quinta-feira, 16 de janeiro de 2025
quinta-feira, 19 de dezembro de 2024
Idolatria ao Dinheiro e o Remédio; Generosidade e Contentamento | Pb. Evandro Marinho
1. A Idolatria ao Dinheiro
Texto base: "Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores." (1 Timóteo 6:10)
A idolatria ao dinheiro é um perigo espiritual poderoso. Jesus advertiu que "não podeis servir a Deus e às riquezas" (Mateus 6:24), mostrando que o dinheiro pode ocupar o lugar de Deus no coração humano. A Escritura frequentemente associa o amor ao dinheiro a pecados como ganância, exploração, e até a negligência das necessidades espirituais (Lucas 12:15).
O problema central não está na posse de bens, mas no amor desordenado a eles. Quando o dinheiro se torna o propósito da vida, ele usurpa a soberania de Deus e leva à destruição espiritual. Isso reflete a idolatria, pois desloca nossa confiança, adoração e dependência do Criador para a criação (Romanos 1:25).
2. Os Perigos da Idolatria
Idolatrar o dinheiro gera várias consequências negativas:
- Desvio da Fé: Muitos abandonam princípios cristãos em busca de riquezas, como o jovem rico, que preferiu seus bens a seguir Jesus (Marcos 10:17-22).
- Autodestruição: A obsessão por riquezas leva à ansiedade, intrigas e sofrimento, como Paulo menciona em 1 Timóteo 6:10.
- Injustiça: A ganância pode provocar injustiça social, explorando os pobres e acumulando recursos de forma egoísta (Amós 8:4-6).
3. O Remédio: Generosidade e Contentamento
A Escritura apresenta a generosidade e o contentamento como antídotos à idolatria do dinheiro:
- Contentamento: Paulo aprendeu a viver contente em toda e qualquer situação, mostrando que a verdadeira satisfação vem de Cristo, não das posses (Filipenses 4:11-13).
- Generosidade: A prática de dar desinteressadamente reflete o caráter de Deus e é uma maneira prática de combater a idolatria do dinheiro. Jesus nos chamou a ser ricos para com Deus e a acumular tesouros no céu (Lucas 12:21).
Generosidade também cultiva gratidão e desprendimento, ajudando-nos a confiar na providência divina. Como Paulo instrui: "Ordena aos ricos deste mundo... que sejam ricos em boas obras, generosos em dar e prontos a repartir" (1 Timóteo 6:17-18).
Conclusão e Aplicação Pessoal
Conclusão: O dinheiro em si não é mau, mas amar e idolatrar o dinheiro é um pecado que afasta o ser humano de Deus. O cristão deve buscar primeiro o reino de Deus (Mateus 6:33), reconhecendo que tudo o que possui pertence a Ele e deve ser usado para Sua glória.
Aplicação Pessoal:
- Examine o coração: Há algo na sua vida que compete com Deus pela sua devoção? Reconheça e confesse qualquer idolatria.
- Pratique a generosidade: Identifique maneiras práticas de abençoar os outros com seus recursos.
- Cultive o contentamento: Reflita sobre a suficiência de Cristo em sua vida e medite em Filipenses 4:11-13.
Que essa reflexão o ajude a buscar um coração alinhado com os propósitos de Deus, livre do domínio das riquezas materiais. “Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33).
Referências Bibliográficas:
- Dockery, David S., e Yarnell III, Malcolm B. Special Revelation and Scripture. B&H Academic, 2024.
- Campos, Heber Carlos de. Eu Sou: Características da Revelação Verbal. Editora Fiel, 2018.
- Blomberg, Craig L. The Historical Reliability of the New Testament. B&H Academic, 2016.
- Geisler, Norman L., e Nix, William E. From God to Us: How We Got Our Bible. Moody Publishers, 2012.
- Won, Paulo. E Deus Falou na Língua dos Homens. Thomas Nelson Brasil, 2015.
sexta-feira, 22 de março de 2024
MORDOMIA | Merrill D. Moore
A mordomia é princípio espiritual e ensinamento bíblico. Reconhece Deus como dono de todas as coisas; o homem é responsável pelo uso dessas coisas conforme o propósito de Deus; o homem tem de prestar contas da qualidade e dos resultados de seu gerenciamento. O princípio é importante para a ética cristã, além de suas aplicações conhecidas, como a generosidade em relação ao dinheiro e o cuidado das finanças da igreja.
