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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
O Lugar da Pregação na Adoração | John Piper
Por que a Palavra de Deus é tão Proeminente na Adoração Coletiva da Igreja?
Por que eu devo gastar tempo ensinado-os sobre a pregação, se nem todos estão em um seminário preparando-se para serem pregadores? Há três respostas simples. Primeira: vocês saberão melhor o que fazer com a pregação, se entendem, de acordo com a Bíblia, porque a pregação ocupa esse lugar no culto. Segunda: vocês serão capazes de avaliar se estão realmente ouvindo o tipo correto de pregação, se compreendem, de conformidade com a Bíblia, o que deve ser uma pregação correta. Terceira: se vocês sabem o que é a verdadeira pregação, serão capazes de discernir e escolher o tipo certo de pregador, quando tiverem de convidar um pastor para ocupar o púlpito da igreja de vocês. Conseqüentemente, haverá implicações importantíssimas para a vida e para as famílias de vocês, bem como para o futuro de sua igreja — e de todas as igrejas —, se o povo de Deus souber o que é a verdadeira pregação bíblica e por que ela é tão proeminente na adoração coletiva.
Nesse artigo a respeito de adoração, precisamos fazer essa pergunta. Quase a metade do tempo de um culto é gasto na pregação da Palavra. Essa é uma proporção notável e exige uma explicação.
Consideremos a pergunta: por que a Palavra de Deus é proeminente em nossa adoração coletiva?
Ora, essa pergunta, na realidade, está constituída de duas partes. Primeira: por que a Palavra de Deus é tão proeminente? Segunda: por que essa maneira de apresentar a Palavra possui tão grande relevância? Qualquer crente poderia simplesmente ler a Bíblia por meia hora, ao invés de ouvir a pregação da Palavra, e isto com certeza tornaria proeminente a Palavra de Deus. Ou alguém poderia apenas dirigir uma discussão sobre a Bíblia por meia hora. Ainda, outro poderia realizar uma análise acadêmica sobre o vocabulário, a gramática e as circunstâncias históricas da Bíblia. Portanto, não devemos apenas perguntar por que a Palavra de Deus é tão proeminente, mas também por que a pregação é tão relevante.
Deus se revela a Si mesmo como a Palavra e através da Palavra
A primeira razão é por que Deus decidiu revelar a Si mesmo como a Palavra e através da Palavra. O apóstolo João disse: “No princípio era o Verbo [a Palavra]” (João 1.1). No princípio, não era a música, nem o teatro. Deus identifica seu Filho, que é Deus, como a Palavra. Isso é tremendamente importante. “No princípio, era o Verbo [a Palavra].” O Filho de Deus é a Palavra de Deus. Ele é a comunicação de Deus para o mundo; Ele é a Palavra de Deus.
Deus não somente decidiu revelar a Si mesmo como a Palavra, mas também através da Palavra. Considere nosso texto-base: “Toda a Escritura é inspirada por Deus” (2 Tm 3.16). Isto significa que Deus resolveu falar-nos, revelar a Si mesmo e interpretar suas realizações na História por meio da inspiração de palavras escritas. Isso é exatamente o que o vocábulo “escritura” significa — “escritos”. Toda a Escritura — todos os escritos do cânon judaico-cristão — é inspirada, ou seja, soprada por Deus; ou, conforme 2 Pedro 1.21 afirma: “Nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo”. As Escrituras do Antigo e do Novo Testamento são a revelação de Deus mesmo para nós.
A primeira resposta à pergunta por que a Palavra é tão proeminente na adoração pública é esta: porque Deus revelou a Si mesmo como a Palavra e através da Palavra. Se tem o alvo de ser uma comunhão espiritual com Deus e causar uma reação amorosa e reverente para com Deus, então a revelação de Deus mesmo tem de estar no âmago da adoração; e Ele determinou tornar-se conhecido principalmente por meio de sua Palavra.
