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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Maridos Solitários, Esposas Solitárias | Augustus Nicodemus

casal_separadoO isolamento de outras pessoas nem sempre é ruim. O próprio Jesus tinha o hábito de isolar-se regularmente das multidões e ficar a sós com Deus, depois de um dia de trabalho em meio às multidões. Nessas ocasiões, ele orava e renovava suas forças.
Mas, existe uma solidão maléfica, característica da sociedade em que vivemos. As pessoas podem viver numa mesma casa com muitas outras e ainda assim viver isoladas delas. Já que fomos criados como seres sociais, viver em isolamento geralmente provoca tristeza, depressão, angústia e, em casos extremos, o suicídio.
O isolamento acontece mesmo entre pessoas tão íntimas como marido e mulher. Diversas forças ativas na sociedade moderna estão separando marido e mulher cada vez mais para longe um do outro, em vez de produzir intimidade e mutualidade:
1) Numa sociedade tão complexa como a em que vivemos, experiências diferentes e sistemas de valores diferentes separam os casais. Antigamente, as pessoas nasciam e cresciam juntas num mesmo lugar. Hoje, elas vêm de passados completamente diferentes.
2) A sociedade moderna tem passado a idéia de que o casamento é um relacionamento na base de 50/50 (fifty-fifty). Isso é, cada um dá um pouco de si. Mas isso não funciona, na verdade. O padrão cristão é 100/100. No casamento, temos de nos dar inteiramente.
3) O egoísmo é provavelmente a maior ameaça à unidade do casal. Ser egoísta é buscar realização pessoal deixando o cônjuge de fora. Uma ilusão bastante comum é que marido e mulher podem obter sucesso independentemente um do outro e ainda ter um casamento bom. Na prática, quase nunca isso dá certo.
4) Outro fator de isolacionismo são problemas não superados. Os pesquisadores mostram que cerca de 70% dos casais que passam por experiências traumáticas - como perder um filho num acidente, ou ter um filho gravemente deficiente - se separam ou se divorciam.
5) A mídia tem popularizado a idéia de que aventuras extramaritais é algo normal. O fato é que, não somente o adultério consumado, mas o adultério emocional - uma amizade muito íntima com alguém do sexo oposto - provoca o isolamento dos cônjuges.
6) A pressão contínua do estilo de vida acelerado em que vivemos contribui para que cada vez mais vivamos estilos de vida separados uns dos outros.
7) Outro fator é a dependência cada vez maior das mídias sociais. Marido e mulher podem estar sentados na mesma mesa, sentados no mesmo sofá ou deitados na mesma cama, mas cada um está checando seus e-mails, Facebook, Twitter, Google+ ou outros aplicativos sociais. Estão juntos apenas fisicamente. Membros de uma família podem estar juntos na mesma sala e estar perfeitamente isolados uns dos outros. À medida em que nos enfiamos em nossos casulos virtuais, mais e mais nos desconectamos uns dos outros.
8) Por último, não tem como deixar de mencionar o consumo de pornografia que acaba por isolar sexual, espiritual e psicologicamente os cônjuges.
O isolamento é uma ameaça séria mesmo para casais cristãos. Estes cristãos precisam perceber que se não tomarem as providências necessárias e se não tratarem dessa ameaça juntos, acabarão por viver isolados uns dos outros, mesmo debaixo do mesmo teto. Muitos casais casados têm sexo mas não amor. O erro típico que muitos casais cometem é não antecipar que problemas desse tipo podem ocorrer com eles. E quando os problemas surgem, são apanhados desprevenidos.
Vivemos num mundo cheio de problemas. A tentação de muitos, debaixo de pressão, é isolar-se, hibernar como um urso em sua caverna no inverno. Embora essa pareça uma alternativa atraente, é somente com o apoio de amigos que poderemos suportar as misérias desta vida.
O que podemos fazer, como cristãos, para vencer o isolamento? Aqui vão algumas dicas:
1) Busque maior intimidade com Deus, pela leitura da Bíblia e pela oração diária. Quando nos aproximamos de Deus, podemos melhor nos aproximar dos outros.
2) Planeje gastar tempo com seu cônjuge fazendo coisas que ambos apreciam.
3) As vezes o isolamento foi causado por uma atitude errada sua, com a qual o seu cônjuge ofendeu-se ou magoou-se. É preciso pedir perdão e buscar a reconciliação. No caso de pornografia, talvez a confissão seja necessária.
4) Às vezes quando a situação já se tornou muito complicada e difícil, é preciso vencer o orgulho e procurar ajuda.
Não permita que o isolamento acabe a alegria do seu casamento.

Por: Augustus Nicodemus

Fonte: O Tempora! O Morris!

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O Chamado para o Ministério | Geoffrey Thomas

ministerio-pastoral

Quem permanecerá em um relacionamento com uma namorada ou um namorado “até que a morte nos separe”, a menos que haja uma profunda devoção àquela pessoa acima de todas as outras, em um compromisso que se baseia no conhecimento e respeito total? Essa é a essência do casamento: deixar todos os outros e unir-se a um só até que Deus os separe pela morte.

Quem permanece no ministério cristão por toda uma vida de serviço, a menos que ame esse trabalho acima de todos os outros, sendo incapaz de fazer qualquer outra coisa além de pregar o evangelho e pastorear o povo de Deus, para quem ele prega semana após semana? O apóstolo Paulo escreve sobre um homem que “coloca o seu coração” neste trabalho (1 Timóteo 3:1). Ele se esforça para fazer disso a suprema vocação da sua vida. Ele não está falando sobre ambição egoísta por prestígio e poder, mas sobre o grandioso privilégio que é cuidar do povo que o Filho de Deus amou e por quem ele sofreu a morte de cruz. Assim sendo, a primeira qualificação para o compromisso de uma vida com o ministério pastoral é um forte desejo interior. Nossa vida é oferecida a Deus para a edificação de seu povo e para a busca do perdido, até que todos, juntamente com você, alcancemos a estatura da plenitude de Cristo.

Claramente, esse anseio deve ser educado e informado. Deve haver uma compreensão dos requisitos do Novo Testamento para o trabalho de pastor-pregador, e não há lugar melhor para descobrir isso nas Escrituras do que através da vida do apóstolo Paulo. Existem alguns aspectos da sua vocação que são aqueles peculiares de um Apóstolo, mas a maior parte da vida de Paulo — sua defesa da fé, seu estabelecimento completo do evangelho da graça, seu caráter íntegro, seu zelo incansável, sua sabedoria em lidar com as tensões de uma congregação — serve de modelo para o ministério.

Uma vez que você entender que o seu trabalho deve ser focado principalmente no serviço ao Senhor, então você terá o desejo de saber onde poderá melhor apreciar o que isso requer.

O Novo Testamento o ajudará, especialmente a vida de Paulo. Muitas vezes você se perguntará: “Quem está apto para fazer esse trabalho?”, e é essencial que você se pergunte isso ou o orgulho da função e seus poderes, bem como os dons que você tem, vão destruí-lo.

Deixe que esse anseio também seja validado pelos homens mais piedosos, justos e amorosos que você puder conhecer, cujo primeiro amor seja o reino de Deus e seu Rei, e que queiram saber da credibilidade da sua conversão, seu entendimento do trabalho de ministério, sua fidelidade confessional, sua integridade moral, sua maturidade emocional e de seu coração compassivo. Eles vão sondá-lo para garantir que você não tenha “ideias bobas”, e poderão te dizer “não”, “sim” ou “espere um pouco”.

Depois disso, o grande exército de ministros, pastores e evangelistas que se manifestaram ao longo dos últimos dois mil anos da história da igreja também o suprirão com centenas de exemplos de vocação para o serviço de pregador. Os pais da Igreja, os Reformadores, os Puritanos e muitos outros o fartarão como modelos ministeriais.

Juntamente com os que vieram antes, existem os modelos de hoje. Em muitos aspectos, eles são os melhores, especialmente aqueles homens que você conheceu que, pela providência de Deus, são seus contemporâneos. Eles são um pouco mais velhos ou mais novos do que você, mas parecem ser gigantes. Eles são cristãos há muitos anos; sentaram-se aos pés de uma rica pregação bíblica; têm lido muito e desenvolveram opiniões sensatas sobre o significado de passagens-chave, textos e doutrinas da Bíblia. Você agradecerá a Deus por tê-los em sua vida. A amizade com eles no seminário perdura desde a ordenação e ao longo das diferentes peregrinações que Deus planeja para você. Nenhuma semana passa sem que vocês se falem ao telefone e mandem e-mail um para o outro. Você compartilha problemas pastorais, estratégias de gestão, livros recentes, participação em conferências e as bênçãos e dificuldades da vida ministerial. Quando o chamado para uma nova esfera chega até você, eles são aqueles, depois de sua esposa, cujos conselhos e orações você mais anseia. O ministério não é lugar para homens solitários ou sem amigos.

Se você tem a benção de ter um pregador como o seu exemplo, o perigo é óbvio: você pode optar por imitar aqueles aspectos dos dons dele que forem mais fáceis de reproduzir. É um perigo muito grande. Por exemplo, você pode considerar o fato dele fazer poucas visitas domiciliares, visto que sua paróquia se localiza no centro da cidade, como uma justificativa para o seu abandono desta indispensável tarefa pastoral. É essencial que você tenha mais de um modelo pastoral. Quanto mais pastores você conhecer, mais fácil será a realização de um ministério mais completo.