As palavras mordomo e mordomia, no NT, significam “administração da casa”. Ao mordomo – um servo fiel em quem havia confiança - era confiada autoridade para administrar a casa e os afazeres empresariais de outra pessoa. A aplicação do NT inclui a mordomia do evangelho e do ofício do ministério (1Co 4.1; Tt 1.7; 1Pe 4.10). A mordomia envolve responsabilidade quanto a tudo que nos é confiado. Engloba toda a vida.
A mordomia é baseada no fato de que Deus é criador de todas as coisas e retém a soberania sobre tudo. A fé cristã afirma que a criação de Deus é “boa”, conforme o próprio Deus declarou seis vezes na história da criação em Gênesis 1 (vv. 4, 10, 12, 18, 21, 25, 31); as coisas criadas são boas em si mesmas e em relação aos propósitos de Deus; sua qualificação de bem ou mal pode ser determinada pela forma como são utilizadas. Isso contrasta, fortemente, com outros conceitos do mundo material, como, por exemplo, o gnóstico (a matéria é, essencialmente, má); maniqueísta (as “trevas” estão em constante luta contra a “luz”); hindu (a matéria é uma ilusão sem valor); budista e suas derivações populares atuais (material sem valor, nociva porque contribui para o desejo, e tem de ser rejeitado mediante práticas de ascetismo); e marxistas socialistas (o valor absoluto e último reside na matéria).
O propósito revelado de Deus, a redenção da humanidade por meio de Jesus Cristo, envolve o testemunho de pessoas redimidas e o uso das coisas criadas nesse testemunho. Deus entregou suas coisas criadas ao homem, para serem administradas e utilizadas conforme esse propósito, seu próprio sustento, seu desenvolvimento espiritual, o bem-estar da humanidade, a entrega da mensagem da redenção a toda a humanidade, e a glória de Deus. Como mordomo responsável, o homem será julgado pelo uso de tudo que lhe foi confiado (Lc 12.42; 16.2 e seguintes; 1Co 4.2).
A aplicação histórica e mais bem conhecida do princípio se refere aos dons. O AT contém requerimentos detalhados sobre os dízimos que seriam trazidos pelo adorador (por exemplo, Lv 27.30–32; Ml 3.8–10). O NT não prende o cristão à exterioridade da lei mosaica, mas à interiorização da lei mais nova e mais alta do amor, que exige mais, e não menos, do crente redimido (Mt 5–7, esp., 5.17, 21, 27, 33, 38, 43, 48; 23.23; Jo 14.15; Rm 6.15; 13.14; 2 Co 5.14). A mordomia, conforme vista no dar, é apenas uma faceta da totalidade da doutrina a qual inclui muito mais. Mas isso não dilui sua aplicação nem enfraquece seu significado ou justifica a negligência.
Entendido corretamente, o princípio de mordomia se aplica à totalidade da vida, a todos os atos e atitudes; à personalidade e à influência pessoal; às questões financeiras, aquisição e uso, aos gastos, economia, investimentos, doações e disposição final do dinheiro; ao uso da terra, recursos e ferramentas, profissão, emprego ou lugar de serviço; ao estudo da pessoa e o uso que faz de sua educação; ao culto a Deus, testemunho de vida cristã, propósito e alvos de vida.
A mordomia, continuamente, fala aos problemas atuais em cada era e em cada área da vida. Comparada com o propósito de Deus para sua criação, qual a relação de um mordomo com outra pessoa criada à imagem de Deus, qualquer que seja sua posição, seu lugar, sua raça? O que dizer da exploração de pessoas? Qual a responsabilidade do cristão quanto à terra, seus recursos naturais, sua ecologia? Qual é a parte do cristão na transformação social? Qual sua relação com os centros de poder? O que dizer sobre o uso e a disposição de seu dinheiro? E quanto à mordomia da própria igreja? O que dizer sobre seu orçamento e a divisão dos fundos para si mesma e para os outros? O que dizer das igrejas que pagam mais juros nas dívidas de construção do que contribuem para toda a atividade missionária fora do seu território?
Em termos simples, a mordomia nos impele a perguntar: qual o propósito de Deus para mim, nas minhas relações interpessoais, no meu uso de recursos, em minha atitude para com o universo criado e no uso que faço dessa criação?
