segunda-feira, 22 de setembro de 2025
#Citações | R. C. Sproul
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025
Quando o desânimo leva a rebeldia | Pb. Evandro Marinho
O relato de Números 16:12-14 nos apresenta um momento de profunda insatisfação entre os israelitas no deserto. Datã e Abirão, em sua frustração, desafiaram Moisés e distorceram os fatos, dizendo que ele os havia tirado de uma terra que "manava leite e mel" para deixá-los morrer no deserto. Essa afirmação absurda revela como o desânimo pode nos levar a uma visão completamente errada da realidade. Quando as dificuldades surgem e nossas expectativas não se cumprem, podemos perder a clareza espiritual e, em vez de confiar em Deus, nos tornamos amargos e resistentes à Sua vontade.
R.C. Sproul afirmou: "O desânimo é um dos instrumentos mais eficazes que Satanás usa contra os cristãos."
Quando nos sentimos desencorajados, podemos ceder ao pecado da incredulidade, questionando a bondade de Deus e rejeitando Sua orientação. Por isso, é essencial identificar as armadilhas do desânimo e combatê-lo com a verdade da Palavra.
Cinco Armadilhas do Desânimo
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O desânimo distorce a realidadeDatã e Abirão se esqueceram da escravidão no Egito e passaram a idealizar um passado opressor, chamando-o de "terra que mana leite e mel" (Nm 16:13). Da mesma forma, quando estamos desanimados, podemos olhar para trás com nostalgia, como se o tempo antes de seguirmos a Deus fosse melhor. Charles Spurgeon adverte: "Nada pode satisfazer o homem que não está satisfeito com Deus." Se não estivermos contentes em Cristo, sempre veremos o passado ou os caminhos do mundo como mais atraentes do que a fidelidade ao Senhor.
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O desânimo leva à ingratidãoMesmo depois de tantos milagres – como a abertura do Mar Vermelho, o maná e a água da rocha – os israelitas preferiram murmurar contra Deus e contra Moisés. Quando estamos desanimados, podemos esquecer as bênçãos já recebidas e focar apenas no que nos falta. O apóstolo Paulo nos ensina que a gratidão deve ser um estilo de vida, independentemente das circunstâncias: "Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco" (1Ts 5:18).
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O desânimo nos torna resistentes à correçãoMoisés tentou chamar Datã e Abirão para dialogar, mas eles se recusaram a ouvi-lo (Nm 16:12). O desânimo pode nos levar a rejeitar qualquer palavra de exortação, vendo-a como uma afronta em vez de um meio de restauração. Quantas vezes, em meio à frustração, rejeitamos o conselho piedoso de irmãos ou líderes espirituais? Provérbios 12:15 nos lembra: "O caminho do insensato é reto aos seus próprios olhos, mas o que dá ouvidos ao conselho é sábio."
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O desânimo nos afasta da féQuando não enxergamos a resposta de Deus no tempo que desejamos, podemos duvidar de Suas promessas e nos afastar d’Ele. Martinho Lutero dizia: "A fé é um salto no desconhecido, baseado na certeza do caráter de Deus." Em vez de permitirmos que o desânimo abale nossa confiança, devemos lembrar que Deus sempre cumpre Suas promessas, ainda que não no nosso tempo ou da nossa maneira.
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O desânimo nos leva à rebeldia contra DeusO descontentamento pode nos tornar resistentes à vontade de Deus, assim como aconteceu com Datã e Abirão. Eles não apenas murmuraram, mas incitaram outros a se rebelarem contra Moisés, colocando em risco toda a comunidade. Quando deixamos a frustração crescer, podemos acabar nos afastando da igreja, da comunhão e até da obediência à Palavra. Tiago 4:7 nos instrui: "Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós."
Conclusão e Aplicação
- Reoriente sua visão sobre Deus – O desânimo diminui quando focamos na grandeza e fidelidade de Deus, e não apenas em nossas circunstâncias (Isaías 40:31).
- Cultive a gratidão – Lembre-se das bênçãos passadas e treine sua mente para enxergar a providência divina no presente (Salmo 103:2).
- Esteja disposto a ouvir conselhos – Deus usa irmãos e líderes para nos ajudar a sair do estado de desânimo e a reencontrar a esperança (Hebreus 10:24-25).
- Fortaleça sua fé na Palavra – Alimente-se das Escrituras, pois nelas encontramos direção e encorajamento para os tempos difíceis (Romanos 15:4).
- Submeta-se a Deus com humildade – Confie que Ele está no controle, mesmo quando as circunstâncias parecem desfavoráveis. O verdadeiro descanso vem quando entregamos nossas preocupações ao Senhor (Mateus 11:28-30).
Como cristãos, podemos ter momentos de desânimo, mas jamais devemos permitir que ele nos domine. Em Cristo, encontramos forças para seguir adiante, confiando que Ele nos sustenta e nos guia, mesmo quando o caminho parece incerto.
Pb. Evandro Marinho
sábado, 1 de fevereiro de 2025
Algo novo debaixo do sol | R. C. Sproul
Imagine, se puder, que você é a pessoa mais poderosa do mundo. Agora imagine que você também é a pessoa mais rica do mundo. A sua vida seria fundamentalmente diferente? Será que tudo aquilo que é ordinário em sua vida se tornaria extraordinário? De acordo com homem mais sábio do mundo, não.
O rei Salomão reinou em Israel no auge de seu poderio. Israel era, naquele tempo, uma potência mundial e suas fronteiras se dilatavam. Salomão desfrutou também da riqueza de Creso (o riquíssimo rei grego). Ninguém no planeta era tão abastado quanto Salomão. Melhor do que tudo isso, ele foi abençoado com sabedoria pelo Deus do céu e da terra. Em sua sabedoria, e à luz das experiências de todo prazer e distração que esse mundo tem a oferecer, ele disse essa pérola: "Não há nada novo debaixo do sol" (Ec 1:9).
