"Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado." (Sl 32.5)“Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar.” (Is 55.7)“Orei ao SENHOR, meu Deus, confessei e disse: ah! Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos” (Dn 9.4)“Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mt 6.6)“... e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (Mt 6.12)“Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.” (Cl 1.13,14)“Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” (Tg 5.16)“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1Jo 1.9)
domingo, 5 de junho de 2022
Por que não sou católico romano? 6º Porque eu confesso pecados a Deus, não a um padre | Rev. Ageu Magalhães
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Seis Componentes do Arrependimento | Thomas Watson
“O arrependimento é uma graça do Espírito de Deus por meio da qual um pecador é humilhado em seu íntimo e transformado em seu exterior”.
O arrependimento é uma graça do Espírito de Deus por meio da qual um pecador é humilhado em seu íntimo e transformado em seu exterior. A fim de proporcionar melhor entendimento, saiba que o arrependimento é um remédio espiritual formado de seis componentes especiais… Se um for deixado fora, o arrependimento perde o seu poder.
Componente 1 - Percepção do pecado. A primeira parte do remédio de Cristo são olhos abertos (At 26.18). Este é um dos fatos importantes a observarmos no arrependimento do filho pródigo: ele caiu em si (Lc 15.17). Ele se viu como pecador e nada mais do que um pecador. Antes que um homem venha a Cristo, ele tem primeiramente de vir a si mesmo. Em sua descrição de arrependimento, Salomão considerou isto como o primeiro componente: “Caírem em si” (1 Rs 8.47). Uma pessoa deve, antes de tudo, reconhecer e considerar o que é o seu pecado e conhecer a praga de seu coração, antes que seja devidamente humilhado por ela.
A primeira coisa que Deus criou foi a luz. Portanto, a primeira coisa que deve haver em uma pessoa arrependida é a iluminação. “Agora, sois luz no Senhor” (Ef 5.8). Os olhos são feitos tanto para ver como para chorar. Antes de lamentarmos pelo pecado, temos de vê-lo. Disso, podemos inferir que, onde não percepção do pecado, não pode haver arrependimento. Muitos que acham falhas nos outros não vêem nenhum erro em si mesmos… Pessoas são vendadas por ignorância e amor próprio. Por isso, não vêem o que deforma a sua alma. O Diabo faz com elas como o falcoeiro faz à sua ave: ele as cega e as leva encapuzadas ao inferno.
Componente 2 - Tristeza pelo pecado. “Suporto tristeza por causa do meu pecado” (Sl 38.18). Ambrósio chamava essa tristeza de amargura da alma. A palavra hebraica que se traduz por ficar triste significa “ter a alma, por assim dizer, crucificada”. Isso precisa estar presente no verdadeiro arrependimento. “Olharão para aquele a quem traspassaram… e chorarão” (Zc 12.10), como se sentissem os cravos da cruz penetrando o seu lado. Uma mulher pode esperar ter um filho sem dores, assim como alguém pode esperar arrepender-se sem tristeza. Aquele que crê sem duvidar, põe sob suspeita a sua fé; aquele que se arrepende sem entristecer-se nos deixa incertos de seu arrependimento… Esta tristeza pelo pecado não é superficial; é uma agonia santa. Nas Escrituras, ela é chamada de quebrantamento de coração: “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Sl 51.17); um rasgamento do coração: “Rasgai o vosso coração” (Jl 2.13). As expressões bater no peito (Jr 31.19; Lc 18.13), cingir o cilício (Is 22.12), arrancar os cabelos (Ed 9.3) – todas essas expressões são apenas sinais exteriores de tristeza.
Essa tristeza implica (1) tornar a Cristo precioso. Oh! quão precioso é o Salvador para uma alma atribulada! Agora, Cristo é, de fato, Cristo; e a misericórdia é realmente misericórdia. Enquanto o coração não estiver repleto de compunção, ele não estará pronto para o arrependimento. Quão bem-vindo é um cirurgião para um homem que sangra por suas feridas! (2) Implica repelir o pecado. O pecado gera tristeza, e a tristeza mata o pecado… A água salgada das lágrimas mata o verme da consciência. (3) Implica preparar-se para receber firme consolo. “Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão” (Sl 126.5). O penitente tem uma semeadura de lágrimas, mas uma colheita deliciosa. O arrependimento rompe os abscessos do pecado, e, em seguida, a alma fica tranqüila… O ato de Deus em afligir a alma por causa do pecado é como o agitar da água que trazia cura, no tanque (Jo 5.4)
Contudo, nem toda tristeza evidencia o verdadeiro arrependimento… o que é esse entristecer piedoso? Há seis descrições:
1. A verdadeira tristeza espiritual é interior. É interior em duas maneiras: (1) é uma tristeza de coração. A tristeza dos hipócritas evidencia-se somente em sua face. “Desfiguram o rosto” (Mt 6.16). Mostram um rosto melancólico, mas a tristeza deles não vai além disso, como o orvalho que umedece a folha, mas não penetra a raiz. O arrependimento de Acabe foi uma exibição exterior. Seus vestidos foram rasgados, mas não o seu espírito (1 Rs 21.27). A tristeza segundo Deus avança mais além; é como uma veia que sangra internamente. O coração sangra por causa do pecado – “Compungiu-se-lhes o coração” (At 2.37). Assim como o coração tem a parte principal no ato de pecar, o mesmo deve acontecer no caso do entristecer-se. Paulo lamentava por causa da lei em seus membros (Rm 7.23). Aquele que lamenta verdadeiramente o pecado se entristece por conta das incitações do orgulho e da concupiscência. Ele se entristece por causa da “raiz de amargura”, embora ela nunca prospere até ao ponto de levá-lo a agir. Um homem ímpio pode sentir-se atribulado por pecados escandalosos; um verdadeiro convertido lamenta os pecados do coração.
2. A tristeza espiritual é sincera. É a tristeza pela ofensa, e não pela punição. A lei de Deus foi infringida, e seu amor, abusado. Isso leva a alma às lágrimas. Uma pessoa pode ficar triste e não se arrepender. Um ladrão fica triste quando é apanhado, mas não por causa do roubo, e sim porque tem de sofrer a pena… A tristeza piedosa se expressa principalmente por causa da transgressão contra Deus. Portanto, se não houvesse uma consciência a ferir, uma diabo a acusar, um inferno para servir de castigo, a alma ainda se sentiria triste por causa da ofensa praticada contra Deus… Oh! que eu não ofenda o meu bom Deus, nem entristeça o meu Consolador! Isso parte o meu coração!…
3. A tristeza espiritual Deus é repleta de confiança. É mesclada com fé… A tristeza bíblica afundará o coração, se a roldana da fé não o erguer. Assim como o nosso pecado está sempre diante de Deus, assim também a promessa de Deus tem de estar sempre diante de nós…
4. A tristeza espiritual é uma grande tristeza. “Naquele dia, será grande o pranto em Jerusalém, como o pranto de Hadade-Rimom” (Zc 12.11). Dois sóis se puserem no dia em que Josias morreu, e houve um enorme lamento fúnebre. A tristeza pelo pecado deve chegar a esse nível.
5. A tristeza espiritual é, em alguns casos, acompanhada de restituição. Aquele que, por injustiça, errou contra outrem, em seus bens, lidando com fraude, deve em sã consciência realizar a compensação. Há um mandamento claro quanto a isso: “Confessará o pecado que cometer; e, pela culpa, fará plena restituição, e lhe acrescentará a sua quinta parte, e dará tudo àquele contra quem se fez culpado” (Nm 5.7). Por isso, Zaqueu fez restituição: “Se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais” (Lc 19.8).
6. A tristeza espiritual é permanente. Não são algumas lágrimas derramadas ocasionalmente que servirão. Alguns derramarão lágrimas ao ouvirem um sermão, mas isso é como uma chuva de abril – logo acaba – ou como uma veia aberta e fechada novamente. A verdadeira tristeza tem de ser habitual. Ó cristão, a doença de sua alma é crônica, e a recaída, freqüente. Portanto, você tem de tratar-se com remédio continuamente, por meio do arrependimento. Essa é a tristeza “segundo Deus”.
Componente 3 – Confissão de pecado. A tristeza é um sentimento tão forte, que terá expressões. Suas expressões são lágrimas nos olhos e confissão nos lábios. “Os da linhagem de Israel… puseram-se em pé e fizeram confissão dos seus pecados” (Ne 9.2). Gregório de Nazianzo chamou a confissão de “um bálsamo para a alma ferida”.
A confissão é auto-acusadora. “Eu é que pequei” (2 Sm 24.17)… E a verdade é que por meio desta auto-acusação impedimos Satanás de acusar-nos. Em nossas confissões, nos identificamos com orgulho, infidelidade e paixão. Assim, quando Satanás, chamado de acusador dos irmãos, lançar essas coisas contra nós, Deus lhe replicará: “Eles já acusaram a si mesmos. Então, Satanás, você está destituído de motivos legítimos; suas acusações surgiram muito tarde…” Agora, ouça o que diz o apóstolo Paulo: “Se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados” (1 Co 11.31).