Deus realiza suas obras através de sua Palavra
Poderíamos dizer mais: a adoração é uma resposta à obra de Deus, e a Palavra de Deus é o instrumento pelo qual Ele age no mundo. Esta foi a maneira pela qual Ele agiu no princípio, quando criou o mundo por intermédio de sua Palavra (Hb 11.3).
E esta tem sido a maneira pela qual, desde então, Deus realiza suas grandes obras — através de sua Palavra. Por exemplo, sabemos que Jesus simplesmente falou e as ondas se aquietaram (Mc 4.39), a febre retirou-se (Lc 4.39), demônios foram expulsos (Mc 1.25), pecados foram perdoados (Mc 2.10), cegos recuperaram sua visão (Lc 18.42) e mortos foram ressuscitados (Lc 7.14). Deus agiu por intermédio de sua Palavra!
Também sabemos que Deus continua agindo no mundo por intermédio de sua Palavra. Considere novamente 2 Timóteo 3.16-17: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”. Em outras palavras, é por meio da Palavra que Deus realiza as boas obras de seu povo. Essa é a razão por que Jesus disse que os homens verão nossas boas obras e glorificarão ao nosso Pai, que está no céu (Mt 5.16). Deus age por intermédio de sua Palavra, para realizar sua obra, através de seu povo, no mundo.
Você pode ver isto freqüente-mente na Bíblia. Por exemplo, o Salmo 1 afirma: o homem que medita na Palavra de Deus, de dia e de noite, será “como árvore plantada junto a correntes de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido” (v. 3). Assim, a Palavra de Deus produz fruto e torna a pessoa bem sucedida na vontade dEle. Considere também Hebreus 4.12: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”. A Palavra de Deus é o grande agente na grandiosa obra de julgamento e convicção. Recorde, também, João 17.17, quando Jesus orou ao Pai: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”. A grande obra de santificação, Deus a realiza por meio de sua Palavra. E nossa listagem poderia continuar.
O fato mais importante é que adoração significa conhecer, admirar e desfrutar de Deus, por intermédio de suas obras. Todas essas obras são vistas em sua Palavra e realizadas por meio dela. Portanto, a Palavra de Deus é proeminente na adoração.
Deus realiza o novo nascimento através de sua Palavra
Preciso mencionar outra razão por que a Palavra é tão proeminente na adoração. A adoração depende completamente do milagre espiritual do novo nascimento e da obra contínua de vivificação da fé. Esses milagres Deus realiza por meio de sua Palavra. Por exemplo, citamos 1 Pedro 1.23: “Fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente”. O novo nascimento é realizado por Deus através de sua Palavra. Isto significa que a vida de que necessitamos para adorar a Deus com autenticidade surge por intermédio da Palavra. Se não há vida espiritual, não há adoração. Se não há pregação da Palavra, não há vida espiritual. E não somente isto; o contínuo reavivar da fé, domingo após domingo, se realiza por intermédio do ouvir a Palavra de Cristo (Rm 10.17) — não apenas uma vez, e sim por repetidas vezes.
A Igreja Protestante colocou a Palavra de Deus no lugar de maior proeminência na adoração coletiva, porque a adoração contempla e desfruta de Deus mesmo; e Ele se revela como a Palavra, por intermédio da Palavra. Em particular, Deus realiza sua obra no mundo através da sua Palavra; e, por meio dela, outorga vida nova e aviva a fé. Sem a Palavra de Deus, não haveria vida, nem fé, nem obra, nem revelação, nem adoração. A Palavra significa para a adoração o que o oxigênio significa para a respiração.
Por Que Pregação é tão Proeminente na Adoração Coletiva?
Nossa segunda pergunta deve ser: Visto que a Palavra de Deus deve ser tão proeminente na adoração, por que esse ministério específico da Palavra, chamado “pregação”, é tão importante?
