Essa história nos leva a perguntas profundamente pastorais: Como romper os ciclos vazios que giramos longe de Deus? E será possível cumprir a missão mesmo depois da queda?
segunda-feira, 22 de setembro de 2025
O Moinho, o Clamor e a Graça (Jz 16.19-31) | Gilson Santos
sábado, 3 de setembro de 2022
O poder da visão | Hernandes Dias Lopes
segunda-feira, 1 de novembro de 2021
Um apelo aos presbíteros | Carl R. Trueman
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Natal: presentes para o Rei | Rev. Hernandes Dias Lopes
Os magos vieram do Oriente para adorar o Rei Jesus e trazer-lhe presentes.
- Que presentes trouxeram?
- O que eles significam?
- Que implicações têm esses presentes colocados aos pés de Jesus?
Compreender essa mensagem é fundamental para resgatarmos a centralidade do Natal. O Natal tem sido esvaziado de seu conteúdo. Coisas periféricas e até estranhas à mensagem do Natal têm ocupado o centro do palco e retirado de cena aquele que é o dono, o sentido e a razão de ser do Natal.
Os magos trouxeram ouro, incenso e mirra. Que tributos eles estavam prestando a Jesus com esses presentes?
1. Eles estavam reconhecendo que Jesus é o Rei dos reis. O ouro é o presente dedicado ao Rei. A humilde criança deitada na manjedoura, enfaixada em panos, que precisou retirar-se para o Egito para livrar-se da morte, que cresceu na apagada vila de Nazaré, que tinha as mãos calejadas no serviço da carpintaria, que se despojou de sua riqueza e se fez pobre e não tinha nem mesmo onde reclinar a cabeça, era o Rei dos reis, o dono do mundo.
Jesus abriu mão da sua glória para vir ao mundo, encarnar-se e tornar-se Deus conosco e Deus semelhante a nós, exceto no pecado.
Os magos reconheceram que Jesus é o Rei dos reis, a suprema autoridade no céu e na terra, aquele que está no trono do universo, que dirige as nações, que levanta reis e destrona reis, que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade. Diante de Jesus todo joelho deve se dobrar no céu, na terra e no inferno. Todas as criaturas do universo estão sujeitas a ele. Ele é o soberano absoluto sobre tudo e sobre todos. Nas suas mãos estão os destinos dos povos, das nações, da igreja, da sua própria vida.
2. Eles estavam reconhecendo que Jesus é o Sumo Sacerdote. Incenso é o presente para um sacerdote. Até o tempo de Jesus os sacerdotes ofereciam sacrifícios por si mesmos e pelo povo. Esses sacrifícios precisavam ser repetidos, pois eram imperfeitos, oferecidos por homens imperfeitos. Jesus veio ao mundo como o supremo sacerdote, o sacerdote perfeito, sem pecado, para oferecer um sacrifício perfeito, a sua própria vida.
Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, mas também é o Sumo Sacerdote que, na cruz, fez um único e cabal sacrifício pelos nossos pecados. Ele é ao mesmo tempo o Sacerdote e o sacrifício.
Jesus é o único Mediador entre Deus e os homens, aquele que abriu para nós um novo e vivo caminho para Deus, por cuja morte, o véu do templo foi rasgado, dando-nos livre acesso à presença do Pai. Jesus é o caminho para Deus, a porte do céu.
3. Eles estavam reconhecendo que Jesus é o Supremo Profeta. Mirra é o presente para um profeta. Deus falou muitas vezes, de muitas maneiras aos pais pelos profetas. Mas, agora, nos fala pelo seu Filho. Até Jesus, os profetas falavam em nome de Deus. Mas Jesus é o próprio Deus. Os profetas diziam: “Assim diz o Senhor”, mas Jesus diz: “Eu, porém, vos digo”.
Ele é o mensageiro e a mensagem. Ele é o próprio conteúdo da mensagem que proclama. Não temos outra mensagem a proclamar a não ser Jesus. Ele é o conteúdo do Evangelho.
Seu nascimento nos trouxe boas novas de grande alegria. Sua morte nos trouxe copiosa redenção. Sua ressurreição nos dá poder para viver vitoriosamente. Sua ascensão nos garante que sua obra foi completa e vitoriosa. A promessa da sua volta nos dá esperança da consumação de todas as coisas, com sua vitória triunfal sobre todas as hostes do mal. Os magos vieram de longe e adoraram a Jesus, reconhecendo que ele é o Rei, o Sacerdote e o Profeta. É Jesus o Rei da sua vida? Você já se apropriou dos benefícios de sua morte vicária? Você aguarda ansiosamente a sua vinda? É Jesus o centro das comemorações do seu Natal?
