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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Curso: História da Igreja (39 Aulas)


📍 Nota de Transparência: Este canal utilizou nesta playlist tecnologias de Inteligência Artificial (como o NotebookLM) para transformar textos e relatos em áudio e vídeo, facilitando a partilha de experiências e ensinamentos. Nosso compromisso é com a mensagem e a verdade dos relatos apresentados. Ass. Evandro Marinho (Moderador) @marinho_evanrdro

sábado, 16 de março de 2024

(ED) - Os Erros do Romanismo (47) O Vaticano | Lauro Cangussu


Sequência de Estudos "Os Erros do Romanismo" Por temas abaixo:

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A Igreja Presbiteriana do Brasil rebatiza católicos? | Ageu Magalhães

Não. A IPB não rebatiza católicos. Na verdade, ela os batiza. Nós entendemos que o primeiro derramar de águas não foi batismo. Veja abaixo a resolução de IPB sobre este assunto:

"... sobre Consulta de “Rebatismo de Católicos Apostólicos Romanos”, a Comissão Executiva do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, CONSIDERANDO QUE:

1) À Luz da história da Igreja Presbiteriana do Brasil, lembramo-nos que no dia 12 de janeiro de 1862, na organização da Primeira Igreja Presbiteriana do Brasil, duas Profissões de Fé ocorreram, conforme registra Ashbel Green Simonton em seu Diário nas datas de 1852- 1867, 14/01/1862 de Henry E. Milfor e Camilo Cardoso de Jesus. O Sr. Milford já fora batizado na infância na Igreja Episcopal, não foi rebatizado. (Atas da Igreja do Rio de Janeiro, 1862, p.5 – A.G. Simonton, Diário, 1852-1867, 14/01/62; Boanerges Ribeiro, Protestantismo e Cultura Brasileira, São Paulo, Casa Editora Presbiteriana, 1981, p.25.  O Sr. Camilo Cardoso de Jesus por ser proveniente do Romanismo foi batizado (rebatizado).

2) Rev. Simonton consultou sobre o assunto o Rev. Kalley e a Junta Missionária em New York (Boanerges Ribeiro, Protestantismo e Cultura Brasileira, p.25-26; A.G.Simonton, Diário, 1852-1867, 14/01/62.

3) O batismo (rebatismo) estava em harmonia com a legislação da Igreja Presbiteriana da América, que em 1835, decidira o seguinte: (...) A Igreja Católica Romana apostatou essencialmente a religião de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e, por isso não é reconhecida como igreja cristã” (Assembly Digest, Livro VI, Seção 83,p. 560 (1835), Apud Carl Hahn, História do Culto Protestante no Brasil, São Paulo, ASTE, 1989, p.161).

4) Em 1845, mediante consulta ao Presbitério de Ohio, se o Batismo da Igreja de Roma era válido, decidiu: “A resposta a esta questão envolve princípios vitais para a paz, a pureza e a estabilidade da Igreja de Deus. Após ampla discussão, que se estendeu por diversos dias, a Assembléia decidiu, pela quase unanimidade de votos (173 a favor e 8 contra), que o batismo administrado pela Igreja de Roma não é válido. (Assembly Digest, Livro III Seção 13, p.103 (1845), Apud Carl J. Hahn, História do Culto Protestante no Brasil, p. 162).

5) A decisão do SC-90-150 reflete o mesmo entendimento de Simonton e também da Igreja Presbiteriana na América, nos seguintes termos: “SC-90-150 – Igreja Católica Romana – Quanto ao Doc. 32, do Presbitério de Florianópolis, sobre proposta versando “rebatismo” de pessoas provenientes da Igreja Católica Romana. O SC resolve 1) Considerando que a IPB não tem a prática de rebatismo, mas sim o de batizar àquele que aceita o Senhor Jesus como seu único Salvador. (evidentemente esta decisão não leva em consideração o batismo dos filhos de pais crentes, pois trata exclusivamente de responder ao Presbitério de Florianópolis sobre a proposta que ele faz). 2) Considerando que a Igreja Católica Romana tem a sua posição doutrinária tridentina e crê no batismo como “meio de salvação”, que é antibíblico: RESOLVE: 1) Estranhar a posição teológica do Presbitério proponente. 2) Recomendar a posição da IPB, de que a Igreja Católica Romana não é uma Igreja Evangélica. 3) Recomendar aos conselhos que ao receberem professados cumpram o que estabelece o Art. 12 do Princípio de Liturgia.”.

6) A posição de Calvino no Livro 4, Capítulo 15, parágrafo 16, afirma que a validade do batismo não depende daquele que administra, mas de Deus que instituiu o sacramento. Ele usa este argumento para combater o pensamento dos Donatistas e dos Catapatistas que eram anabatistas (ou rebatizadores). Contudo a principal tese de Calvino neste fato de que o sacramento não vem do ministro, mas de Deus.