MERRILL D. MOORE
Merrill D. Moore, “Mordomia”, trans. Elizabeth Gomes, Dicionário de Ética Cristã (São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2007), 406–407.
segunda-feira, 22 de janeiro de 2024
Instruções para Coletas: 2 Co 9.1-5 | Augustus Nicodemos
Neste estudo, Paulo aborda junto aos coríntios a coleta de recursos que em breve será realizada em benefício dos crentes necessitados em Jerusalém, com a participação das igrejas gentílicas.
Paulo havia elogiado a generosidade dos crentes da Macedônia, que deram além de suas possibilidades (8:1-7). Ele usou esse exemplo de amor como um desafio aos coríntios para que também demonstrassem seu amor por meio de contribuições (8:8-15). Paulo também enfatizou a importância da gestão transparente desses fundos, a fim de evitar qualquer suspeita de desvio de recursos para benefício pessoal (8:16-24).
Agora, encontramos o apóstolo expressando sua preocupação quanto à possibilidade de os coríntios não corresponderem às expectativas em relação à generosidade e zelo que ele havia elogiado diante dos macedônios. Isso poderia trazer vergonha tanto para a Igreja de Corinto quanto para o próprio Paulo. Portanto, ele decide enviar uma comitiva preparatória para garantir que a oferta dos coríntios seja verdadeiramente uma expressão de generosidade, não avareza.
Este texto nos oferece algumas orientações fundamentais sobre a coleta de recursos:
1. Em geral, as igrejas não deveriam necessitar de orientações constantes sobre contribuições. Paulo considerava desnecessário elaborar um tratado extenso sobre o assunto para os crentes de Corinto (9:1). Ele já havia mencionado a coleta em sua Primeira Carta (1 Coríntios 16:1-14), e a necessidade dos crentes em Jerusalém era conhecida por todos (Atos 11:29). Além disso, Paulo tinha conhecimento da prontidão dos coríntios em contribuir (2 Coríntios 9:2). É importante notar que falar excessivamente sobre contribuições pode criar impressões erradas sobre as motivações envolvidas.
2. Pelo contrário, o zelo de cada igreja em contribuir deveria servir de estímulo para as outras (2 Coríntios 9:2). A generosa contribuição dos macedônios serviu como um desafio para os coríntios (8:1-7), enquanto a prontidão e zelo dos coríntios estimularam muitos macedônios a contribuir para os crentes necessitados em Jerusalém (9:2). Devemos ser desafiados e inspirados pelo exemplo da igreja primitiva, que se destacou em ajudar os necessitados e apoiar missões.
3. Às vezes, é necessário despertar as igrejas para a contribuição (2 Coríntios 9:3-5). Mesmo que Paulo soubesse que não precisava escrever extensamente sobre o assunto para os coríntios (9:1) e conhecesse sua prontidão em contribuir (9:2), ele decidiu enviar uma comissão preparatória para garantir que a oferta fosse feita de forma adequada. Isso se deve ao fato de que as igrejas podem decepcionar as expectativas, dando de maneira mesquinha (9:3), ou, pior ainda, trazer vergonha sobre si mesmas (9:4) ao não demonstrar amor e generosidade. Nesse sentido, é essencial que as contribuições reflitam generosidade genuína.
4. Em conclusão, este texto nos incentiva a examinar nossos corações. Somos exemplos de contribuintes generosos? Nosso zelo por missões e boas obras tem inspirado outros? Nossas contribuições têm sido expressões de generosidade ou mesquinhez? Além disso, somos desafiados a contribuir generosamente, considerando as expectativas das outras igrejas e o conhecimento que já temos sobre a importância das contribuições.
Que nossas ofertas para o evangelismo, misericórdia e outras áreas do Reino de Deus sejam verdadeiras expressões de nosso amor abundante por Jesus Cristo e pelos nossos irmãos.
Rev. Augustus Nicodemus
quarta-feira, 4 de março de 2015
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Dez Mitos Sobre Dar Dinheiro | Tim Conway
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
A Mordomia Cristã do Dízimo | Pb. Josimar Henrique
“O dízimo mostrado na prática e na na Bíblia”
Caso deseje baixe o áudio “Aqui”
Por: Pb. Josimar Henrique
Fonte: Igreja Presbiteriana de Sto. Amaro
domingo, 16 de junho de 2013
O Ensino Bíblico do Dízimo | Jacob Silva
Por: Jacob Silva
Fonte: Igreja Presbiteriana de Sto. Amaro
*Jacob Silva foi Pastor da IPSA de 1966 a 1978
quarta-feira, 15 de maio de 2013
sexta-feira, 26 de abril de 2013
sexta-feira, 15 de março de 2013
A contribuição cristã é a graça a nós concedida| Hernandes Dias Lopes
A contribuição cristã é bíblica.