Observe o que vem logo em seguida às palavras afirmativas de que toda a Escritura é inspirada por Deus (2 Tm 3. 16.17). Paulo disse, com notável solenidade e elevada seriedade: Conjuro- te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: Prega a palavra” (4.1-2). É claro que para este jovem ministro da Palavra (ver 2 Tm 2.15) a pregação tinha de ser uma atividade proeminente. E o contexto do capítulo 3 (vv. 16-17) parece transmitir a idéia de que a pregação não serve apenas para evangelizar nas praças ou nas esquinas; ela serve também para os crentes que necessitam de correção, repreensão, exortação e doutrina (conforme afirma 2 Timóteo 4.2).
Portanto, poderíamos dizer: nós pregamos porque 2 Timóteo 4.2 afirma que devemos fazê-lo. Gostaria de ir mais além e perguntar: Por que é tão adequado, no plano de Deus, que a pregação seja proeminente na adoração?
Os precedentes do Antigo e do Novo Testamento
Uma resposta é que existe precedentes bíblicos para esclarecer o lugar das Escrituras na adoração. Por exemplo, Neemias 8.6-8 afirma: “Esdras bendisse ao Senhor, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém! Amém! E, levantando as mãos, inclinaram-se e adoraram o Senhor, com o rosto em terra. E… os levitas ensinavam o povo na Lei; e o povo estava no seu lugar. Leram no livro, na Lei de Deus, claramente, dando explicações, de maneira que entendessem o que se lia”. Não houve apenas a leitura da Lei, houve também homens designados que davam “explicações, de maneira que entendessem o que se lia”. Tudo isso aconteceu em um contexto de louvor e de adoração ao Senhor.
No Novo Testamento, a sinagoga dos judeus era uma continuação desse modelo. Em Lucas 4.16 e os versículos seguintes, vemos Jesus dirigindo-se a Nazaré, entrando na sinagoga, no sábado, e lendo na profecia de Isaías um texto que se referia à vinda dEle mesmo. Em seguida, Jesus assentou-se e apresentou sua interpretação: “Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir” (Lc 4.21). Este era o esquema habitual praticado na sinagoga: a Palavra de Deus era lida,e, em seguida, havia a sua interpretação e a sua aplicação.
Vemos isso também no livro de Atos dos Apóstolos. Conforme o relato neotestamentário, Paulo e seus colegas missionários chegaram à Antioquia da Pisídia e, “indo num sábado à sinagoga, assentaram-se. Depois da leitura da lei e dos profetas, os chefes da sinagoga mandaram dizer-lhes: Irmãos, se tendes alguma palavra de exortação para o povo, dizei-a” (At 13.14-15). Paulo se levantou e pregou a Palavra (vv. 16 a 31).
Por conseguinte, a primeira razão por que a Palavra de Deus se tornou central na igreja é esta: esse foi o padrão estabelecido no Antigo Testamento e na sinagoga do Novo Testamento.
Os dois aspectos essenciais da adoração
Há duas razões que justificam, ainda mais profundamente, o proeminente lugar da pregação na adoração. Essas duas razões estão relacionadas aos aspectos essenciais da adoração: compreender a Deus e deleitar-se nEle. Jonathan Edwards explicou o objetivo de Deus na adoração, utilizando as seguintes palavras:
“Há duas maneiras pelas quais Deus glorifica a Si mesmo para com suas criaturas: 1) por manifestar-se ao entendimento delas; 2) por comunicar-se ao coração delas, quando elas se regozijam, se deleitam e desfrutam das manifestações que Ele faz de Si mesmo. Deus é glorificado não somente por sua glória ser contemplada, mas também por nos regozijarmos nela. Quando aqueles que vêem a glória de Deus se deleitam nela, Deus é mais glorificado do que se eles apenas a contemplassem. Deste modo, a glória de Deus é recebida por toda a alma, ou seja, tanto pelo entendimento quanto pelo coração”.