7) Nós não “rebatizamos” católicos no sentido anabatista. Nós batizamos católicos.  Nós não rebatizamos crentes. Batizamos católicos porque cremos “que o batismo administrado pela Igreja Romana não é válido. Não é portanto, como fundamenta Calvino sua tese, uma questão simplesmente de quem administra o batismo, nem simplesmente as Palavras usadas no batismo, mas é uma questão da eclesiologia daquele que administra tal batismo. O ensino da Igreja Católica sobre o batismo contraria o ensino bíblico do batismo. Esta foi a falha na lógica de Calvino, segundo entendemos, suas palavras, neste caso, contradizem sua eclesiologia. Ele, efetivamente, não cria que a Igreja Católica Apostólica Romana era uma Igreja Cristã. Uma Igreja Cristã se destaca pela pregação e ensino de acordo com a Sola Scriptura, administra os dois sacramentos de acordo com o ensino das Escrituras, e disciplina seus membros de acordo com as Escrituras. A Igreja Católica Apostólica Romana não está sob a autoridade única das Escrituras, seus 7 sacramentos e administração do batismo e da ceia são contrários aos ensinos das Escrituras, e não disciplina seus membros de acordo com as Escrituras. O papa para os Reformadores e nossa Confissão de Fé, “é o anti-cristo”.

8) Foi nestas considerações que a Igreja Presbiteriana na América do Século XIX firmou-se corretamente, reconhecendo que a Igreja Católica Apostólica Romana apostatou essencialmente a religião de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e, por isso não é reconhecida como igreja cristã.

9) POR FIM, E NÃO MENOS IMPORTANTE, o Rev. José Manuel da Conceição, primeiro pastor brasileiro da Igreja Presbiteriana do Brasil, ex-padre romano, foi batizado ao fazer a sua Pública Profissão de Fé, conforme relata Boanerges Ribeiro em seu livro “O Padre Protestante” p. 116, que afirma: (...) ”Realizou-se o culto de costume, com uma nota sensacional:” (destaca o Rev. Boanerges) “Nessa ocasião foi batizado por Blackford o ex-padre Conceição, diante de algumas dezenas de pessoas que se comprimiam na sala. Para o padre foi uma cerimônia impressionante: “Era um belo dia (...) foi para mim um momento solene...” Após o batismo, Simonton, presente a tudo e testemunha dos fatos “pronunciou palavras e Conceição, com linguagem veemente e muito apropriada, explicou ao povo o passo que dera”. (O Padre Protestante, Boanerges Ribeiro, p. 116).

A CE/SC RESOLVE: Responde ao requerente: 1) Que a Igreja Presbiteriana do Brasil batiza conversos e menores sob sua guarda. 2) Que cremos, juntamente com os Reformadores e firmados nas conclusões históricas da igreja da outra América no Século XIX e em decisão solene de 1990, jamais contestada, que a Igreja Católica Apostólica Romana, não é uma Igreja Cristã. É uma igreja apóstata e sua eclesiologia contraria o ensino da Palavra de Deus. 3) Solenemente reafirmamos a decisão do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil (SC-90-150). (CE-SC/IPB-2004 - DOC. XXXVIII)

Fonte: Resitencia Protestante

Por: Ageu Magalhães

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Curso de História da Igreja | Índice dos vídeos e Download do Áudio

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Introdução - [Vídeo 01]

OS PRIMEIROS 500 ANOS

O Crescimento da Igreja - [Vídeo 02]
As Perseguições - [Vídeo 03]
Os Apologistas - [Vídeo 04]
Ortodoxia e Heresia - [Vídeo 05]
O Cânon, o Credo e os Bispos - parte 1 - [Vídeo 06B 1]
O Cânon, o Credo e os Bispos - parte 2 - [Vídeo 06B 2]
Os Pais da Igreja - [Vídeo 07]
Os Cristãos Primitivos - Parte 1 - [Vídeo 08B 1]
Os Cristãos Primitivos - Parte 2 - [Vídeo 08B 2]
A Igreja no Quarto Século - [Vídeo 09]
Primórdios do Monasticismo - [Vídeo 10]
Donatismo - [Vídeo 11]
O Concílio de Nicéia - [Vídeo 12]
3 Teólogos, 2 Imperadores e 1 Concílio - [Vídeo 13]
Ambrósio, Jerônimo e Crisóstomo - [Vídeo 14]
Agostinho - [Vídeo 15]
O Concílio de Calcedônia - [Vídeo 16]
Linha do Tempo - Primeiros 500 Anos (sem áudio isolado - somente em vídeo) - [Vídeo]

A ALTA IDADE MÉDIA

A Alta Idade Média - Mais 500 Anos - [Vídeo 17]
A Expansão da Igreja Cristã - [Vídeo 18]
Conhecimento e Teologia - [Vídeo 19]
Ortodoxia Oriental - [Vídeo 20]

MAIS 500 ANOS - O TERCEIRO PERÍODO

Mais 500 Anos - o terceiro período - [Vídeo 21]
Monasticismo Medieval - [Vídeo 22]
As Cruzadas - [Vídeo 23]
Os Valdenses - [Vídeo 24]
Teologia Escolástica e Tomás de Aquino - [Vídeo 25]
O Sistema Sacramental(sem áudio - texto em PDF)
Igreja e Estado - [Vídeo 27]
Misticismo e a Devoção Moderna - [Vídeo 28]
Wycliffe, Hus e Savonarola - [Vídeo 29]
O Ocaso da Idade Média - [Vídeo 30]

