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domingo, 16 de fevereiro de 2025

Qual a importância da plena humanidade e divindade de Jesus | Pb. Evandro Marinho

A importância de Jesus ser plenamente homem e plenamente Deus está no fato de que a redenção da humanidade depende dessas duas naturezas unidas em uma só pessoa. Se Jesus não fosse plenamente Deus, Ele não poderia prover uma salvação perfeita e infinita; se não fosse plenamente homem, Ele não poderia representar a humanidade e morrer em nosso lugar. Essa doutrina, conhecida como união hipostática, é central na cristologia e essencial para a compreensão do Evangelho.

1. Jesus como Plenamente Homem

Para que Jesus pudesse ser nosso Redentor, era necessário que Ele compartilhasse plenamente da nossa humanidade. A Escritura ensina que Ele assumiu carne e sangue para cumprir essa missão:

"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (João 1:14). 
"Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo" (Hebreus 2:17).

Motivos pelos quais Jesus precisava ser plenamente homem:

  1. Para ser nosso representante diante de Deus
    Assim como Adão foi o representante da humanidade e trouxe o pecado ao mundo (Romanos 5:12), Cristo veio como o "segundo Adão" (1 Coríntios 15:45) para redimir aquilo que foi perdido. Se Ele não fosse humano, não poderia agir como substituto dos pecadores.

  2. Para obedecer perfeitamente à Lei de Deus
    A Lei de Deus exige perfeição, e somente um ser humano perfeito poderia cumpri-la em nosso lugar. Jesus viveu uma vida sem pecado e cumpriu toda a justiça (Mateus 5:17).

  3. Para sofrer e morrer pelos nossos pecados
    Como Deus, Jesus não poderia morrer, pois Deus é imortal. Mas ao assumir a natureza humana, Ele pôde sofrer, experimentar a morte e pagar o preço pelo pecado (Filipenses 2:8; Hebreus 9:26).

  4. Para ser um sumo sacerdote misericordioso
    Jesus, ao viver como um ser humano, experimentou nossas fraquezas, dores e tentações, tornando-se um sumo sacerdote que pode se compadecer de nós (Hebreus 4:15).

2. Jesus como Plenamente Deus

Ao mesmo tempo, Jesus precisava ser plenamente Deus para que Sua obra redentora fosse eficaz e suficiente para salvar a humanidade. A Bíblia afirma claramente a divindade de Cristo:

"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus" (João 1:1). 
"Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (Colossenses 2:9).

Motivos pelos quais Jesus precisava ser plenamente Deus:

  1. Para que Seu sacrifício tivesse valor infinito
    Se Jesus fosse apenas um homem perfeito, Sua morte poderia salvar apenas uma pessoa. Mas porque Ele é Deus, Seu sacrifício tem valor infinito, suficiente para salvar todos os que creem Nele (Hebreus 9:12-14).

  2. Para vencer o pecado e a morte
    Nenhum mero homem poderia derrotar o poder do pecado e da morte. Somente Deus tem esse poder, e Cristo demonstrou isso em Sua ressurreição (1 Coríntios 15:55-57).

  3. Para ser o objeto legítimo da nossa fé e adoração
    Se Jesus fosse apenas um homem, adorá-lo seria idolatria. Mas como Ele é Deus, é correto e necessário que O adoremos (Filipenses 2:9-11).

  4. Para nos revelar plenamente o Pai
    Somente Deus pode revelar Deus. Jesus disse: "Quem me vê a mim vê o Pai" (João 14:9). Como Deus encarnado, Ele nos mostra quem Deus é de maneira perfeita.

3. A União das Duas Naturezas: A União Hipostática

A doutrina da união hipostática ensina que Jesus é 100% Deus e 100% homem ao mesmo tempo, sem que Sua natureza divina se misture ou se altere por causa da humana. Isso é um mistério, mas é claramente ensinado nas Escrituras:

"Pois há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem" (1 Timóteo 2:5).

O Concílio de Calcedônia (451 d.C.) definiu essa doutrina afirmando que Cristo tem "duas naturezas, sem confusão, sem mudança, sem divisão e sem separação".

