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domingo, 4 de fevereiro de 2024

Cinco Evidências para Saber se seu Filho é Mesmo um Cristão | Brian Croft

Como pais, todos nós lutamos com essa pergunta e tenho observado que, no geral, há dois extremos que devem ser evitados.

O primeiro é agravado pela falta de discernimento que muitas igrejas demonstram quando estendem os chamados ao altar, para crianças de 4 e 5 anos de idade, pedindo-lhes que levantem as mãos se eles amam a Jesus e, logo, são batizados como seguidores de Cristo, como convertidos.

O segundo é, frequentemente, uma reação contrária à primeira. Esse extremo evita que tanto os pais como os pastores afirmem a conversão de um menino até que seja um adulto, independente da autoridade e cuidado de seus pais. Enquanto a relutância em ambos os casos é algo justificável, creio que deve-se encontrar um equilíbrio, a fim de discernir uma evidência bíblica, de que um menino, adolescente ou jovem adulto tornou-se uma nova criatura em Cristo.

Cinco Evidências

Partindo do óbvio, que não somos Deus e não podemos ver o coração de ninguém, creio que há certas evidências que podem nos ajudar a discernir a legitimidade da profissão de fé de um menino ou adolescente. Tomando como referência os cinco sinais da verdadeira conversão de Jonathan Edwards, aqui estão cinco evidências que utilizo, frequentemente, como um modelo quando se trata dessa questão:

  1. Uma afeição crescente e necessidade por Jesus e pelo Evangelho.
  2. Uma maior compreensão das verdades da Escritura.
  3. Aumento da bondade e generosidade para com seus irmãos.
  4. Uma maior consciência e desgosto pelo pecado.
  5. Desejo acentuado de obedecer a seus pais.

Em minha experiência como pai e pastor, percebi que a idade não é o indicador mais importante para determinar a verdadeira conversão. Em vez disso, é prudente buscar essas evidências de acordo com cada idade em particular. Por exemplo, um jovem de 16 anos de idade articulará sua compreensão acerca do Evangelho de maneira diferente e mais completa que um menino de 10 anos. O mesmo pode ser dito do desejo de um menino de obedecer a seus pais ou mostrar um espírito altruísta para com seus irmãos. Estas coisas parecem diferentes dependendo da idade, e nossas expectativas devem levar isso em conta.

No entanto, devemos observar os frutos de alguma maneira, e eu descartaria firmemente qualquer afirmação da conversão de um menino, sem algum tipo de evidência tangível, além de uma profissão de fé verbal. Por outro lado, porém, advirto os pais e pastores para que não caiam na armadilha de exigir mais de um menino além daquilo que pode ser razoavelmente esperado e observado na sua idade.

Cinco perguntas

Tenho aqui cinco perguntas que devem ser consideradas na busca por evidências anteriores e na avaliação da condição espiritual de um menino:

  1. Meu filho aparenta amar verdadeiramente Jesus?

    Os meninos comumente fazem e dizem o que lhes falamos para fazer e dizer, pois acreditam que devem crer no que falamos a eles. Quando se trata de dizer: “Eu creio em Jesus”, os pais podem manipular uma resposta até mesmo com a melhor das intenções. Em vez de persuadi-los a dizer as palavras corretas, devemos buscar que o menino tenha afeição genuína por Jesus, e tratar de confirmar, da melhor maneira possível, se esse afeto está enraizado naquilo que Jesus fez para salvá-los de seus pecados, através de sua morte e ressurreição.

  2. Meu filho busca conhecer a Palavra de Deus de forma independente?

    Leio a Bíblia com meus filhos antes mesmo que eles pudessem ler. O que mais me chamou a atenção, porém, foi quando a minha filha mais velha começou a ler e tratar de entender a verdade, sem a minha insistência. Lia as Escrituras por conta própria e logo me fazia perguntas. Estes comportamentos revelam o que minha esposa e eu identificamos como um desejo genuíno de conhecer a Palavra de Deus, independentemente de qualquer um de nós.

