Estudo: Uma Igreja Viva na Palavra Link Para Esboço
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quarta-feira, 22 de janeiro de 2025
segunda-feira, 23 de dezembro de 2024
A importância da Educação Cristã
O Evangelho não é fruto da cultura; é a Palavra de Deus para toda e qualquer geração, em qualquer época. Evangelizar é anunciar o Evangelho, é pregar a Palavra de Deus, proclamar a boa nova que é a salvação em Cristo Jesus. A evangelização não deve ser pragmática, ou seja, pensar apenas nos resultados (no sentido de número de convertidos) já que a conversão é um ato do Espírito Santo, portanto os resultados estão nas mãos de Deus. Isso não significa que não devemos fazer nada. Paulo diz "Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?" (Rm 10:14). É através da pregação que as pessoas irão crer.
De certa forma, todos somos influenciados pela cultura, mas Cristo nos liberta dos aspectos da cultura que nos afastam de Deus. A cultura nem sempre reflete a vontade Deus. Por isso, o crente precisa discernir em sua própria vida e na cultura vigente o que está em acordo ou em desacordo com a Palavra de Deus, e não apenas isso, mas também buscar a mudança e a transformação necessária na sociedade e na cultura. A igreja, através da evangelização, tem papel primordial nessa tarefa.
Deus constituiu a igreja para glorificá-lo, e ela faz isso também através da evangelização. É missão da igreja anunciar o evangelho, e ela deve fazer isso com fidelidade à Palavra de Deus. Ela não deve se desviar dessa missão tentando embarcar e direcionar seus esforços em outras direções.
Quem capacita a igreja nessa tarefa é o próprio Espírito Santo dando-nos compreensão da Palavra de Deus. Além disso, ela deve dar um bom testemunho diante dos homens. Evangelização implica em ensinar a Palavra de Deus, ou seja, envolve educação. O ensino da Palavra de Deus, ou a educação cristã, irá conduzir as pessoas a conhecerem a Deus. Quanto mais de Deus o crente aprende, mais ele irá adorá-lo.
Conforme Wener C. Graendorf, Educação cristã "é um processo de ensino e aprendizado baseado da Bíblia, no poder do Espírito Santo (centrado em Cristo)". No AT, a educação era centrada na Torá, a Lei de Deus. Seu propósito era a santidade e transformação do povo de Deus. O ensino era realizado nos lares, dos pais para os filhos, mas também em comunidade através dos sacerdotes, profetas e sábios. Mais tarde, durante e após o exílio, foram construídas sinagogas onde a Escritura era lida e ensinada. No NT o ensino passou a ter uma novidade: Jesus Cristo. Jesus ensinou e designou seus discípulos para pregar a boa nova. A educação passou a enfatizar a pessoa de Jesus Cristo e suas obras. O ensino era tanto particular como público. Jesus ensinava na sinagoga (Lc 4.31-37), mas também em casas (Lc 10.38-42) e outros lugares a céu aberto (Jo 4.1-42; Mt 5.1-11; Mc 4.35-41). Veja que o ensino estava presente nos lares, nas sinagogas, nos templos, em todos os lugares. Os evangelhos e as cartas começaram a circular entre as igrejas e eram a fonte de conhecimento do Evangelho juntamente com os livros do AT. Mais tarde as igrejas viram a necessidade de expressar sua fé de forma escrita, surgindo as confissões e catecismos que foram utilizados para instruir os crentes. Vemos ao longo da história como a educação cristã fazia parte da vida do povo de Deus.
Karen B. Tye, em sua obra sobre "Diretrizes para o Ensino na Igreja Local", diz que devemos abrir nossas mentes e ampliar nosso contexto de ensino, ou seja, não devemos restringir o ensino ao local da igreja, mas em todo lugar e em toda oportunidade. Seja no contexto familiar, na igreja, nas praças, no trabalho ou nas escolas. É exatamente o que a Biblia nos diz em Deuteronômio 6:6,7: "E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te". Karen diz: "Em cada um destes contextos, a educação está ocorrendo, e as pessoas estão sendo formadas em sua fé". Ela destaca o papel importante da família nesse processo, uma vez que a família influencia muito em nosso caráter, valores, motivações e crenças. Karen também destaca a importância de reconhecermos que cada pessoa têm sua individualidade e personalidade, uma vez que nem todos aprendem da mesma forma e do mesmo modo: "precisamos oferecer-lhes oportunidades de aprendizado que atendam aos seus estilos de aprendizagem e fazer que aprendam sobre sua fé de forma divertida e prazerosa". Portanto, os métodos e processos de ensino devem ser flexíveis considerando esses fatores. Quanto maior seu repertório de métodos e processos melhor, lembrando que eles não são imutáveis, e às vezes, até improvisar será necessário. Karen também diz que é necessário analisar e avaliar a qualidade do ensino constantemente com o intuito de melhorar cada vez mais.
Conforme Filipe Fontes, a Bíblia não fornece um programa pedagógico detalhado, mas nos apresenta princípios gerais, tais como: a centralidade do culto, o preparo para o ensino (espiritual, moral e técnico), da diversidade da membresia eclesiástica. O culto deve ser a atividade central do programa pedagógico da igreja local, por isso, ele deve ser planejado como uma oportunidade de ensino. Com relação ao preparado para o ensino, todos os crentes podem ensinar uns aos outros, mas há um grupo de pessoas que recebem o dom do ensino, e estes devem ser preparados para esta função. Esse preparo considera a vida espiritual, moral (testemunho) e técnico (habilidades requiridas para o ensino) da pessoa. Filipe Fontes diz: "Sobre os ombos dos líderes eclesiásticos, então, pesa a responsabilidade de organizar o ensino eclesiástico, de modo que seja exercido por pessoas chamadas por Deus que demonstrem levar uma vida de comunhão com ele, que não sejam motivo de escândalo para o evangelho e, que sejam tecnicamente hábeis para a tarefa que executam". A diversidade da membresia, leva em consideração o fato de haverem diversos grupos diferentes na igreja (gênero, faixa etárias, formação, cultural) e que o plano pedagógico deve procurar abranger todos esses grupos.
