Mostrando postagens com marcador Santidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Santidade. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

O Pecado e sua maldade

Para compreendermos a natureza do pecado e os fundamentos da luta contra ele segundo Jerry Bridges, precisamos olhar além das definições superficiais de comportamento e mergulhar em uma visão teológica que envolve tanto a nossa identidade quanto a majestade de Deus.

A Natureza Maligna do Pecado Nas fontes, Bridges argumenta que o pecado não deve ser visto apenas como os grandes escândalos morais da sociedade, mas como uma "malignidade espiritual e moral" que habita inclusive nos crentes. Ele utiliza a analogia do câncer: assim como um tumor maligno tem um potencial ilimitado de crescimento e invasão (metástase), o pecado, se deixado à vontade, contamina todas as áreas da nossa vida e se espalha para aqueles ao nosso redor,.

A gravidade do pecado reside no fato de que ele é uma ofensa direta a Deus. Bridges define o pecado como uma "traição cósmica" e uma rebeldia contra a autoridade soberana de Deus. Mesmo os pecados que consideramos "intocáveis" ou sutis — como ansiedade, frustração, ingratidão ou orgulho — são, na verdade, ataques à majestade e ao governo de Deus. Biblicamente, desprezar a lei de Deus é desprezar o próprio Deus, o que torna qualquer pecado algo hediondo aos Seus olhos,.

Uma percepção fundamental trazida pelo autor é que a raiz de todos esses pecados é a impiedade. Impiedade, aqui, não significa necessariamente perversidade, mas sim o ato de viver o dia a dia sem levar Deus em consideração,. É realizar as atividades diárias, tomar decisões e viver a vida como se Deus fosse irrelevante ou não existisse, o que acaba servindo de solo fértil para que outros pecados cresçam.

Os Fundamentos da Luta contra o Pecado O combate ao pecado não começa com força de vontade, mas com identidade e dependência.

  1. Identidade de "Santo": O fundamento primário é entender quem somos. Bridges explica que todo cristão é um "santo", não por suas realizações, mas por seu estado de ser "separado para Deus",. Fomos comprados e reservados para Ele. Assim, o pecado deve ser visto como uma "conduta imprópria a um santo", uma violação da nossa nova natureza e chamado. A luta contra o pecado é, essencialmente, o esforço para viver de acordo com quem já somos em Cristo.
  2. A Necessidade Diária do Evangelho: Muitas vezes pensamos que o evangelho é apenas para a salvação inicial, mas Bridges insiste que precisamos dele diariamente para lidar com a culpa e o poder do pecado. O evangelho nos assegura que nossos pecados estão perdoados, o que nos dá a segurança e a liberdade para sermos honestos sobre nossas falhas sem sermos esmagados pela culpa,. Saber que Deus não nos condena, mas está ao nosso lado nessa batalha, é o que nos motiva a lutar.
  3. Responsabilidade Dependente: A dinâmica da luta é descrita como "responsabilidade dependente". Isso significa que somos responsáveis por agir, obedecer e mortificar o pecado, mas somos totalmente dependentes do Espírito Santo para nos capacitar a fazer isso. Não podemos ser passivos, mas também não podemos confiar na nossa própria força; é o Espírito que torna a vitória possível, aplicando a obra de Cristo em nós,.

Estratégias Práticas Para travar essa batalha, o autor sugere "pregar o evangelho a si mesmo todos os dias", lembrando-se do perdão e da justiça de Cristo,. Além disso, devemos identificar áreas específicas de pecado (como ansiedade, que é falta de confiança na providência de Deus, ou ingratidão), memorizar versículos aplicáveis e orar continuamente pedindo a ajuda do Espírito,.

Uma Analogia para Conclusão Pense na natureza do pecado e na luta contra ele como o tratamento de uma doença grave, como o câncer mencionado pelo autor. Ignorar os sintomas (os pecados sutis como impiedade ou ansiedade) porque não parecem letais imediatamente é permitir que a doença (a malignidade moral) se espalhe e comprometa todo o corpo,. O evangelho age como o diagnóstico preciso e a cura garantida que remove a condenação fatal da doença, enquanto o Espírito Santo é o médico residente que administra o tratamento diário, nos fortalecendo e guiando no processo doloroso, mas necessário, de extirpar o que não pertence a um corpo saudável e vivo,. Nossa tarefa não é fingir que estamos saudáveis, mas nos submeter ativamente a esse tratamento, confiando na competência daquele que nos cura.

Pb. Evandro Marinho

Fonte: Pecados Intocáveis

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Conselhos aos que sofrem (10) | Rev. Ronaldo Lidório

 Parte: 10 – AOS QUE SE ENCONTRAN SEM FORÇAS

Na conclusão da magnífica carta de Paulo aos efésios, ele ensina que devemos nos fortalecer no Senhor: "Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder" (Ef. 6:10).

Primeiramente para não cairmos na “cilada do diabo” (v.11), o que nos leva a refletir que as armadilhas são muitas e estão ao nosso redor (1Pe 5:8). De fato, o apóstolo destaca esse perigo, pois escreve o verso 20 explicando que a nossa luta não é contra carne e sangue, mas “principados e potestades”. Via de regra, o inimigo das nossas almas nos ataca nas áreas mais enfraquecidas em nossas vidas. Assim, uma pergunta deve ser levantada: qual é a área fraca da sua vida que precisa, urgente e intensamente, ser fortalecida no Senhor e na força do seu poder?

Em segundo lugar, devemos nos fortalecer no Senhor para resistirmos “no dia mau” (v.13), evidenciando que nossos dias são inconstantes e que é crucial resistir para, ao fim, permanecer com a fé inabalável. Parece-me que a dinâmica do texto nos apresenta um movimento: nos fortalecermos no dia bom para conseguirmos resistir quando o dia mau chegar.

Por fim, ele pede oração para que tenha intrepidez na pregação do evangelho de Cristo (v.19), fazendo uma interessante ligação entre a oração e a missão. Mostra que não somos naturalmente audaciosos e intrépidos.

Se o próprio Paulo pediu oração por coragem para a evangelização, nós também precisamos fazê-lo. Tal coragem é resultado direto da graça de Deus, motivo pelo qual precisamos orar e pedir. Uma vida tímida na oração é uma vida tímida na proclamação do evangelho.

O destaque de Paulo, além de apresentar os motivos para nos fortalecermos em Deus, é indicar como fazê-lo. Na teologia bíblica, se conciliarmos as cartas paulinas, encontraremos sete práticas cristãs que alimentam a nossa fé: Palavra, adoração, comunhão, oração, santidade, boas obras e evangelização. Essa é a trilha da espiritualidade onde somos fortalecidos no Senhor para permanecer, mesmo passando pelo sofrimento, com a fé inabalável.