REFORMA E IGREJA MODERNA

Contexto da Reforma - [Vídeo 31]
Erasmo e os Humanistas - [Vídeo 32]
Martinho Lutero - Parte 1 - [Vídeo 33A]
Martinho Lutero - Parte 2 - Teologia - [Vídeo 33B]
Zwinglio - [Vídeo 34]
Radicais da Reforma - [Vídeo 35]
Calvino - Parte 1 - [Vídeo 36]
Calvino - Parte 2 - Teologia - [Vídeo 36B]
Reforma na Inglaterra - [Vídeo 37]
John Knox e a Reforma na Escócia - [Vídeo 38]
A Reforma Católica Romana - [Vídeo 39]
Resultados da Reforma - [Vídeo 40]
Os Puritanos - [Vídeo 41]
Protestantismo no Novo Mundo - [Vídeo 42]
Iluminismo e Romantismo - [Vídeo 43]
Pietismo - [Vídeo 44]
O Avivamento Evangélico na Grã-Bretanha - [Vídeo 45]
O Grande Despertamento nos Estados Unidos - [Vídeo 46]
Jonathan Edwards - [Vídeo 47]
Segundo Grande Despertamento nos EUA - [Vídeo 48]
Missões no Grande Século - [Vídeo 49]
Cristianismo e Liberalismo - [Vídeo 50]
Protestantismo no Brasil - [Vídeo 51]
Grandes Nomes dos Séculos XX e XXI - [Vídeo 52]

Por: Juliano Heyse

Fonte: Bom Caminho

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Isaías Lobão - A História da Adoração no Brasil



Cante as Escrituras
Conferência Regional
Distrito Federal, 2011
Fonte: http://canteasescrituras.com/


Quero aqui parabenizar ao "Voltemos Ao Evangelho" & "Cante as Escrituras".

1º Pela Iniciativa, de abrir um trabalho muito esclarecedor sobre os louvores e sua história.

2º Pelos excelentes estudos postados, visando nos colocar em uma posição mais crítica cristã, acerca dos louvores apresentados ao Senhor.

3º Pelos esclarecimentos a cerca dos Hinos antigos e novos. (Pois eu mesmo já vi muitas heresias a cerca de louvores, Até pessoas que colocam os hinários cristãos no mesmo patamar da Bíblia, alegando que eles são os únicos inspirados.

3º Muito Obrigado pela iniciativa sem esquecer-me de mencionar o Pr. Lobão.

Por: Evandro Marinho

By: Provai e Vede


terça-feira, 4 de outubro de 2011

A igreja depois da reforma

Referência: Atos 1:8 - Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.

I. OS PRINCIPAIS REFORMADORES

1. Lutero = As 95 teses contra as indulgências, os hinos, a tradução da Bíblia
2. Zwinglio = Reforma na Suíça, em Zurique
3. Calvino = As Institutas, a reforma em Genebra, o preparo e envio de obreiros.
4. John Knox = A implantação da forma na Escócia.

II. CONTEXTO HISTÓRICO NA EUROPA

1. Guerra dos 30 anos na Alemanha = 1618 a 1648 entre católicos e protestantes a paz de Westfália pôs fim à sangrenta guerra.

2. O Sínodo de Dort na Holanda = Em 1618 e 1619 acalorada disputa entre ARMINIANOS E CALVINISTAS. O Sínodo rejeita as idéias de Armínio, já combatidas por AGOSTINHO no Sínodo de Cartago em 416 e finca uma das maiores estacas da ortodoxia calvinista os cinco pontos do calvinismo: TULIP.

3. O massacre dos huguenotes na França = Os calvinistas franceses, chamados de huguenotes, foram perseguidos e assassinados na França, por várias razões: a) A Sorbona – Faculdade Teológica da Universidade de Paris e o Parlamento eram hostis a toda inovação doutrinária; b) Catarina de Médicis – A partir de 1559 o governo francês caiu nas mãos de Catarina de Médicis, educada na Escola Maquiavélica, pronta a sacrificar a vida de seus súditos para alcançar sua ambição; c) O massacre de São Bartolomeu – Esse crime hediondo ocorreu na noite de 24/08/1572, quando milhares de calvinistas foram mortos numa noite de traição sob a comemoração festiva do papa; d) A influência do rei Felipe II da Espanha – ardoroso católico, genro de Catarina de Médicis, insuflando a sogra ao extermínio do protestantismo na França.

4. Os calvinistas tiveram vários nomes =
1) Na França = Huguenotes;
2) Nos países baixos – Holanda = Reformados;
3) Na Escócia = Presbiterianos;
4) Na Inglaterra = Puritanos.

5. É proibido ser crente na França = Em 1685, o rei da França promulgou o Edito de Fontainebleau que revogava o Edito de Nantes. A partir de então, seria ilícito ser protestante na França. Saiu em massa huguenotes para a Suíça, Alemanha, Inglaterra, Países Baixos e América do Norte. Esse fato desequilibrou a economia francesa e isto conduziu à REVOLUÇÃO FRANCESA. Nesse período milhares de calvinistas foram enviados às galeras e as mulheres condenadas à prisão perpétua.

III. OS PURITANOS NA INGLATERRA E ESCÓCIA

1. Henrique VIII = Em 1534 rompe com o papa para se divorciar e casar-se com Ana Bolena e passa a ser o chefe da igreja da Inglaterra. Ele nunca mudou sua teologia. Conservou na igreja a teologia e a liturgia romana. As pessoas que fugiram da Inglaterra perceberam que a Reforma na Inglaterra não tinha ido suficientemente longe. Eles queriam mudança. Eles protestaram. Os que voltaram do continente influenciaram o pensamento inglês. Houve perseguição sob o governo de Henrique VIII até o fim do seu reinado.

