sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025
Viva sem ansiedade | Ronaldo Lidório
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024
(ED) A Identidade Presbiteriana (30): Perseverança dos Santos | Eduardo Koscak
segunda-feira, 11 de setembro de 2023
Conselhos aos que sofrem (11) | Rev. Ronaldo Lidório
Parte: 11 - AOS QUE ENFRENTAM TEMPESTADES
Assim, perante a tempestade, creia e descanse. Creia, pois Jesus é sempre fiel. E Ele está conosco em meio à tormenta. E descanse, pois, Ele nos guarda e guia. Segundo a sua vontade e no seu tempo, basta uma palavra e toda tormenta se calará.
Conselhos aos que sofrem (10) | Rev. Ronaldo Lidório
Parte: 10 – AOS QUE SE ENCONTRAN SEM FORÇAS
Se o próprio Paulo pediu oração por coragem para a evangelização, nós também precisamos fazê-lo. Tal coragem é resultado direto da graça de Deus, motivo pelo qual precisamos orar e pedir. Uma vida tímida na oração é uma vida tímida na proclamação do evangelho.
- Leia e medite na Palavra de Deus. É ela que alimenta a sua fé e mostra o caminho.
- Encha seus dias com frequente adoração, o reconhecimento de quem Deus é e o que Ele faz. Faça isto de forma privada e individual no seu quarto, e, também, pública e coletiva com sua igreja local.
- Abrace a comunhão, caminhando com aqueles que amam e seguem o Senhor Jesus.
- Cultive a vida de oração – diálogo com o Pai em nome do Filho Jesus.
- Busque de forma intensa e intencional uma vida santa que agrada o coração de Deus.
- Chore com os que choram, abrace e socorra o aflito e necessitado.
- E evangelize, com suas palavras e vida, proclamando sobre o único redentor daquele que crê – Jesus.
terça-feira, 31 de março de 2015
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Revitalização de Igreja: Um Trabalho de Tartaruga, Não de Lebre | Jeramie Rinne
Você conhece a clássica fábula: o arrogante coelho desafia os outros animais para uma corrida. A tartaruga aceita, para a perplexidade da lebre. A corrida começa e o coelho corre a grande distância – tão grande que, na verdade, ele tem tempo para um cochilo. Mas, enquanto a lebre dorme, a tartaruga fielmente se arrasta e cruza à linha de chegada primeiro, em uma virada dramática. Moral da história: quem segue devagar e com constância ganha a corrida.
Talvez os seminários devessem oferecer uma aula sobre a exegese de Esopo. Com muita freqüência, pastores chegam a uma nova congregação, rapidamente vêem a necessidade de revitalização e arrancam, à velocidade de uma lebre, para virar a igreja de cabeça para baixo. Em poucos anos, graves problemas surgem. E a corrida termina, prematuramente, com uma congregação em conflito e um pastor ferido e pronto a abrir mão do ministério.
Jovens pastores, em particular, podem tornar-se vítimas dos perigos de uma reforma apressada. Isso ocorre, em parte, porque eles geralmente têm muita energia e idealismo, mas pouca experiência; porém, é também porque jovens pastores e igrejas em declínio parecem esbarrar uns nas outras. Uma igreja com problemas diz que deseja “energia nova” e “mais caras jovens” e, assim, está disposta a dar uma chance a um homem mais novo. E o jovem pastor está ansioso por aquele primeiro emprego e pronto para um desafio. E, assim, o ministro recém-formado chega e a corrida começa a uma velocidade assustadora.
Quatro coelhos da reforma de igrejas
Coelhos aparecem em muitas subespécies. Quer dizer, há muitas maneiras de precipitar uma reforma e renovação em uma igreja local, em detrimento da congregação e do pastor. Considere quatro modos arquetípicos pelos quais nós pastores agimos rápido demais em nossos esforços de trazer as mudanças necessárias às nossas igrejas:
O purista
O purista tem fortes convicções teológicas. Ele tem sido abençoado com uma clara visão bíblica para a vida da igreja e sua prática. Ele corre obstinadamente, sem desviar do caminho.
Infelizmente, ele se move rápido demais para a congregação. Nos primeiros seis meses, ele propõe uma nova declaração de fé, uma mudança constitucional para adotar presbíteros e uma limpeza radical do rol de membros. Ironicamente, em seu zelo pela fiel teologia da igreja, ele trata com rudeza o verdadeiro povo da igreja. Ele esbraveja as doutrinas da graça todo domingo, mas falha em mostrar ao seu povo a paciente graça de Deus em sua maneira de lidar com eles.
