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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Pedobatismo versos Credobatismo

O debate entre pedobatismo (batismo infantil) e credobatismo (batismo de crentes) é um dos temas mais significativos na teologia cristã. Ele envolve questões de hermenêutica bíblica, tradição eclesiástica e a própria compreensão do pacto de Deus com Seu povo. 

Este estudo abordará as principais diferenças entre essas perspectivas, suas bases bíblicas, implicações teológicas e a prática na Igreja ao longo da história.  

1. Definições  

Pedobatismo

O pedobatismo é a prática de batizar crianças como parte da inclusão na comunidade da aliança. É adotado por igrejas como a Católica Romana, Ortodoxa, Luterana, Anglicana e Reformada. Seus defensores veem o batismo como um sinal do pacto de Deus, análogo à circuncisão no Antigo Testamento.  

Credobatismo

O credobatismo ensina que o batismo deve ser administrado apenas àqueles que professam fé em Cristo. Denominações como os Batistas, Pentecostais e algumas igrejas não denominacionais seguem essa prática. Para os credobatistas, o batismo é um testemunho público da fé, e não um sinal do pacto administrado automaticamente às crianças.  

2. Bases Bíblicas  

Argumentos a Favor do Pedobatismo  

1. Batismo como Sinal do Pacto – Os defensores do pedobatismo veem continuidade entre a circuncisão no Antigo Testamento e o batismo no Novo Testamento:  

   - Gênesis 17:7 – Deus ordena que a circuncisão seja dada a crianças de oito dias.  

   - Colossenses 2:11-12 – Paulo associa a circuncisão ao batismo, sugerindo um paralelo entre os dois ritos.  

2. Batismo de Casas Inteiras – O Novo Testamento menciona o batismo de famílias inteiras sem especificar se havia crianças:  

   - Atos 16:15 – Lídia e sua casa foram batizados.  

   - Atos 16:33 – O carcereiro de Filipos e toda a sua casa receberam o batismo.  

3. A Infância na Comunidade da Fé – Jesus afirmou que as crianças fazem parte do Reino de Deus:  

   - Marcos 10:14 – “Deixai vir a mim as crianças, não as impeçais, porque dos tais é o Reino de Deus.”  

   - Isso indicaria que as crianças são parte do povo de Deus e, portanto, deveriam receber o sinal do pacto.  

Argumentos a Favor do Credobatismo  

1. O Batismo Requer Arrependimento e Fé – O Novo Testamento sempre apresenta o batismo como consequência de uma profissão de fé:  

   - Mateus 28:19-20 – A Grande Comissão ordena fazer discípulos e batizá-los, o que implica que o batismo segue a fé.  

   - Atos 2:38 – Pedro diz: “Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado...”  

2. Ausência de Ordem Explícita para Batizar Crianças – Embora o Novo Testamento mencione famílias sendo batizadas, nunca diz explicitamente que bebês foram incluídos.  

3. Batismo Como Testemunho Pessoal – O batismo é visto como uma resposta consciente à graça de Deus:  

   - Romanos 6:3-4 – O batismo é um sepultamento e ressurreição com Cristo, algo que requer entendimento e fé ativa.  

3. Implicações Teológicas  

Pedobatismo

- Enfatiza a aliança de Deus com as famílias, considerando o batismo infantil uma continuação da inclusão do povo de Deus.  

- Muitos grupos que praticam o pedobatismo não veem o batismo como garantia da salvação, mas como um sinal de iniciação na comunidade cristã.  

- Em tradições como a Católica e Ortodoxa, o batismo infantil é visto como eficaz na remoção do pecado original.  

Credobatismo

- Dá ênfase à experiência pessoal de conversão e à responsabilidade individual na fé.  

- Vê o batismo como um símbolo da regeneração, não como um meio de graça operante por si só.  

- Fortalece a ênfase na igreja como uma comunidade composta por crentes confessos.  

4. A História da Prática na Igreja  

- Os primeiros registros sobre o batismo infantil aparecem já no século II, com escritos de Irineu e Orígenes.  

- No século IV, a prática se tornou comum após a cristianização do Império Romano.  

- A Reforma Protestante dividiu-se sobre o tema:  

  - Lutero e Calvino mantiveram o pedobatismo.  

  - Os anabatistas rejeitaram o batismo infantil e insistiram no credobatismo.  

5. Aplicações Práticas e Reflexão  

A escolha entre pedobatismo e credobatismo afeta como entendemos a aliança de Deus, a Igreja e a salvação. Ambas as posições têm apoio bíblico e teológico, e o debate continua relevante.  

- O que o batismo representa para você: um sinal do pacto ou um testemunho pessoal de fé?  

- Como sua compreensão do batismo afeta sua visão sobre a igreja e a participação na comunidade cristã?

  

Pb. Evandro Marinho 

Referências  

- Carson, D. A., Douglas J. Moo, e Leon Morris. *An Introduction to the New Testament*. Vida, 1997.  

- Köstenberger, Andreas J., L. Scott Kellum, e Charles L. Quarles. *The Cradle, the Cross, and the Crown: An Introduction to the New Testament*. B&H Academic, 2009.  

- Wright, N. T., e Michael F. Bird. *The New Testament in Its World: An Introduction to the History, Literature, and Theology of the First Christians*. Zondervan Academic, 2019.  

- Geisler, Norman L. *A Popular Survey of the New Testament*. Baker Books, 2007.  