2. Eduardo VI = Em 1547 subiu ao trono seu filho EDUARDO VI. Começou a imprimir afeição nova à igreja sob a influência do arcebispo Cranmer. Parecia que a Inglaterra ia entrar num período de verdadeira reforma. Porém, o rei morre prematuramente em 1553. John Hooper rejeitou o bispado pela sua discordância em usar as vestes cerimoniais. Houve acaloradas discussões. Ele não aceitava aquelas vestes que era uma “paramentação do clero.” Cranmer não foi ao continente, por isso tinha uma visão muito insular.

3. Maria Tudor = Irmã de Eduardo VI sobe ao trono em 1553 e governa até 1558. Era católica ferrenha. Lutou para desfazer as obras do seu pai e irmão e reconduzir a Inglaterra ao Romanismo. Perseguiu e matou tantos crentes que isto que valeu o título de Maria, a sanguinária. Fugindo à sanha dessa inimiga pertinaz, os crentes deixavam às centenas a Inglaterra e foram para a Holanda e Genebra entrando em contato com Calvino, então, no auge da sua influência. Dentre eles estava John Knox. Alguns permaneceram na Inglaterra como LATIMER, RIDLEY E CRANMER os quais foram mortos.

4. ISABEL = Em 1558 morre a sanguinária e sobe ao trono ISABEL, sua irmã e tem um longo reinado até 1603. Isabel no seu reinado muito favoreceu a Reforma. Um de seus primeiros atos foi permitir a volta à Pátria dos exilados dos tempos de Maria Tudor. Os exilados voltaram imbuídos do espírito evangélico que haviam encontrado em Genebra. Começaram a insistir que os ingleses não sabiam o que era Reforma. Porém, Isabel não abria mão de comandar a igreja, indicar e nomear os bispos e manter cerimônias contrárias à Reforma. Aqueles que voltaram do continente não aceitavam mais uma igreja apenas meia reformada. Eles exigiam 4 coisas: DOUTRINA PURA, LITURGIA PURA, GOVERNO PURO E VIDA PURA. O puritanismo cresceu a ponto de se tornar uma grande força no fim do seu reinado. Seus esforços para reduzir o Puritanismo ao Anglicanismo foram inúteis.

5. O PRESBITERIANISMO NA ESCÓCIA = Entre os exilados, volta em 1559 John Knox que assumiu a direção da Reforma na Escócia. Até então, só havia na Escócia alguns grupos esparsos de crentes evangélicos. Já em 1560 o Parlamento Escocês abolia o Romanismo e estabelecia como religião oficial o Presbiterianismo. John Knox entrou em luta com a formosa rainha da Escócia, Maria Stuart, que era católica, mas a despeito de seus grandes esforços não conseguiu reduzir a Escócia ao Romanismo. Ela abdicou ao trono e seu filho Tiago VI tornou-se rei da Escócia. O presbiterianismo tomou conta da Escócia, apesar de Tiago VI ser católico.

6. UMA GRANDE BATALHA NA INGLATERRA = Em 1603 Isabel morre e então os dois reinos se uniram sob o comando de Tiago VI da Escócia que ascendeu ao trono como Tiago I, rei da Inglaterra e da Escócia até 1625, quando morreu. Ele tentou em vão submeter os presbiterianos da Escócia e os puritanos da Inglaterra ao Anglicanismo. Em 1625.

7. O REI CARLOS I E O PARLAMENTO INGLÊS = Em 1625 ascende ao trono Carlos I, filho de Tiago I, como rei da Escócia e Inglaterra e chefe da igreja. Ele foi o mais determinado a conformar os puritanos e os presbiterianos ao anglicanismo. Mandou emissários à Escócia para impor o ritual anglicano aos escoceses. Os escoceses se rebelaram e às dezenas de milhares assinaram a solene liga e pacto e organizaram um exército para enfrentar o exército de Carlos I. O rei fez eleger um Parlamento que lhe votasse recursos de homens e de dinheiro para guerrear contra a Escócia e verificou com horror que o povo elegera um Parlamento puritano. Dissolveu ente e determinou que se procedesse nova eleição. Maior número de puritanos foi eleito. Resolve dissolvê-lo, mas o Parlamento permanece em trabalhos e nestas circunstâncias é que o Parlamento convoca a Assembléia de Westminster que elaborou a Confissão de Fé e os Catecismos (1643-1649). O Parlamento inglês organizou em exército para enfrentar os exércitos do rei. Pediram ajuda à Escócia e esta prometeu ajuda desde que eles assinassem a liga solene de que manteriam fiéis aos princípios da Reforma. Assinaram a liga e assim o exército parlamentar de Oliver Cromwell derrotou o exército do rei Carlos I e acaba a guerra civil. Carlos I foi decapitado em 30/01/1649 e Cromwell governou até 1658.

IV. ÊNFASES PURITANAS

1. Pureza
1.1. Governo puro = Não ingerência do governo na igreja + Não episcopalismo + Participação leiga.
1.2. Liturgia pura = Não liturgia engessada + Não vestimenta papal + Espiritualidade do culto X aspecto formal do culto + Centralidade da pregação
1.3. Doutrina pura = Doutrina calvinista (TULIP) X doutrina arminiana e sinergista.
1.4. Vida pura = Santidade como estilo de vida.

