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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Namorados que se masturbam cometem pecado? | Renato Vargens

Eu nunca fui para a cama com o meu namorado. Nós não fazemos sexo com penetração, o problema é que as vezes nós nos masturbamos por acaso será isso um pecado?

Por mais incrível que possa parecer essa tem sido a pergunta de muitos jovens cristãos. Na verdade, nossas igrejas estão repletas de jovens que masturbam-se mutuamente acreditando que com isso não estão pecando contra Deus. Eu mesmo já ouvi algumas pessoas dizendo que se não houver penetração, vale qualquer coisa.

Caro leitor, ainda que as Escrituras em nenhum momento trate da masturbação, por razões claras e obvias todos aqueles que se masturbam pecam contra o Senhor, isto porque,  a prática de estimular o próprio órgão sexual ou do namorado afronta o padrão de moralidade e decência estabelecido pelo Criador. Ora, a Bíblia é extremamente clara em afirmar que o prazer do sexo pertence exclusivamente aos casados e que aqueles que desfrutam de relacionamentos sexuais fora do casamento pecam contra Deus.

Outro fato importante é que nunca soube de ninguém que se masturbasse sem que contudo cobiçasse  outra pessoa.

Prezado amigo, cobiçar o namorado ou a namorada constitui pecado e imoralidade. Se não bastasse isso, o namorado que estimula sexualmente a namorada e vice-versa, defrauda o seu irmão em Cristo tomando para sim algo que ainda não lhe pertence.

Isto posto, afirmo sem titubeios que toques, intimidades e liberdades sexuais segundo as Escrituras é um direito exclusivo dos casados, portanto, se você é daqueles que ultrapassa os limites estabelecidos por Deus em sua Palavra,  desobedece as orientações do Senhor trazendo sobre si a condenação.

Veja abaixo alguns versos bíblicos que tratam sobre a imoralidade sexual:

"...mas, por causa da imoralidade, cada um deve ter sua esposa e cada mulher o seu próprio marido." 1 Coríntios 7:2

"Entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual como também de nenhuma espécie de impureza e de cobiça; pois essas coisas não são próprias para os santos."Efésios 5:3

"Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria." Colossenses 3:5

"Também não se arrependeram dos seus assassinatos, das suas feitiçarias, da sua imoralidade sexual e dos seus roubos." Apocalipse 9:21

"Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos,, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus." 1 Coríntios 6:9-10

"Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem..." Gálatas 5:19

"Entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual como também de nenhuma espécie de impureza e de cobiça; pois essas coisas não são próprias para os santos. Não haja obscenidade, nem conversas tolas, nem gracejos imorais, que são inconvenientes, mas, ao invés disso, ações de graças. Porque vocês podem estar certos disto: nenhum imoral, ou impuro, ou ganancioso, que é idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus." Efésios 5:3-5

"A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o seu próprio corpo de maneira santa e honrosa..."1 Tessalonicenses 4:3-4

“Amados,peço-vos, que abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma; Tendo o vosso viver honesto entre os gentios; para que glorifiquem a Deus pelas obras que em vós observem” (1 Pe 2:11)

Por: Renato Vargens

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O contraste entre o justo e o ímpio | Hernandes D. Lopes

O livro dos Salmos é uma coletânea de cânticos, orações e lamentos do povo de Deus, escrito por vários autores, desde os dias de Davi até o período pós-cativeiro babilônico. Há mais de cem citações do livro de Salmos no Novo Testamento. Isso prova sua relevância na história da redenção. Esse livro tem sido uma fonte de consolo para a igreja de Deus ao longo dos séculos até aos dias atuais.

O Salmo 1 é a porta de entrada deste, que é o maior livro da Bíblia. Destacaremos, aqui, três lições importantes deste Salmo.


Em primeiro lugar, um contraste profundo é apresentado. O autor sagrado faz um profundo contraste entre o ímpio e o justo. Enquanto o ímpio é como uma palha que o vento dispersa, o justo é como uma árvore plantada junto à fonte. Enquanto o ímpio está seco espiritualmente, o justo tem verdor mesmo nos tempos de sequidão. Enquanto o ímpio não tem frutos que agradam a Deus, o justo produz frutos na estação certa. Enquanto o ímpio não tem estabilidade e é jogado de um lado para o outro pelo vendaval, o justo tem suas raízes firmadas no solo da fidelidade de Deus. Enquanto o ímpio tem suas obras reprovadas por Deus, o justo tem sucesso em tudo quanto faz. Enquanto o ímpio busca a roda dos escarnecedores, o justo se deleita na lei do Senhor. Enquanto o ímpio não terá assento na assembleia do santos nem prevalecerá no juízo, o justo será conduzido por Deus na história e recebido na glória. Enquanto o caminho do ímpio perecerá, o caminho do justo é conhecido por Deus. É tempo de você refletir sobre sua vida. Quem é você? Onde está o seu prazer? Onde está o seu tesouro? Em qual dessas duas molduras você pode colocar sua fotografia? Lembre-se: o ímpio pode parecer feliz, mas seu fim é trágico. Mas, o justo, mesmo passando por provas na vida, é bem-aventurado.