  3. Meu filho mostra uma maior compreensão das verdades espirituais profundas?

    Uma evidência útil de que meu filho mais velho havia se convertido ocorreu um ano depois de sua conversão. Ao terminar de ler o livro de João, em nosso estudo da Bíblia, nas quartas-feiras pela noite, meu filho contou que estava triste de ter perdido a última semana que consistia em um resumo do livro. Eu perguntei por que ele estava triste, já que ele havia estado ali durante todo o livro, e ele me respondeu: “Sinto que lembro muito bem dos três últimos capítulos de João, mas não me recordo muito bem dos primeiros”. Foi ali que percebi que havíamos começado o estudo de João um pouco depois de sentirmos que nosso filho havia se convertido. A palavra “despertar” é uma maneira útil de entender a conversão, não apenas nos adultos, mas também nas crianças. Observe se seu filho/filha entende, melhor do que antes, as verdades acerca de Deus, o Evangelho e a Bíblia. Você tem notado nele um despertar espiritual?

  4. Meu filho está demonstrando fruto espiritual contra sua personalidade?

    É comum confundir o fruto espiritual com os aspectos positivos da personalidade do filho. Por tal razão, temos que conhecer as diferentes características da personalidade de cada filho antes de podermos discernir o verdadeiro fruto espiritual. Por exemplo, meu filho é uma pessoa extrovertida, ama a gente e sempre amou os irmãos em nossa igreja. Portanto, o amor pela igreja local, apesar de ser um fruto da conversão, não era o melhor dado para discernir a conversão de meu filho, pois ele tende a nos amar de maneira natural. Minha filha mais velha, porém, não nos amava de maneira espontânea, algo que mudou notavelmente depois de sua conversão. Em resumo, é importante avaliar honestamente a personalidade de seu filho e buscar evidências de fruto sobrenatural,que pareça contrário a sua personalidade.

  5. Há remorso pelos pecados diários, de forma independente?

    Minha esposa e eu percebemos que é útil observar se nosso filho sente pesar por seupecado, além de qualquer disciplina, correção ou castigo. Um pai pode fazer com que um filho sinta-se “culpado” pelos pecados, contudo, isso não significa, necessariamente, que Deus, por seu Espírito, o tenha levado à convicção. Busque momentos quando um filho fere um irmão com suas palavras e pede desculpas por conta própria. Observe se seu filho vem até você e confessa uma mentira, antesdela ser descoberta, e não por outra razão (aparente), mas pelo fato de seu próprio coração e consciência serem condenados pelo Espírito Santo.

Compreenda que este é um terreno difícil. Como pai e pastor, tudo o que procede deve ser aplicado, segundo cada caso. Apesar de que muitos de nós podemos estar em lugares diferentes neste espectro, devemos, no entanto, tratar de evitar os extremos em ambos os lados. Encontrar um bom lugar no centro, como ponto de partida, e a partir dali ser sábio, avaliar com honestidade e orar para que o Deus misericordioso que regenera os adultos, adolescentes e meninos, igualmente, nos dê discernimento, paciência e graça.

Por: Brian Croft

Fonte: The Gospel Coalition

Tradução e Extração: Ministério Fiel

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

sexta-feira, 5 de junho de 2015

O que estão ensinando aos nossos filhos? | Solano Portela




Uma análise com o Pb. Solano Portela sobre a pedagogia contemporânea e a resposta de uma educação escolar cristã.

O que nossos filhos estão aprendendo em sala de aula?
Qual o motivo do Brasil estar caindo ano após ano no ranking da educação mundial?
Por que os pais cristãos devem ficar atentos com o que está sendo ensinado?


Fonte: Igreja Presbiteriana Aliança Limeira

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Doze dicas para mandar nossos filhos embora da igreja | Pr. Renato Vargens [2/2]

Pr. Renato Vargens. Palestras: [][]
1º Congresso da Família
Tema: A família de Deus e o Deus da família
Local:  Igreja Batista Betel de Mesquita

Sua família pode ser mais feliz | Pr. Renato Vargens [1/2]


Pr. Renato Vargens. Palestras: [][]
1º Congresso da Família
Tema: A família de Deus e o Deus da família
Local:  Igreja Batista Betel de Mesquita

terça-feira, 18 de novembro de 2014

“Como Ser Uma Esposa Piedosa” | Mary Beeke

victorian-family O plano perfeito de Deus para as famílias inclui a criação de homens e mulheres bem como a maneira que um deve se relacionar com o outro. Nós fomos criados perfeitos; infelizmente, o pecado alterou o plano. Mas Deus, em sua misericórdia, nos deu o casamento, uma jóia do Paraiso. O chamado do marido para amar, nutrir e se entregar pela sua noiva, como Cristo o fez pela Igreja, é complementado pelo chamado da esposa para respeitá-lo e se submeter a ele. Juntos ele formam um time.