Entretanto, homens ímpios, como Judas e Saul, não confessaram seus pecados? Sim, mas as suas confissões não eram verdadeiras. Para que a confissão de pecado seja correta e genuína, estas… qualificações precisam estar presentes:
1. A confissão tem de ser espontânea. Tem de surgir como a água que brota do manancial, livremente. A confissão do ímpios é obtida à força, como a confissão de um homem sob tortura. Quando uma faísca da ira de Deus atinge a consciência dos ímpios ou estão sob o temor da morte, eles se prostrarão em confissão… Mas a verdadeira confissão flui dos lábios tal como a mirra jorra da árvore ou o mel da colméia, espontaneamente…
2. A confissão tem ocorrer com contrição. O coração precisa ressentir profundamente o pecado. As confissões de um homem natural procede de seu íntimo assim como uma água que passa por um cano. Elas não o afetam de maneira alguma. Mas a confissão verdadeira deixa impressões que pungem o coração. Ao confessar seus pecados, a alma de Davi sentiu-se sobrecarregada: “Já se elevam acima de minha cabeça as minhas iniqüidades; como fardos pesados, excedem as minhas forças” (Sl 38.4). Uma coisa é confessar o pecado, outra coisa é sentir o pecado.
3. A confissão tem de ser sincera. Nosso coração precisa estar em harmonia com a confissão. O hipócrita confessa o pecado, mas o ama, assim como um ladrão que confessa os bens roubados e continua a amar o roubo. Quantos confessam o orgulho e a cobiça, com seus lábios, mas se deleitam neles ocultamente… Um verdadeiro cristão é mais honesto. Seu coração anda em harmonia com usa língua. Ele é convencido dos pecados que confessa e detesta os pecados dos quais é convencido.
4. Na confissão verdadeira, o crente especifica o pecado. O ímpio reconhece que é um pecador como todos os outros. Ele confessa o pecado de maneira geral… Um verdadeiro convertido reconhece seus pecados específicos. Ele se comporta à semelhança de uma pessoa enferma que vai ao médico e lhe mostra as feridas, dizendo: “Levei um corte na cabeça, recebi um tiro no braço”. O pecador entristecido confessa as diversas imperfeições de sua alma… Por meio de uma inspeção diligente de nosso coração, podemos achar alguns pecados específicos que tratamos com indulgência. Confessemos com lágrimas esses pecados, indicando-os pelo nome.
5. Um pessoa verdadeiramente arrependida confessa o pecado em sua fonte. Ela reconhece a contaminação de sua natureza. O pecado de nossa natureza não é somente uma falta do bem, mas também uma infusão do mal… Nossa natureza é um abismo e uma fonte de todo mal, dos quais procedem os escândalos que infestam o mundo. É essa depravação de natureza que envenena nossas coisas santas. Isso traz os juízos de Deus e paralisa em sua origem as nossas misericórdias. Oh! Confesse o pecado em sua fonte!…
Componente 4 - Vergonha pelo pecado. O quarto componente no arrependimento é a vergonha. “Para que… se envergonhe das suas iniqüidades” (Ez 43.10). O envergonhar-se é a força da virtude. Quando o coração se enegrece por causa do pecado, a graça faz o rosto envergonhar-se com rubor – “Estou confuso e envergonhado, para levantar a ti a face” (Ed 9.6). O filho pródigo, arrependido, ficou tão envergonhado de seus excessos que se julgava indigno de ser, outra vez, chamado filho (Lc 15.21). O arrependimento causa um acanhamento santo. Se Cristo não estivesse no coração do pecador, não haveria tanta vergonha se expressando no rosto. Há… algumas considerações sobre o pecado que nos causa vergonha:
1. Todo pecado nos torna culpados, e a culpa nos deixa envergonhados.
2. Em todo pecado, há muita ingratidão. E essa é a razão da vergonha. Abusar da bondade de Deus, como isso nos envergonha!… Ingratidão é um pecado tão grave, que Deus mesmo se admira dele (Is 1.2).
3. O pecado mostra o que somos, e isso nos causa vergonha. O pecado nos rouba as vestes de santidade. E nos deixa destituídos de pureza, deformados aos olhos de Deus; e isso nos envergonha…
4. Nossos pecados expuseram Cristo à vergonha. E não nos envergonharemos deles? Vestimos a púrpura; não vestiremos o carmesim?
5. Aquilo que nos deixa envergonhados é o fato de que os pecados que cometemos são piores do que os pecados dos incrédulos. Agimos contra a luz que possuímos.
6. Nossos pecados são piores do que os pecados dos demônios. Os anjos caídos nunca pecaram contra o sangue de Cristo. Cristo não morreu por eles… Com certeza, se sobrepujamos o pecado dos demônios, isso deve nos causar muita vergonha.
Componente 5 - Ódio pelo pecado. O quinto componente do arrependimento é o ódio pelo pecado. Os eruditos distinguem dois tipos de ódio: o ódio das iniqüidades e o ódio da inimizade.
Primeiramente, há um ódio ou abominação das iniqüidades. “Tereis nojo de vós mesmos por causa das vossas iniqüidades e das vossas abominações” (Ez 36.31). Um cristão verdadeiramente arrependido é alguém que detesta o pecado. Se uma pessoa detesta aquilo que faz seu estômago adoecer, ela deve, com muito mais intensidade, detestar aquilo que deixa enferma a sua consciência. É mais fácil abominar o pecado do que deixá-lo… Não amamos a Cristo enquanto não odiamos o pecado. Nuca anelamos o céu enquanto não detestamos o pecado.
Em segundo, há um ódio da inimizade. Não há melhor maneira de descobrir vida do que por meio do movimento. Os olhos se movem, o pulso bate. Portanto, para constatar o arrependimento, não há sinal melhor do que uma antipatia santa para com o pecado… O arrependimento correto começa no amor a Deus e termina no ódio ao pecado.
Como podemos discernir o verdadeiro ódio para com o pecado?
1. Quando a pessoa se mantém resoluta contra o pecado. A língua lamenta amargamente o pecado, e o coração o odeia, de modo que, embora o pecado se apresente de forma atraente, nós o achamos detestável e o abominados com ódio mortal, sem levarmos em conta a sua aparência agradável… O diabo pode vestir e disfarçar o pecado com prazer e proveito, mas um verdadeiro penitente, que tem ódio secreto pelo pecado, sente repulsa e não se envolverá nele.
2. O verdadeiro ódio pelo pecado é abrangente. Isso se aplica a dois aspectos: no que diz respeito às faculdades e ao objeto. (a) O ódio pelo pecado é abrangente no que concerne às faculdades da alma, ou seja, há um desgosto para com o pecado não somente no juízo, mas também na vontade e nas afeições. Há alguns que são convencidos de que o pecado é maligno e, em seu juízo, têm uma aversão para com ele. Mas acham-no agradável e têm satisfação íntima nele. Nesse caso, há um desprazer do pecado no juízo e um aceitação dele nas afeições. No verdadeiro arrependimento, o ódio pelo pecado está presente em todas as faculdades da alma; não somente no intelecto, mas, principalmente, na vontade. “Não faço o que prefiro, e sim o que detesto” (Rm 7.15). Paulo não era livre do pecado, mas a sua vontade se posicionava contra o pecado. (b) O ódio pelo pecado é abrangente no que concerne ao objeto. Aquele que odeia um pecado odeia todos… Os hipócritas odeiam alguns pecados que mancham sua reputação, mas o verdadeiro convertido odeia todos os pecados: os pecados que produzem vantagem, os pecados resultantes de nossas inclinações naturais, as próprias instigações da corrupção. Paulo odiava as obras do pecado (Rm 7.23).
3. O verdadeiro ódio pelo pecado se manifesta contra o pecado em todas as suas formas. Um coração santo detesta o pecado por causa de sua contaminação natural. O pecado deixa uma mancha na alma. Uma pessoa regenerada aborrece o pecado não somente por causa da maldição, mas também por causa do contágio. Ele odeia essa serpente não somente por causa de sua picada, mas também por causa de seu veneno. Abomina o pecado não somente por causa do inferno, mas como o próprio inferno.
4. O verdadeiro ódio pelo pecado é implacável. O cristão genuíno nunca mais se conciliará com o pecado. A ira pode experimentar conciliação, porém o ódio não pode experimentá-la…
5. Onde há verdadeiro ódio pelo pecado, nos opomos ao pecado em nós mesmos e nos outros.A igreja de Éfeso não podia suportar aqueles que eram maus (Ap 2.2). Paulo repreendeu arduamente Pedro por causa de sua dissimulação, embora este fosse um apóstolo. Com insatisfação santa, Cristo expulsou os cambistas do templo (Jo 2.15). Ele não tolerou que o templo sofresse uma mudança. Neemias repreendeu os nobres por sua usura (Ne 5.7) e pela profanação do sábado (Ne 13.17).
Aquele que odeia o pecado não suportará a iniqüidade em sua família – “Não há de ficar em minha casa o que usa de fraude” (Sl 101.7). Que vergonha se manifesta quando os magistrados mostram força de espírito em suas paixões e nenhum heroísmo em suprimir o erro! Aqueles que não tem qualquer antipatia para com o pecado não conhecem o arrependimento. O pecado está neles como o veneno está em uma serpente e, por ser natural, lhe proporciona deleite.