4. Aplicação para Nossa Vida

A plena humanidade e divindade de Jesus impactam diretamente nossa vida cristã:

  1. Temos segurança na salvação, pois foi Deus quem pagou por nossos pecados e Seu sacrifício é perfeito.
  2. Podemos nos aproximar Dele com confiança, pois Ele entende nossas fraquezas e nos ajuda em nossas lutas.
  3. Temos um modelo perfeito de vida, pois Jesus viveu como um ser humano em santidade.
  4. Temos esperança na ressurreição, pois Ele venceu a morte e prometeu que também seremos ressuscitados.

Pb. Evandro Marinho 

Referências Bibliográficas

  • Bailey, Mark L., and Tom L. Constable. Nelson’s New Testament Survey. Thomas Nelson, 1999.
  • Berding, Kenneth, and Matt Williams. What the New Testament Authors Really Cared About: A Survey of Their Writings, 2nd Edition. Kregel Publications, 2015.
  • Carson, D. A., Douglas J. Moo, and Leon Morris. An Introduction to the New Testament. Vida, 1997.
  • Elwell, Walter A., and Robert W. Yarbrough. Encountering the New Testament: A Historical and Theological Survey, 3rd Edition. Baker Academic, 2013.
  • Köstenberger, Andreas J., L. Scott Kellum, and Charles L. Quarles. The Cradle, the Cross, and the Crown: An Introduction to the New Testament. B&H Academic, 2009.
  • Wright, N. T., and Michael F. Bird. The New Testament in Its World: An Introduction to the History, Literature, and Theology of the First Christians. Zondervan Academic, 2019.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Habitat Humano: O Paraíso Restaurado | Rev. Heber Carlos de Campos

Palestra do Rev. Heber Carlos de Campos
Lançamento do Livro Habitat Humano 4 | O Paraíso Restaurado.

Nesta palestra o Reverendo Heber explana suas ideias sobre a Nova Jerusalém.
Alguns dos pontos abordados pelo Reverendo foram:

  • 1 - A Glória de Deus na Nova Jerusalém. 
  • 2 - A semelhança da Glória de Deus na Nova Jerusalém 
  • 2.1 - A Glória da cidade é vista no ouro da sua construção. 
  • 2.2 - A Glória da cidade é vista na riqueza da sua muralha. 
  • 2.3 - A Glória da cidade é vista na estrutura da sua muralha. 
  • 2.4 - A Glória da cidade é vista nos fundamentos da sua muralha. 
  • 2.5 - A Glória da cidade é vista na riqueza de suas portas. 
  • 2.6 - A Glória da cidade é vista na riqueza de sua praça. 

Evento realizado na Galeria Cultura Bíblica.
Rua Conde de Sarzedas, 22 - Liberdade - São Paulo
www.culturabiblica.com.br

Aula: " Novos céus e nova Terra " | Rev. Dr. Heber Carlos Campos

STBNET 2014 - CAFÉ TEOLÓGICO
Palestrante: Rev. Dr. Heber Campos -
Tema: " Novos céus e nova Terra "
Local: STBNET - Seminário Teológico Batista Nacional Enéas Tognini

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Redenção | Pr. Jonas Madureira [4/4]

Pr. Jonas Madureira: Palestras: {Criação | Queda | Inteligência Humilhada | Redenção}
1ª Conferência Betel de Teologia,
Data: 7 e 8 de dezembro de 2013,
Local: Igreja Batista Betel de Mesquita,
Tema: Criação, Queda, Redenção - Alicerces para uma visão cristã do mundo.

A Inteligência Humilhada | Pr. Jonas Madureira [3/4]

Pr. Jonas Madureira: Palestras: {Criação | Queda | Inteligência Humilhada | Redenção}
1ª Conferência Betel de Teologia,
Data: 7 e 8 de dezembro de 2013,
Local: Igreja Batista Betel de Mesquita,
Tema: Criação, Queda, Redenção - Alicerces para uma visão cristã do mundo.