O culto ao Senhor está diretamente ligado à educação cristã, pois é onde a Palavra de Deus é ensinada. Sendo que o culto que agrada a Deus é estabelecido por Ele mesmo, e não pelas intensões ou imaginações dos homens. Daí a necessidade de aprender mais sobre Deus. Esse conhecimento que obtemos de Deus através da Bíblia deve ser posto em prática, não pode ser apenas teórico. Isso se aplica a todos e especialmente àqueles que ensinam. A Palavra de Deus nos dá discernimento e sabedoria para praticarmos a verdade. Esse conhecimento é necessário também para combatermos ideias contrárias à Palavra de Deus. Muitas ideias podem parecer boas, mas, no fundo, podem ser armadilhas de Satanás. Como Paulo diz a Timóteo: "Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para correção, para educação na justiça" (2 Tm 3.16). Em 15.4 diz: "Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito". É a Palavra de Deus que irá nos ensinar como agradar a Deus.
A Igreja, através da educação cristã, deve orientar seus membros a respeito desses perigos. Além disso, devemos confrontar o mundo com o pecado, mas como faremos isso não tivermos o conhecimento necessário? Evangelizar é levar luz onde há trevas.
O culto é o momento em que os membros se reúnem para adorar e aprender mais de Deus através da pregação, cânticos, orações e os sacramentos. Além do culto, em muitas igrejas é realizada a escola dominical, cujo objetivo é dar um ensino mais sistemático a respeito das Escrituras Sagradas. A escola dominical teve sua origem em 1780 em Gloucester, na Inglaterra. O jornalista anglicano Robert Raikes começou ministrar aulas de educação cristã para crianças, ensinando a Bíblia e os catecismos. A partir daí se espalhou para o mundo todo. A escola dominical também é um precioso instrumento para o ensino da Palavra de Deus. Assim como Moisés ensinou ao povo de Israel e Cristo ensinou aos seus discípulos, nós também devemos ensinar nossos filhos, amigos, parentes e a todos que nos cercam. Isso podemos também fazer através do culto doméstico, ensinando as crianças a ler a Bíblia, a orar e entoar cânticos ao Senhor. O objetivo da educação cristã é conduzir as pessoas a glorificar a Deus!
O conteúdo que será ensinado e os métodos que serão aplicados são de vital importância para garantir um bom desenvolvimento no aprendizado. Vários critérios devem ser avaliados antes de se definir o currículo que será aplicado. Se for usar algum material publicado, é importante verificar se o autor está comprometido com a fidelidade às Escrituras. O conteúdo deve: ser adequado para as faixas etárias; envolver os alunos; ser aplicável no seu contexto; atender as necessidades e interesses dos alunos. Além dessa preocupação com o currículo, é importante que os professores sejam crentes fiéis, demonstrem amor por seus alunos, sejam flexíveis em relação ao currículo e métodos e sejam bem treinados e capacitados para terem condições de realizem bem o seu trabalho. Por fim, é importante verificar se os recursos materiais estão disponíveis e se são apropriados.
A Bíblia nos ensina a buscar a sabedoria que vem de Deus e é Ele mesmo quem nos instrui, nos ensina, nos aconselha e nos dá entendimento e discernimento através da Bíblia. O ensino bíblico transforma a vida dos homens para serem obedientes a Deus e viverem em santidade. A Palavra de Deus é mais que suficiente para conhecermos a Deus e o que Ele requer de nós. Portanto, todo nosso ensino têm como pressuposto às verdades bíblicas. Olhamos para nosso mundo com as lentes do nosso conhecimento. Esse conhecimento precisa ser verdadeiro e só a Escritura pode nos dar o verdadeiro conhecimento.
Fonte: Artigos Ceibel
Bibliografia:
Temas Fundamentais da Educação Cristã - Robert W. Pazmino
Introdução à educação cristã - Hermisten Maia.
Diretrizes para o Ensino na Igreja Local - Karen B. Tye.
Educação em casa, na igreja, na escola - Filipe Fontes.
