segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024
(ED) A Identidade Presbiteriana (30): Perseverança dos Santos | Eduardo Koscak
(ED) A Identidade Presbiteriana (10): Girolamo Savonarola | Eduardo Koscak
(ED) A Identidade Presbiteriana (9): John Hus | Rev. Ageu Magalhães
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Aviso nº1 do livro “Avisos para a Igreja” | J.C. Ryle (Agosto de 1858)
“Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la.” Mateus 16:18
Vivemos em um mundo no qual todas as coisas estão perecendo. Reinos, impérios, cidades, instituições, famílias, tudo é passível de mudanças e corrupção. Uma lei universal parece prevalecer em todo lugar. Há uma tendência, em todas as coisas criadas, a uma deterioração.
Há uma coisa triste e depressiva nisto. Que lucro tem um homem no trabalho de suas mãos? Haverá algo que permanecerá? Haverá algo que durará? Haverá algo que resistirá? Haverá algo na qual poderemos dizer: Isto continuará para sempre? Você terá as respostas a essas perguntas nas palavras de nosso texto. Nosso Senhor Jesus Cristo fala de algo que continuará e não passará. Há uma criação a qual é uma exceção para a regra universal da que tenho falado. Há uma coisa a qual nunca perecerá e nunca passará. Essa coisa é o edifício fundado sobre a rocha – a Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele declara, nas palavras que vocês ouviram esta noite: “Sobre essa pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la”.
Há cinco coisas nestas palavras que exigem sua atenção:
- 1. Um edifício: “Minha Igreja”
- 2. Um construtor: Cristo diz: “Edificarei minha igreja”
- 3. Uma fundação: “Sobre essa pedra edificarei minha igreja”.
- 4. Perigos implícitos: “As portas do hades”.
- 5. Garantia afirmada: “As portas do Hades não poderão vencê-las”.
Que Deus abençoe as palavras que serão proferidas. Possamos todos nós examinar nossos próprios corações esta noite, e saber se pertencemos ou não a essa Igreja. Possamos nós voltar todos para a casa para refletir e orar.
1. Primeiros vocês têm um “edifício” mencionado no texto. O Senhor Jesus Cristo fala da “Minha Igreja”.
Agora, qual é essa Igreja?: Poucas perguntas podem ser feitas de maior importância que estas. Pela necessidade da devida atenção a esse assunto, os erros que se faz notar na Igreja e no mundo não são poucos e nem pequenos.
A Igreja de nosso texto não é um edifício material. Não é um templo feito por mãos, de madeira, ou tijolos, ou pedras, ou mármores. Ela é um grupo de homens e mulheres. Ela não é uma particular igreja visível sobre a terra. Não é a igreja oriental ou ocidental. Não é a Igreja da Inglaterra ou da Escócia. Muito menos a de Roma. A igreja de nosso texto é uma que faz menos aos olhos do homem, mas faz mais importância aos olhos de Deus.
A Igreja de nosso texto é a edificação de todos os verdadeiros crentes no Senhor Jesus Cristo. Ela compreende todos os que se arrependeram dos seus pecados e se refugiaram em Cristo pela fé, e foram feitas novas criaturas nele. Ela consiste em todos eleitos de Deus, todos aqueles que têm recebidos a graça de Deus, todos aqueles que foram lavados no sangue de Jesus, todos aqueles que foram revestidos pela justiça de Cristo, todos aqueles que nasceram de novo e foram santificados pelo Espírito de Cristo. São os tais todos de cada nação, povo, e língua compõe a Igreja de nosso texto. Essa é a noiva. Essa é a esposa do cordeiro. Essa é a Igreja sobra a rocha.
Os membros desta Igreja não adoram Deus do mesmo modo, ou usam a mesma forma de governo. Nosso próprio 34º Artigo declara, “Não é necessário que as cerimônias sejam iguais ou semelhantes em todos os lugares”. Porém que todos adorem em um só coração. Sejam eles todos guiados por um Espírito. Sejam eles todos realmente e verdadeiramente santos. Possam eles cantar “Aleluia” e todos possam responder “Amém”.
Esta é aquela Igreja para quem todas as igrejas visíveis sobre a terra são servas. Sejam elas episcopais, independentes ou presbiterianas, todas elas servem ao interesse da verdadeira Igreja. Elas são andaimes atrás do qual o grande edifício é conduzido. Elas são as cascas sob a qual a semente viva cresce. Elas têm seus vários graus de utilidade. A melhor e a mais valiosa delas é aquela a qual são treinados os membros da verdadeira Igreja de Cristo. Mas nenhuma igreja visível tem o direito de dizer: “Nós somos a verdadeira Igreja. Somos os homens e a verdadeira sabedoria morrerá conosco”. Nenhuma igreja jamais deveria ousar a dizer “Permaneceremos para sempre. O inferno não prevalecerá contra nós”.
Esta é aquela Igreja que pertence as preciosas promessas do Senhor de preservação, continuidade, proteção e glória final. “Qualquer que seja” diz Hooker[1], “que leiamos nas escrituras, concernente ao eterno amor e misericórdia salvadora que Deus mostre a sua Igreja, o único justo assunto é esta Igreja, o qual nós propriamente chamamos de corpo místico de Cristo”. Pequena e desprezada como a verdadeira Igreja de Cristo possa ser neste mundo, ela é preciosa e honorável à vista de Deus. O templo de Salomão em toda a sua glória é nada comparado a Igreja que está edificada sobre a rocha.
Homens e irmãos, vejam que vocês retenham sãs a doutrina a respeito da “Igreja”. Um erro aqui pode os levar para o perigo e a ruína as almas. A Igreja que é composta de verdadeiros crentes é a Igreja para a qual nós, que somos ministros, somos ordenados especialmente para pregar. A Igreja que abrange todos aqueles que se arrependem e acreditam no evangelho, é a Igreja que nós desejamos que vocês pertençam. Nosso trabalho não está terminado e nossos corações ainda não estão satisfeitos, até vocês serem feitos novas criaturas e serem membros da verdadeira Igreja. Fora desta verdadeira Igreja não há salvação.
2. Passo ao segundo ponto, para qual eu proponho chamar a sua atenção. Nosso texto contém não meramente um edifício, mas também um construtor. Nosso Senhor Jesus Cristo declara: “Euedificarei minha Igreja”.
A verdadeira Igreja de Cristo está ternamente cuidada por todas as pessoas da bendita Trindade. Na economia da redenção, sem dúvida nenhuma, Deus o Pai escolhe, e o Deus Espírito Santo santifica cada membro do corpo místico de Cristo. Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, três pessoas e um só Deus, cooperam para a salvação de cada alma salva. Esta é a verdade, a qual não devemos jamais esquecer.
Não obstante, há um senso peculiar na qual a assistência da Igreja é depositada sobre Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é peculiar e preeminentemente o Redentor e o Salvador. Consequentemente, o encontramos dizendo em nosso texto, “Eu edificarei: o trabalho de edificação é minha obra especial”.
- É Cristo que chama os membros da Igreja no seu devido tempo. Eles são “os chamados de Jesus Cristo”.
