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sábado, 17 de janeiro de 2026

Por que a Pregação Expositiva é a alma da Fé Reformada?


O sermão deve ser fundamentado nas Escrituras e centrado na figura de Jesus Cristo, conectando a doutrina à experiência real do ouvinte. Os palestrantes, como Joel Beeke e Augustus Nicodemus, enfatizam a necessidade de aplicar a verdade bíblica ao coração e à consciência, evitando discursos puramente acadêmicos ou frios. Orientações práticas são fornecidas sobre o uso da voz, linguagem clara, estrutura lógica e a importância vital da oração no preparo ministerial. Além disso, discute-se como encontrar temas de redenção em toda a Bíblia, utilizando o foco na condição caída do homem para apontar a Cristo como a solução definitiva. Por fim, os textos reforçam que o pregador deve viver de forma santa, demonstrando que a mensagem pregada está plenamente encarnada em sua própria vida.

Sua resposta estava errada porque "como as coisas de fato acontecem, incluindo as lutas e dilemas" é, na verdade, um dos três pilares fundamentais definidos pelo Dr. Joel Beeke para a pregação experiencial.
De acordo com, o Dr. Beeke explica que o pregador não deve apenas apresentar a teoria, mas sim tocar na vida do ouvinte de três maneiras específicas:
  1. Como as coisas devem acontecer (O Ideal): O pregador explica como o assunto deve ocorrer na experiência do crente através do trabalho do Espírito Santo, levando-o a crescer, ser mais que vencedor e ter segurança da salvação.
  2. Como as coisas de fato acontecem (A Realidade): Beeke enfatiza que o pregador deve reconhecer que a vida cristã nem sempre segue o ideal. Por isso, ele deve pregar sobre as lutas e os dilemas que os cristãos enfrentam, citando como exemplo o conflito de Paulo em Romanos 7 ("miserável homem que sou").
  3. Como as coisas finalmente acontecerão (A Glória Futura): O pregador deve mostrar como as coisas serão na eternidade, baseando-se em textos como Apocalipse 21, onde o crente viverá em uma terra livre do pecado junto ao Cordeiro.
Portanto, a opção "Como as experiências de outros pregadores devem ser replicadas" é a correta para a pergunta (a que NÃO faz parte), pois o foco de Beeke é na aplicação da verdade bíblica à alma do indivíduo pelo Espírito Santo, e não na imitação cega da biografia ou experiências de outros ministros. A pregação deve distinguir o crente verdadeiro do nominal, focando em como a verdade transforma a vida pessoal do ouvinte em relação a Deus, sua família e a igreja.
Para facilitar a compreensão, imagine a pregação experiencial como um mapa de viagem: ela mostra o destino ideal (como deveria ser), reconhece os buracos e desvios no caminho (como de fato é a luta contra o pecado) e aponta para o ponto de chegada final (a glória eterna). Replicar a experiência de outro pregador seria como tentar seguir as pegadas de outra pessoa em vez de olhar para o mapa e para o guia da viagem.

quarta-feira, 7 de maio de 2025

Como Encontrar uma Igreja: Orientações de Michael Horton (Artigo)

Encontrando uma Igreja: Um Guia para o Adorador Discernente

Por Michael Horton
Publicado pela Alliance of Confessing Evangelicals, Inc.
©1993, 1999 Alliance of Confessing Evangelicals
Tradução e adaptação para o blog por [Pb. Evandro Marinho e Canal Provai e Vede]

Introdução

"Como posso encontrar uma igreja onde Cristo seja pregado a partir da Sua Palavra, sem todo o ruído e distrações?" Esta é uma pergunta que já me fiz muitas vezes. A preocupação e frustração com a busca pelo lugar certo para adorar é compreensível. Neste artigo, vamos explorar como interpretar os “rótulos” denominacionais, identificar os sinais de uma igreja verdadeira, saber o que perguntar ao pastor e até mesmo como sair de uma igreja com sabedoria e graça.

Como Ler os Rótulos das Igrejas

Na Europa, após a Reforma, cada região tinha sua confissão oficial. Já nos Estados Unidos, com a liberdade religiosa e a ausência de uma igreja estatal, criou-se uma variedade imensa de denominações — algumas sérias, outras nem tanto. Desde igrejas tradicionais como Presbiterianos, Reformados, Episcopais e Luteranos, até movimentos mais recentes como os Pentecostais, Disciples of Christ e grupos independentes, o panorama religioso americano virou um “cafeteria espiritual”.

Denominações Reformadas e Presbiterianas

Há uma rica herança nas tradições Reformadas e Presbiterianas, com subdivisões como:

  • PCUSA (Presbyterian Church USA): mais liberal.

  • PCA (Presbyterian Church in America): conservadora.

  • OPC (Orthodox Presbyterian Church): confessionalmente conservadora.

  • RPCNA (Reformed Presbyterian Church of North America): canta apenas Salmos, sem instrumentos.

  • EPC (Evangelical Presbyterian Church): mais aberta.

  • KAPC (Korean-American Presbyterian Church): conservadora, com mais flexibilidade cultural.

Igrejas Reformadas de Herança Étnica

  • RCA (Reformed Church in America): com raízes holandesas.

  • CRC (Christian Reformed Church): tradicionalmente ortodoxa, mas cada vez mais influenciada por práticas contemporâneas.

  • URC (United Reformed Churches): saída da CRC para preservar a ortodoxia.

  • RCUS (Reformed Church in the United States): com raízes alemãs.

Luteranos e Episcopais

  • ELCA (Evangelical Lutheran Church in America): maior e mais liberal.

  • Missouri Synod e Wisconsin Synod: mais confessionais.

  • Episcopais nos EUA vivem uma tensão entre tradição e modernidade, com subdivisões internas como a Episcopal Synod of America.