segunda-feira, 22 de agosto de 2022
Série de Estudos "A Identidade Presbiteriana" (52 Aulas em Vídeo)
Fonte Igreja Presbiteriana Vila Guarany
Relação das Aulas Individuais
Se Preferir ● Ouça todas as aulas no Spotify - Link Aqui
Índice Geral
(1): O Governo da Igreja | Rev. Ageu Magalhães
(2): O Presbítero Regente | Rev. Ageu Magalhães
(3): O Diaconato em Genebra | Rev. Ageu Magalhães
(4): Diaconato, o Ministério da Misericórdia | Rev. Marcos Cléber
(5): O Presbítero Docente | Rev. Ageu Magalhães
(6): Agostinho de Hipona | Rev. Ageu Magalhães
(7): Valdo | Pb. Marcos Serra
(8): John Wycliffe | Lauro Cangussu
(9): John Hus | Rev. Ageu Magalhães
(10): Girolamo Savonarola | Eduardo Koscak
(11): A Reforma Protestante | Rev. Ageu Magalhães
(12): Martinho Lutero | Sem. Thiago Fortunato
(13): Ulrico Zuínglio | Pb. Marcos Serra
(14): Guilherme Farel | Lauro Cangussu
(15): João Calvino | Rev. Ageu Magalhães
(16): A Influência do Calvinismo | Rev. Ageu Magalhães
(17): Martin Bucer | Pb. Marcos Serra
(18): John Knox | Eduardo Koscak
(19): As Mulheres da Reforma | Rev. Ageu Magalhães
(20): Solus Christus | Pb. Marcos Serra
(21): Sola Scriptura | Sem. Thiago Fortunato
(22): Sola Gratia | Lauro Cangussu
(23): Sola Fide | Pb. Marcos Serra
(24): Soli Deo Gloria | Eduardo Koscak
(25): O Sínodo de Dort | Sem. Thiago Fortunato
(26): A Depravação Total | Rev. Ageu Magalhães
(27): Eleição Incondicional | Pb. Marcos Serra
(28): Expiação Limitada | Lauro Cangussu
(29): Graça Irresistível | Pb. Marcos Serra
(30): Perseverança dos Santos | Eduardo Koscak
(31): Os Puritanos | Sem. Thiago Fortunato
(32): A Assembleia de Westminster | Rev. Ageu Magalhães
(33): Franceses Calvinistas no Brasil | Pb. Marcos Serra
(34): Holandeses Reformados no Brasil | Lauro Cangussu
(35): Imigrantes Protestantes no Brasil | Pb. Marcos Serra
(36): Ashbel Green Simonton | Eduardo Koscak
(37): Alexander Blackford | Rev. Ageu Magalhães
(38): Francis Schneider | Sem. Thiago Fortunato
(39): José Manoel da Conceição | Pb. Marcos Serra
(40): Os Primeiros Passos da IPB | Rev. Ageu Magalhães
(41): Inspiração e Inerrância das Escrituras | Rev. Ageu Magalhães
(42): A Importância das Confissões e Catecismos | Lauro Cangussu
(43): A Teologia da Aliança | Rev. Ageu Magalhães
(44): O Princípio Regulador do Culto | Rev. Ageu Magalhães
(45): As Bases do Culto Reformado | Rev. Ageu Magalhães
(46): A Soberania de Deus | Pb. Marcos Serra
(47): A Liturgia Presbiteriana | Rev. Ageu Magalhães
(48): A Participação das Crianças no Culto | Rev. Ageu Magalhães
(49): O Cessacionismo Bíblico | Eduardo Koscak
(50): A Ceia do Senhor | Rev. Ageu Magalhães
(51): O Batismo Bíblico | Sem. Thiago Fortunato
(52): A Predestinação | Pb. Marcos Serra
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sábado, 7 de janeiro de 2012
O melhor do mundo é a salvação | John Piper
O título é o legado permanente do Dr. Widen, um grande santo que dirigiu a campanha para a construção, em 1955, do edifício onde estão a maioria das nossas classes de Escola Dominical e escritórios da igreja. Visitei-o no hospital há 16 anos, no momento em que morria. Da sua cama, olhou-me com um sorriso, e disse, "Pastor John, a melhor coisa no mundo é a salvação".
Você consegue sentir isto? Se não, provavelmente nunca se sentiu verdadeiramente perdido e desesperado diante do julgamento de Deus, ou ameaçado pela eternidade do tormento consciente no inferno. Oh, como adoramos ser salvos quando quase morremos por causa de uma forte corrente submarina do oceano ou um dos nossos dedos fica preso no ralo do fundo de uma piscina (sim, cheia de água!).
Ou no momento em que você quase passa à frente de um carro, que não tinha visto e que acelera a cerca de 64 km/h quando está a um metro de distância, mas a sua mulher, ao chamá-lo, impede-o, no último minuto, de encontrar a morte. Ou na remissão de uma longa batalha contra o câncer. Ou no momento da libertação da prisão de Gulag após 16 anos à espera da morte. Ou após ter sobrevivido, inexplicavelmente, a um acidente de avião em que outras pessoas morreram.
Oh, como amamos a vida nesses momentos, e damos valor a tudo o que é precioso! É o que acontece quando sentimos o valor único de ser salvos do pecado. Não são só palavras. Não é apenas um fato aprendido na Bíblia, mas o sentimento real de que somos condenados justamente, perdidos desesperadamente, e privados de Deus, da vida, da alegria. E depois descobrimos que Deus providenciou uma saída.
Que Ele nos perdoa. Que nos aceita e ama, e que fará com que tudo coopere para o nosso bem. Vemos que TODOS os nossos pecados podem ser perdoados, atirados para o fundo do mar e nunca mais usados contra nós. Oh, que preciosidade ser salvo do pecado, do julgamento e do inferno!
No entanto, será bíblico dizer que a melhor coisa do mundo é a salvação? Pois, claro, a melhor coisa do mundo é DEUS. Mas o Dr. Widen não quis comparar a nossa experiência com Deus. Comparou-a a todas as outras experiências. A razão pela qual a salvação é a melhor experiência do mundo é porque DEUS é a melhor Pessoa do mundo, e ser salvo significa ser resgatado do pecado e maldição para conhecer e apreciar Deus para sempre. Se DEUS não fosse a melhor Realidade do universo, ser salvo para estar com Ele não seria a melhor coisa no universo.
Sim, está bem, mas será bíblico dizer isto? Ora bem, eis o texto que me vem à mente ao dizê-lo. Em Lucas 10.20, Jesus disse aos setenta discípulos: "Mas não se alegrem só porque os espíritos maus vos obedecem. Alegrem-se antes por terem os vossos nomes escritos no céu". Em outras palavras, trata-se de um grande sucesso no ministério: os demônios sucumbiram perante vós e pessoas foram salvas. É fantástico! É maravilhoso! Foi para isso que fomos enviados. Agradeçam a Deus por este triunfo.
