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terça-feira, 19 de março de 2013

Há quatro tipos de pessoas no mundo | Tim Challies

challies-leiEsta manhã eu revi o novo livro do Tim Keller “Galatians For You” [Gálatas para você]. Eu também queria compartilhar esta citação do livro que é uma forma muito útil para compreendermos os quatro tipos diferente de pessoas no mundo. Eis o que Keller diz:

É útil vermos que existem quatro tipos de pessoas no mundo:

Obediência a Lei, Confiança na Lei. Estas pessoas estão sob a lei e são geralmente muito presunçosas, hipócritas e se sentem superiores. Externamente, elas são muito seguras de que estão bem com Deus, mas, no fundo, carregam um monte de insegurança, uma vez que ninguém pode ter realmente certeza de que está vivendo de acordo com o padrão. Isso as torna irritáveis e sensíveis às críticas e devastadas quando suas orações não são respondidas. Isso inclui membros de outras religiões, mas aqui eu estou pensando, principalmente, em pessoas que vão à igreja. Essas pessoas têm muito em comum com os fariseus do tempo de Jesus.

Desobediência a Lei, Confiança na Lei. Essas pessoas têm uma forte consciência religiosa de obras de justiça, mas elas não estão vivendo de forma consistente com a sua consciência. Como resultado, elas são mais humildes e mais tolerantes com os outros do que os “fariseus” acima, mas também são muito mais guiados pela culpa, sujeitas a alterações de humor e, às vezes, com muito medo de temas religiosos. Algumas dessas pessoas podem ir à igreja, mas elas ficam na periferia por causa de sua baixa autoestima espiritual.

Desobediência a Lei, Não Confiança na Lei. Estas são as pessoas que jogaram fora o conceito da Lei de Deus. Elas são secularista intelectuais ou relativista ou tem uma espiritualidade muito vaga. Em grande parte escolhem seus próprios padrões morais e insistem que eles estão os alcançando. Mas Paulo, em Romanos 1:18-20, diz que em um nível subconsciente, elas sabem que existe um Deus a quem elas devem obedecer. Essas pessoas são geralmente felizes e mais tolerantes do que qualquer um dos grupos acima referidos. Mas, geralmente, há uma senso de justiça própria forte e liberal. Elas estão alcançando sua própria salvação por se sentirem superiores aos outros. Esta é apenas uma forma geralmente menos óbvia de justiça própria.

Obediência a Lei, Não Confiança Lei. Estes são os cristãos que entendem o evangelho e estão vivendo a liberdade dele. Eles obedecem a lei de Deus com gratidão e alegria advindas do conhecimento de sua filiação e da liberdade do medo e do egoísmo que falsos ídolos haviam gerado. Eles são mais tolerantes do que o número 3, mais simpáticos do que o número 1, e mais confiantes do que o número 2. Mas a maioria dos cristãos lutam para viver número 4, e tendem a ver o mundo como o 1ª,  2ª, e até mesmo a 3ª pessoa. Mas na medida em que eles fazem isso, eles empobrecem espiritualmente.

Por Tim Challies. © Tim Challies, 2002-2013. Todos os direitos reservados. Original: There Are Four Kinds of People in the World

Tradução e Divulgação : Voltemos Ao Evangelho. Original: Tim Challies – Há quatro tipos de pessoas no mundo

Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Cinquenta Tons de Pornografia | Tim Challies

A pornografia tem sido tradicionalmente uma indústria que atende quase inteiramente aos homens. Sempre houve exceções, é claro, mas predominantemente eram homens que compravam revistas e vídeos numa era pré-digital e têm sido os homens que tornaram a pornografia uma indústria multibilionária na era da Internet. Se a indústria faz seu próprio caminho, está prestes a mudar.
 
Nós tendemos a crer que homens são especialmente inclinados à sedução da pornografia. Homens tendem a ser estimulados visualmente, homens tendem a se masturbar mais na adolescência — nós ouvimos as razões. Mas considere isto: 

  • E se a relação entre os homens e a pornografia está relacionada a um tipo muito específico de pornografia? 
  • E se as mulheres não foram atraídas para a pornografia, pelo menos em parte, porque a indústria simplesmente não tentou criar e comercializar pornografia que apela primariamente a elas? E se isso está prestes a mudar?
 
Mulheres, vocês precisam estar conscientes, pois os pornógrafos estão vindo atrás de vocês. Sim, vocês.
 
Há muito que pode ser dito a respeito da série de livros 50 Tons de Cinza; o que está além de contestação é que os livros — que estão atualmente em 65 milhões de cópias — chocaram o mundo da publicação revelando a existência de um mercado antes inexplorado. O segredo está revelado: há milhões de mulheres que lerão pornografia mesmo se elas tiverem pouco interesse em assistir a pornografia. Editores, tanto comuns quanto pornográficos, estão anotando. Estão estudando o fenômeno 50 tons para ver como eles podem duplicá-lo, ou pelo menos aproveitar-se de seu sucesso. Como qualquer indústria, eles têm pesquisas e grupos de concentração e estatísticas, e infinitas quantidades de dados que primeiro medem, e depois transformam o comportamento.
 
