terça-feira, 30 de abril de 2024
Os animais que NÃO entraram na arca | Adauto Lourenço
sábado, 27 de abril de 2024
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Críticas ao Artigo “ Deus e o jardim das delícias” | Gaspar de Sousa
O Jornalista Hélio Schwartsman, do Folha Online, escreveu um artigo: "Deus e o Jardim das Delícias". Li e, sinceramente, não passa de afirmações tautológicas e antiteístas. O leitor Marcos Dourado forneceu uma excelente resposta, por e-mail, ao articulista militante. A resposta encontra-se no site Criacionismo Segue, numa boa exposição dos achados de Hélio. As notas no fim do artigo foram postas por mim.
Caro Hélio,
Em sua última coluna na Folha, “Deus e o Jardim das Delícias”, você se declarou um “ímpio contumaz”. Data venia, prezado. Contumaz, talvez; ímpio, nem por brincadeira. Você obviamente aplicou contra si um juízo apocalíptico – acredito que por galhofa, a julgar pelo encômio moral que você se dedicou há alguns anos. Hélio, não se superestime. É preciso muito suor, muita hora-extra – em suma, um esforço literalmente dos diabos para se atingir o status da impiedade. Por algumas de suas colunas na Pensata, você, quando muito, mereceria do seu provável ascendente, o rei Davi, a pecha de néscio ("Diz o néscio no seu coração: Não há Deus. Os homens têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras; não há quem faça o bem." Salmo 14:1).
Mas eu falava de esforços. O ímpio é, antes de tudo, diligente. Abnegado. Não sabe o que é desídia, ao menos a desídia intelectual. Logo, para juntar-se ao conselho dos ímpios, você deveria demonstrar essa diligência ímpia ao longo de seus textos. Parece-me que tal não ocorre. Permita-me desenvolver o raciocínio.
Em tempos idos, mais precisamente 11/1/2007, você escreveu o artigo “Santa Ilusão” a respeito do livro Deus, Um Delírio, de Richard Dawkins. À época, não me dispus a ler o “delicioso libelo”, como então você o definiu. Apeteceu-me mais o breve, elegante e bem conduzido Deus Existe, que conta a decisão aristotélica do filósofo Antony Flew de abraçar o teísmo após setenta anos de ateísmo. Por que “aristotélica”? Porque Flew, desde a adolescência, se dispôs
a seguir o argumento até aonde ele o levasse. E o livro é umroad movie desse trajeto.
Contudo, mesmo não conseguindo Dawkins me induzir à copromancia[1] (falar nisso, por onde andará o Paulo Betti?), ainda assim confiei em seu juízo quando você se dispôs a resenhar o fecaloma editorial do renomado zoólogo. Ao menos quanto à pertinência da argumentação do bufo sacrílego, julguei que você a dissecaria segundo seus critérios de filósofo. Daí, por decorrência, imaginei que, malgrado as grosserias levianas do autor, haveria algum mérito lógico nas ideias ali defendidas. Ledo e ivo engano. Hoje pela manhã me repassaram um vídeo em que o filósofo, teólogo e historiador do Novo Testamento, William Lane Craig[2], disseca o argumento considerado central pelo próprio Dawkins em seu “delicioso libelo”. Repasso-o, meio que de memória.
Para começar, a edição brasileira do Delírio, sem querer, comete uma graça: o argumento central do livro começa à página 1-7-1.
Craig argumenta que se o cerne do livro de Dawkins falhar, como aquele mesmo propôs, suas conclusões a respeito da inexistência de Deus se esfacelam.
Citemos as palavras do livro:
- 1) Um dos grandes desafios para o intelecto humano, ao longo dos séculos, vem sendo explicar de onde vem a aparência complexa e improvável de design no Universo.
- 2) A tentação natural é atribuir a aparência de design a um design verdadeiro.
- 3) A tentação é falsa, porque a hipótese de que haja um propósito suscita imediatamente o problema maior sobre quem projetou o projetista.
- 4) O guindaste mais engenhoso e poderoso descoberto até agora é a evolução darwiniana, pela seleção natural.
- 5) Não temos ainda um guindaste equivalente para a Física.
- 6) Não devemos perder a esperança de que surja um guindaste melhor na Física, algo tão poderoso quanto o darwinismo é para a Biologia.
Conclusão: "Deus, quase com certeza, não existe."
Salta aos olhos que a conclusão brota do vento. Qual theo ex-machina, ela desce de paraquedas; não resulta de nenhuma das seis premissas anteriores. Não é preciso ser um estudante de filosofia para perceber que se trata de uma falácia non sequitur (ou como você bem traduziu uma vez: besteira da grossa).
