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terça-feira, 17 de junho de 2025

Música na Igreja: o pastor e o canto congregacional | Jonas Madureira


Conferência Pro Nobis Sul 2025 - Ministério Pastoral
Plenárias:

Equipe pastoral: o pastor e seus companheiros | Jonas Madureira


Conferência Pro Nobis Sul 2025 - Ministério Pastoral
Plenárias:

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Nove Marcas de um Líder de Louvor Saudável | Alex Duke

Minha igreja local está à procura de um líder de louvor. [1] Para isso, nosso pastor sênior reuniu um grupo de doze membros para formar um Comitê de Procura de um Líder de Louvor. Apesar da minha inaptidão musical, eu estava entre os convidados a servir.

Acho que estou igualmente agradecido e apavorado. Afinal de contas, o título “líder de louvor" não está em lugar nenhum do Novo Testamento. Esse fato seduz até os mais sensatos para o pessoal e superficial, no qual linhas previamente traçadas e firmes compromissos apenas evidenciam o que já temos visto, conhecido, ou com que estamos confortáveis.
Então, eu gostaria de transmitir algumas reflexões que desenvolvi enquanto orava pelo que a minha igreja realizará nas próximas semanas, e pelo que a sua igreja pode estar passando no momento.  Eu, de modo nada original, as intitulei  "Nove Marcas de um Líder de Louvor Saudável".
NOVE MARCAS DE UM LÍDER DE LOUVOR SAUDÁVEL
Estou convencido de que estes nove tópicos são indispensáveis a qualquer um que lidera o louvor de uma congregação semana após semana.  Longe de serem exaustivos, eles são um conjunto de qualidades, posturas e características os quais eu creio que são informados pela Escritura e que devem transcender a cultura e a denominação.
1. Seu líder de louvor deve possuir as qualificações bíblicas de um presbítero.
Isso é importante. Mesmo que ele não seja chamado de presbítero, a congregação provavelmente o tratará como um. E é importante lembrar que as qualificações de um presbítero/ministro/pastor incluem a de ser “apto para ensinar.” Isso é o que líderes de louvor fazem, e a aptidão deles para ensinar (ou a falta dela) é evidenciada todas as semanas, nos louvores que eles selecionam e na maneira como eles promovem a adoração da congregação.
Preciso fazer uma ressalva aqui. Dependendo de como a condução do canto se deem sua própria congregação, possuir as qualificações de um presbítero pode ser desnecessário. Um amigo discordou proveitosamente de mim nesse ponto e propôs uma útil distinção: “Uma pessoa que esteja apenas liderando musicalmente precisa ter as qualificações bíblicas de um diácono/diaconisa. Uma pessoa que esteja liderando aquele momento do culto que inclui cânticos, orações e leituras precisa ter as qualificações de um presbítero”. Eu concordo, sob o pressuposto de que esta segunda situação naturalmente impulsiona o "líder de louvor”, ou como você chamar, a desempenhar uma função mais pastoral.
2. Seu líder de louvor deve ser musicalmente capaz.
Isso é óbvio, eu sei. Talvez uma exortação mais específica e mais útil seria a de que ele deve escolher cânticos de acordo com suas habilidades. Você gosta daquele novo riff naquele hino antigo? É, eu também, mas é difícil de cantar junto quando eu não consigo decifras as palavras ou a melodia tão facilmente quanto o olhar de  “Ah, cara, tenho que acompanhar” do baterista do guitarrista.
Além disso, não é sábio deixar essa capacitação governar o barco; na verdade, ela é que deve ser subordinada a quase tudo o mais. Um músico piedoso e mediano servirá nossas igrejas muito melhor em longo prazo do que um sublime talento que lê mais suas partituras do que sua Bíblia.
3. Seu líder de louvor deve ser (quase) invisível.
Um visitante, ao deixar a reunião de domingo, deve ser mais impactado pelo testemunho corporativo da congregação louvando a Deus com cânticos do que pela habilidade ou atuação de um único homem. “Uau, aquele povo ama cantar sobre Jesus!” é sempre melhor do que “Nossa! Aquele cara é muito bom!”.
4. Seu líder de louvor deve ser comprometido com uma liturgia ancorada no evangelho.
Estou usando “liturgia” em um sentido geral, como o “decorrer” da reunião, não como um roteiro, uma fórmula repetida de quando se deve levantar, sentar e cantar e que deve ser repetida semanalmente. Toda reunião de igreja segue algum tipo de liturgia; a questão é se ela reflete o caráter de Deus e o conteúdo do evangelho ou se apenas segue a abordagem de “qualquer coisa que nos comova”.
Ancorar a liturgia no evangelho pode significar planejar transições entre os cânticos que ajudem a conduzir a congregação ao longo do culto. Leituras bíblicas, orações e testemunhos da graça de Deus ligados ao tema da passagem prestes a ser pregada – tudo isso prepara as mentes e os corações dos presentes. Preparação séria em oração antes do culto semeia uma cultura apropriadamente intencional em uma igreja. Não presuma que o Espírito Santo só opere "no momento”.
5. Seu líder de louvor deve trabalhar em total comunhão com o pregador.
O líder de louvor não toma decisões em uma ilha. Cada cântico deve estar a serviço da Palavra pregada. Isso lembra a igreja de uma verdade importante: o pregador também é um líder de louvor. Alguém adora a Deus tanto ao ouvir um sermão quanto ao cantar um cântico.
Isso não quer dizer que os temas dos sermões e dos cânticos devam ser estritamente idênticos. Mas se, por exemplo, seu pastor estiver pregando sobre a ressurreição, cante louvores que esclareçam o significado desse acontecimento, em vez de cânticos que se refiram à bondade de Deus em seu relacionamento geral com o seu povo. Este último é um assunto mais do que digno, é claro, mas a ressurreição é um acontecimento específico que revela coisas específicas sobre Deus e nós. Este tipo de cooperação entre cântico e sermão concede uma oportunidade de louvar a Deus específica e singularmente em resposta à sua revelação.
6. Seu líder de louvor deve ser comprometido com a expressão de uma grande variedade de emoções.
Toda reunião de domingo deve ter momentos de adoração, gratidão, confissão, celebração e assim por diante. A igreja deve ser um espaço onde uma variedade de emoções é aceitável: culpa, vergonha, tristeza, alegria, gratidão e por aí vai.  Quando apenas cantamos cânticos animados sobre o quão feliz nós somos por estar na casa do Senhor, ou como daremos o nosso melhor na próxima semana por Jesus ser incrível; nós implicitamente ensinamos às pessoas que se sentir triste, culpado ou injustiçado é de alguma forma algo subcristão, uma postura imprópria para louvar a Deus.
Há muitos cânticos que exaltam Jesus ao mesmo tempo em que são honestos sobre os sentimentos de tristeza e dor. Eu nunca me esquecerei de ter cantado “Be Still My Soul” poucos dias depois de saber do diagnóstico de câncer terminal de um amigo. Apesar de sombrio e elaborado para evocar emoções que provavelmente poucos presentes estavam sentindo, esse cântico me levou aos amorosos braços de Jesus. É possível que canções felizes façam isso também? Com certeza. Mas quando não há sequer uma menção de tristeza em nossas reuniões, corremos o risco de transmitir uma mensagem falsificada e subcristã sobre o que significa ser um humano buscando a semelhança de Cristo em um mundo caído. Estamos comunicando aos nossos membros e visitantes que os cristãos estão sempre felizes e que um relacionamento com Cristo erradica a dor. Estamos criando pessoas despreparadas ou que se decepcionarão diante da dificuldade.
7. Seu líder de louvor deve ser comprometido com a explícita adoração a Jesus.
Isso é menos sobre o tom e mais sobre as palavras de certas músicas. A grande maioria das músicas de uma igreja deve ser nitidamente cristã -- exaltando não só as características de Deus, mas as verdades do evangelho. Nós devemos cantar poucos louvores que um judeu não convertido possa cantar alegremente – ou seja, devemos cantar sobre a vida, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Palavras como “pecado”, “evangelho” e “cruz” devem aparecer com frequência e, talvez, ser até mesmo explicadas aos presentes que, francamente, não saibam a diferença entre uma Igreja batista e uma sinagoga judaica. Presumir que todos os presentes sejam cristãos e saibam o que as palavras significam é uma receita para a confusão.
8. Seu líder de louvor deve incentivar e mobilizar a participação da congregação.
Além de incentivar o canto congregacional em voz alta, o líder de louvor também pode pedir que vários membros da igreja orem durante o culto. Isso oferece oportunidades para a visibilidade e a participação de muitos, e não apenas aos poucos com talento musical.
9. Seu líder de louvor deve estar primordialmente preocupado em honrar a Deus e defender Jesus e o evangelho, mais do que em alcançar a próxima geração ou qualquer outro público predeterminado.
Toda igreja deve ser culturalmente informada (é por isso que você provavelmente evita músicas tribais africanas), mas nenhuma igreja deve ser culturalmente dirigida. Se as conversas sobre resultados começam a substituir àquelas sobre fidelidade, então o primeiro passo foi dado em direção a uma mentalidade de culto centrada no homem, que precisará de renovação em poucos anos.
À parte de Cristo, toda a geração da raiz de Adão está morta em seus pecados, desesperadamente necessitada das palavras vivificantes de Cristo. Por isso, depois de sair da sua igreja no domingo, ninguém precisa pensar consigo mesmo: "Cara, a música foi demais!". Mais do que qualquer coisa, eles precisam ter ouvido o evangelho de forma clara e explícita; precisam ter sido alertados de sua terrível situação à parte de Cristo e, ainda mais, de sua mão estendida como a daquele que é o seu Salvador todo-suficiente e sempre gracioso.
[1] A terminologia para esse tipo de serviço não é bem definida: ministro de música; pastor de música; pastor de música e artes, diretor-de-música-contemporâneaa-e-ocasionalmente-do–tradicional-canto-fúnebre, defesa contra o professor de artes obscuras etc. Eu estou usando apenas "líder de louvor", pois me parece ser um termo que engloba todos os outros.
Nota: Uma versão anterior deste artigo foi postada no blog TGC Worship
Fonte Editora Fiel