Acima de tudo, é o Senhor que faz com que os homens sejam pescadores de homens. Houve homens cujos dons eram limitados, mas sua dependência no Senhor era sincera. Alguns deles, como David Brainerd, sofreram com a melancolia, mas foram feitos pescadores de homens. Com pouco conhecimento da história da igreja, com poucos amigos ou uma congregação espiritual para apoiá-los, eles foram, como José, armados com a Palavra de Deus, ao coração de seus próprios Egitos e Reinos das trevas. Ao lançarem-se a Deus, eles superaram poderosas tentações da carne e da solidão da vida na prisão sem a voz amiga de outro cristão, e lá subjugaram reinos poderosos e alcançaram as promessas de Deus de construir a Sua Igreja, trabalharam em obras de justiça para as quais olhamos e observamos, a partir de nossos estilos de vida atuais e luxuosos, enquanto humildemente nos maravilhamos e repreendemos a nossa autopiedade.

Fonte: Ministério Fiel

Autor: Geoffrey Thomas

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Como Passar o Dia Com Deus | Richard Baxter

Richard-Baxter

“Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra cousa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (I Cor 10.30)

Sono

Controle o tempo do seu sono apropriadamente, de modo que você não desperdice as preciosas horas da manhã preguiçosamente em sua cama. O tempo do seu sono deve ser determinado pela sua saúde e labor, e não pelo prazer da preguiça.

Primeiros Pensamentos

Dirijam a Deus os seus primeiros pensamentos ao acordar, elevem a Ele o coração com reverência e gratidão pelo descanso desfrutado durante a noite e confiem-se a Ele no dia que inicia.

Familiarizem-se tão consistentemente com isto, até que a consciência de vocês venha a acusá-los quando pensamentos ordinários queiram insurgir em primeiro lugar. Pensem na misericórdia de uma noite de descanso, mal acomodados, padecendo dores e enfermidades, cansados do corpo e da vida.

Pensem em quantas almas foram separadas dos seus corpos nesta noite, aterrorizadas por terem que se apresentar diante de Deus, e em quão rapidamente os dias e noites estão passando! Quão rapidamente a última noite e dia de vocês virão! Considerem no que está faltando no preparo da alma de vocês para tal momento e busquem isso sem demora.

Oração

Acostumem-se a orar sozinhos (ou com o cônjuge) antes da oração coletiva em família. Se possível, que isto seja feito antes de qualquer outra ocupação.

Culto Familiar

Realizem o culto familiar consistentemente e em uma hora em que é mais provável que a família não sofra interrupções.

Propósito Básico

Lembrem-se do propósito básico da vida de vocês, e quando estiverem se preparando para trabalhar ou realizar atividade neste mundo, que a inscrição santos para o Senhor esteja gravada no coração de vocês em tudo o que fizerem.

Não realizem nenhuma atividade que não possam considerar agradável a Deus, e que não possam verdadeiramente afirmar que Deus a aprova. Não façam nada neste mundo com nenhum outro propósito que não agradar a Deus, glorificá-lO e gozá-lO. O que quer que fizerdes, fazei tudo para a glória de Deus (1 Co.10:31).

Diligência na Vocação

Realizem as tarefas concernentes à ocupação de vocês cuidadosa e diligentemente. Assim fazendo:

1.Vocês demonstrarão que não são preguiçosos e escravos da carne (como aqueles que não podem negar-lhe o comodismo); e estarão mortificando todas as paixões e desejos que são alimentados pelo comodismo e preguiça.

2.Vocês estarão mantendo fora da mente os pensamentos indignos que fervilham nas mentes de pessoas desocupadas.

3.Vocês não estarão desperdiçando tempo precioso, algo do que pessoas desocupadas se tornam diariamente culpadas.

4.Vocês estarão num caminho de obediência a Deus, enquanto que os preguiçosos estão em constante pecado de omissão.

5.Vocês poderão dispor de mais tempo para empregar em deveres santos se realizarem suas tarefas com diligência. Pessoas desocupadas não têm tempo para os deveres espirituais, porque desperdiçam tempo demorando-se em seus trabalhos.

6.Vocês poderão esperar bênçãos da parte de Deus e provisões confortáveis para vocês e para as suas famílias.

7.Isto também pode exercitar o corpo de vocês, o que poderá habilitá-los mais para o serviço da alma.

Tentações e coisas que Corrompem

Estejam perfeitamente familiarizados com as tentações e coisas que tendem a corromper você, e sejam vigilantes o dia todo contra isso. Vocês devem estar alertas especialmente para as tentações que têm se mostrado mais perigosas e cuja presença ou emprego sejam inevitáveis.

Estejam alertas contra os pecados mestres da incredulidade: a hipocrisia, a auto-suficiência, o orgulho, o agradar a carne e o prazer excessivo nas coisas terrenas. Tenham cuidado para não se deixarem atrair para uma mente mundana, e para os cuidados excessivos , ou desejos cobiçosos pela abastança, sob a pretensão de serem diligentes no trabalho de vocês.

Se tiverem que negociar com outras pessoas, tenham cuidado contra o egoísmo ou qualquer coisa que se assemelhe à injustiça ou falta de caridade. Ao lidar com as pessoas, estejam alertas para não usarem de palavras vãs e desocupadas. Sejam vigilantes também com relação às pessoas que tentam vocês à ira (ou a qualquer tipo de pecado). Mantenham a modéstia e a clareza, no falar, que as leis da pureza requerem. Se tiverem que conviver com bajuladores, sejam vigilantes para não se deixarem inchar de orgulho.

Se tiverem de conviver com pessoas que desprezam ou injuriem vocês, resistam contra a impaciência e o orgulho vingativo.

No início estas coisas serão muito difíceis, enquanto o pecado for forte em vocês. Mas tão logo tiverem adquirido profunda compreensão do perigoso veneno de qualquer destes pecados, o coração de vocês irá pronta e facilmente evitá-los.

Meditação

Quando estiverem sozinhos nas ocupações de vocês, aprendam a remir o tempo em meditações práticas e benéficas. Meditem na infinita bondade e perfeições de Deus, em Cristo e na obra da redenção, nos céus e em quão indignos são de irem para lá e em como vocês merecem a miséria eterna do inferno.

Remindo o Tempo

Valorizem o tempo de vocês. Sejam mais cuidadosos em não desperdiçá-lo do que o são em não desperdiçar dinheiro. Não permitam que recreações inúteis, conversas vãs e companhias não proveitosas, ou o sono roubem o preciosos tempo de vocês.

Sejam mais cuidadosos em escapar das pessoas, ações ou situações da vida que tendem a roubar o tempo de vocês do que o seriam em escapar de ladrões ou salteadores.

Certifiquem-se não apenas de não estarem sendo desocupados, mas de estarem usado o tempo de vocês da maneira mais proveitosa possível. Não prefiram um caminho menos proveitosos à um outro de maior proveito.

Comer e Beber

Comam e bebam com moderação e gratidão, para serem saudáveis e não por prazer inútil. Jamais satisfaçam o apetite pela comida ou bebida quando isto tender a fazer mal à saúde de vocês.

Lembrem-se do pecado de Sodoma: “Eis que esta foi a iniquidade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão e próspera tranquilidade, teve ela e suas filhas...” (Ez.16:49).

O Apóstolo Paulo chorou quando mencionou aqueles: “cujo destino é a destruição, cujo deus é o ventre, e cuja glória está na infâmia; visto que só se preocupam com as coisas terrenas”(Fp.3:19). Estes são chamados de inimigos da cruz de Cristo (v.18). “Porque se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas se pelo Espírito mortificardes os feitos do corpo, certamente vivereis” (Rm.8:13).

Pecados Prevalecentes (queda em pecado)

Se qualquer tentação prevalecer, e vocês vierem a cair em qualquer pecado adicional às deficiências habituais de vocês, lamentem imediatamente e confessem isto a Deus. Arrependam-se rapidamente, custe o que custar. Certamente custará mais ainda continuar no pecado e sem arrependimento.

Não façam pouco caso das falhas habituais de vocês, mas confessem-nas e esforcem-se diariamente contra elas, tendo cuidado para não agravá-las pela falta de arrependimento e pelo descaso.

Relacionamentos

Atentes diariamente para os deveres especiais relativos aos vários relacionamentos de vocês, seja na condição de maridos, esposas, filhos, patrões, empregados, pastores cidadãos ou autoridades.

Lembrem-se que cada relação tem seus deveres especiais e seus proveitos da realização de algum bem. Deus requer de vocês fidelidade nestes relacionamentos, bem como em quaisquer outros deveres.

Ao Final do Dia

Antes de dormir, é sábio e necessário relembrar as nossas atitudes e misericórdias recebidas durante o dia que termina, de maneira que sejam agradecidos por todas as misericórdias recebidas e humilhados por todos os pecados cometidos.

Isto é necessário a fim de que vocês possam renovar o arrependimento bem como ser mais resolutos na obediência, e a fim de que examinem a si mesmos, para ver se a alma de vocês progrediu ou piorou, para ver se o pecado foi diminuído e a graça aumentada; e para avaliar se vocês estão mais preparados para o sofrimento, para a morte e para e eternidade.

Conclusão

Que estas instruções sejam gravadas na mente de vocês e se tornem prática diária nas suas vidas. Se vocês observarem sinceramente estas instruções, elas conduzirão vocês à santidade, à frutificação, à tranquilidade na vida, e ainda acrescentarão a vocês uma morte confortável e em paz.

Tradução: Pr. Paulo Anglada

Extraído de: Reformando-me

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Ouvindo em Casa | Tedd Tripp

tripp-ouvinteQuão bem você se comunica? A maioria de nós dará uma resposta tendo em vista nossa habilidade de apresentar nossos pensamentos e ideias de uma forma convincente. No entanto, gostaria de sugerir que a mais fina arte da comunicação em nossa vida familiar não é o expressar de nossas ideias. É entender os pensamentos e as ideias de outras pessoas na família.

