados e como ficamos distantes de Deus ao cairmos. A queda do primeiro casal é o prefácio perfeito de uma história de redenção.
Fonte: Igreja Presbiteriana Aliança Limeira
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Natal: presentes para o Rei | Rev. Hernandes Dias Lopes
Os magos vieram do Oriente para adorar o Rei Jesus e trazer-lhe presentes.
- Que presentes trouxeram?
- O que eles significam?
- Que implicações têm esses presentes colocados aos pés de Jesus?
Compreender essa mensagem é fundamental para resgatarmos a centralidade do Natal. O Natal tem sido esvaziado de seu conteúdo. Coisas periféricas e até estranhas à mensagem do Natal têm ocupado o centro do palco e retirado de cena aquele que é o dono, o sentido e a razão de ser do Natal.
Os magos trouxeram ouro, incenso e mirra. Que tributos eles estavam prestando a Jesus com esses presentes?
1. Eles estavam reconhecendo que Jesus é o Rei dos reis. O ouro é o presente dedicado ao Rei. A humilde criança deitada na manjedoura, enfaixada em panos, que precisou retirar-se para o Egito para livrar-se da morte, que cresceu na apagada vila de Nazaré, que tinha as mãos calejadas no serviço da carpintaria, que se despojou de sua riqueza e se fez pobre e não tinha nem mesmo onde reclinar a cabeça, era o Rei dos reis, o dono do mundo.
Jesus abriu mão da sua glória para vir ao mundo, encarnar-se e tornar-se Deus conosco e Deus semelhante a nós, exceto no pecado.
Os magos reconheceram que Jesus é o Rei dos reis, a suprema autoridade no céu e na terra, aquele que está no trono do universo, que dirige as nações, que levanta reis e destrona reis, que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade. Diante de Jesus todo joelho deve se dobrar no céu, na terra e no inferno. Todas as criaturas do universo estão sujeitas a ele. Ele é o soberano absoluto sobre tudo e sobre todos. Nas suas mãos estão os destinos dos povos, das nações, da igreja, da sua própria vida.
2. Eles estavam reconhecendo que Jesus é o Sumo Sacerdote. Incenso é o presente para um sacerdote. Até o tempo de Jesus os sacerdotes ofereciam sacrifícios por si mesmos e pelo povo. Esses sacrifícios precisavam ser repetidos, pois eram imperfeitos, oferecidos por homens imperfeitos. Jesus veio ao mundo como o supremo sacerdote, o sacerdote perfeito, sem pecado, para oferecer um sacrifício perfeito, a sua própria vida.
Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, mas também é o Sumo Sacerdote que, na cruz, fez um único e cabal sacrifício pelos nossos pecados. Ele é ao mesmo tempo o Sacerdote e o sacrifício.
Jesus é o único Mediador entre Deus e os homens, aquele que abriu para nós um novo e vivo caminho para Deus, por cuja morte, o véu do templo foi rasgado, dando-nos livre acesso à presença do Pai. Jesus é o caminho para Deus, a porte do céu.
3. Eles estavam reconhecendo que Jesus é o Supremo Profeta. Mirra é o presente para um profeta. Deus falou muitas vezes, de muitas maneiras aos pais pelos profetas. Mas, agora, nos fala pelo seu Filho. Até Jesus, os profetas falavam em nome de Deus. Mas Jesus é o próprio Deus. Os profetas diziam: “Assim diz o Senhor”, mas Jesus diz: “Eu, porém, vos digo”.
Ele é o mensageiro e a mensagem. Ele é o próprio conteúdo da mensagem que proclama. Não temos outra mensagem a proclamar a não ser Jesus. Ele é o conteúdo do Evangelho.
Seu nascimento nos trouxe boas novas de grande alegria. Sua morte nos trouxe copiosa redenção. Sua ressurreição nos dá poder para viver vitoriosamente. Sua ascensão nos garante que sua obra foi completa e vitoriosa. A promessa da sua volta nos dá esperança da consumação de todas as coisas, com sua vitória triunfal sobre todas as hostes do mal. Os magos vieram de longe e adoraram a Jesus, reconhecendo que ele é o Rei, o Sacerdote e o Profeta. É Jesus o Rei da sua vida? Você já se apropriou dos benefícios de sua morte vicária? Você aguarda ansiosamente a sua vinda? É Jesus o centro das comemorações do seu Natal?