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

sábado, 10 de janeiro de 2015

O Uso da Música e o Crescimento da Igreja | Parcival Módolo [1/5]

Por: Parcival Módolo {Outras Palestras: [1][2][3][4][5]}
O Uso da Música e o Crescimento da Igreja
2ª Semana Teológica de 2014
Seminário Teológico Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

A adoração em sua igreja é mais pagã do que cristã? | Todd Pruitt

Há um grande mal-entendido nas igrejas sobre o propósito da música na adoração cristã. Igrejasdownload rotineiramente anunciam um culto “dinâmico” e “transformador”, o qual “levará você para mais perto de Deus” ou “que irá mudar a sua vida”. Certos CD’s de adoração prometem que a música irá “levá-lo para dentro da presença de Deus”. Até mesmo um panfleto, anunciando uma conferência para líderes de adoração, dizia:

Junte-se a nós para essa dinâmica aula, a qual irá colocar você no caminho certo e inspirador, onde você poderá se encontrar com Deus e receber a energia e o amor que você precisa para ser um agente e um agitador no mundo de hoje… Além disso, nossos programas de ensino são eventos de adoração que irão colocar você em contato com o poder e o amor de Deus”.

O problema com o panfleto e com muitos anúncios de igrejas é que esse tipo de promessa revela um significante erro teológico. A música é vista como um meio para facilitar um encontro com Deus. Ela irá nos levar para perto de Deus. Nesse esquema, a música se torna um mediador entre Deus e o homem. No entanto, essa ideia está mais próxima das práticas pagãs do que da adoração cristã.

Jesus é o único mediador entre Deus e o homem. Somente Ele é quem nos leva para Deus. A noção popular – porém errônea – relativa à música de adoração mina a fundamental verdade da fé cristã. É irônico que muitos cristãos neguem o papel das ordenanças sacramentais, as quais o próprio Senhor deu para sua igreja (batismo e a Santa Ceia), mas anseiem em dar poderes sacramentais para a música. A música e a “experiência da adoração” são vistas como meios pelos quais nós entramos na presença de Deus e recebemos seus benefícios salvíficos. Não há simplesmente nenhuma evidência na Escritura que diga que a música media diretamente encontros ou experiências com Deus. Essa é uma noção comum no paganismo. Está bem longe do Cristianismo.

Em seu útil livro “True Worship” (Verdadeira Adoração), Vaughan Roberts mostra quatro consequências de se ver a música como um encontro com Deus. Vou resumi-los.

1. A palavra de Deus é marginalizada

Em várias igrejas e encontros cristãos, não é incomum a Palavra de Deus ser deixada de lado. A música dá uma elusiva sensação de “entorpecimento”, enquanto a Bíblia é algo mundano. Os púlpitos têm diminuído e até mesmo desparecido, enquanto as bandas e as luzes têm crescido. Mas a fé não vem da música, experiências dinâmicas ou supostos encontros com Deus. A Fé nasce por meio da proclamação da Palavra de Deus (Rom. 10.17).

2. Nossa certeza é ameaçada

Se associarmos a presença de Deus com uma particular experiência ou emoção, o que acontecerá quando não sentirmos mais isso? Nós procuraremos igrejas cujas bandas de louvor, orquestras ou órgãos produzam em nós os sentimentos que nós estamos procurando. Mas a realidade de Deus em nossas vidas depende da mediação de Cristo, não de experiências subjetivas.

3. Músicos ganham status sacerdotais

Quando a música é vista como meio de encontro com Deus, os líderes de louvor e músicos começam a exercer o papel de pastor. Eles se tornam aqueles – no lugar de Jesus Cristo, o único que já cumpriu esse papel – que trazem até nós a presença de Deus. Dessa forma, quando um líder de louvor ou banda não me ajuda a experimentar Deus, então ele falhou e deve ser substituído. Por outro lado, quando acreditamos que eles tiveram sucesso em nos levar à presença de Deus, então eles terão em nossa mente um status elevado.

4. A divisão aumenta

Quando nós identificamos um sentimento como um encontro com Deus, e apenas uma determinada música produz esse sentimento, então nós insistiremos que aquela música deverá ser tocada regularmente em nossa igreja e reuniões. Se todos tiverem o mesmo gosto que o nosso, não haverá problema. Mas se outros dependem de outra música para produzirem esse sentimento, então é importante para eles que a divisão seja cultivada. E porque nós rotineiramente classificamos esses sentimentos como encontros com Deus, nossas demandas para que esse sentimento seja produzido se tornam rígidas. Esse é o motivo pelo qual muitas igrejas sucumbem ao oferecerem múltiplos estilos de culto. Fazendo isso, eles, sem querer, sancionam a divisão e a centralização do ego no meio do povo de Deus.