- É Cristo que lhes dá vida. “O filho dá também a vida a quem ele quer”. João 5:21.
- É Cristo quem lavou seus pecados. Aquele “que nos ama e libertou dos nossos pecados por meio do seu sangue”. Apocalipse 1:5.
- É Cristo que lhes dá a paz. “Deixo-lhes a paz, a minha paz lhes dou”. João 14:27.
- É Cristo que lhes dá a vida eterna. “Eu lhes dou a vida eterna e eles jamais perecerão”. João 10:28.
- É Cristo que lhes assegura arrependimento. “E Deus o exaltou, colocando-o à sua direita como Príncipe e Salvador para dar a Israel arrependimento e perdão dos pecados”, Atos 5:31.
- É Cristo que os capacita a se tornarem filhos de Deus. “Contudo, aos que o receberam e aos que creram em seu nome deu-lhes o direito de tornarem filhos de Deus”. João 1:12.
- É Cristo que continua a obra neles quando ela começou. “Porque eu vivo, vocês também viverão” João 14:19.
Em resumo “Pois foi do agrado de Deus que nele {em Cristo} habitasse toda a plenitude”. Colossences 1:19. Ele é o autor e consumador da fé. Dele, toda a junta e membro do corpo místico dos cristãos é suprido. Através de Cristo eles são fortificados para o dever. Através Dele eles são guardados do fracasso. Cristo os preservará até o fim e os apresentará sem falta diante do trono do Pai com grande regozijo. Ele é todas as coisas, e tudo em todos para os crentes.
O agente poderoso pela qual o Senhor Jesus Cristo cumpre este trabalho em grande número de Igrejas é, sem dúvida nenhuma, o Espírito Santo. É Ele que aplica Cristo e seus benefícios para a alma. É ele que renova, desperta, convence, leva para a cruz, transformando, tirando do mundo, pedra após pedra, e adicionado-o para o corpo místico de Cristo.
Mas o grande chefe construtor, que elaborou o trabalho de redenção e trouxe-o para o seu cumprimento, é o Filho de Deus: o verbo que se fez carne. È Jesus que “edifica”.
Edificando a verdadeira Igreja, o Senhor Jesus permite usar muitos instrumentos subordinados. O ministério do evangelho, a exposição das Escrituras, a admoestação amiga, a palavra falada na estação certa, atraindo influência das aflições, todos são métodos pela qual seu trabalho continua. Mas Cristo é o grande superintendente, arquiteto, ordenando, guiando, dirigindo tudo o que é feito. O que o sol é para todo o sistema solar, Cristo é para todos os membros da verdadeira Igreja. “Paulo pode plantar, Apolo regar, mas Deus dá o crescimento”. Ministros podem pregar, os escritores podem escrever. Mas é só Jesus que pode edificar. E se ele não edificar, a obra permanece paralisada.
Grande é a sabedoria com a qual o Senhor Jesus edifica a sua Igreja. Tudo é feito no devido tempo, na forma correta. Cada pedra em sua Igreja é colocada no lugar devido. Às vezes ele escolhe grandes pedras, e às vezes escolhe pequenas pedras. Às vezes, a obra se move rapidamente, às vezes vagarosamente. O homem é frequentemente impaciente, e pensa que nada está acontecendo. Mas o tempo do homem não é o tempo de Deus. Mil anos para Deus representa apenas um dia. O grande construtor não comete erros. Ele sabe o que está fazendo. Desde o inicio faz conhecer o fim. Ele trabalha através de um plano perfeito, certo e inalterável. As mais poderosas concepções de arquitetos, como Michelangelo, são meras brincadeiras de crianças, em comparação com os sábios conselhos de Cristo com respeito a sua Igreja.
Grande é a condescendência e a misericórdia que Cristo mostra na edificação de sua Igreja. Ele frequentemente escolhe as mais improváveis e ásperas pedras e ajusta-as na mais excelente obra. Ele não despreza e nem rejeita ninguém por conta dos seus antigos pecados e transgressões passadas. Ele se agrada e deleita em mostrar misericórdia. Ele frequentemente pega o mais negligente e incrédulo e transforma-o em cantos polidos do seu templo espiritual.
Grande é o poder que Cristo exibe na edificação de sua Igreja. Ele prossegue Sua obra apesar da oposição do mundo, da carne e de Satanás. Na tempestade, no caos, através de tempos turbulentos, silenciosamente, quietamente, sem barulho, sem agitação, sem excitação, o edifício avança como o templo de Salomão. “Eu trabalharei”, declara, “e ninguém interromperá”.
Irmãos, os filhos do mundo têm pouco ou nenhum interesse na edificação desta Igreja. Eles não se importam pela conversão das almas. O que são espíritos quebrantados e corações arrependidos para eles? Tudo é bobagem à seus olhos. Porém, enquanto os filhos deste mundo não se importam, há alegria na presença dos anjos de Deus. Porque na preservação dessa Igreja, as leis da natureza têm sido, às vezes, suspensas. Para o bem dessa Igreja, todos os negócios de Deus neste mundo são ordenados e organizados. Pelo amor dos eleitos, as guerras são encerradas, e a paz é dada para a nação. Estadistas, governantes, imperadores, reis, presidentes, Chefes de governos, têm seus esquemas e planos, e pensam que são de alta importância. Porém, há outra obra que está acontecendo, definitivamente, de muito maior significado, pelas quais eles todos são nada mais que machados e instrumentos nas mãos de Deus. Essa obra é o ajuntamento de pedras vivas na verdadeira Igreja. Quão pouco nos contam a palavra de Deus a respeito dos não convertidos comparado com que nos contam sobre os convertidos crentes. A história de Ninrode, o poderoso caçador, é descartada em poucas palavras. A História de Abraão, o pai da fé, ocupa diversas páginas. Nada nas escrituras é tão importante como a concernente à verdadeira Igreja. O mundo desdenha da Palavra de Deus. A Igreja e sua história a tem em alta consideração.
Vamos agradecer a Deus para sempre, meus amados irmãos, porque a edificação da verdadeira Igreja está colocada sobre os ombros Daquele que é poderoso. Vamos bendizer a Deus, que não faz cair essa responsabilidade sobre o homem. Vamos bendizer a Deus que não depende de missionários, ministros ou comissões. Cristo é o poderoso Construtor. Ele prosseguirá sua obra, embora nações e igrejas visíveis desconheçam seus deveres e obrigações. Cristo nunca falhará. O que ele começou ele certamente executará e completará.
3. Passo para o terceiro ponto, que propus a considerar. O fundamento sobre a qual esta Igreja está edificada. O Senhor Jesus Cristo nos diz; “sobre essa rocha edificarei a minha Igreja”.