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

(ED) A Identidade Presbiteriana (43): A Teologia da Aliança | Rev. Ageu Magalhães


Fonte Igreja Presbiteriana Vila Guarany
Relação das Aulas Individuais
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Índice Geral
(1): O Governo da Igreja | Rev. Ageu Magalhães 
(2): O Presbítero Regente | Rev. Ageu Magalhães 
(3): O Diaconato em Genebra | Rev. Ageu Magalhães 
(4): Diaconato, o Ministério da Misericórdia | Rev. Marcos Cléber 
(5): O Presbítero Docente | Rev. Ageu Magalhães 
(6): Agostinho de Hipona | Rev. Ageu Magalhães 
(7): Valdo | Pb. Marcos Serra 
(8): John Wycliffe | Lauro Cangussu 
(9): John Hus | Rev. Ageu Magalhães 
(10): Girolamo Savonarola | Eduardo Koscak 
(11): A Reforma Protestante | Rev. Ageu Magalhães 
(12): Martinho Lutero | Sem. Thiago Fortunato 
(13): Ulrico Zuínglio | Pb. Marcos Serra
(14): Guilherme Farel | Lauro Cangussu 
(15): João Calvino | Rev. Ageu Magalhães 
(16): A Influência do Calvinismo | Rev. Ageu Magalhães 
(17): Martin Bucer | Pb. Marcos Serra 
(18): John Knox | Eduardo Koscak 
(19): As Mulheres da Reforma | Rev. Ageu Magalhães 
(20): Solus Christus | Pb. Marcos Serra 
(21): Sola Scriptura | Sem. Thiago Fortunato 
(22): Sola Gratia | Lauro Cangussu
(23): Sola Fide | Pb. Marcos Serra 
(24): Soli Deo Gloria | Eduardo Koscak 
(25): O Sínodo de Dort | Sem. Thiago Fortunato 
(26): A Depravação Total | Rev. Ageu Magalhães 
(27): Eleição Incondicional | Pb. Marcos Serra 
(28): Expiação Limitada | Lauro Cangussu 
(29): Graça Irresistível | Pb. Marcos Serra 
(30): Perseverança dos Santos | Eduardo Koscak 
(31): Os Puritanos | Sem. Thiago Fortunato
(32): A Assembleia de Westminster | Rev. Ageu Magalhães
(33): Franceses Calvinistas no Brasil | Pb. Marcos Serra
(34): Holandeses Reformados no Brasil | Lauro Cangussu
(35): Imigrantes Protestantes no Brasil | Pb. Marcos Serra
(36): Ashbel Green Simonton | Eduardo Koscak
(37): Alexander Blackford | Rev. Ageu Magalhães
(38): Francis Schneider | Sem. Thiago Fortunato
(39): José Manoel da Conceição | Pb. Marcos Serra
(40): Os Primeiros Passos da IPB | Rev. Ageu Magalhães
(41): Inspiração e Inerrância das Escrituras | Rev. Ageu Magalhães
(43): A Teologia da Aliança | Rev. Ageu Magalhães
(44): O Princípio Regulador do Culto | Rev. Ageu Magalhães
(45): As Bases do Culto Reformado | Rev. Ageu Magalhães
(46): A Soberania de Deus | Pb. Marcos Serra
(47): A Liturgia Presbiteriana | Rev. Ageu Magalhães
(48): A Participação das Crianças no Culto | Rev. Ageu Magalhães
(49): O Cessacionismo Bíblico | Eduardo Koscak
(50): A Ceia do Senhor | Rev. Ageu Magalhães
(51): O Batismo Bíblico | Sem. Thiago Fortunato
(52): A Predestinação | Pb. Marcos Serra

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segunda-feira, 14 de julho de 2014

O Batismo da Aliança | Peter Bloomfield

alianca-com-deus-fe-em-jesus

O título deste estudo foi escolhido de propósito. Muitas palavras inúteis têm sido trocadas entre presbiterianos e batistas tratando de assuntos que são secundários, como “batismo infantil” e “batismo de crentes”. Ninguém deveria se satisfazer com estes títulos - eles não descrevem aquilo que qualquer desses grupos deseja defender. O presbiteriano não quer defender o batismo de crianças: ele quer defender o batismo de algumas crianças (i.e., as crianças da Aliança). O batista não quer defender o batismo só de crentes (pois, ele nunca poderia estar seguro de que o são); ele quer, isto sim, defender o batismo de crentes professos; i.e., esses que, por uma profissão de fé digna de crédito, pertencem à Aliança. Assim, ambos estão, na verdade, falando de um mesmo assunto, ou seja, da Aliança e do Batismo da Aliança. Abrindo esta questão, há três áreas importantes:

    • 1. A Continuidade da Aliança.
    • 2. A Continuidade da Igreja.
    • 3. A Continuidade do Sinal.

1. A CONTINUIDADE DA ALIANÇA Em todos os tempos só tem havido uma única Aliança salvadora entre Deus e os pecadores. É chamada Aliança da Graça (ou Pacto da Graça), ou, Aliança Abraâmica (ou Pacto Abraâmico). Nós lemos sobre sua origem em Gen. 17. Deus, em Sua misericórdia, veio a Abraão (um homem pecador como todos os demais; caldeu, de origem pagã idólatra) e lhe deu uma promessa. Abraão creu em Deus crendo em Sua palavra e Deus o declarou justo.

Qual era a essência dessa promessa pactual em que Abraão creu? Era uma promessa de união e comunhão com Deus para Abraão e para os seus descendentes, depois dele. “Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas gerações, como aliança perpétua, PARA SER O TEU DEUS, E DA TUA DESCENDÊNCIA DEPOIS DE TI” (Gen. 17:7). Todos que pertenceram a esta Aliança tiveram Deus como o seu Deus, e se tornaram o Seu povo por aliança. É dito que ela é uma aliança PERPÉTUA. Isto é digno de nota. Significa que se qualquer um, em qualquer ponto na história, entrar em união e comunhão com o Deus vivo, então a mesma Aliança Abraâmica estará em vigor. Ninguém é filho de Deus a não ser por adoção e o meio dessa adoção é a única e exclusiva Aliança pela qual Deus adotou Abraão como Seu filho, juntamente com a sua posteridade. Portanto, não é nenhuma surpresa, mas sim o que se espera, quando encontramos o Novo Testamento dizendo:“Ele nos resgatou para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebêssemos a promessa do Espírito” (Gal. 3:14) e “...se sois de Cristo, então sois descendentes de Abraão, e herdeiros conforme a promessa” (i.e., a promessa da Aliança) (Gal. 3:29).