Portanto, há sempre duas partes na verdadeira adoração. Podemos dizê-lo assim: existe o contemplar a Deus e existe o provar da pessoa de Deus. Não podemos separá-las. Temos de vê-Lo, para que dEle pro- vemos. E se não provarmos dEle, quando O contemplarmos, estaremos insultando-O. Outra maneira de afirmar isso seria a seguinte: na adoração existe sempre o entender com a mente e o sentir no coração. O entender tem de ser sempre o alicerce do sentir, pois, do contrário, o que teremos será apenas emocionalismo sem fundamento. O entendimento de Deus que não resulta em sentimentos para com Deus torna-se em mero intelectualismo e apatia. Esta é a razão por que a Bíblia, por um lado, nos convida constantemente a pensar, a meditar, a ponderar, a lembrar; e, por outro lado, ela nos convida a temer, a lamentar, a esperar, a nos deleitarmos e nos alegrarmos. Essas duas atitudes estão na essência da adoração.
A pregação é a forma que a Palavra de Deus assume na adoração, porque a verdadeira pregação é o tipo de discurso que une, de maneira consistente, esses dois aspectos da adoração, tanto na maneira como a pregação é realizada quanto em seus objetivos. Quando Paulo disse a Timóteo: “Prega a palavra”, o vocábulo grego traduzido pelo verbo pregar é uma palavra que significava “ser o arauto”, “anunciar”, “proclamar” (khêruxon). Não é apenas um vocábulo com a idéia de ensinar ou explicar. Significava o que o arauto da cidade clamava: “Ouvi! Ouvi! Ouvi! O Rei tem uma proclamação de boas-novas para todos os que prometerem fidelidade ao seu domínio. Seja conhecido que a vida eterna será dada a todos os que confiam e amam o Filho dEle”. Essa proclamação, eu a chamo de “exultação”. A pregação é uma exultação pública a respeito da verdade que ela anuncia. Não é algo desinteressante, frio ou neutro; é apaixonante naquilo que ela anuncia.
No entanto, essa proclamação contém ensino. Perceberemos isso, se considerarmos novamente 2 Timóteo 3.16 — a Escritura (que suscita a pregação) é proveitosa para o “ensino”. E podemos ver isso quando olhamos adiante e consideramos o restante de 2 Timóteo 4.2: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina”. Assim, verificamos que a pregação é expositiva; ela aborda a Palavra de Deus. A verdadeira pregação não é a expressão de opiniões de homens; é uma fiel exposição da Palavra de Deus.
Exultação expositiva
Em uma frase, a pregação é uma “exultação expositiva”.
Em conclusão, dizemos: a razão por que a pregação é tão proeminente na adoração é por que esta não consiste apenas do entender, mas também do sentir. Adoração não é apenas contemplar a Deus; é também provar dEle. Não é apenas uma resposta de nossa mente; é também uma resposta do coração. Por isso, Deus ordenou que a forma que sua Palavra deve assumir na adoração não seja apenas uma explicação à mente, nem apenas de uma simulação ao coração. Pelo contrário, a pregação da Palavra tem por objetivo ensinar a mente e alcançar o coração; tem de mostrar a verdade de Cristo e provar a glória de dEle; tem de expor a Palavra de Deus e exultar no Deus da Palavra.
Isto é o que significa a pregação. Esta é a razão por que ela é tão proeminente na adoração. A pregação não é uma simples obra de um homem; é um dom e uma obra do Espírito Santo. Portanto, a pregação se realiza melhor quando os crentes estão orando e se encontram espiritualmente preparados para ela.
Orem por vocês mesmos e pelo(s) pastor(es) de sua igreja. Procuremos nos tornar pessoas que vivem e adoram no poder da Palavra de Deus lida, memorizada, ensinada e pregada.Por John Piper
Fonte: Desiring God
Tradução: Livros e Sermões Bíblicos
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Amando a Deus por quem Ele é: Uma Perspectiva Pastoral
Esta verdade é uma das maiores
descobertas que eu fiz ao longo de minha vida: É quando eu sou mais satisfeito
em Deus que Ele é mais glorificado em mim. Este é o motor que dirige meu
ministério como pastor. Isto afeta tudo o que eu faço.