  1. Leia e medite na Palavra de Deus. É ela que alimenta a sua fé e mostra o caminho.
  2. Encha seus dias com frequente adoração, o reconhecimento de quem Deus é e o que Ele faz. Faça isto de forma privada e individual no seu quarto, e, também, pública e coletiva com sua igreja local.
  3. Abrace a comunhão, caminhando com aqueles que amam e seguem o Senhor Jesus.
  4. Cultive a vida de oração – diálogo com o Pai em nome do Filho Jesus.
  5. Busque de forma intensa e intencional uma vida santa que agrada o coração de Deus.
  6. Chore com os que choram, abrace e socorra o aflito e necessitado.
  7. E evangelize, com suas palavras e vida, proclamando sobre o único redentor daquele que crê – Jesus.
Portanto, encha seus dias com a Palavra, adoração, comunhão, oração, santidade, boas obras e evangelização. Você será fortalecido no Senhor!

Identifique as áreas fracas da sua vida, sejam padrões de pensamentos, vícios secretos, motivações duvidosas ou orgulho camuflado. Depois desse autoexame, busque em Cristo um sincero quebrantamento que leve a um verdadeiro arrependimento.

Livre-se urgentemente das suas fraquezas crônicas, pois são nessas lacunas que você será frontalmente atacado pelo inimigo. E não caminhe sozinho! Busque um companheiro de oração, de caminhada, de coração. A comunhão entre os santos é o ambiente que permite que o bálsamo seja derramado sobre a ferida.

Portanto, aos que sofrem, deixo este encorajamento: Deus o fortalecerá. Você não está sozinho, pois o Rei do universo, que o amou e chamou, está ao seu lado todos os dias. Clame e o Senhor o ouvirá. E, enquanto o livramento não chega, persevere com fé, perseverança e paz. Fé, pois Ele o chamou para crer. Assim, o descanso de alma é um resultado direto da fé. Perseverança, pois o caminho muitas vezes é longo e árduo. Caminhe um dia por vez, sabendo que as misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã. E, por fim, paz, mesmo em meio ao sofrimento. Lembre-se: por mais forte que seja a tormenta, estamos nas mãos do Senhor, que é fiel.

Conselhos aos que sofrem (9) | Rev. Ronaldo Lidório

 Parte: 09 – AOS QUE NÃO ENXERGAM ALÉM DO JORDÃO


Ao se preparar para seguir adiante, olhe para trás! Veja o quanto Deus foi fiel, guardou a sua vida, alimentou a sua alma e proveu além das suas necessidades. Lembre-se de que Ele jamais falhou, nunca se ausentou ou deixou de amar. E creia que amanhã não será diferente.

A última pregação de Moisés foi possivelmente a mais emblemática, pois tinha como missão orientar o povo a seguir aonde ele não iria – além do Jordão. Seu sermão se encontra nos capítulos 31 e 32 de Deuteronômio e poderia ter como título ‘Exortações da travessia’.

Trata-se de um convite a olhar para trás, pois “o Senhor lhes fará como fez a Seom e a Ogue, reis dos amorreus, os quais destruiu, bem como a sua terra” (Dt 31:4). Moisés conclama o povo a um exercício de memória e fé – “lembra-te dos dias da antiguidade” (Dt 32:7) – fazendo com que a memória seja inundada com os fatos que expressam o poder, a fidelidade e o amor de Deus. É da natureza de Deus ser fiel!

A terra além do Jordão representava a incerteza e insegurança. Os relatos que chegavam ao povo eram de uma terra frutífera, porém habitada por guerreiros, exércitos e protegida por cidades fortificadas. Perante esse temor, Moisés lhes ensina que “o Senhor, teu Deus, passará adiante de ti” (Dt 31:3) e “... o Senhor é quem vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará” (Dt 31:8). A mensagem é clara: Deus está aonde ainda não chegamos. É possível descansar perante o novo que nos desafia, pois Deus já está além do Jordão.

Nesse sermão Moisés não fala apenas de vitória e fidelidade, ele também denuncia o pecado apontando para a rebelião aos mandamentos de Deus (Dt 31:27), os que praticam abominações (Dt 32:16), os que se esquecem da Rocha, que é o Senhor (Dt 32:18) e os que perderam a lealdade a Deus e se tornaram leais ao mundo (Dt 32:20). Exorta o povo a se quebrantar, abandonar o pecado e buscar a santidade. Não deveriam cruzar o Jordão com essas práticas e manchas.

Perante um novo dia, deixe para trás o temor. Encha seu coração de fé e esperança, pois o Senhor é a sua força e o seu refúgio. Ao contrário dos surrealistas, o cristão não nega o perigo e o mal. Longe disso, os reconhece plenamente. A Palavra narra de forma clara os perigos da vida cristã associados ao nosso próprio coração, à sociedade humana e ao maligno. As Escrituras evidenciam que há reais e evidentes motivos de temor. O desafio bíblico, portanto, não é negar os motivos para temer, mas deixar de temer mesmo com reais motivos, pois o Senhor é conosco.

Ao assumir a liderança do povo, Josué – que bem conhecia todos os perigos daquela terra – foi enfaticamente encorajado por Deus a ter coragem: “... não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares” (Js 1:9).

Perante um novo dia, deixe para trás também o pecado. Identifique em sua vida aquilo que não vale a pena levar. Denuncie em seu próprio coração o que não procede de Deus. Renuncie, em nome de Jesus, o que entristece o Espírito. Cada novo dia é uma nova oportunidade para buscar de forma intensa e intencional a santidade de vida que agrada a Deus. Que nosso alvo seja sermos mais santos hoje do que fomos ontem e que a santidade não seja apenas um sistemático controle de ações e reações, palavras e comportamento com aparência cristã; mas, sim, uma profunda e transformadora experiência com Cristo, em Cristo e por Cristo, que purifica a alma e nos aproxima do Pai.

Perante um novo dia em sua vida, olhe para trás e lembre-se também da ininterrupta fidelidade de Deus em sua história. Saiba que Ele já foi adiante de você e lhe preparou o caminho. Deixe para trás o temor e o pecado e jamais se esqueça: Deus está além do Jordão.


domingo, 5 de junho de 2022

Salvação, obra de Deus | Rev. Hernandes Dias Lopes

E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.” (Rm 8.30).

O texto em epígrafe diz, com diáfana clareza, que a salvação é uma obra de Deus. Ele a planejou, a executou e a consumou. O homem não é o agente de sua própria salvação, Deus é. Quatro verdades solenes são, aqui, acentuadas:

Em primeiro lugar, Deus predestina para a salvação. 

A predestinação é um decreto eterno e soberano de Deus, no qual, ele, livremente, nos escolheu para a salvação, não com base nos nossos méritos, mas conforme a sua própria determinação e graça. A eleição divina não ocorreu no tempo, mas antes da fundação do mundo. Não com base em nossas obras, mas conforme o seu favor imerecido. Não porque Deus previu que iríamos crer em Jesus, mas para a fé a Jesus. Não porque Deus previu que iríamos ser santos, mas para sermos santos e irrepreensíveis perante ele.

Em segundo lugar, Deus chama eficazmente para a salvação. 