Assim, enfatizo o ponto apresentado na Bíblia: há uma continuidade da Aliança desde Abraão até agora. Não há tal coisa como uma Aliança da Graça do Velho Testamento e uma Aliança da Graça do Novo Testamento. Não há distinção entre a Aliança Abraâmica e a Aliança Cristã.

Elas são uma e a mesma coisa. Isto não é posto em nenhuma parte mais claramente do que em Gal. 3: 16: “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz: E AOS DESCENDENTES, como se falando de muitos, porém como de um só: E AO TEU DESCENDENTE, que é Cristo”. Assim a Aliança Abraâmica incluía CRISTO ... de fato significava preeminentemente Cristo. Ele é a semente de Abraão - Ele é o único que fielmente guardou a Aliança. Se uma pessoa está em Cristo está na Aliança com Abraão, não apenas porque Abraão creu em Deus (e viu a Cristo pela fé, João 8:56) mas principalmente porque Cristo é a bênção prometida na Aliança, “se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão”. Nós não devemos pensar que Abraão foi salvo por uma aliança diferente ou creu num evangelho diferente. Só há uma aliança que salva porque só há um evangelho que salva. Foi este evangelho que foi pregado a Abraão e no qual ele creu. “E a Escritura .... preanunciou o evangelho a Abraão” (Gal. 3:8) Abraão creu e foi salvo por esta fé, “de modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão” ( Gal. 3:9). Há continuidade na Aliança. Nós vamos um pouco mais adiante. Tanto naquela época quanto agora sempre houve uma forma externa e outra interna da Aliança - uma forma visível e outra invisível. Esta é uma observação da maior importância. Os homens só podem lidar com a forma externa e visível. É Deus quem trata da forma interna e invisível. Foi assim no tempo de Abraão, desde o começo da Aliança.

Todos que pertenceram aos descendentes de Abraão eram considerados membros da Aliança (visível) e receberam o sinal da Aliança (circuncisão). Isto incluía os estrangeiros e qualquer que quisesse união e comunhão com o Deus de Abraão (i.e., prosélitos) (Gen. 17:14). Todavia, nem todos que pertenciam à forma visível ou externa da Aliança estavam verdadeiramente em união e comunhão com Deus. Nem todos eram espirituais. Desta forma, Deus declara que não é com os filhos da carne (Ismael) mas com os filhos da promessa (Isaque) que Ele internamente estabelece uma aliança (Gen. 17:18-21). De igual forma, mesmo hoje a Igreja só pode administrar a forma exterior da Aliança.

Os batistas, de boa vontade, admitem isso. Eles só podem batizar na base da profissão externa e visível. Nunca podem estar seguros de que todos que admitem ao batismo, como crentes, estão verdadeiramente arrependidos. Eles reconhecem que há membros da Igreja que são hipócritas. Assim, quando qualquer igreja cristã batiza alguém, ela não está dizendo (ou não deveria estar) que tal pessoa é definidamente um crente. Somente Deus pode realizar um batismo que faz infalivelmente de alguém um crente, o qual é chamado de Batismo do Espírito Santo, ou a lavagem da regeneração (1 Cor. 12:13).

A água do batismo é um sinal externo e visível aplicado pela Igreja externa e visível àqueles que pertencem à comunidade externa e visível da Aliança. O batismo do Espírito Santo é o sinal invisível aplicado pelo Deus invisível para unir uma pessoa à comunidade invisível da Aliança (i.e., o corpo de Cristo). O batismo da água significa o batismo do Espírito. A Confissão de Fé de Westminster sumariza tudo isso de modo claro no Capítulo 28:1:

“O batismo é um sacramento do Novo Testamento, instituído por Jesus Cristo, não só para solenemente admitir na IGREJA VISÍVEL a pessoa batizada, mas também para servir-lhe de sinal e selo do pacto da graça...”.

Notem que ele é um sinal e selo do pacto da graça (i.e., da operação interna de Deus).

SINAL: significa que ele aponta para a graça oferecida na promessa de Deus. Como qualquer “SINAL”, ele nos leva a olhar para outra direção... para Deus e Sua misericórdia e Sua prontidão para salvar qualquer que, como Abraão, tome Deus pela Sua palavra e creia nEle.

SELO: É a marca para nosso próprio benefício, para nos mostrar que a coisa selada é autêntica. Os reis costumavam SELAR uma carta com uma estampa de cera de seus próprios sinetes. Esse selo era para o bem daquele a quem a carta era enviada, para mostrar que era genuína. Não é o selo que faz a carta genuína: é a carta do rei, quer ele a sele ou não. Mas o selo a confirma à nossa mente. É uma confirmação visível de uma realidade invisível. Notemos, agora, que, enquanto o batismo da água é o selo da forma externa da Aliança, o próprio Espírito Santo é o selo da forma interna. Efésios 1:13: “... tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa”. Efésios 4:30: “... não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção”. Este é o ponto em que devemos, respeitosa mas energicamente, apontar o erro de nossos irmãos batistas. Eles afirmam que o batismo da água é o selo da fé. Quando uma pessoa crê, então ela é batizada e este é um selo de sua fé. A Bíblia nega isto - O Espírito Santo, que é derramado nos nossos corações, é o selo da nossa fé.