Rev. Hernandes Dias Lopes
Fonte: Igreja Presbiteriana de Vitória – ES.
quinta-feira, 21 de março de 2013
Deus não desiste de amar você | Hernandes Dias Lopes
Deus não abre mão da sua vida. Deus não desiste do direito que tem de ter você. Ele não abdica do seu amor por você. Ele sempre vai ao seu encontro, no seu encalço.
Pedro, melhor do que ninguém nos revela esta verdade. Quem era Pedro?
- 1) Filho de Jonas (Mc 16.17);
- 2) Casado (1 Co 9.5);
- 3) Natural de Betsaida;
- 4) Residia em Cafarnaum, às margens do Mar da Galiléia;
- 5) Pescador;
- 6) Irmão de André;
- 7) Um dos discípulos que mais tinha intimidade com Jesus;
- 8) Assumiu a liderança do grupo apostólico antes e depois do Pentescotes;
- 9) Recebeu poder para realizar grandes milagres (At 5.15);
- 10) Primeiro apóstolo a pregar aos gentios.
Pedro era um homem de profundas contradições e de grandes ambigüidades na vida:
- 1) Lucas 5 – Incredulidade e quebrantamento; consciência de pecado e indignidade. Ali Jesus o chama. Deixa tudo: empresa, negócios e segue a Jesus.
- 2) Mateus 16 – Proclama a messianidade de Cristo e se deixa usar por Satanás em seguida.
- 3) Mateus 17 – Por falar sem pensar, não deu a Jesus a primazia que ele merece. Ele vê a glória do Rei, mas não exalta o Rei da glória.
- 4) Mateus 26 – Coragem e covardia.
- 5) Mateus 26 – Negação e lágrimas de arrependimento.
- 6) João 21 – Fuga e declaração de amor.
I. AS CAUSAS DA QUEDA DE PEDRO
1. Exagerada confiança em si mesmo
a) Mateus 26.35 – “Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei”.
b) Marcos 14.31 – “Mas ele insistia com mais veemência: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei”.
c) Lucas 22.23 – “Senhor, estou pronto a ir contigo, tanto para a prisão, como para a morte”.
Pedro se achava forte. Ele achava que era uma rocha, mas era pó. Ele negou seu nome, seu apostolado, suas convicções, porque confiou exageradamente em si mesmo em vez de ser humilde.
2. Considerou-se melhor do que os outros
a) Marcos 14.29 – “Disse-lhe Pedro: Ainda que todos se escandalizem, eu jamais!”
b) Mateus 26.33 – “…ainda que venhas a ser tropeço para todos, nunca o serás para mim”.
Pedro estava dizendo:
Olha Jesus, os teus discípulos não são tão confiáveis, mas eu sou um homem batuta. A corda não rói do meu lado. Eu não vou te decepcionar. Eu aguento a parada. Eu não sou homem de fraquejar. Pode contar comigo para o que der e vier, quando os outros se acovardarem. A Bíblia diz que a soberba precede a ruína.
3. Foi incapaz de orar e vigiar na hora crucial da vida
a) Mateus 26.40,41 – “E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito na verdade, está pronto, mas a carne é fraca”.
- Quando deixamos de vigiar e orar, caímos em ciladas, em tentação e fraquejamos.
- Quando a igreja deixa de orar, ela se torna fraca e vulnerável.
Alguém já disse que quando o homem trabalha, o homem trabalha, mas quando o homem ora, Deus trabalha.
Aquela era a maior batalha do universo, o destino da humanidade estava sendo decidida, e Pedro estava dormindo (Mt 26.40,43,45). Foi a única vez que Jesus pediu solidariedade e os discípulos fracassaram.
4. Perdeu o controle emocional
a) João 18.10 – “Então Simão Pedro puxou da espada que trazia e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita; e o nome do servo era Malco”.
Pedro perdeu o controle emocional, o equilíbrio e não discerniu a natureza da batalha que estava travando. Não teve domínio próprio. Jesus mostra para Pedro que seu caminho era a cruz (Jo 18.11). Nada de humanismo! Muitas vezes, damos lugar à ira. Agredimos as pessoas com palavras, com gestos, atitudes e fracassamos no testemunho.