O admirável mundo novo, sob luzes cintilantes e sinos tintilantes, é o mesmo mundo que sempre foi. Isso não significa, é claro, que não devamos estar vigilantes em meio ao turbilhão das mudanças culturais. Afinal, somos chamados a discernir os tempos. Contudo, esse é exatamente o ponto. Só podemos captar os ventos da mudança quando estamos amarrados ao mastro das coisas permanentes. Para conseguirmos caminhar com firmeza em meio à areia movediça não procuramos entender melhor a areia. Em vez disso, ansiamos por ter os nossos pés postos sobre a rocha. Então, e somente então, cantaremos uma nova canção.
O fato de o admirável mundo novo ser o acanhado mundo velho significa, então, que devemos nos agarrar às velhas verdades. Não importa o quão rapidamente a tecnologia possa estar mudando, isso não alterará essas realidades - que nós, em nós mesmos, somos pecadores em guerra contra o próprio Deus. Não importa o quão escorregadia seja a concepção de verdade em nossa cultura, a verdade é que Ele enviou seu Filho Unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Não importa o quão desnorteado esse mundo se torne, Ele ainda tem o mundo inteiro em suas mãos. E não importa o quão descaradamente a cultura se rebele contra o seu verdadeiro rei, nós devemos ter bom ânimo, lembrando-nos que Ele já venceu o mundo.
A sua vitória, porém, não é apenas o motivo de termos bom ânimo; ela também nos informa acerca de como deve ser a nossa estratégia. Se o mundo realmente estivesse saindo dos trilhos, se essas mudanças ofuscantes realmente fossem algo novo debaixo do sol, então poderíamos compreender a tentação de mudar de rumo, de se adaptar, de contextualizar e seguir a maré. Se, porém, Jesus reina agora, se Ele envia o seu Espírito em poder por todo o mundo, se Ele empunha a sua Palavra como uma espada de dois gumes, então podemos continuar com o nosso programa. Podemos continuar, pois toda a autoridade lhe foi dada no céu e na terra. Por esta autoridade, Ele ordenou que nós fôssemos e fizéssemos discípulos das nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a observar todas as coisas que Ele nos ordenou. Podemos viver na fé, lembrando que Ele está conosco ainda quando andamos pela Feira das Vaidades - até o fim dos tempos.
C.S. Lewis não era apenas um teólogo leigo, mas também um erudito em literatura inglesa. No auge da Segunda Guerra Mundial, ele escreveu um ensaio no qual perguntava por que, no meio de uma imensa batalha entre o bem e o mal, alguém iria "perder" tempo estudando literatura inglesa. Ele explicou, então, que aqueles que se recusam a pensar acerca das questões culturais não terminarão sem cultura alguma, mas sim com uma cultura ruim. A cultura é inevitável, tanto na guerra quanto na paz. Ninguém pode colocá-la de lado por um tempo para cuidar das coisas importantes. Da mesma forma, se acreditamos que a cultura mais ampla é um monte de ruído de fundo, ao invés de nos afastarmos dela, iremos aderir a ela. Aqueles que ignoram a cultura estão condenados a repeti-la.
Se, por causa do evangelho, nós não nos ajustamos à cultura, e se, por causa do evangelho, nós não ignoramos a cultura, então o que fazemos? Nós buscamos primeiro o reino de Deus e a sua justiça. Nós construímos a cultura ao redor e sobre o senhorio de Cristo sobre todas as coisas. Nós vivemos as nossas vidas, tanto quanto possível, em paz e sossego com todos os homens, o que é, ao mesmo tempo, o próprio poder do Seu ataque às portas do inferno. Ao nos recusarmos a adotar o ritmo frenético da cultura ao nosso redor, e, ao contrário, vivermos vidas simples e impregnadas do evangelho; ao criarmos nossos filhos na disciplina e admoestação do Senhor; ao sentirmos sede e fome de justiça; ao meditarmos dia e noite na sua lei e nos regozijarmos dia e noite na sua graça; o mundo, de repente, desacelerará. Nossos corações se acalmam. Aquietamo-nos, e sabemos que Ele é Deus.
Não há nada novo debaixo do sol. Mas, a cada dia, surgem mais coisas novas sob o Filho. O grão de mostarda está crescendo. O fermento está trabalhando na massa. Aquela Rocha, não cortada por mãos humanas, está se expandindo por todo o mundo, e o evangelho do Senhor Jesus Cristo está cobrindo a terra como a água cobre o mar.
Por R.C. Sproul Jr. Sobre Cultura
Uma Parte da série Tabletalk
Tradução por Victor Menezes
sexta-feira, 29 de setembro de 2023
domingo, 12 de março de 2023
Qual a diferença entre a vontade decretiva e preceptiva de Deus? - R. C. Sproul
segunda-feira, 11 de outubro de 2021
A Predestinação | R. C. Sproul
Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade, para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.
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Poucas doutrinas suscitam tanta polêmica ou provocam tanta consternação como a doutrina da predestinação. Trata-se de uma doutrina difícil, que precisa ser discutida com grande cuidado e precaução. Apesar disso, trata-se de uma doutrina bíblica, com a qual temos de lidar. Não devemos ousar ignorá-la.
Em sua forma mais elementar, a predestinação significa que nosso destino final, seja o céu ou o inferno, é decidido por Deus não somente antes de irmos para lá, mas até mesmo antes que tivéssemos nascido.A predestinação ensina que nosso destino final está nas mãos de Deus. Outra maneira de expressar isso é: Desde toda a eternidade, antes mesmo que nós existíssemos, Deus decidiu salvar alguns membros da raça humana e permitir que o resto da raça humana perecesse. Deus fez uma escolha— escolheu alguns indivíduos para serem salvos na eterna bênção do céu e escolheu passar por sobre outros, permitindo que sofressem as consequências dos seus pecados no tormento eterno do inferno.
“E não ela somente, mas também Rebeca, ao conceber de um só, Isaque, nosso pai. E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama), já fora dito a ela. O mais velho será servo do mais moço... Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.” Romanos 9.10-12, 16
terça-feira, 16 de junho de 2015
A Predestinação | R. C. SproulA Predestinação | R. C. Sproul
- Provérbios 16.4 : O SENHOR fez todas as coisas para determinados fins e até o perverso, para o dia da calamidade.