Em segundo lugar, um caminho de felicidade é descortinado. A felicidade existe e pode ser experimentada. É legítima e compatível com a fé cristã. Essa iguaria especial da alma não se encontra no conselho dos ímpios, daqueles que se esquecem de Deus. Esse tesouro tão cobiçado não é encontrado no caminho largo dos pecadores nem mesmo na mesa, onde os escarnecedores rasgam a cara em ruidosas gargalhas prenhes de escárnio. Onde está a felicidade? Você é feliz em primeiro lugar, por aquilo que evita. Você sorve o néctar da felicidade quando tapa os ouvidos ao conselho dos ímpios, quando afasta seus pés do caminho dos pecadores e quando não busca um lugar junto à mesa na roda dos escarnecedores. Em segundo lugar, você é feliz por aquilo que você faz. Uma pessoa feliz nutre sua alma com os jorros benditos que emanam da lei de Deus. A felicidade está em alimentar a mente com a verdade de Deus e ser governado por essa verdade. Em terceiro lugar, você é feliz por quem você é. Uma pessoa feliz é como uma árvore frondosa, de folhas viçosas e frutos excelentes, que mesmo na adversidade, não perde sua beleza nem escasseia seus frutos. Uma pessoa feliz tem sucesso constante, uma vez que tudo quanto faz será bem sucedido.

Em terceiro lugar, um juízo inevitável é anunciado. Os ímpios são aqueles que não levam Deus em conta. Esses não têm segurança diante das tempestades da vida e serão levados como a palha que o vento dispersa. Os pecadores são aqueles que deliberada e conscientemente andam na contramão da vontade de Deus e transgridem a lei de Deus. Esses, mesmo sendo religiosos e tendo seu nome no rol de membros de uma igreja não permanecerão na congregação dos justos. Os perversos são aqueles que, além de rejeitarem a verdade, escarnecem de Deus e zombam da fé cristã. Esses podem prevalecer no juízo dos homens, subornando os tribunais e amordaçando a justiça, mas jamais prevalecerão no juízo de Deus. Ímpios, pecadores e perversos podem vender uma imagem glamorosa do pecado e podem passar a imagem de que estão sorvendo todas as taças da felicidade, mas sua alegria é ilusória, sua vida é vazia e sua condenação no juízo é certa. É preciso abrir os ouvidos da alma para escutar a retumbante voz do salmista, quando conclui, dizendo: “Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá”.

Rev. Hernandes Dias Lopes

sábado, 21 de janeiro de 2012

Corrupsamba | Luiz Sayão

Acorrupção é um dos mais terríveis flagelos da sociedade contemporânea, principalmente no Brasil. O uso indevido dos recursos públicos e aineficácia da justiça são facetas desse mal lamentável. A preservaçãoda corrupção está muito relacionada com a poderosa indústria de alienação.

No Brasil, um dos seus principais mecanismos de continuidadeé o Carnaval. É o ritmo do "corrupsamba"! A idéia popular é esquecer avida e cair na “gandaia e na folia”. Enquanto todos os desmandos sãopraticados, o povo “se diverte”. Apesar de sua face tupiniquim, oproblema da corrupção não atinge apenas os países emergentes e subdesenvolvidos. Na verdade, poucos países do mundo são exemplos de honestidade e transparência. A lista dos dez primeiros lugares em 2006 traz: Finlândia, Nova Zelândia, Dinamarca, Islândia, Cingapura, Suécia,Suíça, Noruega, Austrália e Holanda. Oito países são europeus, cincosão escandinavos, nove são de tradição protestante! Os Estados Unidos não são exemplo nesta área; estão na posição 17, junto com o Chile. O Brasil amarga a posição 57, para a vergonha nacional! {Posição no ano de 2006}

No caso da corrupção americana, mereceram destaque o escândalo da Worldcom e os abusos da Guerra do Iraque. Além disso, ricos suspeitos como Bill Clinton, O. J. Simpson e Michael Jackson nunca foram condenados! O Brasil e a vasta maioria da América Latina, ou a “América Católica” de Caetano Veloso, têm sofrido com uma corrupção grotesca por décadas. A percepção geral é a do salmista:
"Os ímpios andam altivos por toda parte, quando a corrupção é exaltada entre os homens" (Sl12.8).
Para piorar, a situação tornou-se sobremodo alarmante no cenário brasileiro nos últimos anos. O cenário político recente é vergonhoso. A violência e o caos da segurança pública é revoltante. Parece que oBrasil e o mundo tendem a se tornar reféns do tráfico de armas e de drogas, “indústrias” das mais poderosas. Diante desse caos, o nosso sentimento é semelhante ao descrito em outro salmo:
“Quando osfundamentos estão sendo destruídos, que pode fazer o justo?” (Sl 11.3).