Falácia permanece falácia mesmo quando todas as suas premissas se mostram verdadeiras. Elas são? Vejamos.
Poderíamos, sob a batuta de Quine, apelar para a generosidade (embora quando se trate de Dawkins eu ache melhor pautar-me por Goya – aquele que pintou um quadro de nome “o sono da razão gera monstros”). Nesse caso, diríamos não se tratar de premissas mas de um conjunto de afirmações cuja consecução um tanto saltitante resultaria na conclusão da inexistência de Deus.
Pergunta a um filósofo: “Existe alguma regra lógica que permita, de maneira válida, chegar à conclusão de Dawkins partindo de suas seis 'afirmações'?”
Parece que nem blindada pela caridade a conclusão se sustenta. No máximo, considerando-se verdadeiras cada uma das seis afirmações, não se poderia afirmar a existência divina com base no “aparente” design do Universo. Daí a negá-la resulta que o eminente queniano atolou-se até o pescoço no monturo de seus preconceitos.
Melhor, a “aparente” complexidade do Universo não confirma a existência de Deus – mas também não a inviabiliza. Na verdade, essa “suposta” impressão de design mais apoia que desmente a existência de Deus. O crente pode, a partir dela, crer justificadamente em Deus – ainda que dispense argumentos cosmológicos, ontológicos, morais ou, por que não, desconsidere qualquer argumento. Ele pode basear-se talvez em experiências religiosas estritamente pessoais. Até mesmo, quem sabe, na própria Revelação Divina. Não seria incoerente; um dos pilares cristãos vem justamente de a fé ser um dom divino, imprescindível para o perdão dos pecados e a salvação da alma.
Portanto, a rejeição para o argumento do design para a existência de Deus de modo algum implica que Ele não exista. Nem sequer invalida essa crença. Muitos dos cristãos que conheço rejeitam diversos argumentos em favor da existência de Deus (alguns rejeitam até o design) e isso não faz com que levem a sério o ateísmo ou o agnosticismo.
Voltando aos seis passos de Dawkins, percebe-se que alguns deles são flagrantemente falsos:
Passos ou premissas 5 e 6:
Neles, Dawkins se refere ao improvável, quiçá miraculoso, ajuste fino para que as condições iniciais do Universo viessem a propiciar o surgimento e desenvolvimento da vida. Tais condições são tão complexas e de tal forma excludentes a alternativas que muitos cientistas se assombram a ponto de chamarem-nas de “sintonia fina do Universo para a vida”.
Pois não é que Dawkins admite justamente isso no argumento 6? Não há equivalente à Teoria da Evolução para explicar essa sintonia. Logo, mesmo se o neodarwinismo fosse bem sucedido (e não é) para explicar a origem da vida mais a sua complexidade em planos estanques de reinos, filos, classes e ordens, não há teoria que explique o improbabilíssimo emaranhado de combinações pró-vida decorrentes do tal Big Bang.
Desse modo, o famigerado livro de Richard Dawkins, tão incensado, tão badalado, possui em seu miolo um buraco impossível de ser preenchido apenas com entulhos falaciosos.
Para cobrir tal lacuna, ele recorre ao velho tapa-buracos do otimismo: “Não devemos perder a esperança de que surja um guindaste melhor na Física, algo tão poderoso quanto o darwinismo é para a Biologia.” Obliquamente, o evangelho dawkinsiano sequestra uma metáfora de Richard Goldschmidt: “Eis que o monstro esperançoso se fez cãs e foi esvoaçá-las no campus de Oxford.”
Mas há como o nosso etólogo travesso se superar. Tomemos o passo 3 de seu argumento:
“A tentação é falsa, porque a hipótese de que haja um propósito suscita imediatamente o problema maior sobre quem projetou o projetista.”
Quer dizer: não há justificativa para inferir design a partir da complexidade do Universo porque o problema seria apenas deslocado para mais adiante.
Primeiro: para que uma explicação seja satisfatória não há necessidade da explicação da explicação. Isso é elementar em filosofia da ciência. Exemplo: se em alguma das luas de Júpiter forem recolhidos maquinários de lavra desconhecida não seria justificável negar-lhes origem alienígena apenas por não se conhecer os seres extraterrenos que os possam ter produzido – sobretudo não havendo a mínima ideia de como chegaram àquele astro ou mesmo quem eram (Aquiles, Brás Cubas, Papai Noel?).