A razão é simples: somente o Espírito pode selar algo que Ele próprio fez. Somente Ele pode nos assegurar que nos deu o novo nascimento, que somos renascidos do Espírito. Isto é o que Paulo quer dizer em Romanos 8:16: “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”. A Igreja visível adota pessoas no seu rol de membros através de um sinal e selo visíveis. O Deus invisível adota pessoas como membros de Cristo através de um sinal e selo invisíveis.

Portanto, todo presbiteriano e todo batista devem negar juntos que o batismo da água salva alguém. Nós todos rejeitamos integralmente a expressão “cristenizar” (designação que, na língua inglesa [“christening”], é dada ao batismo pelos católicos romanos). Esta expressão é uma herança da superstição católico-romana que supõe que o batismo da água lava pecados e “cristianiza” (“cristeniza”) alguém.

2. A CONTINUIDADE DA IGREJAA Igreja de Deus tem continuado através dos tempos, tanto do Velho quanto do Novo Testamento. É errado pensar que a “Igreja” começou com Jesus. Isto, todavia, subjaz na raiz de muito pensamento batista. Porém, antes dos dias de Abraão, Deus tinha um povo-chamado (uma Igreja) no mundo (os Setes, os Noés e os Enoques). A partir dos dias de Abraão esse povo ficou praticamente confinado a uma nação - os judeus. Mas mesmo na peregrinação do deserto no Êxodo, muito antes dos judeus terem uma terra prometida, um sacerdócio e um cerimonial de culto, foram chamados de “IGREJA”. Atos 7:38 refere-se a eles como “a igreja no deserto” (ekklesia). Novamente, Romanos 11 nos diz que os gentios que crêem em Cristo não são uma Igreja diferente dos crentes do Velho Testamento. Nós somos enxertados na mesma oliveira. A Igreja é descrita como uma oliveira crescendo através de todas as épocas. Tanto este é o caso que Pedro descreve a Igreja cristã do Novo Testamento com a rica linguagem judaica do Velho Testamento - “vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus” (1Pedro 2:9). Os crentes do Novo Testamento são, claramente, parte da ininterrupta Igreja de Deus. Há judeus que são realmente gentios e gentios que são realmente judeus: “... porque nem todos os de Israel são de fato israelitas; nem por serem descendentes de Abraão são todos seus filhos; ...estes filhos de Deus não são propriamente os da carne ..”. (Romanos 9:6-8). De sorte que Paulo diz: “se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão” (Gal. 3:29). Isto só pode fazer sentido se tiver havido continuidade da Igreja em todas as épocas.

Assim, não nos surpreende encontrar que na era por vir a Igreja única é descrita em termos de “gentios sentando à mesa com Abraão, Isaque e Jacó”. A Igreja visível hoje é uma continuação do que o Israel visível era no passado. Nós temos hipócritas hoje e eles também tinham. Nós podemos extirpá-los hoje e eles também podiam. De igual forma, a Igreja invisível hoje é a continuação do que o Israel invisível era então. Ora, dada essa continuidade tanto da ALIANÇA quanto da IGREJA (comunidade da Aliança), chegamos a uma observação vital. A Igreja visível tem sempre incluído os filhos dos crentes. Vemos isso em Gen. 17:7. Porque o crente Abraão e todos os seus filhos faziam parte da forma externa da Aliança, então deviam todos receber o sinal externo da Aliança - A CIRCUNCISÃO.

Sabemos que alguns eram como Esaú, incrédulos, e não incluídos na forma interna da Aliança. Mas é somente Deus quem opera este outro lado. Mesmo os Esaús devem ser recebidos como membros da Aliança e tratados como tais, até que cometam apostasia declarada. Desde que a Igreja visível e o sinal visível têm sempre incluído os filhos dos crentes, então também os incluem agora. Por qual processo de raciocínio devemos excluir hoje as crianças da Igreja visível, à qual elas sempre pertenceram? Ambos os lados concordam que a era neotestamentária da Aliança é até mais graciosa do que a antiga. Então, como podem os filhos dos crentes ter perdido esse gracioso privilégio que gozavam numa época muito mais estrita, nas escuras sombras da lei e do cerimonial?Se a Igreja inclui APENAS os crentes hoje, então a prova disso está para ser apresentada há muito tempo.

Notem que quando Paulo escreve suas cartas às várias igrejas, ele fala não só aos adultos, mas também aos seus filhos. “Filhos, obedecei a vossos pais” (Ef. 6:1). É uma carta a uma igreja com uma palavra aos filhos, porque a Igreja inclui os filhos. Filhos de crentes ainda são membros da forma visível da Aliança. Eles devem ainda receber o sinal visível do batismo. Não há mandamento explícito para batizar crianças no Novo Testamento exatamente porque tal mandamento não é necessário. As condições da Aliança, uma vez estabelecidas por Deus, são totalmente invioláveis. Ninguém pode revogar suas condições nem acrescentar outras. Este é o argumento de Paulo em Gálatas 3, que, embora não se refira à Aliança de Deus, ainda é verdade mesmo a respeito de uma aliança (ou testamento) feita pelo homem; “... falo como homem. Ainda que uma aliança seja meramente humana, uma vez ratificada, ninguém a revoga, ou lhe acrescenta alguma coisa” (Gal. 3:15). Os batistas estão, na verdade, acrescentando condições. Eles dizem que você precisa primeiro ser crente antes de ser membro da Aliança.