- João 13.18: Não falo a respeito de todos vós, pois eu conheço aqueles que escolhi; é, antes, para que se cumpra a Escritura: Aquele que come do meu pão levantou contra mim seu calcanhar.
- Romanos 8.30: E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.
- Efésios 1.4-5: assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade,
- 2 Tessalonicenses 2.13-14: Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade, para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.
Poucas doutrinas suscitam tanta polêmica ou provocam tanta consternação como a doutrina da predestinação. Trata-se de uma doutrina difícil, que precisa ser discutida com grande cuidado e precaução. Apesar disso, trata-se de uma doutrina bíblica, com a qual temos de lidar. Não devemos ousar ignorá-la.
Praticamente, todas as igrejas cristãs têm algum tipo de doutrina sobre a predestinação. Isso é inevitável, visto que o conceito claramente se encontra nas Escrituras. Muitas igrejas, entretanto, discordam—muitas vezes veementemente — quanto ao seu significado. O ponto de vista metodista é diferente do ponto de vista luterano, o qual discorda do ponto de vista presbiteriano. Embora seus pontos de vista difiram, cada um deles está tentando chegar a uma sólida compreensão desta difícil questão de maneira apropriada.
Em sua forma mais elementar, a predestinação significa que nosso destino final, seja o céu ou o inferno, é decidido por Deus não somente antes de irmos para lá, mas até mesmo antes que tivéssemos nascido. A predestinação ensina que nosso destino final está nas mãos de Deus. Outra maneira de expressar isso é: Desde toda a eternidade, antes mesmo que nós existíssemos, Deus decidiu salvar alguns membros da raça humana e permitir que o resto da raça humana perecesse. Deus fez uma escolha— escolheu alguns indivíduos para serem salvos na eterna bênção do céu e escolheu passar por sobre outros, permitindo que sofressem as conseqüências dos seus pecados no tormento eterno do inferno.
A aceitação desta definição é comum a muitas igrejas. Para chegar ao âmago da questão, alguém deve perguntar: como Deus fez tal escolha? O ponto de vista não-reformado, defendido pela grande maioria dos cristãos, é que Deus faz essa escolha com base em sua presciência. Deus escolhe para a vida eterna aqueles que sabe que o escolherão. Esse conceito é chamado de visão presciente da predestinação, porque baseia-se na presciência de Deus quanto às decisões ou ações humanas.
A visão reformada difere no fato de que ela vê a decisão final para a salvação nas mãos de Deus, e não nas mãos do homem. Segundo este ponto de vista, a eleição de Deus é soberana. Não se baseia em decisões ou respostas previstas por parte dos seres humanos. Aliás, vê tais decisões fluindo da graça soberana de Deus.
O ponto de vista da Reforma afirma que nenhuma pessoa caída jamais escolheria a Deus por iniciativa própria. Pessoas caídas ainda têm livre-arbítrio e podem escolher o que desejam. O problema é que não nutrem nenhum desejo por Deus e não escolherão a Cristo a menos que sejam antes regeneradas. A fé é um dom que procede do novo nascimento. Somente aqueles que foram eleitos responderão com fé ao Evangelho.
Os eleitos escolhem a Cristo somente porque antes foram escolhidos por Deus. Como no caso de Esaú e Jacó, o eleito foi escolhido exclusivamente com base no beneplácito soberano de Deus e não com base em algo que tivessem feito ou desejado fazer. Paulo declara:
“E não ela somente, mas também Rebeca, ao conceber de um só, Isaque, nosso pai. E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama), já fora dito a ela. O mais velho será servo do mais moço... Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.” Romanos 9.10-12, 16
O problema mais incômodo envolvendo a predestinação é que Deus não escolhe ou elege salvar todas as pessoas. Ele reserva para si o direito de ter misericórdia de quem quer ter misericórdia. Alguns membros da humanidade caída recebem a graça e a misericórdia da eleição. Deus ignora o restante, deixando-os em seus pecados. Os não-eleitos recebem justiça. Os eleitos recebem misericórdia.
Ninguém é tratado com injustiça. Deus não é obrigado a ser misericordioso igualmente com todos. É decisão dele o quanto será misericordioso. Mesmo assim, nunca pode ser acusado de ser injusto com qualquer pessoa (ver Rm 9.14,15).
Sumário
- 1. A predestinação é uma doutrina difícil e deve ser tratada com cuidado.
- 2. A Bíblia ensina a doutrina da predestinação.
- 3. Muitos cristãos definem a predestinação em termos de presciência de Deus.
- 4. A visão da Reforma não considera a presciência como uma explicação para a predestinação bíblica.
- 5. A predestinação baseia-se na escolha de Deus e não na escolha dos seres humanos.
- 6. Pessoas não-regeneradas não nutrem nenhum desejo de escolher a Cristo.
- 7. Deus não elege todas as pessoas. Reserva para si o direito de ter misericórdia de quem quer.
- 8. Deus não trata nenhuma pessoa injustamente.
Fonte: Verdades Essenciais da Fé Cristã – R.C.Sproul. Editora Cultura Cristã.
Fonte: Monergismo
terça-feira, 18 de novembro de 2014
O Espírito Santo como Senhor e Aquele que Dá a Vida | R. C. Sproul Jr. [1/2]
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Qual a Função dos Milagres do Novo Testamento? | R. C. Sproul
Quer você leia a Bíblia há anos ou esteja pouco familiarizado com o seu conteúdo, esta série panorâmica de R. C. Sproul irá ajudá-lo a ver o desenvolvimento geral do plano de salvação de Deus, do pó do Éden à glória da vida ressurreta no novo céu e na nova terra. Concentrando-se nos personagens, temas e eventos centrais da Escritura, Dr Sproul demonstra como o entendimento de tais tópicos pode vivificar a sua leitura bíblica.