Como Reconhecer uma Igreja Verdadeira

Os reformadores ensinaram que as marcas de uma verdadeira igreja são:

  1. A pregação fiel da Palavra de Deus, centrada em Cristo.

  2. A administração correta dos sacramentos (batismo e Ceia do Senhor).

Se a Palavra não for corretamente pregada e os sacramentos não forem devidamente administrados, não se trata de uma verdadeira igreja. Mesmo que uma denominação carregue um nome ortodoxo, é necessário discernir se está de fato pregando o Evangelho e aplicando os meios de graça.

O Que Perguntar ao Pastor?

Aqui estão quatro perguntas essenciais:

  1. Qual a visão da igreja sobre as Escrituras? Elas são infalíveis e autoridade suprema?

  2. Qual a confissão de fé da igreja? O pastor subscreve a confissão como padrão de pregação e ensino?

  3. O culto é um encontro reverente entre Deus e Seu povo, ou se assemelha a um show?

  4. Cristo é apresentado como Redentor ou apenas como um exemplo moral?


E Se Eu Precisar Sair?

Sair de uma igreja é uma decisão difícil, especialmente para quem valoriza a doutrina da igreja. Se a confissão de fé oficial ainda for ortodoxa, você pode permanecer e buscar a reforma interna. Caso contrário — se a Palavra e os sacramentos forem comprometidos —, a separação pode ser necessária. Porém, ao sair:

  • Faça-o com amor e respeito.

  • Evite escândalos e divisões públicas.

  • Ore por sabedoria e busque conselhos.

Sensibilidade ao Buscador: Um Engano Moderno?

Muito se fala sobre “ser sensível ao buscador” — isto é, adaptar o culto às preferências dos não convertidos. No entanto, Jesus disse que o Pai busca adoradores que o adorem em espírito e em verdade (João 4:23). Deus é o verdadeiro “buscador” — e não o homem.

Portanto, busque uma igreja onde:

  • A Palavra de Deus é fielmente ensinada.

  • O culto é centrado em Deus e não no entretenimento.

  • Há compromisso com a verdade, mesmo que o estilo seja simples ou “ofensivo” para os padrões do mundo.

Conclusão

Encontrar uma igreja saudável não é fácil, mas é essencial. Não se trata de buscar conforto ou preferências pessoais, mas de encontrar uma comunidade onde Deus seja verdadeiramente adorado, e onde você e sua família possam crescer na graça e no conhecimento do Senhor Jesus Cristo. Busque uma igreja comprometida com a verdade, centrada no Evangelho e marcada pela reverência no culto e fidelidade doutrinária.

Dr. Michael Horton é vice-presidente do Conselho da Alliance of Confessing Evangelicals e professor de Teologia Histórica no Westminster Seminary California. É autor de diversos livros, incluindo Putting Amazing Back Into Grace e We Believe.

Tradução e adaptação Pb. Evandro Marinho

Fonte e Artigo Original: Monergism

sábado, 15 de fevereiro de 2025

O apelo aos sentidos | C. H. Spurgeon & Jay Adms

Spurgeon envolvia os sentidos da congregação através de uma pregação extremamente vívida e imagética, utilizando descrições detalhadas, metáforas poderosas e até mesmo comandos diretos para fazer seus ouvintes verem, ouvirem, sentirem, provarem e cheirarem as verdades espirituais. 

Jay Adams, em Sense Appeal in the Sermons of Charles Haddon Spurgeon, demonstra como isso acontecia em várias dimensões. 

Aqui estão os principais métodos usados por Spurgeon:

1. Apelo à Visão (Sight Appeal): Uso de descrições detalhadas e imagens mentais fortes.

Spurgeon pintava quadros verbais, ajudando os ouvintes a ver a cena na mente. Ele não apenas falava sobre um conceito abstrato, mas descrevia com cores, luzes e sombras.

Exemplo: Pregando sobre a cruz de Cristo, ele diz:

"Seus olhos veem? Contemplem-no! Ali está Ele, com a coroa de espinhos cravada em Sua cabeça, com o sangue escorrendo por Seu rosto. Vejam suas mãos furadas! Olhem para Ele! Aquele lado foi aberto por uma lança... vocês O veem ali?"

Essa descrição cria uma cena na mente do ouvinte, tornando a pregação mais envolvente.

2. Apelo à Audição (Hearing Appeal): Uso de sons e diálogos vivos.

Ele fazia os ouvintes ouvirem o que estava acontecendo no texto bíblico, seja através de onomatopeias, seja encenando diálogos.

Exemplo: Pregando sobre o Juízo Final, ele dramatiza:

"Escutem! Vocês ouvem o rugir dos trovões? São os anjos descendo! Vocês escutam os gritos de terror dos ímpios? O dia do Senhor chegou!"

Além disso, Spurgeon frequentemente representava personagens, mudando o tom de voz ao citar diálogos bíblicos, como se os personagens estivessem falando diretamente com a congregação.

3. Apelo ao Tato (Touch Appeal): Figuras ligadas ao toque e sensações físicas.

Ele trazia experiências táteis à pregação, ajudando os ouvintes a sentirem na pele a realidade espiritual.

Exemplo: Sobre o pecado, ele diz:

"Você já pisou em espinhos descalço? Assim é o pecado: a princípio parece suave, mas então rasga sua carne e faz seu sangue escorrer."

Ou sobre o inferno:

"Imagine uma mão fria de esqueleto tocando seu ombro no meio da noite. Assim será quando a morte o chamar!"

4. Apelo ao Paladar (Taste Appeal): Metáforas de comida e bebida.

Spurgeon falava sobre o evangelho como algo doce como o mel, enquanto o pecado era amargo como fel.