Rev. Hernandes Dias Lopes
Fonte: Igreja Presbiteriana de Vitória – ES.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Como um homem pode ser justo diante de Deus? | Bob jennings, Charles Leiter.
TRANSCRIÇÃO DO VÍDEO
Como pode um homem ser justo diante de Deus? O que pode remover meus pecados? Nós costumávamos a cantar isso, eu cantava isto com as crianças… O que pode remover meus pecados? E eu falava: “Nada” O que pode remover meus pecados? “Nada…” “Nada além do sangue de Cristo.” Nada além do sangue de Cristo. Esse é o único caminho. Os nossos pecados foram atribuidos a Cristo, tudo foi cobrado na Sua conta e Ele pagou na íntegra. Ele realmente fez isso! Ele realmente levou os seus pecados e os meus pecados. Se você é um filho de Deus, Ele realmente levou todos os pecados em Seu próprio corpo na cruz. Os seus pecados não estão voando pelo ar. Você imagina as coisas mais perversas que você já fez, amados, os seus pecados não estão voando pelo ar. Os seus pecados caíram sobre Jesus Cristo e Ele pagou na íntegra! Essa é a unica maneira de ser achado justo diante de Deus.
Considere o Cordeiro de Deus em Sua ressurreição, Levantado com grande poder! não há força muscular, nenhuma força mecânica, nenhuma potência elétrica, nenhuma energia nuclear, que poderia tê-lO ressuscitado da morte, e esse mesmo poder está em você.
Eu não sou mais um criminoso debaixo da ira de Deus, que destá diante de um juiz furioso. Eu sou um filho que foi adotado por uma família. Você tem que lançar mão do fato de que você está em uma nova posição. Você está em uma posição de graça. Você é um filho.
Lembre-se que uma coisa surpreendente é que você não está realmente debaixo de um julgamento de um juiz. Quando você peca, crente, você não está diante de um juiz com uma seta apontada em sua cabeça. Você está diante de um pai. Você está diante de um pai que quer te levantar e fazer você andar novamente. Que mudança de status. Isso não é glorioso?
Quarenta e um anos que eu comecei a virar meus olhos para longe dos confins da terra e passei a olhar apenas para Jesus… E agora eu poderia estar de frente para o final e estou ainda mais grato que eu posso dirigir meus olhos para Jesus.
Quando alguém ainda está tentando se acertar com Deus guardando a Lei, quando as pessoas estão tentando merecer a salvação por alguma forma de obediência pelas coisas que elas fazem, então isso mostra que elas realmente acham que é possível, que elas podem de alguma forma merecer o seu caminho para Deus.
Sua justificação e sua aceitação por Deus não é baseado em seu desempenho. O quão bem você andou ontem. Você diz: “Oh, ontem eu orei o dia inteiro.” Bem, você sabe o que a Bíblia diz? Ela diz que as nossas orações são feitas aceitáveis pelo sangue de Jesus. Paulo começa em Romanos, ele diz, “Primeiramente dou graças ao meu Deus por meio de Jesus Cristo por causa de todos vocês…” (Rm 1:8a) Você não pode nem sequer agradecer a Deus a não ser através do sangue de Jesus Cristo. E nós somos chamados a oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus através de Jesus Cristo. As melhores obras que poderíamos fazer não têm nada a ver com isso. O remorso não tem nada a ver com isso. “Mesmo que minhas lagrimas caiam para sempre, ou mesmo que meu zelo não conheça alívio algum, nada disso poderia expiar os meus pecados. Tu é quem tem que salvar e somente Tu.” [Trecho do hino Rocha das Eras/"Rock of Ages" de Augustus M. Toplady]
Vocês percebem cada vez mais, não é irmãos? Que o problema com este mundo não é econômico não é educacional, não é ambiental, não é político, não é governamental. O problema supremo da raça humana é o pecado. E o problema supremo que eu sempre vou ter que enfrentar é o pecado. Esse é o inimigo número um. É o pecado, em todas as suas formas. É isso que tem enchido nossos tribunais e nossas cadeias. Isso é o que tem enchido os cemitérios em cada cidade e em cada aldeia. Isso é o que fez com que o mundo de hoje seja um lugar de devastação em uma zona de guerra. Todo o crime, toda a dor, todas as lágrimas, todas as mortes, todos os lutos, todos os acidentes, todas as tristezas, e todas as perdas; Todas as tragédias são por causa do pecado. O pecado entrou no mundo e nós estamos sob o reinado do pecado e da morte. Ele está agitando o mundo, fazendo com que o próprio mundo sofra Os céus e a terra que gemem diante do peso do pecado [rf. Rm 8:22]. e o que o mundo precisa não é um filósofo, o mundo não precisa de um professor. O mundo não precisa, necessariamente,de um professor ou um algo do género. O que este mundo precisa é de um salvador. Seu nome será Jesus, porque Ele salvará. Ele deve salvar, tirar todos os pecados do mundo. e até mesmo os pagãos sabem disso, não é?