MAS, não deixem que esta seja a vossa primeira alegria, ou a vossa derradeira alegria, ou sequer a vossa alegria indispensável. Em vez disso "alegrem-se por terem os vossos nomes escritos no céu". Ou seja, alegre-se por estar inscrito na lista dos redimidos. Alegre-se por ir para o céu quando morrer. Alegre-se porque Deus colocou você entre os eleitos. Alegre-se por ser salvo. Está é a melhor coisa que pode haver. Não é o ministério, mas sim, conhecer Deus, ver Deus, apreciar Deus. A melhor coisa do mundo é a salvação. Porque se trata da salvação para DEUS.
Salvo e alegre convosco à medida que a Sexta-feira Santa e a Páscoa se aproximam,
O Pastor JohnPiper
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
A Família: Juntos na Presença de Deus | John Piper
O louvor centralizado em Deus é extremamente importante na vida da igreja. Nós nos achegamos na hora de louvor no domingo de manhã com seriedade, sinceridade e expectativa. Nós tentamos banir tudo aquilo que é irreverente ou insignificante. Nem todos os cultos são dessa maneira. O domingo de manhã é o Monte da Transfiguração – o lugar magnífico de glória e louvor. Domingo ou quarta-feira à noite é o Monte das Oliveiras – o espaço familiar para um momento com Deus e a comunhão.
Nesta nota, esperamos cumprir dois objetivos:
1) demonstrar que pais (ou algum adulto responsável) devem trazer os pequeninos para o culto de louvor ao invés de mandá-los para o culto infantil;
2) dar algumas instruções práticas de como fazê-lo.
Não queremos afirmar que a nossa maneira de louvor e adoração é a única correta. Nem todas as nossas idéias se adaptam à maneira que outras igrejas fazem.
Por exemplo, não temos o sermão para as crianças como parte do culto matutino. Seria bom para as crianças, mas enfraqueceria a intensidade espiritual do culto. Para tudo tem o seu tempo. E nós cremos que pelo menos uma hora na semana devemos manter uma intensidade máxima de reverência a Deus.
Tabela de conteúdo
[1] O Grande Obstáculo
Existem diversos motivos por que incentivamos os pais a trazerem as crianças para o culto. Mas, esses argumentos não pesarão muito para os pais que não amam louvar ao Senhor.
O grande obstáculo para as crianças no culto é o fato dos pais não apreciarem o momento de louvor e adoração a Deus. As crianças sentem a diferença entre obrigação e prazer. Portanto, a primeira e mais importante tarefa para os pais é se apaixonar pelo louvor a Deus. Você não pode assumir o que você não possui.
[2] Ajuntamento
É difícil superestimar a boa influência de famílias fazendo coisas valiosas como família semana após semana, ano após ano.
Cultuar é a coisa mais valiosa que o ser humano pode fazer. O efeito de 650 cultos que uma criança vai com o pai e mãe entre as idades de 4 e 17 é incalculável.
[3] Sentir o Espírito do Culto
Pais têm a responsabilidade de ensinar suas crianças pelos seus exemplos, os ensinamentos e valores de cultuar. No entanto, os pais devem querer suas crianças com eles ao cultuar para que as crianças sintam o espírito e forma de louvor dos seus pais.
As crianças devem ver seus pais abaixando suas cabeças em oração durante o prelúdio e outros momentos de louvor e adoração. Eles devem ver como os pais cantam louvores a Deus com alegria e como eles ouvem a Palavra de Deus. Eles devem sentir o espírito de seus pais encontrando-se com o Deus vivo.
Alguma coisa parece incompleta quando os pais desejam apenas levar seus filhos nos primeiros anos de formação e colocá-los com outras crianças e adultos para formar sua atitude e comportamento no culto. Os pais deveriam ficar orgulhosos por serem modelos para seus filhos do tremendo valor da reverência na presença do Deus Poderoso.
[4] Não Deve Ser Uma Expectativa Excessiva
Ficar sentado e quieto por uma hora ou duas não é uma expectativa excessiva para uma criança de 6 anos que foi ensinada a obedecer os pais. Requer uma medida de disciplina e isso é exatamente o que queremos encorajar os pais a trabalharem isso nos primeiros 5 anos dos seus filhos.
Desta maneira, o desejo de ter filhos no culto é parte de uma preocupação mais extensa que as crianças estão sendo criadas/educadas para então se tornarem “sob disciplina, com todo o respeito...” (1 Timóteo 3:4)
As crianças podem ser ensinadas nos primeiros 5 anos de vida a obedecerem seus pais quando dizem, “Fiquem quietos!”. Cultos alternativos não resolvem a falte de controle dos pais sobre seus filhos, mas uma renovação na disciplina em casa é necessária.
[5] Nem Tudo Passa em Vão
As crianças absorvem grande parte de tudo no culto. Isto é verdade mesmo que falem que está monótono.
Música e palavras se tornam familiares. A mensagem da música começa a penetrar. O formato do culto se torna mais natural. O coral dá uma impressão especial com o tipo de música que as crianças não ouvirão em nenhum outro lugar. Mesmo que alguns dos sermões passem despercebidos, experiências mostram que as crianças ouvem e lembram de coisas marcantes.
O conteúdo das orações, cânticos e sermões dão aos pais oportunidades sem igual para ensinar seus filhos as grandes verdades da fé. Se os pais aprenderem a indagar seus filhos após o culto e explicar as coisas para eles, a capacidade das crianças de participar vai subir.
Nem tudo o que as crianças experimentam deve ser colocado no nível delas para fazer bem a elas. Algumas coisas devem ser, mas nem todas.