Ele é o cabeça da casa, provendo e protegendo. Ela está ao seu lado como eixo, parte central na casa. À medida que a cultura muda, os detalhes de como isso funciona pode mudar, mas o plano de Deus está além do tempo. Nós o desprezamos por nossa conta e risco, mas quando o seguimos seremos abençoados. Focando no papel da esposa piedosa, a primeira bênção vem quando nós nos submetemos aos planos de Deus com contentamento, confiando na Sua sabedoria, sendo firmes contra a insistência do feminismo em dizer que isso é degradante, escolhendo estar no centro da vontade de Deus e aguardando mais bênçãos.

A esposa piedosa é abençoada quando ela ama a Deus acima de todas as coisas, e a Sua Palavra está escrita no seu coração e é demonstrada em sua vida. Ela luta contra o pecado que ainda habita dentro de si gastando tempo a sós com Deus em oração e leitura. Seu andar e falar são como luz sobre o monte e sal na terra. Caminhar com o Senhor a capacita a andar em harmonia com o seu marido.

A esposa piedosa é abençoada quando ela é fiel ao seu marido. Ela dá a ele amor, carinho, compromisso e atenção de todo o seu coração. Ceder a tentação não é um opção, ainda que os músculos dele estejam diminuindo, a barriga e os cabelos brancos aumentando e a vida menos cheia de emoções. Ela não busca uma nova receita, mas tempera com os ingredientes que tem, colocando toda a sua energia no seu relacionamento como seu marido.

A esposa piedosa é abençoada quando ela trata o seu marido da forma pela qual ele foi criado para ser tratado. Para as solteiras que desejam ser uma esposa piedosa: ore e escolha sabiamente. Case-se com um homem que você possa respeitar, não com um tolo, egoísta, raivoso e imaturo. Case-se com um homem piedoso que a ame por completo. Spurgeon nos advertiu a mantermos os olhos bem abertos antes do casamento e semi-fechados após o casamento. Então a mulher casada deve se concentrar nas virtudes do seu marido e minimizar as suas irritantes idiosincrasias. ( Não é isso que queremos que pensem ao nosso respeito, mulheres?) O respeito por seu marido começa no seu coração e flui para o seu tom de voz, expressões faciais, afeto (ou a falta deste) e palavras. Ele deseja a sua apreciação pelo trabalho que faz bem como o reconhecimento de seus dons. Assim como ele naturalmente flexiona os bíceps quando você coloca sua mão acima do cotovelo dele, da mesma forma ele naturalmente flexiona as caraterísticas que você elogia. Preocupe-se menos em alimentar o ego dele; concentre-se em reconhecer os seus pontos fortes e espere para ver que coisas boas acontecerão no seu casamento. Ingresse no mundo dele perguntando-lhe como foi o dia. Mantenha-se conectada. Converse sobre seus pensamentos e sentimentos, sobre coisas naturais e espirituais. Mantenha o romance e a intimidade vivos. Continue a sair juntos. Mantenha-se o mais saudável e atraente possível. E sempre seja carinhosa. Nutra o seu casamento, isso é precioso.

A esposa piedosa também é abençoada quando ela se submete ao seu marido. O time marido-mulher pode ser comparado ao de presidente e vice de uma empresa que se especializa em liderança servil. São pessoas de igual valor, assim como as crianças e empregados, mas alguém tem que assumir o controle. Marido e mulher devem ser melhores amigos. Devem discutir questões familiares e tomarem decisões para o bem da família. Quando não concordarem, o marido tem a palavra final, submetendo-se apenas a Deus e às Escrituras. Alguns homens são difíceis de respeitar e se submeter; suas esposas têm o desafio de passar por cima do comportamento deles e seguir o caminho de obediência a Deus. Essa esposa não é como um tapete, ela não pode concordar ou aprovar o pecado, mas ela experimenta um duro amor. Ela terá que orar por coragem. Ela aguarda e ora que ele seja santificado pelo seu exemplo (1Co 7:10-17).