O maior pecado que alguém pode cometer é não dar valor a Deus e não apreciá-lO. Todos os outros pecados provêm desse. O primeiro mandamento é: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, alma, mente e força.” Essa é a primeira chamado a toda alma. É isso que tudo na criação chama você a fazer. Essa é a essência do universo é que Deus deve ser adorado, porque Ele é um Deus glorioso. E o que faz com que os cananeus sejam tão maus, é que por quatrocentos anos eles não cairam com o rosto por terra e disseram: “Eu Te amo senhor. Você fez o sol. Você fez a lua. Você fez meus filhos. Você fez este mundo glorioso. Perdoe-me dos meus pecados.”
E você criança, vocês que crescem em um lar cristão. A Palavra está perto de você. O caminho da salvação está perto de você hoje. Portanto, não digas no teu coração que você tem que esperar por uma determinada idade porque você pode crer em Cristo agora! Neste momento e ser salvo. E olhe para Ele agora.
Eu sou aceito na família, pelo sangue de Jesus Cristo. Isso é imutável. Seu amor está em mim. Ele é para mim. Ele esta comigo. E eu sou novo. E eu realmente gosto de fazer justiça. E eu não tenho que viver como eu vivia antigamente. E eu não estou sozinho. E eu tenho autoridade… porque eu sou um filho de Deus.
Ele desceu do Seu trono; e Ele desceu para o meio de pecado e miséria, e lágrimas e Ele tocou as pessoas que nunca tinham sido tocadas; e Ele falou com pessoas com quem nunca se falava; e em Sua hora mais escura, Ele desceu ainda mais como um escravo em uma cruz e morreu sob a ira de Deus. E com uma vida derramada na morte, Ele te puxou para fora do buraco que você tinha cavado. É assim que o Senhor Jesus te amou. “…como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim.” (Jo 13:1b)
Diga-lhes, ‘Olha, se você acredita genuinamente, sinceramente, realmente, verdadeiramente, amorosamente, inteiramente neste Cordeiro de Deus, você entenderia que Ele pagou sua dívida de pecado. Você entenderia que Ele morreu por você Devemos proclamá-lo em todos os lugares. Diga a todos a boa notícia de que um Salvador morreu.
quarta-feira, 20 de março de 2013
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
O Evangelho de Jesus Cristo | Kevin Williams
Por: Kevin Williams
Busque A Deus De Todo o Seu Coração | Bob Jennings
sábado, 3 de setembro de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Como Deus Motiva Gratidão?
Em 29 de maio, Na minha mensagem sobre Gálatas 5:1-5, eu me opus à “Ética da Gratidão” que diz: “Deus trabalhou para mim, agora vou retribuir o favor e trabalhar para Ele”; ou: “Deus me deu mais do que jamais poderia pagar de volta, mas vou devotar minha vida a tentar”. Mas a pergunta foi levantada por Steve Roy depois da ministração se poderia haver outra forma como a gratidão poderia motivar obediência que não envolvesse uma mentalidade de dívida. Então passei cerca de seis horas no [feriado de] Memorial Day tentando pensar e resolver aquela questão. E é aqui que estou.Definição: gratidão é uma espécie de alegria que surge em nosso coração em resposta à boa vontade de alguém que nos faz (ou tenta nos fazer) um favor. Nós não respondemos com gratidão a uma pessoa se ela acidentalmente nos faz um favor. Nem respondemos com gratidão se ela nos faz um favor com segundas intenções mercenárias. Por outro lado, nós respondemos com gratidão a uma pessoa que tenta nos fazer um favor mas é impedida por circunstâncias além do seu controle - digamos, ele sacrifica sua vida para trazer-nos um remédio na selva, mas que acontece de não curar. Nós ainda sentimos gratidão para com ele. Portanto, a gratidão não é meramente a resposta de alegria a um benefício recebido. Ela tem especial referência à boa vontade de outra pessoa. A uma pessoa cuja alegria é centrada apenas em uma dádiva recebida, sem sentimento de alegria na boa vontade do doador, nós chamamos de uma ingrata. Então, gratidão é uma espécie de alegria que surge em resposta à boa vontade de alguém que faz (ou tenta fazer) um favor a nós.