Fonte: Ministério Fiel: e Editora Fiel:
sábado, 24 de maio de 2014
Conferência Fogo Estranho: Depreciando o Pentecostes | R. C. Sproul
O título é uma referência ao entendimento debilitado do Pentecostes, registrado no livro de Atos. R. C. Sproul não esteve presente na conferência devido a problemas de saúde.
Por: R. C. Sproul
Fonte Original: Strange Fire Conference
Legendas: Rafael Abreu
sábado, 3 de maio de 2014
Temos Livre Arbítrio? | R. C. Sproul
Por: R. C. Sproul
Fonte: Ministério Fiel – Compre o DVD Completo “Aqui”.
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
O Ser de Deus e a Apologética | R. C. Sproul
Quando Deus se revela para Moisés na sarça ardente, Ele afirma "EU SOU O QUE SOU". Isso implica dizer que somente Deus possui existência em si mesmo. Neste vídeo, R. C. Sproul explica esta verdade sobre o "ser" de Deus e ressalta como isso pode ser um poderoso argumento apologético.
Por: R. C. Sproul
Fonte: Ministério Fiel
segunda-feira, 18 de março de 2013
Justificação: a diferença entre o conceito Protestante do Católico Romano | R. C. Sproul
Fonte: Editora Fiel
Qual a diferença entre a fé protestante da católica romana? Apesar de existir várias diferenças, a principal controvérsia da época da Reforma Protestante foi sobre a questão da justificação somente pela fé. É sobre isso que R. C. Sproul fala neste vídeo.
terça-feira, 5 de março de 2013
O Ser de Deus e a Apologética | R. C. Sproul
Quando Deus se revela para Moisés na sarça ardente, Ele afirma “EU SOU O QUE SOU”. Isso implica dizer que somente Deus possui existência em si mesmo. Neste vídeo (3 min), R. C. Sproul explica esta verdade sobre o “ser” de Deus e ressalta como isso pode ser um poderoso argumento apologético.
Transcrição
Nós fazemos essa distinção, que Deus é o Ser Supremo e nós somos seres humanos. Então, pensamos que a diferença entre Deus e nós tem a ver com esses adjetivos que qualificamos o conceito de “ser”. Ele é supremo, nós somos humanos. Mas sabe qual é a verdadeira diferença entre Deus e eu? É “ser”.
Somente ele tem “ser” dentro de si mesmo. Somente ele tem existência eterna. Qualquer “ser” que eu tenha é transitório, qualquer “ser” que eu tenha é dependente, é contingente, é derivado, é um subconjunto do Ser puro.
Foi isso que o apóstolo Paulo disse aos filósofos atenienses a respeito de Deus. “Nele vivemos, nos movemos e existimos.”
Deixe-me colocar de outra forma. Sem ele nós não poderíamos viver. Nossa existência seria estática, inerte. Não poderíamos nos mover! Aristóteles entendeu isso! Para tudo que se move neste mundo, tem que ter sido movido por algo que não seja ele próprio. Então nossa movimentação depende no Ser de Deus. Nele vivemos e nos movemos e existimos.
Deixe-me só dizer o seguinte. Nós debatemos o tempo todo sobre: “Nós podemos provar a existência de Deus?” Nós definimos Deus como um Ser eterno do qual todas as coisas vêm e de quem todas as coisas dependem. Eu acho que tal proposição pode ser provada de maneira indubitável e constrangedora em cerca de dez segundos. Dez segundos! Nós não temos que saltar num abismo de trevas e abraçar a Deus com um salto de fé. É racionalmente constrangedor! Como pode ser?
Se qualquer coisa existe… qualquer coisa, estes óculos… algo, em algum lugar, de alguma maneira,
deve ter o poder de existir em si mesmo. Sem isso, nada pode existir. Novamente, se já houve um tempo em que nada existia, imagine um vasto vazio no universo, pura escuridão. Nada! Sem estrelas, sem pessoas, sem oceanos. O que pode sequer existir agora? Nada.
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Por R. C. Sproul. Extraído do site ligonier.org. © Ligonier Ministries. Original: R.C. Sproul on God’s “Being” and Apologetics [VIDEO]
Tradução: Alan Cristie. Revisão: Vinícius Musselman Pimentel – Editora Fiel © Todos os direitos reservados. Website: blogfiel.com.br. Original: O “Ser” de Deus e a Apologética
sábado, 9 de junho de 2012
Revelação | R. C. Sproul
Felipe Sabino de Araújo Neto
domingo, 11 de março de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Somos Capazes de Cooperar: Semipelagianos | R.C. Sproul
Como a discussão continuava na Africa do Norte, uma oposição mais violenta aos pontos de vista de Agostinho estourou na França, particularmente no sul, em Massilia. Os amigos de Agostinho, Hilary e Próspero, o informaram a respeito dessa oposição e o persuadiram a escrever uma resposta. Agostinho assim o fez nas suas duas últimas obras, On the Predestination of the Saints e On the Gift of Perseverance. Nessas obras, Agostinho tratou seus críticos de forma mais gentil do que fez com Pelágio, considerando-os irmãos na fé. Essa atitude antecipou a aura das futuras controvérsias. Essencialmente, tanto os agostinianos quanto os semipelagianos tendem a considerar o pelagianismo como uma heresia tão séria a ponto de chamá-lo de não-cristão, enquanto a controvérsia em vigor entre os agostinianos e semipelagianos é um debate intramural entre crentes. Embora os temas envolvidos sejam tidos como completamente sérios por ambos os lados, não são considerados tão sérios a ponto de serem essenciais para a fé cristã.
O porta-voz do partido semipelagiano foi João Cassiano, abade do monastério de Massilia. Ele é tão identificado com o semipelagianismo que este, algumas vezes, é chamado de cassianismo. Cassiano curvou-se diante do mistério inescrutável dos decretos de Deus e foi relutante em investigar profundamente a questão da predestinação. Sua principal preocupação era salvaguardar a universalidade da graça de Deus e a responsabilidade moral real do homem caído.