A esposa piedosa é abençoada quado ela ama e nutre os seus filhos, quando serve como exemplo de piedade. Ela dita o tom de alegria e paciência da casa. Ela trabalha duro. Seu papel como esposa e mãe são separados, mas interligados. Efésios 5 e Provérbios 31 nos diz que o marido deve ser a sua prioridade. É bom lembrar disso já que o instinto materno é tão forte e nossos filhos geralmente precisam de mais cuidado físico que os nossos maridos. Ela acode ao próximo, primeiro os da casa da fé, e depois aos que ela encontrar. Bênçãos seguirão a esposa piedosa quando ela segue o plano de Deus para o casamento, e aqueles que estão ao seu redor também serão abençoados.

****

 Mary Beeke pic*Mary Beeke é esposa do Dr. Joel Beeke e mãe de Calvin, Esther e Lydia. Ela trabalhou como enfermeira e professora, e tem mestrado em educação especial. Desde 1989 é dona-de casa e esposa de pastor.

**Esse artigo foi originalmente publicado na revista The Banner of Sovereign Grace Truth (Edição online de Setembro/2013) , traduzido com permissão do editor.

Tradução: Roberta Macedo – Extraído de Mulheres Piedosas

domingo, 18 de maio de 2014

Família, nosso maior patrimônio | Rev. Hernandes Dias Lopes

familiaA família está sendo atacada com rigor desmesurado por aqueles que deveriam protegê-la. Os legisladores, os governantes, os magistrados, a imprensa, a mídia, a academia, os formadores de opinião, em vem de fazer uma cruzada em favor da família, muitas vezes, drapejam suas bandeiras contra ela.

Querem desconstruí-la. Querem acabar com o gênero. Querem confundir os papéis. Querem jogá-la na região cinzenta do relativismo absoluto. Querem zombar da honra e aplaudir o vício. É lamentável que aqueles que legislam, governam e julgam, não raro, não manifestam qualquer compromisso com os castiços valores cristãos que forjaram, guiaram e protegeram a família ao longo dos séculos. Destruir os fundamentos da família, entretanto, provoca um colapso na própria sociedade. Lutar contra a família, como legítima instituição divina, é conspirar contra nós mesmos, é declarar uma guerra insana para a nossa própria destruição.

Destaco aqui três pontos para nossa reflexão.

Em primeiro lugar, a família é nosso maior patrimônio porque foi instituída por Deus para o nosso maior bem e a nossa mais plena felicidade. A família é ideia de Deus. Nasceu no coração de Deus, no céu, na eternidade. O mesmo Deus que instituiu a família, estabeleceu princípios para governá-la. Deus criou o homem e a mulher, instituiu o casamento e uniu-os numa relação de plena comunhão emocional, espiritual e física. O casamento, segundo o preceito de Deus, é heterossexual, monogâmico, monossomático e indissolúvel. Consequentemente, a relação entre homem e homem, entre mulher e mulher está em aberta oposição aos preceitos divinos. No casamento deve prevalecer o amor e a fidelidade, a fim de que a intimidade física seja desfrutada com pureza e deleite. Só dentro dessa perspectiva, a família pode cumprir seu desiderato, e dar ao mundo uma descendência santa.

Em segundo lugar, a família é nosso maior patrimônio porque é guiada por Deus para cumprir sua vocação no mundo. A família tem o papel de criar filhos no temor de Deus, para cumprir no mundo seu mandato cultural e espiritual. Mesmo vivendo numa sociedade decadente, a família deve ser governada pela santidade. Mesmo vivendo numa cultura de relativismo, a família precisa viver dentro das balizas da verdade absoluta. Nossos filhos são herança de Deus e devem merecer nossa maior atenção. Os filhos são como flechas na mão do guerreiro. Os pais carregam os filhos e depois os lançam para longe, na direção do projeto de Deus. Nossos filhos devem cumprir o plano de Deus e serem vasos de honra nas mãos do Altíssimo. Nossos filhos devem ser reparadores de brechas e portadores de boas novas de salvação. Devem contribuir decisivamente na construção de uma sociedade mais humana, mais justa e mais solidária.