Esta alegria, como todas as alegrias, tem em si um impulso de expressar ou mostrar o valor da sua causa. Essa é uma compreensão crucial para entender como a gratidão motiva o comportamento. É da natureza da alegria demonstrar ou expressar o valor da sua causa. Quando algo nos dá alegria, sentimos um impulso de mostrar o seu valor pelas nossas palavras ou ações.
A intensidade dessa alegria e seu impulso expressivo são determinados por três fatores variáveis:
1) A importância para nós da dádiva recebida (Somos mais gratos por um casaco de inverno do que por um cone de sorvete);
2) o sacrifício que custa a alguém dar essa dádiva (nós somos mais gratos se uma pessoa arrisca sua vida do que se a sua dádiva não é de nenhuma inconveniência);
3) nosso próprio senso de indignidade ao receber a dádiva (nós somos mais gratos por dádivas gratuitas do que por salários merecidos).
A questão de como a gratidão pode apropriadamente motivar um bom comportamento é a questão: como devemos expressar ou demonstrar o valor da boa vontade de Deus para conosco? A gratidão é a alegria que surge em resposta à boa vontade de Deus para conosco em todas as suas dádivas. Essa alegria tem um impulso de expressar o valor daquela boa vontade. Como ela deveria fazer isso?
Resposta: Ela deve expressar o valor da boa vontade de Deus de uma forma que honre a natureza e objetivo daquela vontade e que não os contradiga. (Por exemplo: eu não deveria tentar mostrar minha gratidão a alguém que acabou de pagar meu ingresso a um centro de tratamento de alcoolismo oferecendo-lhe uma festa de cerveja).
Vamos tomar como exemplo a boa vontade de Deus expressada ao enviar Seu Filho para morrer. A natureza daquele ato de amor é que ele foi incondicional, imerecido, uma dádiva de plena graça. O objetivo daquele ato foi libertar um poder de perdão e renovação que transformaria pessoas em refletoras da glória de Deus. Então, a maneira como a gratidão por esse ato da boa vontade de Deus para conosco deveria se expressar é dizendo e fazendo aquilo que honra a sua natureza como gratuita e o seu objetivo como a glória de Deus.
Certas atitudes são, portanto, excluídas: qualquer tentativa de pagar Deus de volta contradiria a natureza do ato como gratuito e gracioso. Qualquer tentativa de nos voltarmos e nos tornarmos beneficiadores de Deus é excluída como desonrosa à natureza e objetivo do ato divino. Esse foi meu argumento no domingo passado.
Mas há certas formas apropriadas para o impulso de alegria da gratidão encontrar expressão:
1) a admissão de que não merecemos Cristo honra a graciosa gratuidade do dom.
2) Palavras de amor, louvor e agradecimento vão estourar como frutos no galho da gratidão.
3) Confiar no poder de perdão e renovação liberados na cruz honra seu objetivo.
4) Atos de amor que negam a si mesmo também mostram o quão libertos fomos pela plena suficiência da dádiva de amor na cruz.
É assim que eu vejo a gratidão motivando obediência a Cristo. Ela não nos incentiva a pagá-lo de volta ou satisfazer Suas necessidades. Como uma espécie de alegria, ela tem em si um impulso de mostrar o valor da boa vontade de Deus. O que mostra o valor da boa vontade de Deus na sua verdadeira natureza e objetivo são palavras de louvor, um coração de confiança, e uma vida de amor.
Grato por você,
Pastor John
Fonte: Desiring God
domingo, 17 de julho de 2011
O Prazer de Deus na Obediência
Porém Samuel disse: Tem, porventura, o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei.
Nas últimas quatro semanas temos enfatizado a boa nova que Deus é uma nascente de água na montanha e não um bebedouro. A boa nova é que a totalidade do transbordamento de DEUS é magnífica e NOSSOS anseios são satisfeitos em ações simples de sede e saciamento.