Um recente artigo na CNBC explica que a pornografia tradicional foi criada por homens, para homens. Esta pornografia tende a afastar qualquer coisa além do mais rudimentar enredo em favor da mais barulhenta exibição de fantasias extremas. É pura carnalidade e as mulheres tendem a não achar isso especialmente sedutor. De fato, muitas acham francamente repulsivo, especialmente se elas acham que seus maridos querem que elas reproduzam algumas daquelas coisas. Mas 50 tons e outros produtos recentes estão provando, para a surpresa de muitos, que as mulheres são, também, sexuais. Onde os pornógrafos pensavam que as mulheres simplesmente não estavam interessadas, agora veem que elas podem estar muito interessadas, mas isso exigirá um tipo diferente de produto. A indústria está se ramificando numa tentativa de tirar vantagem. Estão agora trabalhando duro para criar pornografia para mulheres.
 
Em contraste com a pornografia tão predominante hoje, essa nova pornografia tem uma estória, um enredo. O fundador e presidente de uma empresa diz: “Não vamos filmar posições hardcore ou os mais extremos elementos de filmes adultos. Isso é mais fazer amor do que [termo vulgar].” Ela se concentra em questões que possam repercutir entre as mulheres: apaixonar-se pela primeira vez, ou a fuga de um casamento que perdera seu brilho. É essencialmente comédia romântica, uma leve novela romântica, mas com o conteúdo sexual aumentado tanto em tempo quanto na explicitude. Afinal, o que é Cinquenta Tons de Cinza senão um romance com 60 ou 70 páginas de sexo gráfico e excêntrico? Uma roteirista e diretora desse tipo de filme foi citada na revista Slate dizendo: “Nós fizemos pesquisas demográficas suficientes para saber que uma grande porcentagem de mulheres que assistem nossos filmes não querem ver [atos sexuais vulgares e gráficos]. … Elas querem sexo conectado e muitas preliminares. Achamos que casais mais velhos gostam de assistir isso porque são da era antes da internet, e o que estamos oferecendo é muito mais manso e construído no momento ao invés de estar lá na sua cara.”
 
Os pornógrafos estão até criando mais filmes para casais. Isso é pornografia que pode unir as distâncias; um pouco manso demais para homens, e um pouco vigoroso demais para mulheres, mas é feito para ser experimentado juntos. É um meio de convidar os outros ao quarto do casal, mesmo que apenas virtualmente. Pode até mesmo servir como um portal, um meio de um homem apresentar a pornografia à sua esposa.
 
Em qualquer caso, quer a pornografia seja para homens, mulheres ou casais, o coração dela é o mesmo. Tudo se trata de fantasia, de imaginar-se em um contexto diferente com uma pessoa diferente fazendo coisas diferentes. É um homem imaginando uma mulher que se comporta como um homem, ou uma mulher imaginando um homem que se comporta como uma mulher.
 
Essa pornografia para mulheres já está disponível, e mais vem por aí. Muito mais. Essa indústria sabe o que atrai os homens e sabem exatamente como comercializar, exatamente onde colocar para fazê-los comprar. E agora estão vindo atrás das mulheres. Estão estudando as mulheres e aprendendo exatamente como comercializar e exatamente onde colocar para fazer com que você também compre. Se foram tão bem sucedidos com homens, deveríamos zombar e imaginar que eles não poderiam jamais ser bem sucedidos da mesma maneira com mulheres?
 
As mulheres podem imaginar-se olhando para esse tipo de pornografia entediadas, pensando que serão imunes a ela. Mas lembre-se, há muitos produtos que você usa hoje, muitos produtos que você não pude imaginar sua vida sem eles, que teriam gerado a mesma reação. Se dez anos atrás alguém tivesse descrito o Facebook para você, você teria rido alto. Muitas pessoas riram do iPhone e do automóvel também. Nós frequentemente não sabemos o que queremos ou precisamos até que essas mesmas coisas sejam comercializadas para nós. Elas são comercializadas habilidosamente e sutilmente em medida crescente.
 
Espero que a indústria seja menos bem sucedida em criar pornografia que atraia tão bem as mulheres e esteja tão facilmente disponível para elas. Espero que as mulheres sejam mais perspicazes que os homens quando se trata da sedução da pornografia e que elas estejam equipadas para resistir a ela com sucesso. Mas com toda a devastação que a pornografia trouxe aos homens, suas famílias, suas igrejas, por que Satanás não tentaria repetir seu golpe de mestre? Até agora, a sedução da pornografia tem sido primariamente sentida por homens mesmo enquanto muito da dor que ela causa tem sido descarregada sobre suas esposas. Amanhã podemos ter também muitos homens feridos, chorando pelo que eles descobriram e nunca teriam suspeitado a respeito das mulheres que amam.
 
Não há razão para temer, mas há toda razão para ficar atento. Há toda razão para ser humilde e duvidar de si mesmo. “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (1 Coríntios 10:12). Temos toda a razão para tornar isso um motivo de oração.

Fonte e Tradução: Voltemos ao Evangelho