A Escritura é cheia de exortações para o povo de Deus cantar e fazer músicas para o Senhor. Nosso Deus foi gracioso em nos dar esse meio de adorá-lo. Mas é importante entender que a música, em nossa adoração, é para dois propósitos específicos: honrar a Deus e edificar a comunidade dos crentes. Infelizmente, muitos cristãos tendem a dar à música um poder sacramental sobre o qual a Escritura jamais falou.

Fonte: Christianity.com

Tradução: Victor Bimbato

Via: Reforma21 e Bereanos

terça-feira, 21 de maio de 2013

Alguns Princípios Cristãos sobre o Lazer e Entretenimento | Augustus Nicodemus Lopes

Faz algum tempo acompanhei uma discussão entre jovens cristãos, pela Internet, sobre a ida a shows de artistas famosos. Após uma boa troca de mensagens, postei a mensagem abaixo sobre alguns princípios cristãos sobre o lazer. Fica para a reflexão de quem se interessar:
Queridos,

Acho que o método certo para analisarmos esta questão e outras é estabelecermos os princípios bíblicos que controlam o assunto. Sem o referencial bíblico ficaremos às apalpadelas. Menciono alguns princípios bíblicos que controlam a questão do LAZER do crente -- pois é aqui que se encaixa o assunto.

1. É dever do crente fazer todas as coisas para a glória de Deus. Isto inclui o lazer. Portanto, qualquer forma de lazer em que o crente não consiga glorificar a Deus deveria ser questionada. Esclareço que eu iria a um show de artistas cujo conteúdo, ambiente, letra das músicas, apresentação pessoal dos artistas (alguns se apresentam semi-despidos) não ofendam as virtudes cristãs nem os valores morais do Cristianismo.

2. Também é dever do crente desfrutar com moderação de todas as coisas boas que Deus criou, usando com moderação a alegria, o sono, a alimentação, os exercícios e certamente o lazer também. O lazer não pode se transformar num ídolo, e receber o primeiro lugar em minha vida. Cristo é quem deve ter esta prioridade.

3. O cristão deve evitar todas as ocasiões à impureza, em que a tentação é maior e mais pesada; deve evitar a sociedade com ímpios e devassos; sua mente deve estar sempre ocupada com "tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento" (Fp 4:8). Tenho certeza que a letra de algumas músicas de alguns artistas não se pode encaixar aqui. Não vejo como um crente pode descontrair-se e agitar-se ao som de uma música que exalta a infidelidade conjugal ou idolatra o homem ou a mulher.

4. Compete ao cristão também "examinar todas as coisas e reter o que é bom". Não devemos reter o mal e nem nos deliciarmos nele. Se estou escutando uma música que exalta o amor homossexual, ou a violência contra a mulher, ou o adultério, ou uma relação promíscua, certamente não devo ter prazer algum nestas coisas. Por outro lado, tem muita letra boa e sã, sem maldade ou malícia. Tudo OK, nestes casos. A graça comum de Deus permite que algumas coisas boas ainda sejam produzidas pela humanidade não regenerada.

5. Por último, o amor a Cristo e ao próximo precede o uso da liberdade cristã. Se no uso da minha liberdade irei ser escândalo para o Evangelho ou outros irmãos, me compete abrir mão por amor.

Apesar da "cultura de proibição de programas para a juventude" que foi mencionada numa mensagem da lista, não podemos esquecer que o crente é escravo de Deus e que tem com única regra de fé e prática a Bíblia. Até na hora de descontrair.

Um abraço,

Pr. Augustus

Fonte: O Tempora! O Morris!

quarta-feira, 20 de março de 2013

Cinco sinais da autoglorificação | Paul Tripp

É importante reconhecer o resultado da sua autoglorificação e do seu ministério. Talvez Deus use esta lista para dar um diagnostico inteligente. Talvez ele use isto para expor seu coração para redirecionar seu ministério.

A autoglorificação fará com que você:

1.  Demonstre em público o que você deveria guardar em privado.

Os Fariseus representam para nós um exemplo primário. Porque eles viram suas vidas como gloriosas, eles eram rápidos em demonstrar esta glória para todos os olhos. Mais que você pense que você tenha chegado, e menos que você se veja como uma necessidade de uma graça salvadora diária, mais você tende a se autocitar e a se autoparabenizar. Porque você está atento a autoglorificação, você irá trabalhar para conseguir uma glória maior, mesmo quando você não está ciente de que você esteja fazendo isso. Você irá tender a falar sobre histórias pessoais que farão de você o herói.

Em um ambiente público você encontrará maneiras de falar sobre atos pessoais de fé.

Porque você acha que é merecedor de aplausos, você irá buscar os aplausos dos outros encontrando maneiras de apresentar a si mesmo como um divino.

Eu sei que muitos pastores lendo esta coluna irão pensar que nunca fariam isso. Mas estou convencido que há muito mais “desfile de integridade” em um ministério pastoral do que nós tendemos a achar. É uma das razões que eu acho conferências de pastores, reuniões presbiterianas, assembléias gerais, ministérios, e encontros de plantio da igreja, são desconfortáveis às vezes. Ao redor da mesa depois da sessão, estes encontros podem se degenerar em uma “competição de cuspe” do ministério pastoral, onde nós estamos tentados a ser menos do que honestos sobre o que realmente está acontecendo em nossos corações e ministérios. Depois de celebrar a glória da graça do Evangelho onde há uma forma muito gloriosa de autoconglaturação tomada por pessoas que parecem desejar mais serem aplaudidas do que merecem.

2.  Fique longe da autocitação.

Todos nós sabemos disso, todos nós já vimos isto, nós todos ficamos desconfortáveis com isso, e todos já fizemos isto. Pessoas orgulhosas tendem a falar muito sobre si mesmas. Pessoas orgulhosas tendem a gostar de suas opiniões mais do que a opinião dos outros. Pessoas orgulhosas acham que suas histórias são mais interessantes e envolventes que as dos outros.

  • Pessoas orgulhosas acham que sabem e entendem mais do que os outros.
  • Pessoas orgulhosas acham que merecem o direito de serem ouvidas.
  • Pessoas orgulhosas, porque eles são basicamente orgulhosos do que eles sabem e do que eles fazem, falam muito sobre ambos.
  • Pessoas orgulhosas, não mencionam fraqueza.
  • Pessoas orgulhosas não falam sobre as falhas.
  • Pessoas orgulhosas não confessam pecados. 

Então, pessoas orgulhosas são melhores e são colocadas sob os holofotes, então eles brilham a luz de suas histórias e opiniões, na gloriosa e totalmente imerecida glória de Deus.

3.  Falar quando você deveria ficar calado.

Quando você acha que chegou, você está bastante orgulhoso e confiante das suas opiniões. Você confia nas suas opiniões, então você não está tão interessado na opinião dos outros como deveria. Você tenderá a querer seus pensamos, perspectivas, e pontos de vista para ganhar o dia em qualquer reunião ou conversação dada. Isto significa que você está bem mais confortável do que você deveria, dominando um encontro com seu discurso.

  • Você irá falhar em perceber que há sabedoria em que um conselho de uma multidão.
  • Você irá falhar em perceber o ministério essencial do corpo de Cristo em sua vida.
  • Você irá falhar em reconhecer seu preconceito e cegueira espiritual.

Então, você não irá a reuniões formais e informais com um senso pessoal de necessidade pelo o que os outros têm a oferecer, e você irá controlar a conversa mais do que deveria.