O que quis dizer o Senhor Jesus Cristo quando ele falou deste fundamento? Referia-se ele ao apóstolo Pedro com quem estava falando? Eu tenho certeza que não. Não consigo ver razão, pois se ele referia-se a Pedro ele teria dito “sobre você” eu edificarei minha Igreja. Se ele estivesse referindo-se a Pedro ele teria dito, “Eu edificarei minha Igreja por seu intermédio”, tão claramente quanto ele disse: “Eu lhe darei as chaves”. Não, não é na pessoa do apóstolo Pedro, mas na boa confissão que o apóstolo tinha acabado de fazer. Não era Pedro, o vacilante, o homem instável. Mas a poderosa verdade que o Pai havia revelada a Pedro. Era a mediação de Cristo, o messianismo de Cristo. Era a abençoada verdade, que Jesus era o salvador prometido, a verdadeira Garantia, o real intercessor entre Deus e o homem. Essa era a rocha, e esse era o fundamento sobre a qual a Igreja de Cristo seria edificada.
Meus irmãos, esse fundamento foi colocado mediante a um alto preço. Foi necessário que o filho de Deus tomasse a nossa natureza sobre Ele e naquela natureza vivesse, sofresse e morresse, não pelos seus próprios pecados, mas pelos nossos. Foi necessário que naquela natureza Cristo fosse para o túmulo e ressuscitasse. Foi necessário que naquela natureza subisse ao céu, sentasse a mão direita de Deus, tendo obtido redenção eterna para todo o seu povo. Nenhum outro fundamento exceto esse poderia sustentar essa Igreja da qual o texto fala. Nenhum outro fundamento poderia conhecer a necessidade de um mundo de pecadores.
O fundamento, uma vez obtido, é muito forte. Ele pode sustentar o peso do pecado de todo o mundo. Ele tem sustentado o peso de todos os pecados de todos os crentes que edificaram sobre ele. Pecados do pensamento, pecados da imaginação, pecados do coração, pecados da cabeça, pecados que cada um tem visto, pecados que nenhum homem conhece, pecados contra Deus, e pecados contra o homem pecados de todos os tipos e descrições – essa poderosa rocha pode suportar o peso de todos esses pecados e não ceder. O serviço mediador de Cristo é um remédio suficiente para todos os pecados de todo o mundo.
A esse fundamento cada membro da verdadeira Igreja de Cristo está conectado. Em muitas coisas os crentes estão em desacordos e desunidos. Na questão do fundamento de suas almas eles são uma só alma. Todos eles são edificados na rocha. Pergunte onde eles obtêm a paz, a esperança, e as expectativas jubilantes das boas coisas que estão por vir. Vocês descobrirão que tudo flui daquela poderosa verdade – Cristo, o Mediador entre Deus e o homem, e o ofício que Cristo detem como Sumo Sacerdote e Promessa dos pecadores.
Aqui está o ponto de exige a nossa atenção. Estamos nós sobre a rocha? Estamos nós reunidos ao único fundamento? O que aquele velho temente homem, Leighton diz?
“Deus pôs esta preciosa pedra para este exato propósito, que os fadigados pecadores possam descansar sobre ela.”
A multidão de imaginários crentes jazem todos ao redor, mas eles não são melhores por causa disso, não mais que as pedras que jazem soltas em pilhas, perto do fundamento, mas não reunidas a ele. Não há benefícios para nós através de Cristo se não estamos firmados Nele.
Olhem para o fundamento em que se apóiam, amados irmãos, para saberem se são membros ou não da verdadeira Igreja. É uma questão que pode ser conhecida por vocês mesmos. Suas adorações públicas podemos ver, mas não podemos ver se vocês estão pessoalmente edificados sobre a rocha. Podemos ver a presença de vocês na ceia do Senhor, mas não podemos saber se vocês estão unidos a Cristo, um em Cristo e Cristo em todos. Porém, tudo virá á luz um dia. Os segredos dos corações serão revelados. Talvez vocês venham a Igreja regularmente e você ora fielmente. Tudo isso é correto e bom. Mas, observe que você não erre sobre sua própria salvação. Observe se sua própria alma está sobre a rocha. Sem isto, tudo mais não significa nada (é nada). Sem isto, vocês jamais resistirão ao dia do julgamento. Muito melhor ser encontrado em uma cabana naquele dia, do que em um palácio sobre a areia.
4- Prossigo, em quarto lugar, falando das provações sugeridas da Igreja, a qual nosso texto refere. Há menção feita de “os portões do inferno”. Por essa expressão somos levados a entender a força de Satanás e do mal.
A história da verdadeira Igreja de Cristo sempre tem sido de conflito e guerra. Ela tem sido constantemente assediada por um inimigo mortal, Satanás, o príncipe deste mundo. Satanás odeia a verdadeira Igreja de Cristo com um eterno ódio. Ele está sempre incitando oposição contra todos os seus membros. Ele está sempre instigando os filhos deste mundo a fazerem sua vontade e injuria e atormenta o povo de Deus. Se ele não pode ferir o Cabeça, ele ferirá o calcanhar. Se ele não pode roubar o paraíso dos crentes, ele os agravará quando eles viajarem pela estrada do céu.
Por seiscentos anos esta hostilidade tem continuado. Milhões de ímpios têm sido agentes de Satanás, e feito as obras de satanás, embora eles não saibam disso. Os Faraós, os Herodes, os Neros, os Julianos, os Dioclesianos, as Marias Sanguinárias; foram instrumentos de Satanás, quando eles perseguiram os discípulos de Jesus Cristo.
As guerras com os poderes do inferno tem sido a experiência de todo o corpo de Cristo. Tem sido sempre uma sarça em chamas, embora não consumida – uma mulher fugindo no deserto, mas não devorada. As igrejas visíveis têm seus tempos de prosperidades e épocas de paz, mas nunca tem havido um tempo de paz para a verdadeira Igreja. Seu conflito é perpétuo. Sua batalha nunca termina.
Guerra com os poderes do inferno é uma experiência de cada membro individual de todo o corpo de Cristo. Cada um tem que lutar. O que são as vidas de todos os santos senão registros de suas batalhas? O Que foram tais homens como Paulo, Tiago, João, Policarpo, Inácio, Agostinho, Lutero, Calvino, Latimer, Baxter, senão soldados engajados em uma constante guerra? Às vezes suas pessoas foram atacadas, às vezes suas propriedades. Às vezes foram atormentados por calúnias, e às vezes por aberta perseguição. Assim, de uma forma ou de outra, Satanás tem estado continuamente guerreando contra a Igreja.
Homens e irmãos, nós que pregamos o Evangelho podemos estender as mãos para todos aqueles que venham a Cristo, ultrapassando grandes e preciosas promessas. Podemos oferecer ousadamente a vocês no nome de nosso Mestre, a paz de Deus que ultrapassa a todo o entendimento. Misericórdia, gratuita graça e plena salvação são oferecidas para todos que virem para Cristo e Nele acreditarem. Porém, não prometemos paz com o mundo, ou com Satanás. Avisamos a vocês, pelo contrário, que deve haver uma guerra, enquanto estiverem no corpo. Nós não os reemprederemos ou deteremos no serviço de Cristo. Mas vocês terão que levar em conta o preço e entender completamente o que o serviço de Cristo implica. O Inferno está atrás de vocês. O céu diante de vocês. O Lar se apresenta do outro lado do mar agitado. Milhares, dezenas de milhares atravessaram essa águas turbulentas, é apesar de toda a oposição alcançaram o porto. O inferno os atacou, mas não prevaleceu. Vão em frente, amados irmãos e não temam o adversário. Somente vinculem-se a Cristo e a vitória é certa.