Por exemplo, ao aprender uma nova língua, você deve ir passo a passo, do alfabeto ao vocabulário, para a gramática. Ou você pode fazer um curso intensivo onde você mergulhará no ensino e tudo o que você ouve é a língua que você não conhece. A maioria dos professores de língua concordará que o último citado é o mais eficaz.
O culto no domingo não é inútil para as crianças apenas por que muito passa despercebido por elas. Elas podem e aprenderão essa nova língua mais rápido do que imaginamos, isto se houver atitudes positivas e alegres dos pais.
[6] Um Sentimento de Maravilha
Existe uma solenidade e algo tremendo que as crianças devem experimentar na presença de Deus. Isto talvez não aconteça no culto infantil.
Um profundo sentimento do desconhecido e misterioso pode crescer na vida de uma criança sensível através da solenidade do culto, se seus pais estão buscando fervorosamente a Deus também. O mover profundo da magnificência de Deus pode chegar no coração jovem e suave através de momentos dos grandes hinos, momento silencioso, ou durante o sermão. Isso é de um valor imensurável no cultivo de um coração que ama a Deus.
Não cremos que as crianças que têm ido ao culto das crianças por muitos anos entre as idades de 6 e 12 anos, serão melhores treinadas a participar do culto de louvor mais do que se tivessem passado anos ao lado dos pais. Aliás, o oposto provavelmente é o caso.
Será mais difícil acostumar crianças de 10-12 anos para um culto de louvor do que crianças de 5-6 anos. O cimento está mais molhado e diversas possibilidades de moldar os impulsos do coração se foram.
[7] Algumas Sugestões Práticas, Iniciando Passo por Passo
Nós descobrimos que a “escola” para aprender a louvar começa em casa quando tentamos fazer o bebê ficar quieto para pedir a bênção de Deus na refeição, quando a criança está quieta ouvindo uma história, quando a criança está aprendendo a prestar atenção na Palavra de Deus e orar durante a devocional em família.
Na igreja, mesmo quando nossas crianças estavam na idade de amamentar, eu comecei a ajudá-los a dar os primeiros passos para uma eventual participação no culto de domingo. Eu usei outros momentos para treinar, batismo, concertos do coral, apresentações missionárias ou qualquer outro evento especial que prenderia a atenção de uma criança de 3 anos. Eu “promoveria” isso para a criança como algo alegre. Essas participações ocasionais, gradualmente foram desenvolvendo em participação freqüente nos cultos enquanto que, ao mesmo tempo, estávamos começando a freqüentar cultos de manhã cada vez mais regularmente.
Escolhi não usar o culto para crianças como uma rota de escape quando o culto se torna longo ou quando a criança fica inquieta. Não quero dizer à criança que ela deve ir ao culto quando parecer interessante e então poderá ir brincar. Quero evitar um padrão que poderá reforçar a idéia que todos os cultos são bons até a pregação da Palavra de Deus, então poderá sair.
Claro que tem momentos que a criança fica inquieta ou barulhenta mesmo com o esforço dos pais. Eu oro pela compreensão das pessoas ao meu redor e tento lidar com o problema sem perturbar. Mas, se a criança não ficar quieta, eu levo para fora para uma rápida disciplina e para o bem dos outros que querem adorar. Então tenho que decidir se saio e fico atrás ou se fico na área reservada para pais com crianças pequenas Dependerá como a criança reagirá e se tem um momento apropriado para você sair ao longo do culto. Se ficarmos na área reservada para família fora do templo, eu tento manter meu filho quieto como se ainda estivéssemos no templo. Quanto tiverem 4 anos, nossos filhos assumirão que ficarão conosco nos cultos semanais.
[8] Preparação Durante a Semana
Conversar antes e depois do culto ao longo da semana será importante para ajudar a criança a aprender a gostar de cultuar e se comportar no culto.
Ajude suas crianças a se familiarizarem com o pastor. Permita que elas o cumprimentem ao saírem do culto. Converse com elas sobre quem são os líderes da igreja, fale os nomes deles. Sugira que a professora de Escola Dominical convide o pastor para falar alguns minutos com as crianças se assim o horário permitir.
Se você souber qual será a passagem bíblica da mensagem para a próxima semana, leia junto com seu filho ao longo da semana. Os olhos das crianças brilharão quando reconhecerem as palavras do púlpito no próximo domingo.
Converse sobre o que tem de especial essa semana: um solo de trompete, um amigo que vai cantar, o missionário pelo qual vocês têm orado estará presente ou qualquer outra coisa especial.
Algumas vezes você poderá considerar as partes rotineiras do culto e preparar suas crianças: “Temos lido sobre José. O que você acha que o pastor falará sobre ele?”, “O que será que o coral cantará essa manhã?”, “Talvez possamos sentar ao lado do nosso amigo com deficiência e ajudá-lo com o hinário para ele participar do culto melhor.”
Existem dois elementos adicionais e importantes para a preparação do culto: uma caneta e papel para as anotações e ida ao banheiro (sair durante o culto não é recomendável).
[9] O Que Acontece Durante o Culto?
Primeiro, eu entrego o boletim para a criança que queira. Isso ajudará com que ela sinta que está participando do culto. Em silêncio, antes do culto começar, eu mostro a liturgia do culto.
Durante o culto, nós ficamos sentamos ou levantamos junto com a congregação. Eu compartilho a minha Bíblia ou hinário com a minha criança porque o uso da Bíblia ou hinário é importante no culto.
O início do sermão é um sinal para iniciar as anotações. Quero que as atividades das crianças sejam relacionadas com o culto. Não leve livros que não têm nada a ver. Eu deixo com que ela olhe as figuras da Bíblia dela. Anotações não significam apenas riscar, mas de fato anotar coisas importantes.