Exemplo:

"O mundo oferece um cálice dourado, brilhante e reluzente, mas o que há dentro dele? Veneno! Oh, tolo que bebe desse vinho, em breve sentirás sua língua queimando como fogo!"

Ele também usava o gosto da comida para falar da Palavra de Deus:

"Venham e provem! Oh, como é doce o Evangelho para aqueles que o experimentam!"

5. Apelo ao Olfato (Smell Appeal): Perfumes e cheiros espirituais.

Embora menos frequente, Spurgeon fazia os ouvintes cheirarem o que estava acontecendo.

Exemplo: Falando sobre a ressurreição de Cristo:

"O túmulo onde Ele esteve não cheira a morte, mas exala o perfume da vitória!"

Ou contrastando a justiça de Cristo com a podridão do pecado:

"O pecado é como um cadáver apodrecendo ao sol – que cheiro horrível! Mas a justiça de Cristo é como um jardim cheio de lírios!"

6. Uso do Apelo Direto aos Sentidos: Outro elemento forte na pregação de Spurgeon era o uso de imperativos diretos, chamando os ouvintes a experimentarem com os próprios sentidos.

Exemplo:

"Olhem para Cristo!" (Apelo à visão)
"Escutem a voz do Salvador chamando!" (Apelo à audição)
"Toquem nas vestes do Mestre, como a mulher hemorrágica tocou!" (Apelo ao tato)
"Venham e provem da graça de Deus!" (Apelo ao paladar)
"Sintam o aroma do céu em sua alma!" (Apelo ao olfato)
Esse tipo de abordagem envolvia completamente a congregação na pregação.

Conclusão: A Relevância para a Pregação Hoje.

Jay Adams conclui que o método de Spurgeon era eficaz porque ele não apenas falava sobre as Escrituras – ele as fazia ganhar vida diante dos ouvintes. Em um mundo saturado de informações e distrações, esse tipo de pregação visual e sensorial ainda pode ser um grande diferencial para envolver a audiência e tornar a Palavra de Deus inesquecível.

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

30 Razões por que mulheres não devem pregar em cultos públicos | Por Rev. Ageu Magalhães

 1. Na criação, Deus estabeleceu o homem como cabeça e a mulher como auxiliadora (Gn 2.18). Pregação é exercício de autoridade;

2. Sendo o marido “o cabeça da mulher” (Ef 5.23) não pode a mulher, na igreja, ser cabeça do marido;

3. Os sacerdotes eram responsáveis em ensinar a Lei ao povo (Lv 10.11, Ml 2.7) e nunca houve sacerdotisas em Israel;

4. Mulheres foram profetisas na Bíblia, mas Pregação e Profecia são dons diferentes (Rm 12.6,7; 1Co 12.28,29 e Ef 4.11). Na Profecia Deus coloca as palavras na boca do profeta (Dt 18.18 e 1Co 14.30). Ele é tomado pela profecia (1Co 14.25). Até Saul profetizou (1Sm 10.10). A pregação sempre foi exclusiva dos cabeças;

5. Mulheres profetizaram, mas o ensino autoritativo foi reservado aos homens (1Tm 1.12, 3.2, Tt 1.6);

6. Débora (Jz 4.6), Miriã (Êx 15.20,21) e Hulda (2Rs 22.14) profetizaram, mas não exerceram ensino autoritativo diante do povo;

7. Débora foi juíza em Israel por causa da omissão masculina. Todavia, ela não convocou o povo para a batalha, mas encorajou Baraque a fazê-lo (Jz 4.6,10);

8. Quando Baraque insistiu na presença de Débora, ela o repreendeu para que ele assumisse sua função de cabeça (Jz 4.9);

9. Na história de Débora, a palavra “julgava” (shaphat) não significa governar, nem ensinar, mas decidir controvérsias;

10. Os filhos de Israel subiam a Débora para juízo. Ela não estava governando ou ensinando um grupo, mas julgando questões do povo debaixo de uma palmeira (Jz 4.5);

11. Débora não liderou a batalha. Baraque o fez. Por isso, ele é lembrado no futuro e Débora omitida (1Sm 12.11; Hb 11.32);

12. Crianças e mulheres como cabeças são juízo de Deus sobre o seu povo (Is 3.12);

13. Por mais que fosse seguido por mulheres que o serviam (Mt 27.55), Jesus só escolheu apóstolos homens;

14. Sendo Jesus isento de quaisquer preconceitos, poderia ter escolhido uma mulher para ser apóstola, mas não o fez porque a liderança do povo de Deus foi designada a homens;

15. Os apóstolos seguiram a mesma orientação submetendo a Deus a escolha de Matias no lugar de Judas (At 1.23);

16. Na escolha dos diáconos, só homens foram indicados para cuidarem das viúvas (At 6.3);

17. Priscila, juntamente com Áquila, ensinaram Apolo no particular, não no público: “tomaram-no consigo” (At 18.26);

18. Paulo ensinou aos coríntios o padrão bíblico: o marido é o cabeça do lar, os pastores são os cabeças de suas igrejas locais, Cristo é o cabeça da Igreja global e Deus Pai é o cabeça de Cristo (1Co 11.3)

19. O argumento que defende que a mulher pode pregar se estiver debaixo da autoridade do pastor é falacioso. Pastores não podem autorizar ninguém a desobedecer a Bíblia (Gl 1.8);

20. Quando Paulo escreve aos Gálatas dizendo que, em Cristo, “não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher” (Gl 3.28) ele está tratando de salvação, não de pregação ou de ofícios;

21. O propósito de Deus com a Bíblia foi o de alcançar todas as gerações do seu povo. A Bíblia continua atual e nela Deus não deixou orientações a pastoras, mas só a pastores (1Tm 3 e Tt 1);