Uma criança é muito nova para crer; portanto, as crianças não recebem o sinal da Aliança nem são admitidas como membros dela. Ora, além da séria violação da Aliança de Deus neste ponto (i.e., a exclusão dos filhos, a quem Deus uma vez admitiu) isto envolve algo muito triste. Quando você encontra um crente batista sincero, cujo filho morreu ainda criança, você o vê compreensivelmente triste. Mas sua tristeza não é como a dos que não têm esperança. Ele tem conforto e esperança em Deus. Se você lhe perguntar onde está o pequenino, ele lhe dirá, confiantemente, que o seu filhinho está com Jesus, no céu. Ele responde como um pai da Aliança em favor de um filho da Aliança. Mas em que base está a criança segura? Ela é muito nova para arrepender-se e crer. Claro que ele sabe que, na verdade, isso é devido a uma fidelidade pactual de Deus. Por que é então que, “quando as coisas apertam”, o batista confessa que seu filho pertence a Deus por aliança? Suspeito que é porque a única aliança encorajadora é a original, mantida em sua forma inalterada, como Deus a deu. Quem é o mais consistente, então: o presbiteriano (que admite que seu filho é filho da aliança enquanto vive) ou o batista (que apenas o admite chorosamente quando ele morre)?

3 - A CONTINUIDADE DO SINAL O que resta para considerar agora é a continuidade do sinal da Aliança. Isto pode parecer algo estranho porque todos sabem que há uma clara descontinuidade ... a circuncisão foi substituída pelo batismo. Não obstante, a continuidade é real, porque ambos representam a mesma verdade; ambos significam as mesmas graças espirituais. Assim como o sacramento cruento do Cordeiro Pascal é substituído pelo sacramento incruento da Ceia do Senhor, também o sacramento cruento da circuncisão é substituído pelo sacramento incruento do batismo. Antes de mostrar isto, há um ponto de vista (mantido pelos batistas) que deve ser tratado.

Eles dizem que não havia uma, mas duas alianças, nos dias do Velho Testamento - uma espiritual e outra nacional. Dizem que a circuncisão refere-se apenas à nacional e não à espiritual; i.e., afirmam que a circuncisão era um tipo de “emblema nacional” para os israelitas.

Ora, isto é uma tentativa de evitar o fato que o batismo substitui a circuncisão como sinal do pacto. Todavia, pode-se responder facilmente a esse ponto de vista com duas observações:

  • 1- A circuncisão não é um símbolo ou emblema nacional porque foi administrada 430 anos antes da nação de Israel existir. Israel só se tornou uma nação pactual distinta quando a Lei foi dada no Sinai.
  • 2- A circuncisão não era uma marca de descendência física porque foi administrada a todo gentio, e seus filhos do sexo masculino, que quisessem adorar a Jeová em Israel.

Primeiro: A CircuncisãoA circuncisão externa era sinal e selo de uma circuncisão interna muito mais importante. O despojamento físico da carne significava o despojamento espiritual da carne do coração pecaminoso. A circuncisão feita pela Igreja do Velho Testamento apontava para uma circuncisão muito maior, que somente Deus poderia realizar. Isto é claramente posto por Paulo em Romanos 2:28-29: “Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne. Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão a que é do coração, no espírito”.

Portanto, não nos surpreende ler o que Moisés diz aos judeus quando se dirige a eles, nas planícies de Moabe, pouco antes destes entrarem na terra prometida. Ele diz: “O Senhor teu Deus circuncidará o teu coração, e o coração de tua descendência, para amares ao Senhor teu Deus de todo o coração e de toda a tua alma, para que vivas” (Dt. 30:6). Observem que Moisés está falando a homens que eram circuncidados exteriormente, mas que necessitavam de uma circuncisão interior. Eles tinham o sinal externo e visível, mas faltava-lhes a realidade interna e invisível. Além disso, o texto nos diz o que a verdadeira circuncisão (a circuncisão do coração) efetua: a remoção da incredulidade, resultando em amor a Deus e vida em vez de morte (“para que vivas”).

A mesma coisa pode ser vista no mandamento de Moisés a Israel em Dt. 10:16: “Circuncidai, pois, o vosso coração, e não mais endureçais a vossa cerviz”, i.e., Amai a Deus! Obedecei-O! Sede homens espirituais e não carnais! Todo esse assunto é resumido por Paulo em Romanos 4:11: “E recebeu (Abraão) o sinal da circuncisão como selo da justiça da fé...” Aí está. A circuncisão não é meramente um emblema nacional. É um sinal externo da justiça da fé. O significado da circuncisão é uma realidade espiritual.

Segundo: O Batismo Muitos textos poderiam ser estudados para mostrar a conexão entre o batismo e a circuncisão, mas um só será suficiente. Em Col. 2:11-12 nós lemos: “Nele também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo; tendo sido sepultados juntamente com ele no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos”.

Aqui a circuncisão é descrita como um batismo! Isto só é possível porque eles significam a mesma coisa. Enquanto Moisés disse aos judeus circuncidados que eles não eram realmente circuncidados, agora Paulo diz a esses gentios incircuncisos que eles foram realmente circuncidados. Paulo diz: vós “fostes também circuncidados”.

  • Que tipo de circuncisão era aquela? Uma circuncisão feita “não por intermédio de mãos”.
  • Que significa isso? O “despojamento (remoção) do corpo da carne” (i.e., da natureza carnal, do espírito rebelde).
  • Quem a fez? Cristo a fez ... pela “circuncisão de Cristo”.
  • Como isso ocorreu? “Tendo sido sepultados juntamente com Ele no batismo”.
  • O que isso efetuou? “No qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé”.

Assim, fica claro que este batismo e esta circuncisão se referem à mesma obra interna de Deus. A circuncisão é feita sem mãos, i.e., a circuncis0ão de Cristo, e o batismo é a operação de Deus “que O ressuscitou dentre os mortos”. É essa circuncisão/batismo do coração que produz a fé num pecador ... ressuscitados com Ele MEDIANTE A FÉ. Assim, claramente não é o batismo da água que é referido aqui. Isto se torna ainda mais claro no próximo versículo (v. 13) porque Paulo diz que tudo isso aconteceu enquanto a pessoa era ainda um pecador, um incrédulo. Isto tornou vivos homens mortos (espiritualmente), e lhes obteve o perdão dos pecados: “E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões, e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos”. Longe de ser o caso de “batismo de crentes” é exatamente o oposto - é o batismo/circuncisão de um incrédulo, que faz dele um crente.