Quando uma controvérsia teológica surge, é sábio parar um pouco e perguntar, “Quais são os interesses?”. Tendo em foco os interesses de ambas as partes na disputa, criamos uma atmosfera na qual ambos os lados podem ser ouvidos imparcialmente. Os lados freqüentemente descobrem que compartilham interesses, mas têm diferentes modos de lidar com eles ou enfatizam diferentes áreas de importância. Por exemplo, Agostinho claramente tinha um forte desejo de manter a primazia da graça divina e da soberania. Os semipelagianos queriam preservar as mesmas verdades, mas eram também profundamente preocupados com a liberdade e a responsabilidade humanas assim como com a disponibilidade universal da graça salvadora.
Quando os interesses mútuos são declarados e mesmo quando ambos os lados compartilham certos interesses, isso não resolve automaticamente a questão. Encontrar pontos de concordância pode melhorar a atmosfera da discussão e fornecer uma base para a confiança mútua entre os contendores.
E, então, a discussão deve prosseguir finalmente para as questões nas quais os lados diferem.
O Semipelagianismo de Cassiano
As preocupações de Cassiano e de seus seguidores abrangem o que se segue:
1. As concepções de Agostinho são novas e representam um afastamento dos ensinos dos pais da igreja, especialmente Tertuliano, Ambrósio e Jerônimo. O próprio Cassiano foi aluno de Crisóstomo.
2. O ensino de Agostinho sobre a predestinação “mutila a força da pregação, reprovação e energia moral,... imerge os homens no desespero”, e introduz “uma certa necessidade fatal”. (1)
3. As fortes concepções de Agostinho não são necessárias para refutar as heresias de Pelágio e fugir delas.
4. Embora a graça de Deus seja necessária para a salvação e assista a vontade humana no fazer o bem, é o homem, não Deus, quem deve desejar o que é bom. A graça é dada “a fim de que aquele que começou a desejar, seja assistido”, não para dar “o poder de desejar”.(2)
5. Deus deseja salvar todas as pessoas e a propiciação da expiação de Cristo está disponível a todos.
6. A predestinação baseia-se na presciência divina.
7. Não há “um número definido de pessoas a serem eleitas ou rejeitadas”, desde que Deus “deseja que todos os homens sejam salvos, porém nem todos os homens são salvos”.(3)
Cassiano escreveu doze livros investigando as lutas e virtudes da vida monástica. No Collationes patrum, ele detalha suas diferenças tanto com Pelágio quanto com Agostinho. “Nessa obra, especialmente no décimo terceiro Colóquio, ele rejeita decididamente os erros de Pelágio e afirma a pecaminosidade universal dos homens, a introdução desta por meio da queda de Adão e a necessidade da graça divina para cada ato individual”, escreve Philip Schaff. “Mas, com referência evidente a Agostinho, sem o mencionar, ele combate as doutrinas da eleição e da operação particular e irresistível da graça, as quais estavam em conflito com a tradição da igreja, especialmente com a teologia oriental e com o seu próprio legalismo asceta sério”. (4)
Cassiano enfatizou a realidade tanto da pecaminosidade humana quanto da responsabilidade moral do homem. Ele manteve que o pecado de Adão é uma doença hereditária. Desde a queda de Adão tem havido um infirmitas liberi arbitrii.(5) Cassiano afirma a doutrina do pecado original na qual o homem é decaído em Adão. Mesmo o livre-arbítrio de Adão foi infectado pela queda, pelo menos a um grau que é agora “débil”. A vontade não foi destruída e nem ele é moralmente impotente de forma completa. Aqui, Cassiano rejeita o ponto de vista de Agostinho sobre a incapacidade moral da vontade em se inclinar para o bem ou para Deus.
Completamente contra Pelágio, Cassiano insistiu que a graça e necessária para a justiça. Essa graça, no entanto, é resistível. Porque para ser efetiva, a vontade humana deve cooperar com ela. Cassiano estava essencialmente preocupado aqui em manter que somos incapazes de fazer qualquer bem sem a ajuda de Deus e que o nosso livre-arbítrio deve ser ativo.
Adolph Harnack resume a visão de Cassiano:
“A graça de Deus é a base da nossa salvação; cada começo deve ser traçado por ela, porquanto ela proporciona a chance da salvação e a possibilidade de se ser salvo. Mas essa é a graça exterior; a graça interior é a que se apodera do homem, aclara, purifica, santifica e penetra tanto na sua vontade quanto na sua inteligência. A virtude humana não pode crescer nem ser aperfeiçoada sem essa graça — logo, as virtudes dos pagãos são muito pequenas. Mas o início das boas decisões, bons pensamentos e fé — entendidos como a preparação para a graça — pode ser devido a nós mesmos. Conseqüentemente, a graça é absolutamente necessária para alcançarmos a salvação final (perfeição), mas não tanto para dar a partida. Ela nos acompanha em todos os estágios do nosso crescimento interior, e as nossas manifestações não são úteis sem ela (libero arbitrio semper co-operatur); mas ela apenas apóia e acompanha aquele que realmente se esforça... mesmo essa... ação da graça não é irresistível".(6)
Na visão de Cassiano, a diferença-chave com Agostinho se encontrava na graça irresistível. Para Agostinho, a vontade do homem, embora ainda capaz de fazer escolhas, é moralmente incapaz de se inclinar em direção ao bem. A vontade não é espiritualmente débil, mas espiritualmente morta. Apenas a graça eficaz de Deus pode liberar o pecador para crer. A diferença entre Agostinho e Cassiano é a diferença entre monergismo e sinergismo no começo da salvação. Cassiano e o semipelagianismo são, com relação ao passo inicial do pecador em direção à salvação, decididamente sinergísticos. Deus torna sua graça disponível ao pecador, mas o pecador deve, com sua vontade débil, cooperar com essa graça a fim de ter fé ou para ser regenerado. A fé precede a regeneração. Para Agostinho, a graça da regeneração é monergística. Isto é, a iniciativa divina é uma condição prévia necessária para a fé.