As crianças se desenvolverão mais no entendimento sobre o culto à medida em que anotarem. Primeiro, farão desenhos conforme o que ouvem no sermão. Você pode escolher uma palavra que sabe que será falada várias vezes no sermão e dizer para a criança ouvir atentamente e anotar no seu papel cada vez que o pastor pronunciar a palavra.
Mais tarde, talvez a criança queira copiar as palavras da Bíblia. Quando sabe escrever, ele fará as frases que ouviu no sermão. Quando menos esperar, a criança estará esboçando o sermão.
[10] Alvos e Necessidades
O treinamento que faço para o culto tem três alvos principais:
1) Que as crianças aprendam cedo e da maneira que podem a cultuar Deus de coração;
2) Que os pais possam cultuar também;
3) Que as famílias não causem distrações para as pessoas ao redor.
Assim, existem algumas expectativas que ensino para os pequeninos e espero dos adultos também:
Sentar, ficar em pé ou fechar os seus olhos nos momentos adequados ao longo do culto;
Sentar de maneira correta, não relaxadamente ou deixar a criança no chão, mas com respeito a Deus e as pessoas ao seu redor;
Manter a Bíblia, papéis e boletim sem muito barulho;
Ficar alerta. Fazer anotações ajuda. Os pequenos podem dormir, mas geralmente não dormem;
Olhar para o líder no púlpito. Não ficar olhando para as pessoas ou para o relógio;
Se a criança consegue ler rápido, deve cantar com as palavras. Pelo menos, manter os olhos fixos nas palavras e tentar pensar nelas ao cantar. Se não consegue ler ainda, deve tentar ouvir e entender.
[11] Criar um Ambiente Onde Você Está Sentado
Eu tento criar um ambiente ali no banco para tornar mais fácil ao longo do culto. Nos anos passados, eu sentava no meio das duas crianças que estavam tendo problemas entre elas. Escolhíamos os bancos onde pudéssemos ver o pastor melhor. Cada criança tem uma Bíblia, oferta e boletim nas mãos. Assim não precisam procurar durante o culto. Durante o prelúdio, se eu notar alguma coisa diferente no boletim que precisa ser esclarecido (uma leitura responsiva, oração em conjunto, por exemplo), eu mostro para a criança poder participar.
[12] Após o Culto
Quando o culto terminar, minhas primeiras palavras serão de apreciação para a criança que se comportou. Ao mesmo tempo, posso comentar sobre algo que esperamos que seja melhor na próxima vez.
Mas... e se a minha expectativa não foi cumprida e não houve um bom comportamento? A primeira coisa a fazer quando o culto terminar é o silêncio e, imediatamente, procurar um lugar onde poderei conversar com a criança sobre o que aconteceu.
[13] Encerramento
Nas raras ocasiões quando meu marido, que é pastor, pode sentar ao nosso lado, o caçula vai direto para o colo dele e fica mais atento e quieto do que o normal. Que coisa maravilhosa para a mente da criança associar a proximidade e calor do colo dos pais a um momento especial com Deus!
A criança tem o mesmo sentimento de estar ao lado dos seus pais ou de um abraço ao redor dela ou a mão amorosa ao redor.
O momento da família junta com o foco em Deus será um momento sem palavras, crescendo cada vez mais na mente e coração da criança.
Por: John Piper
Nesta nota, esperamos cumprir dois objetivos:
1) demonstrar que pais (ou algum adulto responsável) devem trazer os pequeninos para o culto de louvor ao invés de mandá-los para o culto infantil;
2) dar algumas instruções práticas de como fazê-lo.
Não queremos afirmar que a nossa maneira de louvor e adoração é a única correta. Nem todas as nossas idéias se adaptam à maneira que outras igrejas fazem.
Por exemplo, não temos o sermão para as crianças como parte do culto matutino. Seria bom para as crianças, mas enfraqueceria a intensidade espiritual do culto. Para tudo tem o seu tempo. E nós cremos que pelo menos uma hora na semana devemos manter uma intensidade máxima de reverência a Deus.
Tabela de conteúdo
1 O Grande Obstáculo
2 Ajuntamento
3 Sentir o Espírito do Culto
4 Não Deve Ser Uma Expectativa Excessiva
5 Nem Tudo Passa em Vão
6 Um Sentimento de Maravilha
7 Algumas Sugestões Práticas, Iniciando Passo por Passo
8 Preparação Durante a Semana
9 O Que Acontece Durante o Culto?
10 Alvos e Necessidades
11 Criar um Ambiente Onde Você Está Sentado
12 Após o Culto
13 Encerramento
[1] O Grande Obstáculo
Existem diversos motivos por que incentivamos os pais a trazerem as crianças para o culto. Mas, esses argumentos não pesarão muito para os pais que não amam louvar ao Senhor.
O grande obstáculo para as crianças no culto é o fato dos pais não apreciarem o momento de louvor e adoração a Deus. As crianças sentem a diferença entre obrigação e prazer. Portanto, a primeira e mais importante tarefa para os pais é se apaixonar pelo louvor a Deus. Você não pode assumir o que você não possui.
[2] Ajuntamento
É difícil superestimar a boa influência de famílias fazendo coisas valiosas como família semana após semana, ano após ano.
Cultuar é a coisa mais valiosa que o ser humano pode fazer. O efeito de 650 cultos que uma criança vai com o pai e mãe entre as idades de 4 e 17 é incalculável.
[3] Sentir o Espírito do Culto
Pais têm a responsabilidade de ensinar suas crianças pelos seus exemplos, os ensinamentos e valores de cultuar. No entanto, os pais devem querer suas crianças com eles ao cultuar para que as crianças sintam o espírito e forma de louvor dos seus pais.