Não é o batismo da água realizado por homens, mas o batismo do Espírito realizado por Deus. Não pode haver, portanto, dúvida de que o batismo e a circuncisão significam a mesma coisa. Há verdadeiramente uma continuidade do sinal da Aliança.

CONCLUSÃO Em razão da continuidade da Aliança, da Igreja e do Sinal, nós admitimos ao batismo todos os que pertencem à Aliança. Estes têm sido sempre os crentes professos e seus filhos menores. A comunidade da Aliança nunca excluiu as crianças. O batismo desses infantes (e apenas desses) é a única prática bíblica consistente. Os que se recusam a batizar tais crianças devem explicar por que estão acrescentando condições à Aliança, as quais Deus nunca acrescentou. Também, os que batizam tais crianças devem defender essa prática puramente na base da Aliança, devem deixar de lado todas as invenções humanas (tais como “padrinhos”, que a Escritura não reconhece), devem fazer distinção entre as formas interna e externa da Aliança, e devem repudiar qualquer sugestão de que o batismo da água salva.

por: Peter Bloomfield*

Fonte: Monergismo

* O autor é ministro da Igreja Presbiteriana do Leste da Austrália

sábado, 12 de abril de 2014

Evangelizando os Filhos da Aliança | Simone Quaresma

Esta palestra foi proferida pela Professora de educação infantil Simone Quaresma durante o XXII Simpósio Reformado Os Puritanos 2013, em Maragogi, Alagoas, e dirigida especificamente às mulheres cristãs participantes do evento. O tema foi abordado com base no livro do Dr. Joel Beeke: "O Evangelho para Os Filhos da Aliança", Editora Os Puritanos.

Simone Quaresma é casada com o Rev. Orebe Quaresma, pastor da Congregação Presbiteriana de Ponta da Areia em Niterói, Rio de Janeiro e mãe dos 4 filhos da aliança: Lucas, Israel, Davi e Júlia.

Leia um trecho do livro do Pr. Joel Beeke:

O Evangelho para Os Filhos da Aliança

Capítulo I – Entendendo a Necessidade

Livros e manuais sobre crescimento de igreja têm invadido o mercado. Entretanto, é surpreendente o fato de que poucos abordam o crescimento interno através da obra soberana do Espírito Santo, abençoando a criação de filhos na verdade da aliança.

Historicamente, cristãos reformados têm considerado que o crescimento da igreja mais genuíno e sólido ocorre através da conversão de jovens nascidos e criados na igreja. Charles Spurgeon escrevendo a Edward Payson Hammond, autor do livro “A Conversão de meus Filhos”, afirmou, “estou convencido de que dentre os nossos convertidos, aqueles nascidos e criados na igreja estão entre os melhores que temos. Creio que têm sido mais numerosos do que qualquer outra categoria de convertidos e também mais constantes e mais sólidos a longo prazo”.

O parecer de Andrew Bonnar estava de acordo com esse ponto de vista. Ele também escreveu a Hammond, dizendo: “nos despertamentos que nos têm sido concedidos, os casos de pessoas jovens foram inteiramente satisfatórios em relação a outros que tivemos. Se a conversão é obra de Deus, na qual o Espírito Santo revela Cristo à alma, seguramente, sua ação pode ocorrer tanto entre as crianças quanto entre os mais velhos”.

Filhos criados na igreja necessitam ouvir o evangelho nos mínimos detalhes tanto quanto os adultos necessitam. Eles, igualmente, precisam nascer de novo e serem evangelizados. Neste livrete sobre a evangelização dos filhos da aliança, na dependência do Espírito Santo, focalizaremos três preocupações:

    1. 1. A necessidade de evangelizar os filhos da aliança;
    2. 2. O conteúdo dessa evangelização;
    3. 3. Os meios para evangelizar.

Extraído do livro "O Evangelho Para os Filhos da Aliança", Ed. Os Puritanos

Fonte: Os Puritanos

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Teologia do Pacto | Monergismo

Cinquenta e quatro textos sobre a “Teologia do Pacto”.
Classificação: Título na ordem Crescente

Escolha Título Autor Data Escolha Crescente Decrescente

O Desenvolvimento das Crianças do Pacto sob a Pregação

Todos precisam ser admoestados continuamente a andar no caminho da santificação e a viver antiteticamente como sendo do partido do Deus vivo no mundo.

Autor(a): Herman Hoeksema
23/08/2008 - 22:05


O Pacto com Adão: Uma Breve Análise Histórica (muito bom!)

As igrejas Reformadas ensinam uma relação pactual entre o Adão pré-queda e o Deus Triúno. Neste artigo, a visão de vários teólogos são analisadas.

Autor(a): Angus Stewart
20/10/2007 - 16:34


O Pacto e a Predestinação

A eleição é a pré-ordenação divina da igreja, com seus milhões de eleitos, para a salvação da vida do pacto de Deus em Cristo.

Autor(a): Herman Hoeksema
28/07/2007 - 08:10


O Conselho de Paz e os Decretos de Deus

O conselho da predestinação serve ao conselho do pacto, assim como o conselho da providência serve ao conselho da predestinação.

Autor(a): Herman Hoeksema
28/07/2007 - 08:03


O Conceito Correto do Pactum Salutis

O pacto de graça não é o conselho de paz em si, mas antes a revelação e realização dele.