Quando colocamos de lado todos os refrigerantes, bebidas gaseificadas e bebidas engarrafadas do mundo e nos debruçamos sobre uma nascente de água na montanha da água de vida de Deus, nós O honramos, O glorificamos e O louvamos como a última fonte de felicidade. E em todo ato de louvor a Ele nós nos satisfazemos, pois essa é a água que devemos beber para vivermos. Essa é a melhor notícia em todo o mundo — que Deus é o tipo de Deus o qual fervor para glorificar o Seu nome vem da expressão mais completa em um ato que satisfaz aos desejos de meu coração. Isso quer dizer que quando estiver com sede, mais desesperado e quando mais precisar, eu posso encorajar a minha alma não apenas com a verdade que existe em um impulso misericordioso no coração de Deus, mas também mas também com a verdade que o recurso e o poder daquele impulso é o fervor de Deus para agir em seu próprio nome.
Posso orar com os salmistas, "Por amor do seu nome, Senhor, perdoa o meu pecado que é tão grande” (25:11). "Ajuda-nos, ó Deus, nosso Salvador, para a glória de seu nome, e livra-nos” (79:9). "por amor do teu nome, conduz-me e guia-me” (31:3).
Vimos que precisamente porque Deus ama a glória de seu próprio nome, Ele também tem prazer naqueles que tem esperança em seu amor e naqueles que expressam a sua esperança em oração. Há duas semanas dissemos que quando se tem esperança em Deus, você glorifica Deus como a fonte da alegria profunda e duradoura. A semana passada nós dissemos que quando se reza corretamente, essa reza simplesmente fornece a expressão da esperança da glorificação de Deus. E hoje vamos dar um passo à frente e dizer que a obediência a Deus faz com que a esperança da glorificação de Deus se torne visível e prove que ela é real em nossas vidas.
Nosso texto é 1 Samuel 15:22, "Caso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra?" A resposta é claramente NÃO. O Senhor se alegra mais na obediência do que na realização de cerimônias de adoração sem isso.
Existem duas perguntas que quero tentar responder com vocês esta manhã.
1. Por que Deus se alegra na obediência?
2. E são isso boas notícias? Elas são notícias boas de escutar que o que realmente agrada a Deus é a obediência, ou isso é apenas uma responsabilidade desencorajadora?
Antes de focarmos nessas duas perguntas, vamos ter certeza que temos os ajustes corretos em nossas mentes.
A derrota e a sentença contra Amaleque
Quando Israelitas saíram do Egito e passaram pela selva, os amalequitas os atacaram. Nós lemos sobre isso no Êxodo 17:8–16. Deus deu a vitória aos Israelitas, mas o diabo nunca foi esquecido. Em Deuteronômio 25:17–19 Deus disse,
Lembre-se do que os amalequitas lhes fizeram no caminho, quando vocês saíam do Egito, como eles o atacaram no caminho, quando vocês estavam cansados e exaustos,e eliminaram todos que ficaram para trás; e eles não temeram a Deus. Assim quando o Senhor seu Deus der a vocês o descanso de todos os seus inimigos ao seu redor, na terra que Ele lhes dá para dela tomarem posse como herança, vocês farão que os amalequitas sejam esquecidos debaixo do céu. Não se esqueçam!
Finalmente a iniqüidade dos amalequitas está complete e o Senhor comanda Saul, o primeiro rei de Israel, para executar a sentença contra os amalequitas. O comando é dado em 1 Samuel 15:2–3,
Assim diz o Senhor dos exércitos, "Castigarei os amalequitas pelo que fizeram a Israel, atacando-os quando saíam do Egito. Agora vão, ataquem os amalequitas e consagrem ao Senhor para destruir tudo o que lhes pertence. Não os poupe; matem homens e mulheres, crianças e recém nascidos, bois, ovelhas, camelos e jumentos."
Então Saul juntou o seu exército e foi em direção à cidade de Amaleque. Ele avisou os queneus para que partissem se quisesse poupar as suas vidas (v. 6). E depois ele destruiu os amalequitas de Havilá até Sur, a leste do Egito.
Mas o verso 9 descreve a desobediência fatal de Saul.
Mas Saul e as pessoas pouparam Agague, e as melhores ovelhas e os melhores touros e os vitelos, e cordeiros, e de todos que eram bons, e não os destruiriam completamente; tudo aquilo que era desprezado e sem valor foram totalmente destruído.
O Senhor viu essa desobediência e se arrependeu de ter tornado Saul rei (v. 11). Apenas uma palavra breve para expressar o seu “arrependimento” divino.