5. Seguiu a Jesus de longe
a) Mateus 26.58 – “Mas Pedro o seguia de longe…”.
Pedro vai fraquejando, vai perdendo seus absolutos. Pedro vai se tornando vulnerável, vai se acovardando. O mesmo Pedro autoconfiante, já não cumpre suas palavras. Ele foge na hora que Jesus é preso. Ele não desiste de Jesus, mas o segue de longe. Ele se acovarda e se enche de medo.
Muitos ainda hoje seguem a Jesus de longe. Não querem perder Jesus de vista, vêm à igreja, leem a Bíblia, mas não assumem compromisso com Jesus. Não querem os riscos do discipulado. Outros não chegam a perder suas convicções, mas abandonam a igreja, ficam perto do Egito; ficam na janela.
6. Assentou na roda dos escarnecedores
a) Lucas 22.54,55 – “Então, prendendo-o, o levaram e o introduziram na casa do sumo sacerdote. Pedro seguia de longe. E quando acenderam fogo no meio do pátio, e juntos se assentaram, Pedro tomou lugar entre eles”.
Pedro dá mais um passo na direção da sua queda. Ele vai se assentar na roda dos inimigos de Jesus. Ele vai se associar com aqueles que zombam de Jesus (Sl 1.1).
Muitos estão caindo ainda hoje porque se unem com companhias erradas. Muitos estão deixando a igreja e indo para o mundo porque se associaram com pessoas que não querem saber nada de Jesus.
7. Negou a Jesus três vezes
a) Mateus 26.70,72,74 – “Pedro negou. Negou outra vez com juramento. Negou a terceira vez praguejando e jurando: Não conheço esse homem”.
Ninguém nega Jesus de uma hora para outra. Tem um histórico, um abismo chama outro abismo. Pedro não se lembrou das palavras de Jesus, fez pouco caso delas (Mt 26.75).
Pedro caiu, fraquejou e negou:
- 1) Seu nome;
- 2) Sua fé;
- 3) Seu apostolado;
- 4) Suas convicções;
- 5) Suas promessas a Jesus.
II. AS CAUSAS DA RESTAURAÇÃO DE PEDRO
1. O olhar compassivo de Jesus
a) Lucas 22.60-62 – “Mas Pedro insistia: Homem, não compreendo o que dizes. E logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo. Então, voltando-se o
Senhor, fixou os olhos em Pedro, e Pedro se lembrou da palavra do Senhor, como lhe dissera: Hoje, três vezes me negarás, antes de cantar o galo. Então, Pedro, saindo dali, chorou amargamente”.
O olhar de Jesus é de ternura e amor. É um olhar que penetra na alma para trazer Pedro ao arrependimento. Jesus não esmaga a cana quebrada nem apaga a torcida que fumega.
- Olhar de Jesus nos restaura.
- Uma luz brilhou em meu caminho
- Quando eu ia triste e sozinho
- Foi seu divino olhar, que me ensinou a amar
- Foi um minuto só do seu olhar.
- Foi um minuto só, um minuto só
- Foi um minuto só, do seu olhar
- Tudo em mim mudou, tudo em mim cantou
- Foi um minuto só do seu olhar.
- Jesus mudou a minha vida
- Nunca mais eu serei o mesmo
- Quando eu olhei pra cruz, nela eu vi Jesus
- Foi um minuto só do seu olhar.
Jesus está olhando para você hoje. Ele está vendo suas palavras, sua vida, seu testemunho, os lugares onde você está indo, o que você está fazendo. Mas hoje mesmo Jesus pode ser restaurado pelo divino olhar do Senhor Jesus:
- Vivi tão longe do Senhor, assim eu quis andar
- Até que eu encontrei a luz no seu divino olhar
- Seu maravilhoso olhar, seu maravilhoso olhar
- Transformou o meu ser, todo o meu viver
- Seu maravilhoso olhar!
2. As lágrimas de arrependimento
a) Marcos 14.72 – “Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera…e caindo em si, desatou a chorar”.
b) Mateus 26.75 – “…e saindo dali, chorou amargamente”.