Autor(a): Herman Hoeksema
27/07/2007 - 21:32


A Realização Final do Pacto

A vitória completa está garantida para a igreja, e a realização final do pacto de Deus será ouvida no tempo determinado por Deus.

Autor(a): Herman Hoeksema
27/07/2007 - 20:35


O Pacto e a Igreja

A igreja se tornou o templo do Deus vivo. Ela desfruta da mais íntima comunhão com o Deus vivo, e isso é simbolizado pela ceia do Senhor.

Autor(a): Herman Hoeksema
26/07/2007 - 18:48


O Cumprimento do Pacto em Cristo

Em Cristo o pacto de amizade que Deus estabelece com o seu povo é eternamente fixo, pois ele é Emanuel, Deus conosco.

Autor(a): Herman Hoeksema
26/07/2007 - 13:48


Deus Habitando com o seu Povo

Deus habita com e entre o seu povo. Ele faz seu lugar de habitação com eles, e eles habitam com ele.

Autor(a): Herman Hoeksema
26/07/2007 - 13:29


O Pacto: Uma Relação de Amizade

A ênfase do pacto não é sobre a idéia de um contrato, mas antes sobre uma viva relação de amizade entre Deus e aqueles a quem ele escolheu em Jesus.

Autor(a): Herman Hoeksema
26/07/2007 - 12:47


O Significado da Palavra Pacto

A palavra que a Escritura usa para o pacto é de pouca ajuda em determinar a idéia escriturística do pacto.

Autor(a): Herman Hoeksema
26/07/2007 - 08:23


O Pacto como Fim

O pacto determina e domina o todo do conselho de Deus, e o todo da história se concentra ao redor da mais alta realização do pacto de Deus.

Autor(a): Herman Hoeksema
26/07/2007 - 07:47


O Pacto entre Deus e o Homem

A relação pactual nunca pode ser algo que não um reflexo ectípico da vida pactual no próprio Deus.

Autor(a): Herman Hoeksema
25/07/2007 - 19:06


Deus, um Deus Pactual

As Escrituras ensinam que Deus é em si mesmo um Deus pactual. Ele não é um Deus pactual por causa de alguma relação estabelecida com a criatura.

Autor(a): Herman Hoeksema
24/07/2007 - 22:59


A Idéia do Pacto

A idéia e a essência do pacto devem ser explicadas a partir da relação entre as três pessoas da santa Trindade.

Autor(a): Herman Hoeksema
24/07/2007 - 21:01


A Idéia Bíblica do Pactum Salutis

O pactum salutis é o acordo de redimir e salvar os eleitos, vindo logicamente após o conselho de predestinação.

Autor(a): Herman Hoeksema
24/07/2007 - 19:46


O Conselho de Paz e o Pacto com Cristo Distinguidos

É de extrema importância distinguir entre o pacto que Deus estabelece com Cristo como o servo do Senhor e o pacto eterno das três pessoas da Trindade.

Autor(a): Herman Hoeksema
24/07/2007 - 00:54


O Pactum Salutis ou Pacto da Redenção

Quase todos os teólogos reformados desde o século dezessete falam de um pactum salutis, um pacto de redenção, também chamado de o conselho de paz.

Autor(a): Herman Hoeksema
24/07/2007 - 00:36


Os Pactos Sumarizados

Os diferentes pactos mencionados na Escritura não são pactos separados, mas revelações diferentes de um único pacto eterno de Deus.

Autor(a): Ronald Hanko
15/02/2007 - 23:48


A Consumação do Pacto

A consumação do pacto é a sua realização e glória final no reino eterno e celestial de Cristo nosso Senhor.

Autor(a): Ronald Hanko
15/02/2007 - 23:02


O Antigo e Novo Pacto Comparados

As diferenças entre o antigo e o novo pacto são somente no que chamamos administração, ou detalhes administrativos.

Autor(a): Ronald Hanko
15/02/2007 - 20:11


O Novo Pacto

O novo pacto substitui o antigo somente como uma revelação mais nova e mais completa do único pacto eterno de Deus.

Autor(a): Ronald Hanko
14/02/2007 - 22:41


O Pacto com Davi

As promessas pactuais feitas a Davi foram cumpridas na obra do nosso Senhor Jesus Cristo.

Autor(a): Ronald Hanko
14/02/2007 - 21:28


A Função da Lei no Pacto

A lei é o livro do pacto, revelando como o povo pactual de Deus pode agradá-lo e ser grato a ele, em palavra e obras.

Autor(a): Ronald Hanko
14/02/2007 - 20:29


A Lei e o Pacto

Existe apenas um pacto, um pacto que não está em conflito com a lei, um pacto de graça em Cristo ao qual todos os verdadeiros israelitas pertencem.

Autor(a): Ronald Hanko
13/02/2007 - 23:20


Um Povo de Deus

O verdadeiro Israel na Escritura não é um povo terreno e uma nação carnal, mas o povo espiritual de Deus, como o é a igreja.

Autor(a): Ronald Hanko
13/02/2007 - 22:22


O Pacto com Israel

A fé Reformada insiste que existe somente um pacto, um povo do pacto, Israel sendo a igreja do Antigo Testamento.

Autor(a): Ronald Hanko
13/02/2007 - 21:42


O Pacto e a Terra Prometida

Todos os filhos de Abraão herdam com Abraão algo muito melhor que colinas, rios e cidades de uma nação terrena.

Autor(a): Ronald Hanko
12/02/2007 - 23:34


O Pacto com Abraão

A Escritura mostra claramente que o pacto com Abraão é o mesmo que o pacto com Israel. O pacto de graça revelado a Abraão foi cumprido em Cristo.

Autor(a): Ronald Hanko
12/02/2007 - 22:25


O Pacto com Noé

Os diferentes pactos do Antigo Testamento são, na verdade, apenas diferentes revelações de um único pacto de graça.