Quão distantes estão do arrependimento aqueles que, ao invés de odiarem o pecado, amam-no! Para os santos, o pecado é um espinho nos olhos; para os ímpios, é uma coroa na cabeça – “Que direito tem na minha casa a minha amada, ela que cometeu vilezas? Acaso, ó amada, votos e carnes sacrificadas poderão afastar de ti o mal? Então, saltarias de prazer” (Jr 11.15). Amar o pecado é pior do que praticá-lo. Um homem bom pode precipitar-se cair em uma atitude pecaminosa, mas amar o pecado é desesperador. O que faz um porco amar o revolver-se na lama? O que faz um demônio amar aquilo que se opõe a Deus? Amar o pecado mostra que a vontade está no pecado; e, quanto mais a vontade estiver no pecado, tanto maior ele será. A obstinação faz com que não haja mais purificação para o pecado (Hb 10.26). Oh! quantos existem que amam o fruto proibido! Amam as imprecações e os adultérios. Amam o pecado e odeiam a repreensão… Portanto, quando os homens amam o pecado, apegam-se àquilo que será a sua morte e brincam com a condenação, isso indica que “o coração dos homens está cheio de maldade” (Ec 9.3). Isso nos persuade a mostrar nosso arrependimento por meio de um ódio amargo para com o pecado…
Componente 6 - Converter-se do pecado. O sexto componente no arrependimento é converter-se do pecado… Esse converter-se é chamado de abandonar o pecado (Is 55.7), tal como um homem que abandona a companhia de um ladrão ou de um feiticeiro. É chamado de lançar para longe o pecado (Jó 11.14), como Paulo lançou de si aquela víbora, atirando-a ao fogo (At 28.5). Morrer para o pecado é a vida do arrependimento. No mesmo dia em que o crente se converte do pecado, deve se regozijar com um gozo eterno. Os olhos devem fugir de vislumbres impuros. O ouvido tem de fugir dos escárnios. A língua, do praguejamento. As mãos, dos subornos. Os pés, dos caminho das meretrizes. E alma, do amor à impiedade.
Esse converter-se do pecado implica uma mudança notável. Converter-se do pecado é tão visível, que os outros podem percebê-lo. Por isso, é chamado de uma mudança das trevas para a luz (Ef 5.8). Paulo, depois de ter recebido a visão celestial, ficou tão diferente, que todos se admiraram da mudança (At 9.12). O arrependimento transformou o carcereiro em um enfermeiro e médico (At 16.33). Ele cuidou dos apóstolos, lavou-lhes as feridas e serviu-lhes comida. Um navio se dirige ao leste; e o vento muda seu rumo para o oeste. De modo semelhante, um homem se encaminhava para o inferno, mas o vento contrário do Espírito soprou, mudou o seu rumo e o fez andar em direção ao céu… Essa mudança visível que o arrependimento produz em uma pessoa é como se outra alma se abrigasse no mesmo corpo.
Para identificar corretamente o converter-se do pecado, essas poucas coisas são necessárias:
1. Tem de haver um volver-se sinceramente do pecado. O coração é o primum vivens, a primeira coisa que vive. E tem de ser o primum vertens, a primeira coisa que se volve. O coração é aquilo por que o Diabo se empenha arduamente… No cristianismo, o coração é tudo. Se o coração não é convertido do pecado, ele não passa de uma mentira… Deus quer todo o coração convertido do pecado. O verdadeiro arrependimento não pode ter reservas nem outros ocupantes.
2. Tem de haver um volver-se de todo pecado. “Deixe o perverso o seu caminho” (Is 55.7). Uma pessoa verdadeiramente arrependida abandona o caminho do pecado. Ela deixa todo pecado… Aquele que esconde um subversivo em sua casa é um traidor da nação. E aquele que satisfaz um pecado é um hipócrita traiçoeiro.
3. Tem de haver um volver-se do pecado por motivos espirituais. Um homem pode restringir seus atos de pecados e não converter-se do pecado da maneira correta. Atos de pecados podem ser restringidos por temor ou desígnio, mas uma pessoa verdadeiramente arrependida deixa o pecado com base em um princípio espiritual, ou seja, o amor de Deus… Três homens perguntaram um ao outro o que os fizera abandonar o pecado. Um disse: “Acho que são as alegrias do céu”. Outro respondeu: “Acho que são os tormentos do inferno”. Mas o terceiro disse: “Acho que é o amor de Deus; e isso ainda me faz abandonar o pecado. Como eu ofenderia o amor de Deus?”
Escrito por Thomas Watson
Editado por Lucas Machado da Nóbrega
Via: LOGUS AETERNUM
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Amor e ódio de mãos dadas | Rev. Hernandes Dias Lopes
Amor e ódio são sentimentos antagônicos e irreconciliáveis. Estão sempre em oposição. Não podem caminhar juntos. Abraçar um é repudiar o
outro. Porém, num certo aspecto, amor e ódio precisam dar as mãos. Escrevendo sua carta aos romanos, o apóstolo Paulo afirma: “O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem” (Rm 12.9). Aqui, amor e ódio não se excluem mutuamente; completam-se. Não são opositores, mas parceiros!
O amor deve ser o vetor que guia os nossos passos e inspira as nossas motivações. Sem amor, nossa voz é um barulho confuso e nossas obras são pura vaidade. Sem amor, nossas motivações são adoecidas pelo egoísmo e nossas ações são desprovidas de bondade. O amor, entretanto, precisa ser verdadeiro e não hipócrita. O que é um amor hipócrita? É aquele que se apresenta com belos discursos, mas se afasta covardemente na hora da necessidade. O amor sincero, por sua vez, é aquele cujas obras da misericórdia são os avalistas das palavras de bondade. É neste contexto que o apóstolo Paulo diz que o amor e o ódio precisam dar as mãos. Quem ama, detesta o mal e apega-se ao bem. Quem ama, não pode ser conivente com o mal nem parceiro dele. Quem ama precisa ter pulso firme para combater o mal em todo o tempo, em todo lugar e de todas as formas. O amor que se corrompe e se mancomuna com o mal é um simulacro do amor verdadeiro, uma paixão carnal que deve ser repudiada com veemência.
Mas, não basta ao amor detestar o mal. Esse é apenas um lado da moeda. É o lado negativo. Precisamos ir além. Precisamos dar mais um passo. Precisamos apegar-nos ao bem. Apegar-se ao bem, entrementes, não é defendê-lo e praticá-lo apenas ocasionalmente, mas, sobretudo, ter uma atitude firme, perseverante e consistente na defesa e na promoção do bem em todo o tempo, em todos os lugares, sob todas as circunstâncias. O pecado da omissão é mui grave aos olhos de Deus. Aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz peca contra Deus, contra o próximo e contra si mesmo.
Repudiar o mal sem promover o bem, condenar o erro sem praticar a justiça, refrear as mãos do erro sem estendê-las à prática das boas obras não são expressões saudáveis da fé cristã. Na mesma medida e com a mesma intensidade com que rechaçamos o mal, devemos praticar o bem. Com a mesma veemência que repudiamos o pecado, devemos buscar a santidade. Só assim, seremos o sal da terra que coíbe a corrupção da sociedade e a luz do mundo que aponta o caminho aos errantes.
Na vida do cristão, amor e ódio habitam debaixo do mesmo teto, comem na mesma mesa e se hospedam no mesmo coração: o amor ao bem e o ódio ao mal!
Rev. Hernandes Dias Lopes
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Arrependimento | Augustus Nicodemus
Por: Augustus Nicodemus
Fonte: Igreja Presbiteriana de Sto. Amaro | Download MP3: (Aqui)
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Série: Família, temor e alegria | Rev. Héber Campos Jr.
Série de Pregações em cinco vídeos nesta mesma postagem
Por: Rev. Héber Campos Jr.
Fonte: Igreja Presbiteriana Aliança Limeira
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Maridos Solitários, Esposas Solitárias | Augustus Nicodemus
O isolamento de outras pessoas nem sempre é ruim. O próprio Jesus tinha o hábito de isolar-se regularmente das multidões e ficar a sós com Deus, depois de um dia de trabalho em meio às multidões. Nessas ocasiões, ele orava e renovava suas forças.
Mas, existe uma solidão maléfica, característica da sociedade em que vivemos. As pessoas podem viver numa mesma casa com muitas outras e ainda assim viver isoladas delas. Já que fomos criados como seres sociais, viver em isolamento geralmente provoca tristeza, depressão, angústia e, em casos extremos, o suicídio.
O isolamento acontece mesmo entre pessoas tão íntimas como marido e mulher. Diversas forças ativas na sociedade moderna estão separando marido e mulher cada vez mais para longe um do outro, em vez de produzir intimidade e mutualidade:
1) Numa sociedade tão complexa como a em que vivemos, experiências diferentes e sistemas de valores diferentes separam os casais. Antigamente, as pessoas nasciam e cresciam juntas num mesmo lugar. Hoje, elas vêm de passados completamente diferentes.
2) A sociedade moderna tem passado a idéia de que o casamento é um relacionamento na base de 50/50 (fifty-fifty). Isso é, cada um dá um pouco de si. Mas isso não funciona, na verdade. O padrão cristão é 100/100. No casamento, temos de nos dar inteiramente.
3) O egoísmo é provavelmente a maior ameaça à unidade do casal. Ser egoísta é buscar realização pessoal deixando o cônjuge de fora. Uma ilusão bastante comum é que marido e mulher podem obter sucesso independentemente um do outro e ainda ter um casamento bom. Na prática, quase nunca isso dá certo.