22. As mulheres devem aprender em silêncio, com toda a submissão (1Tm 2.11);

23. O bispo ou presbítero, que deve ser, dentre outras coisas, “apto para ensinar” deve ser “esposo de uma só mulher”, logo, homem (1Tm 3.2);

24. Aqueles que devem se afadigar na palavra e no ensino são presbíteros, homens (1Tm 5.17);

25. As instruções quanto ao procedimento no trato com as ovelhas – ser brando para com todos, apto para instruir, paciente, disciplinando com mansidão os que se opõem – são dadas a homens (2Tm 2.24,25);

26. As mulheres idosas são chamadas por Deus para ensinar “as jovens recém-casadas a amarem ao marido e a seus filhos” (Tt 2.3,4);

27. O sacerdócio universal dos crentes não diz respeito ao ensino autoritativo da igreja, mas ao acesso de todos os crentes a Jesus Cristo (Hb 10.19-22);

28. Os anjos das cartas do Apocalipse eram pastores, homens. Os pronomes estão todos no masculino (Ap 2.1,8,12,18, 3.1,7,14);

29. Na Bíblia, a única mulher que explicitamente ensina com autoridade é Jezabel, uma ímpia (Ap 2.20);

30. Não há livro bíblico escrito por mulher e, nos três primeiros séculos da Igreja nós não encontramos nenhuma mulher sendo ordenada ou sendo responsável pelo ensino da igreja, exceto no Montanismo, heresia do século II.

É verdade que os tempos mudam, mas a Palavra de Deus permanece para sempre (1Pe 1.25).

Por: Rev. Ageu Magalhães

quinta-feira, 14 de maio de 2015

O Ensino Doutrinário | Renato Vargens


1º Seminário Pregação e Ensino
Palestra com Renato Vargens - O ensino Doutrinário
Realizada no evento: 1º Seminário Pregação e Ensino
Local: Igreja Batista Deus é Luz
Organização da Fundação Exposição Bíblica.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Religiosidade e Cristianismo | Rev. Augustus Nicodemus

Neste vídeo o Rev. Augustus Nicodemus fala sobre a diferença entre os verdadeiros cristãos e os religiosos, os fariseus dos nossos dias. 

Por. Rev. Augustus Nicodemus
Fonte: Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

A adoração em sua igreja é mais pagã do que cristã? | Todd Pruitt

Há um grande mal-entendido nas igrejas sobre o propósito da música na adoração cristã. Igrejasdownload rotineiramente anunciam um culto “dinâmico” e “transformador”, o qual “levará você para mais perto de Deus” ou “que irá mudar a sua vida”. Certos CD’s de adoração prometem que a música irá “levá-lo para dentro da presença de Deus”. Até mesmo um panfleto, anunciando uma conferência para líderes de adoração, dizia:

Junte-se a nós para essa dinâmica aula, a qual irá colocar você no caminho certo e inspirador, onde você poderá se encontrar com Deus e receber a energia e o amor que você precisa para ser um agente e um agitador no mundo de hoje… Além disso, nossos programas de ensino são eventos de adoração que irão colocar você em contato com o poder e o amor de Deus”.

O problema com o panfleto e com muitos anúncios de igrejas é que esse tipo de promessa revela um significante erro teológico. A música é vista como um meio para facilitar um encontro com Deus. Ela irá nos levar para perto de Deus. Nesse esquema, a música se torna um mediador entre Deus e o homem. No entanto, essa ideia está mais próxima das práticas pagãs do que da adoração cristã.

Jesus é o único mediador entre Deus e o homem. Somente Ele é quem nos leva para Deus. A noção popular – porém errônea – relativa à música de adoração mina a fundamental verdade da fé cristã. É irônico que muitos cristãos neguem o papel das ordenanças sacramentais, as quais o próprio Senhor deu para sua igreja (batismo e a Santa Ceia), mas anseiem em dar poderes sacramentais para a música. A música e a “experiência da adoração” são vistas como meios pelos quais nós entramos na presença de Deus e recebemos seus benefícios salvíficos. Não há simplesmente nenhuma evidência na Escritura que diga que a música media diretamente encontros ou experiências com Deus. Essa é uma noção comum no paganismo. Está bem longe do Cristianismo.

Em seu útil livro “True Worship” (Verdadeira Adoração), Vaughan Roberts mostra quatro consequências de se ver a música como um encontro com Deus. Vou resumi-los.

1. A palavra de Deus é marginalizada

Em várias igrejas e encontros cristãos, não é incomum a Palavra de Deus ser deixada de lado. A música dá uma elusiva sensação de “entorpecimento”, enquanto a Bíblia é algo mundano. Os púlpitos têm diminuído e até mesmo desparecido, enquanto as bandas e as luzes têm crescido. Mas a fé não vem da música, experiências dinâmicas ou supostos encontros com Deus. A Fé nasce por meio da proclamação da Palavra de Deus (Rom. 10.17).

2. Nossa certeza é ameaçada

Se associarmos a presença de Deus com uma particular experiência ou emoção, o que acontecerá quando não sentirmos mais isso? Nós procuraremos igrejas cujas bandas de louvor, orquestras ou órgãos produzam em nós os sentimentos que nós estamos procurando. Mas a realidade de Deus em nossas vidas depende da mediação de Cristo, não de experiências subjetivas.

3. Músicos ganham status sacerdotais

Quando a música é vista como meio de encontro com Deus, os líderes de louvor e músicos começam a exercer o papel de pastor. Eles se tornam aqueles – no lugar de Jesus Cristo, o único que já cumpriu esse papel – que trazem até nós a presença de Deus. Dessa forma, quando um líder de louvor ou banda não me ajuda a experimentar Deus, então ele falhou e deve ser substituído. Por outro lado, quando acreditamos que eles tiveram sucesso em nos levar à presença de Deus, então eles terão em nossa mente um status elevado.