Segundo: exigir uma explicação anterior leva a uma regressão infinita: qual a explicação da explicação? Qual a explicação da explicação da explicação? E por aí segue, ad eternum... Pode até parecer um bom recurso para avacalhar uma infindável linhagem teogônica. Acontece que pau que dá em Pinto dá em Jacinto: de igual modo, nenhuma explicação científica seria definitiva e a ciência colapsaria. Esse é o lado Bin Laden de Dawkins: para acabar com Deus ele não titubeia em pôr em risco as torres gêmeas da ciência. Por que tamanha temeridade? Para não conceder ao leitor que a explicação do “aparente” aspecto de projeto do Universo não implica em descartar o projetista.
Terceiro: em outra parte do texto, Dawkins defende que a explicação da origem do Universo, no caso, o projetista, precisa ser pelo menos tão complexa quanto a coisa a ser explicada. Ora, isso em nada avançaria a explicação. Mais: Dawkins não parece ter uma relação epistêmica saudável com o critério de simplicidade para ponderação de hipóteses. Particularmente, não considero esse critério nem descartável nem soberano. Poderíamos citar outros critérios como o “poder explanatório”, o “escopo explanatório”, o grau “ad hoc” naturalidade/artificialidade, a plausibilidade, etc. Todos eles devem ser considerados balanceadamente ao se comparar hipóteses.
Quarto: um projetista não precisa ser tão ou mais complexo que o Universo projetado por ele. Sendo incorpórea, a mente divina se revelaria consideravelmente simples; até onde podemos supor, ela não possui secções, não é multicomposta. Incorpórea, frisemos, ela pode tranquilamente ser monolítica e ainda possuir as propriedades características de uma mente: autoconsciência, racionalidade e vontade. Isso é muito simples, ao contrário da complexidade de um universo contingente formado de quantidades de matéria e energia balizadas por inúmeras constantes e propriedades, além de uma inexplicável aparência de design. Comparados, a mente divina é inegavelmente mais simples que o Universo. Sem contar que a simplicidade de tal mente não a impede de formular ideias complexas, até imperscrutáveis para a nossa compreensão. Para ela, o cálculo infinitesimal, por exemplo, poderia ser tão trivial quanto somar 2 com 2. Dawkins, propositadamente ou não, desconsidera que a complexidade de uma ideia não é incompatível com a simplicidade da mente que a formulou.
Por fim, a verdadeira questão: Por que um biólogo doutorado em uma das mais renomadas universidades do planeta comete uma falácia tão bisonha? Pior: Por que tamanha falácia não é desmascarada pela maioria dos que se arrogam a faculdade de bem pensar?
Tenho um palpite, mas fica para a próxima.
1ª Parte2ª Parte
Por: Gaspar de Sousa
[1] “Arte” de adivinhação por meio dos excrementos
[2] Este vídeo pode ser acessado Acima, ou nos Links: 1ª Parte e 2ª Parte.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Visão Histórica do Antigo Testamento [Aulas: 3 e 4] | Pr. Thomas Tronco
TBAT - Livro de Gênesis (parte 1)
TBAT - Livro de Gênesis (parte 2)
Teologia Bíblica do Antigo Testamento (TBAT)
Por: Pr. Thomas Tronco
Fonte: Igreja Batista Redenção
segunda-feira, 8 de julho de 2013
sábado, 15 de junho de 2013
terça-feira, 11 de junho de 2013
terça-feira, 2 de abril de 2013
Cosmovisão Cristã: A formação da mente de Cristo | Norma Braga
Palestra ministrada durante a “Conferência de Teologia Vida Nova” em outubro de 2013 no Templo da Igreja Assembléia de Deus em Curitiba.
quinta-feira, 7 de março de 2013
A obra do Espírito Santo na Nova Criação | John Owen
O grande privilégio profetizado quanto à era do evangelho, que faria a igreja do Novo Testamento mais gloriosa do que a do Antigo Testamento, foi o maravilhoso derramar da promessa do Espírito Santo sobre todos os crentes. É o vinho melhor que foi deixado por último (Is 35.7; 44.3; Jl 2.28; Ez 11.19; 36.27).
O ministério do evangelho pelo qual somos novamente nascidos é chamado de ministério do Espírito (2Co 3.8). No Novo Testamento a promessa do Espírito Santo é para todos os crentes e não para apenas alguns poucos especiais (Rm 8.9; Jo 14.16; Mt 28.20). Somos ensinados a orar para que Deus nos dê o seu Espírito Santo, para que com o seu auxílio possamos viver para Deus na santa obediência que ele requer (Lc 11.9-13; Mt 7.11; Ef 1.17; 3.16; Cl 2.2; Rm 8.26). O Espírito Santo foi prometido solenemente por Jesus Cristo quando estava para deixar o mundo (Jo 14.15-17; Hb 9.15-17; 2Co 1.22; Jo 14.27; 16.13). Portanto, o Espírito Santo é prometido e dado como a única causa de todo o bem que podemos partilhar nesse mundo.