Ele diz no verso 29 desse capítulo que "a Glória de Israel não mentirá ou se arrependerá." Eu levarei isso em consideração para significar que o arrependimento de Deus (e.g., no v. 11) não é como o arrependimento do homem. Na realidade, esse arrependimento é tão diferente que de certa maneira não é um arrependimento real, como dito no verso 29. Não é baseado em ignorância ou engano. O arrependimento de Deus é a mudança de direção de seu coração, mas não aquele que foi imprevisto. Deus não se arrepende porque Ele é pego desprevenido por alguns eventos inesperados. Isso sem dúvida seria como um homem. Mas para a Glória de Israel não é um homem que Ele deve arrepender-se. Quando a bíblia diz que Deus se arrepende significa que Ele expressa uma atitude diferente sobre algo que Ele expressou anteriormente, não porque algum evento ocorreu inesperadamente, mas porque os eventos inesperados tornam uma atitude diferente mais propícia para expressar agora o que ocorreu, do que teria expressado anteriormente
Samuel está zangado com a mudança de atitude de Deus em relação a Saul e ele implora para Deus a noite inteira (v. 11, como em 12:23). O resultado de sua noite de oração é uma resolução firme de fazer aquilo que Deus. Ele levanta cedo pela manhã e descobre que Saul foi para Carmel (v. 12), levanta um monumento para si, e vai em direção à Gilgal onde ele foi aclamado rei pela primeira vez. (11:15).
Então Samuel vai encontrar Saul, e (no v. 13) Saul diz, "Que você seja abençoado pelo Senhor; eu fiz aquilo que me foi comandado pelo Senhor." Samuel diz (no v. 14) que o som do balir de ovelhas e o mugido dos touros significam a real destruição feita por Saul da maneira que Deus disse.
Depois (no v. 15) Saul culpa as pessoas: “Elas os trouxeram de Amaleque; para que as pessoas poupassem as melhores ovelhas." Mas nada que Saul diga agora funcionará. Ele desobedeceu ao comando do Senhor e ele finalmente admitiu tal coisa no verso 24: “Eu pequei, pois transgredi o comando do Senhor e suas palavras."
Agora a nossa primeira pergunta é: Por que Deus fica tão desgostoso com a desobediência? Ou positivamente, por que Deus fica tão feliz com a obediência? Por que Deus odeia a desobediência?
Eu vejo pelo menos cinco razões para essa estória de que Deus odeia a desobediência e fica feliz com a obediência. Mencionarei as mesmas em ordem da menos séria até a mais séria, a meu ver.
2. Note no verso 24: "Saul diz a Samuel, 'Eu pequei; pelo fato de ter transgredido o comando de Deus e suas palavras, pois tive medo das pessoas e ter obedecido à voz deles. '" Por que Saul obedeceu às pessoas ao invés de obedecer à Deus? Ele temeu as conseqüências da obediência mais do que ele temeu as conseqüências divinas do pecado. Ele temeu o desgosto das pessoas mais do que ele temeu o desgosto de Deus. E isso é um grande insulto a Deus. Samuel disse duas vezes a Saul e as pessoas em 12:14 e 24, " Tema ao Senhor, e sirva-o com toda a fé de seu coração." Mas, agora o próprio líder temeu ao homem e se distanciou de seguir a Deus (1 Samuel 15:11).
2. A desobediência mostra como o prazer é colocado em lugar errado Saul tenta convencer Samuel que foi uma nobre intenção que o conduziu a desobedecer a Deus e manter as melhores ovelhas e os melhores touros vivos (v. 21). Ele disse que eles queriam sacrificá-los para o Senhor em Gilgal, mas o Senhor tinha dado a Samuel um sinal do real motivo que conduziu Saul e as pessoas. Nós podemos verificar tal fato em suas palavras no verso 19:
Por que depois você obedeceu à voz do senhor? Por que mergulhou na presa, e fez o que era errado aos olhos de Deus?
Eles mergulharam na presa como pássaros famintos mergulham para encher as suas barrigas. Essa palavra, "mergulham," é utilizada em 14:32 para descrever como as pessoas mergulham na presa quando os Filisteus foram derrotados. Ele diz, "As pessoas sobrevoaram a presa, e levaram as ovelhas ou touros e os novilhos, e os reviraram no chão; e as pessoas os comeram com sangue."