4. A divisão aumenta

Quando nós identificamos um sentimento como um encontro com Deus, e apenas uma determinada música produz esse sentimento, então nós insistiremos que aquela música deverá ser tocada regularmente em nossa igreja e reuniões. Se todos tiverem o mesmo gosto que o nosso, não haverá problema. Mas se outros dependem de outra música para produzirem esse sentimento, então é importante para eles que a divisão seja cultivada. E porque nós rotineiramente classificamos esses sentimentos como encontros com Deus, nossas demandas para que esse sentimento seja produzido se tornam rígidas. Esse é o motivo pelo qual muitas igrejas sucumbem ao oferecerem múltiplos estilos de culto. Fazendo isso, eles, sem querer, sancionam a divisão e a centralização do ego no meio do povo de Deus.

A Escritura é cheia de exortações para o povo de Deus cantar e fazer músicas para o Senhor. Nosso Deus foi gracioso em nos dar esse meio de adorá-lo. Mas é importante entender que a música, em nossa adoração, é para dois propósitos específicos: honrar a Deus e edificar a comunidade dos crentes. Infelizmente, muitos cristãos tendem a dar à música um poder sacramental sobre o qual a Escritura jamais falou.

Fonte: Christianity.com

Tradução: Victor Bimbato

Via: Reforma21 e Bereanos

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O Declínio Contemporâneo da Pregação | Prof. Rev. Paulo Anglada

A pregação, como uma forma distinta de comunicação da vontade de Deus revelada na sua Palavra, está em declínio. Em muitas igrejas ela tem sido substituída por um número cada vez maior de atividades, tais como representações, recitação de poemas, jograis, testemunhos, debates, discursos políticos, atividades sociais e administrativas, e especialmente pela música, incluindo corais, conjuntos, bandas, quintetos, quartetos, duetos, solos, etc. Cada vez mais tempo tem sido conferido a estas outras atividades e menos à pregação.

Cerca de 30 anos atrás, o Dr. Martyn Lloyd-Jones foi convidado a proferir uma série de conferências no Westminster Theological Seminary, na Filadélfia. Nestas palestras, publicadas em 1971, com o título Pregação & Pregadores, ele enfatizou que a pregação é a tarefa primordial da igreja e do ministro; e explicou que estava ressaltando isso, “por causa da tendência, hoje, de depreciar a pregação em prol de várias outras formas de atividade”.[1][2] A situação não melhorou. John J. Timmerman observou, quase vinte anos depois, que “em muitas igrejas, o sermão é uma ilha diminuindo cada vez mais em um mar turbulento de atividades”.[2][3]

Mesmo igrejas de tradição reformada parecem estar sucumbido paulatina, mas progressi­vamente à esta tendência; e o lugar da pregação no culto tem perdido importância. John Frame, teólogo de tradição reformada, professor no Westminster Theological Seminary na Califórnia, publicou há dois anos o livro Culto em Espírito e em Verdade; Um Estudo Estimulante dos Princípios e Práticas do Culto Bíblico. No livro o autor nega, entre outras coisas, que a pregação seja função restrita dos ministros da Palavra, ou mesmo dos presbíteros em geral; considera a dramatização e o diálogo métodos legítimos de ensino no culto público; e não vê razão pela qual um culto público não possa ser inteiramente musical.[3][4]

Há diversas razões para o declínio contemporâneo da pregação. Uma dela é de ordem tecnológica: o surgimento de novos meios de comunicação (cinema, televisão, vídeo cassete), e de novas mídias interativas (CD-ROM, Internet e TVs a cabo). Sustentar a pregação como forma admissível de comunicação nestes dias de tamanho avanço tecnológico parece um anacronismo para muitos nesta geração multimídia.[4][5]

Outra razão é a aversão do homem moderno à verdade objetiva. Vivemos numa sociedade pós-moderna, em que não há mais lugar para verdades concretas ou absolutas. Cada um tem a sua própria verdade. Klaas Runia, teólogo reformado holandês, publicou um livro, com o título O Sermão sob Ataque, no qual observa que a presente aversão à pregação é fruto do liberação intelectual ocidental. O homem moderno, afirma ele, “não quer que lhe digam o que é verdadeiro ou certo; ele quer descobri-lo por si mesmo e quer determinar por si mesmo o que deve fazer… Ele quer participar da discussão, mas o sermão não dá oportunidade para discussão”.[5][6] Esta filosofia relativista tem levado muitos pregadores a sentirem-se bastante desconfortáveis com a idéia de fazer declarações públicas autoritativas.[6][7]

A secularização da sociedade também contribuiu de modo decisivo para a depreciação da pregação. Os “cuidados do mundo e a fascinação das riquezas” têm desviado a atenção das pessoas das questões essenciais da vida: as questões filosóficas e espirituais. Mesmo quando, afligido pela própria sociedade secularizada em que vive, o homem moderno se volta para o espiritual, ele tende a tornar-se espiritualista, sincretista, supersticioso, animista, em conseqüência da sua ignorância espiritual.

Uma das principais razões para o que vem ocorrendo com a pregação, consiste no afastamento do cristianismo das Escrituras. O cristianismo moderno tem sido cada vez mais influenciado pelas filosofias correntes: o racionalismo, o subjetivismo, o pragmatismo; e se afastado da Palavra de Deus como regra suprema de fé e prática. As doutrinas reformadas da autoridade e suficiência das Escrituras não parecem ser levadas a sério. O racionalismo do século passado e da primeira metade deste século minou a autoridade das Escrituras e, consequentemente, da pregação. O subjetivismo deste século fez do indivíduo o centro de todas as coisas. O pragmatismo moderno justifica todos os meios, desde que se mostrem eficazes para a consecução dos objetivos desejados. Retornar às Escrituras implica em redescobrir a pregação. Afastar-se dela resulta sempre na depreciação da pregação.