Queda | Pr. Jonas Madureira [2/4]

Pr. Jonas Madureira: Palestras: {Criação | Queda | Inteligência Humilhada | Redenção}
1ª Conferência Betel de Teologia,
Data: 7 e 8 de dezembro de 2013,
Local: Igreja Batista Betel de Mesquita,
Tema: Criação, Queda, Redenção - Alicerces para uma visão cristã do mundo.

domingo, 30 de novembro de 2014

Os Benefícios da Obra do Mediador | Sergio Lima {Playlist}


Mensagens:
  1. Redenção e Muitos Outros Benefícios
  2. Quem Aplica a Obra de Cristo em Nós?
  3. Quem São os Redimidos?
  4. Alguém Pode ser Salvo sem Jesus Cristo?
  5. Basta Estar na Igreja Para Ser Salvo?
  6. O Cuidado de Deus com a Igreja
  7. Os Privilégios da Igreja Invisível
  8. O Que é a Justificação?
  9. O Que é a Vocação Eficaz?
  10. O Que é a Adoção?
Fonte: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Série: Em busca de algo maior | Pr. Jailson Santos

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Série: Em busca de algo maior

Série de quatro mensagens ministradas durante o retiro de carnaval 2014.

Por: Pr. Jailson Santos

  • Parte 1 - Criados para algo maior, mas buscando satisfação em algo menor.

  • Parte 2 - Uma missão maior

  • Parte 3 - Viver intensamente por algo maior

  • Parte 4 - Algo maior: Novo Céu e nova Terra

Fonte: Igreja Presboteria Aliança Limeira

domingo, 9 de fevereiro de 2014

A Cruz de Cristo | Augustus Nicodemus Lopes

A morte de Cristo na cruz é um fato central para o cristianismo. É interessante que é da palavra latina “cruz” que vem a palavra “crucial”, isto é, central, importante. Para os budistas, não importa muito como Buda faleceu, mas faria toda a diferença do mundo para os cristãos se Jesus tivesse morrido de um ataque cardíaco nas praias do Mar da Galiléia e não crucificado no alto do Gólgota.

A cruz é o símbolo universal do cristianismo, mesmo num mundo onde mais e mais ela tem perdido o seu significado. Numa pesquisa recente feita na Austrália, Alemanha, Índia, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, ficou claro que o símbolo da MacDonalds (o arco dourado) e o da Shell (uma concha amarela) eram muito mais conhecidos do que a cruz.

Muitos dos que a identificam ofendem-se com ela. A cruz de Cristo é motivo de ofensa para muitos hoje, como foi na época em que os primeiros cristãos começaram a falar dela como o caminho de Deus para a salvação. O apóstolo Paulo escreveu:

“Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus . . . nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios” (1 Coríntios 1:18,23).

A feminista Deloris Williams é um exemplo moderno de pessoas que se ofendem com a cruz. Ela declarou: “Acho que não precisamos de uma teoria em que os pecado têm que ser pagos pela morte de alguém. Acho que não precisamos de um cara pendurado numa cruz, sangrando, e outras coisas desse tipo” (1999, conferência Re-Imagining God).

Podemos compreender a repulsa natural que as pessoas sentem pela cruz. A execução por morte de cruz era algo terrivelmente cruel. Na verdade, era sadismo legalizado. Foi provavelmente uma das formas mais depravadas de execução jamais inventada pelo homem. Nada mais era que morte lenta por tortura. E realmente funcionava. Ninguém jamais sobreviveu a uma crucificação.

Mas para os que crêem, a cruz faz perfeito sentido. A salvação do homem só pode ocorrer através de uma satisfação dada à lei de Deus, que o homem quebrou e tem quebrado sempre. Somente Deus pode perdoar. Mas somente o homem pode pagar. Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, colocou-se no lugar do homem, como representante dos que crêem, e sofreu a penalidade merecida, satisfazendo a justiça divina.

Até mesmo pensadores não cristãos afirmam a necessidade da punição merecida. O pesquisador C. A. Dinsmore examinou as obras de Homero, Sófocles, Dante, Shakespeare, Milton, George Elliot, Hawthorne e Tennyson, e chegou à seguinte conclusão:

“É um axioma universal na vida e no pensamento religioso que não pode haver reconciliação sem que haja satisfação dada pelo pecado” ("Atonement in Literature and Life" republicado 2013).

Portanto, para os que crêem, a cruz é mais que um símbolo a ser levado no pescoço ou pendurado nas paredes da igreja. É o caminho de Deus para salvar todo aquele que crê.

por Augustus Nicodemus Lopes

Fonte: O Tempora, O Mores!

Para onde vão as almas? | Rev. Leandro Lima

ache_tumulo[1]Para onde vão as almas das pessoas que morreram? Ao longo da História várias possibilidades têm sido levantadas.