A decadência de uma sociedade passa pelo desrespeito de seus valores fundamentais. Quando os representantes da democracia, da fé e da imprensa não cumprem mais os seus papéis, o que restará? A vitóriada corrupção só é possível quando política, imprensa e religião tornam-se cúmplices do mal.

Umexemplo da “ausência de fundamentos” pode ser dado aqui. Como vimos no Salmo 11, os cristãos autênticos e sinceros estão entre os que mais sofrem nesse cenário de ilegitimidade. São discriminados e confundidos com os falsos apóstolos e líderes, também conhecidos pela corrupção. São discriminados pela imprensa e mídia em geral. Para se confirmar até que ponto chega a loucura, basta ler a letra de uma simples música de Gabriel, o pensador:
“Com uma bíblia na mão e uma cara de débil mental, pregando a enganação da Igreja Universal (ou será que era alguma outra igreja dessas? Ah, 'num' faz mal, Igreja de enganar otário é tudo igual).
E o coitado foi soltando aquele papo de crente; eu rezando: Deus me dê paciência!
Mas o pentelho desceu, pra alegria da gente, e na saída do ônibus sofreu um acidente.
Se distraiu e foi atropelado pelo caminhão; morreu esmagado com a bíblia na mão.
(É? Morreu? Melhor do que viver nessa ilusão. 'Num' queria Deus? Foi pro céu, então 'num' sei, não).
Enquanto todos se benziam com pena do crente, eu fui rimando, bola pra frente ...”


Imaginem se trocassem o “crente” por “muçulmano”, “judeu”, ou por “negro”, ou por “gay”? Como reagiriam essas comunidades? Mas, Gabriel, o “odiador”, não está só! Quem desconhece a ridicularização expressa na letra do grupo Asa de Águia?:

“Na casa do Senhor não existe Satanás,
Xô, Satanás, xô, Satanás”.

Para quem acha pouco, basta ouvir ou ler alguns comentários do“ilustre” Arnaldo Jabor, que descarrega o ódio e o preconceito contra os evangélicos de todas as formas. É um dos seus temas prediletos. E tudo em nome da “democracia”, é claro!!!

Talvez seja por isso que vemos que a corrupção aparece ao lado de outros índices terríveis da realidade brasileira: liberdade deimprensa e democracia. Para variar, os países escandinavos, de tradição protestante luterana, lideram os dois índices. Já o Brasil tem posição 52 no item liberdade de imprensa e 51 em democracia. Estamos atrás de Burkina Faso e do Benin! É a falta de justiça em todos os seusdesdobramentos.

Que esperar de uma nação que passa uma semana bebendo e fazendo orgia? O mais terrível é que “o Show do Corrupsamba” é amplamente valorizado pelos políticos, pela imprensa e até por religiosos!

Como lidar com tal horror? Como posicionar-se politicamente como cristão? Em primeiro lugar, as falsas esperanças do “messianismo político” e da “esquerda marxista antiga” são modelos absurdos eultrapassados falidos na raiz. Nunca deram certo! Infelizmente, o nível de corrupção e injustiça, aliado ao efeito Bush, tem transformado FidelCastro e Hugo Chaves em paradigmas desejáveis da realidade nacional! A pauta política constrói-se sobre os desacertos “do horroroso governo Bush”.

Em segundo lugar, não podemos nos iludir com nenhum sistema político. Vale aqui mencionar o escritor cristão francês Jacques Ellul. Sua proposta chama-se “anarquia cristã”. A idéia de Ellul não é anárquica; ele sugere que os cristãos não poderiam confiar jamais emqualquer sistema político. Ao contrário, teriam sempre de protestar contra o mal, como verdadeiros exemplares do legítimo “sal da terra”, pois nunca poderíamos nos vender para nenhum sistema!

Em terceiro lugar, é preciso enfatizar que a questão ética começa de fato no âmbitoda individualidade: “Quem é fiel no pouco é fiel no muito” (Lc 19.17). A sociedade se tornará menos corrupta quando seus membros forem absolutamente honestos. Um político desonesto é apenas um cidadão que “chegou lá”.

Finalmente, nunca podemos perder o foco de que a justiçadivina plena só irá se manifestar e triunfar com o dia de Nosso Senhor Jesus Cristo. Todos os corruptos serão pegos! Será o fim do Carnaval! E do “corrupsamba”!

Voltando aos salmos, devemos ter esperança, pois
"Um pouco detempo, e os ímpios não mais existirão; por mais que você os procure, não serão encontrados" (Sl 37.10).
E tem mais:
"Pois o Senhor aprova ocaminho dos justos, mas o caminho dos ímpios leva à destruição!" (Sl1.6).

Luiz Sayão
Fonte: Revista Enfoque