Não há bem que recebamos de Deus senão o que nos é trazido e em nós operado pelo Espírito Santo. Nem há em nós bem nenhum para com Deus, nenhuma fé, amor, obediência à sua vontade, exceto o que somos capacitados a fazer pelo Espírito Santo. Pois em nós, isto é, na nossa carne, não há bem nenhum, como nos diz Paulo.
A nova criação
A grande obra que Deus planejou foi a restauração de todas as coisas por meio de Jesus Cristo (Hb 1.1-3). Deus intentou revelar a sua glória, e o principal meio para fazê-lo seria através da mais perfeita revelação de si mesmo e das suas obras que o mundo jamais vira. Esta perfeita revelação nos foi dada pelo seu Filho, o Senhor Jesus Cristo, quando tomou sobre si a nossa natureza para que Deus pudesse graciosamente reconciliar-nos com ele mesmo.
Jesus Cristo é “a imagem do Deus invisível” (Cl 1.15), é o “resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser” (Hb 1.3). Na face de Jesus Cristo resplandece a glória de Deus (2Co 4.6). Ao planejar, constituir e colocar em prática a sua grande obra, Deus, portanto, fez a mais gloriosa revelação de si mesmo tanto aos anjos quanto aos homens (Ef 3.8-10; 1Pe 1.10-12). Ele fez isso para que pudéssemos conhecer, amar, confiar, honrar e obedecer-lhe em todas as coisas como Deus, em conformidade com a sua vontade.
De um modo particular, nessa nova criação, Deus tem se revelado especialmente como três Pessoas em um único Deus. O supremo propósito e planejamento de tudo é atribuído ao Pai. Sua vontade, sabedoria, amor, graça, autoridade, propósito e desígnio são revelados constantemente como o fundamento de toda a obra (Is 42.1-4; Sl 40.6-8; Jo 3.16; Is 53.10-12; Ef 1.4-12). Muitos foram também os atos do Pai para com o Filho, quando o enviou, deu e designou para a sua obra. O Pai lhe preparou um corpo, e o confortou e amparou na sua obra. Ele também o recompensou ao lhe dar um povo para ser o seu próprio povo.
O Filho a si mesmo se humilhou e concordou em fazer tudo o que o Pai havia planejado que fizesse (Fp 2.5-8). Por essa causa o Filho deve ser honrado da mesma maneira que honramos ao Pai.
A obra do Espírito Santo é fazer concluir aquilo que o Pai planejou realizar através de seu Filho. Por causa disso, Deus se nos deu a conhecer, e somos ensinados a confiar nele.
Por: John Owen
Fonte: Projeto Os Puritanos
Capítulo 5 da obra "O Espírito Santo" de John Owen a ser publicada pela editora Os Puritanos ainda este ano.
domingo, 3 de março de 2013
O Desafio da Universidade | Augustus Nicodemus
- Por: Augustus Nicodemus
- Fonte: Igreja Presbieriana de Aanto Amaro
- Aula sobre o Desafio da Universidade para os Jovens Cristãos.
Data: 20/01/2013
sábado, 2 de março de 2013
Será que Adão e Eva existiram mesmo? | Hernandes Dias Lopes.
Francis Collins, o pai do projeto Genoma, um dos mais ilustres geneticistas da atualidade, no seu livro LINGUAGEM DE DEUS, professa ser um cristão. Porém, tenta conjugar o Cristianismo com o Darwinismo. O caminho que encontrou para essa aliança espúria foi afirmar que Deus criou o universo através da evolução.
Consequentemente, o relato bíblico de Gênesis 1 e 2 não pode ser aceito como um registro histórico literal. Sendo assim, Adão e Eva não existiram como relata a Bíblia. O relato da criação deve ser entendido como uma passagem pictórica e metafórica. O problema é que não podemos negar a literalidade de Gênesis 1 e 2 sem negar o restante das Escrituras.
Não podemos aceitar a tese do "evolucionismo teísta" sem desconstruirmos toda a Bíblia. O relato da criação está presente em todos os livros da Bíblia: lei, históricos, poéticos, proféticos, evangelhos, epístolas e Apocalipse.
Para subscrevermos a tese de Francis Collins precisaríamos negar a inerrância das Escrituras. Com quem vamos ficar? Seja Deus verdadeiro e mentiroso todo homem! Ficamos com Jesus, que disse: "E a Escritura não pode falhar". Ficamos com o apóstolo Paulo que disse: "Toda Escritura é inspirada por Deus".