Esse pastor pode ser demitido rapidamente. E, infelizmente, ele pode ir embora como um mártir teológico em sua própria mente, cego para os seus equívocos. Mais triste ainda, aquela igreja agora está vacinada contra a reforma bíblica de que ela desesperadamente precisa.
O pragmático
O extremo oposto do purista, o pragmático fará “qualquer coisa que funcione” para trazer as pessoas à igreja e mantê-las lá. Nada está fora dos limites, contanto que faça a igreja crescer e não envolva imoralidade flagrante ou óbvia heresia. Um pragmático carismático e talentoso pode fazer uma igreja crescer de 50 para 500 em pouquíssimo tempo, com uma sagaz mistura de humor, tecnologia, liderança e personalidade.
O pragmático pode descobrir como fazer frequência da igreja crescer rapidamente, dando todas as aparências de revitalização. Mas algumas questões importantes permanecem: as pessoas estão verdadeiramente sendo convertidas ao evangelho, arrependendo-se dos pecados e confiando em Cristo? Ou as pessoas estão apenas sendo “igrejadas” de um modo eficiente? Esse pastor está fazendo discípulos de Jesus ou apenas fãs da igreja da última moda? Ele está cultivando uma sequóia espiritual, que cresce lentamente, mas adquire uma estatura majestosa? Ou ele está meramente plantando uma rosa, que hoje desabrocha, mas murcha amanhã?
Infelizmente, quanto mais rápida e efetivamente alguém é capaz de aumentar a frequência de uma igreja, menos provável é que esse alguém questione teologicamente seus métodos. Números nos enfeitiçam.
O imitador
O imitador economiza tempo pegando um atalho: ele meramente replica em sua própria congregação a filosofia, os programas e a estrutura da igreja de outros. Por que reiventar a roda? Por que não simplesmente comprar o livro, participar da conferência, adquirir o kit e baixar os sermões de outra igreja bem sucedida?
O imitador parece com o pragmático e, em um sentido, eles são semelhantes. Mas o purista pode cair nessa tentação também. Imitadores reformados também têm as suas igrejas e pastores heróis também.
Aprender com outros modelos de igreja não é errado. De fato, a Escritura nos ordena a seguirmos os exemplos piedosos de outros (1Coríntios 11.1; Filipenses 3.17) e o apóstolo Paulo chega a apresentar uma igreja local inteira como modelo para outros crentes (1Tessalonicenses1.7). Contudo, nós pastores nos tornamos imitadores quando impomos o modelo de uma outra igreja sem considerar amorosamente o caráter, a história e a cultura singulares de nossa congregação. Nós também erramos como imitadores ao deixar de avaliar o nosso modelo preferido à luz do ensino bíblico acerca da igreja local.
Fazer uma exegese fiel de sua igreja e de sua Bíblia é um trabalho de tartaruga. Não é algo que possa ser feito da noite para o dia.
O narcisista
Esta última lebre talvez seja a mais perigosa. O narcisista vê o ministério da igreja pelas lentes de sua própria narrativa pessoal. Ele vê a renovação e a reforma congregacional como o palco para estrelar um roteiro centrado em si mesmo.
Talvez ele sonhe ser o cara que ajudará a igreja tradicional e enfadonha a se tornar vanguardista. Ou talvez ele se imagine como um ativista que confrontará a complacente igreja de classe média acerca do envolvimento com os pobres. Ou talvez, em sua mente, ele seja a reencarnação de Lutero, procurando uma igreja doutrinariamente vacilante na qual possa fixar as suas 95 teses. Ou talvez ele simplesmente se veja falando a milhares de pessoas e queira transformar a sua congregação naquela megaigreja. É o sonho americano em sua versão pastoral.
Essas ilusões de grandeza tendem a produzir pastores impacientes. Quando estamos cheios de nós mesmos, nós interpretamos reveses no ministério como fracassos pessoais e diminuições na membresia da igreja como ameaças pessoais. Nós corremos como homens desgovernados quando tudo diz respeito a nós.
Agarre-se ao seu casco
E ali está tartaruga. Enquanto os coelhos arrancam em disparada, ela se arrasta fielmente adiante.
A tartaruga se empenha pela renovação por meio de um ritmo constante de pregação expositiva semanal, deixando que a Palavra faça sua obra de transformação. Ele dedica tempo significativo à oração, clamando a Deus por revitalização. Ele caminha devagar o bastante para conhecer e ouvir os membros da igreja, entendendo que não se pode verdadeiramente reformar aquilo que não se ama. Ele tem uma confiança abrangente na soberania de Deus em produzir a mudança necessária, então aqueles reveses caem sobre ele como chuva sobre um casco. Se Deus quiser, a tartaruga está disposta a dispender toda a carreira em uma única igreja. Sua narrativa pessoal é simples: eu sou apenas um servo de Jesus.