4.  Ficar quieto quando deveria falar.

Autoglorificação também pode ir para outro caminho. Líderes que são muito autoconfiantes, os quais inconscientemente atribuem a si mesmos o que só poderia ser conquistado pela graça, geralmente veem reuniões como uma perda de tempo. Porque eles são orgulhos, eles são muito independentes, então reuniões tendem a ser vistas como irritantes e inúteis interrupções de uma já cheia e sobrecarregada agenda do ministério. Por causa disso eles irão dispensar reuniões ou tolerar o encontro, tentando dar um fim a isto mais rápido possível.

  • Então, eles não irão falar sobre suas ideias para consideração ou avaliação porque, francamente, eles nem acham que precisam disso.
  • E quando suas ideias estão sobre a mesa e sendo debatidas, eles não participam do debate, porque eles acham que o que eles opinaram ou propuseram, simplesmente não precisam ser defendidas.

A autoglorificação ia causar a você falar muito quando deveria ouvir e a não sentir a necessidade de falar quando certamente deveria.

5.  Importar-se muito com o que as pessoas pensam sobre você.

Quando você cai no pensamento que você é algo, você quer que as pessoas reconheçam este algo. Novamente, você vê isto em Fariseus: tarefas pessoais de glorificar-se sempre levam a um comportamento de procura pela glória. Porque você é hiper vigilante, assistindo a maneira como as pessoas em seu ministério respondem, você provavelmente nem percebe como faz coisas para a autoaclamação.

Tristemente, nós muitas vezes ministramos o Evangelho de Jesus Cristo pelo bem da nossa própria glória, não pela glória de Cristo ou pela redenção das pessoas sob nossos cuidados. Eu tenho feito isto. Tenho pensado durante a preparação para um sermão em que certo ponto, colocar em certa maneira, ganharia um caluniador, e eu tenho visto a reação de certas pessoas enquanto eu tenho discursado. Nestes momentos, no discurso e na preparação para o sermão, eu tinha abandonado meu chamado como embaixador da glória eterna de outro com o objetivo de adquirir o louvor temporário dos homens.

Próxima semana, nós iremos ver mais cinco sinais de como a procura pela autoglória dar forma ao seu ministério.

 

Por Paul Tripp

Sobre Ministério Pastoral

Tradução: Katia Vasconcelos

Fonte: The Gospel Coalition

quarta-feira, 6 de março de 2013

O propósito principal de Deus é glorificar-se e alegrar-se em si mesmo | John Piper

Todos os meus anos de pregação e ensino sobre a supremacia de Deus em seu coração têm provado que essa verdade atinge muitas pessoas como um caminhão carregado de frutas desconhecidas. Se as pessoas sobreviverem ao impacto, descobrirão que é a fruta mais saborosa do planeta.

O que estou querendo dizer é que a resposta à primeira pergunta do Catecismo de Westminster é a mesma para Deus e para o homem. Pergunta: “Qual é o fim principal do homem?” Resposta: “O fim principal do homem é glorificar a Deus e alegrar-se nele para sempre”. Pergunta: “Qual é o fim principal de Deus?” Resposta: “O fim principal de Deus é glorificar-se e alegrar-se em si mesmo para sempre”.

Simplesmente, outro meio de dizer isso é: Deus é justo. O oposto da justiça é valorizar e apreciar o que não é verdadeiramente valioso ou gratificante. Eis a razão de as pessoas serem chamadas de injustas em Romanos 1.18. Elas oprimem a verdade do valor de Deus e trocam-no por coisas criadas, reduzindo-o e desacreditando a sua valia. A justiça é o oposto, o que significa o reconhecimento do verdadeiro valor pelo que ele é e o apreço e estima na proporção de sua real valia. O injusto, em 2Tessalonicenses 2.10, perece porque se recusa a amar a verdade. Os justos, entretanto, são aqueles que acolhem o amor pela verdade. A justiça reconhece, acolhe, ama e sustenta o que é verdadeiramente valioso.

Deus é justo. Isso significa que ele reconhece, acolhe, ama e sustenta com zelo e energia imensuráveis o que é infinitamente valioso, isto é, o seu próprio valor. A paixão e o deleite justos de Deus são para revelar e amparar sua glória infinitamente valiosa. Essa não é uma vaga conjectura teológica.

John Piper

Alegrem-se os povos

Fonte: Blog Cinco Solas

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Trazendo o Evangelho para a conversa | Mike Riccardi

Um dos desejos que o Espírito Santo cria no coração do recém convertido é o desejo de compartilhar com os outros as Boas Novas pelas quais nós fomos salvos. Entretanto, como todos nós sabemos muito bem, esse desejo pode ser ofuscado por várias coisas. Talvez temamos ser vistos como estranhos, ingênuos ou tolos. Talvez sintamos que ainda não conseguimos formular a mensagem do Evangelho de uma forma perfeitamente apresentável. Pode até ser que nosso orgulho ou egocentrismo tenham diminuído nossas afeições pela glória de Cristo e nosso amor pelos perdidos.

Às vezes, entretanto, nada disso é problema. A lembrança da glória de Cristo em Sua Palavra reacende em nossos corações a chama da proclamação. Essa visão da glória extingue nosso temor dos homens. Já estudamos e entendemos as bases do Evangelho e até já memorizamos algumas passagens de referência da Escritura. Mesmo quando estamos nesse estado, às vezes é simplesmente difícil introduzir o assunto em uma conversa.

Em alguns casos, a conversa com um colega de trabalho ou vizinho acaba naturalmente envolvendo o Evangelho. Louve a Deus por essas oportunidades.  Ore por mais delas. Na maior parte do tempo, entretanto, uma conversa não se move nessa direção a não ser a direcionemos ativamente. E eu penso que muitos Cristãos acabam desperdiçando oportunidades de levar uma conversa com um amigo em direção a coisas mais profundas porque simplesmente não sabem como fazer isso de uma forma que não seja muito abrupta, rude ou até brega.

Uma forma potencialmente útil de direcionar uma conversa rumo ao Evangelho é prestar estar atento a temas básicos. Alguns já conceituaram a história da redenção baseada nos quatro temas básicos da Criação, Queda, Redenção e Consumação. Já me ocorreu, refletindo nessas categorias, que muitas das experiências da nossa vida também podem ser vistas pelas lentes desses temas. Assim, estar atento a esses temas em uma conversa com um não crente pode prover uma transição natural para uma conversa sobre o Evangelho. Pense nisso comigo.

Criação

Ao criar os céus e a terra, Deus foi muito bom com toda a humanidade – Ele envia a chuva e o sol tanto para o justo como para o ímpio. Notar um ponto da conversa em que um não crente faz qualquer menção de aproveitar alguma parte da criação pode levar a uma transição suave para o Evangelho. Um comentário de um amigo sobre o clima agradável, a apreciação de um belo pôr-do-sol, a dúvida sobre a forma de uma nuvem ou mesmo a admiração perante o intrincado desenho de uma flor – tudo isso provê oportunidades para louvarmos o Criado que ordenou toda essa beleza à existência.

“Poxa, hoje está um clima muito bom, não é mesmo?”

“Com certeza. É muita bondade de Deus nos dar um dia tão bonito para aproveitarmos!”

“É… Acho que sim… Eu não sou muito religioso.”

“Entendo. Você nunca parou pra pensar nas coisas que Jesus disse que era, então?”

Uma outra forma que o tema da criação se conecta com as nossas vidas diárias é a nossa própria criatividade. Toda vez que alguém cria algo, eles imitam o Criado, mesmo que de uma forma pequena e caída. Criar é parte de sermos feitos à imagem de Deus. Isso vai desde o artístico – como pintura, fotografia, poesia, escultura – ao mais “mundano” – projetos arquitetônicos, decoração de interiores, jardinagem ou trabalhos de colagem. Cada uma dessas atividades provê oportunidades de louvar a Deus por Sua graça comum – Sua misericórdia em dar esses bons dons a tanto seus amigos como seus inimigos.