4) Outro fator de isolacionismo são problemas não superados. Os pesquisadores mostram que cerca de 70% dos casais que passam por experiências traumáticas - como perder um filho num acidente, ou ter um filho gravemente deficiente - se separam ou se divorciam.
5) A mídia tem popularizado a idéia de que aventuras extramaritais é algo normal. O fato é que, não somente o adultério consumado, mas o adultério emocional - uma amizade muito íntima com alguém do sexo oposto - provoca o isolamento dos cônjuges.
6) A pressão contínua do estilo de vida acelerado em que vivemos contribui para que cada vez mais vivamos estilos de vida separados uns dos outros.
7) Outro fator é a dependência cada vez maior das mídias sociais. Marido e mulher podem estar sentados na mesma mesa, sentados no mesmo sofá ou deitados na mesma cama, mas cada um está checando seus e-mails, Facebook, Twitter, Google+ ou outros aplicativos sociais. Estão juntos apenas fisicamente. Membros de uma família podem estar juntos na mesma sala e estar perfeitamente isolados uns dos outros. À medida em que nos enfiamos em nossos casulos virtuais, mais e mais nos desconectamos uns dos outros.
8) Por último, não tem como deixar de mencionar o consumo de pornografia que acaba por isolar sexual, espiritual e psicologicamente os cônjuges.
O isolamento é uma ameaça séria mesmo para casais cristãos. Estes cristãos precisam perceber que se não tomarem as providências necessárias e se não tratarem dessa ameaça juntos, acabarão por viver isolados uns dos outros, mesmo debaixo do mesmo teto. Muitos casais casados têm sexo mas não amor. O erro típico que muitos casais cometem é não antecipar que problemas desse tipo podem ocorrer com eles. E quando os problemas surgem, são apanhados desprevenidos.
Vivemos num mundo cheio de problemas. A tentação de muitos, debaixo de pressão, é isolar-se, hibernar como um urso em sua caverna no inverno. Embora essa pareça uma alternativa atraente, é somente com o apoio de amigos que poderemos suportar as misérias desta vida.
O que podemos fazer, como cristãos, para vencer o isolamento? Aqui vão algumas dicas:
1) Busque maior intimidade com Deus, pela leitura da Bíblia e pela oração diária. Quando nos aproximamos de Deus, podemos melhor nos aproximar dos outros.
2) Planeje gastar tempo com seu cônjuge fazendo coisas que ambos apreciam.
3) As vezes o isolamento foi causado por uma atitude errada sua, com a qual o seu cônjuge ofendeu-se ou magoou-se. É preciso pedir perdão e buscar a reconciliação. No caso de pornografia, talvez a confissão seja necessária.
4) Às vezes quando a situação já se tornou muito complicada e difícil, é preciso vencer o orgulho e procurar ajuda.
Não permita que o isolamento acabe a alegria do seu casamento.
Por: Augustus Nicodemus
Fonte: O Tempora! O Morris!
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Não por força nem por violência | Alderi Souza de Matos
Não por força nem por violência
Atitudes dos cristãos em relação à guerra no decorrer da história
O cristianismo teve como berço o judaísmo e a Bíblia de Jesus e dos primeiros cristãos foi o Antigo Testamento. Quanto aos temas da guerra e do uso da força, as Escrituras Hebraicas revelam duas ênfases distintas. Por um lado, o Antigo Testamento contém afirmações em apoio aos conflitos armados e está repleto de narrativas de atividades bélicas. A história de Israel parece uma infindável sucessão de guerras de maior ou menor intensidade. Ao mesmo tempo, o conceito de shalom ou paz, não somente como ausência de conflitos, mas como um estado de prosperidade em todos os aspectos, permeia as páginas de muitos livros, especialmente os dos profetas. Um exemplo muito conhecido dessa preocupação está em Isaías 2.4.
Ele julgará entre os povos e corrigirá muitas nações; estas converterão as suas espadas em relhas de arados e suas lanças, em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra.
Do pacifismo à guerra justa
Em seus ensinos, Jesus deu ênfase a essa corrente pacifista do Antigo Testamento. Sua ética, expressa de maneira sublime no Sermão da Montanha (Mt 5-7), está centrada no amor, na tolerância e na não-retaliação. Em contraste com as práticas da sociedade greco-romana, Ele deixou claro que, em seus relacionamentos internos e externos, os seus seguidores deveriam caracterizar-se pela rejeição da agressividade e do espírito de vingança. Os próprios inimigos deveriam ser tratados com amor e perdão. Jesus ensinou que a causa de Deus não deveria ser promovida pelo uso da força física (Jo 18.36). Essas ênfases foram preservadas e desenvolvidas pelos apóstolos, e marcaram profundamente as primeiras gerações de cristãos.
Nos três primeiros séculos, o pacifismo foi a atitude predominante nas fileiras da igreja. É um fato notável que não há evidência da presença de cristãos no exército romano até por volta do ano 170. A partir do final do segundo século, a carreira militar passou a ser admissível para os cristãos, contanto que não envolvesse o derramamento de sangue. Deve-se observar que, durante o período da chamada Pax Romana, era possível a um homem servir por muitos anos nas legiões de Roma sem envolver-se diretamente em atividades bélicas. Todavia, em virtude do culto imperial, a maior parte dos cristãos se recusava a ingressar no exército ou ocupar cargos públicos, sendo por isso acusada de deslealdade. Eles entendiam que a única luta em que deveriam se empenhar era de natureza espiritual.
Com a adesão do imperador Constantino à fé cristã (ano 313), acelerou-se o processo de cristianização da sociedade romana nos séculos quarto e quinto. Quando os cristãos se tornaram a maioria da população, houve uma crescente pressão para que ingressassem no exército e ficou cada vez mais difícil manter a antiga posição pacifista. Na época das invasões dos bárbaros, Agostinho (354-430) deu expressão à nova mentalidade, formulando a teoria da guerra justa. A guerra seria legítima quando voltada para manter a justiça e restabelecer a paz; deveria ser empreendida pelo governante e caracterizar-se por uma atitude de amor pelo inimigo; promessas feitas aos opositores precisavam ser cumpridas; os não-combatentes deveriam ser respeitados e não deveria haver massacres, pilhagens e destruição. Desde Agostinho, alguma forma de teoria da guerra justa tem sido a posição predominante da maior parte das tradições cristãs.
A cruz e a espada
Foi somente no século 11 que se extinguiu a atitude pacífica da igreja antiga, sendo substituída pela glorificação do homem de combate, o cavaleiro medieval. Essa mudança tem sido atribuída ao influxo de povos germânicos, com seu espírito marcial. As grandes expressões dessa nova atitude foram as campanhas militares contra os muçulmanos, realizadas quase que simultaneamente em duas frentes. Na Europa central surgiram as “cruzadas”, que por quase dois séculos (1095-1291) combateram os exércitos islâmicos pela posse de Jerusalém e da Palestina. Na Península Ibérica os exércitos cristãos se empenharam por quase cinco séculos na reconquista daquelas terras das mãos dos sarracenos. Surgiu assim um cristianismo agressivo e militante que em alguns casos chegou a superar o islamismo em termos de violência e intolerância.
O cristianismo medieval testemunhou uma crescente legitimação da violência em nome de Deus. A liturgia passou a incluir a consagração das armas e estandartes de guerra. Surgiram novas ordens religiosas, como os templários, os hospitalários e os cavaleiros teutônicos, fundadas com o propósito de lutar contra os adversários da fé. Os povos ocidentais passaram a encarar os grupos que professavam outras religiões como inimigos do reino de Deus que deveriam ser destruídos ou convertidos. Era considerado errado demonstrar clemência a esses povos. Um texto favorito dos cruzados resumia essa atitude: “Maldito aquele que retém a sua espada do sangue” (Jr 48.10b).
Na Idade Média também foram aceitas com crescente naturalidade a violência e a guerra entre grupos cristãos. Dois exemplos são a quarta cruzada, na qual foi saqueada a magnífica cidade de Constantinopla (1204), selando-se definitivamente a separação entre as igrejas católica romana e ortodoxa grega, e a luta contra uma seita sincretista do sul da França, os albigenses, que foram destruídos por uma cruzada entre 1209 e 1229. Teólogos da época, tais como Graciano e Tomás de Aquino, criam que a guerra era uma condição necessária da sociedade e pouco se preocuparam em tratar do problema da violência.
Atitudes dos reformadores
A época do Renascimento e da Reforma Protestante (séculos 15 e 16) viu o surgimento de novas armas de guerra com grande poder de destruição, os canhões, e a ascensão de monarquias dinásticas mais poderosas e ávidas de conquistas territoriais. Humanistas cristãos, como Thomas More e Erasmo de Roterdã, condenaram as novas formas de violência. Eles observaram que Cristo não promoveu o seu reino pela força, mas pelo amor, e acusaram a igreja de se tornar uma serva obediente de príncipes ambiciosos e sanguinários.