Em terceiro lugar, a família é nosso maior patrimônio, porque é um presente de Deus que devemos cuidar com o máximo desvelo. Seria uma consumada insensatez gastarmos nosso tempo correndo atrás de coisas, relegando nossa família a um plano secundário. Nenhum sucesso compensa o fracasso da família. Construir o sucesso pessoal sobre os escombros da família é loucura. A vitória sem a valorização da família tem sabor amargo. Devemos dedicar o melhor do nosso tempo e o melhor dos nossos recursos na formação espiritual, moral e intelectual da família. Investir na família é investir em nós mesmos. Semear nesse canteiro fértil é a garantia de uma abundante colheita. Quando a família vai bem, a igreja é edificada. Quando a família vai bem, a Pátria é bem-aventurada. Quando a família vai bem, os céus se alegram com a terra. Quando a família vai bem, todos, irmanados, caminhamos rumo à bem-aventurança!

Rev. Hernandes Dias Lopes

Um Grito de Alerta | Rev. Hernandes Dias Lopes

Por: Rev. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Mãe, uma mestra do bem | Hernandes Dias Lopes

mae5-620x250Hoje é o dia das mães e, queremos homenagear essas mestras do bem. Queremos falar do seu papel e do seu valor como educadoras, como rainha do lar, como a guarda das fontes. É claro que existem mães omissas, mães insensatas, mães sem amor natural, que induzem seus filhos ao erro. Nosso foco, entretanto, é ressaltar o papel da mãe cristã, que é exemplo para os filhos, que ora por eles e os educa com firmeza e doçura, transmitindo-lhes as sagradas letras. Há muitas mães dignas de destaque na Bíblia e na história. Há muitas mães merecedoras dos nossos maiores encômios também em nosso meio, porém, destacarei três mães da Bíblia. Vamos aprender com elas.

1. Joquebede, uma mãe que ousou lutar pela sobrevivência do seu filho. Moisés, filho de Joquebede, deveria ser passado ao fio da espada ou jogado aos crocodilos do rio Nilo, logo ao nascer. A perseguição aos israelitas recém-nascidos no Egito era sangrenta e a chance de escapar da tragédia era humanamente impossível. Joquebede, entrementes, não desistiu do seu filho. Ela montou um plano para salvar seu filho da morte. Ela transcendeu o comum. Deus honrou seu gesto e salvou seu filho das águas do Nilo. A providência divina fez o menino Moisés parar no palácio de Faraó e retornar aos braços de Joquebede para ser amamentado. Foi nesse tempo, da primeira infância de Moisés, que sua mãe deu tudo de si para transmitir ao seu infante as verdades que mais tarde governariam a sua vida. Foi o ensino aprendido com sua mãe que levou Moisés a rejeitar as glórias do Egito por causa do opróbrio de Cristo.

Precisamos de mães que invistam tempo na vida espiritual de seus filhos. Mães que busquem a salvação de seus filhos mais do que seu sucesso. Mães que deem o melhor do seu tempo para inculcar nos filhos as verdades eternas, verdades essas que os ajudarão a tomar as mais importantes decisões ao longo da vida.

2. Ana, uma mãe que ousou consagrar o seu filho para Deus. Ana era estéril, porque o próprio Deus havia cerrado a sua madre. No seu tempo, esse era um problema doloroso, que trazia muitos estigmas. Ana teve ainda que enfrentar a zombaria da sua rival, a incredulidade do seu marido e a censura do seu sacerdote.

Ela, contudo, não desistiu. Continuava orando e chorando diante de Deus, pedindo-lhe um filho. Houve um dia, porém, que ela resolveu fazer um voto a Deus. Prometeu-lhe que se Deus lhe desse um filho, o devolveria para o Senhor por todos os dias da sua vida. Deus ouviu o seu clamor e ela concebeu e deu à luz a Samuel, o maior juiz, o maior profeta e o maior sacerdote da sua geração.