A própria corrupção da pregação suscita reação adversa. A verdadeira pregação é insuportável para o pecador não humilhado. A pregação corrompida é insuportável para o crente sincero. Quando a pregação degenera em eloquência de palavras, demonstração de sabedoria humana, elucubrações metafísicas, meio de entretenimento, ou embromação pastoral dominical, ela pode provocar aversão nos ouvintes; e outras coisas tendem a tomar o seu lugar. É compreensível! Se a voz de Deus não se faz ouvir no culto por meio da legítima pregação da Palavra, é natural que outros elementos e práticas tomem o seu lugar.

No livro Pregação e Pregadores, Lloyd-Jones menciona algumas razões bem particulares para a presente depreciação da pregação, que também merecem ser consideradas: os “pulpiteiros”, a ênfase moderna em aconselhamento pessoal (hoje degenerado em clínicas pastorais de aconselhamento psicológico), e o ritualismo. Por “pulpiteiros”, Lloyd-Jones se refere aos profissionais do púlpito do século passado e do início deste século, os quais davam valor exagerado à forma e ao estilo elaborado do sermão. Estes homens eram verdadeiros showmen, peritos em dominar e persuadir o auditório com sua presença, gestos, voz e linguagem elaboradas.

Eles ainda existem, mas, de modo geral, a ênfase na qualidade do discurso foi substituída pela persuasão emocional. Lloyd-Jones considera abominável esta classe de pregadores, pois eles transformam a pregação em entretenimento intelectual ou emocional. Com relação ao aconselhamento pessoal, o pregador galês sugere que a ênfase moderna na necessidade de um tratamento individualizado dos problemas psicológicos, sociais, de relacionamento, etc. de cada pessoa em particular, também é responsável pela presente depreciação da pregação.[7][8] A reivindicação, observa ele, tem sido no sentido de que os ministros “…deveriam pregar menos e gastar mais tempo com um trabalho individual, aconselhando e conversando”.[8][9] Ele responde o argumento asseverando que a pregação lida de modo eficaz e insubstituível com os problemas pessoais da congregação.[9][10] Quanto ao ritualismo, Lloyd-Jones refere-se à tendência de enfatizar formas elaboradas de culto, atribuindo-lhes certa conotação religiosa. Creio que sua observação, a seguir, merece a nossa consideração:

À medida que a pregação desvanece, tem havido um crescimento do elemento formal no culto. É interessante observar como os membros de igrejas livres, não episcopais — seja como for que os chamem — têm progressivamente tomado emprestado essas idéias do tipo de culto episcopal, quando a pregação desvanece. Eles argumentam que as pessoas deveriam ter mais participação no culto e, assim, têm introduzido leituras responsivas, e mais e mais música, cânticos e canções. As maneiras de receber as ofertas têm se tornado mais elaboradas, os ministros e corais geralmente entram em procissão… a medida que a pregação declina, estas outras coisas têm sido enfatizadas… e as pessoas têm sentido que é mais dignificante dar maior atenção ao cerimonial, a forma, ao ritual.[10][11]

Tudo isso, fez com que o evangelicalismo moderno encarasse a pregação como uma atividade meramente humana, de eficácia, no mínimo, duvidosa.

Essas tendências e influências produziram resultados devastadores sobre a pregação nos meios evangélicos. Ela tornou-se como que um apêndice no culto público – e as consequências sem dúvida têm se feito sentir na vida da igreja. Na perspectiva reformada, o declínio do lugar da pregação no evangelicalismo moderno é uma constatação seriíssima. Se a teologia reformada com relação à pregação reflete o ensino bíblico, então muito do estado presente da igreja cristã certamente se explica como resultado desse declínio da pregação.

Por: Prof. Rev. Paulo Anglada

*****

[1][2] D. Martyn Lloyd-Jones, Preaching and Preachers (first published in 1971, reprint, London: Hodder and Stoughton, 1985), 26.

[2][3] John J. Timmerman, Through a Glass Lightly (Grand Rapids: Eerdmans, 1987). Citado em David J. Engelsma, “Preaching in Worship: Voice of God, Voice of Christ (1)”, SBearer 74, no. 8 (1998). http://www. prca.org/standard_bearer/1998jan15.html#PreachingInWorship. Internet; acessado em 05/09/98. Conferir também Paul Helm, “Preaching and Grace”, The Banner of Truth 117 (1973): 8.

[3][4] John M. Frame, Worship in Spirit and Truth; A Refreshing Study of the Principles and Practice of Biblical Worship (Presbyterian & Reformed, 1996), 91-94, 114. A posição de Frame tem sido contestada por outros teólogos reformados. David Engelsma, por exemplo, observa que com base na negação de qualquer distinção entre o culto público oficial e o culto familiar, John Frame faz uma interpretação tão ampla do princípio regulador reformado, que este acaba se tornando sem sentido (Engelsma, “Preaching in Worship: Voice of God, Voice of Christ (1)”). Para uma contestação do artigo de Frame, na mesma linha: “Some Questions about the Regulative principle”, Westminster Theological Journal 54, no. 2 (1992): 357-366, ver T. David Gordon, “Some Answers about the Regulative Principle”, WTJ 55, no. 2 (1993): 321-331.

[4][5] Ver, na mesma direção, comentário de John Armstrong, citado por Errol Wagner, “Counseling the Flock through Preaching”, Reformation Today 160 (1977): 14.