Se um não crente compartilha um interesse em alguma atividade criativa, seria muito bom dizer algo como:

“Você realmente parece gostar de escrever. Você já parou pra pensar no porquê disso?”

“Acho que é só uma coisa que eu comecei quando era mais novo e tenho gostado de fazer, desde então. Para falar a verdade, nunca pensei muito a fundo nisso.”

“Isso pode soar estranho, mas eu acredito que a nossa criatividade reflete a criatividade de Deus, que criou o mundo inteiro. A Bíblia diz que Deus criou a humanidade à Sua imagem, e assim podemos refleti-la de diversas formas. Você se importaria se eu falasse mais sobre isso?”

Queda

Por outro lado, as evidências da queda da humanidade no pecado estão em todo lugar. Circunstâncias injustas, relacionamentos pessoais prejudicados, esperanças e expectativas frustradas e mesmo várias outras tragédias nos dão evidências de que nosso mundo foi quebrado pelo pecado. Esses tópicos provêem oportunidades para falar do Deus que criou esse mundo “muito bom” e da rebelião da humanidade contra Deus que trouxe a maldição.

Oportunidades para conectar o tema da Queda com as nossas vidas são, literalmente, constantes. Uma das atividades preferidas da nossa geração é a reclamação. De fato, Paulo nota que as reclamações e murmurações são tão comuns em nosso mundo que, ao não exercitarmos essas atividades, nós nos destacaríamos como estrelas no universo (Filipenses 2.15). Do carro que quebrou de novo à artrite, das brigas constantes com o cônjuge ao reconhecimento simples de que as coisas não aconteceram de acordo com o planejado, todos nós temos um senso de que as coisas em nosso mundo estão terrivelmente erradas. Se um amigo não crente reclama de algo para você, é possível reconhecer, de forma sensibilizada, que essa experiência confirma o que a Bíblia ensina sobre o mundo ser caído. É um caminho curto daí até a razão pela qual o mundo caiu: o pecado – a rebelião contra Deus na qual todos nós tomamos parte diariamente. E, é claro, é mais uma curta caminhada daí até a solução para o sofrimento: a obra redentora de Jesus Cristo. É o que vem a seguir.

Redenção

Mesmo que nosso mundo seja caído, Deus ainda nos permite graciosamente experimentar a correção de alguns erros, a reconciliação de alguns relacionamentos, a resolução de alguns conflitos. Quando amigos não crentes experimentam essas expressões da graça comum, podemos celebrar com eles. Aqui está uma oportunidade de falar da graça comum de Deus e do tema da redenção que é completa em Cristo, o Redentor.

Se uma amiga que esteve falando para você sobre problemas matrimoniais repentinamente te conta que ela e o marido resolveram algumas questões e se reconciliaram, você tem uma oportunidade de celebrar a “redenção” do relacionamento. Se um amigo estava incapacitado por uma doença ou ferimento, mas agora se recuperou, você pode celebrar a “redenção” da saúde dele. E ao fazê-lo, ao louvar a Deus por ser misericordioso em geral, você também pode apontar para como esses acontecimentos de redenção são imagens, imersas na experiência humana, projetadas para nos levar à história suprema de redenção que Deus realizou em Cristo.

“Jen, estou muito feliz que você e o Ron estão se acertando. Tenho orado por vocês desde que você comentou pela primeira vez que as coisas estavam meio complicadas.”

“Ah, muito obrigada! Eu estou muito feliz, também. É muito ruim se sentir distante de alguém que deveria ser a pessoa mais próxima, seu melhor amigo, sabe?”

“É, entendo. E é interessante você colocar dessa forma, porque foi exatamente assim que eu me senti quando Deus se reconciliou comigo por meio do relacionamento com Jesus Cristo. Eu realmente gostaria de falar disso com você, você se importa?”

Consumação

Finalmente, o tema da consumação passa por qualquer experiência humana de realização, qualquer senso de antecipação que finalmente se completou.

Pense no quão ansiosa uma criança aguarda pela manha de Natal, mal conseguindo dormir na noite anterior, por conta do desejo de ganhar aqueles presentes que ela vem pedindo o ano inteiro. Ou pense na excitação e senso de dever cumprido ao subir naquele palco e finalmente receber aquele diploma que você trabalhou tanto, e por tanto tempo, para obter. Talvez algum amigo que você conheça sabe o que é ter trabalhado por anos em um manuscrito para finalmente receber a primeira cópia do livro publicado em uma manhã e segurá-lo em suas mãos pela primeira vez. E todos nós sabemos do prazer de finalmente reencontrar um velho amigo ou um parente amado após um longo tempo de separação. Os olhos arregalados, o sorriso de orelha a orelha e a recepção de braços abertos são testemunho da consumação da antecipação de se encontrar novamente.

Cada uma dessas experiências são ecos da consumação final de todas as coisas, quando o Senhor Jesus finalmente retornará para destruir Seus inimigos, para redimir Seu povo e recebê-los para Si mesmo e para governar sobre Sua criação em justiça. Como crentes em cristo, nós aguardamos por esse momento como uma criança espera pelo Natal. Quando ouvirmos “servo bom e fiel”, sentiremos como se recebêssemos aquele diploma, mas de uma forma infinitamente mais profunda. E quando finalmente vermos Jesus, bem, palavras não podem capturar adequadamente a alegria e o prazer consumado que sentiremos eternamente.

Conclusão

Sou movido a adorar quando penso no quanto Deus aparentemente imbuiu os grandes temas do Evangelho nas experiências da vida. Eu oro para que o mesmo aconteça com você. Mas essa adoração não deve permanecer no nível da admiração passiva. Ela deve nos levar a tirarmos vantagem dessa realidade como uma estratégia para testemunharmos aos nossos amigos não crentes.

Medite nesses temas e pense em como aplicá-los estrategicamente em suas próprias conversas. Ore pra que Deus graciosamente lhe conceda um cuidado genuíno pelos não crentes que Ele traz até você. Seu amor por eles irá guiá-lo a falar de uma forma que demonstre sua preocupação genuína pelas almas deles.

No contexto de desenvolver esses relacionamentos e cultivar o amor pelos perdidos, se mantivermos os ouvidos abertos para os temas da Criação, Queda, Redenção e Consumação, poderemos encontrar mais oportunidades de levarmos nossas conversas em direção ao Evangelho.

Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com | Original aqui

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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Heresias no meio Evangélico | Alex Belmonte

Há desde confissões que Deus morreu na cruz, á anjos que assumem o ministério do Espírito Santo.

O famoso pregador sobe ao púlpito. Faz uma excelente apresentação de sua pessoa, uma oração fervorosa e em seguida dá início á sua pregação. Vinte minutos depois, ele solta um grito com voz firme:

“Deus vai enviar nesta noite o anjo do consolo, que estará ao seu lado 24 horas por dia. A partir de hoje, sua vida não será mais a mesma”.

O povo vibrante se perde num tremendo barulho de glórias a Deus e “aleluias”, e línguas estranhas. Mas ninguém atentou para o cúmulo do absurdo teológico: Um anjo toma o papel do Espírito Santo na vida do crente, e passa a ser o canal de segurança nos momentos difíceis da jornada cristã.