Quando Agostinho diz que a graça é irresistível, ele quer dizer que ela é eficaz. Ela é uma obra monergística de Deus que realiza o que ele pretende que ela realize. A graça divina muda o coração humano, ressuscitando o pecador da morte espiritual para a vida espiritual. A graça regeneradora faz com que o pecador deseje crer e se aproxime de Cristo. Anteriormente, o pecador não desejava e não estava inclinado a escolher Cristo, mas agora ele não apenas deseja, mas está ansioso por escolher Cristo. O pecador não é arrastado a Cristo contra a sua vontade ou forçado a escolher algo que não quer escolher. A graça divina da regeneração muda a disposição do coração de forma a levantar o pecador da morte para a vida, da incredulidade para a fé.
Essa concepção é claramente monergística no ponto inicial do movimento do pecador da incredulidade para a fé. O processo todo, no entanto, não é monergístico. Uma vez dada a graça operante da regeneração, o resto do processo é sinergístico. Isto é, depois da alma ter sido mudada pela graça irresistível ou eficaz, a própria pessoa escolhe Cristo. Deus não faz a escolha por ela. É a pessoa que crê, não Deus que crê por ela. De fato, o resto da vida cristã de santificação se revela num modelo sinergístico.
Há muita confusão sobre o debate entre o monergismo e o sinergismo. Quando o agostinianismo é definido como monergístico, devemos nos lembrar de que ele é monergístico com relação ao começo da salvação, não com relação a todo o processo. O agostinianismo não rejeita todo o sinergismo, mas rejeita um sinergismo que é todo sinergismo.
Por outro lado, o semipelagianismo é todo sinergismo. Isto é, é sinergístico desde o começo. Reinhold Seeberg comenta:
A idéia de Cassiano é que a vontade humana foi, de fato, mutilada pelo pecado, mas que uma certa liberdade permaneceu nela. Por causa disso, ela é capaz de se voltar para Deus e, justamente como Deus tinha primeiramente se voltado para ela, é capaz, com a assistência da graça divina colocando a lei diante dela e infundindo o poder necessário, de desejar e fazer o que é bom. Conseqüentemente, o pecador não está mono, mas ferido. A graça surge à vista, não como operans, mas como cooperans; a ela não deve ser atribuída a atividade exclusiva, mas sinergia... Isso foi uma tentativa instrutiva de preservar a relação pessoal e espiritual do homem com Deus. Mas a tentativa da necessidade rendeu-se ao que era melhor em Agostinho — o sola gratia. (7)
Um resumo similar é oferecido por Schaff:
Em oposição a ambos os sistemas [pelagianismo e agostinianismo], ele [Cassiano] pensava que a imagem divina e a liberdade humana não haviam sido aniquiladas, mas apenas enfraquecidas pela queda; em outras palavras, que o homem estava doente mas não morto, que não podia, de fato, ajudar-se, mas podia desejar a ajuda de um médico e aceitá-la ou recusá-la quando oferecida, e que ele devia cooperar com a graça de Deus na sua salvação. À questão sobre qual dos dois fatores tem a iniciativa, ele responde de forma completamente empírica: que algumas vezes, e, de fato normalmente, a vontade humana, como nos casos do Filho Pródigo, Zaqueu, do Ladrão Penitente e de Cornélio, orienta-se para a conversão; algumas vezes a graça a antecipa e, como com Mateus e Paulo, retira a vontade resistente — porém, mesmo nesse caso, sem coerção — a Deus. Aqui, conseqüentemente, a gratia praeveniens é manifestamente negligenciada. (8)
Schaff é um pouco impreciso quando conclui que Agostinho ensinou que a queda “aniquilou” a liberdade humana. Nós nos lembramos da distinção de Agostinho entre autonomia (livre-arbítrio) e liberdade. O livre-arbítrio não foi aniquilado no sentido de que a vontade foi obliterada ou destruída. O poder moral de se inclinar para o bem é que foi aniquilado. De acordo com Agostinho, a liberdade foi aniquilada, não o livre-arbítrio. Para Cassiano, a graça que Deus dá ao pecador, com a qual o pecador deve cooperar para ser salvo, é essencialmente a graça da iluminação ou instrução. A conversão é efetivada deste modo: “...quando ele observa em nós o início de uma boa vontade, [Deus] imediatamente a ilumina, conforta e incita rumo à salvação, conferindo um aumento sobre o que ele mesmo implantou ou viu surgir a partir de nosso próprio esforço”.(9) O ponto crucial é que o início da salvação depende de um movimento inicial de boa vontade dentro do pecador caído. Deus concede a assistência da graça àqueles que fazem esse bom movimento inicial. Para Agostinho, nenhum pecador pode fazer esse bom movimento inicial a não ser que Deus primeiramente o liberte.
Resistência ao Semipelagianismo
Contra a obra de Cassiano, o amigo de Agostinho, Próspero de Aquitaine, escreveu um livro sobre graça e liberdade em 432. Cassiano teve como aliados o monge Vicente de Lerins, Fausto de Riez, Genádio de Massilia e Arnóbio. O debate continuou a vociferar por décadas. O semipelagianismo venceu na Gália nos Sínodos de Arles (471) e Lyons (475). Enquanto isso, o agostinianismo foi sendo atenuado pelos sucessores de Agostinho. Em 496, o papa Gelásio 1 sancionou os escritos de Agostinho e Próspero e condenou os de Cassiano e Fausto. O debate alcançou o seu clímax em 529 no Sínodo de Orange, o qual condenou o sistema do semipelagianismo. Schaff fornece uma lista das proposições cruciais estabelecidas pela igreja no Sínodo de Orange:
• O pecado de Adão não prejudicou apenas o corpo, mas também a alma do homem.
• O pecado de Adão trouxe o pecado e a morte sobre a humanidade.
•A graça não é meramente conferida quando oramos por ela, mas é a própria graça quem nos faz orar por ela.