Precisamos de mães que ousem consagrar o melhor daquilo que Deus lhes tem dado ao Senhor. Mães que coloquem seus filhos no altar. Mães que consagrem seus filhos para Deus, para cumprirem os soberanos propósitos de Deus.

3. Eunice, uma mãe que educa o filho pelo exemplo e pelo ensino. Eunice era mãe de Timóteo e filha de Loide. Cresceu bebendo o leite da piedade e transmitiu a seu filho as mesmas verdades aprendidas em seu lar. Nela habitava uma fé sem fingimento. Essa mesma fé, ela transmitiu para seu filho. Eunice era uma mulher comprometida com a Palavra de Deus. Ela ensinou a Timóteo as sagradas letras desde a sua infância. A palavra grega usada é brefos, que quer dizer “desde o ventre”. Essas sagradas letras tornaram Timóteo sábio para a salvação. Mais tarde, Timóteo tornou-se discípulo do apóstolo Paulo e constitui-se num dos maiores pastores da igreja cristã, aquele que haveria de dar continuidade ao ministério do grande apóstolo dos gentios.

Você mãe, é desafiada a andar com Deus, a ensinar os seus filhos a Palavra de Deus e a prepará-los para serem vasos de honra nas mãos de Deus.

Rev. Hernandes Dias Lopes

sábado, 12 de abril de 2014

Evangelizando os Filhos da Aliança | Simone Quaresma

Esta palestra foi proferida pela Professora de educação infantil Simone Quaresma durante o XXII Simpósio Reformado Os Puritanos 2013, em Maragogi, Alagoas, e dirigida especificamente às mulheres cristãs participantes do evento. O tema foi abordado com base no livro do Dr. Joel Beeke: "O Evangelho para Os Filhos da Aliança", Editora Os Puritanos.

Simone Quaresma é casada com o Rev. Orebe Quaresma, pastor da Congregação Presbiteriana de Ponta da Areia em Niterói, Rio de Janeiro e mãe dos 4 filhos da aliança: Lucas, Israel, Davi e Júlia.

Leia um trecho do livro do Pr. Joel Beeke:

O Evangelho para Os Filhos da Aliança

Capítulo I – Entendendo a Necessidade

Livros e manuais sobre crescimento de igreja têm invadido o mercado. Entretanto, é surpreendente o fato de que poucos abordam o crescimento interno através da obra soberana do Espírito Santo, abençoando a criação de filhos na verdade da aliança.

Historicamente, cristãos reformados têm considerado que o crescimento da igreja mais genuíno e sólido ocorre através da conversão de jovens nascidos e criados na igreja. Charles Spurgeon escrevendo a Edward Payson Hammond, autor do livro “A Conversão de meus Filhos”, afirmou, “estou convencido de que dentre os nossos convertidos, aqueles nascidos e criados na igreja estão entre os melhores que temos. Creio que têm sido mais numerosos do que qualquer outra categoria de convertidos e também mais constantes e mais sólidos a longo prazo”.

O parecer de Andrew Bonnar estava de acordo com esse ponto de vista. Ele também escreveu a Hammond, dizendo: “nos despertamentos que nos têm sido concedidos, os casos de pessoas jovens foram inteiramente satisfatórios em relação a outros que tivemos. Se a conversão é obra de Deus, na qual o Espírito Santo revela Cristo à alma, seguramente, sua ação pode ocorrer tanto entre as crianças quanto entre os mais velhos”.

Filhos criados na igreja necessitam ouvir o evangelho nos mínimos detalhes tanto quanto os adultos necessitam. Eles, igualmente, precisam nascer de novo e serem evangelizados. Neste livrete sobre a evangelização dos filhos da aliança, na dependência do Espírito Santo, focalizaremos três preocupações:

    1. 1. A necessidade de evangelizar os filhos da aliança;
    2. 2. O conteúdo dessa evangelização;
    3. 3. Os meios para evangelizar.

Extraído do livro "O Evangelho Para os Filhos da Aliança", Ed. Os Puritanos

Fonte: Os Puritanos

sábado, 22 de fevereiro de 2014

10 homens com quem uma mulher cristã não deve casar-se | J. Lee Grady

dezhomensmulheresnãocasar_480x252pxMinha esposa e eu criamos quatro filhas – sem espingardas em casa! – e três delas já se casaram. Nós amamos nossos genros, e é óbvio que Deus escolheu a dedo cada um deles para combinar com os temperamentos e personalidades das nossas filhas.