Não estranhe no ódio das portas do inferno. “Se vocês estivessem no mundo, o mundo amaria vocês com se fossem os seus”. Enquanto o mundo for mundo, e Satanás ser Satanás, deve haver guerra, e os crentes em Cristo devem ser soldados. O mundo odiou a Cristo, e o mundo odiará os verdadeiros crentes, enquanto a terra durar. Como disse o grande reformador Lutero:
“Caim continuará assassinado Abel enquanto a igreja estiver sobre a terra”.
Esteja preparado para a hostilidade das portas do inferno. Revista-se de toda a armadura de Deus. A torre de Davi tem mil escudos, todos prontos para o uso do povo de Deus. As armas de nossa guerra têm sido experimentadas por milhões de pobres e miseráveis pecadores como nós mesmos, e nunca se depararam com o fracasso.
Sejam pacientes sob o espinheiro das portas do inferno. Tudo isso coopera para o nosso bem. Isso tende a nos santificar. Mantêm vocês desperto. Isso faz vocês humildes. Isso os leva a estar mais próximos do Senhor Jesus Cristo. Isso os leva ao desapego do mundo. Isso ajuda vocês a orarem mais. Acima de tudo, faz vocês ansiarem pelo céu, e dizer com o coração e também com os lábios: “Venha Senhor Jesus”.
Não se perturbem pelo ódio do inferno. A guerra dos verdadeiros filhos de Deus é tanto uma marca da graça quanto a paz interior que ele goza. (desfruta). Sem cruz, sem coroa.
Sem conflito, sem salvação cristã! “Bendito são,” disse o Senhor Jesus Cristo, “quando as pessoas insultarem vocês, perseguir-los, e falsamente acusá-los de toda a sorte de maldade contra vocês por causa de mim”.
5- Ainda permanece algo em acréscimo para ser considerado: A segurança da verdadeira Igreja de Deus. Há uma gloriosa promessa dada pelo poderoso Construtor, “As portas do inferno não prevalecerão”. Ele que não pode mentir, assegura com sua real palavra, que todos os poderes do inferno nunca derrubarão Sua Igreja. Ela continuará e permanecerá a despeito de cada ataque. Ela jamais será vencida. Todas as outras coisas perecerão, exceto a Igreja de Cristo. A mão da violência exterior, ou a traça da deterioração interior prevalecem sobre qualquer outra coisa mais, mas não sobre a Igreja que Cristo edifica.
Impérios se levantaram em rápida sucessão. Egito, Assíria, Babilônia, Pérsia, Tiro, Cartago, Roma, Grécia, Veneza – Onde estão todas elas agora? Todas elas foram edificações feitas por mãos humanas, e passaram. Porém, a Igreja de Cristo vive.
As mais poderosas cidades se tornaram um amontoado de ruínas. Os amplos muros da Babilônia estão afundados na terra. Os palácios de Níneve são um amontoado de poeira. As centenas de portões de Tebes são somente assuntos da história. Tiro é um lugar onde os pescadores penduram suas redes. Cartago é uma desolação. Entretanto, todo esse tempo a verdadeira Igreja permanece. As portas do inferno não prevalecerão contra ela.
As mais antigas igrejas visíveis têm, em muitos casos, apostatado e perecido. Onde estão as Igrejas de Éfeso e a Igreja de Antioquia? Onde está a Igreja de Alexandria e a Igreja de Constantinopla? Onde estão as igrejas de Corinto, de Filipos e Tessalônica? Onde, de fato, estão todas elas? Elas se desviaram da Palavra de Deus. Elas estavam orgulhosas de seus bispos, dos seus sínodos, das suas cerimoniais, dos seus ensinos e tradições. Eles não se gloriaram na verdadeira cruz de Cristo. Elas não se apegaram ao Evangelho. Elas não deram a Jesus, ou mesmo a fé, o seu devido lugar. Elas estão, agora, entre as coisas que já foram. Seus candelabros foram retirados. Porém durante todo esse tempo a verdadeira Igreja de Cristo tem permanecido viva. Tem a verdadeira Igreja sido perseguida em seu país? Tem sido ela pisoteada e oprimida em algum solo? Foi plantada e floresceu em outro clima. Fogo, espada, prisões, multas, penalidades nunca foram capazes de destruir sua vitalidade. Seus perseguidores têm morrido e ido para seus próprios lugares, mas a palavra de Deus vive, cresce e se multiplica. Por mais a verdadeira Igreja que pareça fraca aos olhos do homem, ela é uma bigorna que tem quebrado a muitos, e talvez quebre a muitos outros antes do fim. Aquele que põe as mãos nela, está tocando a menina dos olhos de Deus.
A promessa de nosso texto aplica-se verdadeiramente a todo o corpo da verdadeira Igreja de Cristo. Cristo nunca estará sem uma testemunha no mundo. Ele tem tido um povo nos piores tempos. Ele teve 7.000 em Israel nos dia do rei Acabe. Há alguns agora, acredito eu, nos lugares escuros da Igreja Católica Romana e nas Igrejas Ortodoxas Gregas, que apesar de muita fraqueza, estão servindo Cristo. Satanás pode enfurecer-se terrivelmente. A igreja pode ser espezinhada em alguns países. Porém, as portas do inferno não prevalecerão completamente.
A promessa de nosso texto se aplica verdadeiramente a cada membro da Igreja. Alguns do povo de Deus têm sido humilhados, para que se desesperassem da sua esperança. Alguns têm caído de forma triste, como Pedro e Davi. Alguns deixaram a fé por algum tempo. Muitos têm sido tentados pelas dúvidas cruéis e pelo medo. Mas, finalmente todos chegaram seguros ao lar, tanto o velho quanto o jovem, tanto o mais fraco quanto o mais forte. E assim será no fim. Vocês podem impedir que o sol nasça amanhã? Vocês podem evitar a maré no fluxo e refluxo? Vocês podem evitar que os planetas se movam em suas respectivas órbitas? E então, somente então vocês poderão evitar a salvação de qualquer crente, embora fraco – ou de qualquer pedra viva nessa Igreja que está edificada na rocha, por pequena ou insignificante essa pedra possa parecer.
A verdadeira Igreja é o corpo de Cristo. Nenhum osso nesse corpo místico jamais será quebrado.
A verdadeira Igreja é a noiva. Aqueles a quem Deus reuniu no último pacto jamais serão separados.
A verdadeira Igreja é o rebanho de Cristo. Quando o leão veio e pegou um cordeiro do rebanho de Davi, Davi levantou-se e livrou o cordeiro de sua boca. Cristo fará o mesmo. Ele é o grande filho de Davi. Nenhum cordeiro sequer no rebanho de Cristo perecerá. Ele dirá a seu pai no último dia: “Eu não perdi nenhum daqueles que me deste”.
A verdadeira Igreja é o trigo da terra. Ele pode ser peneirado, joirado, aparado, arremessado daqui e dali. Mas nenhum deles será perdido. Os joios e as palhas serão queimados. E o trigo será ajuntado no celeiro.