Há dois chamados, um externo e outro interno. Um dirigido aos ouvidos e outro dirigido ao coração. Muitos são chamados, mas poucos escolhidos. Jesus diz que suas ovelhas ouvem sua voz e lhe seguem. Ele dá a elas a vida eterna e ninguém as arrebatará de suas mãos. A voz do pastor é o evangelho. Quando o eleito ouve o evangelho, o próprio Deus tira o tampão de seus ouvidos, a venda de seus olhos e transforma o seu coração de pedra num coração de carne. O chamado divino é eficaz. A voz de Deus é poderosa. O evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. É evidente, portanto, que a doutrina da predestinação não é um desestímulo à pregação, mas uma garantia de sua eficácia. O Senhor Jesus disse a Paulo, na cidade de Corinto: “…fala e não te cales; …pois tenho muito povo nesta cidade.” (At 18.9-10).

Em terceiro lugar, Deus justifica os que são chamados para a salvação. 

A justificação é um ato livre e soberano de Deus, no qual, ele declara justo, diante do seu tribunal, todos aqueles que creem em Cristo. A justificação não acontece em nós, mas fora de Deus. Não é um processo, mas um ato. Não possui graus, ou seja, todos aqueles que são justificados estão plenamente quites com a lei de Deus e com sua justiça. Na justificação, nossos pecados foram imputados a Cristo e a justiça de Cristo foi imputada a nós. Na cruz, Jesus pagou a nossa dívida e agora, portanto, nenhuma condenação há mais para aqueles que estão em Cristo Jesus. Não apenas nossa dívida foi paga, mas temos um crédito infinito diante do tribunal de Deus, a justiça de Cristo depositada em nossa conta.

Em quarto lugar, Deus glorifica a todos quantos foram predestinados, chamados e justificados. 

A glorificação é uma realidade futura. Dar-se-á na segunda vinda de Cristo, quando os mortos ressuscitarão com corpos glorificados, semelhantes ao corpo da glória do Senhor Jesus e os vivos serão transformados e arrebatados para encontrar o Senhor nos ares. Muito embora, esse auspicioso evento se dará no fim, nos decretos de Deus, a glorificação já um fato consumado. Por isso, Paulo colocou o verbo “glorificou” no pretérito perfeito. A salvação não apenas é uma obra exclusiva de Deus, mas é, também, assegurada pelo próprio Deus. É impossível um salvo perder a salvação. É impossível alguém predestinado, chamado, justificado e glorificado perecer eternamente. O mesmo Deus que começou a boa obra em nós, completá-la-á até o dia de Cristo Jesus. Ninguém pode ir a Jesus sem que o próprio o Pai o traga a ele e ninguém vai a ele para ser lançado fora. Das mãos de Jesus ninguém pode nos arrebatar. É digno de nota, porém, que não somos salvos no pecado, mas do pecado. Somos salvos para vivermos uma vida santa e irrepreensível. A evidência da salvação é a santidade, pois sem santidade ninguém verá o Senhor.

Rev. Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Será que Deus ama o pecador e odeia apenas os seus pecados? | Dr. John H. Gerstner

“Arrependam-se ou pereça” exige que as pessoas ponderem seriamente acerca do slogan popular: “Deus odeia o pecado, mas ama o pecador.” É necessário haver um arrependimento consistente diante da afirmação “Deus ama o pecador?” Se Deus ama o pecador, enquanto ele está vivo, é estranho que Deus o envie para o inferno, assim quando ele morrer. Deus ama o pecador até a morte? E não o amaria no tormento eterno?

Há algo errado aqui. Ou, Deus ama o pecador e não irá mandá-lo para dentro da fornalha de Sua ira eterna, ou Ele o enviará para a Sua ira eterna e não o ama. Ou, “você está indo para o inferno a menos”, porque Deus odeia você, como você é. Ou, Deus te ama e “você está indo para o inferno a menos que” é falsa.

O que leva quase todos a crerem que Deus ama o pecador é por Ele fazer tão bem ao pecador. Ele concede tantos favores incluindo deixar que continue vivendo. Como Deus pode permitir que o pecador viva e lhe dê tantas bênçãos, a não ser que Ele o ame? Há um tipo de amor entre Deus e os pecadores. Nós o chamamos de “amor de benevolência.” Isso significa que é um amor de boa vontade. Benevolens - bem disposto. Fazer bem. Deus pode fazer bem para o pecador sem amá-lo com o outro tipo de amor. “Amor complacente”, um prazer em, afeição por, admiração de. Ele existe na perfeição entre o Pai e o Filho, “em quem me comprazo” ( Mt 3:17; Mc 1:11).

Deus é perfeitamente descontente com o pecador. O pecador odeia a Deus, desobedece a Deus, é ingrato a Deus por todos os Seus favores, e até mesmo mataria a Deus, se pudesse. Este pecador está morto em seus delitos e pecados (Ef 2:1). “Os pensamentos e desígnios de seu coração são continuamente maus” (Gn 6:5). Ele é escravo do pecado (João 8:34) e um servo do diabo (Ef 2:2).

Deus não tem em nada amor complacente para com o pecador. Ele tem um ódio perfeito dele, de fato, Ele diz que “odeio-os com ódio consumado” (Sl 139:22 ).

Neste mundo o pecador em nada tem satisfação, senão no amor benevolente de Deus. Cada experiência de dor, bem como o prazer é do amor de Deus - de benevolência. Mesmo a dor é do Seu amor, porque Ele tende a despertar o pecador do seu perigo. Deus realmente ama o pecador, a quem Ele odeia com um ódio perfeito, mas com um perfeito amor de benevolência.

O pecador, como eu disse, torna em maldição cada bênção divina, incluindo o amor da benevolência de Deus. Isso ele faz por interpretar o amor de benevolência, como sendo um amor de complacência.

Tanto quanto “o ódio dos pecados” está relacionado, pois não existem pecados aparte do pecador. Deus odeia o pecar, ou seja, o matar, roubar, mentir, cobiçar, etc., mas isso faz alusão ao autor destes crimes.

Deus nunca odeia os remidos, mesmo quando eles pecam. Seria Ele um injusto admirador de pessoas? Não! (At 10:34) Deus odeia o pecador não redimido, mas ama os remidos, mesmo quando eles pecam por um motivo bom e justo. Deus ama os remidos, mesmo quando eles pecam, porque o Seu Filho, em quem Deus se compraz, vivendo sempre para interceder por eles (Rm 8:27, 34). Cristo morreu para expiar a culpa dos pecados de Seu povo. Quando eles pecam, estes são expiados - pelos pecados. Eles são pecados com sua culpa removida. Em certo sentido, estes pecados não são considerados. Deus não odeia o seu povo quando eles pecam, porque eles estão em Seu Filho, Cristo Jesus. E eles são feitos aceitáveis em seu Filho. Ele “nos faz aceitos no Amado” (Ef 1:6).

Nepotismo Divino? Não, o Seu Filho morreu por essas pessoas e pagou o preço por seus pecados passados, presentes e futuros. Eles são cancelados antes de serem cometidos. Essa é a verdade, não uma ficção. Justiça não é nepotismo favorecido. Na verdade, não é a sua relação original com Cristo que faz com que os seus pecados sejam sem culpa, mas a satisfação realizada por Cristo pelos seus pecados que criou o relacionamento como filhos adotados na família de Deus.