Classicamente, o cristianismo  tem defendido que, após a morte, enquanto o corpo vai para a sepultura, o espírito vai para o chamado "Estado Intermediário". Esse local diz respeito a onde estão, por um lado, os que foram salvos em Cristo, no caso do céu, e por outro, os que foram condenados por seus pecados, no caso o inferno. Surgiram outras interpretações. Testemunhas de Jeová e Adventistas defendem o chamado "sono da alma", ou seja, que todas as almas, quer de ímpios quer de crentes ficam dormindo até o dia da ressurreição.

Os Católicos sustentam que as almas ficam num local de "purgação", podendo entrar no céu, depois que tiverem feito satisfação por seus pecados. E os Espíritas dizem que é possível até mesmo se comunicar com as almas dos mortos.

O "sono" da alma é defendido por muitos por causa de expressões usadas no Novo Testamento, como por exemplo, o fato de Jesus ter dito que Lázaro dormia, significando que estava morto (Jo 11.11,14; Ver Mt 9.24; At 7.60; 1Co 15.51; 1Ts 4.13-14). Apela-se também para aqueles textos do Antigo Testamento que descrevem a morte como um estado de inatividade (Ver Sl 6.5; 115.17; 146.4; Dn 12.2). Porém, esses textos descrevem o morto apenas do ponto de vista humano. Além do mais, o que está sendo enfatizado nestes textos é o destino do corpo das pessoas e não da alma.

Há suficiente ensino na Escritura, especialmente por causa do Novo Testamento, para que entendamos para onde a alma vai depois da morte. Jesus contou uma parábola (as parábolas são compostas de elementos reais) em que há explicações suficientes sobre o lugar das almas depois da morte (Lc 16.19-31). Lázaro foi para o seio de Abraão e o rico para o inferno. Eles permaneceram num estado consciente, um está no lugar de punição e o outro no lugar de recompensa, e não há possibilidade de saírem de onde estão. Essa parábola elimina tanto a questão do sono da alma quanto do purgatório. Depois da morte as almas dos salvos vão para o paraíso, enquanto que as almas dos perdidos vão para o inferno. Só existem esses dois lugares e quem foi para um deles não pode mais sair. O Espiritismo também leva um golpe decisivo, pois os mortos não são autorizados a voltarem. E finalmente, Jesus deixa bem claro que o anúncio da salvação somente é possível através da Bíblia (Lc 16.31).

Há muitos outros textos que demonstram o estado consciente dos crentes após a morte. Jesus disse ao ladrão que se converteu na cruz: "Hoje estarás comigo no paraíso" (Lc 23.43). Embora os Testemunhas de Jeová tenham até mesmo mudado a tradução desta frase (para: em verdade te digo hoje, estarás comigo no Paraíso), todo o sentido da frase de Jesus depende do "hoje", pois o ladrão pediu que Jesus lembrasse dele no futuro, e Jesus disse que não seria preciso esperar. Outro texto claro, nesse sentido, é o da cena da transfiguração, em que Moisés e Elias foram vistos conversando com Jesus (Mt 17.1-8). Eles não estavam dormindo. Paulo também dizia que o cristão, após a morte estaria imediatamente na presença do Senhor (Fp 1.21-23). Ele disse que ao deixar o corpo, o crente passa a habitar com o Senhor (2Co 5.6-8). E ele sabia do que estava falando, pois esteve pessoalmente no paraíso (2Co 12.4). Há mais dois textos da Escritura que demonstram claramente que as almas dos salvos estão no céu e num estado de consciência diante de Deus. Em Apocalipse 6.9-11, e Apocalipse 7.14-15, João viu as almas dos crentes mortos no céu. Elas estão lá conscientes, descansando e esperando o último dia. Não faz sentido pensar que estivessem dormindo na sepultura.