Eu sempre achei que Deus gosta de agir como “casamenteiro”. Se Ele pôde fazer isso por minhas filhas, Ele pode fazer por você.

Hoje, eu conheço muitas amigas solteiras que gostariam bastante de encontrar o cara certo. Algumas me dizem que as opções são escassas em suas igrejas, então, estão se aventurado no mundo dos encontros online. Outras desistem em desespero, imaginando se ainda resta algum cristão decente por aí. Elas começam a questionar se deveriam baixar seus padrões para encontrar um par.

Meu conselho permanece: não se conforme com menos que o melhor de Deus. Muitas cristãs têm terminado com um Ismael porque a impaciência as empurrou para um casamento infeliz. Por favor, aceite meu conselho paternal: você está muito melhor solteira do que com o cara errado!

Falando de “caras errados”, aqui estão os 10 tipos principais de homens que você deveria evitar ao procurar por um marido:

1. O incrédulo. Por favor, escreva 2 Coríntios 6.14 em um post-it e cole-o em seu computador do trabalho. O texto diz: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?”.. Essa não é uma regra religiosa antiquada. É a Palavra de Deus para você hoje.

Não permita que o charme, o visual ou sucesso financeiro de um homem (ou a disposição dele de ir à igreja com você) te leve a comprometer o que você sabe que é certo. “Namoro missionário” nunca é uma estratégia sábia. Se o rapaz não é um cristão regenerado, risque-o da sua lista. Ele não é o certo para você. Ainda estou para encontrar uma mulher cristã que não se arrependeu de casar-se com um incrédulo.

2. O mentiroso. Se você descobrir que o homem com quem você namora tem mentido sobre o passado, ou que está sempre cobrindo seus rastros para esconder segredos de você, fuja para a saída mais próxima. Casamento deve ser construído sobre um fundamento de confiança. Se ele não pode ser confiável, termine agora antes que ele te engane com uma decepção ainda maior.

3. O playboy. Eu queria poder dizer que se você encontra um cara legal na igreja, pode assumir que ele vive em pureza sexual. Mas esse não é o caso hoje. Tenho ouvido histórias tenebrosas sobre solteiros que servem na equipe de música no domingo, mas agem como Casanovas durante a semana. Se você se casa com alguém que estava dormindo por aí antes do seu casamento, pode ter certeza de que ele estará dormindo por aí depois do casamento.

4. O caloteiro. Há muitos cristãos firmes que experimentaram o fracasso conjugal anos atrás. Desde o divórcio, eles vêm experimentando a restauração do Espírito Santo e, agora, desejam casar-se novamente. Segundos casamentos podem ser muitos felizes. Mas se você descobre que o homem com quem namora não tem cuidado de seus filhos de um casamento anterior, uma falha falta foi exposta. Qualquer homem que não pague por seus erros do passado ou sustente filhos de um casamento anterior não tratará você com responsabilidade.

5. O viciado. Homens de igreja que têm vícios com álcool ou drogas aprendem a esconder seus problemas – mas você não quer esperar até sua lua-de-mel para descobrir que ele é um bebum. Nunca se case com um homem que se recusa a pedir ajuda por seu vício. Insista que ele consiga ajuda profissional e afaste-se. E não entre em um relacionamento codependente em que ele afirma que precisa de você para ficar sóbrio. Você não pode consertá-lo.

6. O vagal. Eu tenho uma amiga que percebeu depois de casar-se com o namorado que ele não tinha planos de arrumar um emprego fixo. Ele tinha elaborado uma ótima estratégia: ele ficaria em casa o dia todo e jogaria videogame, enquanto sua esposa trabalhadora labutava e pagava todas as contas. O apóstolo Paulo disse aos tessalonicenses: “Se alguém não quiser trabalhar, não coma também.” (2 Ts 3.10) A mesma regra aplica-se aqui: se um homem não quer trabalhar, não merece casar com você.