Pedro considerou que havia negado ao seu Senhor. Naquela noite fatídica, Pedro saiu da casa do sumo sacerdote chutando as pedras por entre os olivais. Ele foi para casa com sua consciência em brasa, arrebentado, quebrado e sem parar de soluçar. Passou a noite sem dormir. Alagou seu leito. Virava de um lado para o outro sem poder conciliar o sono.
- Pedro refletiu sobre a excelência do seu Senhor, a quem negara.
- Pedro se lembrou do tratamento especial que havia recebido como um dos primeiros com Tiago e João.
- Pedro recordou que havia sido solenemente advertido pelo Senhor.
- Pedro se recordou dos seus próprios votos de fidelidade (Mc 14.29).
Pensemos em nós:
- 1) O nosso pequeno progresso na vida espiritual;
- 2) A nossa negligência com as almas dos outros;
- 3) A nossa pouca comunhão com o Senhor;
- 4) A pequena glória que estamos trazendo ao grande nome do Senhor.
Tudo isso deveria nos levar às lágrimas de arrependimento.
- Pedro chorou amargamente (água podre).
- Pedro diferente de Judas, não engoliu o veneno.
3. A procura de Jesus
a) Marcos 16.7 – “Ide, dizei aos meus discípulos e a Pedro”.
Jesus não desiste de Pedro. Pedro desistiu de ser apóstolo. Mas Jesus não desistiu de Pedro.
Pedro disse para os seus colegas:
“Eu vou pescar” (Jo 20.3). Eu vou voltar para minha velha vida. Ele exerceu uma liderança negativa. Mas, Jesus não abriu de Pedro. Ele também não desiste de amar você.
4. A pergunta de Jesus
a) João 21.15-17
Em primeiro lugar, Jesus curou Pedro do seu orgulho. Ele perguntou três vezes, pois três vezes Pedro o negou. Da última vez mudou a pergunta.
Em segundo lugar, Jesus curou a memória de Pedro. Montando o mesmo cenário da queda.
A única exigência que Jesus faz a Pedro para ser discípulo e para pastorear o seu rebanho é amá-lo.
5. A restauração de Jesus
a) João 21.17b – “… apascenta as minhas ovelhas”.
- Jesus restaurou a mente de Pedro.
- Jesus restaurou a memória de Pedro.
- Jesus restaurou os sentimentos de Pedro.
- Jesus restaurou a vida de Pedro.
- Jesus restaurou o ministério de Pedro.
Agora, Pedro volta a ser um grande líder. Agora ele ora. Agora ele aguarda o Pentecostes. Agora ele é cheio do Espírito Santo. Agora ele se torna o grande pregador da igreja apostólica.
Você pode ser restaurado, pois Jesus jamais desistiu de você!
Fonte: Hernandes Dias Lopes
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Arrependimento, o caminho da restauração | Rev. Hernandes Dias Lopes.
1. Os homens gostam de olhar e as mulheres de serem olhadas. Porque uma mulher estava se banhando de janela aberta uma tragédia aconteceu.
2. Este Salmo é o registro da agonia da alma de Davi, após o seu terrível crime de adultério e assassinato.
3. Davi viu, cobiçou, adulterou e tentou esconder o seu pecado.
4. Ele usou quatro planos para encobrir o seu pecado:
a) PLANO A – Dar férias ao marido de Bate-Seba.5. Tudo parecia perfeito. Todas as provas do pecado foram aparentemente destruídas. Só uma coisa eles não contavam: É que Deus estava vendo: “… porém esta coisa que Davi fez pareceu mal aos olhos do Senhor” (2 Sm 11:27).
b) PLANO B – Dar um banquete ao marido de Bate-Seba.
c) PLANO C – Encomendar a morte do marido de Bate-Seba.
d) PLANO D – Casar-se com Bate-Seba para esconder a gravidez.
6. Deus envia a Davi o profeta Natã. Ele conta um parábola. Davi lhe diz: “Este home deve morrer”. Natã lhe responde: “Tu és o homem”.
7. Davi, então, é tomado por um sentimento de culpa e horror. E foi nessa condição que ele escreveu o Salmo 51. Aqui Davi reconheceu o seu pecado, arrependeu-se, jogou o veneno fora e expremeu toda a sua ferida.
8. Vejamos o arrependimento de Davi, como o caminho da restauração.
I. A ABSOLUTA NECESSIDADE DO ARREPENDIMENTO
· Enquanto Davi calou o seu pecado, a sua vida murchou, os seus ossos secaram,a alegria de salvação foi embora, porque a mão de Deus pesava sobre ele de dia e de noite.