Não precisamos ter constrangimento em tratar do assunto. Infelizmente, muitos líderes religiosos, movidos pela ganância e regidos por uma falsa teologia, exploram o povo em nome de Deus, usando mecanismos nada ortodoxos, para vender seus produtos, criados na fábrica do misticismo, para auferirem lucro em nome da fé. Esses desvios da sã doutrina e da ética cristã, que trazem enriquecimento para uns e vergonha para todos, têm levado muitos crentes a serem refratários com respeito à mordomia dos bens. O extremo de uns, entretanto, não pode nos levar para outro polo. Devemos cingir nossa fé e nossa conduta apenas pela Palavra de Deus.
Com respeito à contribuição cristã, precisamos observar duas coisas:
Em primeiro lugar, os dízimos. A entrega fiel de dez por cento de tudo quanto ganhamos para o sustento da obra de Deus é um ensino presente tanto no Antigo como no Novo Testamento. Não temos o direito de subestimar os dízimos nem de subtraí-los. Não compete a nós administrá-los. Devemos entregá-los com integralidade, alegria e gratidão para a manutenção da Casa e Deus e a expansão do seu reino.
Em segundo lugar, as ofertas. O apóstolo Paulo, na segunda epístola aos coríntios, trata dessa matéria de forma esplêndida. Ali nos oferece alguns princípios que vamos, aqui, destacar:
Primeiro, a oferta é graça mais do que obrigação (2Co 8.1). Graça é um favor imerecido. É Deus quem nos dá o privilégio de assistirmos os santos, socorrermos os necessitados e sermos seus cooperadores no avanço de sua obra.
Segundo, a oferta não é resultado da abundância do que temos no bolso, mas da generosidade do nosso coração (2Co 8.2). As igrejas da Macedônia, mesmo passando por muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e mesmo suportando profunda pobreza, superabundaram em grande riqueza de generosidade, ao contribuírem para os pobres da Judeia. A contribuição cristã é um privilégio e não um peso. Deve ser feita com alegria e não com pesar.
Terceiro, a oferta deve ser voluntária e proporcional (2Co 8.3,4). Contribuir por coação ou constrangimento não tem valor aos olhos de Deus. A contribuição deve ser espontânea, e também, proporcional. Os crentes da Macedônia ofertaram na medida de suas posses e mesmo acima delas. A contribuição não é para trazer sobrecarga para uns e alívio para outros, mas para que haja igualdade. Para usar uma linguagem bíblica, "o que muito colheu não teve demais; e o que pouco, não teve falta".
Quarto, a oferta é uma dádiva da vida, mais do que de valores financeiros (2Co 8.5). É fácil entregar uma oferta financeira a uma pessoa necessitada, sem entregar com ela o coração. Os macedônios deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois fizeram a oferta aos pobres da Judeia. Antes de trazer nossa oferta, precisamos trazer nossa vida. Primeiro Deus aceita o ofertante, depois recebe a oferta.
Quinto, a oferta é uma semeadura recompensada por Deus com farturosa colheita (2Co 9.6). Quando ofertamos para atender à necessidade dos santos, estamos fazendo uma semeadura. Quem semeia pouco, colhe pouco; quem semeia com fartura, com abundância ceifará.
O bem que fazemos aos outros vem sobre nós mesmos e isso da parte do Senhor. Quem dá ao pobre, a Deus empresta. A alma generosa prosperará. A semente que se multiplica não é a que comemos, mas a que semeamos. É Deus quem nos dá semente para semear. É Deus quem supre e aumenta a nossa sementeira. É Deus quem multiplica os frutos da nossa justiça. É Deus quem nos enriquece em tudo, para agirmos com toda generosidade, a fim de que sejam tributadas a ele, as ações de graças. Quando socorremos os santos, isso não apenas supre as necessidades deles, mas também, redunda em ações de graças a Deus.