Hernandes Dias Lopes – Via Facebook
A Origem das Teorias: Como Tudo Começou?" | Prof. Adauto Lourenço
Fonte: Editora Fiel
Por: Prof. Adauto Lourenço
Palestra ministrada na Conferência Como Tudo Começou, realizada pela Editora Fiel em fevereiro de 2013.
Conheça o DVD da Conferência Fiel "Como Tudo Começou"
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Trazendo o Evangelho para a conversa | Mike Riccardi
Um dos desejos que o Espírito Santo cria no coração do recém convertido é o desejo de compartilhar com os outros as Boas Novas pelas quais nós fomos salvos. Entretanto, como todos nós sabemos muito bem, esse desejo pode ser ofuscado por várias coisas. Talvez temamos ser vistos como estranhos, ingênuos ou tolos. Talvez sintamos que ainda não conseguimos formular a mensagem do Evangelho de uma forma perfeitamente apresentável. Pode até ser que nosso orgulho ou egocentrismo tenham diminuído nossas afeições pela glória de Cristo e nosso amor pelos perdidos.
Às vezes, entretanto, nada disso é problema. A lembrança da glória de Cristo em Sua Palavra reacende em nossos corações a chama da proclamação. Essa visão da glória extingue nosso temor dos homens. Já estudamos e entendemos as bases do Evangelho e até já memorizamos algumas passagens de referência da Escritura. Mesmo quando estamos nesse estado, às vezes é simplesmente difícil introduzir o assunto em uma conversa.
Em alguns casos, a conversa com um colega de trabalho ou vizinho acaba naturalmente envolvendo o Evangelho. Louve a Deus por essas oportunidades. Ore por mais delas. Na maior parte do tempo, entretanto, uma conversa não se move nessa direção a não ser a direcionemos ativamente. E eu penso que muitos Cristãos acabam desperdiçando oportunidades de levar uma conversa com um amigo em direção a coisas mais profundas porque simplesmente não sabem como fazer isso de uma forma que não seja muito abrupta, rude ou até brega.
Uma forma potencialmente útil de direcionar uma conversa rumo ao Evangelho é prestar estar atento a temas básicos. Alguns já conceituaram a história da redenção baseada nos quatro temas básicos da Criação, Queda, Redenção e Consumação. Já me ocorreu, refletindo nessas categorias, que muitas das experiências da nossa vida também podem ser vistas pelas lentes desses temas. Assim, estar atento a esses temas em uma conversa com um não crente pode prover uma transição natural para uma conversa sobre o Evangelho. Pense nisso comigo.
Criação
Ao criar os céus e a terra, Deus foi muito bom com toda a humanidade – Ele envia a chuva e o sol tanto para o justo como para o ímpio. Notar um ponto da conversa em que um não crente faz qualquer menção de aproveitar alguma parte da criação pode levar a uma transição suave para o Evangelho. Um comentário de um amigo sobre o clima agradável, a apreciação de um belo pôr-do-sol, a dúvida sobre a forma de uma nuvem ou mesmo a admiração perante o intrincado desenho de uma flor – tudo isso provê oportunidades para louvarmos o Criado que ordenou toda essa beleza à existência.
“Poxa, hoje está um clima muito bom, não é mesmo?”
“Com certeza. É muita bondade de Deus nos dar um dia tão bonito para aproveitarmos!”
“É… Acho que sim… Eu não sou muito religioso.”
“Entendo. Você nunca parou pra pensar nas coisas que Jesus disse que era, então?”
Uma outra forma que o tema da criação se conecta com as nossas vidas diárias é a nossa própria criatividade. Toda vez que alguém cria algo, eles imitam o Criado, mesmo que de uma forma pequena e caída. Criar é parte de sermos feitos à imagem de Deus. Isso vai desde o artístico – como pintura, fotografia, poesia, escultura – ao mais “mundano” – projetos arquitetônicos, decoração de interiores, jardinagem ou trabalhos de colagem. Cada uma dessas atividades provê oportunidades de louvar a Deus por Sua graça comum – Sua misericórdia em dar esses bons dons a tanto seus amigos como seus inimigos.
Se um não crente compartilha um interesse em alguma atividade criativa, seria muito bom dizer algo como:
“Você realmente parece gostar de escrever. Você já parou pra pensar no porquê disso?”
“Acho que é só uma coisa que eu comecei quando era mais novo e tenho gostado de fazer, desde então. Para falar a verdade, nunca pensei muito a fundo nisso.”
“Isso pode soar estranho, mas eu acredito que a nossa criatividade reflete a criatividade de Deus, que criou o mundo inteiro. A Bíblia diz que Deus criou a humanidade à Sua imagem, e assim podemos refleti-la de diversas formas. Você se importaria se eu falasse mais sobre isso?”