2. Soberania de Deus
2.1. Princípio regulador puritano = “A glória de Deus” = casavam, trabalhavam, comiam, descansavam, escolhiam profissão, pregavam, criavam filhos, educavam, ganhavam dinheiro, gastavam – tudo para a glória de Deus (corrigir a falta de temor a Deus).
2.2. Soberania na salvação = TULIP (corrigir um evangelho centrado no homem para melhorá-lo, fazê-lo sentir-se bem – Antigo X Novo Evangelho).
2.3. Soberania nos acontecimentos – Providência = (corrigir distorção da teologia da prosperidade) Ter X Ser = Abrão era e tinha; Elias era e não tinha; outros têm, mas não são.

3. Centralidade da Bíblia = Quacres – a luz interior + O racionalismo: Descartes-Hume-Kant-Hegel + Bultman + Barth + Experiencialismo.

4. Ênfase no arrependimento, conversão e santificação = Convicção de pecado + agonia do arrependimento + santidade é a prova da justificação.

5. Vida teocêntrica = O último conselho de Richard Baxter aos seus paroquianos foi: “Mantenham um deleite constante em Deus.” Toda a vida é de Deus. Toda a vida era sagrada. O puritanismo resgatou um senso de totalidade à vida, em contraste com os mosteiros da Idade Média e a posição pietista do século XVII

6. Viviam na expectativa do futuro = Eram otimista + Não aplaudiam a desgraça + Eram práticos, ativos e dinâmicos. “A alma da religião é a parte prática.” = Fundaram Universidades, criaram escolas, tinham forte espírito missionário.

7. Vida cristã equilibrada =
7.1. Ortodoxia e piedade = mente e coração; oração e jejum e estudo profundo.
7.2. Teólogos e homens de oração = Hoje quem se interessa por teologia não ora. Quem ora não se interessa por teologia – Ex. Os membros da Assembléia de Westminster.
7.3. Aceitavam e rejeitavam o mundo = local de serviço a Deus e lugar que pode desviar as pessoas de sua vida espiritual eterna.
7.4. Aspecto ativo e contemplativo = Dedicavam-se à leitura da Palavra, à oração, meditação, mas eram ativos, práticos – casulo pietista (universidades e hospitais).
7.5. Obras humanas e graça de Deis = lei e evangelho + santidade pessoal e ação social.
7.6. Trabalho e lazer = todo trabalho honesto é sagrado + vocação + o valor do trabalho – ensinavam os filhos a trabalhar.

8. Família para a glória de Deus = A finalidade da família = Estabelecer o Reino de Cristo em casa + Liderança amorosa + Pais = devem se esforçar para que seus filhos sejam mais filhos de Deus do que seus + Treinamento dos filhos = a importância do treinamento precoce, ensino pelo exemplo mais do que pelas palavras, ter dois lados: cobrar e encorajar + culto doméstico – estudar com os filhos o sermão.

9. Sermão atingidor = pregação inflamada, solene, concentrando-se nas grandes verdades do Evangelho e capacitada pelo poder do Espírito Santo.

V. PERÍODO DOS GRANDES AVIVAMENTOS

1. Avivamento morávio = Zinzendorf e a companhia missionária
2. Avivamento Inglês = Whitefield + Wesley
3. Avivamento no País de Gales = Daniel Rowland e Howell Harris
4. Avivamento na Nova Inglaterra = Jonathan Edwards e Whitefield
5. Avivamento com Finney e Moody no Século XIX
6. Avivamento com Robert McKeyne na Escócia
7. Avivamento com Evan Roberts século XX país de Gales: China, Coréia, África.

VI. AS CAUSAS DE NÃO SE BUSCAR AVIVAMENTO DEPOIS DE 1860

1. O declínio de teologia reformada = Até então, a teologia era basicamente calvinista. Veio a era modernista. Veja as lutas de Spurgeon.
2. A influência dos escritos de Finney = As pessoas em vez de buscar a Deus e orar por avivamento quando vêem a igreja desfalecer, resolvem antes encarregar uma comissão para organizar campanhas evangelísticas.
3. Intelectualismo sem piedade = Depois de 1860 os livros sobre o Espírito Santo de calvinistas e arminianos nem se referem ao avivamento (Lewis Sperry Chafer, Charles Hodge – preocupação em termos de grandes e abstratos sistemas).

4. Por que os reformados perderam o interesse por avivamento? =
1) Interesse só por doutrina sem interessar-se por piedade.
2) Muita energia despendida na luta contra o modernismo deixou de lado uma pregação positiva.
3) Aversão natural para com a emoção e assim cai noutro extremo e extingue o Espírito.
4) Excessiva reação ao pentecostalismo – antipentecostal > antipentecoste > antiEspírito Santo.
5) Preconceito – pensar em termos de rótulos e partidos – Deus usou arminianos. Quem defende a soberania de Deus não pode questionar isso! AMÉM

Rev. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

P-Probemas e P-Pespectivas de um P-Protestantismo P-Pau-Brasil

É preciso pensar o protestantismo pau-brasil! Protestantismo do país pentacampeão, pentasecular, pós-pentecostal, perigosamente problemático, praticamente pós-moderno! Parapensar, em prolegômenos, o protestantismo principiante do principal país português, precisamos proferir palavras propriamente planejadas, previamente preparadas, pesquisando os períodos do protestantismo pau-brasil: partindo-se do pioneiro e principiante, e prosseguindo até o presente e pós-moderno. Possivelmente poderemos prosseguir pincelando o painel polimorfo protestante! Podemos prosseguir? Perfeitamente!