· Não há libertação, cura nem restauração, onde não há arrependimento.
1. O primeiro passo da restauração é o reconhecimento do pecado – v. 3
· Davi por um tempo escondeu o seu pecado. Mas isso estava arruinando a sua vida. Ele, então, olhou de uma maneira séria o que havia feito.
· Convicção de pecado é o primeiro passo para a restauração. Não há esperança de perdão e restauração, enquanto você não reconhecer o seu pecado.
· Não olhe para os outros. Não julgue nem culpe os outros. Seja honesto com você mesmo. Páre de argumentar e se justificar. Faça como Davi: “Eu conhece as minhas transgressões” (v. 3). Faça como o pródigo: “Pai eu pequei contra os céus e diante de Ti”.
· O mundo fará qualquer coisa para impedir que você encare a si mesmo: as pessoas estão lotando os cinemas, entupindo as passarelas do carnaval, lendo novelas, divertindo-se, porque não querem olhar para dentro de si mesmas.
2. O segundo passo da restauração é o reconhecimento da natureza do que nós temos feito – v. 1-2
Davi usa aqui três palavras:
- a) Transgressão = rebelião, revolta da vontade contra a autoridade. Davi admite que foi rebelde. Sua própria vontade prevaleceu. Ele foi governado por um desejo lascivo. Fez o que a sua consciência reprovava. Foi um ato deliberado de desobediência, uma violação da autoridade divina.
- b) Iniquidade = perversão. Algo sujo, indigno, vergonhoso. Examine seu coração. Há coisas pervertidas também: ciúme, inveja, malícia, impureza.
- c) Pecado = errar o alvo. Não estamos vivendo conforme deveríamos viver. Estamos fora da linha.
· Davi pecou contra Bate-Seba, contra Urias, contra sua família, contra a nação, contra os homens que foram mortos na batalha, mas ele confessa: “Contra ti somente pequei”.
· Por que contra Deus? Porque sempre que pecamos contra alguém, estamos pecando contra Deus que criou esse alguém. Estamos ferindo alguém amado por Deus. Estamos nos intromentendo na obra da criação e da providência de Deus.
· Davi violou sua consciência, desobedeceu a Palavra, ultrajou a santidade de Deus, escarneceu do seu amor, pisou a sua graça, cuspiu em sua bondade.
· Sempre que pecamos, nos insurgimos contra Deus.
4. O quarto passo da restauração é o reconhecimento de que não temos nenhuma desculpa nem direito – v. 4b
· Davi está dizendo que não tem desculpa nenhuma. Nehuma defesa, nenhum direito a reinvidicar.
· Davi está admitindo que o seu pecado foi resultado da sua teimosia. Reconhece que está totalmente errado. Nada tem a pleitear a seu favor.
· Enquanto você tentar se justificar, você não terá dado provas de arrependimento. O arrepedimento é o reconhecimento de que você não merece nada senão o juízo. É como o publicano que bate no peito e diz: “Sê propício a mim, pecador”.
5. O último passo da restauração é reconhecer que a sua natureza é essencialmente má – v. 5
· Davi reconhece que a razão de ter pecado não é o mundo fora dele, não é a beleza do corpo de Bate-Seba, é o seu coração sujo.
· Não é o mundo fora de mim, é algo dentro de mim que está corrompido.
· Não é simplesmente uma questão do que eu faço, mas de quem eu sou. O meu maior problema sou eu. Sou corrompido. Meu coração é uma fábrica de iniquidade. É de dentro de mim que procedem maus desígnios.
· Não é o mundo, é o meu coração. Não é simplesmente a pornografia, é o meu coração lascivo. Não é a guerra, é o meu coração perverso. Não é a injustiça social, é o meu coração avarento.
· Quando você percebe estava verdade a seu respeito, a única coisa que você pode fazer é clamar como Davi: “Tem misericórdia de mim, ó Deus”.
II. O PROFUNDO ANSEIO PELO PERDÃO DE DEUS
1. É preciso ter profunda consciência do seu estado e condição- v. 1
· “Tem misericórdia de mim, ó Deus” (v. 1). Davi estava desesperado. Ele não pode fugir dessa situação. Ele está encurralado, preso pelas cordas do seu pecado.