Este é um tema recorrente no livro de Provérbios. "O insensato não tem prazer no entendimento, senão em externar o seu interior". (Provérbios 18:2). A preocupação de um tolo em uma conversa é colocar para fora o que está dentro dele. Mesmo quando não está falando, ele não está realmente ouvindo. Ele está formulando o que dirá em seguida. Seu próximo voleio na conversação não é devolver a bola que você passou, mas passar uma nova bola.

Todos nós já fomos tolos em nossas conversas. Anos atrás, tive uma conversa com meu filho antes de dormir. Eu tinha que dizer algo. Ele logo percebeu que teria que ouvir. No final do meu monólogo, eu disse: "Bom, fico feliz que tivemos essa oportunidade de conversar. Eu vou orar e depois você pode dormir". Depois de alguns minutos, ele bateu na porta do meu quarto: "Pai, você disse que ficou feliz que nós tivemos uma boa conversa. Eu só quero ressaltar que eu não disse nada". Eu fui um tolo naquela noite. Eu poderia ter tido uma verdadeira conversa. Poderia ter feito boas perguntas. Tudo o que queria dizer poderia ter sido dito em um contexto de fazer meu filho falar abertamente. Ao invés disso, não encontrei prazer algum em compreendê-lo; eu estava interessado apenas em expressar a minha opinião.

Um próximo versículo em Provérbios 18 observa, "Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha" (versículo 13). O tolo responde sem ouvir verdadeiramente, sem levar em consideração ou pensar com atenção. Ter pressa em falar é vergonhoso. Quando não ouvimos, demonstramos uma consideração mínima pelas palavras das pessoas e uma consideração máxima pelas nossas.

Os pais geralmente respondem antes de ouvir. Sua filha começa a lhe fazer uma pergunta, mas você a interrompe:

"Eu sei o que você vai perguntar. A resposta é 'não'".
"Mas, pai," ela responde.
"Qual parte do 'não' você não entendeu?".
"Mas, pai, eu nem fiz minha pergunta".
"Você não precisa fazer sua pergunta. Sou seu pai, eu sei o que você vai dizer antes de falar".

Minha filha nunca sai de um diálogo desses agradecida por ter um pai que pode ler mentes. Ela se sente irritada. Ela se sente impotente diante do meu capricho. Talvez eu tenha até quebrado o princípio de Efésios 6:4: "Pais, não provoqueis vossos filhos à ira".

Observe a virtude de ouvir citada em Provérbios 20:5: "Como águas profundas, são os propósitos do coração do homem, mas o homem de inteligência sabe descobri-los". Os objetivos e as motivações do coração humano não são descobertos com facilidade. A paciência, competência e habilidade de uma pessoa compreensiva são necessárias para trazer à tona essas águas profundas.

Várias nuances da importância de ouvir são refletidas nesses versículos.

  • Provérbios 18:2 coloca a prioridade sobre onde encontramos prazer em nossas conversas. O sábio se deleita em compreender a pessoa com a qual está falando.
  • Provérbios 18:13 enfatiza que devemos desacelerar para que possamos responder tendo plena compreensão do que está sendo dito.
  • Provérbios 20:5 focaliza a escuta ativa. Ouça o que está sendo dito e o que não está sendo dito e faça perguntas que trazem à tona as águas profundas de dentro do coração.

A vida familiar floresce com a escuta atenciosa. Demonstramos respeito pelos outros quando os escutamos. Quando ouvimos, afirmamos: "Eu valorizo você e o que você está dizendo; valorizo tanto que farei o que puder para facilitar a sua comunicação. Acredito que o tempo que dedico a ouvir é um bom investimento. Ouvirei e encontrarei alegria em compreender o significado e a intenção de suas palavras".

A escuta ativa fortalece os relacionamentos. Esposas, filhos e maridos desejam ser compreendidos. O que mais, além de ouvir, poderia expressar melhor o desejo de ter relacionamentos significativos? O que poderia comunicar melhor o desejo de conhecer e compreender alguém? Quando você ouve os outros, a sua influência em suas vidas aumenta. As relações são fortalecidas.

O ouvir estreita os laços de lealdade e de compromisso com o outro. As pessoas têm o desejo de serem compreendidas, de sentir que suas palavras são importantes e que as suas ideias são ouvidas com atenção.

O ouvir com atenção é importante para a vida familiar. Sua família é a comunidade social mais fundamental para o seu filho. A vida familiar florescerá em lares onde as pessoas não somente falam, mas também ouvem. O que constrói a união no casamento e a lealdade dos filhos? Um marido que escuta, que se deleita na compreensão, constrói um casamento. Uma esposa que ouve, e pode até mesmo reformular as palavras do marido em suas próprias palavras, constrói um casamento. Os casais que são hábeis em fazer perguntas que trazem à tona as águas profundas do coração edificam um casamento. Será que o seu cônjuge sente que as palavras dele são valorizadas, que você se deleita na compreensão, e tenta entender e pensar sobre as questões com clareza? Será que o seu cônjuge se sente seguro de que as palavras dele não serão distorcidas de acordo com a sua conveniência? Cônjuges que ouvem dão exemplo de habilidades de comunicação eficaz e de relacionamentos bíblicos às crianças que os observam.

Queremos que nossos filhos sejam bons ouvintes. Queremos que valorizem as nossas palavras, então modelamos o tipo de habilidade de escuta que queremos incutir para os nossos filhos. As palavras de Salomão para seu filho não poderiam ser mais claras:

"Filho meu, guarda o mandamento de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe; ata-os perpetuamente ao teu coração, pendura-os ao pescoço. Quando caminhares, isso te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo. Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida" (Provérbios 6:20-23).

Ouvir com atenção oferece aos filhos grandes tesouros: orientação, proteção e instrução. Luz e vida são encontradas ao ouvir a mamãe e o papai.

O que nos impede de sermos ouvintes atenciosos? Há uma resposta simples e uma resposta profunda. A resposta simples é que ouvir custa caro. Exige mudar o ritmo no qual vivemos as nossas vidas. Isso leva tempo. Lembro-me de uma noite de conversa com um hóspede que ficou em casa por muito tempo. Eu fiz uma pergunta e me sentei, enquanto ele ponderava a resposta por 45 minutos. Isso pode ser um exemplo extremo, mas a conversa é muitas vezes marcada por longas pausas de meditação, reflexão, organização de pensamentos e ideias. Com frequência, uma conversa profunda com um bom ouvinte será a bigorna na qual serão martelados os pensamentos complexos e os sentimentos profundos.

A resposta mais profunda para a pergunta tem a ver com a nossa humanidade. Somos membros de uma raça caída. Somos orgulhosos, e as pessoas orgulhosas não ouvem bem. Somos um povo medroso, e o medo nos impede de confiarmos uns nos outros. Consideramo-nos maiores do que deveríamos. Temos o coração endurecido pelo engano do pecado. Temos uma compulsão egoísta de servirmos a nós mesmos, e muitas vezes estamos demasiadamente cheios de nós mesmos para ouvirmos aos outros com uma atitude humilde.

Esses não são somente problemas de comunicação, mas são problemas espirituais. Nosso orgulho, medo e egoísmo trabalham contra a humildade definida em Tiago 1: "Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus". (vv. 19-20). É necessária uma renovação interna radical se quisermos ser prontos para ouvir e tardios para falar.

Felizmente, não fomos abandonados aos nossos recursos e esforços no aperfeiçoamento próprio. Cristo veio ao nosso mundo. Pense em como a encarnação fala às nossas necessidades de comunicação. Ele valorizou tanto a compreensão e a identificação conosco que se fez carne. Jesus não ficou lá nos céus assistindo nossas lutas. Ele veio até nós. Ele assumiu um corpo como o nosso. Ele teve uma psicologia humana. Ele experimentou tudo o que experimentamos, sem nunca pecar. Ele viveu em nosso mundo. Ele é capaz de ver o mundo através de nossos olhos. Hebreus 2 nos lembra de que ele tinha que ser feito semelhante a seus irmãos em todos os sentidos, tinha que se identificar completamente conosco para que pudesse nos redimir. Isso significa que ele conhece as nossas dificuldades em ouvir. Ele também foi tentado a falar quando deveria ter ouvido. Isaías 53:7 diz que, como um sacrifício em nosso favor, ele nem sequer abriu a sua boca. Nosso Salvador enfrentou esse desafio antes de nós. E triunfou. Ele acertou.

A chave para nós é que Jesus Cristo vivenciou as mesmas dificuldades de ouvir que nós enfrentamos. "Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados". (Hebreus 2:18). Isso significa que eu posso me achegar a um Salvador disposto, capaz e poderoso, em meus tempos de dificuldade. A sua experiência de vida no meu mundo - como aquele que permanece plenamente homem e plenamente Deus - permite que ele me ajude a enfrentar a tentação de falar, quando eu deveria ouvir.

 

Por: Tedd Tripp

Fonte: Editora Fiel

Imagem de: Voltemos aos Evangelho

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

terça-feira, 5 de março de 2013

Conselhos àqueles que pensam em mudar de igreja | Renato Vargens

naufragoUm náufrago foi encontrado dez anos depois em uma pequena ilha. Quando o capitão do navio de resgate chegou lá notou que havia três cabanas de bambu cobertas com folhas de coqueiro. "Por que três cabanas? Você não ficou aqui sozinho por dez anos?", perguntou o capitão. "Sim, fiquei", respondeu o náufrago. E completou: "Aquela primeira cabana é a minha casa e aquela segunda é a minha igreja". "E o que é aquela terceira cabana ali adiante?", insistiu o capitão. O magro e barbudo homem, com olhar de desprezo respondeu: "É a minha ex-igreja"

Pois é, essa pequena e engraçada história nos faz pensar na enorme quantidade de pessoas que trocam de igreja como se estivessem trocando de roupa. Assusta-me o fato de que inúmeros cristãos mudem de igreja com tanta facilidade. Talvez isso se deva ao pluralismo eclesiástico de nosso tempo, onde se é possível encontrar uma variedade enorme de igrejas que anunciam o evangelho de Cristo segundo o gosto do freguês. Isto se vê nitidamente nas pregações temáticas com palestras para empresários, endividados, adoecidos na alma, escravizados e etc.