As almas dos que já morreram estão no céu ou no inferno, e estão lá conscientes. Um dado interessante quanto a isso, é que elas estão nesses dois lugares temporariamente. O estado em que estão as almas depois da morte, seja o céu ou o inferno, é chamado de intermediário porque não corresponde ao local definitivo onde, tanto os salvos quanto os condenados, habitarão eternamente. As almas dos salvos no céu e as almas dos condenados no inferno aguardam pelo último dia, o dia da ressurreição. Naquele dia, de acordo com a Bíblia, todos ressuscitarão (Dn 12.2; Ver 1Co 15.52; 1Ts 4.16). Após a ressurreição os perdidos que estavam no inferno irão para o lago de fogo (Ap 20.15), e os salvos que estavam no céu para o novo céu e a nova terra (Ap 21.1). O motivo é simples: Deus não criou o ser humano para viver sem corpo. Atualmente, tanto no céu como no inferno, as almas estão despidas de seus corpos, o futuro lhes assegura que um dia se reunirão a seus corpos.

Para o crente, a doutrina bíblica do Estado Intermediário é uma grande benção. Ela nos assegura que o crente não precisará ficar dormindo, esperando pelo consolo. Ele não precisará esperar o dia em que o Senhor voltar no seu reino para desfrutar das recompensas, pois já estará naquele mesmo dia no paraíso com o Senhor. Para o perdido, por outro lado, a doutrina do Estado Intermediário é a certeza de que seus pecados não passarão impunes. É a certeza de que a justiça pode parecer demorada, mas não falhará. As pessoas que não querem compromisso com Deus imaginam que o túmulo seja o fim de tudo, mas terão uma surpresa terrível quando perceberem que estavam enganadas. A doutrina do Estado Intermediário demonstra que a salvação é possível apenas nessa vida. Isso demonstra a importância central do evangelho, a necessidade de conhecê-lo plenamente e proclamá-lo urgentemente.

Sobre o autor: Rev. Leandro Antônio de Lima é pastor da Igreja Presbiteriana de Santo Amaro/SP, e membro do conselho editorial do Jornal Brasil Presbiteriano.

***
Fonte:
Jornal Brasil Presbiteriano, edição Maio/2013, pág. 3. – Via:  Bereanos.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Série: Manchados na raiz | Rev. Héber Campos Jr.

Quatro mensagems em uma playlis como segue abaixo:

  1. O paradigma de Gênesis 3.
  2. Os estragos da Queda - Gênesis 3:7-13
  3. Maldições mitigadas - Gênesis 3:14-21
  4. Alienados do Jardim - Gênesis 3:22-24

A história de Adão e Eva costuma ser mal contada, embora seja um raio-x perfeito de como somos tentados e como ficamos distantes de Deus ao cairmos. A queda do primeiro casal é o prefácio perfeito de uma história de redenção.

Fonte: Igreja Presbiteriana Aliança Limeira

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Adão e Eva - Eles existiram? | Wilson Porte Jr.

Uma exposição sobre a historicidade de Adão e Eva e a implicação disto sobre como encaramos as Escrituras como um todo.Parte 1/2Parte 2/2

Apresentado pelo Pr. Wilson Porte Jr.

Fonte: Igreja Batista de Araraquara

sexta-feira, 26 de abril de 2013

A noite escura da alma | Rev. Hernandes Dias Lopes

noiteHá momentos em que a noite trevosa desce sobre a nossa vida e os horrores do inferno bafejam nossa alma. Sentimos uma opressão do inimigo, com seu hálito pesado vindo sobre nós. Nossa carne treme, nossos ossos são abalados e nossos olhos se enchem de lágrimas.

Não escapamos desses ataques. Não vivemos blindados. Estamos expostos ao sofrimento. Na verdade nos importa entrar no reino de Deus por meio de muitas tribulações (At 14.22). O próprio Jesus saiu do cântico no Cenáculo para o pranto no Getsêmani. O autor da vida suou sangue no Getsêmani (Lc 22.44) e derramou sua alma na morte na cruz (Is 53.12). Ele começou a entristecer-se e a angustiar-se. Disse a seus discípulos:

"A minha alma está profundamente triste até à morte" (Mc 14.34).