Seja comendo, bebendo ou
aconselhando, meu alvo é glorificar a Deus à medida que realizo meu ministério
(1 Co. 10.31). O que significa que meu alvo é realizar tarefas (comer, beber,
pregar, aconselhar, ou qualquer outra coisa) de maneira a mostrar como a glória
de Deus satisfez os desejos do meu coração. Se a minha pregação denúncia que
Deus nem sequer supriu minhas próprias necessidades, essa pregação será uma
fraude. Se Cristo não é a satisfação do meu coração, irão as pessoas acreditar
em mim quando eu anunciar as palavras dEle, “Eu sou o pão da vida. Aquele que
vem a mimnunca terá fome; aquele que crê em mim nunca terá sede”(João 6.35)?
A glória do pão é que ele
satisfaz. A glória da água viva é que ela sacia a sede. Nós não honramos a
refrescante, auto-renovável, pura água de uma nascente nas montanhas arrastando
baldes de água pra cima a fim de darmos a nossa contribuição pelos açudes nas
planícies. Nós honramos a fonte de água nos sentindo sedentos, caindo de
joelhos e bebendo com alegria. Então exclamamos satisfeitos, “Ahhhh!” (isso é
louvor!); e continuamos a nossa caminhada graças à força provida pela fonte de
água (isso é serviço). A fonte na montanha é mais e mais glorificada na medida
em que nós somos mais e mais satisfeitos pela água dela.
Tragicamente a maioria de nós foi
ensinada que obrigação, não prazer, é a maneira pela qual devemos glorificar a
Deus. O que esqueceram de nos ensinar é que o prazer em Deus é a nossa
obrigação! Ser satisfeito em Deus não é opcional adicionado aos itens de
fábrica das obrigações cristãs. Satisfação em Deus é a mais básica exigência de
todas. “Deleite-se no Senhor” (Salmos 37.4) não é uma sugestão, mas uma ordem.
O mesmo se aplica a: “Prestem culto ao SENHOR com alegria” (Salmos
100.2); e “Alegrem-se no Senhor” (Fp 4.4).
A responsabilidade do meu
ministério é tornar claro aos outros que “O teu amor (do SENHOR) é melhor que a
vida” (Salmos 63.3). E se é melhor que a vida, é melhor do que tudo que a vida
neste mundo oferece. Isto significa que o que satisfaz não são as bênçãos de
Deus, mas a glória de Deus a glória do seu amor, a glória do seu poder, a
glória da sua sabedoria, santidade, justiça, bondade, e verdade.
Este é o motivo porque o Salmista, Asafe, exclamou, “A quem tenho nos céus se não a ti? E na terra, nada mais desejo além de estar junto a ti. O meu corpo e o meu coração poderão fraquejar, mas Deus é a força do meu coração e a minha herança para sempre” (Salmos 73.25-26). Nada na terra—nenhuma das boas dádivas de Deus na criação poderia satisfazer o coração de Asafe. Só Deus podia. Isto é que estava na mente de Davi quando ele disse ao Senhor, “Tu és o meu Senhor; não tenho bem nenhum além de ti” (Salmos 16.2).
Davi e Asafe nos ensinam, através
de seus desejos centrados em Deus, que as bênçãos de Deus na saúde, riqueza e
prosperidade não satisfazem. Apenas Deus o faz. Seria presunção não agradecer a
Deus por suas bênçãos (“Não se esqueça nenhuma de suas bênçãos!” Salmo 103.2);
mas seria idolatria chamar de amor por Deus as alegrias
provenientes delas. Quando Davi
disse ao Senhor: “a alegria plena da tua presença, eterno prazer à tua
direita.” (Salmos 11.16), ele quis dizer que proximidade ao próprio Deus é a
única experiência totalmente satisfatória no universo.