Infelizmente Já vi casos de irmãos que com menos de 05 anos de caminhada cristã já passaram pelo menos por cinco igrejas. O interessante é que boa parte destes crentes migradores, ao chegarem a sua nova comunidade o fazem cheios de murmurações e reclamações quanto às comunidades passadas. No entanto, bastam alguns poucos meses de relacionamento com seus novos irmãos, para descobrirem de que essa igreja não é tão ungida quanto se pensava, e que a igreja do lado tem mais propostas a oferecer do que todas as outras que já passou.

Os que se comportam desta forma justificam suas saídas para uma nova igreja usando desculpas das mais estapafúrdias possíveis. Para estes, o problema é sempre dos outros, além obviamente de justificar seu afastamento afirmando que o pastor é fraco, que a palavra não é ungida, que o louvor não tem poder e que os crentes são falsos e cheios de pecados.

Caro leitor, vamos combinar uma coisa? Ainda que saibamos que algumas migrações eclesiásticas são absolutamente legitimas, temos que convir que boa parte destas não possuem o menor fundamento. O fato é que por vivermos em um tempo onde as relações são ralas e superficiais, as pessoas preferem voar como pássaros de igreja em igreja evitando relacionamentos mais íntimos e profundos do que serem confrontadas em seu modo errado de viver.

Isto posto, resolvi escrever algumas dicas àqueles que pensam em mudar de igreja:

1) Ore.
2) Analise os seus reais motivos. O que será que está motivando a querer mudar de igreja?
3) Cuidado com as suas emoções. Não é porque você se aborreceu com alguém que deve mudar de igreja. Aborrecimentos acontecerão em qualquer Comunidade cristã.
4) Avalie doutrinariamente a igreja que faz parte e a igreja que pretende ir. Lembre-se que igrejas saudáveis possuem um púlpito saudável.
5) A igreja que faz parte possui um governo despótico ditadorial onde o pastor é o ungido do Senhor e não pode ser questionado em absolutamente nada?
6) De que forma a igreja que faz parte lida com o dinheiro?
7) O que você espera de uma igreja? A pregação de todo Conselho de Deus, que lhe confronte ajudando-o a crescer como cristão, ou a ministração de mensagens temáticas que lhe satisfaçam os desejos de uma vida próspera e abençoada?
8) A igreja que você é membro prega "novas" revelações doutrinárias?
9) Se o motivo for razões doutrinárias, esses motivos são realmente importantes?
10) Você se sente tolhido e vítima de abuso espiritual?
11) Converse com seu pastor abertamente sobre o seu desejo e peça conselhos.
12) Ouça pessoas mais maduras e permita o benefício da dúvida.
13) Não seja precipitado. Lembre-se que a precipitação pode levá-lo a experimentar consequências desagradabilissimas.

Pense nisso!

Autor e Fonte: Renato Vargens

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Cuidado: Não brinque com o pecado sexual | Tim Conway

Trasncrição do vídeo

Rapazes, moças. Isto é especialmente perigoso para você. Nós ouvimos sobre Jesus Cristo. Vocês foram expostos… Irmãos, deixem-me dizer uma coisa, isto é um perigo muito real. Vocês são jovens. Vocês estão na faculdade. Você conhece alguns destes zelosos que estão por aí no campus, vestindo camisetas dizendo “Jesus Cristo me salvou da pornografia” ou “Jesus me salvou…” Qual era aquela mesmo? “Salva do poder do pecado.” Vocês veem estes caras com essas camisetas, e vocês assistem alguma pregação de Paul Washer. Acabam encontrando alguma coisa na internet, acabam achando mensagens de John Piper. Há algum entusiasmo, talvez você vá à igreja, esta igreja ou outra, Você meio que começa a se envolver no movimento. Se envolve em alguns eventos da igreja, prega a palavra por um tempo. Você vai na onda, mas aí o que acontece? Você não persiste em Deus. Você começa a trocar oração por outras coisas. Trocar o tempo na Palavra por outras coisas. E de repente… O pecado sexual é uma coisa enorme. Você começa a dar lugar. Irmãos, eu digo para vocês, filhos de Deus podem cair e Deus graciosamente os restaurar.

Mas você precisa tomar cuidado porque há um engano no pecado. Há um endurecimento de Deus quando nós começamos a suprimir a verdade e se você brinca com isso, se você brinca e se torna algo casual, o alerta em Hebreus é: Você precisa tomar cuidado para que você não escorregue. Se você começa a deslizar.

E você sabe o que pode acontecer? Antes que você perceba, você olha para trás, para onde foi? Três anos, cinco anos se passam e… Você se lembra do homem na jaula de ferro da história “O peregrino”? “Eu não sou mais o que eu fui um dia.” O que você foi um dia? “Eu fui um professor de religião.” Ele teve um bom testemunho um dia, agora ele é o homem trancado na jaula de ferro. Ele diz, o peregrino debatendo suplicante com ele,”Certamente, certamente Deus é compassivo.” O homem na jaula de ferro está dizendo que não há arrependimento, não há nada além de uma certa e desesperadora espera pelo julgamento. Bem, por que, por que você não clama a Ele?

Talvez vocês sabem… Irmãos, irmãos, me escutem. Qualquer um pode vir a Cristo a qualquer momento que desejar.

Mas você sabe o que quer dizer endurecimento? Endurecimento é quando você não se importa mais, endurecimento é quando você se endurece e não consegue mais sentir. Você pode sentir arrependimento, ou remorso, ou quebrantamento. Ou vazio, ou frieza, você está nisto, mas você não consegue sentir, é isto que endurecimento significa. Endurecido é indifente, significa que quando você toca, você não sente mais. Você não sente mais convicção. Você suprimiu. óh Sim, irmãos, qualquer homem pode correr para Cristo num instante. Qualquer mulher que tem sede, que tem fome, quer seja salvo ou não. qualquer pessoa que anseia por isso pode correr para Deus e para Cristo e buscar ajuda e esperança. Onde quer que você esteja.

Mas você nunca irá se a sede passar. Você nunca irá se a dureza se estabelecer. E eu posso te dizer que é maravilhoso além da imaginação que a justiça de Deus foi revelada, Oh… É glorioso para um pecador quebrantado que percebe que ele não merece nada além do inferno. Ficar face a face com o fato de que há uma justiça de Deus que não vem através da Lei. E eu quebrei a Lei uma e outra, e outra, e outra vez, e Eu sou contaminado, sou ímpio, eu sou sujo, sou impuro, e agora você está me dizendo que há um modo pra eu ser justo diante de Deus, e ter Deus como um Pai e Amigo, e Cristo como meu esposo e ser salvo e ir para o céu, e não pelos meu méritos, mas tudo por causa de Cristo e Sua perfeição.

Sim, e isto é tão glorioso, mas se você começa a brincar com isto, e você começa a trocar isto por pecado. Quando menos você perceber, o pecado sexual vem, você está de volta na escravidão e se torna profundo e mais depravado. E o Deus entregar as pessoas, é isto que acontece: Deus entrega as pessoas às suas paixões infames. Os efeitos do endurecimento do pecado você encontra lá em Hebreus 3, 12, 13, 14. Endurecimento, é enganador, irmãos, é enganador. Deixa eu te dizer uma das mentiras que o endurecimento te diz.

“Vem brincar comigo só um pouquinho.” “Eu sei que você é Cristão, Eu sei que você está seguindo a Cristo.” “Eu sei que você está perseverando em Deus, relaxa um pouco.” “Descontrai!” “Aqueles rapazes na igreja que são bem radicais, eles são legalistas. ” “Vá sair com os caras que eles sabem como viver mais fácil.” “Você não precisa ser tão rigoroso, aqueles caras são radicais.” “Este excesso de religião não é saudável para você.” “O que você quer,que as pessoas pensem que você é parte de uma seita ou coisa assim?” “Você não tem que orar e jejuar assim, você não tem que ser tão exato.” O pecado dirá “Venha, apenas me prove, só brinque comigo um pouquinho”. Mas é enganador, é um mentiroso. Ele joga a isca: “Vem comer meus frutos um pouco e depois você volta a ser como antes.”

Mas veja, o que acontece é, você se endurece. E há algo que começa a acontecer. Irmãos… Eu vou dizer isto. Existem pessoas, e eu sei, Irmãos, eu tenho visto isso, pessoas que estavam correndo bem em Deus, elas estavam sendo usadas por Deus e elas brincaram com o pecado e eu acredito que elas sejam salvas, e eu acredito que Deus as sustentará até o fim, mas eles não são o que costumavam ser. Eles caíram em pecado. E algo quebrou, que parece que nunca vai ser concertado. Nós precisamos ser muito cuidadosos. Irmãos, o que eu estou dizendo a vocês é isto: Essa mensagem é tão gloriosa e escutar a mensagem da justiça de Deus que pode ser obtida através dos méritos de Cristo pela fé Nele, você não quer brincar com isso. Meus irmãos e irmãs, é gratuito, é tudo pela graça, mas Deus nos diz para sermos cuidadosos, cuidado, que você não suprima a verdade, Tome cuidado antes que você se torne endurecido pelo pecado. Eu vou te dizer algo, é tudo pela graça, Mas se você pensa que a graça de Deus vem e toma você, suprimindo a Glória Dele, trocando Ele ou o Filho Dele por pecado… Brincando com os efeitos de endurecimento e efeitos enganosos do pecado e que não há consequências, e que a graça simplesmente passa por cima disto tudo, então você não entende a sua Bíblia direito.