É o que tem acontecido diariamente em nossos púlpitos pelo Brasil a fora. Pregadores dos mais diversos estilos, conferencistas que se dizem internacionais, cantores cuja inspiração passa longe da verdade bíblica. Um verdadeiro show de heresias dos mais importantes assuntos da Bíblia.

Em meio a tudo isso, os crentes fiéis à sã doutrina, perguntam: O que está acontecendo com nossos pregadores? Por que insistem em cometer tamanhos erros? Como os pastores e líderes devem evitar tal constrangimento?

Por que os crentes ainda aceitam esse tipo de golpe contra a Palavra de Deus e ainda pagam por isso?

Quero neste pequeno espaço lhe responder de forma sincera e coerente a todos estes questionamentos e compartilhar a realidade do que está acontecendo no universo evangélico.

O que é uma heresia? E quando ela é exposta?

Primeiro precisamos saber o que vem a ser uma heresia.

A palavra heresia está interligada á palavra seita. Ambas derivam da palavra grega “ háiresis”, que significa escolha, partido tomado, corrente de pensamento, divisão, escola etc. A palavra heresia é adaptação de “háiresis” . Quando passada para o latim, “háiresis” virou “secta”. Foi do latim que veio a palavra seita. Originalmente, a palavra não tinha sentido pejorativo. Quando o Cristianismo foi chamado de seita (At 24.5), não foi em sentido depreciativo. Os líderes judaicos viam os cristãos como mais um grupo, uma facção dentro do judaísmo. Com o tempo, “háiresis” também assumiu conotação negativa, como em 1ª Co 11.19; Gl. 5.20 e 1ª Pe. 1.1, 2.

Em termos teológicos, podemos dizer que seita refere-se a um grupo de pessoas e que heresia indica as doutrinas antibíblicas defendidas pelo grupo. Baseando-se nessa explicação, podemos dizer que um cristão imaturo pode estar ensinando alguma heresia sem, contudo, fazer parte de uma seita.

Não podemos também confundir heresia com erro de interpretação bíblica. Ou seja, uma heresia é tudo aquilo que venha ferir os Fundamentos da Palavra, a ortodoxia cristã. Erro de interpretação é quando um cristão, dedicado ao aprendizado bíblico, passa uma informação errada a respeito de determinado texto, podendo ele depois reconhecer seu erro e continuar na busca do saber.

Não podemos sair por aí “caçando as bruxas”, chamando todo mundo de herege por simples erros de entendimento teológico.

O que estamos trazendo aqui são questões de profunda seriedade doutrinária. Ensinos em propagação que atingem as bases da fé.

Onde estão essas heresias?

Elas surgem por meio de mensagens até mesmo de famosos pregadores e até em louvores, por falta de atenção aos ensinos da Bíblia. São frases de grave impacto espiritual, declarações conflitantes com a pura teologia e pensamentos expostos sem nenhuma base ou fundamento real. Verdadeiras metralhadoras de confusão doutrinária.

Mas afinal, que perigo essas heresias possuem?

No exemplo que mencionei no início do artigo, o mais grave perigo revela-se na exclusividade angelical transmitida pelo orador e no enfraquecimento da ação do Espírito Santo na vida do crente fiel. O tal “anjo do consolo” passa a ser exigido nas situações mais difíceis da jornada cristã, deixando de lado a verdade de que o nosso consolador é o Espírito Santo, É Ele que está na vida do crente e conhece todas as suas fraquezas e necessidades. O Espírito Santo orienta, fala, nos dá direção:

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre. Mas aquele Consolador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito”. (João14.16, 26).

Por que tais pregadores insistem em cometer tamanhos erros? E por que os crentes aceitam?

Muitos pregadores estudam a Bíblia, mas, não de forma sistemática, dando-a atenção merecida. Não se preocupam com o fundo teológico que está interligado com o pano de fundo cultural, social e doutrinário.

Quando então lêem algum versículo, tiram conclusões imaginárias criando, assim, uma grande contradição entre os ensinos da Palavra de Deus. A maioria dos cristãos aceitam tais absurdos, por não conhecerem de forma clara a seriedade dos efeitos espirituais que muitos falsos ensinos causaram. Os “pais da Igreja” muito sofreram para enfrentar as heresias primitivas que tentavam destruir as bases do cristianismo. Heresias essa que eram pregadas pelos próprios ministros cristãos.

Exemplos de heresias no meio evangélico

Nos louvores:

Há um louvor que diz “eu fui no terreno do inimigo e eu tomei tudo que me roubou…Debaixo do meu pé… Satanás debaixo do meu pé”.

Precisamos entender que, o que o Diabo tirou do homem, Cristo resgatou na cruz do calvário. E mais, ele não tem terreno e nós menos ainda, poder para tirar algo dele. Deus tem todo-poder. Satanás não está debaixo de nossos pés e sim ao derredor.

E o Deus da paz, em breve, esmagará debaixo dos vossos pés a Satanás. A graça de nosso Senhor Jesus seja convosco. (Rm 16:20)

Outro louvor diz:

“No caminho do Golgota lá foi Deus..” O louvor afirma que Deus morreu!

As 10 heresias mais propagadas:

Apenas dez das centenas de heresias e erros teológicos cometidos pelos não zelosos.

  • 1. Deus vai colocar arcanjos e querubins para te proteger!
  • 2. Nós salvos, seremos como Deus, eternos!
  • 3. Cristo é vida!
  • 4. A trindade? Três manifestações de Deus!
  • 5. Deus morreu na cruz por você!
  • 6. A Bíblia contém a Palavra de Deus.
  • 7. Um dia todos nós morreremos!
  • 8. O Espírito Santo é o fogo de Deus!
  • 9. Oremos: …em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém.
  • 10. Sai demônio! Pelo sangue de Jesus.

Refutando as heresias mencionadas

( Deus vai colocar arcanjos e querubins para te proteger!)

1. Esta frase fere a hierarquia angelical organizacional estabelecida por Deus. Querubins e “arcanjos” não foram separados para proteger o homem; O salmo 34.7 diz: “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra”. O texto diz o anjo. Deus pôs os anjos em suas funções específicas e não podemos ignorar isso como se o céu fosse uma desordem.

(Nós salvos, seremos como Deus, eternos!)

2. Não seremos eternos, pois já somos imortais. Estaremos sim, na eternidade com Deus. Aleluia! É eterno o que não tem começo nem fim. Aquilo que é eterno é incriado. Somente Deus é eterno. Já o imortal é aquilo que tem começo, mas não tem fim. Tudo aquilo que é imortal é criado. O homem, ao nascer, é, portanto, uma simples criatura de Deus. É, porém, uma criatura especial, porque tem a possibilidade de se tornar filho de Deus.

(Cristo é vida!)

3. João 14.6 diz “a vida”. Quando falamos que Cristo é vida estamos em acordo com o panteísmo que prega: A natureza é vida, o animal é vida, tudo é vida, Cristo é vida! Tudo é divino, tudo é Deus.

(A trindade? Três manifestações de Deus!)

4. A trindade são três pessoas e não manifestações. Foi isso que tentou fazer Sabélio (180-250) um dos mais destacados hereges primitivos. Sabélio ensinava que havia uma única essência na divindade, contudo, rejeitava o conceito de três Pessoas em uma só essência. Afirmava que isso designaria um culto “triteísta”, isto é, de três deuses. A questão poderia ser resolvida, afirmava, pelo conceito de que Deus se apresentaria com diversas faces ou manifestações.

Fiz uma pesquisa em certa igreja local e descobri que 70% dos membros criam no ensino acerca da trindade, mas não sabiam explicar com clareza e ainda, cometiam erros.