Autor(a): Ronald Hanko
12/02/2007 - 20:57


O Pacto com Adão

O pacto com Adão não foi um pacto separado, mas a primeira revelação de um único pacto eterno de graça.

Autor(a): Ronald Hanko
12/02/2007 - 00:59


A Natureza do Pacto

A Escritura ensina que o pacto não é um acordo, mas uma ligação ou relação soberanamente estabelecida entre Deus e o seu povo em Cristo.

Autor(a): Ronald Hanko
11/02/2007 - 22:41


O Pacto e a Grande Comissão

Uma introdução ao pacto e sua relação com a grande comissão.

Autor(a): Kenneth L. Gentry
01/09/2006 - 01:02


Deus: Um Deus Pactual

Deus é um Deus pactual. O maior fundamento para o pacto da graça deve ser encontrado na verdade que Deus vive uma vida pactual em si mesmo.

Autor(a): Herman Hanko
13/08/2006 - 19:16


Pacto e Soberania (muito bom!)

O pacto não é um acordo entre Deus e o homem. Um pacto que é um acordo é um pacto que é condicional, o que é contrário às doutrinas da graça.

Autor(a): Herman Hanko
12/08/2006 - 22:38


Dispensacionalismo, teologia do pacto e teologia da nova aliança

Uma visão geral do dispensacionalismo, teologia do pacto e teologia da nova aliança.

Autor(a): John Piper
14/07/2006 - 01:07


Teses sobre Teologia do Pacto (muito bom!)

Um excelente esboço da teologia do pacto.

Autor(a): R. Scott Clark
15/06/2006 - 11:08


Os Dois Pactos são Diferentes

Os dois pactos, o antigo e o novo, diferem em tantas maneiras que não podem ser duas administrações do mesmo pacto.

Autor(a): John Owen
09/09/2005 - 10:29


O que o Pacto Envolve

O conceito de pacto envolve as doutrinas de Deus, do homem, da salvação por Cristo, da igreja e das últimas coisas.

Autor(a): Paul Mizzi
30/06/2005 - 07:48


Cristo no Período Monárquico

O período monárquico é assaz importante no contexto da revelação de Deus...poderíamos nomear Davi como a figura messiânica central desse período.

Autor(a): José Maurício Passos Nepomuceno
25/11/2004 - 09:33


Cristo no Período Mosaico (muito bom!)

O período mosaico foi uma época, tipologicamente falando, muito rica em figuras que apontavam para Cristo Jesus; e uma delas foi Moisés.

Autor(a): José Maurício Passos Nepomuceno
23/11/2004 - 21:15


Cristo no Período Adâmico - Proto Evangelho

O Proto- Evangelho é a primeira de todas as profecias sobre Jesus, registrada em Gênesis 3:15.

Autor(a): José Maurício Passos Nepomuceno
10/11/2004 - 20:48


Cristo no Período Patriarcal

A era patriarcal é aquela que compreende o período que vai desde a expulsão do primeiro casal do jardim do Éden até a chegada da Lei de Deus.

Autor(a): José Maurício Passos Nepomuceno
10/11/2004 - 20:40


Breves Considerações sobre a Aliança da Criação e a Plenitude do Espírito

A plenitude do Espírito Santo está diretamente relacionada com a doutrina da Aliança da Criação.

Autor(a): Wilson de Angelo Cunha
06/11/2004 - 20:06


Mais um Ensaio sobre a Aliança

O que motivou Deus a fazer uma aliança com Abraão? Devemos aceitar como história narrada ou como fábula?

Autor(a): Sérgio Paulo de Lima
21/10/2004 - 02:12


Uma Visão Breve e Geral da Teologia do Pacto no Cristianismo Primitivo

A idéia do pacto foi mais significante nos escritos de teólogos particulares primitivos ante-Nicenos.

Autor(a): Ligon Duncan
18/10/2004 - 02:31


O que é Teologia do Pacto?

A teologia do pacto é o evangelho apresentado no contexto do plano eterno de Deus de comunhão com o Seu povo.

Autor(a): Ligon Duncan
18/10/2004 - 02:30


A Teologia do Pacto é o Cristianismo Histórico

Muita da confusão que vejo no atual discurso teológico dentro dos vários ramos reformados das igrejas reformadas se deve a ignorância.

Autor(a): Ligon Duncan
18/10/2004 - 02:29


A Dispensação do Pacto

As igrejas reformadas são caracteristicamente conhecidas pela sua Teologia dos Pactos. Mas, que pactos são esses?

Autor(a): Moisés Cavalcanti Bezerril
18/10/2004 - 02:28


Criação e Pacto

Pacto pode ser definido como relacionamento.

Autor(a): Mauro Meister
18/10/2004 - 02:26


A Promessa Pactual do Espírito

Eu tentarei fazer duas coisas: primeiro, eu irei enaltecer o texto e depois, eu tentarei de alguma forma explanar o texto.

Autor(a): Desconhecido
18/10/2004 - 02:26


Uma Breve Introdução ao Estudo do Pacto 2 (PDF)

Este artigo se propõe a estudar os elementos básicos da doutrina do pacto.

Autor(a): Mauro Fernando Meister
18/10/2004 - 02:24


Uma Breve Introdução ao Estudo do Pacto (PDF)

Este artigo se propõe a estudar os elementos básicos da doutrina do pacto.

Autor(a): Mauro Fernando Meister
18/10/2004 - 02:23


A Importância da Instrução Através de Catecismo

Numa palestra dada (em 1952) aos membros da Primeira Igreja Reformada em Paterson.

Autor(a): Anthony Hoekema
18/10/2004 - 02:21


Fonte: Monergismo

Tradução: Felipe Sabino