É de graça? Maravilhosamente sim, gloriosamente de graça, para o pior dos pecadores. Mas é tão tremendo… Irmãos, é disto que trata o escritor de Hebreus o tempo todo. Você quer tomar posse da segurança desta mensagem, e da convicção de que não há condenação em Cristo. E você quer se apegar a isto, e você quer se agarrar a Cristo, e você não quer deixá-Lo por nada. E você não quer trocá-Lo por nenhum pecado, por ninguém, por nenhum amigo, por ninguém que que venha me dizendo que você tem que relaxar e ter uma vida mais fácil, e dar um tempo, e descansar, e não ser tão radical, e não ser um louco por Jesus, e não ser tão envolvido neste Evangelho, e não gastar a sua vida deste jeito, não ser tão radicalmente disposto a morrer e dar tudo, apenas descansar, se soltar, esta não é a melhor religião, há outro caminho.

É como a história “O Peregrino”, há sempre algum jeito de dizer: Este caminho é difícil, vai levar a um monte de perigos, este caminho vai levar a todo tipo de batalhas com o Diabo, este caminho vai ser difícil, este caminho vai custar muito… Vá por este outro caminho… ele conduz à vida também. Só é mais… é mais fácil. Irmãos, Ele disse, se você quer vir após mim, tome sua cruz, Ele disse, se você não está disposto a fazer isto, você não é digno de Mim. Irmãos, decidam hoje quem vocês vão servir É tudo ou nada, irmãos, é tudo ou nada. Quando as Escrituras dizem que o Reino dos Céus é tomado pela força, e que os violentos são os que se poderam dele. Irmãos, não são os adormecidos… adormecidos não fazem isto. É uma batalha… É uma batalha de fé. Nós lutamos o bom combate da fé. Sim, o justo viverá pela fé, e nós começamos e terminamos pela fé, e nós vamos de fé em fé. Mas, irmãos, existe uma batalha de fé, há um bom combate de fé, e você tem que permanecer, você tem que lutar, tudo por graça, tudo pelo que Cristo, tudo pelo que Cristo dá.

E, irmãos, é assim, é assim. Nunca entenda isto errado. É a justiça de Deus pela fé, que nos dá o poder para viver esta vida. Em outras palavras, nós temos que voltar e olhar o que Cristo, pela graça, consquistou por nós. e a morte que Ele, pela graça, morreu por nós, sempre e sempre. Nós temos que estar grudados, é nisto que temos que nos agarrar.

Não há condenação, portanto agora não há condenação. Irmãos, nós olhamos para essa realidade: Ele não conheceu pecado, Ele se tornou pecado, Eu era um pecador, eu agora fui feito justo pela justiça de Deus. Imputação da justiça Dele para mim, da minha maldade para Ele, eu continuo voltando a isto. Não há condenação, minha posição está correta com Deus, meu mérito para chegar até o fim não repousa na minha performance.

Mas enquanto eu fico preso dentro desta realidade em Cristo, ela desencadeia um poder de ressurreição na minha vida para lutar esta bom combate da fé. Fé, lembre-se, é olhar pra fora de nós mesmos, Não significa eu esteja constantemente examinando a mim mesmo para ver quão bem eu estou indo. Se você faz isto, você vai cair em desencorajamento, você cai, você não tem poder, Você vai acabar num lugar no qual você não quer estar, porque não há poder nisto, Se você olha para si mesmo, irmão, você está a caminho da miséria. Nós temos que manter nossos olhos em Cristo. Há uma justiça de Deus que vem Dele para nós. É para nós. Foi conquistado por Cristo. É merecido, trabalhado e sofrido. Você olha pra Cristo quando Ele estava cumprindo toda justiça, Ele disse a João Batista, Eu tenho que ser batizado, Eu tenho que cumprir toda justiça, Eu tenho que cumprir tudo isto. E Ele cumpriu. Através da justiça de um… Muitos foram feitos justos. Através do trabalho de um, pelos méritos de um, através… É isto que nós encontramos em Romanos 5, nós vemos que através dos méritos de um, muitos foram feitos justos. Eles foram declarados justos. Nós temos que voltar para esta realidade, nós temos que viver nesta realidade, Nós temos que crescer nesta realidade. Irmãos, está bem ali… Não solte dela… Veja, é assim. É assim que os justos vivme. De fé em Cristo, à fé em Cristo, sempre olhando para Ele. Irmãos, tudo o que estive falando sobre isto é que quando você se afasta desta verdade, Quando você troca isto por qualquer coisa, então, o endurecimento, as realidades enganosas do pecado começam a entrar. Lembrem-se, a ira de Deus é revelada do céu, e quando os homens buscam suprimir a verdade, e quando você chega num lugar, onde as glórias da cruz e as glórias de Cristo… Você começa a trocar estas coisas pelos brinquedos e pelas coisas do mundo, meus amigos, sejam cuidadosos, tomem cuidado! Isto é endurecimento, e Deus começa a te entregar. E eu vou te dizer, se você achar que houve um dia em que você andava com o povo de Deus, sua vida fez uma reviravolta e agora de repente você se encontra caindo nas garras do pecado sexual de novo. Tenha medo! Suplique ao Senhor, corra de volta, agarre-se a Cristo, olhe para Ele, clame a Ele. Você está numa ladeira escorregadia onde as pessoas caem o tempo todo, Se elas não caíssem, nós não teríamos todos estes alertas na Escrituras sobre isso. Irmãos, isto é imperativo: Agarre-se rápido a esta realidade, pense muito sobre isto, a justiça de Deus que é por mim. Oh! Que eu não tive que merecer.

Por: por Tim Conway

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

12 Formas de Amar os Vossos Filhos Desobedientes | John Piper

images (2)Muitos pais ficam com o coração partido e completamente perplexos por causa da filha ou do filho que não são crentes. Não fazem a mínima idéia por que é que a criança que criaram toma decisões tão horríveis e destrutivas. Nunca fui um desses pais, mas fui um desses filhos. Refletindo sobre essa experiência, sugiro estas soluções para vos ajudar a alcançar os vossos filhos desobedientes.

1. Direcionem-nos para Cristo.

O verdadeiro problema dos vossos filhos rebeldes não é drogas, sexo, tabaco, pornografia, preguiça, criminalidade, maldicência, desmazelo, homosexualidade, ou fazer parte de uma banda de rock punk. O verdadeiro problema é que eles não vêem Jesus com clareza. O melhor que podem fazer pelos vossos filhos — e a única razão para fazer qualquer uma das sugestões que se seguem — é mostrar-lhes Cristo. Não é um processo simples ou imediato, mas os pecados nas vidas deles, que vos inquietam e que os destróem, só começarão a desaparecer quando eles virem Jesus da forma como Ele realmente é.
2. Orem.

Só Deus pode salvar o vosso filho ou filha. Por isso, continuem a pedir-Lhe que Se mostre a eles, de forma que eles não possam resistir a adorá-lO.
3. Assumam que algo está errado.

Se a vossa filha rejeita Jesus, não finjam que está tudo bem.
 
Para cada filho que não é crentes, os detalhes são diferentes. Será preciso que os pais abordem cada detalhe de forma única. Contudo, não é aceitável o fato de não os abordarem de todo. Se o vosso filho não é crente, não ignorem esse fato. As férias podem ser mais fáceis, mas a eternidade não o será.
4. Não esperem que eles sejam como Cristo.

Se o vosso filho não é cristão, ele não vai agir como tal.
 
Vocês sabem que ele abandonou a fé, portanto não esperem que ele viva pelas normas segundo as quais o criaram. Por exemplo, vocês podem se sentir tentados a dizer: «Sabemos que é difícil para você acreditar em Jesus, mas você não consegue pelo menos admitir que se embebedar todos os dias é pecado?»
 
Se ele está com dificuldade em acreditar em Jesus, então há muito pouco significado em admitir que a embriaguez está errada. Querem protegê-lo, pois. Mas a falta de crença dele é o problema mais perigoso — e não o fato de andar sempre em festas. Por mais que o comportamento de falta de crença do vosso filho se mostre, façam sempre questão de se concentrarem mais na doença do coração do que nos sintomas da doença.
5. Recebam-nos de braços abertos em casa.

Já que a preocupação maior não são as atitudes do vosso filho, mas sim o coração dele, não criem muitas exigências para que ele volte para casa. Se ele sentir qualquer desejo de estar convosco, isso é Deus a lhe conceder uma oportunidade de o amar de volta para Jesus. Obviamente há algumas instâncias em que devem dar ultimatos: «Não entre nesta casa se você estiver...». Porém, instâncias como essas acontecem raramente. Não reduzam as probabilidades de estar com o vosso filho ao impor demasiadas regras.
 
Se a vossa filha cheirar a erva ou a tabaco, borrifem o casaco dela com 'Febreze' [um aromatizante do ar] e mudem os lençóis quando ela sai, mas deixem-na vir para casa. Se descobrirem que ela está grávida, comprem-lhe ácido fólico, levem-na à ecografia na 20.ª semana de gravidez, protejam-na do Planejamento Familiar [que pode querer convencê-la a fazer um aborto] e, custe o que custar, deixem-na vir para casa. Se o vosso filho entrar em falência porque gastou o dinheiro todo que lhe emprestaram em mulheres da vida e bebidas caras, então perdoem-lhe a dívida como também vocês foram perdoados; não lhe deêm mais nenhum dinheiro e deixem-no vir para casa. Se ele não aparece há uma semana e meia porque tem ficado em casa da namorada peçam-lhe para não ir mais lá e, deixem-no vir para casa.
6. Incentivem-nos mais vezes do que as que os repreendem.