Quando Samuel diz em 15:19, "Por que vocês mergulharam na presa, e fizeram o que era errado aos olhos do Senhor? " ele quer dizer que as pessoas foram conduzidas por um desejo soberbo dos prazeres de toda aquela carne. (Lembre-se, aqueles que se sacrificarem, comerão da carne.) O prazer deles foi colocado em lugar errado. Deveria ter sido Deus. Mas eles sentiram mais prazer na carne da ovelha e do touro do que eles sentiram no sorriso e n o companheirismo de Deus. Isto é certamente, um grande insulto a Deus, e assim muito desprazeroso a seu ver.
Quando Saul derrotou os amalequitas, a primeira coisa que ele fez foi construir um monumento para si. Verso 12: “Foi dito a Samuel, Saul veio a Carmel e contemplou, ele construiu um monumento para si." Evidentemente Saul estava mais interessado em ter seu nome para si do que em fazer o nome de Deus através da obediência cuidadosa de sua palavra. Ele colocou em lugar errado o elogio de Deus para si próprio.
Esse pecado torna-se até mesmo pior quando se lê os versos 17–18:
E Samuel disse, "Embora pequeno aos seus próprios olhos, você não se tornou o líder das tribos de Israel? O Senhor o ungiu como rei sobre Israel. E o Senhor o enviou numa missão, e disse, vá, e destrua completamente os pecadores, os amalequitas, e lute contra eles até que eles sejam eliminados. Por que você não obedeceu à voz do Senhor?"
Retornando a 9:21 Saul pareceu surpreso que Deus o escolhera para ser rei de Israel quando ele era da menor tribo, a tribo de Benjamim, e da menor das famílias de sua tribo. E ele tinha que se surpreender! Se ele quisesse honra, ele deveria ter se surpreendido e se satisfeito com a honra que Deus havia dado a ele. Esse é o ponto de vista de Samuel no verso 17— por que você está sendo guiado pela luxúria humana quando Deus lhe deu o privilégio glorioso de ser a cabeça das tribos de Israel e o rei ungido das pessoas de Deus?
Mas Saul não estava satisfeito com a glória de Deus e a honra de ter sido o seu rei escolhido. Ele queria a sua própria glória e o seu próprio louvor. E o caminho submisso da obediência não oferece esse tipo de louvor e glória. E por isso ele fez coisas de sua própria maneira.
Agora estamos no campo textual explícito. Essa é a real razão dada por Samuel para a desobediência ser desprezada por Deus, no verso 23.
(22b) Veja, obedecer é melhor do o sacrifício, e escutar é melhor do que os carneiros, (23) a rebelião é o pecado da adivinhação. Deus colocou adivinhação na mesma categoria que as coisas horríveis que Ele detesta em Deuteronômio 18:10.
Não permitam que se ache alguém entre vocês que queime em sacrifício o seu filho ou filha; que pratique adivinhação, ou se dedique à magia, ou faça presságios, ou pratique feitiçaria, ou faca encantamentos; que seja médium, consulte os espíritos ou consulte os mortos. O Senhor tem repugnância por quem pratica essas coisas.
Por que é a rebelião e a desobediência o pecado da adivinhação? A adivinhação está procurando saber o que fazer de maneira que ignora a palavra e o conselho de Deus. E isso é exatamente nisto que a desobediência se baseia. Deus diz uma coisa, e nós dizemos, acho que vou consultar outra fonte de saber – nominado de? Eu mesmo! A desobediência em relação à palavra de Deus coloca o meu próprio saber no lugar de Deus e assim insulto a Deus como a única e confiável fonte de sabedoria.
Isso é o que Samuel diz na última metade do verso 23:
A rebelião é o pecado da adivinhação, e a teimosia é como injustiça e idolatria.
Quando Deus diz alguma coisa e nós consultamos o mágico de nossa própria sabedoria e depois com teimosia escolhemos seguir nosso próprio caminho, somos idolatras. Nós não apenas escolhemos consultar a nós mesmos, como uma alternativa a Deus, e assim tornamos culpados de adivinhação, mas vamos, além disso, e na realidade sobrepomos a direção de nossas mentes em relação a direção de Deus e nos tornamos culpados de idolatria. E o pior de tudo, o ídolo somos nós mesmos.
Então se torna a razão pela qual Deus estará insatisfeito com a desobediência, pois em todos os pontos é um ataque a sua glória.
Isso coloca o medo ao homem no lugar do medo a Deus. Isso eleva o prazer das coisas acima do prazer em Deus. Isso procura por um nome próprio ao invés do nome de Deus.