• Até mesmo o início da fé, a disposição para crer, é efetivada pela graça.
• Todos os bons pensamentos e obras são dons de Deus.
• Mesmo os regenerados e santos precisam continuamente da ajuda divina.
• O que Deus ama em nós não é nosso mérito, mas seu próprio dom.
• O livre-arbítrio enfraquecido em Adão só pode ser restaurado pela graça do batismo.
• Todo o bem que possuímos é dom de Deus e, conseqüentemente, ninguém deveria vangloriar-se.
• Quando o homem peca, ele faz a sua própria vontade; quando ele faz o bem, ele executa a vontade de Deus, mas voluntariamente.
• Com a queda, o livre-arbítrio foi tão enfraquecido que sem a graça preveniente ninguém pode amar a Deus, crer nele ou fazer o bem em nome de Deus....
• Em cada boa obra, o início não procede de nós, mas Deus inspira em nos a fé e o amor a ele, sem mérito precedente de nossa parte, para que desejemos o batismo e, após o mesmo possamos, com a sua ajuda, cumprir a sua vontade.(10)
A igreja Católica Romana estava claramente rejeitando a visão de que o ponto de partida da fé é a vontade caída. A capacidade para fazer o bem procede da graça, a graça concedida na regeneração. Deve ser notado aqui que, tanto quanto em Agostinho, a graça da regeneração é efetivada pelo sacramento do batismo. A regeneração batismal foi, mais tarde, categoricamente rejeitada pelos calvinistas e também pela maioria do outros protestantes.
A predestinação e a graça irresistível foram mais ou menos omitidas nos pronunciamentos dos sínodos. A igreja adotou um caminho mais agostiniano do que pelagiano. Alguns têm referido-se a ele mais como semiagostinianismo do que semipelagianismo, achando-o mais próximo de Agostinho do que de Cassiano.
1. Reinhold Seeberg, Text-Book of the History of Doctrines, vol. 1, History of Doctrines in the Ancient Church, trad. por Charles E. Hay (1905; Grand Rapids: Baker, 1977), p. 369.
2. Ibid.
3. Ibid.
4.Philip Schaff, History of the Christian Church, 8 vols. (1907-10; Grand Rapids: Eerdmans, 1952-53), 3:861.
5.Seeberg, History of Doctrines, 1:370. Seeberg cita João Cassiano, Collationum, 3.12.
6.Adolph Harnack, History of Dogma, parte 2, livro 2, trad. por James MilIar (1898: Nova York: Dover, 1961), p. 247.
7.Seeberg, History of Doctrines, 1:37 1-72.
8. Schaff, History of the Christian Church, 3:861.
9.João Cassiano, Collationum, 13.8, 7. Citado por Seeberg, History of Doctrines, 1:371.
10.Schaff, History of the Christian Church, 3:867, 869.
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Fonte: Sola Gratia – A controvérsia sobre o livre-arbítrio na História. – R.C.Sproul
Editora Cultura Cristã – 1a Edição – 2001 – 3.000 exemplares – Tradução: Mauro Meister
quinta-feira, 6 de maio de 2010
O Novo nascimento | R.C. Sproul.

Após o reconhecimento de Nicodemos no sentido de que Jesus era um verdadeiro mestre e que viera da parte de Deus, o Senhor Jesus começou a falar sobre a necessidade do novo nascimento. Ele disse a Nicodemos: “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo 3.3).
Existem aqui duas palavras gregas que podem transmitir um duplo significado, quando traduzidas para nosso idioma. Estas duas palavras comumente são traduzidas “nascer de novo”, mas poderiam ser traduzidas “gerado” e “de cima”. Portanto, a afirmação poderia ser traduzida deste modo: “A menos que alguém seja gerado [isto é, receba vida] de cima, não pode ver o reino de Deus”. Temos de possuir vida nova. Esta nova vida tem de vir de cima, ou seja, de Deus. Ele precisa gerar esta vida em nós. Sem o novo nascimento, não podemos ver o reino de Deus. O Senhor Jesus gravou na mente de Nicodemos a verdade de que, se Deus não agir para salvarnos, não poderemos ser salvos.
Jesus ensinou a Nicodemos que nada menos do que nos tornarmos novas criaturas poderá nos salvar. Não podemos ver a Deus no estado em que nos encontramos. Tem de haver uma mudança radical, descrita na Bíblia como um novo nascimento.
- DEUS AGE SOZINHO
Visto que somos pecadores diante de Deus, todos nós estamos mortos em ofensas e pecados. Nada menos do que a intervenção de Deus pode trazer-nos à vida espiritual. Visitar pecadores indignos e aplicar a Palavra da vida ao coração deles é uma obra especial do Espírito Santo.
Nicodemos pensou que um milagre estranho tinha de acontecer. De alguma maneira, um homem precisava retornar ao ventre materno e nascer pela segunda vez! Nosso Senhor reconheceu que temos de ser nascidos de uma mulher (descrevendo isso como ser nascido da “carne”); todavia, Ele insistiu que temos de ser nascidos do Espírito de Deus.
O que podemos fazer para conseguir esse novo nascimento da parte de Deus? A resposta é: “Nada”. Muitos livros já foram escritos por pessoas bem intencionadas que reivindicam instruir outras sobre como nascer de novo.