Sejam gentis com o desapontamento.
 
O que mais vos preocupa é o fato do vosso filho se estar destruindo a si próprio, e não o fato de ele estar quabrando as regras. Tratem-no de forma que ele perceba isso. Ele provavelmente sabe — principalmente se foi criado como cristão — que o que anda a fazer está errado. E, definitivamente, ele sabe o que vocês pensam sobre isso. Portanto, o vosso filho não precisa que vocês lho digam.

Ele precisa saber como vocês vão reagir ao mal dele. A vossa indulgência bondosa e esperança dolorosa mostrarão que vocês confiam realmente em Jesus.
 
A consciência dele, por si só, pode condená-lo. Os pais devem permanecer compreensivos e firmes, vivendo sempre na esperança de que o filho volte.
7. Façam com que os vossos filhos tenham contato com crentes que têm mais acesso a eles.

Há dois tipos de acesso ao vosso filho que vocês podem não conseguir ter: geográfico e relacional. Se o vosso filho desobediente vive longe, tentem encontrar um crente convicto na zona onde ele vive e peçam-lhe para entrar em contato com o vosso filho. Isto pode parecer intrometido, sem sentido, ou embaraçoso para ele, mas vale a pena — especialmente se o crente que encontrarem consegue se relacionar também emocionalmente com o vosso filho de uma forma que vocês não podem.
 
A distância nas relações pode também ser um efeito secundário do abandono da fé por parte do vosso filho, portanto a vossa relação será tênue e deve ser protegida, na medida do possível. Mas uma repreensão dura é necessária também.
 
É aqui que outro crente com acesso emocional ao vosso filho pode ser muito útil. Se há um crente em quem o vosso filho confia e, talvez até com quem goste de estar, então esse crente tem a plataforma para dizer ao vosso filho — de uma forma que ele preste atenção — que ele está agindo como um idiota. Isto pode soar severo, mas precisamos muitas vezes de uma chamada de atenção, e as pessoas em quem confiamos são normalmente as únicas que conseguem nos dar uma repreensão dolorosa de forma a ser um presente para nós.
 
Muitos jovens rebeldes fariam bem em ouvir que estão sendo tolos — e é muito raro que os pais lhes digam isto de forma a ajudá-los — portanto, tentem manter outros cristãos nas vidas dos vossos filhos.
8. Respeitem os amigos dos vossos filhos.

Honrem o vosso filho desobediente da mesma forma que honrariam qualquer outro descrente. Eles podem andar com grupos com os quais vocês nem pensariam em falar ou até mesmo olhar, mas não deixam de ser os amigos do vosso filho. Respeitem isso — mesmo que o relacionamento se baseie no pecado. Eles são más influências para o vosso filho, sim. Mas ele também é má influência para eles. Nada se resolverá pelo fato de tornarem evidente que não gostam de quem anda com quem.
 
Quando o vosso filho aparecer com outra namorada para uma festa de aniversário familiar — uma pessoa que nunca viram e que provavelmente nunca mais verão —sejam hospitaleiros. Ela também é a filha desobediente de alguém, e ela também precisa de Jesus.
9. Enviem-lhes e-mails.

Agradeçam a Deus pela tecnologia que lhes permite estar tão facilmente presentes nas vidas dos vossos filhos!
 
Quando lerem algo na Bíblia que os incentive e os ajude a amar mais Jesus, escrevam-no e enviem-no ao vosso filho. A melhor exortação para eles são os exemplos positivos da alegria de Cristo na vossa própria vida.
 
Não fique estressado quando estiver elaborando uma mensagem, como se cada uma delas precisasse de ser unicamente poderosa. Apenas tirem uma após a outra, e deixem que o efeito cumulativo da vossa satisfação em Deus se reúna na caixa de correio electrônico do vosso filho. A palavra de Deus nunca é proclamada em vão.
10. Levem-nos a almoçar fora.

Se possível, não deixem que a única interação com o vosso filho seja eletrônica. 

Passem tempo juntos, cara a cara, se puderem. Podem pensar que isto é desconfortável e estressante, mas acreditem que é pior estar no lugar do vosso filho — ele está vivendo esse mesmo desconforto, mas com culpa. Portanto, se ele quer se encontrar com vocês para almoçar, agradeçam a Deus, e façam uso dessa oportunidade.
 
É quase hipócresia falar sobre a rotina dele, porque aquilo que vos importa realmente é a vida eterna dele; mas tentem mesmo assim. Ele precisa saber que se importam com tudo o que lhe diz respeito. Então, antes de acabar de almoçar, orem para que o Senhor lhes dê a coragem de perguntar sobre a alma dele. Não sabem como ele vai responder. 
  • Será que ele vai revirar os olhos como se vocês fossem idiotas?
  • Será que vai se zangar e ir embora? 
  • Ou será que Deus tem trabalhado nele desde a última vez em que você falou com ele? 
Se não perguntar, nunca vai saber.
 
(Eis aqui uma nota para os pais de crianças pequenas: estipulem saídas regulares para comerem fora com os vossos filhos. Não só será uma experiência valiosa para ambos, como também, se alguma vez os vosso filhos entrarem na crise da insubordinação, a tradição de se encontrarem com eles já existirá e não será estranho convidá-los para comer fora. Se o filho estiver habituado, desde pequenino, a ir comer fora com o pai aos sábados, será muito mais difícil ele recusar um convite do pai — mesmo para um confiante rapaz de 19 anos.)
11. Interessem-se por aquilo que eles querem conseguir.

É provável que se a vossa filha está rejeitando a Cristo de propósito, então a forma como ela passa o tempo irá decepcioná-los. Contudo, encontrem valor nos interesses dela, se possível, e incentivem-na. Vocês foram assistir às peças da escola dela e aos jogos de futebol quando ela tinha 10 anos; o que poderão fazer agora que ela tem 20 para mostrar que realmente ainda se interessam pelos interesses dela?
 
Jesus passou tempo com cobradores de impostos e prostitutas, e nem sequer era familiar deles. Imitem a Cristo sendo o tipo de pais que colocam os tampões de ouvidos no bolso e vão para o centro da cidade, à pequena discoteca fria e úmida, onde será o espectáculo de lançamento do CD da vossa filha. Incentivem-na e nunca párem de orar para que ela comece a usar os dons dela para a glória de Jesus, em vez de para a sua própria glória.
12. Apontem-lhes Cristo.

O mais importante é que isto não seja demasiado estressante. Nenhuma estratégia para alcançar o vosso filho, ou filha, surtirá qualquer efeito duradouro se o objetivo subjacente não for ajudá-los a conhecer Jesus.
 

Não ore para que eles voltem a ser bons filhos; para que cortem o cabelo e comecem a tomar banho; para que venham a gostar de música clássica em vez de deathcore; para que deixem de se sentir envergonhados no estudo semanal da Bíblia; para que votem no partido conservador nas próximas eleições; nem para que vocês possam dormir à noite ao saber que os vossos filhos não vão para o inferno.
 
A razão mais importante para orar por eles, recebê-los de braços abertos, pleitear com eles, enviar-lhes e-mails, comer com eles ou se interessar por aquilo que é de interesse para eles, é para que os olhos dos vossos filhos se abram para Cristo.
 
E Cristo não é apenas o único objetivo — Ele é também a única esperança. Quando eles virem a maravilha que é Jesus, a satisfação será redefinida. Ele substituirá a patética vaidade do dinheiro, o louvor ao homem, ou o enlevo emocional, ou o orgasmo em que estão a delimitar as suas vidas eternas neste momento. Só a Sua graça pode retirá-los dessas buscas arriscadas e prendê-los com segurança a Ele — cativos, mas satisfeitos.
 
Isto Ele fará por muitos. Tenham fé e não desistam.
 
Por: John Piper

sexta-feira, 16 de março de 2012

Empecilhos à Oração | E. M. Bounds com Darryl King


Orar certo é estar certo, agir certo e viver certo. Tudo que impede oração impede santidade. Quando tudo que nos impede de orar certo for removido, o caminho estará aberto para um rápido avanço na vida espiritual. Se pudéssemos contar, dia por dia, as orações que não alcançam resultado algum, que não beneficiam o homem, nem influenciam a Deus, ficaríamos pasmados ao ver os números.

Precisamos de homens e mulheres que possam alcançar a Deus e receber amplamente das suas reservas inesgotáveis. A igreja é profundamente afetada pelo materialismo da sua época. Os interesses da terra excluem os do céu, o tempo eclipsa a eternidade, um ousado e ilusório humanitarismo destroem a adoração, e a compreensão essencial de Deus é deturpada.
Homens e mulheres que saibam orar, e que possam projetar Deus e suas divinas instituições na terra com eficiência redentora, são nossa única saída. A igreja poderá caminhar com triunfo às suas conquistas finais sem possuir riqueza, tendo que enfrentar pobreza ou desprezo, ou sendo desacreditada pelo mundo e rejeitada pela cultura e sociedade; mas sem homens e mulheres que saibam orar, não conseguirá derrotar nem o inimigo mais frágil, nem ganhar um único troféu para seu Senhor.