Os reformadores aceitaram, em essência, a mentalidade dominante do seu tempo no que diz respeito ao uso da força. Lutero apoiou a violenta supressão da Revolta dos Camponeses (1524-1525) e Zuínglio morreu no campo de batalha, quando acompanhava as tropas de Zurique em luta contra os cantões católicos. As divergências religiosas da época foram uma das principais causas de muitos conflitos que assolaram o continente europeu. Na França, as guerras religiosas entre os calvinistas, conhecidos como huguenotes, e a facção católica liderada pela família Guise se estenderam por boa parte da segunda metade do século 16 (1562-1598). O pior episódio dessa confrontação foi o massacre do dia de São Bartolomeu (24-08-1572), em que milhares de huguenotes foram mortos em Paris e depois no interior da França. Todavia, nada superou em selvageria e ferocidade a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), travada em torno de uma complexa mistura de questões religiosas, políticas e econômicas, que devastou grande parte da Europa central e dizimou a sua população. O fim desse conflito, selado pelo tratado conhecido como Paz de Westfália, marcou o encerramento do período da Reforma.
A maior parte dos reformadores subscreveu o conceito de guerra justa ou de cruzada. Somente os anabatistas, também denominados reformadores radicais, foram intransigentes defensores do pacifismo, recusando-se a portar armas, prestar serviço militar ou participar de guerras. Por essa e outras razões, foram horrivelmente perseguidos. Houve apenas um caso de envolvimento de anabatistas com a violência, quando um grupo de fanáticos tomou a cidade de Münster, na Alemanha, e foi eventualmente derrotado (1535). Esse episódio reforçou o compromisso dos anabatistas com o ideal pacifista, especialmente no principal grupo que resultou do movimento, os menonitas. Outros grupos protestantes que vieram a abraçar essa atitude foram os quacres, os morávios e os irmãos.
Os séculos 19 e 20
Nos Estados Unidos, com sua história de contínuo envolvimento em guerras, as três concepções (pacifismo, guerra justa e cruzada) têm sido invocadas por diferentes grupos para defender suas posições. Um caso curioso foi a Guerra Civil (1861-1865), o mais sangrento de todos os conflitos daquela nação, em que os exércitos do Norte e do Sul partilhavam da mesma fé protestante e da mesma mescla de convicções religiosas e nacionalistas. Era comum, nos acampamentos das frentes de batalha, ouvir os combatentes de ambos os lados cantarem os mesmos hinos. A linguagem militar de diversos hinos cantados pelas igrejas evangélicas brasileiras foi inspirada pelas experiências dessa guerra. Todavia, no final do século 19, muitos cristãos do hemisfério norte se dedicaram à causa da paz, da cooperação internacional e dos esforços humanitários. Surgiram diversas sociedades pacifistas nacionais e internacionais e foram realizadas conferências preocupadas em limitar a crueldade da guerra.
Por causa de sua horrível violência e destruição, a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), travada entre nações de tradição cristã, chocou profundamente as consciências. As igrejas apoiaram a guerra e o discurso de muitos líderes civis e religiosos falava em termos de uma cruzada para salvar a civilização e “tornar o mundo seguro para a democracia”. Certas pessoas chegaram a defender a destruição total da Alemanha. Já a atitude dos cristãos em relação à Segunda Guerra Mundial (1939-1945) ficou mais próxima da teoria da guerra justa.
O surgimento de ideologias totalitárias e racistas como o nazismo e o fascismo levou importantes líderes cristãos a abandonarem o seu anterior pacifismo. Dois exemplos notáveis foram o teólogo norte-americano Reinhold Niebuhr (1892-1971) e, em especial, o pastor e teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer (1906-1945), que chegou a participar de uma conspiração frustrada para assassinar o ditador Adolf Hitler e foi executado em um campo de concentração.
As questões da guerra e da paz sempre vão representar um dilema para a consciência cristã. Isso se deve ao fato de que estão em jogo dois conjuntos de valores igualmente importantes à luz das Escrituras. De um lado, estão os imperativos evangélicos do amor, da tolerância e da solidariedade. De outro, o cristão também deve preocupar-se com as questões da justiça, da segurança e da liberdade, e com as ameaças a estes valores na forma de exploração, agressão ou dominação. O surgimento de terríveis meios de destruição em massa como a bomba atômica, a bomba de nêutrons e as armas químicas e bacteriológicas renovou o compromisso de muitos cristãos com a promoção e a manutenção da paz. Por outro lado, as violações dos direitos mais elementares de pessoas e grupos por parte de regimes e governantes extremistas fazem com que muitos cristãos se sintam atraídos para soluções mais drásticas.
É importante compreender que a questão da guerra e do uso da força se insere no contexto mais amplo da violência e agressividade do coração humano, violência essa que pode manifestar-se não só nas pessoas, mas em todos os tipos de instituições, inclusive igrejas. É imperativo que as organizações religiosas pratiquem os valores bíblicos nas suas relações internas, promovendo ativamente a justiça, a integridade e o respeito aos direitos individuais, a fim de que tenham autoridade para falar à sociedade mais ampla e ser instrumentos de reconciliação nos tempos conturbados em que vivemos.
Fonte: Revista Ultimato
Por: Alderi Souza de Matos.
O Pr. Alderi é ministro presbiteriano, doutor em história da igreja pela Universidade de Boston e historiador oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil.
Deus concede a sua graça | Fabio Henrique de Jesus Caetano
O apóstolo Paulo tem recebido muitos títulos. Ele tem sido chamado de o maior teólogo e o maior pastor da era cristã, o mais proeminente missionário e o mais profícuo plantador de igrejas. Podemos alcunhar ainda ao apóstolo Paulo mais uma designação: o apóstolo da graça. Suas Cartas exalam a doutrina da graça. As linhas de suas Epístolas estão repletas do ensino da graça de Deus. Para Paulo, assim como para os demais escritores neotestamentários, tudo provém da graça. A fé salvadora é concedida pela graça, o arrependimento também e o padecer por Cristo igualmente. Queremos partilhar três verdades acerca da temática supracitada:
1) Deus concede-nos a sua graça para crermos. Diz Paulo: “Pela graça sois salvos, mediante a fé; e isso não vem de vós é dom de Deus” (Ef 2. 8). Ninguém nasce com capacidade nem com vontade para crer. A fé não é uma herança hereditária, nem um legado institucional, nem uma transferência genética. Não é a igreja nem a teologia que gera fé. A vontade de crer é um dom de Deus. A fé salvadora é um presente de Deus. É Deus quem habilita-nos a ter fé. Deus nos salva pela fé, somos guardados até o dia da ressurreição pelo seu poder, por intermédio da fé. Pela fé somos justificados, somos adotados como filhos de Deus e recebemos a certeza da vida eterna. O Deus que exige que os homens tenham fé para a salvação, também é o mesmo que doa graciosamente a fé. Deus requer dos homens a obra da fé, pois sem fé é impossível agradá-lo. Todavia, o homem não nasce com a fé. A disposição para crer no Senhor Deus e na sua Palavra não é uma semente inata no coração humano, mas uma semente plantada pelo Espírito de Deus. Todos nós estaríamos perdidos se Deus não nos tivesse doado a fé.
2) Deus concede a sua graça para nos arrependermos. Quando Pedro teve que prestar um relatório a liderança de Jerusalém, ele disse: “Logo, também aos gentios Deus concedeu o arrependimento que conduz à vida” (At 11. 18). Para Pedro, o arrependimento é de natureza divina. É Deus quem concede a dádiva do arrependimento. O evangelho reivindica duas coisas do homem: fé e arrependimento. Assim como ninguém é salvo sem fé, da mesma forma ninguém é perdoado sem arrependimento. Acontece que tanto um como o outro é fruto da graça divina. Nossa salvação é iniciada por Deus, mantida por Deus e será plenificada por Deus. Todos nascemos com o coração de pedra e a mente cauterizada. Não há sensibilidade nem disposição para que o homem arrependa-se de seus maus caminhos. Porém é preciso entender, que o arrependimento não é uma reação natural do homem, mas uma ação fundida pela operação da graça de Deus. A bondade de Deus, além de conceder-nos a fé, também nos conduz ao arrependimento. A doação da graça do arrependimento, faz com o homem tenha consciência de seus pecados cometidos, gera tristeza para a salvação e o conduz à confissão.
3) Deus concede-nos a sua graça para sofrermos. O apóstolo da graça é categórico ao ensinar sobre a graça de sofrer por Cristo. Ele diz: “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de credes nele” (Fl 1. 29). A graça que habilita um homem a confiar, não é diferente daquela que é concedida para sofrer. A dádiva concedida para conduzir o ser humano ao arrependimento, não é de natureza distinta daquela que fora concedida para padecer pelo Senhor Jesus.
Sofrer por Cristo não é masoquismo, fruto de uma mente doentia. Sofrer por Cristo é um privilégio. Aliás, o curso natural da vida cristã pressupõe que o cristão sofrerá por conta de sua fé. Enfrentar alguma oposição hostil por causa de Cristo é uma bem-aventurança. São felizes aqueles que são injuriados ou perseguidos por causa do nome de Jesus (Mt 5. 11). Os apóstolos foram presos e açoitados por causa da pregação do Evangelho, porém, eles não murmuraram. A Bíblia diz que: “E eles se retiraram do Sinédrio regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome” (At 5. 41). Paulo da mesma forma, relata que sua vida fora marcada por muitas perseguições. Ele diz: “que variadas perseguições tenho suportado! De todas, entretanto, me livrou o Senhor” (1Tm 3. 11). Portanto, durante o seu sofrimento, Paulo nunca esteve sozinho. Ele esteve o tempo todo assistido pela graça divina. Se sofrermos alguma perseguição por conta do nome de Cristo, não temos porque temer, pois seremos munidos pela graça para suportarmos os flagelos que o mundo lança sobre a nossa vida. Foi assim com os profetas, com os apóstolos, com a igreja primitiva, e será assim, com todo aquele que quiser viver piedosamente em Cristo Jesus (2Tm 3. 12). Não tenha medo nem fique desanimado, porque Deus continua concedendo a sua graça, para toda e qualquer situação.