A verdadeira Igreja é o exército de Deus. O Capitão de nossa salvação não perderá nenhum de seus soldados. Seus planos nunca serão frustrados. Sua provisão nunca faltará. Seu recrutamento é a mesmo no fim, como era no começo. Dos homens que marcharam audazmente da Inglaterra, há poucos anos atrás, para a guerra da Criméia[2], muitos não voltaram. Regimentos que foram adiante, fortes e animados, com as mãos acenando e bandeiras tremulando, deixaram seus ossos em uma terra estrangeira, e nunca retornaram para seu país de origem. Mas o mesmo não acontece com o exercito de Cristo. Nenhum de seus soldados se perderá no fim. Ele próprio declara: “Eles nunca perecerão”.
Satanás poderá lançar alguns membros da verdadeira Igreja na prisão. Ele pode matar, queimar, tortura e enforcar. Porém, após ter matado o corpo, não há mais nada que ele possa fazer. Ele não pode ferir a alma. Quando as tropas francesas ocuparam Roma há poucos anos atrás, eles acharam na parede de uma cela da prisão, sob a Inquisição, as palavras de um prisioneiro. Quem ele era, não sabemos. Mas, vale a pena lembrar suas palavras. Embora morto, ele ainda fala. Ele escreveu nas paredes, muito provavelmente após um injusto julgamento, e ainda uma injusta excomunhão, as seguintes palavras: “Bendito Jesus, eles não podem me lançar fora de Sua verdadeira Igreja”. Esse registro é verdadeiro. Nem toda a força de Satanás pode lançar fora da verdadeira Igreja de Cristo um crente sequer.
Os filhos deste mundo podem conduzir um feroz combate contra a Igreja, mas eles não podem parar a obra da salvação. O que o sorriso escarnecedor do Imperador Juliano disse, nos primórdios da Igreja, “O que o filho do carpinteiro está fazendo?”. Um cristão idoso responde: “Ele está fazendo um caixão para o próprio Juliano”. Passado alguns meses, com toda a sua pompa e poder, o imperador Juliano morreu em batalha. Onde estava Cristo quando as fogueiras de Smithfield foram acesas, e quando Latimer e Ridley foram queimados?[3] O que estava Cristo fazendo então? Ele ainda estava prosseguindo sua obra de edificação. Esse trabalho sempre prosseguirá, mesmo em tempos turbulentos.
Não temais, amados irmãos, em começar a servir Cristo. Aquele a quem vocês confiam suas almas, tem todo o poder no céu e na terra e Ele lhes guardará. Ele nunca permitirá que vocês sejam lançados fora. Parentes podem se opor a vocês. Os vizinhos poderem zombar. O mundo pode caluniar e rir escarnecendo. Não temais! Não temais! Os poderes do inferno jamais prevalecerão contra a sua alma. Maior é aquele que está em vocês, do que todos aqueles que estão contra vocês.
Não temais pela Igreja de Cristo, meus irmãos, quando ministros morrerem e os santos serem levados. Cristo sempre pode manter sua própria causa; Ele levantará estrelas melhores e mais brilhantes. As estrelas estão todas em sua mão direita. Deixe todos os pensamentos ansiosos sobre o futuro. Não se perturbem pelas medidas dos estadistas, ou de complôs dos lobos em pele de cordeiro. Cristo sempre proverá a sua própria Igreja. Cristo cuidará para que as portas do inferno não prevaleçam contra ela. Tudo irá bem, embora nossos olhos possam não ver. Os reinos deste mundo ainda se tornarão os reinos do nosso Deus e do seu Cristo.
Permitam-me dizer algumas palavras de aplicação prática desse sermão. Eu falo para muitos, pela primeira vez. Falo, talvez, para muitos, pela ultima vez. Que não se permita que este culto se conclua sem um esforço de aplicarem, em cada coração, este sermão.
1 . Minha primeira palavra de aplicação será uma pergunta Qual será esta pergunta? Como eu abordarei vocês? Que perguntarei? Eu pergunto se vocês são membros da verdadeira Igreja de Cristo? São vocês, no mais alto e no melhor dos sentidos, um verdadeiro “Homem da Igreja”[4] aos olhos do Senhor? Vocês sabem o que quero dizer? Estou olhando muito além da Igreja da Inglaterra. Eu falo da Igreja edificada sobre a rocha. Pergunto-lhes, com toda solenidade: são vocês membros dessa Igreja de Cristo? Vocês estão conectados no grande fundamento? Vocês já receberam o Espírito Santo? O Espírito Santo testifica com seu espírito que vocês são um em Cristo e Cristo com vocês? Eu peço a vocês, em nome de Deus, que apliquem seus corações a esta questão e reflitam bem nela.
Acautelai-vos por vocês mesmos, queridos irmãos, se não puderem dar uma resposta satisfatória para pergunta. Considerem, considerem, para que não naufraguem na fé. Acautelai-vos, a fim de que as portas do inferno não prevaleçam contra vocês, que Satanás reivindique vocês com sua propriedade, e vocês sejam lançados fora para sempre. Acautelai-vos, a fim de que vocês não desçam para o poço da terra da Bíblia e da completa luz do Evangelho de Cristo.
2 . Minha segunda palavra será um convite. Eu a endereço a todos aqueles que não são verdadeiros crentes. Digo a vocês, venham e juntem-se à verdadeira Igreja, sem demora. Venham e juntem-se ao Senhor Jesus Cristo em um eterno pacto para não serem esquecidos. Venham para Jesus e serão salvos. O dia da decisão deve chegar em algum tempo. Porque não nesta noite. Porque não hoje, enquanto é chamado hoje? Porque não, bem nesta noite, antes do sol nascer amanhã de manhã? Venham a Ele, a quem eu sirvo. Venham ao meu mestre, Jesus Cristo. Venham, Eu digo, porque todas as coisa estão prontas agora. Misericórdia esta pronta para vocês, o céu está pronto para vocês, anjos estão prontos regozijando por vocês, Cristo está pronto para recebê-los. Cristo receberá vocês alegremente, e dará boas-vindas a vocês entre seus filhos. Entrem na arca, o dilúvio da ira de Deus breve romperá sobre a terra, venham para a arca e estejam seguros.
Venham para o barco salva-vidas. O velho mundo breve se quebrará em pedaços! Vocês não sentem o tremor dele? O mundo não é senão um Navio naufragado e emperrado nas areias. A noite declina – as ondas estão começando. Mas o bote salva-vidas é lançado, e nós, os ministros do evangelho, pedimos a vocês que entrem no barco salva-vidas e sejam salvos.
Vocês perguntam como posso vir se meus pecados são muitos? Vocês perguntam como virão? Ouçam as palavras deste maravilhoso hino:
“Apenas como estou: sem nem um pedido; Exceto que o seu sangue foi derramado, E que Tu ofereceste me vir a Ti, Ó Cordeiro de Deus Eu vou”
Este é o caminho para vir a Cristo. Vocês devem vir, sem esperar nada, e não se retardando por nada. Vocês devem vir, como um pecador faminto, para serem satisfeitos, como um pobre pecador para ser enriquecido, como um infeliz, pecador injusto para ser revestido com justiça. Assim, vindo, Cristo receberá vocês. “aquele que vir a Cristo”, Ele “não lançará fora.”