Pode fechar seus redutos de aprendizagem, seus oradores eloqüentes podem ser silenciados para sempre, mas suas orações serão ainda mais potentes do que seu conhecimento ou eloqüência, e lhe assegurarão as mais gloriosas conquistas. Ela pode perder tudo, menos a oração da fé, e isto lhe será mais poderosa do que a vara de Arão para criar agências ou ministérios eficazes e gerar resultados tremendos. Por trás de um ministério santo e cheio de zelo e paixão tem de haver oração que prevalece, e que traga consigo um glorioso Pentecoste.
  • Pecado Impede Oração
"Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido" (Salmo 66.18). Os pecados do coração que não são rejeitados, ou que não estamos lutando para vencer, interrompem a oração. Oração não pode fluir do coração que nutre ou protege o pecado, que abriga pecado de qualquer espécie. O pensamento rebelde ou insensato é pecado; o olhar de cobiça ou lascívia do coração é pecado. Temos de clamar a Deus de um coração puro.
"Mãos santas" devem ser levantadas em oração. Uma mancha na mão é tão fatal para impedir a oração quanto o pecado no coração. A pessoa que ora precisa estar certa no seu coração, mas suas ações também precisam estar certas. Guardar os mandamentos de Deus e fazer o que lhe agrada nos dá segurança de que receberemos o que pedirmos dele. Pecados escondidos, ocultos por parcialidade ou por hábito, retidos por indulgência, contemporização, ou ignorância deliberada; estas coisas, como o lagarto no botão ou veneno no sangue, destruirão a flor e a vida da oração.
  • Orgulho Impede Oração
O orgulho em alguma forma é inerente a todos nós. Nenhuma criatura tem tantas razões para ser humilde quanto o homem; nenhuma, possivelmente, possui tantas fontes de orgulho. O orgulho destrói a humildade, gera vaidade, transfere fé em Deus para fé em si mesmo. Existe no orgulho tal senso de estar completo em si mesmo que destrói a base da oração. Sua sensação constante é: "Estou cheio e não preciso de mais nada".

O orgulhoso ora, talvez até regularmente, mas é oração de fariseu, um desfile do ego, um catálogo de bondade própria. O orgulho se esconde sob o disfarce de gratidão a Deus, louvando a Deus usando incenso do altar do ego. O orgulho se manifesta no desfile das nossas obras religiosas, na exibição de realizações, sejam religiosas ou não.

A oração precisa nascer lá de baixo. O orgulho procura os lugares mais altos, e nunca pode ser encontrado nos lugares humildes onde a oração é incubada. As asas da oração devem ser cobertas de pó. O orgulho despreza o pó da humildade, e cobre suas asas com o brilho e ouro do ego. O vazio da vaidade, o egoísmo de pensamentos centrados em si mesmo e de conversas que exaltam a própria pessoa são todos empecilhos à oração, porque declaram a presença do orgulho. Deus, de acordo com o apóstolo, resiste ao orgulho, e dispõe todos seus exércitos contra ele.
  • Um Espírito Que Não Perdoa
Nutrir um espírito que não perdoa impede à oração. Vingança, retaliação, um espírito inclemente, a ausência de tolerância, a falta de um espírito de misericórdia plena e total para com todos que tiverem de qualquer forma ou em qualquer medida nos prejudicado, impede a oração. Não avançaremos um centímetro enquanto não reconhecermos estes sentimentos e não pudermos declarar com sinceridade: "Perdoa-me, Deus, da mesma forma como perdôo aos outros". Quando deixamos de aplicar misericórdia a todos os males que já foram praticados contra nós, estamos automaticamente condenando nossa capacidade de orar.

Podemos orar com ira no nosso coração, mas este tipo de oração torna-se pecado. Todos estão sujeitos diariamente a serem feridos naquelas áreas onde são mais sensíveis. Porém, ter uma atitude de vingança ou desafeto para com a pessoa que causou tal ferida, congela a capacidade de orar. O espírito de perdão é como o espírito do evangelho; e este espírito precisa reinar no coração antes que a verdadeira oração possa proceder dos lábios.
  • Discórdia no Lar
A vida no lar, sua paz e união, afeta a oração. Discórdia no lar impede a oração. O apóstolo exorta às esposas e aos maridos para viverem no mais puro amor e mais doce união, para que suas orações não sejam impedidas. Confusão numa fonte de águas quebra a serenidade da superfície, e o fluir calmo e pacífico da corrente. Uma discórdia familiar quebra e separa todos os fios trançados que formam a oração.
  • Um Espírito Mundano
Um espírito mundano impede a oração. O mundo tem um efeito mais negativo sobre a oração do que todas as águas poluídas e infestadas de um brejo teriam sobre a saúde. Obscurece a visão para cima, anula os impulsos espirituais, e corta as asas das aspirações. "Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres" (Tg 4.3).

Nossas cobiças, como remanescente da mente carnal que ainda permanece em nós, são o elo que nos prende ao mundo. São a cidadela, ou as fortalezas de fronteira, das quais nosso inimigo, o mundo, ainda não foi expulso. Oramos, mas não recebemos porque o mundo dentro de nós corromperia todas as respostas.

Um coração puro, ou alguém que anseie pela pureza, é o único que pode ser confiado com respostas à oração. Enquanto nossas cobiças têm permissão para ficar, contaminam nosso alimento espiritual. Inspiram e tingem todas nossas orações com desejos mundanos. Para alcançar a Deus e receber algo dele, é absolutamente imprescindível que se esteja morto para o mundo. Se quisermos que Deus abra seus ouvidos para nós, precisamos ter nossos ouvidos fechados para o mundo.
Um coração impregnado, ou contaminado por mínimo que seja com o mundo, não conseguirá subir em direção a Deus assim como uma águia com asas quebradas não consegue subir em direção ao sol. O homem que Tiago descreve como uma onda do mar, impelido e agitado pelo vento (Tg 1.6), é o homem de espírito mundano, cujas energias espirituais e decisões são quebradas pelas influências e infusões do mundo. Ele tem ânimo dobre, metade para Deus e metade para o mundo, ora para o céu, ora para a terra. "Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa" (Tg 1.7).
  • Tg 4:6 Antes, ele dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.
  • Tg 4:7 Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.
Falta de santidade, impaciência, ou qualquer outro espírito, pensamento, sentimento ou ação que não esteja em harmonia com o Espírito de Deus, impedirá a oração. Uma fé perturbada por dúvidas, ou que desfalece por cansaço ou fraqueza, não alcançará resultados na oração. Os elementos que enfraquecem os nervos e músculos espirituais para as grandes lutas impedirão a oração.

Precisamos de homens e mulheres que vivam onde todos os empecilhos à oração foram removidos – pessoas cuja visão espiritual foi inteiramente purificada de névoas, nuvens e escuridão, guerreiros que tem carta branca de Deus e nervos espirituais firmes para usar esta carta a fim de suprir cada necessidade espiritual. 

Fonte: Monergismo.com
Extraído de "Prayer and Revival" (Oração e Avivamento) por E. M. Bounds com Darryl King. Copyright 1993 por Baker Book House Company, Grand Rapids, Michigan, E.U.A.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Dez razões para ouvir bem as perguntas antes de responder | John Piper

Provérbios 18.13

“Aquele que responde antes de ouvir, passa por insensato e fica envergonhado".

1. É arrogante responder antes de ouvir.
A humildade não presume saber exatamente o que uma pessoa está perguntando antes de ela ter terminado de colocar a questão. Quantas vezes eu me precipitei e cheguei a uma conclusão errada, porque comecei a responder antes de ouvir a pergunta na totalidade! Muitas vezes é a última palavra da pergunta que vira completamente o sentido da frase e faz perceber que não se está perguntando o que se pensava.

2. É rude responder a uma pergunta não terminada.
“Rude” é uma palavra útil para os cristãos. Significa “má educação, descortês”. A palavra do Novo Testamento correspondente é aschëmonei. É usada em 1 Coríntios 13.5 onde a versão mais moderna a traduziu por “o Amor não é rude", mas a versão antiga do King James é “o Amor não se comporta de forma indecente”. Isto significa que o Amor não só se guia pelos padrões da moral, mas também leva em conta os hábitos e os costumes culturais. O que significa ser bem-educado? O que significa ser cortês? O que são as boas maneiras? O que significa ser correto? O que significa ter bom gosto? O que significa ser apropriado? O Amor não é indiferente a estas palavras. Ele as usa para exprimir o seu desejo humilde pelo bem das pessoas. Uma forma de boa educação é ouvir bem a pergunta antes de responder.

3. Responder a uma pergunta só depois da pessoa a ter terminado
é uma forma de honrar e respeitar a pessoa que faz a pergunta. Trata a pessoa como se suas palavras relamente tivessem importância. Presumir que se consegue terminar a pergunta da pessoa é rebaixar essa pessoa.

4. Ouvir uma pergunta com atenção
revela frequentemente que a pergunta tem várias camadas e é muito mais do que uma simples pergunta. Várias perguntas estão todas misturadas numa só. Quando se percebe isto, a pergunta pode ser dividida em duas partes, sendo respondida uma de cada vez. Você não enxergará tais sutilezas se for precipitado nas suas respostas e se não for cuidadoso ao ouvir.

5. Uma pergunta revela por vezes suposições das quais você não partilha.
Se tentar responder à pergunta com base nas suas suposições sem compreender a intenção da pessoa que está fazendo a pergunta, muito provavelmente você irá ficar fora de contexto. Se ouvir atentamente e deixar que a pessoa termine de falar, você poderá discernir que ela está presumindo algo que você não está. Assim você poderá verificar estas suposições antes de responder. Muitas vezes, quando as coisas se encontram a este nível, a pergunta responde-se por si própria. Tem mesmo a ver com estas diferenças profundas.