Não é pelas bênçãos de Deus que
Davi anseia desesperadamente. “Como a corsa anseia por águas correntes, a minha
alma anseia por ti, ó Deus. A minha alma
tem sedede Deus, do Deus vivo” (Salmos 42.1-2). O que Davi quer
experimentar é a revelação do poder e da glória de Deus: “Ó Deus, tu és o meu
Deus, eu te busco intensamente; a minha alma tem sede de ti! Todo o meu ser
anseia por ti, numa terra seca, exausta e sem água. Quero contemplar-te no
santuário e avistar o teu poder e a tua glória” (Salmos
63.1-2). Somente Deus satisfará um coração como o de Davi. E Davi foi o homem
Segundo o coração de Deus. Esta é a maneira como fomos criados para ser.
Ser satisfeito em Deus é a
essência do que significa amar a Deus. Em Deus! Amar a Deus irá incluir
obedecer todos os comandos; crer em todas as suas palavras; agradecer por todas
as suas bênçãos; mas a essência de amar a Deus é desfrutar tudo o que Ele é.
Este desfrute de Deus é o que o glorifica mais completamente.
Nós todos sabemos isto
intuitivamente e pelas escrituras. Nós nos sentimos mais honrados quando
servidos por aqueles que o fazem pela força de suas obrigações, ou pelo prazer
da comunhão? Minha esposa honrada quando eu digo, “Gastar tempo com você me faz
feliz”. A minha alegria é o eco da excelência dela. Com Deus funciona da mesma
maneira. Ele é glorificado ao máximo em nós quando somos satisfeitos ao máximo
nele.
Nenhum de nós é produto final no processo de satisfação em Deus. Eu caio muitas vezes na murmuração do meu coração quando perco confortos deste mundo. Mas eu tenho experimentado que o Senhor é bom. Pela graça de Deus eu agora conheço a fonte eterna de alegria. E então eu amo gastar meus dias levando pessoas à alegria até elas me dizerem, “Uma coisa pedi ao SENHOR; e é o que procuro: que eu possa viver na casa do SENHOR todos os dias da minha vida,” (Salmos 27:4).
Por: John Piper
Fonte: Livros e Sermões Bíblicos
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Mostrar Às Criancas o Que É Mais Importante
Vivemos em um tempo perigoso. O evangelismo moderno reduziu a mensagem e o propósito do evangelho. Muito do cristianismo evangélico se focaliza em levar as pessoas a fazerem a oração do pecador, de modo que sejam asseguradas de que irão ao céu. O âmago do evangelho é a glória de Deus. Ele é tão zeloso de sua própria glória (Is 42.8), que enviou seu único Filho para redimir pessoas corrompidas, indignas e pecadoras. O Filho era tão zeloso de sua própria glória, que orou expressando o desejo de que seus discípulos vissem a sua glória (Jo 17.24). A glória de Deus moveu o seu coração a escolher um povo (Rm 9.23). O âmago do evangelho é a glória de Deus.O propósito de Deus em estender sua graça às pessoas caídas é a sua glória. Deus é glorificado quando é valorizado acima de todas as coisas. Deus é glorificado quando é considerado um tesouro. Deus é glorificado quando é o nosso bem mais valioso. Deus é glorificado quando é nossa fonte de deleite. Deus é glorificado quando você mostra que Ele é o Ser mais maravilhoso e todo-suficiente no universo. O âmago do evangelho é a glória de Deus.
Considere o Salmo 96:
Cantai ao SENHOR um cântico novo, cantai ao SENHOR, todas as terras. Cantai ao SENHOR, bendizei o seu nome; proclamai a sua salvação, dia após dia. Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos, as suas maravilhas.
Observe que a proclamação da salvação é uma proclamação da glória de Deus. Ele é tremendo; portanto, deve ser grandemente louvado. Deve ser temido acima de todos os deuses. Esplendor, glória e majestade lhe pertencem. Ele reina. Deus é glorioso, cheio de esplendor e majestade.