3. Por último, permita-me dar uma apalavra de exortação para meus ouvintes crente;
Vivam uma vida santa, meus irmãos. Andem dignamente, pela Igreja que vocês pertencem.
Vivam como cidadãos dos céus. Deixem sua luz brilhar diante dos homens, para que o mundo possa beneficiar-se pela conduta de vocês. Deixem-nos conhecerem quem vocês são, e a quem vocês servem. Sejam cartas de Cristo, conhecidas e lidas por todos os homens; escritas em tal clareza, que ninguém possa dizer: nós não sabemos se ele é ou não um membro da Igreja de Cristo.
Vivam uma vida corajosa, meus irmãos. Confessem Cristo diante dos homens. Seja qual for o posto que ocupem, neste posto professem Cristo. Porque deveriam envergonharem-se dele? Ele não se envergonhou de vocês na cruz. Ele está pronto para confessar vocês diante do Pai nos céu. Porque deveriam vocês se envergonhar dele? Sejam corajosos. Tenham muita coragem. O bom soldado não se envergonha do seu uniforme. O verdadeiro crente nunca deve estar envergonhado de Cristo.
Vivam uma vida exultante, meus irmãos. Vivam como homens que procuram por essa abençoada esperança – a segunda vinda de Jesus Cristo. Este é a expectativa a qual nós todos devemos esperar ansiosamente. Não é tanto o pensamento de ir para o céu, mas de o céu vir para nós, que deveria preencher nossas mentes. Há um bom tempo vindo para todo o povo de Deus – um bom tempo para toda a Igreja de Cristo – um bom tempo para todos os crentes – mau tempo para os impenitentes e incrédulos – para todos aqueles que servirem suas próprias luxúrias, e virarem as costas para o Senhor, mas um bom tempo para os verdadeiros cristãos. Para esse bom tempo vamos esperar, vigiar e orar.
Os andaimes serão em breve derrubados – a última pedra será breve revelada – a pedra principal será colocada sobre o edifício. Ainda, em pouco tempo e a plena beleza da edificação será claramente vista.
O grande mestre construtor breve viráem pessoa. Umedifício será mostrado para o mundo reunido, no qual não haverá imperfeição. O Salvador e os salvos se alegrarão juntos. O universo inteiro reconhecerá que no edifício da Igreja de Cristo tudo estava bem feito. Amém.
****
NOTA: Por mais de um século, J. C. Ryle ficou mais conhecido por seus textos claros e vivos, que falavam sobre temas práticos e espirituais. Seu grande objetivo, durante seu ministério, foi encorajar uma vida cristã firme e séria. Entretanto, Ryle não era ingênuo e sabia como esse encorajamento deveria ser feito. Ele reconheceu que, como pastor do rebanho de Deus, tinha a responsabilidade de proteger as ovelhas de Cristo e alertá-las sempre que visse algum perigo se aproximando. Seus intensos comentários são tão sábio e relevantes hoje, quanto foram quando ele os primeiro escreveu. Seus sermões e outros escritos tem sido constantemente reconhecidos e sua utilidade e impacto continuam até hoje, mesmo no inglês obsoleto da época do autor.
Por que, então, exposições já tão bem sucedidas e memoráveis, provadas úteis, precisam de adaptação, revisão e reedição? A resposta é clara. Para aumentar sua utilidade para leitores atuais. A linguagem com a qual foi originalmente escrita, precisa de atualização.
Por mais que seus sermões, da forma com que foram escritos pelo autor no século XIX, tenham servido para outras gerações, eles podem se perder nas gerações presente e futura, simplesmente porque, para eles, a linguagem não é facilmente e nem completamente entendível.
Meu intuito, entretanto, não é reduzir o escrito original ao vernáculo dos nossos dias. Ele surgiu primeiramente para você, que deseja ler e estudar de modo confortável e fácil, na linguagem do seu tempo. Obviamente, apenas terminologias arcaicas e passagens obscurecidas por expressões que não nos são familiar foram revisadas. Contudo, nem a intenção de Ryle, tampouco seu propósito foram adulterados.
Tony Capoccia
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ORE PARA QUE O ESPIRITO SANTO USE ESSE SERMÃO PARA EDIFICAÇÃO DE MUITOS E SALVAÇÃO DE PECADORES.
FONTE
- Traduzido de http://www.biblebb.com/files/ryle/WARN1.TXT
- Esse manuscrito atualizado e revisitado é de direitos autorais de © 1998 por Tony Capoccia.
- Todos os direitos reservados.
- Todo direito de tradução em português protegido por lei internacional de domínio público
- Tradução: Paulo da Silva
- Revisão: Armando Marcos Pinto
- Capa: Victor Silva
Projeto Ryle – Anunciando a verdade Evangélica.
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[1] Richard Hooker (1554 – 1600) foi um pastor Anglicano e um influente teólogo reformado. A ênfase de Hooker na razão e na tolerância influenciaram bastante o desenvolvimento de Anglicanismo. (Wikipédia)
[2] A Guerra da Criméia foi um conflito que se estendeu de 1853 a 1856, na península da Crimeia (no mar Negro, ao sul da atual Ucrânia), no sul da Rússia e nos Bálcãs. Envolveu, de um lado o Império Russo e, de outro, uma coligação integrada pelo Reino Unido, a França, o Reino da Sardenha – formando a Aliança Anglo-Franco-Sarda – e o Império Otomano (Wikipédia)
[3] Fogueiras de Smithfield: referência a diversos mártires protestantes que foram executados nesse local em Londres pela Rainha Maria, a Sanguinária
[4] Em inglês, o termo que Ryle usa é “Churchmam” que muitas vezes é usado como referência aos clérigos e sacerdotes da Igreja da Inglaterra, reforçando assim a ideia de Ryle.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Chamado para sofrer e alegrar-se: pela santidade e esperança | John Piper
Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, por quem obtivemos também nosso acesso pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e gloriemo-nos na esperança da glória de Deus. E não somente isso, mas também gloriemo-nos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a perseverança, e a perseverança a experiência, e a experiência a esperança; e a esperança não desaponta, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. Pois, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque dificilmente haverá quem morra por um justo; pois poderá ser que pelo homem bondoso alguém ouse morrer. Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós.
Eu espero ajudá-los a se prepararem para sofrer por Cristo. Uma das razões para isso é que a Bíblia diz que devemos nos preparar, e a outra razão é que os tempos modernos nos impõem isso.
Preparando para sofrer
David Barrett, o historiador missionário que edita a Oxford World Christian Encyclopedia, publica todo ano uma estimativa do estado do movimento Cristão pelo mundo com projeções de como as coisas serão no ano 2000. Na publicação desse ano ele reporta que em 1980 houve cerca de 270.000 martírios Cristãos. Esse ano provavelmente 308.000 e em 2000 ele estima que haverá 500.000.1 Essas são pessoas que morrem diretamente porque são Cristãos.