Que Deus nos mova à generosidade e nos faça mordomos fiéis na administração dos bens a nós confiados!
Rev. Hernandes Dias Lopes
sexta-feira, 1 de março de 2013
Dízimo, uma prática bíblica a ser observada | Hernandes Dias Lopes
Há uma enxurrada de comentários tendenciosos e distorcidos circulando as redes sociais, em nossos dias, atacando a doutrina dos dízimos. Acusam os pastores que ensinam essa doutrina de infiéis e aproveitadores. Acusam as igrejas que recebem os dízimos de explorar o povo. Outros, jeitosamente, tentam descaracterizar o dízimo, afirmando que essa prática não tem amparo no Novo Testamento. Tentam limitar o dízimo apenas ao Velho Testamento, afirmando que ele é da lei e não vigente no tempo da graça.
Não subscrevemos os muitos desvios de igrejas que, laboram em erro, ao criarem mecanismos místicos, sincréticos e inescrupulosos para arrecadar dinheiro, vendendo água fluidificada, rosa ungida, toalha suada e até tijolo espiritual. Essas práticas são pagãs e nada tem a ver com ensino bíblico da mordomia dos bens. O fato, porém, de existir desvio de uns, não significa que devemos afrouxar as mãos, no sentido de ensinar tudo quanto a Bíblia fala sobre dízimos e ofertas. Destaco, aqui, alguns pontos para nossa reflexão.
Em primeiro lugar, a prática do dízimo antecede à lei. Aqueles que se recusam ser dizimistas pelo fato de o dízimo ser apenas da lei estão rotundamente equivocados. O dízimo é um princípio espiritual presente entre o povo de Deus desde os tempos mais remotos. Abraão pagou o dízimo a Malquizedeque (Gn 14.20) e Jacó prometeu pagar o dízimo ao Senhor (Gn 28.22), muito antes da lei ser instituída.
Em segundo lugar, a prática do dízimo foi sancionada na lei. O princípio que governava o povo de Deus antes da lei, foi ratificado na lei. Agora, há um preceito claro e uma ordem específica para se trazer todos os dízimos ao Senhor (Lv 27.32). Não entregar o dízimo é transgredir a lei, e a transgressão da lei constitui-se em pecado (1Jo 3.4).
Em terceiro lugar, a prática do dízimo está presente em toda Bíblia. A fidelidade na mordomia dos bens, a entrega fiel dos dízimos e das ofertas, é um ensino claro em toda a Bíblia. Está presente no Pentateuco, os livros da lei; está presente nos livros históricos (Ne 13.11,12), poéticos (Pv 3.9,10) e proféticos (Ml 3.8-10). Também está explicitamente ratificado nos evangelhos (Mt 23.23) e nas epístolas (Hb 7.8).
Quanto ao dízimo não podemos subestimá-lo, sua inobservância é um roubo a Deus. Não podemos subtraí-lo, pois a Escritura é clara em dizer que devemos trazer "todos os dízimos". Não podemos administrá-lo, pois a ordem: "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro".
Em quarto lugar, a prática do dízimo é sancionada por Jesus no Novo Testamento. Os fariseus superestimavam o dízimo, fazendo de sua prática, uma espécie de amuleto. Eram rigorosos em sua observância, mas negligenciam os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fé. Jesus, deixa claro que devemos observar atentamente a prática dessas virtudes cardeais da fé cristã, sem omitir a entrega dos dízimos (Mt 23.23).
Ora, aqueles que usam o argumento de que o dízimo é da lei, e por estarmos debaixo da graça, estamos isentos de observá-lo; da mesma forma, estariam também isentos da justiça, da misericórdia e da fé, porque essas virtudes cardeais, também, são da lei. Só o pensar assim, já seria uma tragédia!
Em quinto lugar, a prática do dízimo é um preceito divino que não pode ser alterado ao longo dos séculos. Muitas igrejas querem adotar os princípios estabelecidos pelo apóstolo Paulo no levantamento da coleta para os pobres da Judéia como substituto para o dízimo. Isso é um equívoco. O texto de 2 Coríntios 8 e 9 trata de uma oferta específica, para uma causa específica. Paulo jamais teve o propósito de que essas orientações fossem um substituto para a prática do dízimo. Há igrejas na Europa e na América do Norte que estabelecem uma cota para cada família para cumprir o orçamento da igreja. Então, por serem endinheirados, reduzem essa contribuição a 5% ou 3% do rendimento.