6. As perguntas normalmente têm atitudes, assim como conteúdo.
Por vezes a atitude diz muito mais do que o conteúdo da pergunta. Na verdade, a atitude poderá mostrar que as palavras usadas na pergunta não têm a ver com a questão. Quando isso acontecer, a situação não deverá ser menosprezada; pelo contrário, deverão ser feitas mais perguntas para verificar se a atitude e as palavras estão em sintonia na pergunta. Se este não for o caso, para qual delas a pessoa quer resposta?

7. As perguntas têm contexto, o qual é necessário conhecer.
Há muitos pensamentos, circunstâncias e sentimentos que não conhecemos ou não entendemos que poderão estar ligados a esta pergunta. Ouvir atentamente poderá ajudá-lo a entender essas coisas. Pode ser que exista apenas uma pequena pista que aponte para um fato crucial por trás da pergunta. Se você seguir a pista, porque está ouvindo com atenção, poderá ser capaz de entender e de responder à pergunta de forma muito mais proveitosa.

8. As perguntas são feitas de palavras.
As palavras têm significados que são formados pela experiência e educação da pessoa. Estas palavras poderão não ter o mesmo significado para você e para a pessoa que faz a pergunta. Se pretender responder ao que realmente está sendo perguntado, você terá de ouvir com muita atenção. Se existir a possibilidade de a pergunta ter como base um significado de uma palavra diferente daquele que é utilizado pelo emissor, então seremos sensatos para falar sobre o significado das nossas palavras antes de falarmos sobre a resposta à pergunta. Eu considero que falar sobre as definições das palavras usadas em perguntas geralmente produz a resposta às perguntas.

9. Provérbios 18.13 diz que “passamos por insensatos” ao responder antes de ouvir.
Significa que isso fará de nós insensatos. Um razão para isso é que quase todas as respostas prematuras são baseadas na presunção de sabemos tudo que precisamos saber. Mas isso é “insensato”. Devemos ter a seguinte atitude: O que é que eu posso aprender com esta pergunta? O insensato pensa que ele sabe tudo que precisa de saber.

10. E por fim, Provérbios 18.13 diz que “passamos por insensatos” ao responder antes de ouvir.
Por exemplo, alguém lhe pergunta publicamente: “A minha esposa e eu temos tido problemas e estavamos pensando...” e você interrompe a pessoa que está fazendo a pergunta ao responder sobre a importância do aconselhamento e que os conselheiros poderão ser bastante úteis. Depois a pessoa diz: “Bem, na verdade aquilo que eu ia dizer era que a minha esposa e eu temos tido problemas e gostaríamos de saber, agora que as nossas reuniões de aconselhamento terminaram e as coisas melhoraram, de que forma você nos sugere celebrar?” Depois você se sentirá envergonhado por não ter esperado por ouvir a pergunta até ao fim.

Por John Piper (Desiring God)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Ferramentas Indispensáveis ao Pastor | Kevin DeYoung

Que ferramentas todo pastor deve possuir? Que habilidades ele precisa ter? Ou, perguntando com franqueza: o que um pastor tem de fazer razoavelmente para ser um bom pastor?

Observe o que não estou perguntando. Não estou perguntando sobre a teologia do pastor. Ou sobre a sua santidade pessoal. Ambas são essenciais e mais importantes do que algum dom específico. Todo pastor precisa cuidar bem de sua vida e de sua doutrina (1 Tm 4.16). Mas, o que um pastor tem de fazer? Esse é o assunto deste artigo.

Admitamos que ele está indo bem nas áreas de caráter e de convicção. Mas, o que se exige dele quanto à competência?

Em seguida, apresentamos uma lista que não é exaustiva. E, com certeza, não reivindicamos ser excelentes em cada área. Todavia, com base em minha experiência, um pastor de igreja local – estou pensando, em particular, no papel de pastor principal ou de pastor único – tem de ser competente em cinco áreas.

1. Um pastor tem de ser capaz de ensinar. Uma das cinco diferenças existentes nas qualificações de presbíteros e diáconos e a única habilidade na lista é que o presbítero seja “apto para ensinar” (1 Tm 3.2). Se o pastor é o único ou o pastor principal, ele labutará especialmente na pregação e no ensino (1 Tm 5.17). As igrejas suportarão várias deficiências, porém muitas igrejas ficarão impacientes com um pastor que não sabe ensinar.

É verdade que ensinar e pregar são habilidades que se desenvolvem com o passar do tempo. Por isso, talvez seja difícil determinar se um jovem é “apto para ensinar”. Contudo, antes de alguém entrar no ministério, ele deve ser capaz de comunicar a Palavra de Deus com alguma medida de confiança e clareza.

  • Algumas coisas que devemos examinar:

Ele gosta de ensinar? Se não gosta, não melhorará no ensino.
Ele pode se comunicar com as crianças? Seria um grande treinamento e um admirável campo de prova se os pastores trabalhassem como professores de alunos das primeiras séries, antes de entrar no ministério de tempo integral. Bons mestres sabem como tornar compreensíveis verdades profundas. Em contraste, se você torna confusas coisas simples, talvez não tenha o dom de ensino, ainda não.
Ele gosta de ler? Alguns pastores lêem bastante. Outros lerão devagar ou sem muita freqüência. Mas, se um pastor não gosta de ler (supondo que ele tem acesso a bons livros), ele dificilmente crescerá em profundidade e amplitude de discernimento. Se um pastor não tem fome por aprender, talvez não ajudará outros a aprender.

2. Um pastor tem de ser capaz de relacionar-se com as pessoas. Há muitas maneiras de um pastor conectar-se com seu povo. Ele pode fazer visitas aos enfermos, ou mentorear pessoas individualmente, ou liderar grupos pequenos, ou trabalhar para que haja mais envolvimento da equipe de colaboradores. Sempre haverá pessoas ao redor do ministério; e um bom pastor se esforçara para estar disponível a pelo menos algumas dessas pessoas.

Os relacionamentos assumem muitas formas. Você pode ser um pastor extrovertido e gregário ou um introvertido meditativo. Alguns de nós somos bons em bate-papo. Outros odeiam isso e preferem um convívio mais próximo e quieto com outra pessoa. Não estou dizendo que o ministério pastoral é somente para os sociáveis. Mas, se um homem não pode lidar cordial, gentil e amavelmente com as pessoas, ele deve pensar duas vezes em ser um pastor.

Uma boa pergunta a ser considerada: este homem faz amigos com facilidade? Eu hesitaria em chamar um pastor que luta para fazer e manter amigos.

3. Um pastor tem de ser capaz de liderar. Isso pode nos enganar. Ao usar o vocábulo “liderar” não quero dizer que todo pastor tem de ser um empreendedor ousado. Mas ele deve ter pessoas que o seguem. Tem de ser disposto a tomar uma posição, ser impopular às vezes. Precisa de coragem e da habilidade de tomar decisões desagradáveis. Se um homem tem necessidade de ser apreciado por todos, em todo o tempo, ele não está pronto para ser um pastor. Um pastor não deve ter medo de influenciar. E, se ele não é um visionário ousado, deve ser aquele tipo de líder que encoraja outros que têm dons de liderança mais destacados.

4. Um pastor tem de ser relativamente organizado ou cercar-se de pessoas que podem fazer isso por ele. Eu queria usar a palavra “administração” para referir-me a esse assunto, mas decidi não usá-la por receio de ser mal compreendido. Não creio que os pastores precisam ser gurus administrativos. De fato, penso que nenhum pastor entrou num seminário com o sonho de que poderia ser capaz de manter a igreja cumprindo sua função tranquilamente. Administração não é a essência do ministério; pelo menos, não deveria ser.

No entanto, não podemos evitar isto: um pastor tem de possuir alguma habilidade básica de organização. Ele não pode esquecer sempre os seus compromissos ou chegar atrasado em cada reunião de presbíteros. O pastor precisa retornar as chamadas telefônicas e entender como se realiza uma reunião. Na verdade, todos esquecemos coisas. Todos nós falhamos de vez em quando. Ser um pastor não exige onisciência ou onipotência, mas temos de ser responsáveis. Certo ou errado, talvez a sua igreja não perceba imediatamente que você parou de estar com as pessoas e que você não tem capacidade de liderar, mas a congregação perceberá logo que não pode depender de você.

Competência administrativa básica é exigida para o ministério pastoral. Se você não tem essa competência como pastor, ache pessoas que têm e permita que elas cuidem de você.

5. Um pastor tem de orar. Se essa ferramenta ficar corroída, ninguém saberá; pelo menos, não a princípio. É impossível sobreviver como pastor sem as outras quatro habilidades. Contudo, infelizmente, é fácil sobreviver e, até, prosperar no ministério sem essa ferramenta. O pastor que prospera sem oração não é o pastor sob cujo ministério quero estar, nem o pastor que desejo ser. Podemos realizar muito em nós mesmos, mas o que realmente importa exige oração, porque exige a presença de Deus. Um homem que não ora não deve pregar.

Como você mesmo pode testemunhar, essas cinco competências não são iguais em importância. As competências 1, 2 e 5 são essenciais e devem ser o foco do ministério. As competências 3 e 4 podem ser evitadas por algum tempo, mas não podem ser ignoradas. Em minha experiência, todas as cinco habilidades são necessárias ao ministério pastoral. Alguns pastores serão excelentes em várias dessas competências. Alguns serão muito bons em uma área ou muito bons em outras. Nenhum pastor será um modelo de todas essas cinco áreas. Se eu tivesse de avaliar um aluno de seminário que está prestes a entrar no ministério, ou se fosse membro de uma igreja que está à procura de um pastor, desejaria ver competência básica em cada uma dessas áreas.

Por Kevin DeYoung (The Gospel Coalition)
Fonte: Editora Fiael