(Deus morreu na cruz por você!)

5. Deus não morre e sim o homem. Por isso que Jesus foi Deus – homem. A sua morte revela sua condição humana. E Deus o ressuscitou. O sentido da palavra Deus na Bíblia é essência, substância e natureza divina.

(A Bíblia contém a Palavra de Deus.)

6. Se você diz que a Bíblia contém a Palavra de Deus, está afirmando que outros livros como Alcorão, Princípio Divino (Mormonismo), A Bhagavad Gita (Livro Hindu) e outros, contém também a Palavra de Deus.

A Bíblia não contém a palavra de Deus, ela é a Palavra de Deus.

(Um dia todos nós morreremos!)

7. Se a Igreja for arrebatada, “num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados”. 1ª Co. 15.52. Os salvos que estão vivos não precisarão morrer para subir.

(O Espírito Santo é o fogo de Deus!)

8. O Espírito Santo é Espirito Pessoal, ou seja, o fogo é símbolo do Espírito Santo, e não o próprio. Alías, tem muita gente tratando o Espírito Santo de forma manipulada.

(Oremos: …em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém.)

9. Jesus mandou orar em seu nome: “e tudo quanto pedirdes EM MEU NOME, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa EM MEU NOME, eu a farei”. João 14.13,14

(Sai demônio! Pelo sangue de Jesus.)

10. O sangue de Jesus não foi derramado para expulsar demônios e sim para remissão dos pecados. Mas Jesus disse: “em meu nome expulsarão demônios.” (Marcos 16.17)

Continuemos defendendo a fé no poder do Espírito!

Por: Alex Belmonte

Fonte: Napec

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Mostrar Às Criancas o Que É Mais Importante | Tedd Tripp


Vivemos em um tempo perigoso. O evangelismo moderno reduziu a mensagem e o propósito do evangelho. Muito do cristianismo evangélico se focaliza em levar as pessoas a fazerem a oração do pecador, de modo que sejam asseguradas de que irão ao céu. O âmago do evangelho é a glória de Deus. Ele é tão zeloso de sua própria glória (Is 42.8), que enviou seu único Filho para redimir pessoas corrompidas, indignas e pecadoras. O Filho era tão zeloso de sua própria glória, que orou expressando o desejo de que seus discípulos vissem a sua glória (Jo 17.24). A glória de Deus moveu o seu coração a escolher um povo (Rm 9.23). O âmago do evangelho é a glória de Deus.

O propósito de Deus em estender sua graça às pessoas caídas é a sua glória. Deus é glorificado quando é valorizado acima de todas as coisas. Deus é glorificado quando é considerado um tesouro. Deus é glorificado quando é o nosso bem mais valioso. Deus é glorificado quando é nossa fonte de deleite. Deus é glorificado quando você mostra que Ele é o Ser mais maravilhoso e todo-suficiente no universo. O âmago do evangelho é a glória de Deus.

Considere o Salmo 96:

Cantai ao SENHOR um cântico novo, cantai ao SENHOR, todas as terras. Cantai ao SENHOR, bendizei o seu nome; proclamai a sua salvação, dia após dia. Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos, as suas maravilhas.
Observe que a proclamação da salvação é uma proclamação da glória de Deus. Ele é tremendo; portanto, deve ser grandemente louvado. Deve ser temido acima de todos os deuses. Esplendor, glória e majestade lhe pertencem. Ele reina. Deus é glorioso, cheio de esplendor e majestade.

Deus não existe para o homem; o homem existe para Deus. O evangelho de Jesus restaura o homem caído, corrompido, para que este seja um verdadeiro adorador de Deus. Estas verdades confirmam-se a si mesmas para os seus filhos. O Deus da Bíblia, o trino Deus, é o único, o supremo objeto de nossa adoração.

Lembra-se da parábola do reino, em Mateus 13.44? “O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo.”

Recorda o que o homem fez, ao encontrar o tesouro? Ele o escondeu novamente. Transbordante de alegria, ele foi e vendeu tudo, para comprar aquele campo e possuir o tesouro. Ele não vendeu tudo motivado por um senso de obrigação. Você pode imaginá-lo achando o tesouro e dizendo a si mesmo: você não sabia que eu acharia um tesouro naquele campo? Odeio quando isto acontece comigo! Agora, terei de vender todos os meus bens, de modo que possa comprar aquele campo idiota e possuir aquele tesouro”. É ilógico pensar que ele se desfez de tudo por um senso de dever. Motivado por um profundo senso de alegria, ele vendeu tudo o que tinha. O tesouro o deslumbrou.

Assim é o reino dos céus. Até que nossos filhos vejam a glória de Deus, na face de Jesus cristo; até que vejam que Ele é o Lírio dos Vales, a Brilhante Estrela da Manhã, o Único que é totalmente desejável; até que vejam e entendam que Ele é digno de abandonarmos tudo e que nada em toda a terra é mais importante do que conhecer e amar a Jesus, eles jamais O conhecerão, O amarão e O servirão. Podem até ser membros de igreja, ser cooperadores no acampamento de adolescentes, ou participar de viagens missionárias, mas, se não forem convencidos de que Cristo é o tesouro, jamais O conhecerão verdadeiramente.

Você não pode superestimar a importância de mostrar aos seus filhos a glória de Deus. Se os seus filhos não sabem quem é Deus, como Ele pensa, o que Ele sente e por que faz o que faz, não terão qualquer motivo para encontrar gozo nEle, nenhuma razão para celebrar a sua bondade abundante, nenhuma base para achar satisfação nEle. Deleite em Deus não pode ocorrer em um vácuo intelectual. Seu cuidado em mostrar e revelar as maravilhas do glorioso ser de Deus é crucial para seus filhos. Regozijo em Deus é o fruto do que você sabe ser verdadeiro a respeito dEle. O calor espiritual do gozo, deleite e admiração na face de Deus não pode acontecer em um vácuo conceitual.

Por Tedd Tripp
Sobre Paternidad
Uma Parte da série Fe Para Hoje
Tradução por Editora Fiel

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Vende-se um cantor gospel | Pr. Marcos Góes

Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras.' Ezequiel 28:16



Eles estão por toda a parte e são fáceis de achar. Para todos os gostos e estilos, são capazes de trazer entretenimento a todo o tipo de pessoa ou culto, quer tradicional ou pentecostal. Contextualizados e treinados nos “chavões” e no “evangeliquês” convincente, eles contagiam de maneira eletrizante as multidões e são capazes de envolver a muitos numa atmosfera religiosa em nome de Deus. Para contratar os seus serviços não é tão simples assim, requer o cumprimento de uma gama de exigências, procedimentos inimagináveis que contando é impossível de se acreditar. Grandes somas em dinheiro, toalhas brancas, carros conversíveis ou limusines, hotéis do mais alto padrão e número exigido em cada culto, para que a audiência não seja medíocre, são algumas das exigências solicitadas (não generalizando) por grande parte deles. Num resumo bem rápido, é este o perfil dos cantores “gospel” que perfazem nosso cenário musical evangélico do Brasil.

Conheci o meio da música cristã em tempos remotos, lá pelo final da década de 70 e início da de 80, através de um cara magro, camisa semiaberta mostrando o peito cabeludo, com uma única mochila nas costa e um violão: Janires era o nome dele. Este veio a ser mais tarde um dos meus mentores e também meu padrinho da casamento. Líder do Rebanhão, toda a semana eu viajava com ele para as maiores aventuras que já vivi na vida em termos de evangelização comprometida com o Reino de Deus. Saíamos à noite em cima de um caminhão cheio de caixas de som rumo aos teatros do Rio de Janeiro para fazermos um culto. O que eu fazia? Eu era o carregador de caixas: põe no caminhão, desce do caminhão...