Tem a igreja competência para mudar um preceito divino? Mil vezes não! Importa-nos obedecer a Deus do que aos homens. Permaneçamos fiéis às Escrituras. Sejamos fiéis dizimistas!
Rev. Hernandes Dias Lopes
domingo, 2 de outubro de 2011
Pregação de Prosperidade: Enganosa e Mortífera
1. Não desenvolva uma filosofia de ministério que torne difícil as pessoas entrar no céu.
Jesus disse: “Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm
riquezas!” Seus discípulos ficaram estupefatos, como muitos no
movimento de “prosperidade” deveriam ficar. Assim, Jesus aumentou ainda
mais o assombro deles dizendo: “É mais fácil passar um camelo pelo
fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus”. Eles
responderam em descrença: “Então, quem pode ser salvo?” Jesus disse:
“Para os homens é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus
tudo é possível” (Marcos 10:23-27). Minha pergunta para os pregadores
da prosperidade é:
Por que você desejaria desenvolver um foco ministerial que torna difícil as pessoas entrar no céu?
2. Não desenvolva uma filosofia de ministério que atice desejos suicidas nas pessoas.
Assim, minha pergunta para os pregadores da prosperidade é: Por que você desejaria desenvolver um ministério que encoraja as pessoas a se atormentarem com muitas dores e se afogarem na ruína e perdição?
3. Não desenvolva uma filosofia de ministério que encoraje a vulnerabilidade à traça e à ferrugem.
Sim, todos nós guardamos algo. Mas dada a nossa tendência inerente em todos nós para com a ambição, por que deveríamos tirar o foco de Jesus e invertê-lo totalmente?
4. Não desenvolva uma filosofia de ministério que faça trabalho duro significar acúmulo de riqueza.
Paulo disse que não deveríamos roubar. A alternativa era trabalhar duro com as nossas próprias mãos. Mas o propósito principal não era meramente acumular ou mesmo ter. O propósito era “ter para dar.” “Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado” (Efésios 4:28). Isso não é justificação para ser rico a fim de dar mais. É um chamado para fazer mais e acumular menos, para que possa dar mais. Não há razão pela qual uma pessoa que ganha R$ 500.000,00 por ano deva viver diferentemente de uma pessoa que ganha R$ 200.000,00. Descubra um estilo de vida moderado; corte os seus gastos supérfluos; então, dê o restante. Por que você desejaria encorajar as pessoas a pensar que elas deveriam possuir riqueza para serem um doador generoso? Por que não encorajá-las a manter suas vidas mais simples e serem um doador ainda mais generoso? Isso não adicionaria à generosidade deles um forte testemunho que Cristo, e não as possessões, é o seu tesouro?
5. Não desenvolva uma filosofia de ministério que promova menos fé na promessa de Deus ser para nós o que o dinheiro não pode ser.
Se a Bíblia nos diz que estarmos contentes com o que temos honra a promessa de Deus nunca nos abandonar, por que desejaríamos ensinar as pessoas a desejarem ser ricas?
6. Não desenvolva uma filosofia de ministério que contribua para que o seu povo fique sufocado até a morte.
7. Não desenvolva uma filosofia de ministério que tire o sabor do sal e coloque a candeia debaixo da vasilha.
Essa não é a mensagem de Jesus. Ele não morreu para assegurar isso.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Dinheiro e Possessões em Provérbios
O livro de Provérbios é um ótimo ponto de partida para desenvolvermos uma teologia bíblica sobre possessões materiais. Para iniciantes, há muitos versículos sobre este assunto. E, o que é mais importante, há várias linhas diferentes de ensino sobre o assunto. Se você começasse por Gênesis, poderia concluir que Deus sempre faz seu po
vo prosperar. Se começasse por Amós, poderia pensar que todas as pessoas ricas são opressoras. Mas o “livro de Provérbios” examina riqueza e pobreza sob vários ângulos. E, porque Provérbios é um livro de máximas gerais, os princípios que encontramos nos provérbios são mais facilmente transferíveis ao povo de Deus em diferentes épocas e lugares.
Recentemente, num domingo à noite, dei à minha congregação dez princípios extraídos de Provérbios sobre dinheiro e possessões materiais. Não quero apresentar todo o sermão aqui, mas achei que valeria a pena alistar, pelo menos, os pontos principais. Talvez eu possa apresentar os detalhes posteriormente.