7. O narcisista. Eu sinceramente espero que você encontre um rapaz que é bonito. Mas, seja cuidadosa: se seu namorado gasta seis horas por dia na academia e regularmente posta fotos de seus bíceps no Facebook, você tem um problema. Não se apaixone por um cara egocêntrico.  Ele pode ser bonito, mas um homem que está apaixonado pela aparência e por suas próprias necessidades jamais conseguirá te amar sacrificialmente, como Cristo ama a igreja (Ef 5.25). O homem que está sempre se olhando no espelho nunca perceberá você.

8. O abusador. Homens com tendências abusivas não conseguem controlar sua raiva quando a situação esquenta. Se o rapaz que você namora tem a tendência de perder as estribeiras, seja com você ou com outros, não fique tentada a racionalizar seu comportamento. Ele tem um problema e, se você se casar com ele, terá de navegar por esse campo minado todos os dias evitando desencadear outra explosão.  Homens irritados machucam mulheres – verbal e, às vezes, fisicamente. Procure um homem que seja gentil.

9. O crianção. Pode chamar-me de antiquado, mas eu suspeito de alguém de 35 anos que vive com seus pais. Se sua mãe ainda está fazendo a comida, a limpeza e passando as roupas dele, pode ter certeza de que ele está parado no tempo. Você está pedindo pro problemas se acha que pode ser esposa de um cara que não cresceu. Recue e, como amiga, encoraje-o a encontrar um mentor que possa ajudá-lo a amadurecer.

10. O controlador. Alguns cristãos pensam que casamento se trata de superioridade masculina. Eles podem citar a Escritura e soar super-espirituais, mas, por trás da fachada de autoridade há profunda insegurança e orgulho que pode transformar-se em abuso espiritual. Primeira Pedro 3.7 manda que os maridos tratem suas esposas como semelhantes. Se o homem com quem você namora te rebaixa, faz comentários degradantes sobre mulheres ou parece esmagar seus dons espirituais, recue agora. O poder lhe subiu à cabeça. Mulheres que casam com controladores religiosos frequentemente terminam em um pesadelo de depressão.

Se você é uma mulher de Deus, não venda sua primogenitura espiritual casando-se com um rapaz que não merece você. A melhor decisão que você pode tomar na vida é esperar por um homem que se entregou a Jesus.

J. Lee Grady

Imagem Créditos: Bereanos

Traduzido por Josaías Jr | Reforma21.org | Original aqui.

sábado, 12 de outubro de 2013

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Três Atitudes esperadas diante de um Deus Onipotente | A. W. Pink

Bem que deveriam tremer todos, diante de um Deus tal! Tratar desconsideradamente Aquele que pode esmagar-nos mais facilmente do que nós a uma traça, é suicídio. Desafiar abertamente Aquele que esta revestido de onipotência, que pode rasgar-nos em pedaços ou lançar-nos no inferno na hora que quiser, é o cúmulo da insanidade. Para reduzi-lo ao seu plano mínimo, é simplesmente parte da sabedoria dar ouvidos à Sua ordem:"Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se inflamar a sua ira..."  (Sl 2:12).

Bem que a alma iluminada deve adorar um Deus tal! As estupendas e infinitas perfeições de um Ser como Deus requerem fervoroso culto. Se homens de poder e renome reclamam a admiração do mundo, quanto mais deve o poder do Onipotente encher-nos de assombro e mover-nos a prestar-Lhe homenagem. "O Senhor, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu glorificado em santidade, terrível em louvores, obrando maravilhas?" (Êx 15:11).

Bem que o santo pode confiar num Deus tal! Ele é digno de implícita confiança. Nada Lhe é demasiado difícil, Se Deus fosse limitado em poder e força, aí sim, poderíamos ficar desesperados. Mas, vendo que Ele Se reveste de onipotência, nenhuma oração é tão difícil que Ele não possa responder, nenhuma necessidade é tão grande que Ele não possa suprir, nenhuma cólera é tão forte que Ele não possa subjugar, nenhuma tentação é tão poderosa que Ele não nos possa livrar dela, nenhuma miséria é tão profunda que Ele não possa aliviar, “... o Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei?" (Sl 27:1). "Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém" (Ef 3:20-21).

A. W. Pink

In: Os Atributos de Deus.

Extraído do Blog: Cinco Solas