Rev. Fabio Henrique de Jesus Caetano
Fonte: Igreja Presbiteriana de Vitória
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
A Igreja que Persevera & Um Evangelho que Persevera | Augustus Nicodemus
Um Evangelho que PerseveraA Igreja que Persevera
Preletor: Augustus Nicodemus
Coferencia: Atos 29 Brasil 2013
Tema: A Igreja que Persevera & Um Evangelho que Persevera
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Se Deus é todo poderoso por que sofremos? | Jonas Madureira
Conferência Vida Nova
Em 16 de março de 2012
Local: Igreja Batista de Itacuruça, em Tijuca, Rio de Janeiro - RJ
Pr. Jonas Madureira
Palestra: Se Deus é todo poderoso por que sofremos?
segunda-feira, 10 de junho de 2013
O Procedimento Digno do Cristão | Sérgio Lima
Por: Sergio Lima
Fonte: Igreja Presbiteriana de Sto. Amaro
quarta-feira, 29 de maio de 2013
O Que Adoramos e Por Que o Fazemos? | Heber Campos Jr.
Por: Heber Compos Jr.
Fonte: Igreja Presbiteriana de Sto. Amaro
quinta-feira, 23 de maio de 2013
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Mensagem - O papel do marido da mulher e dos filhos na família | Rev. Hernandes Dias Lopes
O papel do marido no casamento
O papel da mulher no casamento
O papel dos pais na criacao dos filhos
O papel dos filhos
Produzido por: Luz para o Caminho
Fonte: LPC
quarta-feira, 17 de abril de 2013
A Cruz de Cristo | J.C. Ryle
O que você pensa acerca da cruz de Cristo?
Talvez você considere esta questão como algo de somenos importância; não obstante, dela depende intensamente o bem-estar eterno de sua alma.
Há mil e oitocentos anos atrás, houve um homem que disse gloriar-se na cruz de Cristo. Foi alguém que revirou o mundo de cabeça para baixo pelas doutrinas que pregava. De todos os homens que já viveram neste mundo, foi ele quem mais contribuiu para o estabelecimento do Cristianismo. E mesmo assim, foi este homem quem disse aos Gálatas:
“Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”, Epístola de Paulo Aos Gálatas 6.14
Leitor, a “cruz de Cristo” deve ser um assunto verdadeiramente importante para que um apóstolo inspirado fale de tal forma sobre ela. Deixe-me tentar demonstrá-lo o verdadeiro significado desta expressão. Uma vez reconhecendo o que significa a cruz de Cristo, com a ajuda de Deus você se tornará capaz de perceber a importância dela para a sua alma.
A palavra cruz, na Bíblia, algumas vezes faz referência à cruz de madeira na qual o Senhor Jesus foi cravado e posto para morrer, no Calvário. Isto é precisamente o que São Paulo tinha em sua mente quando falou aos Filipenses que Cristo “foi obediente até a morte, e morte de cruz” (Fp 2.8).
Contudo, esta não era a cruz na qual São Paulo se gloriava. Ele esquivar-se-ia com horror da idéia de gloriar-se em um mero pedaço de madeira. Eu não tenho quaisquer dúvidas de que ele denunciaria a adoração católica romana do crucifixo como profana, blasfema e idolátrica.
A cruz, em outras vezes, é atinente às aflições e provações que os crentes atravessam pela causa da religião que professam, quando seguem a Cristo fielmente. Este é o sentido no qual nosso Senhor usa a palavra, quando diz: “Aquele que não toma a sua cruz, e segue-me, não é digno de mim” (Mt 10.38). Este também é o sentido no qual Paulo usa a palavra quando escreve aos Gálatas. Ele conhecia bem esta cruz. Deveras, ele a carregava pacientemente; no entanto, também não é sobre isto que ele está falando aqui.
Mas a palavra cruz também se refere, em alguns outros lugares da Escritura, à doutrina de que Cristo morreu pelos pecadores sobre a cruz, - a expiação que Ele fez pelos pecadores, por Seus sofrimentos em favor deles sobre a cruz – o completo e perfeito sacrifício pelo pecado que Jesus ofereceu quando deu Seu próprio corpo para ser crucificado. Em suma, este termo, “a cruz”, aponta para Cristo crucificado, o único Salvador. Este é o significado no qual Paulo usa a expressão, quando fala aos coríntios: “A pregação da cruz é loucura para os que perecem” (1 Co 1.18). E este também é o significado do que ele escreveu aos Gálatas: “Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”. Ele está dizendo simplesmente isto:
“Eu não me glorio em nada mais, exceto em Cristo crucificado, como a salvação de minha alma”.
Leitor, Jesus Cristo crucificado era a alegria e o deleite, o conforto e a paz, a esperança e a confiança, a fundação e o lugar de descanso, a arca e o refúgio, o alimento e o remédio da alma de Paulo. Ele não considerava que teria de executar algo por si mesmo ou padecer por si mesmo. Ele não era mediado por sua própria bondade e nem por sua própria retidão. Ele amava pensar naquilo que Cristo havia feito, e naquilo que Cristo havia sofrido - a morte de Cristo, a justiça de Cristo, a expiação deCristo, o sangue de Cristo, a obra finalizada de Cristo. Nisto, sim, ele se gloriava. Este era o sol de sua alma.
Este era o assunto que sobre o qual ele amava pregar. O apóstolo Paulo foi um homem que percorreu a terra proclamando aos pecadores que o Filho de Deus havia derramado o sangue de Seu próprio coração para salvar-lhes. Ele caminhou por todos os lugares neste mundo falando às pessoas que Jesus Cristo as amava, a ponto de morrer pelos seus pecados sobre a cruz. Observe como ele diz aos coríntios: “Eu vos entreguei o que primeiro recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados” (1 Co 15.3); “eu me determinei a não saber de qualquer coisa entre vós, a não ser Jesus Cristo, e este crucificado” (1 Co 2.2). Ele – um blasfemo, fariseu perseguidor – havia sido lavado no sangue de Cristo; de tal modo a não poder deixar de sustentar sua paz sobre este sangue. Por isso ele nunca se cansava de falar da história da cruz.
Este foi o tema sobre o qual ele amava alongar-se quando escrevia aos crentes. É maravilhoso observar como suas epístolas geralmente são repletas dos sofrimentos e da morte de Cristo - como elas discorrem sobre "pensamentos que inspiram e palavras que ardem" sobre o amor e o poder das agonias de Cristo. Seu coração parece cheio deste assunto: ele discorre sobre isto constantemente e retoma o tema continuamente. É o fio de ouro que perpassa todo seu ensino doutrinário, e todas as exortações práticas. Ele parece pensar que mesmo para o cristão mais maduro nunca é demais ouvir sobre a cruz.
Foi sobre isto que ele viveu toda sua vida, desde o tempo de sua conversão. Ele diz aos gálatas: “A vida que agora eu vivo na carne, vivo-a pela fé no Filho de Deus, o qual me amou, e a si mesmo se deu por mim” (Gl 2.20).
- O que o faz tão forte para o labor?
- O que o faz tão disposto para a obra?
- O que o faz tão incansável em esforçar-se para salvar alguns?
- O que o faz tão perseverante e paciente?
Eu vou dizê-lo, qual o segredo disto tudo. Ele sempre se alimentava pela fé do corpo de Cristo e do sangue de Cristo. Jesus Cristo foi a comida e a bebida de sua alma.
E leitor, você pode estar convicto de que Paulo estava correto. Confiar nela, isto é, na cruz de Cristo, - a morte de Cristo sobre a cruz para fazer a expiação pelos pecadores – é a verdade central ao longo de toda a Bíblia. Esta é a verdade que encontramos logo ao abrirmos no livro do Gênesis. A semente da mulher que esmagaria a cabeça da serpente - isto não é outra coisa senão uma profecia de Cristo crucificado. Deveras, esta é a verdade que brilha, por trás do véu, em toda a lei de Moisés e na história dos judeus. Os sacrifícios diários, o cordeiro pascal, o contínuo derramamento de sangue no tabernáculo e no templo - tudo isto são sombras do Cristo crucificado. E esta é a verdade que também vemos ser honrada na visão do céu, antes do fechamento do livro das Revelações: “Então, vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto”(Ap 5.6). De fato, mesmo em meio à glória celestial nós encontramos uma visão de Cristo crucificado.
Tire a cruz de Cristo, e a Bíblia será um livro obscuro. Ela seria como os hieróglifos egípcios, sem a chave que interpreta o seu significado – curiosa e maravilhosa, mas sem qualquer serventia real.