O primeiro protestantismo é o principiante, o primogênito. Primaveril! Parece-me plácido, progressista, platônico e promissor. Produziu profusamente pastores, presbíteros, pregadores e professores. Padeceu perigosamente pelo poder dos padres, pois era protestantismo de persuasão! Porém, prosseguiu, proclamando a Palavra. Para os pesquisadores, pendia para a perspectiva pró-saxônica. Por isso, pasmem! Perdeu a possibilidade de preconizar uma perspectiva protestante pau-brasil. Praticou a perigosa polarização, protelando um protestantismo palpavelmente pentacampeão, um protestantismo perfeitamente pau-brasil. Podemos permanecer perplexos!

Pouco passou para o protestantismo preguiçoso projetar-se. Perfeito protetor do passado, o protestantismo preguiçoso priorizou a preservação do pretérito! Progressista e paleozóico, pôs em prisão a profecia! Pôs-se a prosseguir paulatinamente pelo pavimento pachorrento da postergação. “Podemos praticar posteriormente”, pensavam. Para que pressa? Pianissimamente, premiou os prelúdios e os poslúdios. Preconizou as prerrogativas de uma prepotência possivelmente putrefata! Pouco pôde prevalecer, pois permitiu a pluralização parcimoniosa do protestantismo principiante! Era pouco popular, porém pertencia ao “pequeno povo”. Ponderado, premeditado, predeterminado, parou! Praticamente parou! Parou por que? Petrificou! Petrificou para propalar o paternalismo, preservando o personalismo profundamente presente no povo paubrasil. Pareceu-me parcialmente paranóico, permeado pelo pavor: pavor de prosseguir, pavor de permutar, pavor de prejudicar o passado! Puxa!

O protestantismo posterior é o protestantismo pró-pentecostes! Pôs os preteristas em polvorosa! Passou a possuir o perfil de protestantismo propagador! Pareceu prejudicar os plácidos e praticar a preteritoclastia! Passou a pender para uma perspectiva possivelmente paubrasil. Porém, perseguiu o prazer e profetizou a proibição! Prosseguiu proclamando um protestantismo de Parusia. Passou a pregar pomposamente! Porém, passou a possuir a preferência dos pobres. Pôde pregar e profetizar propriamente para os pobres, os paupérrimos, os piores pervertidos e os pretos preteridos pelos poderosos perversos. Precipitadamente, preferiu o profeta e preteriu perigosamente o professor! Possivelmente por isso, passou a pulverizar.

Pulverizou em partículas pequeninas, precipitando-se num perfil pavorosamente perturbador! Pôs-se a projetar pontífices próprios. Passou a prognosticar, promover prodígios, perseguir principados e potestades. Proporcionou e potencializou plenamente o perfil polimorfo do protestantismo presente. Paralelamente, projetou-se o protestantismo possivelmente pró-proletariado. Propulsionado por perspectivas políticas, pendeu para um posicionamento predominante em parte do planeta que preconizava a polarização “proletariado-poderosos”. Posicionamente que pulula! Pareceu-me prioritariamente político. Passou a preterir o púlpito, e permutou-o pelo palanque. O pastor-pregador preferiu passar-se por político-prometedor. Perderam-se os papéis! Passaram a praticar a parcialidade, pixando os pecados perversos dos povos poderosos, pisoteando os principais da pirâmide do poder. Porém, politicamente predeterminados, passaram a prender a Palavra para poupar os perversos que possivelmente protegiam o proletariado e praticavam os próprios pecados dos poderosos. Pode? Perdidos, passaram a piscar passionalmente para o pensamento pós-cristão, para os profetas das psicologias prevenidas para com a Palavra e para uma pulverização pós-moderna e perdida do próprio pensamento. Perderama perspectiva! Preteriram o porto da partida. Procuram o porto promissor, possivelmente perdidos em perspectivas e prazeres passageiros. Papelão! Que Papelão!

Prometendo progredir, pretendo pensar no perfil do protestantismo posterior, o protestantismo pós-pentecostal. Plenamente pós-moderno, é prenhe de problemas perigosíssimos. É perfeitamente paliativo. Passou a proporcionar aos pobres a perspectiva dos poderosos: a prata pode preencher e é prioridade. É o protestantismo do poder, da prosperidade e da psicose. O pastor-profeta passou a possuir o perfil papagueador-promotor. Passa-se por psicólogo, e péssimo psicólogo! Pulverizados na perscrutação da Palavra, porém perversamente projetados pela pragmática da prata, preferem preterir e pisar as palavras dos principais pensadores do próprio protestantismo. Os pós-pentecostais prescrevem práticas parvas e pueris! Proclamam perspectivas perdidas, pisoteando a precisão do pensar! Preconizam pensamentos paliativos! Parecem predeterminados a promover o perecimento pleno dos próprios pobres. Para os pesquisadores, é pretenso protestantismo! Prostituiu-se! Perdeu-se em promiscuidade! Pobre protestantismo! Pobre protestantismo! É preciso praticar o pranto!