[5][6] Klaas Runia, The Sermon under Attack (Exeter: Paternoster, 1983). Citado por David J. Engelsma, “Preaching in Worship: Voice of God, Voice of Christ (1)”. Ver também Héber Carlos de Campos, “O Pluralismo do Pós-Modernismo”, Fides Reformata 2, no. 1 (1997): 5-28.

[6][7] Ver Wagner, “Counseling the Flock through Preaching”, 14.

[7][8] Lloyd-Jones, Preaching and Preachers, 17-18 e 36-40.

[8][9] Ibid., 37.

[9][10] Ibid. Para um artigo tratando da relação entre aconselhamento e pregação na mesma linha, ver também Wagner, “Counseling the Flock through Preaching”, 11-19.

[10][11] Lloyd-Jones, Preaching and Preachers, 16

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Conselhos sobre Pregação | Fred G. Zaspel

Preparando para a Pregação

Eu sou frequentemente inquirido por jovens pregadores e cristãos jovens que mostrampreacher-pulpit21 alguma promessa de possuírem um possível “dom” de ensino, sobre qual é o meu procedimento de estudo quando fazendo o trabalho expositivo. Aqui está um sumário que freqüentemente apresento.

1. Leia seriamente, e re-leia, e re-leia, e re-leia, e re-leia, e re-leia, e re-leia, o texto e o contexto — tanto em português como no original (múltiplas traduções em português será útil também, particularmente se você não puder trabalhar com o original). Repita, repita, repita e repita este passo. Então repita novamente. E novamente. E novamente, e novamente, e novamente....etc. (G. Campbell Morgan disse que antes dele pregar a partir de uma passagem, ele lia aquele livro inteiro 50 vezes. Conselho maravilhoso — um ideal que eu confesso que raramente alcancei, mas que teria sido muito melhor [para as minhas pregações] se eu tivesse conseguido.)

2. Faça um esboço preliminar, determinando a sua abordagem, tema, etc.

Aparte: É importante aqui para o pregador conhecer o seu *tema* (singular). A grande maioria dos sermões dispara como uma metralhadora uzzi— e tais sermões são geralmente mais eficazes em fazer a matança. Um pregador deve ter um ponto para estabelecer, e ele deve fazê-lo. E o ouvinte deve ser capaz de reconhecê-lo e ir para casa com ele. E mais isto — o seu ponto deve derivar do texto!

3. Investigue os comentários—

  1. para afiar sua precisão no texto
  2. para aprofundar seu entendimento do texto
  3. para checar e avaliar suas interpretações preliminares
  4. fora isso, para ajudar sua interpretação / aplicação do texto

4. Finalize seu esboço e abordagem — introdução, pontos principais, transições, ilustrações, conclusão.

Aparte: (Especialmente para jovens pregadores) Eu recomendo que a mensagem seja manuscrita (ou quase). Isto te força a ser meticuloso, e mais importante, te força a ser preciso e claro em suas explanações e aplicações. Quer o manuscrito seja memorizado ou recitado literalmente ou não (e algumas vezes pelo menos partes dele devem ser, particularmente sobre os assuntos mais difíceis, técnicos ou espinhosos — e sobre os assuntos de aplicação mais importante), pelo menos isto te força através do processo de se tornar tão claro como possível. A regra prática geral— se você pode pensar na mensagem “sobre os seus pés”, você pode pensar nela melhor ainda em seus estudos.

5. Ore. Ore. Ore. Peça a Deus para acompanhar Sua palavra — para aplicá-la nos corações e mentes do Seu povo. E ore também para que Ele primeiro use-a para mover e moldar o próprio pregador.

6. Pregue!


Traduzido por: Felipe Sabino de Araújo Neto
Fonte: Monergismo

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Quais os Benefícios de um Pastor Transmitir Autoridade para a Igreja? | Jonathan Leeman [Parte 1/2]

imagesAo longo dos anos, Mark Dever, pastor sênior da Capitol Hill Baptist Church em Washington, D.C., já teve muitas oportunidades de acumular autoridade, algumas das quais ele mantém, muitas das quais ele distribui. E o jeito de ele distribuir autoridade moldou a cultura de nossa igreja de incontáveis maneiras.

Aqui estão 20 maneiras através das quais ele distribui autoridade, seguidas por 10 maneiras que isso molda a cultura de nossa igreja. Algumas se aplicam apenas a pastores presidentes; muitas se aplicam a todos nós.

Maneiras de se distribuir autoridade

1. Construa a igreja sobre o evangelho. Não importa quem está ensinando, o evangelho deve estar na frente e no centro. Mark estabeleceu esse padrão. Quando relacionamentos e estruturas de poder estão fundamentados no evangelho, as pessoas usam sua autoridade não para mandarem umas nas outras, mas para servirem umas às outras (Mt 20.25-28).

2. Estabeleça uma pluralidade de presbíteros do quadro de funcionários e de fora do quadro de funcionários. Em um conselho composto exclusivamente de presbíteros do quadro de funcionários, cada homem pode possuir um voto, mas a estrutura de funcionários impõe uma hierarquia. Adicionar presbíteros de fora do quadro de funcionários ao conselho quebra e nivela essa hierarquia.

3. Limite a porcentagem de pregações do pastor principal. Mark, de acordo com os presbíteros, limita-se a pregar de 50 a 65% das manhãs de domingo. Dessa maneira, outras vozes têm a chance de crescer e ganhar autoridade. Assim, a congregação depende mais da palavra do que de um homem.

4. Crie muitas outras oportunidades para ensinar. Nossa igreja possui cerca de 80 oportunidades de ensino para a EBD de adultos ao longo do ano (cada oportunidade consiste em uma turma de 7 a 13 semanas), assim como 52 chances de pregar num devocional de domingo à noite, e também 24 chances de ensinar no estudo bíblico da noite de quarta-feira. Somando, há cerca de 150 chances para outros homens lecionarem à congregação, e eu nem mencionei os pequenos grupos. Quando homens provam ser proficientes no ensino, eles acumulam autoridade.