Deus não existe para o homem; o homem existe para Deus. O evangelho de Jesus restaura o homem caído, corrompido, para que este seja um verdadeiro adorador de Deus. Estas verdades confirmam-se a si mesmas para os seus filhos. O Deus da Bíblia, o trino Deus, é o único, o supremo objeto de nossa adoração.
Lembra-se da parábola do reino, em Mateus 13.44? “O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo.”
Recorda o que o homem fez, ao encontrar o tesouro? Ele o escondeu novamente. Transbordante de alegria, ele foi e vendeu tudo, para comprar aquele campo e possuir o tesouro. Ele não vendeu tudo motivado por um senso de obrigação. Você pode imaginá-lo achando o tesouro e dizendo a si mesmo: você não sabia que eu acharia um tesouro naquele campo? Odeio quando isto acontece comigo! Agora, terei de vender todos os meus bens, de modo que possa comprar aquele campo idiota e possuir aquele tesouro”. É ilógico pensar que ele se desfez de tudo por um senso de dever. Motivado por um profundo senso de alegria, ele vendeu tudo o que tinha. O tesouro o deslumbrou.
Assim é o reino dos céus. Até que nossos filhos vejam a glória de Deus, na face de Jesus cristo; até que vejam que Ele é o Lírio dos Vales, a Brilhante Estrela da Manhã, o Único que é totalmente desejável; até que vejam e entendam que Ele é digno de abandonarmos tudo e que nada em toda a terra é mais importante do que conhecer e amar a Jesus, eles jamais O conhecerão, O amarão e O servirão. Podem até ser membros de igreja, ser cooperadores no acampamento de adolescentes, ou participar de viagens missionárias, mas, se não forem convencidos de que Cristo é o tesouro, jamais O conhecerão verdadeiramente.
Você não pode superestimar a importância de mostrar aos seus filhos a glória de Deus. Se os seus filhos não sabem quem é Deus, como Ele pensa, o que Ele sente e por que faz o que faz, não terão qualquer motivo para encontrar gozo nEle, nenhuma razão para celebrar a sua bondade abundante, nenhuma base para achar satisfação nEle. Deleite em Deus não pode ocorrer em um vácuo intelectual. Seu cuidado em mostrar e revelar as maravilhas do glorioso ser de Deus é crucial para seus filhos. Regozijo em Deus é o fruto do que você sabe ser verdadeiro a respeito dEle. O calor espiritual do gozo, deleite e admiração na face de Deus não pode acontecer em um vácuo conceitual.
Por Tedd Tripp (Editora Fiel)
Preletor na Conferência Fiel, Brasil - 2007
quinta-feira, 10 de março de 2011
A busca pela alegria: Uma História Pessoal | (1 de 8)
Plena Satisfação em Deus - John Piper
[1ª Parte][2ª Parte][3ª Parte][4ª Parte][5ª Parte][6ª Parte][7ª Parte][8ª Parte]
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Conténdo 8 mensagens do pastor John Piper.
A supremacia de Deus: Deus É Vaidoso? (2 de 8)
Plena Satisfação em Deus - John Piper
[1ª Parte][2ª Parte][3ª Parte][4ª Parte][5ª Parte][6ª Parte][7ª Parte][8ª Parte]
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Buscar a própria alegria: Isso Não É Hedonismo? | (3 de 8)
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Buscar a própria alegria: Uma Ordem de Deus! | (4 de 8)
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O amor verdadeiro: Dever ou Deleite? | (Parte A) (5 de 8)
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O amor verdadeiro: Dever ou Deleite? | (Parte B) (6 de 8)
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Sofrimento: Pela Alegria que Está Proposta | (Parte A) (7 de 8)
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Sofrimento: Pela Alegria que Está Proposta | (Parte B) (8 de 8)
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