Paremos com o pessimismo, pois o protestantismo é promissor, pujante e prevalecente. Precisamos pensar e praticar passionalmente o protestantismo parelhado com a Palavra. Para podermos prevalecer, precisamos ponderar e prosseguir. A primeira ponderação é a prioridade da Palavra. Pressuposto primordial! Precisamos pesquisar, perquirir e pescrutar a Palavra. Propulsionados pelo perscrutar persistente da Palavra do Pai poderemos perfeitamente prosseguir. Os preceitos da Palavra perfazem o próximo passo. Precisamos praticar os preceitos do Príncipe da Paz. Palavra e Prática prosseguem em par! Por fim, penso que precisamos priorizar a prece. Perscrutar e praticar a palavra prepara o profeta, o pregador, o pastor a proferir palavras para o Pai Perene. Praticar a prece profetiza o prevalecer perpétuo pelo poder do Pai. Palavra, Preceito e Prece. Perfil perpétuo para o povo do Pai Perene e do Príncipe da Paz.

Para sempre permanece a Palavra … (Psalmus 119.89)

Por: Luiz Sayão
Pastor, Professor e Preletor

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Orígenes começa a escrever (C.. 205)

Em seus primeiros dias, o cristianismo foi criticado como uma religião de pobres e iletrados, pois, na verdade, muitos dos fiéis vinham das classes mais humildes. Como Paulo escreveu, na igreja "poucos eram sábios segundo os padrões humanos; poucos eram poderosos; poucos eram de nobre nascimento" (I Co 1.26).

No século 01, porém, o maior intelectual da época era cristão. Pagãos, hereges e cristãos admiravam Orígenes. Sua instrução e conhecimento vastos contribuíram muito para o futuro da cultura cristã. Orígenes nasceu em Alexandria, por volta do ano 185, filho de pais cristãos devotos. Por volta do ano 201, seu pai, Leónidas, foi preso durante a perseguição de Septímio Severo. Orígenes escreveu ao pai, que estava na prisão, e o encorajou a não negar a Cristo por amor à família. Embora Orígenes quisesse se entregar às autoridades e sofrer o martírio com pai, sua mãe escondeu suas roupas e impediu esse ato zeloso, mas tolo. 

Depois do martírio de Leónidas, sua propriedade foi confiscada e sua viúva foi deixada com sete filhos. Orígenes tomou as providências para sustentá-los, ensinando literatura grega e copiando manuscritos. Uma vez que muitos dos estudiosos mais idosos fugiram para Alexandria na época da perseguição, a escola catequé-tica cristã tinha grande necessidade de professores. Aos dezoite anos, Orígenes tornou-se presidente da escola e deu início à sua longa carreira de professor, estudioso e escritor. Praticava a ascese, passava grande parte das noites em estudo e em oração, dormia no chão duro, nos poucos momentos em que realmente conciliava o sono. Seguia o mandamento de Jesus, pois tinha apenas uma capa e não possuía sapatos. Chegou até mesmo a seguir literalmente Mateus 19.12: ele se castrou como defesa contra as tentações carnais. O maior desejo de Orígenes era ser fiel à igreja e honrar o nome de Cristo.

Como escritor extremamente prolífico, Orígenes foi capaz de manter sete secretários ocupados com seus ditados. Ele produziu cerca de duas mil obras, incluindo comentários sobre quase todos os livros da Bíblia, além de centenas de homílias. A obra Héxapla foi uma façanha da crítica textual, pois tentou encontrar a melhor versão grega do Antigo Testamento. Em seis colunas paralelas, era possível observar o A.T. em hebraico, uma transliteração para o grego, três traduções em grego e a Septuaginta. A obra Contra Celso foi um dos mais importantes trabalhos apologéticos do cristianismo, pois o defendeu dos ataques pagaos. A obra De principiis [Sobre os princípios] foi a primeira tentativa de criar uma teologia sistemática. Nela, Orígenes examina cuidadosamente as crenças cristãs referentes a Deus, a Cristo e ao Espírito Santo, bem como assuntos referentes à Criação, à alma, ao livre-arbítrio, à salvação e às Escrituras. Orígenes foi, em grande parte, responsável pelo estabelecimento da interpretação alegórica das Escrituras, que dominaria a Idade Média. Acreditava que em todo o texto existiam três níveis de Orígenes, no vitral da Igreja Presbiteriana de Winter Park, Flórida significado: o literal, o moral (que servia para edificar a alma) e o alegórico ou espiritual, considerado oculto é o mais importante para a fé cristã. O próprio Orígenes desprezou o significado literal e o histórico-gramatical do texto, enfatizando o significado alegórico mais profundo. 

Orígenes tentou relacionar o cristianismo à ciência e à filosofia de seus dias. Acreditava que a filosofia grega era a preparação para a compreensão das Escrituras e usava a analogia, mais tarde adotada por Agostinho, de que os cristãos "despojaram os egípcios", quando usaram a riqueza do conhecimento pagão na causa cristã (Êx 12.35,36). Ao aceitar os ensinamentos da filosofia grega, Orígenes adotou muitas idéias platônicas, estranhas ao cristianismo ortodoxo. A maioria de seus erros era causada pela pressuposição grega de que a matéria e o mundo material são intrínsecamente maus. Acreditava na existência da alma antes do nascimento e ensinava que a posição de alguém no mundo era conseqüência de sua conduta em um estado preexistente. Negava a ressurreição física e advogava que, no final de tudo, Deus salvaria todos os homens e todos os anjos. Uma vez que Deus não podia criar o mundo material sem entrar em contato com a matéria básica, o Filho foi eternamente gerado pelo Pai que, por sua vez, criou o mundo eterno. Segundo ele, foi somente a humanidade de Jesus que morreu na cruz, como pagamento feito ao Diabo em resgate pelo mundo.