Queda
Por outro lado, as evidências da queda da humanidade no pecado estão em todo lugar. Circunstâncias injustas, relacionamentos pessoais prejudicados, esperanças e expectativas frustradas e mesmo várias outras tragédias nos dão evidências de que nosso mundo foi quebrado pelo pecado. Esses tópicos provêem oportunidades para falar do Deus que criou esse mundo “muito bom” e da rebelião da humanidade contra Deus que trouxe a maldição.
Oportunidades para conectar o tema da Queda com as nossas vidas são, literalmente, constantes. Uma das atividades preferidas da nossa geração é a reclamação. De fato, Paulo nota que as reclamações e murmurações são tão comuns em nosso mundo que, ao não exercitarmos essas atividades, nós nos destacaríamos como estrelas no universo (Filipenses 2.15). Do carro que quebrou de novo à artrite, das brigas constantes com o cônjuge ao reconhecimento simples de que as coisas não aconteceram de acordo com o planejado, todos nós temos um senso de que as coisas em nosso mundo estão terrivelmente erradas. Se um amigo não crente reclama de algo para você, é possível reconhecer, de forma sensibilizada, que essa experiência confirma o que a Bíblia ensina sobre o mundo ser caído. É um caminho curto daí até a razão pela qual o mundo caiu: o pecado – a rebelião contra Deus na qual todos nós tomamos parte diariamente. E, é claro, é mais uma curta caminhada daí até a solução para o sofrimento: a obra redentora de Jesus Cristo. É o que vem a seguir.
Redenção
Mesmo que nosso mundo seja caído, Deus ainda nos permite graciosamente experimentar a correção de alguns erros, a reconciliação de alguns relacionamentos, a resolução de alguns conflitos. Quando amigos não crentes experimentam essas expressões da graça comum, podemos celebrar com eles. Aqui está uma oportunidade de falar da graça comum de Deus e do tema da redenção que é completa em Cristo, o Redentor.
Se uma amiga que esteve falando para você sobre problemas matrimoniais repentinamente te conta que ela e o marido resolveram algumas questões e se reconciliaram, você tem uma oportunidade de celebrar a “redenção” do relacionamento. Se um amigo estava incapacitado por uma doença ou ferimento, mas agora se recuperou, você pode celebrar a “redenção” da saúde dele. E ao fazê-lo, ao louvar a Deus por ser misericordioso em geral, você também pode apontar para como esses acontecimentos de redenção são imagens, imersas na experiência humana, projetadas para nos levar à história suprema de redenção que Deus realizou em Cristo.
“Jen, estou muito feliz que você e o Ron estão se acertando. Tenho orado por vocês desde que você comentou pela primeira vez que as coisas estavam meio complicadas.”
“Ah, muito obrigada! Eu estou muito feliz, também. É muito ruim se sentir distante de alguém que deveria ser a pessoa mais próxima, seu melhor amigo, sabe?”
“É, entendo. E é interessante você colocar dessa forma, porque foi exatamente assim que eu me senti quando Deus se reconciliou comigo por meio do relacionamento com Jesus Cristo. Eu realmente gostaria de falar disso com você, você se importa?”
Consumação
Finalmente, o tema da consumação passa por qualquer experiência humana de realização, qualquer senso de antecipação que finalmente se completou.
Pense no quão ansiosa uma criança aguarda pela manha de Natal, mal conseguindo dormir na noite anterior, por conta do desejo de ganhar aqueles presentes que ela vem pedindo o ano inteiro. Ou pense na excitação e senso de dever cumprido ao subir naquele palco e finalmente receber aquele diploma que você trabalhou tanto, e por tanto tempo, para obter. Talvez algum amigo que você conheça sabe o que é ter trabalhado por anos em um manuscrito para finalmente receber a primeira cópia do livro publicado em uma manhã e segurá-lo em suas mãos pela primeira vez. E todos nós sabemos do prazer de finalmente reencontrar um velho amigo ou um parente amado após um longo tempo de separação. Os olhos arregalados, o sorriso de orelha a orelha e a recepção de braços abertos são testemunho da consumação da antecipação de se encontrar novamente.
Cada uma dessas experiências são ecos da consumação final de todas as coisas, quando o Senhor Jesus finalmente retornará para destruir Seus inimigos, para redimir Seu povo e recebê-los para Si mesmo e para governar sobre Sua criação em justiça. Como crentes em cristo, nós aguardamos por esse momento como uma criança espera pelo Natal. Quando ouvirmos “servo bom e fiel”, sentiremos como se recebêssemos aquele diploma, mas de uma forma infinitamente mais profunda. E quando finalmente vermos Jesus, bem, palavras não podem capturar adequadamente a alegria e o prazer consumado que sentiremos eternamente.