Quando o homem pecou, morreu espiritualmente e foi rejeitado da comunhão com Deus, seu criador e amigo (Gn 3; Rm 5:12). A ira de Deus estava sobre ele, o pesar no trabalho era a sua parte na maldição; bem como o sofrimento no parto; alienação e morte, como ameaçadas. Deus é santo; os seus olhos são tão puros que não podem contemplar a iniquidade. (Hq 1:13)

Esta foi uma terrível, mas santa ira. Deus estava usando o seu poder onipotente, mas segundo a Sua justiça perfeita. O homem foi afetado, mas ele mereceu. Não era mais, nem menos, do que ele merecia. Deus não é mais poderoso do que santo, nem mais sagrado do que poderoso.

Toda a glória a Deus por sua santa ira. (Jo 17:3; Rm 9:17).


Extraído de http://www.the-highway.com/lovesinner_Gerstner.html

Traduzido em 7 de Março de 2014.

terça-feira, 28 de junho de 2016

12 Perguntas Que Um Cristão Deve Fazer Antes De Assistir Game Of Thrones | Por John Piper


Pastor John, você acredita que haja alguma diferença entre nudez de filmes e a nudez em pornografia? Eu conheço vários cristãos que são contra pornografia, mas eles não tem problema algum em assistir filmes ou programas de TV que apresentem nudez gráfica.” Uma jovem mulher chamada Emily recentemente enviou essa pergunta ao “Ask Pastor John”.

Um dia depois, Adam enviou a seguinte pergunta: “Pastor John, o que o senhor diria a um cristão que assiste o programa Game of Thrones“? É um programa de TV com classificação adulta, e se tornou infame por causa da nudez e de cenas de sexo explícito, também por cenas de estupro e violência sexual contra as mulheres. Game of Thrones é agora a série mais popular na história da HBO, com uma audiência média de mais de 18 milhões de telespectadores.

A seguir está uma transcrição ligeiramente editada da resposta de John Piper nesse episódio de “Ask Pastor John”.

Quanto mais perto fico de morrer, de encontrar Jesus pessoalmente (face a face) e de prestar contas da minha vida e das palavras mal-pensadas que eu falei (Mateus 12:36), mais certeza eu tenho da minha decisão de nunca olhar intencionalmente para um programa de TV, um filme, website ou revistas onde eu saiba que irei ver fotos ou filmes de nudez. Nunca. Essa é minha decisão. E quanto mais perto fico da morte, melhor me sinto quanto a isso, e mais dedicado eu me torno.

Francamente, eu quero convidar todos os cristãos a se juntarem a mim nesta busca de uma maior pureza de coração e mente. Em nossos dias, quando o entretenimento da mídia tornou-se praticamente a língua comum do mundo, isto soa como um convite para ser um alienígena. E eu acredito com todo meu coração que o que o mundo precisa é de alienígenas radicalmente destacados, com sacrifício amoroso, apaixonados por Deus. Em outras palavras, estou convidando você para dizer não ao mundo para o bem do próprio mundo.

O mundo não precisa de mais gente legal e “culturalmente esclarecida”, ou seja, de cópias irrelevantes de si mesmo. Isso é um erro que tem enganado milhares de jovens cristãos. Eles pensam que têm de ser descolados, legais, esclarecidos, culturalmente conscientes, observando tudo para não serem bizarros. E isso é o que está desfazendo-os moralmente e desfazendo os seus testemunhos.

Então aqui estão 12 perguntas para se pensar, ou 12 razões porque estou comprometido a uma abstenção de tudo que eu sei que irá me apresentar nudez.

1 – Será que estou recrucificando a Cristo?

Cristo morreu para purificar seu povo. É uma falsificação absoluta da Cruz tratá-la como se Jesus morresse somente para nos perdoar do pecado de assistir a nudez, e não para nos purificar e dar-nos o poder de não vê-la.

Ele tem poder (comprado pelo sangue de Sua cruz). Ele morreu para nos fazer puros. Ele “entregou a si mesmo, por nós, para nos remir de toda iniquidade e purificar para si um povo para sua própria posse” (Tito 2:14). Se escolhemos endossar, abraçar, desfrutar ou buscar a impureza, é como se tomássemos uma lança e perfurássemos o lado de Jesus cada vez que fizéssemos isso. Ele sofreu para nos libertar da impureza.

2 – Será que isso expressa ou favorece a minha santidade?

Na Bíblia, do início ao fim, há um chamado radical à santidade – a santidade da mente, do coração e da vida. “Como aquele que vos chamou é santo, vós também sejam santos em todo o vosso procedimento” (1 Pedro 1:15). Ou 2 Coríntios 7: 1, “Uma vez que temos essas promessas, amados, purifiquemo-nos de toda contaminação de corpo e espírito, trazendo santidade para o acabamento no temor de Deus” A nudez em filmes e fotografias não é santa e não faz avançar a nossa santidade. É profana e impura.

3 – Quando irei lançar fora meu olho, se não agora?

Jesus disse que todo aquele que olha para uma mulher com intenção concupiscente já cometeu adultério com ela em seu coração. Se seu olho direito te leva a pecar, arranque-o e jogue-o fora (Mateus 5:28-29). Ver mulheres nuas – ou homens nus – leva um homem ou uma mulher a pecar com suas mentes e seus desejos, e frequentemente com seus corpos. Se Jesus nos ordenou guardar nossos corações, ao arrancar nossos olhos para prevenir a concupiscência, seria certo que Ele também diria: “Não assista a isso!”.

4 – Não é satisfatório pensar naquilo que é honroso?

A vida em Cristo não é apenas evitar o mal, mas principalmente buscar de forma ardente o bem. Lembre-se de Filipenses 4:18, “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.”

Minha vida não é uma vida forçada. É livre. “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor.” (Gálatas 5:13)

5 – Estou buscando ver a Deus?

Eu quero ver e conhecer a Deus, tanto quanto possível nesta vida e na ressurreição. Assistir a nudez é um enorme obstáculo nessa busca. “Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus” (Mateus 5: 8). A contaminação da mente e do coração, observando nudez entorpece a capacidade do coração de ver e desfrutar a Deus. Eu desafio qualquer um a ver nudez e logo após ir diretamente a Deus, orando, dando-lhe graças por causa do que acabou de experimentar.

6 – Será que eu me importo com as almas daqueles que aparecem nus?

Deus chama às mulheres a se vestirem de uma maneira respeitável, com modéstia e auto-controle (1 Timóteo 2:9). Quando buscamos, recebemos ou embraçamos a nudez em nosso entretenimento, estamos implicitamente endossando o pecado das mulheres que se vendem dessa maneira e, portanto, sendo negligentes quanto a suas almas. Elas desobedecem 1 Timóteo 2:9, e nós dizemos que está tudo bem.

7 – Eu ficaria feliz se fosse uma filha minha interpretando o papel?

A maioria dos cristãos são hipócritas ao assistirem nudez, porque, pelo fato de assistirem, por um lado eles dizem que isso é bom, e, por outro lado, lá no fundo eles sabem que eles não iriam querer que sua filha, esposa ou namorada estivessem interpretando esse papel. Isso é hipocrisia.