Leitor, observe bem o que eu lhe digo. Você pode conhecer uma boa porção da Bíblia. Pode conhecer os contornos das histórias nela contidas, e até a data dos eventos que a Bíblia descreve, assim como alguém pode conhecer a história da Inglaterra. Você pode conhecer os nomes dos homens e mulheres nela mencionados, assim como um homem conhece César, Alexandre o Grande, ou Napoleão. Você pode conhecer vários preceitos da Bíblia, e os admirar, assim como um homem admira Platão, Aristóteles, ou Sêneca. Mas se você ainda não descobriu que Cristo crucificado é o fundamento de cada livro, você tem lido a Bíblia até agora de modo muito pouco proveitoso. Sua religião é um céu sem um sol, um arco sem um fecho, um compasso sem uma agulha, um relógio sem molas ou valores, um candeeiro sem óleo. Ela não o confortará. Ela não livrará a sua alma do inferno.
Leitor, observe mais uma vez o que eu lhe digo. Você pode conhecer bastante acerca de Cristo, tendo alguma espécie de conhecimento intelectual. Você pode conhecer bem quem Ele foi, e onde Ele nasceu, e o que Ele fez. Você pode conhecer Seus milagres, Suas falas, Suas profecias, e Suas ordenanças. Você pode saber como Ele viveu, como Ele sofreu, e como Ele morreu. Contudo, pode-se conhecer o poder da cruz de Cristo experimentando-o; deveras - a menos que você saiba e reconheça que aquele sangue derramado sobre a cruz lavou seus próprios pecados particulares, e a menos que você esteja disposto a confessar que sua salvação depende inteiramente da obra que Cristo realizou sobre a cruz -, se não for esse o seu caso, Cristo não lhe será em nada proveitoso. Sim, o mero conhecimento do nome de Cristo jamais o salvará. Você deve conhecer a Sua cruz e o Seu sangue, ou então acabará morrendo em seus próprios pecados.
Leitor, enquanto você viver, tome cuidado com uma religião na qual não se ouve muito da cruz. Você vive em tempos nos quais a cautela, lamentavelmente, é necessária. Cuidado, eu repito, com uma religião sem a cruz.
Há centenas de lugares de adoração nestes dias, nos quais se encontram quase todas as coisas, exceto a cruz. Há carvalhos gravados, e pedras esculpidas; há vidros coloridos, e pinturas esplêndidas; há serviços solenes, e uma constante série de ordenanças; mas a cruz real de Cristo não há. Jesus crucificado não é proclamado no púlpito. O Cordeiro de Deus não é exaltado, e a salvação mediante a fé n’Ele não é livremente proclamada. E, por conseguinte, todos estes lugares estão em erro. Leitor, acautele-se de tais lugares de adoração. Eles não são apostólicos. Eles não haveriam de satisfazer a São Paulo.
Há milhares de livros religiosos publicados hodiernamente, nos quais se acham quase todas as coisas, exceto a cruz. Eles são plenos de direcionamentos sobre os sacramentos, e louvores da Igreja; eles abundam em exortações para uma vida santa, e em regras para a consecução da perfeição; eles apresentam fartura de fontes e cruzes, tanto interna quanto externamente; mas a cruz real de Cristo é deixada de fora. O Salvador e Seu amor agonizante tampouco são mencionados, ou o são de um modo anti-escriturístico. E, por conseguinte, todos estes livros são piores do que imprestáveis. Eles são não apostólicos. Eles jamais satisfariam a São Paulo.
Leitor, São Paulo não se gloriava em nada mais, a não ser na cruz. Esforce-se para também ser assim. Coloque Jesus crucificado sempre diante dos olhos de sua alma. Não ouça qualquer ensino que interponha algo entre você e Ele. Não caia no antigo erro dos gálatas. Não pense que alguém nestes dias seja melhor guia do que os apóstolos. Não se envergonhe das antigas veredas, nas quais percorreram homens que foram inspirados pelo Espírito Santo. Não deixe que a conversa vazia de homens que proferem grandes palavras dilatadas sobre a catolicidade, e a igreja, e o ministério, perturbem a sua paz, e o façam despreender-se da cruz. As igrejas, os ministros e os sacramentos são todos importantes a seu próprio modo, mas eles não são Cristo crucificado. Não dê a glória de Cristo a nenhum outro. “Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor”.
Leitor, pus tais pensamentos diante de sua mente. O que você pensa agora sobre a cruz de Cristo? Eu não posso dizer; mas não posso desejar a você algo melhor do que isto – que você possa ser capaz de dizer com o apóstolo Paulo, antes de você morrer ou apresentar-se ao Senhor, “Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”. Amém.
Por: J.C. Ryle
Fonte: Monergismo.com
sábado, 30 de março de 2013
Quando Deus Responde Orações? | John Piper
Aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável. Ora, o seu mandamento é este: que creiamos em o nome de seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou.
Deus responde a oração de pessoas que guardam seus mandamentos. Seus mandamentos se resumem nestes dois: 1) que creiamos no nome de Jesus, e 2) que nos amemos uns aos outros.
Portanto, Deus responde orações de pessoas que:
- creem em Seu Filho
- e que se amam.
Isso poderia significar duas coisas.
1. Isso poderia significar que crer em Jesus e amar as pessoas é uma forma de tornar-se merecedor de resposta às orações. Isso não é verdade.
Em primeiro lugar, porque você não se torna merecedor de nada por crer. Merecer algo é uma forma de mostrar o meu valor e colocar Deus em débito comigo. Isso não pode ser feito. Ele já é dono de tudo, e qualquer valor que eu tenha em mim é uma dádiva dEle. Você não pode ganhar algo de Deus dessa forma. Se você deseja Suas dádivas, você deve acreditar que elas são melhores do que qualquer outra e então confiar que Ele as dará gratuitamente àqueles que buscam serví-lO e não ao mundo.
Em segundo lugar, amar as pessoas não te faz merecedor das bençãos de Deus também, porque o amor já é obra de Deus em nós e não uma obra autossuficiente nossa por Ele. João ensina claramente que o amor é evidência do dom da vida e não a retribuição ou pagamento pela vida.
O que João quer dizer quando ele fala que Deus responde orações de pessoas que creem em Seu Filho e que se amam?
2. Ele que dizer que a oração tem um desígnio, e se você não usá-la da forma correta, ela não funciona da forma correta. Qual é o desígnio da oração? A oração é projetada por Deus para ser o efeito da fé e a causa do amor.
Portanto, se nós tentarmos orar quando não cremos de verdade no nome do Seu Filho, a oração não funciona da forma que deveria. E se nós tentarmos orar quando nosso alvo não é amar, a oração também não funciona do jeito certo.
É por isso que "aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos". Não porque guardar Seus mandamentos nos faz merecer respostas de oração, mas porque a oração é projetada para dar poder no caminho da obediência.
A oração é a forma através da qual Deus se coloca à nossa disponibilidade quando estamos transbordando em amor pelos outros. Oração é o poder de amar. Portanto, se nosso objetivo não é amar, oramos em vão. A oração não é projetada para aumentar prazeres acumulados.
A oração é uma maneira de chamar Deus a estar do nosso lado ao fazer o que Jesus veio para fazer. "Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos." (1 João 3:16). É por isso que crer em Jesus e amarmos uns aos outros estão ligados como a forma de termos nossas orações respondidas. Crer em Jesus significa que nós admiramos a forma como Ele viveu e queremos ser como Ele. Você não pode crer em alguém e achar que a forma como essa pessoa viveu foi tola. Então crer em Jesus necessariamente nos levará a amar os outros da forma como Ele amou. Crermos no nome de Jesus e amarmos uns aos outros são praticamente uma coisa só.
E já que Deus estava totalmente com Jesus com todo Seu poder e deu a ele toda a ajuda que ele precisou, Ele também estará conosco quando nós crermos em Jesus e amarmos como Jesus amou. Então a razão pela qual Deus responde orações daqueles que creem no nome de Jesus e amam os outros é que Deus ama exaltar Jesus.
Pela glória de Jesus e o poder de sua oração,
Pastor John Piper
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quinta-feira, 21 de março de 2013
Deus não desiste de amar você | Hernandes Dias Lopes
Deus não abre mão da sua vida. Deus não desiste do direito que tem de ter você. Ele não abdica do seu amor por você. Ele sempre vai ao seu encontro, no seu encalço.
Pedro, melhor do que ninguém nos revela esta verdade. Quem era Pedro?
- 1) Filho de Jonas (Mc 16.17);
- 2) Casado (1 Co 9.5);
- 3) Natural de Betsaida;
- 4) Residia em Cafarnaum, às margens do Mar da Galiléia;
- 5) Pescador;
- 6) Irmão de André;
- 7) Um dos discípulos que mais tinha intimidade com Jesus;
- 8) Assumiu a liderança do grupo apostólico antes e depois do Pentescotes;
- 9) Recebeu poder para realizar grandes milagres (At 5.15);
- 10) Primeiro apóstolo a pregar aos gentios.
Pedro era um homem de profundas contradições e de grandes ambigüidades na vida:
- 1) Lucas 5 – Incredulidade e quebrantamento; consciência de pecado e indignidade. Ali Jesus o chama. Deixa tudo: empresa, negócios e segue a Jesus.
- 2) Mateus 16 – Proclama a messianidade de Cristo e se deixa usar por Satanás em seguida.
- 3) Mateus 17 – Por falar sem pensar, não deu a Jesus a primazia que ele merece. Ele vê a glória do Rei, mas não exalta o Rei da glória.