Conclusão
Sou movido a adorar quando penso no quanto Deus aparentemente imbuiu os grandes temas do Evangelho nas experiências da vida. Eu oro para que o mesmo aconteça com você. Mas essa adoração não deve permanecer no nível da admiração passiva. Ela deve nos levar a tirarmos vantagem dessa realidade como uma estratégia para testemunharmos aos nossos amigos não crentes.
Medite nesses temas e pense em como aplicá-los estrategicamente em suas próprias conversas. Ore pra que Deus graciosamente lhe conceda um cuidado genuíno pelos não crentes que Ele traz até você. Seu amor por eles irá guiá-lo a falar de uma forma que demonstre sua preocupação genuína pelas almas deles.
No contexto de desenvolver esses relacionamentos e cultivar o amor pelos perdidos, se mantivermos os ouvidos abertos para os temas da Criação, Queda, Redenção e Consumação, poderemos encontrar mais oportunidades de levarmos nossas conversas em direção ao Evangelho.
Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com | Original aqui
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
A Trindade: Da Teoria à Prática | Leandro Lima [5/5]
É impossível ter um relacionamento correto com Deus sem considerar a Trindade. Hoje as pessoas demonstram inconscientemente preferência por uma das pessoas da Trindade. Há aqueles para quem a pessoa do Pai é a central. Essas pessoas pensam muito pouco em Jesus e no Espírito Santo. Principalmente os oriundos da tradição católica, quando lembram de Deus, pensam na pessoa do Pai. Outros preferem a pessoa do Filho, geralmente os influenciados pelo “pietismo”, mas certamente são minoria. O Espírito Santo é o foco principal da vida da maioria dos crentes das igrejas carismáticas. Essa fragmentação das pessoas da Trindade é coisa bem típica do nosso mundo moderno. Ela dilui a compreensão da riqueza de Deus.
Por outro lado, na prática o que se percebe é uma espécie de unitarismo funcional. Quando pensamos em Deus, não trazemos à memória a existência triúna, mas o imaginamos como uma pessoa única. Isso compromete demasiadamente o relacionamento com ele, pois impede que entendamos mais completamente o seu caráter.
Na verdade é impossível compreender a Criação e a Redenção sem pensar na Trindade. Pois, como vimos, tanto a Criação quando a Redenção não são obra de uma das pessoas divinas, mas da Trindade como um todo.
Nesse ponto outras coisas precisam ser consideradas. Um problema é imaginar que Deus precisou criar o mundo para se sentir mais pleno. Isso é um engano, pois Deus é absolutamente completo em si mesmo. Ele não precisava criar o universo para se sentir melhor, nem mesmo para experimentar algum relacionamento, pois em seu ser, Deus já é completo e relacionável.
Na oração sacerdotal Jesus disse: “E agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo... porque me amaste antes da fundação do mundo” (Jo 17.5,24). Na verdade, esse por si só, já é um grande argumento em favor da Trindade. Se a Bíblia diz que Deus é amor (1Jo 4.8), então, o que ele amava antes de ter criado alguma coisa? Deus exercitava o amor consigo mesmo, no relacionamento trinitário, que por sua vez, veio a ser a base para o relacionamento amoroso com os homens, que assim, também pode ser chamado de “amor eterno” (Jr 31.3). Deus expandiu seu amor intra-trinitário para suas criaturas, e isso demonstra de forma assombrosa como é grande esse seu amor.
Quando Deus nos chama para a fé, na verdade é um convite para mergulhar no relacionamento trinitário, aquele relacionamento que as pessoas da Trindade têm entre si. Jesus disse: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada” (Jo 14.23).
Deus não precisava criar nada para se sentir mais pleno, mas ainda assim decidiu criar para dar maior expressão ao relacionamento trinitário. Somos chamados para participar disso, como Jesus deixou bem claro em sua oração: “A fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós” (Jo 17.21). A idéia somada desses textos é:
O Deus triúno em nós, e nós no Deus triúno, uma comunhão com base trinitária. Somos chamados para mergulhar no amor da Trindade. Por essa razão, não considerar a Trindade é entender menos o amor de Deus.
Isso por sua vez nos leva a entender nosso chamado relacional. Jesus continuou orando Pai: “Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim” (Jo 17.22-23).
É fácil de entender porque a comunhão é tão difícil na igreja. As pessoas buscam comunhão através de eventos sociais, trabalhos comunitários, músicas que incentivam cumprimentos mútuos, etc. Mas a verdadeira base da comunhão da igreja é a Trindade. Precisamos entender que fomos chamados para refletir o mesmo amor que existe na Trindade. Somos chamados para mergulhar nesse amor, e de tal forma ele precisa inundar a nossa vida, que os outros irmãos receberão os efeitos dele.