Eu fazia isso muito feliz. Janires e o Rebanhão, juntamente com Helena Brandão (ex-Darlen e Glória), iam aos teatros falar do amor de Deus não só para o povo mais simples, mas, principalmente, para os artistas. Na plateia vi muitas vezes artistas renomados chorando ao ouvir a música e também o forte testemunho daquela mulher. Eu chorava também! Num canto do auditório, às vezes na penumbra, ficava imaginando se algum dia teria a oportunidade de fazer aquilo através da musica, falando do amor de Deus, e constatar muitos se entregando ao Senhor Jesus através do meu testemunho e da manifestação do Senhor Jesus usando a minha vida.
Num canto do auditório, às vezes na penumbra, ficava imaginando se algum dia teria a oportunidade de (...) constatar muitos se entregando ao Senhor Jesus através do meu testemunho
Janires morreu! O “pão com mortadela” (nossa janta muitas vezes), a boleia do caminhão, as caixas de som JBL pesadíssimas... Tudo isso se passou, mas algo ficou gravado com fogo dentro de mim: o forte testemunho daquele homem de Deus somente com as suas atitudes. Todas as vezes em que olhei para Janires, vi que ele não se preocupava com nada para si, as pessoas a sua volta vinham em primeiro lugar. Ao conversar com ele, você sentia sua enorme gratidão pela salvação de sua vida dada pelo nosso Deus, e por isso ele não parava de pregar esta maravilhosa salvação e graça sem requerer nada em troca. Sem casa para morar e muitas vezes dormindo lá em minha casa, sem sequer saber o que, e como, iria almoçar ou jantar no dia seguinte, ele foi para mim um grande exemplo de total dependência, compromisso e sinceridade no servir ao Senhor. Sem comprometimento com os homens, somente com Deus.


Percebeu o contraste? Entendeu qual o sentimento que habitava no coração de alguns dos principais iniciantes da música evangélica em nosso país? O amor era o combustível e a motivação. Ministério não é negócio, não é emprego! Não se negocia, não se vende, não se troca o Reino nem o dom que vem da parte de Deus! Coloquei o versículo de Ezequiel acima para alertar sobre a “multidão do comercio” a que o profeta se refere. A profecia contra o rei de Tiro do capitulo 28, e nada mais nada menos que direcionada ao próprio satanás, e porque ele negociou o que Deus lhe deu e caiu, pereceu. Sempre entendi e tenho muito temor a isso.


Não critico aqueles que recebem ofertas ou vendem os seus CDs nos eventos, pois também faço isso para manter o ministério e também sustentar a minha família. Mas transformar isso numa barganha, num mercado de venda do “quem dá mais”, na disputa do reconhecimento humano e da melhor performance, a fim de ganhar o mercado e assim obter maior lucro e status... Acho extremamente perigoso!


Continuarei guardando, Senhor, a tua palavra em meu coração (Salmos 119:11) e também a imagem dos olhos, palavras e atitudes de Janires, e perseverarei (ainda que venha a ser o último) a viver sem me corromper, sendo um eterno devedor, e não vendedor, desta misericórdia maravilhosa que um dia também me alcançou.


Em Cristo,
Pr. Marcos Góes

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Louvor, a causa da vitória | Hernandes Dias Lopes

O louvor é uma expressão de júbilo do povo de Deus tanto nos momentos de profusa alegria como no vale da dor mais atroz. Jesus, estando com sua alma angustiada, na noite em que foi traído, depois de celebrar a ceia com seus discípulos, no cenáculo, cantou um hino e saiu para o monte das Oliveiras, onde travou uma luta de sangrento suor e derramou lágrimas, na mais titânica batalha da humanidade. Paulo e Silas cantaram na prisão, à meia noite, com seus pés presos no tronco e com seus corpos ensanguentados. O patriarca Jó, mesmo esmagado pela dor avassaladora da morte de seus dez filhos, num único acidente, prostrou-se com o rosto em terra e adorou a Deus. Mais tarde chegou a dizer que Deus inspira canções de louvor nas noites escuras. 

Queremos examinar o assunto em tela, examinando a passagem de 2 Crônicas capítulo 20. Josafá, rei de Judá, homem piedoso e temente a Deus foi entrincheirado por três nações inimigas: Edom, Amom e Moabe. Esses inimigos entraram em acordo para atacar Jerusalém. A cidade de Davi estava cercada. Os adversários já estavam posicionados, estrategicamente, às margens do Mar Morto, muito próximo de Jerusalém. A notícia chegou ao rei de Judá numa hora em que não se tinha tempo suficiente para esboçar qualquer reação àquele grande exército invasor. Nesse momento, Josafá teve medo. Sabia que era uma causa humanamente perdida. Sabia que o tempo conspirava contra ele. Sabia que seus recursos eram insuficientes para entrar naquela peleja. Em vez de desesperar-se, porém, Josafá pôs-se a buscar o Senhor, e decretou um jejum em todo o Judá e conclamou o povo a orar. O próprio rei confessou não saber o que fazer, mas reafirmou sua confiança em Deus, quando disse: “os nossos olhos estão postos em ti”. Quando o povo clama a Deus, a resposta vem e vem trazendo orientação segura. O povo não deveria temer. Deus lutaria por ele. 

A vitória não viria do braço da carne nem da estratégia militar. Deus mesmo desbarataria seus inimigos e lhes daria retumbante vitória. Surpreendentemente, Deus ordenou que se ordenasse cantores que, fossem à frente do exército, cantando louvores ao Senhor, em voz alta sobremaneira. A vitória viria não pela espada, mas pelo louvor. Viria não pelo combate, mas pela adoração. Diz a Escritura que, tendo eles começado a cantar e a dar louvores a Deus, o Senhor pôs emboscada contra os inimigos e eles foram desbaratados. A vitória não veio como resultado da batalha, mas como consequência do louvor. O louvor não é apenas arma de guerra, mas o brado do triunfo. O louvor não é apenas consequência da vitória, mas, sobretudo, a causa da vitória. 

Não devemos louvar a Deus apenas depois que o inimigo foi derrotado, mas devemos louvar para que o inimigo seja derrotado. Não devemos louvar apenas porque o sol está brilhando, mas devemos louvar mesmo nas noites escuras. Não devemos louvar apenas depois que a tempestade se foi, mas louvar para que ela se vá.  

O louvor é uma expressão de confiança inabalável de que Deus está no controle da situação, mesmo que nós já tenhamos perdido o controle. O louvor é a manifestação de nossa alegria em Deus, mesmo que as circunstâncias à nossa volta conspirem contra nós. O louvor não é apenas um sentimento ou uma emoção, mas uma atitude de descansar em Deus e exultar em sua bondosa providência. 

Quando o povo de Israel chegou no acampamento do inimigo, o vale da ameaça, encontraram seus adversários mortos e o acampamento repleto de ricos despojos. O vale da ameaça foi chamado de “vale da bênção”. O lugar do perigo, tornou-se o território da vitória. O ambiente de apreensão e medo, transformou-se no palco da celebração. A arena da espoliação, converteu-se em campo fértil da provisão. Aquilo que apontava para a morte irremediável, transformou-se no cenário mais eloquente da vida. O louvor ainda hoje nos coloca acima dos problemas e mais perto daquele que está assentado na sala de comando do universo. 

Rev. Hernandes Dias Lopes