As crianças devem ver seus pais abaixando suas cabeças em oração durante o prelúdio e outros momentos de louvor e adoração. Eles devem ver como os pais cantam louvores a Deus com alegria e como eles ouvem a Palavra de Deus. Eles devem sentir o espírito de seus pais encontrando-se com o Deus vivo.
Alguma coisa parece incompleta quando os pais desejam apenas levar seus filhos nos primeiros anos de formação e colocá-los com outras crianças e adultos para formar sua atitude e comportamento no culto. Os pais deveriam ficar orgulhosos por serem modelos para seus filhos do tremendo valor da reverência na presença do Deus Poderoso.
[4] Não Deve Ser Uma Expectativa Excessiva
Ficar sentado e quieto por uma hora ou duas não é uma expectativa excessiva para uma criança de 6 anos que foi ensinada a obedecer os pais. Requer uma medida de disciplina e isso é exatamente o que queremos encorajar os pais a trabalharem isso nos primeiros 5 anos dos seus filhos.
Desta maneira, o desejo de ter filhos no culto é parte de uma preocupação mais extensa que as crianças estão sendo criadas/educadas para então se tornarem “sob disciplina, com todo o respeito...” (1 Timóteo 3:4)
As crianças podem ser ensinadas nos primeiros 5 anos de vida a obedecerem seus pais quando dizem, “Fiquem quietos!”. Cultos alternativos não resolvem a falte de controle dos pais sobre seus filhos, mas uma renovação na disciplina em casa é necessária.
[5] Nem Tudo Passa em Vão
As crianças absorvem grande parte de tudo no culto. Isto é verdade mesmo que falem que está monótono.
Música e palavras se tornam familiares. A mensagem da música começa a penetrar. O formato do culto se torna mais natural. O coral dá uma impressão especial com o tipo de música que as crianças não ouvirão em nenhum outro lugar. Mesmo que alguns dos sermões passem despercebidos, experiências mostram que as crianças ouvem e lembram de coisas marcantes.
O conteúdo das orações, cânticos e sermões dão aos pais oportunidades sem igual para ensinar seus filhos as grandes verdades da fé. Se os pais aprenderem a indagar seus filhos após o culto e explicar as coisas para eles, a capacidade das crianças de participar vai subir.
Nem tudo o que as crianças experimentam deve ser colocado no nível delas para fazer bem a elas. Algumas coisas devem ser, mas nem todas.
Por exemplo, ao aprender uma nova língua, você deve ir passo a passo, do alfabeto ao vocabulário, para a gramática. Ou você pode fazer um curso intensivo onde você mergulhará no ensino e tudo o que você ouve é a língua que você não conhece. A maioria dos professores de língua concordará que o último citado é o mais eficaz.
O culto no domingo não é inútil para as crianças apenas por que muito passa despercebido por elas. Elas podem e aprenderão essa nova língua mais rápido do que imaginamos, isto se houver atitudes positivas e alegres dos pais.
[6] Um Sentimento de Maravilha
Existe uma solenidade e algo tremendo que as crianças devem experimentar na presença de Deus. Isto talvez não aconteça no culto infantil.
Um profundo sentimento do desconhecido e misterioso pode crescer na vida de uma criança sensível através da solenidade do culto, se seus pais estão buscando fervorosamente a Deus também. O mover profundo da magnificência de Deus pode chegar no coração jovem e suave através de momentos dos grandes hinos, momento silencioso, ou durante o sermão. Isso é de um valor imensurável no cultivo de um coração que ama a Deus.
Não cremos que as crianças que têm ido ao culto das crianças por muitos anos entre as idades de 6 e 12 anos, serão melhores treinadas a participar do culto de louvor mais do que se tivessem passado anos ao lado dos pais. Aliás, o oposto provavelmente é o caso.
Será mais difícil acostumar crianças de 10-12 anos para um culto de louvor do que crianças de 5-6 anos. O cimento está mais molhado e diversas possibilidades de moldar os impulsos do coração se foram.
[7] Algumas Sugestões Práticas, Iniciando Passo por Passo
Nós descobrimos que a “escola” para aprender a louvar começa em casa quando tentamos fazer o bebê ficar quieto para pedir a bênção de Deus na refeição, quando a criança está quieta ouvindo uma história, quando a criança está aprendendo a prestar atenção na Palavra de Deus e orar durante a devocional em família.
Na igreja, mesmo quando nossas crianças estavam na idade de amamentar, eu comecei a ajudá-los a dar os primeiros passos para uma eventual participação no culto de domingo. Eu usei outros momentos para treinar, batismo, concertos do coral, apresentações missionárias ou qualquer outro evento especial que prenderia a atenção de uma criança de 3 anos. Eu “promoveria” isso para a criança como algo alegre. Essas participações ocasionais, gradualmente foram desenvolvendo em participação freqüente nos cultos enquanto que, ao mesmo tempo, estávamos começando a freqüentar cultos de manhã cada vez mais regularmente.
Escolhi não usar o culto para crianças como uma rota de escape quando o culto se torna longo ou quando a criança fica inquieta. Não quero dizer à criança que ela deve ir ao culto quando parecer interessante e então poderá ir brincar. Quero evitar um padrão que poderá reforçar a idéia que todos os cultos são bons até a pregação da Palavra de Deus, então poderá sair.
Claro que tem momentos que a criança fica inquieta ou barulhenta mesmo com o esforço dos pais. Eu oro pela compreensão das pessoas ao meu redor e tento lidar com o problema sem perturbar. Mas, se a criança não ficar quieta, eu levo para fora para uma rápida disciplina e para o bem dos outros que querem adorar. Então tenho que decidir se saio e fico atrás ou se fico na área reservada para pais com crianças pequenas Dependerá como a criança reagirá e se tem um momento apropriado para você sair ao longo do culto. Se ficarmos na área reservada para família fora do templo, eu tento manter meu filho quieto como se ainda estivéssemos no templo. Quanto tiverem 4 anos, nossos filhos assumirão que ficarão conosco nos cultos semanais.