· Davi era rei, rico, poderoso, famoso, mas agora, nada lhe satisfaz. Está quebrado, doente, aflito. Está definhando. Seus ossos estão secando. Seu vigor murchando. Seu choro é abundante. Sua alma está de luto. A mão de Deus está pesando sobre ele.
· Ele precisa de paz, de perdão. Ele clama: “Tem misericórdia de mim, ó Deus”. Lança o teu coração na minha miséria.
· Talvez você diga: “Ah, mas eu não cometi adultério. Contudo, a Bíblia diz: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração… e o teu próximo como a ti mesmo”. Você tem feito isso? Não. Você é pecador culpado. Não glorificar a Deus é o maior de todos os pecados. É negar o propósito da sua existência.
· Daniel 5:23: “O Deus em cuja mão está a tua vida, e de quem são todos os teus caminhos, a ele não glorificaste”.
· A essência do pecado não é ser culpado de ações particulares, é não estar glorificando a Deus.
2. É preciso ter profundo desejo do perdão divino – v. 1b
· Davi tem consciência da sua culpa, mas não pára aí. Só sentir o peso do pecado pode levar ao remorço e a auto-destruição. Davi não engoliu o veneno. Ele não fugiu de Deus, ele correu para Deus. Ele deseja ser perdoado e purificado.
3. É preciso ter profunda consciência da nossa total impotência – v. 16
· Davi não pode tranquilizar sua própria consciência. Nenhum ritual religioso pode lavar sua alma.
· Quando a consciência acorda é uma coisa tremenda. Mais cedo ou mais tarde a consciência de todo homem despertará. Às vezes, ela só desperta no leito da morte. Outras vezes, só depois da morte (Lc 16:19-31). A consciência do homem rico só despertou no inferno.
· Davi está aqui tentanto acalmar a sua consciência. Ele é rico. É rei. Ele está no trono. Ele etá tomando decisões. Mas ele não tem paz. Ele tenta pegar no sono, mas ele foge. Ele tenta fugir do seu pecado, mas ele está sempre diante dos seus olhos.
· Ele não conseque ter paz. Não consegue dormir. Não consegue comer. Ele não pode fazer nada!
4. É preciso ter uma novo atitude para com Deus – v. 1,17
· A pessoa contra quem Davi pecou é Deus, mas a pessoa que ele deseja acima de tudo é Deus. Isso é o que faz diferenca entre arrependimento e remorço.
· Quando Adão pecou, ele fugiu de Deus.
· Quando Judas pecou, ele abandonou a Cristo.
· Muitos ao pecarem deixam a Deus, a igreja, a Bíblia, a oração. Fogem de Deus. Esse é o caminho oposto do arrependimento.
· Mas Davi quer Deus. Ele quer aquele a quem ofendeu. Ele sabe que só Deus pode restaurá-lo. Ele sabe que Deus é benigno, misericordioso e perdoador.
· Davi sabe que Deus não rejeita quem tem o coração quebrantado. Nós sabemos mais ainda. A cruz foi onde Jesus morreu pelos nossos pecados. Quando nos voltamos para a cruz, encontramos uma fonte de cura, restauração e perdão. Se confessarmos os nossos pecados, Deus é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar.
· O homem que não percebe que precisa de perdão não é cristão.
III. A MAIOR NECESSIDADE DO PECADOR ARREPENDIDO E PERDOADO
1. A necessidade de um novo coração – v. 10
· Esse é o nosso real problema. O nosso coração está errado. O que você precisa não é apenas de mais conhecimento. Não é acrescentar algo ao que você já tem. Você precisa não de adição, mas de um novo coração.
· Você não pode corrigr a você mesmo. Você não tem poder para mudar a você mesmo.
· Você não deve se considerar melhor do que Davi. Você não deve se avaliar, comparando-se com outros. O padrão de Deus é v. 6: “Verdade no íntimo”.
- a) SE Deus projetasse na parede os seus desejos e pensamentos!
- b) O evangelho dá um soco mortal em nossa presunção. Todos temos que botar a boca no pó e pedir a Deus um coração puro.
- a) Por causa da infidelidade e a insinceridade da nossa natureza (v. 6) – Há algo podre dentro de nós. Nosso coração é enganoso e corrupto. Não podemos confiar em nós mesmos. Davi percebe que não dá para fugir de Deus, pois ele vê coração. Ele quer a verdade no íntimo. Não adianta fingir nem usar máscara.