- 4) Mateus 26 – Coragem e covardia.
- 5) Mateus 26 – Negação e lágrimas de arrependimento.
- 6) João 21 – Fuga e declaração de amor.
I. AS CAUSAS DA QUEDA DE PEDRO
1. Exagerada confiança em si mesmo
a) Mateus 26.35 – “Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei”.
b) Marcos 14.31 – “Mas ele insistia com mais veemência: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei”.
c) Lucas 22.23 – “Senhor, estou pronto a ir contigo, tanto para a prisão, como para a morte”.
Pedro se achava forte. Ele achava que era uma rocha, mas era pó. Ele negou seu nome, seu apostolado, suas convicções, porque confiou exageradamente em si mesmo em vez de ser humilde.
2. Considerou-se melhor do que os outros
a) Marcos 14.29 – “Disse-lhe Pedro: Ainda que todos se escandalizem, eu jamais!”
b) Mateus 26.33 – “…ainda que venhas a ser tropeço para todos, nunca o serás para mim”.
Pedro estava dizendo:
Olha Jesus, os teus discípulos não são tão confiáveis, mas eu sou um homem batuta. A corda não rói do meu lado. Eu não vou te decepcionar. Eu aguento a parada. Eu não sou homem de fraquejar. Pode contar comigo para o que der e vier, quando os outros se acovardarem. A Bíblia diz que a soberba precede a ruína.
3. Foi incapaz de orar e vigiar na hora crucial da vida
a) Mateus 26.40,41 – “E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito na verdade, está pronto, mas a carne é fraca”.
- Quando deixamos de vigiar e orar, caímos em ciladas, em tentação e fraquejamos.
- Quando a igreja deixa de orar, ela se torna fraca e vulnerável.
Alguém já disse que quando o homem trabalha, o homem trabalha, mas quando o homem ora, Deus trabalha.
Aquela era a maior batalha do universo, o destino da humanidade estava sendo decidida, e Pedro estava dormindo (Mt 26.40,43,45). Foi a única vez que Jesus pediu solidariedade e os discípulos fracassaram.
4. Perdeu o controle emocional
a) João 18.10 – “Então Simão Pedro puxou da espada que trazia e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita; e o nome do servo era Malco”.
Pedro perdeu o controle emocional, o equilíbrio e não discerniu a natureza da batalha que estava travando. Não teve domínio próprio. Jesus mostra para Pedro que seu caminho era a cruz (Jo 18.11). Nada de humanismo! Muitas vezes, damos lugar à ira. Agredimos as pessoas com palavras, com gestos, atitudes e fracassamos no testemunho.
5. Seguiu a Jesus de longe
a) Mateus 26.58 – “Mas Pedro o seguia de longe…”.
Pedro vai fraquejando, vai perdendo seus absolutos. Pedro vai se tornando vulnerável, vai se acovardando. O mesmo Pedro autoconfiante, já não cumpre suas palavras. Ele foge na hora que Jesus é preso. Ele não desiste de Jesus, mas o segue de longe. Ele se acovarda e se enche de medo.
Muitos ainda hoje seguem a Jesus de longe. Não querem perder Jesus de vista, vêm à igreja, leem a Bíblia, mas não assumem compromisso com Jesus. Não querem os riscos do discipulado. Outros não chegam a perder suas convicções, mas abandonam a igreja, ficam perto do Egito; ficam na janela.
6. Assentou na roda dos escarnecedores
a) Lucas 22.54,55 – “Então, prendendo-o, o levaram e o introduziram na casa do sumo sacerdote. Pedro seguia de longe. E quando acenderam fogo no meio do pátio, e juntos se assentaram, Pedro tomou lugar entre eles”.
Pedro dá mais um passo na direção da sua queda. Ele vai se assentar na roda dos inimigos de Jesus. Ele vai se associar com aqueles que zombam de Jesus (Sl 1.1).
Muitos estão caindo ainda hoje porque se unem com companhias erradas. Muitos estão deixando a igreja e indo para o mundo porque se associaram com pessoas que não querem saber nada de Jesus.
7. Negou a Jesus três vezes
a) Mateus 26.70,72,74 – “Pedro negou. Negou outra vez com juramento. Negou a terceira vez praguejando e jurando: Não conheço esse homem”.
Ninguém nega Jesus de uma hora para outra. Tem um histórico, um abismo chama outro abismo. Pedro não se lembrou das palavras de Jesus, fez pouco caso delas (Mt 26.75).
Pedro caiu, fraquejou e negou:
- 1) Seu nome;
- 2) Sua fé;
- 3) Seu apostolado;
- 4) Suas convicções;
- 5) Suas promessas a Jesus.
II. AS CAUSAS DA RESTAURAÇÃO DE PEDRO
1. O olhar compassivo de Jesus
a) Lucas 22.60-62 – “Mas Pedro insistia: Homem, não compreendo o que dizes. E logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo. Então, voltando-se o
Senhor, fixou os olhos em Pedro, e Pedro se lembrou da palavra do Senhor, como lhe dissera: Hoje, três vezes me negarás, antes de cantar o galo. Então, Pedro, saindo dali, chorou amargamente”.
O olhar de Jesus é de ternura e amor. É um olhar que penetra na alma para trazer Pedro ao arrependimento. Jesus não esmaga a cana quebrada nem apaga a torcida que fumega.
- Olhar de Jesus nos restaura.
- Uma luz brilhou em meu caminho
- Quando eu ia triste e sozinho
- Foi seu divino olhar, que me ensinou a amar
- Foi um minuto só do seu olhar.
- Foi um minuto só, um minuto só
- Foi um minuto só, do seu olhar
- Tudo em mim mudou, tudo em mim cantou
- Foi um minuto só do seu olhar.
- Jesus mudou a minha vida
- Nunca mais eu serei o mesmo
- Quando eu olhei pra cruz, nela eu vi Jesus
- Foi um minuto só do seu olhar.
Jesus está olhando para você hoje. Ele está vendo suas palavras, sua vida, seu testemunho, os lugares onde você está indo, o que você está fazendo. Mas hoje mesmo Jesus pode ser restaurado pelo divino olhar do Senhor Jesus:
- Vivi tão longe do Senhor, assim eu quis andar
- Até que eu encontrei a luz no seu divino olhar
- Seu maravilhoso olhar, seu maravilhoso olhar
- Transformou o meu ser, todo o meu viver
- Seu maravilhoso olhar!
2. As lágrimas de arrependimento
a) Marcos 14.72 – “Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera…e caindo em si, desatou a chorar”.
b) Mateus 26.75 – “…e saindo dali, chorou amargamente”.
Pedro considerou que havia negado ao seu Senhor. Naquela noite fatídica, Pedro saiu da casa do sumo sacerdote chutando as pedras por entre os olivais. Ele foi para casa com sua consciência em brasa, arrebentado, quebrado e sem parar de soluçar. Passou a noite sem dormir. Alagou seu leito. Virava de um lado para o outro sem poder conciliar o sono.
- Pedro refletiu sobre a excelência do seu Senhor, a quem negara.
- Pedro se lembrou do tratamento especial que havia recebido como um dos primeiros com Tiago e João.
- Pedro recordou que havia sido solenemente advertido pelo Senhor.
- Pedro se recordou dos seus próprios votos de fidelidade (Mc 14.29).
Pensemos em nós:
- 1) O nosso pequeno progresso na vida espiritual;
- 2) A nossa negligência com as almas dos outros;
- 3) A nossa pouca comunhão com o Senhor;
- 4) A pequena glória que estamos trazendo ao grande nome do Senhor.
Tudo isso deveria nos levar às lágrimas de arrependimento.
- Pedro chorou amargamente (água podre).
- Pedro diferente de Judas, não engoliu o veneno.
3. A procura de Jesus
a) Marcos 16.7 – “Ide, dizei aos meus discípulos e a Pedro”.
Jesus não desiste de Pedro. Pedro desistiu de ser apóstolo. Mas Jesus não desistiu de Pedro.
Pedro disse para os seus colegas:
“Eu vou pescar” (Jo 20.3). Eu vou voltar para minha velha vida. Ele exerceu uma liderança negativa. Mas, Jesus não abriu de Pedro. Ele também não desiste de amar você.
4. A pergunta de Jesus
a) João 21.15-17
Em primeiro lugar, Jesus curou Pedro do seu orgulho. Ele perguntou três vezes, pois três vezes Pedro o negou. Da última vez mudou a pergunta.
Em segundo lugar, Jesus curou a memória de Pedro. Montando o mesmo cenário da queda.
A única exigência que Jesus faz a Pedro para ser discípulo e para pastorear o seu rebanho é amá-lo.
5. A restauração de Jesus
a) João 21.17b – “… apascenta as minhas ovelhas”.
- Jesus restaurou a mente de Pedro.
- Jesus restaurou a memória de Pedro.
- Jesus restaurou os sentimentos de Pedro.
- Jesus restaurou a vida de Pedro.
- Jesus restaurou o ministério de Pedro.
Agora, Pedro volta a ser um grande líder. Agora ele ora. Agora ele aguarda o Pentecostes. Agora ele é cheio do Espírito Santo. Agora ele se torna o grande pregador da igreja apostólica.
Você pode ser restaurado, pois Jesus jamais desistiu de você!
Fonte: Hernandes Dias Lopes