8 – Será que eu estou dizendo que a nudez pode ser fingida?

A nudez não é como o assassinato e a violência na tela. A violência na televisão é de faz-de-conta; ninguém realmente morre. Mas a nudez não é faz-de-conta. Essas atrizes estão realmente nuas na frente da câmera, fazendo exatamente o que o diretor pede para elas fazerem com as pernas, as mãos e os seios. E elas estão nuas para que milhões de pessoas possam ver.

9 – Será que eu estou comprometendo a beleza do sexo?

Sexo é uma coisa bonita. Deus o criou e o declarou como “bom” (1 Timóteo 4: 3). Mas não é um esporte para um espectador assistir. É uma alegria santa que é sagrada em seu lugar devido, de um amor terno e seguro. Homens e mulheres que querem ser assistidos na sua nudez estão na categoria de exibicionistas que puxam suas calças para baixo em lugares públicos.

10 – Será que eu estou dizendo que a nudez é necessária para que haja Boa Arte?

Não há um grande filme ou uma grande série de televisão que realmente precise de nudez para adicionar à sua grandeza. Não. Não existe. Existem formas criativas para ser fiel à realidade sem transformar o sexo em um esporte de espectador e sem colocar atores e atrizes em situações moralmente comprometedoras no set.

Não é a integridade artística que está dirigindo a nudez na tela. Debaixo de toda a superfície, o apetite sexual masculino é o verdadeiro motor deste negócio, e, como consequência, a pressão da indústria e do desejo de classificações que as vendem. Não é a arte que coloca a nudez no filme, é o apelo à lascívia. Este sim vende.

11 – Será que eu estou implorando por aceitação?

Os cristãos não vêem nudez principalmente por ter como propósito maximizar a santidade. Mas isso, aparentemente, não impede que eles voltem a assisti-los. No fundo eles sabem que estes filmes e programas de televisão estão cheios de elogios e exaltações a atitudes que estão totalmente fora de sintonia com a morte do “eu” e com a exaltação de Cristo.

Não, o que faz os cristãos voltarem a ver esses programas é o medo de que, se levarem Cristo a sério em Sua palavra e considerarem a santidade um assunto tão sério como estou dizendo que é, eles teriam que parar de ver tantos programas de televisão e tantos filmes, que eles seriam vistos como bizarros. E, hoje em dia, esse é o pior de todos os males. Ser visto como bizarro é um mal muito maior do que ser profano.

12 – Será que eu sou livre da dúvida?

Há uma orientação bíblica que torna a vida muito simples: “Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado.“(Romanos 14:32). Minha paráfrase: Se você tem dúvidas, não faça. Se isso fosse seguido, os hábitos de visão de milhões de pessoas seriam alterados, e, oh, quão tranquilamente eles iriam dormir com as suas consciências.

Então eu digo novamente: Junte-se a mim na busca do tipo de pureza que vê a Deus, e conhece a plenitude da alegria em sua presença e do prazer eterno à sua mão direita.

Resposta dada pelo Pastor John Piper
Traduzido por Erving Ximendes

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

La santidad de Dios en personas ordinarias | Pastor Miguel Núñez (Español)

La santidad de Dios en personas ordinarias
por Iglesia Bautista Internacional
Este curso responde a la realidad de que la santidad de Dios aún no se evidencia en nuestras vidas al nivel que Él lo demanda. Nuestros pastores al igual que otros líderes internacionales están preocupados por la negligencia de muchos de los creyentes en Jesús de obedecer al mandato de ser santos como Él lo es. El objetivo de este curso es exhortarnos a ser prácticos respecto a reflejar la santidad del Dios vivo.

domingo, 18 de janeiro de 2015

O gozo da santidade cultivado | Joel Beek

Artigo retirado do Site Monergismo
Fonte Primária: Cultivando a Santidade - Joel Beek
Editora Os Puritanos
Leia o Restante Aqui

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Como a Graça Deveria Impactar a Execução do seu Trabalho | J. D. Greear

ComoAGracaDeveriaImpactarAExecucaoDoSeuTrabalho1

Quando alguém pensa em seu trabalho sendo “cristão,” todo tipo de imagem perturbadora vem à mente:

  • Abrir um salão de beleza chamado “Você Muito Melhor” ou uma livraria chamada “E Lias”.
  • Fazer momentos constrangedores de evangelismo nas chamadas promocionais.
  • Desafiadoramente dizer “Feliz Natal” ao invés de “Boas Festas” na fila do caixa, ou furtivamente dizer “Tenha um dia abençoado” na saudação.
  • Colar pôsteres de opções de estudo bíblico no horário de almoço ou enviar spams sobre visões da Virgem Maria no Equador.

Talvez você se lembre do incidente de 2004 com um piloto da American Airlines que, em seus anúncios antes do voo, pedia a todos os cristãos a bordo do avião que levantassem a mão. Ele então sugeria que durante o voo, os outros passageiros conversassem com essas pessoas sobre a fé deles. Ele também disse aos passageiros que ele ficaria feliz em conversar com qualquer um que tivesse dúvidas. É compreensível que isso fazia as pessoas surtarem: o piloto do seu avião falando com você sobre se você vai ou não se encontrar com Jesus?[1] Embora eles pudessem admirar o zelo do cara, muitos empresários cristãos pensam: “Eu acho que eu não conseguiria fazer isso sem ser demitido.”

Muitos cristãos pensam que simplesmente não dá para servir o reino de Deus no trabalho, e que o trabalho desse reino acontece “após o expediente” — voluntariando-se no berçário da igreja, frequentando grupos pequenos, indo a uma viagem missionária, servindo na cantina. A maioria pensa que o nosso trabalho é uma necessidade que deve ser suportada para colocar comida na mesa, e que o interesse de Deus no fruto de nosso trabalho é primariamente que entreguemos os nossos dízimos.

A Bíblia oferece uma perspectiva bem diferente. A Escritura nos ensina como servir a Deus através de nosso trabalho, não apenas após o trabalho. A Bíblia diz palavras claras e radicais às pessoas no local de trabalho, nos mostrando que mesmo o mais subalterno deles possui um papel essencial na missão de Deus.

De fato, certamente não é coincidência que a maioria das parábolas que Jesus contou tinha como contexto um local de trabalho, e que dos quarenta milagres registrados no livro de Atos, trinta e nove ocorreram fora do cenário de uma igreja. O Deus da Bíblia parece tão preocupado em demonstrar seu poder fora dos muros da igreja, quanto dentro.

Quero sugerir cinco qualidades que tornam o trabalho “cristão.” Por “cristão” neste contexto eu quero dizer “feito através da fé em Jesus Cristo.” Portanto, o trabalho que é cristão terá cinco qualidades:

  • (1) cumpre a criação,
  • (2) busca a excelência,
  • (3) reflete santidade,
  • (4) demonstra redenção e
  • (5) avança em missões.

O trabalho cristão cumpre a criação

Quando Deus colocou Adão no Jardim do Éden, ele não disse simplesmente para ele se manter longe de certas maçãs podres. Deus colocou Adão no jardim “para cultivá-lo e guardá-lo” (Gênesis 2:15). Lembre-se que Deus disse isso antes da maldição, indicando que o trabalho não era uma punição infligida em Adão por seu pecado, mas era parte do desígnio original de Deus.