[8] Preparação Durante a Semana
Conversar antes e depois do culto ao longo da semana será importante para ajudar a criança a aprender a gostar de cultuar e se comportar no culto.
Ajude suas crianças a se familiarizarem com o pastor. Permita que elas o cumprimentem ao saírem do culto. Converse com elas sobre quem são os líderes da igreja, fale os nomes deles. Sugira que a professora de Escola Dominical convide o pastor para falar alguns minutos com as crianças se assim o horário permitir.
Se você souber qual será a passagem bíblica da mensagem para a próxima semana, leia junto com seu filho ao longo da semana. Os olhos das crianças brilharão quando reconhecerem as palavras do púlpito no próximo domingo.
Converse sobre o que tem de especial essa semana: um solo de trompete, um amigo que vai cantar, o missionário pelo qual vocês têm orado estará presente ou qualquer outra coisa especial.
Algumas vezes você poderá considerar as partes rotineiras do culto e preparar suas crianças: “Temos lido sobre José. O que você acha que o pastor falará sobre ele?”, “O que será que o coral cantará essa manhã?”, “Talvez possamos sentar ao lado do nosso amigo com deficiência e ajudá-lo com o hinário para ele participar do culto melhor.”
Existem dois elementos adicionais e importantes para a preparação do culto: uma caneta e papel para as anotações e ida ao banheiro (sair durante o culto não é recomendável).
[9] O Que Acontece Durante o Culto?
Primeiro, eu entrego o boletim para a criança que queira. Isso ajudará com que ela sinta que está participando do culto. Em silêncio, antes do culto começar, eu mostro a liturgia do culto.
Durante o culto, nós ficamos sentamos ou levantamos junto com a congregação. Eu compartilho a minha Bíblia ou hinário com a minha criança porque o uso da Bíblia ou hinário é importante no culto.
O início do sermão é um sinal para iniciar as anotações. Quero que as atividades das crianças sejam relacionadas com o culto. Não leve livros que não têm nada a ver. Eu deixo com que ela olhe as figuras da Bíblia dela. Anotações não significam apenas riscar, mas de fato anotar coisas importantes.
As crianças se desenvolverão mais no entendimento sobre o culto à medida em que anotarem. Primeiro, farão desenhos conforme o que ouvem no sermão. Você pode escolher uma palavra que sabe que será falada várias vezes no sermão e dizer para a criança ouvir atentamente e anotar no seu papel cada vez que o pastor pronunciar a palavra.
Mais tarde, talvez a criança queira copiar as palavras da Bíblia. Quando sabe escrever, ele fará as frases que ouviu no sermão. Quando menos esperar, a criança estará esboçando o sermão.
[10] Alvos e Necessidades
O treinamento que faço para o culto tem três alvos principais:
1) Que as crianças aprendam cedo e da maneira que podem a cultuar Deus de coração;
2) Que os pais possam cultuar também;
3) Que as famílias não causem distrações para as pessoas ao redor.
Assim, existem algumas expectativas que ensino para os pequeninos e espero dos adultos também:
Sentar, ficar em pé ou fechar os seus olhos nos momentos adequados ao longo do culto;
Sentar de maneira correta, não relaxadamente ou deixar a criança no chão, mas com respeito a Deus e as pessoas ao seu redor;
Manter a Bíblia, papéis e boletim sem muito barulho;
Ficar alerta. Fazer anotações ajuda. Os pequenos podem dormir, mas geralmente não dormem;
Olhar para o líder no púlpito. Não ficar olhando para as pessoas ou para o relógio;
Se a criança consegue ler rápido, deve cantar com as palavras. Pelo menos, manter os olhos fixos nas palavras e tentar pensar nelas ao cantar. Se não consegue ler ainda, deve tentar ouvir e entender.
[11] Criar um Ambiente Onde Você Está Sentado
Eu tento criar um ambiente ali no banco para tornar mais fácil ao longo do culto. Nos anos passados, eu sentava no meio das duas crianças que estavam tendo problemas entre elas. Escolhíamos os bancos onde pudéssemos ver o pastor melhor. Cada criança tem uma Bíblia, oferta e boletim nas mãos. Assim não precisam procurar durante o culto. Durante o prelúdio, se eu notar alguma coisa diferente no boletim que precisa ser esclarecido (uma leitura responsiva, oração em conjunto, por exemplo), eu mostro para a criança poder participar.
[12] Após o Culto
Quando o culto terminar, minhas primeiras palavras serão de apreciação para a criança que se comportou. Ao mesmo tempo, posso comentar sobre algo que esperamos que seja melhor na próxima vez.
Mas... e se a minha expectativa não foi cumprida e não houve um bom comportamento? A primeira coisa a fazer quando o culto terminar é o silêncio e, imediatamente, procurar um lugar onde poderei conversar com a criança sobre o que aconteceu.
[13] Encerramento
Nas raras ocasiões quando meu marido, que é pastor, pode sentar ao nosso lado, o caçula vai direto para o colo dele e fica mais atento e quieto do que o normal. Que coisa maravilhosa para a mente da criança associar a proximidade e calor do colo dos pais a um momento especial com Deus!
A criança tem o mesmo sentimento de estar ao lado dos seus pais ou de um abraço ao redor dela ou a mão amorosa ao redor.
O momento da família junta com o foco em Deus será um momento sem palavras, crescendo cada vez mais na mente e coração da criança.
Por: John Piper
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