Nenhum homem tinha experimentado tristeza tão profunda e ninguém jamais a enfrentaria no futuro. Num sentido único, Jesus foi "um varão de dores". Aquela fatídica noite no Getsêmani era a noite escura da alma, quando Jesus travou a mais renhida batalha da humanidade. Naquele momento, ele ficou só, dobrado sobre seus joelhos, com o rosto em terra, com forte clamor e lágrimas (Hb 5.7). Ali, submeteu-se à vontade do Pai, foi consolado pelo anjo e saiu vitorioso para caminhar para a cruz, como um rei caminha para a coroação. Na cruz, o Filho de Deus foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades. Agradou ao Pai moê-lo. Ali, suspenso entre a terra e o céu, sorveu cada gota do amargo cálice da ira de Deus. Na cruz, carregou sobre seu corpo todos os nossos pecados e suportou o juízo de Deus que deveria cair sobre nossa cabeça. Na cruz ele satisfez todas as demandas da justiça divina ao fazer-se pecado e maldição por nós.

Na cruz, porém, Jesus adquiriu para nós eterna redenção. A noite escura da alma não foi um acidente na vida de Jesus, mas uma agenda traçada na eternidade. Essa noite desceu sobre sua alma, para que a luz bendita do céu invadisse a nossa vida. Elegetsemani[1] bebeu o cálice amargo da ira de Deus, para nos oferecer a água da vida. Ele suou sangue e chorou para que nós pudéssemos experimentar uma alegria indizível e cheia de glória. Ele morreu para nos oferecer a vida eterna.

Saiba que, se a noite escura da alma chegou em sua vida, Deus é poderoso para transformar essas trevas em luz e o seu sofrimento em prelúdio de glória. O apóstolo Paulo, homem que enfrentou apedrejamento, açoites, prisões e naufrágios, afirma com entusiasmo, que os sofrimentos do tempo presente não são para comparar com as glórias porvir a serem reveladas em nós. Disse ainda que a nossa leve e momentânea tribulação produz, para nós, eterno peso de glória, acima de toda comparação.

O sofrimento aqui é inevitável. Ainda não chegamos ao paraíso. Aqui não é o céu. Porém, o sofrimento não hasteará sua bandeira em nosso lar eterno. Lá Deus enxugará dos nossos olhos toda a lágrima. Lá a dor não mais açoitará nosso corpo. Lá desfrutaremos da bem-aventurança eterna. Aqui cruzamos vales escuros, marcharmos por desertos tórridos e atravessamos pântanos perigosos. Mas, lá receberemos um consolo eterno, uma alegria sem fim, uma glória que jamais se contou ao mortal.

Não se desespere diante dos dramas da vida. Não perca a esperança diante das circunstâncias adversas. Não duvide do amor de Deus por causa da dor que assola seu peito. Deus nunca vai desamparar você. Ele está do seu lado como seu refúgio e fortaleza. Você vai caminhar para a pátria celeste de força em força, de fé em fé, sendo transformado de glória em glória. Deus segurará firme a sua mão até receber você na glória. Então, a noite escura da alma desembocará na manhã gloriosa de uma eternidade de gozo e paz!

Rev. Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 16 de abril de 2013

A aparente confissão de fé | Matthew Henry

Matthew HenryOs privilégios externos, a profissão e a conversão aparente, não podem guardar da vingança de Deus contra os que se desviam, voltando-se à incredulidade e à desobediência. A destruição dos israelitas incrédulos no deserto demonstra que ninguém deve presumir de seus privilégios. Eles tiveram milagres como seu pão diário, e ainda assim pereceram na incredulidade. Um grande número de anjos não se agradou com os lugares que Deus lhes assinou; o orgulho foi à causa principal e direta de sua queda.

Os anjos caídos estão reservados para o juízo do grande dia; e os homens caídos querem escapar dele? Com toda certeza que não. Considere-se isto no momento devido. A destruição de Sodoma é uma advertência a toda voz para todos, para que lhe prestemos atenção e fujamos das concupiscências carnais que batalham contra a alma (1 Pe 2.11) .

Deus é o mesmo Ser puro, justo e santo agora que então. Portanto, tremam e não pequem (Sl 4.4) não descansem em nada que não submeta a alma à obediência de Cristo, porque nada senão a renovação de nossa alma conforme à imagem divina, que opera o Espírito Santo, pode impedir que sejamos destruídos entre os inimigos de Deus. Considere-se o caso dos anjos e note-se que nenhuma dignidade nem valor de criatura serve.

Então, como deve tremer o homem que bebe a iniquidade como se fosse água" (Jó 15.16).

Extraído do Comentário Biblico do Matthew Henry

N.T. – Epistola de Judas V.5-7