O primeiro propósito que Deus tinha em mente para Adão não era ler uma Bíblia ou orar, mas ser um bom jardineiro.

A palavra hebraica ‘abad, traduzida por “cultivar,” mostra exatamente o que Deus quer dizer: tem a conotação de preparar e desenvolver. Adão foi colocado no jardim para desenvolver sua matéria-prima, para cultivar um jardim. Cristãos podem cumprir o propósito criado por Deus da mesma maneira, tomando a matéria-prima do mundo e desenvolvendo-as. Isso está acontecendo o tempo todo, tanto por crentes quanto por incrédulos. Empreiteiras pegam areia e cimento e os usam para criar prédios. Artistas tomam cor e música e os harmonizam em arte. Advogados tomam princípios de justiça e os codificam em leis que beneficiam a sociedade.

Este é o plano de Deus. Martinho Lutero, o famoso reformador alemão, coloca desta maneira:

“Quando oramos a Oração do Senhor, nós pedimos que Deus nos dê ‘o pão nosso de cada dia.’ E ele nos dá nosso pão diário. Ele faz isso através do fazendeiro que plantou e colheu o grão, o padeiro que transformou a farinha em pão, a pessoa que preparou nossa refeição.”

O que isso significa é que a vocação secular de um cristão ajuda a mediar o cuidado ativo de Deus no mundo. Deus está ativo através do trabalho de uma pessoa para assegurar que famílias estejam alimentadas, que lares sejam construídos, que a justiça seja cumprida. Muitos cristãos trabalham de má vontade quando deveriam festejar o fato de que Deus os está usando, em qualquer que seja o pequeno papel, para cumprir seus propósitos.

Outro grande exemplo disso vem do clássico filme Carruagens de Fogo. O filme mostra um atleta de corrida cristão, Eric Liddell, em sua preparação para as Olimpíadas de 1924. Em um ponto do filme, Liddell é confrontado com a objeção à sua carreira de que há questões mais urgentes na vida de um cristão do que meramente correr. Liddell responde: “Eu acredito que Deus me criou para um propósito, mas ele também me criou rápido. E quando eu corro, sinto o prazer de Deus.” Em um momento ou outro, enquanto trabalhamos em algo que amamos ou em algo que somos bons, muitos de nós temos um sentimento similar. É como se sentíssemos dentro de nós, bem literalmente: “Eu fui feito para isso.”

O trabalho cristão busca a excelência

Se nosso trabalho é feito “para Deus,” ele deve ser feito de acordo com os mais altos padrões de excelência. Paulo diz:

“E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Colossenses 3:17).

Isso deveria ser verdade quer recebamos qualquer recompensa por nosso trabalho ou não, e mesmo se nunca ninguém notar.

Sejamos honestos: é desmoralizante trabalhar para alguém que não nos dá crédito por aquilo que fizemos, ou pior, alguém que reage oferecendo apenas feedbacks negativos. Um chefe ruim pode transformar um trabalho que seria satisfatório em um absoluto terror. Numa situação como essa, a maioria das pessoas perde a motivação de trabalhar com excelência. “Afinal,” elas podem pensar, “qual o sentido de trabalhar duro? Ninguém vai notar de qualquer maneira, e mesmo que eles notem, eu certamente não ganharei o crédito por isso.” Essa pode ser uma resposta razoável, mas não é uma resposta cristã.

Cristãos devem buscar a excelência em seus trabalhos não porque eles querem impressionar seus chefes ou porque trabalhar duro leva a um pagamento melhor, mas porque eles trabalham para Cristo. C.S. Lewis uma vez observou como vales nunca antes descobertos pelos olhos humanos ainda são cheios de belas flores. Para quem Deus criou aquela beleza, se olhos humanos nunca a veriam? A resposta de Lewis era que Deus faz algumas coisas apenas para seu próprio prazer. Ele vê mesmo quando ninguém mais vê.

Essa perspectiva adiciona um novo significado para toda tarefa que os crentes executarem, mesmo que eles saibam que nunca serão reconhecidos. Eles não precisam mais da aprovação dos outros em seus trabalhos, porque não mais trabalham primariamente para outros. Eles trabalham em primeiro lugar para Cristo, e ele merece o melhor deles.

Na realidade, contudo, pouquíssimos trabalhos passam desapercebidos, especialmente se malfeitos. Um cristão com uma ética trabalhista medíocre ou um desenvolvimento acadêmico desleixado dá ao mundo um terrível testemunho de Cristo. Ele pode dizer com sua boca que “Jesus é Senhor,” mas quando ele não se importa em entregar seus trabalhos a tempo ou respeitar seu chefe, ele está dizendo mais alto ainda: “Eu mesmo sou senhor.” Ao trabalhar com excelência, os cristãos não apenas servem a Deus, mas também demonstram uma atitude de serviço ao mundo.

O trabalho cristão reflete santidade

Se cristãos trabalham para Deus, isso deveria inerentemente fazê-los trabalhar com excelência. Mas saber que Deus vê tudo o que fazemos deveria também fazer-nos trabalhar com integridade. Trabalho que é “cristão” nos conformará aos mais altos padrões de ética.

Paulo procede em Colossenses explicando que tudo o que fazemos é feito com respeito ao nosso Mestre que nos assiste dos céus, a quem prestaremos conta (Colossenses 3:23-25). Isso significa, Paulo disse, que mesmo quando nosso chefe é um idiota (e muitas pessoas para quem Paulo estava escrevendo literalmente pertenciam a seus chefes!), cristãos fazem seu trabalho para Deus. Nosso trabalho deve deixar evidente que nós servimos a um Deus de justiça e bondade. Isso significa que chefes cristãos devem se preocupar menos com as críticas, e mais com o fato de que eles prestarão contas a um Mestre celestial. Funcionários cristãos não devem fazer nada de forma descuidada ou mentir sobre quanto trabalho eles tiveram.

A ética nos negócios realmente importa, porque através dela nós espelhamos o caráter de Deus. Deus diz que “balança enganosa” — trabalhos malfeitos, balancetes falsificados, folhas de ponto inexatas, etc. — são uma “abominação” a ele (cf. Provérbios 11:1). Uma ética medíocre nos negócios não é uma questão insignificante.

O trabalho cristão demonstra redenção

Se cristãos agissem em seus empregos com equidade e justiça, só isso já os diferenciaria. Mas aqueles que foram tocados pelo evangelho não tentam meramente abraçar altos padrões éticos; eles vivem suas vidas com uma perspectiva de gratidão radicalmente transformada. O que Cristo fez ao nos redimir para o Pai produz uma resposta natural de graça para com outros.