O próprio sentido de nossa missão no mundo também está explícito nessas palavras de Jesus. Queremos que o mundo conheça o Evangelho, para isso fazemos imensas campanhas evangelísticas, cultos de evangelização, distribuímos folhetos, mas percebemos que os resultados são insignificantes. Jesus ensinou que nosso testemunho depende de nossa unidade. Enquanto o amor da Trindade não invadir nosso coração a ponto de alcançar os outros, o mundo continuará descrente em relação a Jesus.
A consciência da Trindade muda também o próprio culto que prestamos a Deus. O culto cristão é essencialmente trinitário. Uma definição de culto cristão poderia ser: “Adorar o Pai, pela mediação do Filho, no poder do Espírito Santo”15. Essa é uma definição interessante, mas há o perigo de compartimentar as coisas, pois não é só o Pai que é adorado, e sim o Deus triúno. A idéia é que o culto como um todo é para a Trindade e obra da Trindade.
O acesso à presença de Deus se faz pela pessoa do Filho. A comunicação de Deus com o povo se dá pelo Espírito que faz uso da Palavra. O culto é uma vibrante atuação do Deus triúno.
Quando temos isso bem claro em nossa mente, percebemos que a única coisa que precisamos para adorar a Deus verdadeiramente é a atuação da Trindade. Isso evidentemente não dispensa os elementos do culto como a música, os instrumentos, e as próprias pessoas. Mas a adoração verdadeira não pode depender de um cântico animado, de instrumentos bem tocados, ou da eloquência do pregador. Se essas coisas são os instrumentos da adoração é provável que não esteja acontecendo adoração. A adoração verdadeira é obra da Trindade em nós, e a partir de nós, para a própria Trindade. Por isso o culto bíblico é bastante diferente do que se vê na maioria das igrejas. O culto bíblico é teocêntrico e não antropocêntrico.
Finalmente, a doutrina da Trindade é um chamado ao serviço. Estudamos sobre a absoluta igualdade essencial da Trindade. Nesse sentido não há qualquer grau de subordinação entre as pessoas da Trindade. Mas percebemos que nas obras externas, ao trabalhar na Criação e na Redenção, as pessoas da Trindade se subordinam umas às outras e trabalham em perfeita cooperação. Embora sejam pessoas plenas, e cada uma tenha a essência completa da Trindade em si, não são, nem desejam ser autônomas. São absolutamente livres e isso faz com que se relacionem e promovam a obediência. O Filho faz questão de obedecer ao Pai, e o Espírito é obediente ao Filho.
A dificuldade que os cristãos têm de trabalhar juntos é por causa do ego. Cada um tem seu orgulho pessoal, e deseja que sua opinião prevaleça. Achamos que obedecer e servir uns aos outros nos torna inferiores. Achamos que a liberdade é a autonomia. A Trindade nos ensina que através do serviço e da obediência cristã é que desfrutamos da plena liberdade. Quando o Filho de Deus amarrou a tolha na cintura e lavou aos pés dos discípulos, isso não o fez menos digno nem menos livre, ao contrário.
Diante dessas coisas, concluímos que devemos valorizar mais essa doutrina. Precisamos nos arrepender por considerar tão pouco esse precioso ensino da Escritura, e passar a considerar o caráter trinitário de nosso Deus em nosso relacionamento com ele, com os irmãos e no culto que lhe dirigimos. Acima de tudo permanece que não podemos conhecer verdadeiramente a Deus, se não considerarmos seu caráter trinitário. Como diz Bavinck, “somente quando nós contemplamos essa Trindade é que nós descobrimos quem e o que Deus é”16.
15 Ricardo Barbosa de Sousa. O Caminho do Coração, p. 80.
16 Herman Bavinck. Teologia Sistemática, p. 155.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
A Centralidade de Cristo na Criação | Adauto Lourenço
1ª Mensagem
A Centralidade de Cristo na Criação
Adauto Lourenço Centralidade de Cristo
Ano: 2012
10ª Edição da Conferência Fiel para Jovens
domingo, 10 de julho de 2011
Ciência e Fé - se Misturam?
segunda-feira, 30 de maio de 2011
A Origem da Vida
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4ª Mensagem
A Origem da Vida
Adauto Lourenço
Como Tudo Começou
Ano: 2003
1ª Edição da Conferência Fiel para Jovens
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3ª Mensagem
A Origem dos Fósseis
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Como Tudo Começou
Ano: 2003
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2ª Mensagem
A Origem do Universo
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Como Tudo Começou
Ano: 2003
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Como Tudo Começou
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