- b) Por causa da nossa falta de sabedoria (v. 6b) – Nós somos maus terapeutas de nós mesmos. Precisamos de discernimento de Deus para não errarmos, para não tomarmos decisões no poder da paixão carnal.
- c) Por causa da nossa incapacidade de mudarmos a nós mesmos (v. 10) – O problema de Davi não é Bate-Seba, é o seu coração. Não é o mundo, é o seu coração. Ele sabe que um coração puro não é sugestionamento, disciplina, é Deus quem cria. Só Deus pode dar um novo coração. Só Deus pode nos mudar. É operação sobrenatural! (2 Co 5:17).
1. Possessão grande júbilo e alegria – v. 8,12
· Essa alegria não é algo que tem a ver com o temperamento. É a alegria de Deus. É a alegria da salvação, é alegria do céu.
· O seu pecado roubou dele temporariamente essa alegria. O pecado é um ladrão de alegria.
2. Desejo de viver para a glória de Deus, testemunhando para os demais as maravilhas divinas – v. 13-15
· Davi quer agora viver para agradar a Deus e não aos seus próprios desejos.
· Em vez de pedra de tropeço, instrumento de bênção para os outros.
· Davi não quer mais viver nas trevas, quer revelar aos outros a luz de Deus.
· O perdoado é aquele que não se contenta em apenas ter a bênção para si, ele qeur ser portador dessa bênção para os outros.
CONCLUSÃO
- 1. Você já é uma pessoa salva pelo Senhor?
- 2. Você afastou-se de Deus e perdeu a alegria da salvação (v. 12)? Davi ao pecar não perdeu a salvação, mas perdeu a alegria da salvação.
- 3. Você quer agora, voltar-se para Deus e confessar seu pecado e tomar posse da restauração do Senhor?
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Você conhece Jesus Cristo como seu Salvador?
Você conhece Jesus Cristo como seu
Salvador? Ele é o seu Redentor?
Talvez você participe dos cultos de
uma boa igreja evangélica. É possível que tenha lido vários trechos da Bíblia
e talvez tenha em sua biblioteca livros sobre a vida cristã. Já ouviu falar
do Evangelho e da salvação. Pode até ser que você seja batizado e professe
estar entre os salvos.
E mesmo assim, apesar da aparência
exterior, pode ser que você ainda não siga a Cristo, pois Ele ainda não é seu
Senhor. Independente da sua situação religiosa, peço que considere por um
momento: você já foi perdoado por Cristo?
Onde há perdão, houve primeiramente
uma ofensa. É fundamental que entendamos que nosso pecado é a nossa maior
ofensa contra Deus. Recomendo a leitura do capitulo 9 de Esdras pois neste
capitulo, ele confessa seu pecado junto com o pecado do povo de Israel. Lemos
a partir do versículo 5: "Me pus de joelhos, e estendi as minhas mãos
para o SENHOR meu Deus; e disse: Meu Deus! Estou confuso e envergonhado, para
levantar a ti a minha face, meu Deus; porque as nossas iniqüidades se
multiplicaram sobre a nossa cabeça, e a nossa culpa tem crescido até aos
céus. Desde os dias de nossos pais até ao dia de hoje estamos em grande
culpa..." A atitude de Esdras demonstra que ele enxergava seus pecados
como sendo ofensivos ao próprio Deus santo. Esdras não fez de conta que seus
pecados eram ocultos ou discretos e nem ainda uma "escolha
pessoal", mas admite que "nossa culpa tem crescido até aos céus".
Nossa culpa é vista por Deus, pois vivemos todo dia perante Seus olhos. O
próprio Esdras reconheceu, "Eis que estamos diante de ti, na nossa
culpa" (Ed 9.5). O Rei Davi admitiu "Fiz o que é mal à tua
vista" (Sl 51.3) e o profeta Isaias confessou, "as nossas
transgressões se multiplicaram perante ti, e os nossos pecados testificam
contra nós" (Is 59.12).
Essa culpa "que tem crescido
até aos céus" é o efeito colateral do pecado. A culpa nos lembra a
cada momento da condenação justa por causa do pecado. Carregamos o peso da
punição vindoura, temendo um encontro com o Deus Justo depois da morte.
"Todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à
servidão" (Hb 2.15). E com toda razão, afinal a Bíblia não poupa
palavras quando descreve a punição eterna daqueles que zombam de Deus: "Este
beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da
sua ira" (Ap 14.10).
Antes de ser salvo, é necessário que
você perceba o quão perdido você é nos seus pecados. Somente o náufrago clama
por socorro. Você já chegou a se ver culpado diante do seu Criador? Chegou a
admitir, "Fui pesado na balança da perfeição divina e tenho sido achado
em falta"? Já confessou, "estou destituído da glória de Deus"?
Se você está carregando o peso da
condenação, as boas novas do Evangelho serão como água para sua alma sedenta.
Aqueles que são corroídos pela podridão do pecado acharão restauração em
Cristo. Ele diz: "Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá
fome, e quem crê em mim nunca terá sede" (Jo 6.35). Este versículo
diz a respeito à satisfação. Deus foi satisfeito com o sacrifício de Jesus
Cristo na cruz. Cristo se satisfaz em remir pobres desgarrados e nós somos
satisfeitos com a regeneração das nossas almas. Certamente, quem corre a
Cristo, encontra satisfação eterna. Como não ser satisfeitos quando
experimentamos que "se alguém está em Cristo, nova criatura é; as
coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (2Co 5.17)? O
Salmista escreveu, alegre e satisfeito: "Tu limpas as nossas
transgressões. Bem-aventurado aquele a quem tu escolhes, e fazes chegar a ti,
para que habite em teus átrios; nós seremos fartos da bondade da tua casa e
do teu santo templo" (Sl 65.3,4).
Somos lavados das nossas
transgressões! Cada detalhe do pecado é expurgado pelo sangue de Cristo. O
sacrifico de Cristo é tão completamente imerecido e tão maravilhosamente
completo. O Filho de Deus fez-se carne para resgatar-nos da nossa
carnalidade. Ele deu sua vida na cruz para assim dar vida aos acusados. O
Justo morreu pelos injustos. Foi paga a minha divida, pois o Filho de Deus
aceitou morrer a minha morte na cruz aonde eu deveria ter sido crucificado.
Claramente entendemos: "O Filho do homem não veio para ser servido,
mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos" (Mt
20.28). Jesus Cristo, o unigênito Filho de Deus, tomou sobre Si a ira de Deus
para que - morto e ressurreto - fosse a salvação completa dos mais indignos
pecadores.
Pergunto: você está satisfeito em
Cristo? A sua alma repousa nele? Ou está ainda a procura de outro consolo
além de Cristo?
Talvez você esteja confusa em como
chegar a Cristo. Vejamos novamente a oração de Esdras, em Esdras capitulo 9.
Perceba como ele reconheceu sua vergonha e iniquidade no versículo 6,
confessou sua culpa no versículo 7 e por fim agarra-se à graça de Deus no
versículo 8: "Agora, por um pequeno momento, se manifestou a graça da
parte do SENHOR, nosso Deus, para nos deixar alguns que escapem, e para
dar-nos uma estaca no seu santo lugar; para nos iluminar os olhos, ó Deus
nosso, e para nos dar um pouco de vida na nossa servidão" (Ed 9.8).
A graça de Deus tem se manifestada, permitindo que nós - presos na servidão
ao pecado - possamos escapar da culpa e da condenação. É um escape imerecido,
pago na integra por Cristo. Boas intenções, ofertas financeiras ou serviço
dedicado não alcançarão o que a graça de Deus alcança por nós: um escape!
Como então ir a Cristo? Correndo.
Como confiar nele? Inteiramente.
Como rogar Sua misericórdia? Confessando
seus pecados e crendo que Ele providenciou um escape.
Devemos
agarrar esta verdade: "Na nossa servidão não nos desamparou o nosso
Deus; antes estendeu sobre nós a sua benignidade...para que nos desse vida"
(Ed 9.9).
Agora não seria a hora de buscar essa
benignidade de Deus? Onde quer que você esteja, não seria agora o momento de
buscar um tempo à sós, e, de joelhos dobrados e coração quebrantado, rogar
que Deus lave sua alma no sangue de Cristo? Estas palavras deviam ser suas:
"Esconde a tua face dos meus pecados, e apaga todas as minhas
iniqüidades. Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um
espírito reto" (Sl 51.9,10).
Pergunto novamente: você conhece
Jesus Cristo como seu Salvador?
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