Eu recentemente ouvi uma história sobre uma jovem recém-formada que conseguiu um emprego na Madison Avenue, em uma das mais prestigiadas firmas de propaganda. Com pouco tempo de empresa, ela cometeu um erro que custou à companhia aproximadamente US$25.000. A Madison Avenue não é um mundo definido pela graça e ela esperava ser demitida no fim do dia. Seu chefe, contudo, compareceu diante da diretoria e os convenceu sobre permitir que a culpa pelo erro dela recaísse sobre ele mesmo. Quando essa jovem mulher ouviu o que o seu chefe havia feito, ela foi até ele em lágrimas. Ela lhe perguntou o motivo pelo qual, naquela atmosfera absurdamente competitiva, ele escolheria colocar seu próprio pescoço no lugar do dela. Ele respondeu compartilhando como Jesus tinha feito algo similar por ele, tomando sobre si a ira que ele merecia. Por causa da grande graça que Jesus mostrou para com ele, ele queria demonstrar uma graça similar para com outros quando tivesse a oportunidade.

Isso significa que devemos enxergar nosso trabalho com um propósito diferenciado. Nós não procuramos mais apenas subir de posição ou maximizar nosso lucro pessoal. Se verdadeiramente tocados pela graça, cristãos empregados começam a usar seus recursos para abençoar aqueles em necessidade.

Alguns cristãos podem contestar uma perspectiva como essa. Graça é algo que se aplica ao âmbito espiritual, eles podem dizer, mas não nos negócios: “Eu trabalhei por aquilo que tenho — eu conquistei!”, eles podem dizer. Uma pessoa pode certamente sentir como se tivesse conquistado tudo o que tem, mas onde ela conseguiu sua ética trabalhista cabeça-dura? Sua inteligência? Tudo isso é graça de Deus. Por decreto de quem ela cresceu nos Estados Unidos ao invés de nascer em uma favela brasileira? Certamente não foi por seu próprio decreto — isso também foi graça de Deus. O próprio ar que ela respirou e a comida que ela comeu lhe foram dados como presentes da graça. Jesus ensinou que o reino de Deus pertence àqueles que são “pobres de espírito” — aqueles que reconhecem que tudo o que eles têm é um presente da graça. Os “classe-média de espírito,” que creem que estão apenas colhendo o fruto de seu trabalho, não conhecerão nada do reino de Deus, porque eles não têm o conceito da magnitude da graça de Deus em suas vidas. Quando alguém entende o quanto deve à graça, começará a ver cada situação em que estão, seja nos negócios ou na igreja, como um lugar não para ser servido, mas para servir.

O chamado para entregar nossas vidas pelo reino de Deus não é uma tarefa especial de poucos consagrados. Todos os discípulos de Jesus são chamados a verem suas vidas como sementes a serem plantadas para o reino de Deus. Jesus disse que se sua vida fosse uma festa, ela deveria ser dada àqueles que não podem nos pagar de volta. Às vezes eu penso que nós inventamos toda essa linguagem de “chamado ao ministério” para mascarar o fato de que a maioria das pessoas em nossas igrejas não estão vivendo como discípulos de Jesus.

O trabalho cristão avança em missões

O trabalho feito pelos discípulos de Jesus deve ser feito tendo em vista a Grande Comissão. Em Atos, vemos que Deus usou ministros não-vocacionados (talvez empresários, médicos, escravos, quem sabe!) para levar o evangelho pelo mundo a lugares que os apóstolos nunca tinham ido. Lucas registra que a primeira vez que a igreja “foi por todo lugar pregando a palavra,” os Apóstolos não estavam envolvidos (Atos 8:1). Ele também registra que quando Paulo finalmente chega a Roma para pregar a Cristo lá, ele é saudado por “irmãos” hospitaleiros, que parecem ter estado lá por algum tempo (Atos 28:7). Nas anotações de Steven Neill no clássico História das Missões, dos três grandes centros de plantação de igreja do mundo antigo (Antioquia, Alexandria e Roma), nenhum foi fundado por um apóstolo.

Da mesma maneira, os cristãos no mercado de trabalho hoje são capazes de acessar mais facilmente lugares estratégicos e não alcançados. A globalização, as revoluções na tecnologia e a urbanização deram à comunidade dos negócios acesso quase universal.

Habilidades seculares são necessárias para dar aos cristãos acesso a países que, de outra maneira, rapidamente rejeitariam sua presença. Os países que têm mais necessidade de uma presença do evangelho — aqueles chamados “janela 10-40” — são devastados pela pobreza e pelo desemprego. Tais lugares precisam tanto das palavras do evangelho quanto do reflexo tangível do amor de Deus que os negócios podem proporcionar. Milhões nessa região estão sem trabalho e sem o conhecimento de Cristo.

Um exemplo, apesar de haver dúzias de outros exemplos, é a nação do Irã. O Irã é uma área não alcançada em necessidade desesperadora do evangelho. Hoje mesmo, há 10 milhões de pessoas buscando um emprego no Irã, um número que pode chegar a 20 milhões nos próximos 15 anos. Como lugares como esse serão alcançados? O Irã pode ser alcançado através dos esforços de empresários cristãos comuns, levando suas habilidades e especialidades para o exterior. Isso pode não ser o caminho para todos os cristãos, mas talvez Deus o esteja desafiando a considerar dedicar seu trabalho para os seus propósitos de avanço de missões.

Nem todo cristão, é claro, será levado a executar seus negócios em um povo não alcançado. Mas os discípulos de Jesus devem sempre fazer seu trabalho tendo em vista a Grande Comissão. Uma “visão missional” para o trabalho cristão é fazê-lo bem, e fazê-lo, se possível, em algum lugar estratégico. Provérbios 22:29 diz: “Vês a um homem perito na sua obra? Perante reis será posto; não entre a plebe.”

Crentes que executam bem o seu trabalho podem ser grandemente usados no trabalho da Grande Comissão. Sua excelência nos negócios pode dar-lhes audiências com os “reis” e com os influentes dos povos mais difícieis de serem alcançados do mundo.

Deus está interessado em como os cristãos executam seus trabalhos, e ele quer estar envolvido neles. Seu trabalho pode fazer uma diferença eterna na vida daqueles com quem você trabalha, daqueles para quem você trabalha e daqueles que você serve através do seu emprego. Permita que a transformação do evangelho mude a maneira pela qual você enxerga e executa o seu trabalho. Você foi redimido pela graça — agora viva essa graça no contexto do seu emprego. Você pode nunca mais olhar para o trabalho da mesma maneira novamente.

[1] http://www.travelkb.com/Uwe/Forum.aspx/air/2002/American-Airlines-Preaching-Pilot [Em inglês] Encontrado em John Dickson, The Best Kept Secret of Christian Mission (O Segredo Mais Bem Guardado da Missão Cristã) (Zondervan, 2010), 172-173.

 

Tradução: Alan Cristie

Fonte: Ministério Fiel

Foto: Voltemos ao Evangelho

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Santificação | J.C. Ryle

A santificação não consiste na casual realização de ações corretas. Antes, é a operaçãojcryle habitual de um novo princípio celestial que atua no íntimo, influenciando toda a conduta diária de uma pessoa, tanto nas grandes quanto nas pequenas coisas. A sua sede é o coração, e, tal como o coração físico, exerce influência regular sobre cada aspecto do caráter de uma pessoa. Não se assemelha a uma bomba de água que só fornece água quando alguém a aciona; mas parece-se mais com uma fonte perpétua, de onde a torrente jorra perene e espontaneamente, com naturalidade. Herodes ouvia João Batista "de boa mente", ao mesmo tempo em que seu coração era inteiramente mau aos olhos de Deus (Mc 6.20).