Isso consulta a sabedoria própria ao invés de se satisfazer com a vontade de Deus.
E ela estabelece mais valor nos ditados próprios do que os ditados de Deus e assim tenta destronar Deus fornecendo lealdade ao ídolo da vontade humana.
Mas obediência, sendo exatamente o oposto, em todas essas coisas dá o trono a Deus e o honra. E assim Deus tem prazer na obediência.
Agora retornamos a segunda pergunta que levantamos no início: Isso é boa notícia? É boa notícia aprender que Deus tem prazer na obediência, ou isso é apenas outra obrigação?
É uma boa notícia que Deus tem prazer na obediência? Acho que é boa notícia. E existem pelo menos seis razões pelas quais acredito nisto. Apenas temos tempo para mencioná-las brevemente.
1. Isso significa que Deus é louvável e confiável
O prazer de Deus na obediência é boa notícia, pois significa que Ele é louvável e confiável. Se Ele não tivesse prazer na obediência, Ele seria uma contradição viva: amando a sua glória acima de todas as coisas e ainda assim não satisfeitos com seus atos que tornam a sua glória conhecida. Ele seria hipócrita e falso. A sua beleza seria banida e com isso todo o seu prazer! E Ele seria inconfiável, pois não se pode acreditar em um Deus que os valores são tão inconstantes que Ele se enaltece em um minuto e concorda com insultos logo a seguir.
2. Ela garante que a Glória de Deus seja espalhada
O prazer de Deus na obediência é uma boa notícia, pois ela garante a promessa que algum dia a glória de Deus será realmente complete na terra da mesma maneira que as águas cobrem a o oceano. Se Deus fosse indiferente à desobediência, não haveria certeza que a era por vir estaria sem qualquer atitude de desonra de Deus. Mas pelo fato Dele odiar a desobediência e amor à obediência podemos ter certeza que nosso desejo por um mundo cheio da Glória de Deus certamente chegará.
3. Mostra que a graça de Deus é um Poder Glorioso
O prazer de Deus na obediência é boa notícia, pois isso mostra que a graça de Deus é um poder glorioso e não apenas uma tolerância insignificante do pecado. A glória da graça de Deus é vista não apenas no fato de Deus observar os pecados dos que crêem, mas também pelo fato de gradualmente, finalmente e com vitória erradicar esses pecados. Se Deus não tivesse prazer na obediência, a graça soberana poderia nunca ser vista no seu poder de conquistar o pecado.
4. Os comandos de Deus não são muito severos
O prazer de Deus na obediência é boa notícia, pois seus comandos não são muito severos. Eles são tão difíceis de serem obedecidos como a sua glória é difícil de ser apreciada e suas promessas são difíceis de serem acreditadas. Deuteronômio 30:11 diz, "Esse comando o qual lhes é dado hoje não é muito difícil para vocês." E 1 João 5:3 diz, "Esse é o amor de Deus, que nós mantenhamos os seus comandos. E Seus comandos não são penosos."
5. Tudo o que Deus nos comanda é para o nosso próprio bem
O prazer de Deus na obediência é boa notícia, pois tudo que Deus comanda é para o nosso próprio bem. Então Deus é realmente prazeroso quando ele tem prazer em nossa obediência, que é a nossa mais profunda e permanente alegria. Deuteronômio 10:12–13 diz,
E agora, ó Israel, que é que o Senhor lhe pede, e que tema o Senhor teu Deus, que ande em Seus caminhos, que o ame, e que sirva o senhor teu Deus com todo o seu coração e toda a sua alma, e mantenha os seus comandos e seus estatutos de Senhor os quais eu comando hoje pelo seu próprio bem.
6. A obediência que Deus ama é a obediência da fé
E finalmente o prazer de Deus é boa notícia, pois a obediência que Ele ama é a obediência da fé. A fé significa manter a sua própria esperança na misericórdia de Deus. A misericórdia significa que nossa obediência não precisa ser perfeita; ela apenas precisa ser penitente. "Se confessarem os seus pecados, Ele é fiel e justo e perdoará seus pecados e o purificará de toda a maldade” (1 João 1:9).
Deus ainda é a fonte da montanha e não um cocho. A obediência não é para passar de mão em mão para satisfazer as Suas necessidades. A obediência são os esforços irreprimíveis de “relações públicas” daqueles que não experimentaram e não perceberam que o Senhor é bom.
Por:John Piper