Darei os pontos em ordem de quanto o livro de Provérbios diz sobre um princípio específico. Essa maneira de apresentá-los terminará com os temas mais importantes.
Dez princípios sobre dinheiro e possessões extraídos de Provérbios
1. Há extremos de riqueza e pobreza que oferecem tentações singulares à que vivem nesses extremos (Pv 30.7-9).
2. Não se preocupe em acompanhar o estilo de vida de seus amigos e vizinhos (Pv 12.9; 13.7).
3. Os ricos e os pobres são mais semelhantes do que pensam (Pv 22.2; 29.13).
4. Você não pode dar mais do que Deus (Pv 3.9-10; 11.24; 22.9).
5. A pobreza não é agradável (Pv 10.15; 14.20; 19.4).
6. O dinheiro não lhe pode dar segurança final (Pv 11.7; 11.28; 13.8).
7. O Senhor odeia aqueles que ficam ricos por meio de injustiça (21.6; 22.16, 22-23).
8. O Senhor ama aqueles que são generosos para com o pobre (Pv 14.21, 31; 19.7; 28.21).
9. Trabalho árduo e boas decisões levam geralmente a maior prosperidade (Pv 6.6-11; 10.4; 13.11; 14.24; 21.17, 20; 22.4, 13; 27.23-27; 28.20).
10. O dinheiro não é tudo. Não satisfaz (Pv 23.4-5). É inferior à sabedoria (Pv 8.10-11, 18-19; 24.3-4). É inferior à justiça (Pv 10.2; 11.4; 13.25; 16.8; 19.22; 20.17; 28.6). É inferior ao temor do Senhor (Pv 15.16). É inferior à humildade (Pv 16.19). É inferior a bons relacionamentos (Pv 15.17; 17.1).
Chegando a conclusões delicadas e achando a Cristo.
Você não pode entender o ponto de vista bíblico sobre o dinheiro se não está preparado para aceitar diversas verdades mantidas em tensão.
Você talvez obtenha mais dinheiro se trabalhar bastante e for cheio de sabedoria. Mas, se toda a sua preocupação é obter mais dinheiro, você é um grande insensato.
O dinheiro é uma bênção da parte de Deus, mas você será mais abençoado se o der.
Deus lhe dá dinheiro porque ele é generoso; mas ele é generoso com você para que você seja generoso com os outros. E, se você é generoso em dar seu dinheiro, Deus será, provavelmente, mais generoso com você.
É sábio economizar dinheiro, mas não pense que o dinheiro lhe dá verdadeira segurança.
Riqueza é mais desejável do que pobreza, mas a riqueza não é tão boa comparada á justiça, humildade, sabedoria, bons relacionamentos e o temor do Senhor.
Em 1 Coríntios 1.30-31, lemos que Cristo é para nós, da parte de Deus, sabedoria, justiça, santificação e redenção, para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor. O dinheiro não pode lhe dar qualquer das coisas que você necessita essencialmente. Não pode torná-lo santo. Não pode torná-lo justo. Não pode salvá-lo de seus pecados. A riqueza é um sinal de bênção, mas é também uma das maiores tentações porque seduz você a gloriar-se em si mesmo. O dinheiro promete ser a sua dignidade e promete torná-lo auto-suficiente. Ele o convida a gloriar-se em outras coisas ou em outras pessoas, exceto no Senhor.
Portanto, dinheiro é totalmente uma questão de fé. Creia que fazer coisas à maneira de Deus é o melhor caminho para você. Creia que, se você der seu dinheiro, Deus pode dá-lo de volta. Creia que o dinheiro pode ser bom. Mas não ouse crer que ele é tudo. O dinheiro é um dom de Deus, mas os dons de que você realmente precisa só podem ser achados em Deus.
Por: Kevin DeYoung
Fonte e Trdadução: Editora Fiel
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Por que ser um dizimista?

O profeta Malaquias elenca três razões imperativas pelas quais devemos ser fiéis na devolução dos dízimos:
1. Porque reter os dízimos é roubar a Deus (Ml 3.8)
2. Porque reter os dízimos é roubar a nós (Ml 3.9-11)
3. Porque reter os dízimos é roubar os outros (Ml 3.12)
Rev. Hernandes Dias Lopes