Por semelhante modo, há dezenas de pessoas hoje em dia que parecem ter ataques espasmódicos de "atos de bondade", conforme os poderíamos chamar, e que fazem muitas coisas boas sob a influência da enfermidade, da aflição de morte na família, das calamidades públicas ou de alguma súbita agonia da consciência. Contudo, o tempo todo qualquer pessoa inteligente poderá observar claramente que tais pessoas não se converteram e que elas nada conhecem acerca da "santificação." Um verdadeiro santo, tal como Ezequias (2 Cr 31.21), age "de todo o coração" e poderá dizer, juntamente com o salmista: "Por meio dos teus preceitos consigo entendimento; por isso detesto todo caminho de falsidade" (Sl 119.104).

... Desafio qualquer pessoa a ler cuidadosamente os escritos do apóstolo Paulo para neles encontrar grande número de claras orientações práticas, atinentes ao dever do cristão, em cada relacionamento da vida, e acerca de nossos hábitos diários, de nosso temperamento e de nossa conduta de uns para com os outros. Essas orientações foram registradas por inspiração divina, para orientação perpétua dos crentes professos. Aquele que não dá atenção a essas normas talvez seja aceito como membro de uma igreja ou denominação evangélica, mas certamente não será aquele que a Bíblia chama de homem "santificado."

Por J.C. Ryle

Uma Parte da série Fe Para Hoje

Tradução por Editora Fiel

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Uma palavra aos jovens | Paul Washer

Fonte: Voltemos ao Evangelho

Definindo Santidade | J.I.Packer

santidade_1275151132

1. Santidade é o hábito de ser de uma só mente com Deus, de acordo com o que as Escrituras descrevem como sendo a mente dele.

2. Um homem SANTO se esforçará para evitar cada pecado conhecido, e guardar cada mandamento revelado. A inclinação de sua mente será decisivamente direcionada para Deus. O desejo do seu coração será o de fazer a vontade do Pai. Ele temerá muito mais a desaprovação divina do que a do mundo e terá o mesmo sentimento que Paulo teve quando disse: “Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus” (Rm 7.22).

3. Um homem SANTO se esforçará para ser como o Senhor Jesus Cristo. Ele não somente viverá uma vida de fé nele, e dele receberá paz e força para vier o dia-a-dia, mas também trabalhará para ter a mente de Cristo e ser conforme à sua imagem (Rm. 8.29). O seu objetivo em relação ás outras pessoas será o de andar ao lado delas, perdoá-las... ser generoso... caminhar em amor... ser manso e humilde... Ele guardará no coração as palavras de João: “Aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou” (1Jo. 2.6).

4. Um homem santo buscará mansidão, longanimidade, bondade, paciência, gentileza e controle de sua língua. Dará um bom testemunho, será muito paciente, tolerante para com os outros, e também não se apressará em exigir os seus direitos.

5. Um homem SANTO buscará temperança e autonegação. Lutará para mortificar os seus desejos carnais, crucificar sua carne com suas tentações e lascívias, fugir das paixões e controlar suas inclinações carnais, sempre que elas se manifestarem. (Lc. 21.34 e 1Co. 9.27).

6. Um homem santo buscará praticar a caridade e a fraternidade. Ele se esforçará por fazer para os outros o que gostaria que os outros fizessem para ele e falará dos outros o que gostaria que os outros falassem dele... Abominará toda a mentira, difamação, maledicência, engano, desonestidade e injustiça, mesmo nas pequenas coisas.

7. Um homem santo buscará misericórdia e bondade no trato com os outros... Será como Dorcas, “notável pelas boas obras e esmolas que fazia”, que não somente se propôs a fazer ou falou a respeito das boas obras, mas as praticou (At 9.36).

8. Um homem santo buscará a pureza de coração. Temerá toda a corrupção e impureza de espírito e tentará evitar todas as coisas que podem levá-lo a se contaminar. Ele sabe que o seu coração facilmente se inflama, e tentará cuidadosamente evitar a brasa da tentação.

9. Um homem SANTO buscará o temor a Deus. Não me refiro ao temor de um escravo, que somente trabalha para evitar a punição que receberá, caso seja descoberto sem fazer nada. Ao contrário, penso no temor de uma criança, que deseja viver e se locomover como se estivesse sempre com o seu vigilante pai por perto, porque sabe que ele a ama.

10. Um homem SANTO buscará humildade. Desejará, em sua mente simples e caridosa, ter os outros em mais alta estima do que a si mesmo. Também perceberá mais o mal existente em seu coração do que em qualquer outro neste mundo.

11. Um homem SANTO buscará fidelidade em todos os seus deveres e relacionamentos. Por seus motivos serem os mais sublimes, e contando com o adicional da ajuda divina, ele não se contentará apenas em cumprir suas obrigações, mas, melhor ainda, tentará ajudar aqueles que não se preocupam com a sua alma. Pessoas santas devem, em todos os momentos, desejar praticar o bem, e devem se envergonhar se algo de mal acontecer a alguém que elas poderiam ter ajudado. Elas devem lutar por ser boas esposas e bons maridos, bons pais e bons filhos, bons patrões e bons empregados, bons vizinhos, bons amigos, bons cidadãos, bons em particular e em público, bons no local de trabalho e no ambiente familiar. O Senhor Jesus perguntou ao seu povo algo que exige reflexão, quando diz: “Que fazeis demais” (Mt. 5.47).

12. Por fim um homem SANTO encherá sua mente com coisas espirituais. Tentará se concentrar inteiramente nas coisas do alto, não se apegando às coisas deste mundo... Ele buscará viver como alguém cujos tesouros estão no céu e cuja permanência nesta terra é vista apenas como a de um peregrino, que viaja para a sua casa. Sua maior fonte de prazer está na comunhão com Deus por meio da oração, da leitura da Palavra e da reunião do seu povo. Ele dará valor a cada coisa, lugar e relacionamentos, uma vez que esses fatores o trazem mais para perto de Deus.

Esta lista clássica de 12 pontos de uma pessoa santa foi esboçada pelo Bispo Anglicano: John Charles Ryle
Extraído do Livro: Redescoberta da Santidade
Autor: J.I.Packer
Editora Cultura Cristã

domingo, 16 de junho de 2013

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Fuja do Pecado! | Leonardo Sahium

A primeira coisa que você precisa aprender para ser uma pessoa forte na fé é fugir.
Foge! Mensagem por Rev. Leonardo Sahium na 8ª Conferência Fiel para Jovens.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Deus Odeia e Ama Pecadores | David Platt

Por: David Platt

Neste vídeo ele fala sobre como pode Deus amar pecadores e odiar pecadores ao mesmo tempo. Ele expõe também como não devemos nos deixar levar por falsas verdades criadas pela nossa cultura que confundem a cruz de Cristo.

Fonte: Voltemos ao Evangelho