Na Somália, hoje, há dezenas de milhares de Cristãos sendo intencionalmente isolados e morrendo de fome por facções rivais. A tensão entre Muçulmanos e Cristãos na Nigéria é perigosamente explosiva. Os milhões de Cristãos na China e em vários outros países vivem em constante risco de prisões e rechaços .
No nosso próprio país a sociedade secular, especialmente as elites intelectuais e líderes da mídia, tem sido crescentemente hostis à igreja evangélica e à visão bíblica de justiça e bondade que nós apoiamos. A primeira emenda tem sido retorcida a serviço do antagonismo secular. De modo que não mais seria inimaginável pensar que algum juiz argumente que a provisão pública de água e eletricidade para igrejas Cristãs seja inconstitucional por causa da separação do estado e da igreja.
Protestos pacíficos, pró-vida, que estão simplesmente orando em lugares públicos podem ser violentamente agredidos por defensores do aborto, como em Búfalo, Nova Iorque, e não recebem nenhuma proteção da polícia, mas são ao invés, acusados de cometerem crimes.
O nome de Jesus é abertamente desprezado e blasfemado pelos famosos de uma maneira que a décadas atrás os faria repreensíveis aos olhos do publico, mas hoje tudo isso é aprovado ou ignorado.
O Custo da Grande Comissão
Tudo isso quer dizer que ser Cristão vai custar mais nos próximos anos. E que terminar a grande comissão vai custar algumas de nossas vidas – como já tem custado, e como sempre custou. Oitocentos anos atrás Tertulian disse: “Nós [Cristãos] nos multiplicamos quando somos ceifados por vocês; o sangue de Cristãos é semente” (Apologeticus, 50). Duzentos anos depois São Jerônimo disse: “A igreja de Cristo foi fundada pelo derramamento do seu próprio sangue, não o de outros; por vivenciar adversidades, não por infringi-las. Perseguições têm a feito crescer; martírios a tem coroado” (Carta 82).
Falamos tanto de países fechados hoje que nós temos praticamente esquecido totalmente a perspectiva de Deus quanto às missões – como se Ele quisesse que missões fossem fáceis ou seguras. Não há países fechados para os que entendem que perseguição, prisão, e morte são resultados naturais de se espalhar o evangelho. E Jesus disse claramente que esses são resultados naturais. “Então sereis entregues à tortura, e vos matarão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24.9 “Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, guardarão também a vossa.” João 15.20.
Enquanto não recuperarmos a perspectiva de Deus no sofrimento e no pregar o evangelho, nós não vamos nos alegrar nos triunfos da Graça que Ele planeja.
Obediência em missões e em justiça social têm sempre sido custoso, e sempre será. No vilarejo de Miango, Nigéria, há um albergue e uma pequena igreja chamada Kirk Chapel. Atrás da capela há um pequeno cemitério com 56 túmulos. Trinta e três deles têm corpos de filhos de missionários. Os epitáfios dizem: “Ethyl Arnold: 1 de setembro, 1928 – 2 de setembro 1928” ”Barbara J. Swanson: 1946-1952.” “Eileen Louise Whitmoyer: 6 de maio, 1952 – 3 de julho 1955”. Esse foi o custo de se levar o evangelho para a Nigéria para muitas famílias nos anos recentes. Charles White nos contou a sua história sobre quando ele visitou o pequeno cemitério. Ele terminou sua narrativa com uma frase tremendamente forte. Ele disse, “A única maneira para entendermos o cemitério de Miango é lembrar que Deus também enterrou Seu Filho no campo missionário.”.2
E quando o ressuscitou dos mortos, Ele chamou a igreja para segui-lo ao mesmo campo perigoso chamado “todo o mundo”. Mas será que estamos dispostos a segui-lo?
O que fazer diante de 2 Timóteo 3:12?
Há dois anos atrás em Ermelo, Holanda, irmão Andrew contou a história de quando estava em Budapeste, Hungria, com doze pastores da cidade ensinando a Bíblia. Até que entrou um velho amigo, um pastor da Romênia que tinha sido recentemente solto da prisão. Irmão Andrew disse que ele parou de ensinar e percebeu que estava na hora de ouvir.
Depois de uma longa pausa o pastor romeno disse, “Andrew, há pastores presos na Holanda?” “Não”, ele respondeu. “Por que não?” perguntou o pastor. Irmão Andrew pensou por um momento e disse, “Eu acho que deve ser por que nós não tiramos vantagem das oportunidades que Deus nos dá”.
Aí veio a pergunta mais difícil. “Andrew, o que você faz diante de 2ª Timóteo 3:12?” Irmão Andrew abriu a Bíblia e leu em voz alta “E na verdade todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições”. Ele fechou a Bíblia e disse, “Irmão, me perdoe. Nós não fazemos nada diante desse verso”.3
Eu temo que nós estejamos domesticando o conceito de vida divina e transformado esse conceito em uma moralidade inofensiva de classe média. E que 2ª Timoteo 3:12 se tornou incompreensível para nós. Eu penso que muitos de nós não estamos preparados para sofrer pelo evangelho. E é por isso que eu me sinto chamado a tomar quatro semanas para lidar com o que a Bíblia diz e para o que Deus está nos chamando hoje.
Quatro propósitos Bíblicos para sofrimento
Cada mensagem corresponde a um desses quatro propósitos para o sofrimento. E nós podemos falar de propósitos para o sofrimento porque é claramente o propósito de Deus que às vezes vamos sofrer por causa da justiça e por causa do evangelho. Por exemplo, 1ª Pedro 4.19 “Portanto os que sofrem segundo a vontade de Deus confiem as suas almas ao fiel Criador, praticando o bem.”
Os quatro propósitos que eu tenho em mente são:
O propósito moral, porque o sofrimento refina nossa santidade e esperança (Romanos 5:1-8).
O propósito da intimidade, porque no sofrimento nossa relação com Cristo se torna mais profunda e mais doce. (Filipenses 3:7-14).
O propósito missionário, porque Deus nos chama para completar o sofrimento de Cristo quando entendemos o valor do sofrimento d’Ele através da realidade do nosso sofrimento (Colossenses 1:24).
E o propósito da Glória, porque essa pequena, momentânea aflição está nos garantindo galardão eterno (2ª Corintios 4:16-18).
O Propósito moral (espiritual) do sofrimento
Hoje nós vamos focalizar no propósito moral (ou espiritual) do sofrimento. Deus ordena que nós soframos pelo evangelho e por causa da justiça por causa do efeito moral e espiritual que esse sofrimento tem em nós.
Exultando na esperança da gloria de Deus
Vamos ler um dos maiores textos sobre esse tema: Romanos 5:3-4. Depois de mostrar que nós somos justificados pela fé e que temos acesso à graça através de Jesus, ele diz no verso 2 que nós Cristãos “gloriemo-nos na esperança da glória de Deus.”A causa principal da alegria na vida do Cristão é a ansiosa expectativa de que nós iremos ver e compartilhar a glória de Deus. Esperança na Gloria de Deus é a nossa alegria.