5. Raramente (ou nunca) pregue no culto da noite de domingo. Mark nunca prega em nosso culto domingo à noite. Ao invés disso, a igreja ouve a Palavra de um presbítero ou um aspirante a presbítero.

6. Dê a seus jovens professores a chance de cometerem erros. Posso pensar em uma ou duas situações onde o professor ou pregador disse algo tão inapropriado que ele não foi chamado para ensinar novamente. Mas falando em geral, jovens professores têm muita margem em nossa igreja para serem tediosos e cometerem erros. Visto que a igreja depende mais da Palavra do que de Mark, ela tem muita paciência com os jovens rapazes.

7. Deixe outros roubarem as duas ideias. Mark livremente deixa outros professores dentro da igreja adaptar suas anedotas, tomar suas melhores falas e imitar suas mensagens.

8. Esteja disposto a perder votos dos presbíteros. Já ouvi falar de outros pastores sêniores que “nunca perdem votos”. Quando este é o caso, você quase pode também se livrar de seus presbíteros. Isso é minar a liderança deles!

9. Seja tardio em falar e fale com moderação em reuniões de presbitério. Três vezes por ano, os presbíteros recebem determinado número de pastores de outras igrejas para observar nossas reuniões. Tais pastores frequentemente mencionam a sua surpresa sobre o quão pouco Mark fala, e o quão dispostos são os outros presbíteros de discordarem dele.

10. Não seja o presidente das reuniões de presbitério ou assembleias. Dar a outro homem a chance de ser o presidente que define as pautas e lidera a reunião é uma maneira fácil de distribuir autoridade.

11. Deixe outros presbíteros falarem à congregação sobre questões difíceis nas assembleias. Quando se trata de falar à igreja sobre casos de disciplina, grandes decisões financeiras ou outros tópicos difíceis, o presbítero que está mais envolvido pode ser o melhor para falar à igreja publicamente.

12. Use uma “comissão de convites”. Se você é um pastor que recebe convites regulares para falar fora da igreja, use uma comissão de funcionários e/ou presbíteros para ajudá-lo a analisar tais convites. E esteja disposto a deixá-los guiar e até mesmo determinar a decisão.

13. Seja devotado a uma coisa na igreja e dê liberdade em todo o resto. Mark é grandemente devotado a preparar sermões e deixa todo o resto mais aberto. Então se você quer ver a igreja fazendo mais em uma área, ele deixa você fazer e mantém as próprias mãos longe. Esse processo “revela” outros líderes naturais.

14. Não microgerencie. Há poucas áreas que Mark microgerencia, como se certificar de que sua equipe está presente nas reuniões e nos cultos no horário. Mas em quase todo o resto, ele deixa livre a rédea. Microgerência não apenas esgota um líder, mas também mina a iniciativa de outros.

15. Reveja os cultos semanais. Separar um tempo na agenda semanal da liderança de uma igreja para dar e receber feedback quanto aos cultos de domingo ensina os homens a avaliar, pensar e amar melhor a congregação. Isso cresce nele como líderes. E ainda...

16. Esteja disposto a receber críticas. Mark define o exemplo convidando a crítica. Isso dá a outros aspirantes a líderes espaço para abrir suas asas. Se você nunca convida a crítica, você está ensinando a todos à sua volta que eles devem se conformar com suas preferências ou serem punidos. Líderes não crescem nesse tipo de ambiente. Eles tendem a desaparecer.

17. Convide presbíteros leigos para dar feedback sobre os cultos. Mark não exige que os presbíteros leigos compareçam à reunião de revisão de culto semanal, mas sempre os convida a comparecer e dar feedback.

18. Ore por outras igrejas e outras denominações. Orar publicamente por outras igrejas e denominações ajuda a derrotar o tribalismo e nos concentra no evangelho ao invés de focar no líder da igreja. Essa oração ainda gera mais iniciativa piedosa entre outros líderes em casulo na igreja.

19. Seja pronto a perdoar. Mark é uma das pessoas mais prontas para perdoar que eu conheço. Alternativamente, é difícil para um localizador-de-falha distribuir autoridade. Se você só vê as falhas, você não confia. Mas se você é pronto a perdoar, você acha mais fácil confiar e delegar a outros.

20. Alegre-se nas vitórias de outros. Você tem que ser aquele que faz a cesta, ou fica feliz em fazer a assistência? Mark se alegra nas vitórias dos outros tanto quanto nas dele mesmo. Se outra pessoa pode fazer o trabalho, ele prefere que ela faça. Isso o deixa livre para fazer outra coisa.

Por: Jonathan Leeman

Fonte: Editora Fiel / Ministério Fiel

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Palestra "A escalada da violência como oportunidade para a igreja cristã" | Franklin Ferreira

Palestra do Pr. Franklin Ferreira, realizada na Conferência de Teologia Vida Nova em Curitiba - PR no dia 02/10/2013, quarta-feira, às 19h, com o tema "A escalada da violência como oportunidade para a igreja cristã".

"A graça de Deus e a justiça social" foi o tema da Conferência de Teologia Vida Nova em Curitiba - PR. Os palestrantes foram o Pr. Franklin Ferreira e o Pr. Jonas Madureira e o evento foi realizado na Igreja Evangélica Menonita Nova Aliança nos dias 02, 03 e 04 de outubro de 2013.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Os Alertas do Evangelho (Mateus 7.13-23) | Paul Washer

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramemnte: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. - (Mateus 7:21-23)

Fonte: Editora Fiel