Devido a equívocos como esses, o bispo Demetrio de Alexandria convocou o concilio que excomungou Orígenes. Embora Roma e a igreja ocidental tivessem aceitado a excomunhão, a igreja da Palestina e a maior parte do Oriente não a aceitaram. Eles continuaram consultando Orígenes devido à sabedoria, à erudição e ao conhecimento que ele possuía. Durante a perseguição promovida por Décio, Orígenes foi preso, torturado e condenado a morrer em uma estaca. Somente a morte do imperador impediu que a sentença fosse executada. Com a saúde debilitada devido à provação, Orígenes morreu por volta do ano 251. Ele fez mais do que qualquer outra pessoa para promover a causa da erudição cristã e para fazer com que a igreja fosse respeitada aos olhos do mundo. Os pais da igreja posteriores a ele, tanto do Oriente quanto do Ocidente, sentiram sua influência. A diversidade de seu pensamento e de seus escritos lhe rendeu a reputação de ser o pai da ortodoxia, bem como das heresias.

Fonte: Os 100 acontecimentos mais importantes da história do cristianismo
Por:
A. Kenneth Curtis

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O Valor de Aprender História

A pequena carta de Judas nos ensina algo sobre o valor de aprender história. Este não é o ponto principal da carta, mas é um fato impressionante.

Neste penúltimo livro da Bíblia, Judas escreve para encorajar os santos a “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (versículo 3). A carta é um chamado à vigilância em vista de “certos indivíduos [que] se introduziram com dissimulação... homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo” (versículo 4). Judas descreve essas pessoas em termos vívidos. Eles “dizem mal do que não sabem” (versículo 10); são “murmuradores, são descontentes, andando segundo as suas paixões. A sua boca vive propalando grandes arrogâncias; são aduladores dos outros, por motivos interesseiros” (versículo 16). Eles “promovem divisões, [e são] sensuais, que não têm o Espírito” (versículo 19).

Este é uma avaliação devastadora de pessoas que não estão fora da igreja, mas que “se introduziram com dissimulação.” Judas quer que eles sejam reconhecidos pelo que são, de forma que a igreja não seja enganada e arruinada pelos seus falsos ensinos e comportamentos imorais.

Uma de suas estratégias é compará-los a outras pessoas e eventos na história. Por exemplo, ele diz que “Sodoma e Gomorra... havendo-se entregado à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne, são postas para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição” (versículo 7). Assim, Judas compara aquelas pessoas com Sodoma e Gomorra. Seu ponto ao fazer isto é dizer que Sodoma e Gomorra são postas como “um exemplo” do que acontecerá quando as pessoas vivem como estes intrusos estavam vivendo. Assim, na mente de Judas, conhecer a história de Sodoma e Gomorra é muito útil para ajudar a detectar tal erro e desviá-lo dos santos.

Similarmente, no versículo 11 Judas acumula três outras referências a eventos históricos como comparações com o que está acontecendo em seus dias entre os cristãos. Ele diz: “Ai deles! Porque prosseguiram pelo caminho de Caim, e, movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão, e pereceram na revolta de Corá”. Isso é impressionante! Por que se referir a três incidentes históricos diferentes como estes, que aconteceram milhares de anos atrás —Gênesis 19 (Sodoma), Gênesis 3 (Caim), Números 22-24 (Balaão), Números 16 (Corá)? Qual é o ponto?

Aqui estão três pontos:

1) Judas assume que os leitores conhecem estas histórias! Isto não é incrível? Era o século primeiro depois de Cristo! Não havia nenhum livro nas casas das pessoas! Nenhuma Bíblia disponível! Nenhuma história em CD! Apenas instrução oral! E ele assume que eles conheceriam tais histórias: Qual é “o caminho de Caim,” “o erro de Balaão” e “a rebelião de Corá?” Você sabe? Isto não é surpreendente? Ele espera que eles conheçam! Isso me faz pensar que os nossos padrões de conhecimento da Bíblia na igreja de hoje são muito baixos.

2) Judas assume que conhecer a história iluminará a situação presente. Os cristãos tratarão com o erro mais eficazmente hoje se eles conhecerem situações similares de antigamente. Em outras palavras, a história é valiosa para o viver cristão. Saber que Caim era invejoso e que além de odiar seu irmão, também se ofendeu com sua comunhão verdadeira com Deus, te alertará para vigiar contra tais coisas mesmo entre irmãos. Saber que Balaão caiu e fez da Palavra de Deus um meio de ganho mundano, te tornará mais capaz de identificar este tipo de coisa. Saber que Corá desprezou a autoridade legítima e ressentiu-se com a liderança de Moisés, te protegerá de gente facciosa que não gosta de ninguém sendo visto como seu líder.

3) Não é claro, então, que Deus ordenou que estes eventos acontecessem e que fossem registrados como história, para que aprendêssemos a partir deles e nos tornássemos mais sábios e perspicazes sobre o presente, por causa de Cristo e de sua igreja? Nunca pare de aprender a partir da história! Adquira algum conhecimento todo dia. Demos aos nossos filhos uma das melhores proteções contra a tolice do futuro, a saber, um conhecimento do passado.

Aprendendo com você, por Cristo e o seu reino,

Pastor: John Piper

Fonte: Desiring God