Se isso é verdade, então Paulo é perfeitamente consistente nos versos 3 e 4 quando ele diz que vamos também exultar nas coisas que fazem nossa esperança crescer. Eis a linha de raciocínio: nós começamos com a esperança da glória de Deus no fim do verso 2, e terminamos com a esperança do fim do verso 4. Aí está o ponto: se nós exultarmos na esperança, nós vamos exultar naquilo que traz esperança.
O Que traz esperança
Os versos 3 e 4 descrevem o que é isso. “E não somente isso, mas também gloriemo-nos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a perseverança, e a perseverança a experiência, e a experiência a esperança;”
Então a razão pela qual nos alegramos nas tribulações não é que nós gostamos de dor, miséria, desconforto, ou problemas (não somos masoquistas), mas porque tribulações produzem aquilo que nós gostamos, quer dizer, uma esperança cada vez mais forte que nasce das experiências de paciência e perseverança. Além de um senso de aprovação.
Deus tem um propósito para o sofrimento de Seu povo
Então a lição principal aqui é que Deus tem um propósito no sofrimento de Seu povo. E esse propósito é frequentemente diferente da meta do ministério em que trabalhamos. A meta do ministério pode ser evangelizar nas Cidades Gêmeas os solteiros, profissionais do subúrbio, ou Muçulmanos Turcos. Mas o propósito de Deus pode ser produzir mais esperança nos ministros e missionários colocando-os na prisão. Deus está sempre fazendo mais do que isso (como vamos ver nas próximas semanas), mas isso seria suficiente.
Em outras palavras, Deus talvez não dê eficiência e produtividade ao ministério do nosso jeito. Repetidamente Paulo teve que se contentar com o trabalho estranho de Deus nas suas prisões, surras, naufrágios, e planos frustrados. Como pôde Deus ser tão ineficiente ao ponto de deixar sua missão ser bloqueada dessa forma repetidamente? A resposta desse texto (que não é a única resposta) seria: Deus está comprometido com o crescimento da esperança e santidade do Seu povo no processo de alcançar os perdidos. E somente Deus sabe como balancear essas duas coisas e como cumpri-las da melhor forma.
Os Efeitos das aflições
Agora vamos observar os efeitos das aflições mais especificamente. Há 3 aspectos específicos mencionados nos versos 3 e 4.
1-Perseverança Primeiro, tribulações trazem perseverança ou paciência. Paulo não quer dizer que isso é uma verdade universal. Para muitos, tribulações trazem à tona ódio, ressentimento, raiva e reclamações. Mas esse não é um efeito permanente naqueles que têm o Espírito de Cristo. Para eles o efeito é paciência, porque o fruto do Espírito é paciência.
Quer dizer que, antes que dificuldades venham às nossas vidas, especialmente dificuldades que enfrentamos por Cristo, não experimentamos a extensão e profundidade da nossa devoção a Cristo. Enquanto os tempos não ficam difíceis, não experimentamos e não realmente sabemos se somos Cristãos de ocasião – do tipo que Jesus descreveu na parábola dos solos em Marcos 4:16-17.
“Do mesmo modo, aqueles que foram semeados nos lugares pedregosos são os que, ouvindo a palavra, imediatamente com alegria a recebem; mas não têm raíz em si mesmos, antes são de pouca duração; depois, sobrevindo tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam.”
Paulo está dizendo que o grande efeito das tribulações é que elas trazem paciência, resistência e perseverança ao povo de Deus. Assim eles vêem a fidelidade de Deus nas vidas deles e sabem que são realmente o povo d´Ele.
2-Prova de caráter
Isso é o segundo efeito mencionado (v.4). “e a perseverança a experiência, e a experiência a esperança;” Literalmente a palavra dokimen significa “a experiência de ser testado e aprovado”. Poderíamos dizer “aprovação” ou “testado e aprovado”.
Isso não é difícil de se entender. Se, quando as tribulações vierem você perseverar na devoção a Cristo e não se revoltar contra ele, então você sairá dessa experiência com uma sensação mais forte de que você é real, você foi provado, você não é um hipócrita. A árvore da confiança entortou, mas não quebrou. Sua fidelidade e lealdade foram postas à prova e passaram. Agora elas têm um “caráter aprovado”. O ouro da sua fé foi posto no fogo e saiu refinado, não consumido. (ver Malaquias 3).
Quando por fogo meu caminho passar, Minha graça, suficiente, vai suprir, A chama não vai arder, Eu ordeno Seu joio vai consumir e seu ouro vai refinar.
Esse é o segundo efeito da aflição: o provar e refinar do ouro da sua fidelidade a Jesus. Perseverança traz segurança e aprovação.
3-Esperança
O terceiro efeito vem do senso de se encontrar testado, aprovado e refinado. Verso 4: “e a experiência a esperança”. Isso nos leva de volta ao verso 2 por quem obtivemos também nosso acesso pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e gloriemo-nos na esperança da glória de Deus.. A vida cristã começa com esperança na promessa de Deus no evangelho, e segue numa espiral crescente atravéz de aflições para mais e mais esperança.
Aprovação traz mais esperança porque nossa esperança cresce quando experimentamos a realidade da nossa própria autenticidade atravéz do teste. As pessoas que conhecem a Deus melhor são aqueles que sofrem com Cristo. As pessoas mais firmes na sua esperança são aquelas que foram testadas mais profundamente. As pessoas que procuram mais intensamente, fielmente pela esperança da Gloria são aquelas que tiveram os confortos dessa vida arrancados por tribulações.
Exultando na esperança da gloria e na tribulação
Então a primeira coisa que dizemos sobre sofrimento e aflição nessa série é que Deus tem um propósito. E esse propósito é trazer à tona a paciência e perseverança do Seu povo pelo amor do Seu nome; e através disso testar, provar e refinar a realidade da fé e aliança com Cristo; e por meio desse senso de aprovação fortalecer, aprofundar e intensificar nossa esperança.
Nós temos metas ministeriais na nossa igreja (discipulado urbano, pequenos grupos, redes de evangelismo, defender bebês, mobilizar a juventude e crianças); nós temos uma grande visão missionária de mandar 2000 até 2000; nós temos um prédio para pagar e um orçamento para administrar pelo prédio para Cristo e Seu reino. O quanto disso a vontade de Deus vai permitir eu não sei. Mas eu sei o seguinte: na nossa obediente caminhada em direção a essas metas Deus tem um propósito para cada obstáculo, cada frustração, cada dor, e cada aflição, e esse propósito é tão importante quanto as próprias metas – sua perseverança, seu caráter posto à prova, e sua esperança na Glória de Deus.
O que mais Deus estiver fazendo em termos de planejamento na sua vida, isso Ele sempre está fazendo no seu coração. Então façamos como Paulo e exultemos na esperança da Glória e também nas tribulações que virão.
1 - International Bulletin of Missionary Research, vol. 16, no. 1, January, 1992, p. 27.
2 - Charles White, "Small Sacrifices," Christianity Today, vol. 36, no. 7, June 22, 1992, p. 33
3 - Herbert Schlossberg, Called to Suffer, Called to Triumph, (Portland: Multnomah Press, 1990), pp. 9–10.