No entanto, se somos fiéis à Palavra de Deus, temos de reconhecer que não podemos ensinar a alguém como nascer de novo. Isso era o que os apóstolos de Cristo não faziam, quando evangelizavam. Eles nunca chegavam em uma cidade e anunciavam que o tema do sermão daquele dia seria “Como Nascer de Novo”. Pelo contrário, eles exortavam as pessoas a se converterem de seus pecados e crerem em Cristo. - TORNANDO DISPOSTO
Certamente, podemos ensinar às pessoas como vir a Cristo, para serem salvas. Elas têm de se arrepender de seus pecados e pôr sua confiança em Cristo, para salvá-las. Mas o arrependimento e a fé resultam do novo nascimento. Em outras palavras, quando uma pessoa é nascida de novo, ela é capacitada, por meio da nova vida que lhe foi transmitida, a arrepender-se e crer em Cristo. Arrepender e crer é o que nós fazemos. O novo nascimento, porém, é algo que somente Deus pode fazer; e Ele precisa realizá-lo em primeiro lugar. A Confissão de Fé de Westminster, dos presbiterianos, e a Confissão de Fé de 1689, dos batistas, descrevem o novo nascimento como uma obra do Espírito Santo, “iluminando-lhes a mente de maneira espiritual e salvadora, para que compreendam as coisas de Deus, tirando-lhes o coração de pedra e dando-lhes um coração de carne; renovando-lhes a vontade e, pela sua onipotência, predispondo-os para o bem e trazendo-os irresistivelmente a Jesus Cristo. No entanto, eles vêm a Cristo espontânea e livremente, porque a graça de Deus lhes dispõe o coração para isso”. - O NOVO NASCIMENTO VEM EM PRIMEIRO LUGAR
O que vem em primeiro lugar, o arrependimento ou o novo nascimento? Em primeiro lugar, acontece a regeneração, ou seja, o novo nascimento, por intermédio do Espírito Santo. Depois vêm o arrependimento e a fé em Cristo como resultados da obra de Deus.
A Confissão de Fé da Convenção Batista do Sul (The Baptist Faith and Message) afirma-o nestas palavras: “A regeneração, ou seja, o novo nascimento, é uma obra da graça de Deus mediante a qual os crentes se tornam novas criaturas em Cristo Jesus. É uma mudança do coração, realizada pelo Espírito Santo através da convicção de pecado, à qual o pecador reage em arrependimento para com Deus e fé no Senhor Jesus Cristo. O arrependimento e a fé são experiências inseparáveis realizadas pela graça divina”. Se você já nasceu de novo, você se arrependerá e crerá em Jesus. Deus nos outorgou a capacidade de nos arrependermos, quando não o fez a outras pessoas. Ele nos deu a fé em Cristo, quando outros não crêem. O Senhor Jesus disse a alguns de seus inimigos que eles não criam nEle, porque o Pai não os havia capacitado a fazer isso (Jo 6.60-65). - CONTROLAR O VENTO?
Alguém poderia argumentar: “Eu pensava que Deus nos concede a vida porque nos arrependemos. O arrependimento não é a condição para alguém ser nascido de novo?” Não, de conformidade com o ensino do Senhor Jesus. Ele disse a Nicodemos: “O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito” (Jo 3.8). Você e eu podemos controlar o vento? Nós nos levantamos a cada dia e decidimos quão velozmente o vento soprará ou de que direção ele virá? Podemos impedir um tornado de causar destruição, enquanto ele passa por um povoado indefeso? É claro que não. O vento sopra onde lhe agrada. Também não podemos controlar ou dirigir o Espírito Santo em sua obra de transmitir vida nova aos pecadores. Ele nos regenera, nos ressuscita para uma nova vida e nos faz “nascer de novo”. O vento do Espírito tem de soprar. Essa é a razão por que oramos a fim de que o Espírito de Deus venha sobre nossos amigos e parentes que não conhecem a Jesus. Pedimos que Deus os salve. Sabemos que, se eles têm de vir a Cristo, deverão ser atraídos a Ele pela obra de Deus. O Senhor Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida. Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão” (Jo 5.24-25). - A OBRA DO ESPÍRITO SANTO
Por natureza, estamos mortos em nossos pecados. Não podemos salvar a nós mesmos. Deus tem de agir para resgatar-nos. Ele fez isso, ao enviar seu Filho para morrer em lugar dos pecadores na cruz. No entanto, a obra expiatória de Cristo precisa ser aplicada a cada um de nós: esta é a obra do Espírito Santo. O Pai, desde a eternidade, nos escolheu. O Filho morreu em favor de seu povo, no tempo e na História. O Espírito Santo nos traz o benefício da morte de Cristo, bem como nos traz em Si mesmo à ressurreição e à vida de Cristo. Servindo-se do mesmo poder com que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, o Espírito Santo nos toca, quando ainda estamos espiritualmente desamparados, mortos diante de Deus. Repentinamente, ressurgimos de nosso sepulcro espiritual; cremos no evangelho, cremos em Cristo, dependendo completamente dEle para nos salvar. Em nosso estado de morte espiritual, não amávamos a Deus. Agora, nós O amamos, porque Ele nos amou primeiro. Não amávamos nosso próximo. Agora amamos até aqueles que antes odiávamos. Todos estes são os resultados miraculosos do novo nascimento. O Senhor nos tocou com seu poder ressuscitador. Estamos verdadeiramente vivos pela primeira vez. Nascemos de novo! Temos de deixar claro que o Espírito Santo, ao realizar esta obra divina, utiliza a Palavra de Deus. A pregação do evangelho é uma parte essencial na obra de regeneração realizada pelo Espírito Santo — “Pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente” (1 Pe 1.23). - LEVANTE-SE!
Precisa haver uma apresentação das verdades do evangelho, se um pecador tem de vir a Cristo para a salvação. Entretanto, a chamada externa, para o pecador receber a Cristo, como Senhor e Salvador, não pode salvar, se permanece sozinha. É necessário haver também uma obra interna do Espírito Santo. Assim como a voz de Deus afirmou: “Haja luz”, assim também o Espírito Santo traz luz ao nosso mundo de trevas. Ele diz à nossa alma morta: “Levante-se!” Isto é semelhante ao aparecimento do Senhor Jesus diante do túmulo de Lázaro, quando Ele clamou em voz alta para que o morto saísse do sepulcro. E, assim como Lázaro foi chamado dos mortos para a vida, por intermédio do poder de Deus, assim também somos ressuscitados pelo poder de Deus que opera em nós.
É evidente que, fisicamente, Lázaro morreu outra vez. Todavia, isto não acontece à vida espiritual daqueles que nasceram de novo. A vida eterna que começou com o novo nascimento nunca acabará.