É impressionante quão longe uma tartaruga pode ir.
Toda igreja precisa de renovação. A igreja reformada está sempre se reformando. Assim, esforcemo-nos por renovação de um modo que ponha os holofotes na Palavra de Deus, no tempo de Deus e no poder do evangelho, e não em nossa própria criatividade, técnica e personalidade. Então, quando as pessoas lhe perguntarem como nós mudamos a nossa igreja, nós não exibiremos nossas musculosas pernas de coelho. Em vez disso, nós seremos capazes de dizer com toda a sinceridade: “Isto procede do SENHOR e é maravilhoso aos nossos olhos”.
Por: Jeramie Rinne
Fonte e Créditos da imagem: Editora Fiel
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Algo Mais Seguro: Inspiração e Autoridade da Palavra | Kevin DeYoung [1/2]
sábado, 14 de setembro de 2013
O Crente Legítimo | Pr. Marcos Granconato
O crente legítimo semeia para o Espírito
O crente maduro não se ilude com a superioridade
Por: Pastor Marcos Granconato
Fonte: Igreja Batista Redenção
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
A Igreja que Persevera & Um Evangelho que Persevera | Augustus Nicodemus
Um Evangelho que PerseveraA Igreja que Persevera
Preletor: Augustus Nicodemus
Coferencia: Atos 29 Brasil 2013
Tema: A Igreja que Persevera & Um Evangelho que Persevera
domingo, 11 de agosto de 2013
Perseverando no Ministério & Doutrina que Persevera | Luiz Sayão
Perseverando no Ministério
Por: Luiz Sayão
Conferencia Atos 29 Brasil 2013
Tema: Doutrina que Persevera & Perseverando no Ministério
sábado, 22 de junho de 2013
A Batalha Contra O Pecado – 3 | Violento Pela Humildade | Tim Conway
Não é frequente você encontrar uma pessoa jovem que realmente seja estimulada pela humildade. Estimulada pelo sacrifício! Sim! E isso é uma coisa estimulante. Nós deveríamos ser.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Perseverança | Augustus Nicodemus Lopes
Trecho da mensagem: Perseverança
Por: Augustus Nicodemus Lopes
Conferência “Atos 29 Brasil “
domingo, 28 de abril de 2013
terça-feira, 19 de março de 2013
Irmãos, Salvai os Santos | John Piper
Eu costumava dizer que o meu objectivo como pastor-mestre era a salvação dos
pecadores e a edificação do corpo de Cristo - ganhar os perdidos e edificar os santos. Mas havia uma premissa errada por detrás deste objectivo. A premissa é que o meu papel é apenas pregar o Evangelho aos perdidos e orar por eles. Depois de serem convertidos e agregados à Igreja a minha operação na sua salvação acabou e eu sou simplesmente um agente de Deus no seu grau relativo de edificação e santificação.
O meu erro consistiu em pensar que apenas a salvação dos perdidos dependia da minha pregação, não a salvação da Igreja.
Durante algum tempo, por isso, pareceu-me estranho que o pastor Puritano pregasse para o seu rebanho como se as suas vidas eternas disso dependessem. Porque é que Richard Sibbes (falecido em 1635), que era conhecido como o "doce conta-gotas", suplicava tão fervorosamente com os santos para "exercitarem a Graça"? A sua resposta: "não são os hábitos de sono, mas é graça em exercício que nos preserva".
Os puritanos acreditavam que a falta de perseverança na obediência da fé resultaria na destruição eterna, não em menor santificação. Portanto, uma vez que a pregação e o ministério pastoral em geral, são um óptimo meio para a perseverança do santos, o objectivo de um pastor não é apenas edificar os santos, mas salvar os santos. O que está em jogo ao Domingo de manhã não é apenas a edificação da igreja, mas a sua salvação eterna. Não é difícil de notar a razão pela qual os puritanos eram tão sérios.
O que Redireccionou a Minha Atenção
Mas não foram nem Sibbes, nem Baxter, nem Boston, nem Edwards e nem Spurgeon que fizeram com que eu mudasse o meu objectivo. Paulo escreveu a Timóteo, "Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina: persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem. " (1 Tm 4:16). Os "ouvintes" que Paulo tem em mente não são pessoas de fora da igreja (como nos mostra o versículo 12). A nossa salvação e a salvação dos que nos ouvem, semana após semana, dependerá em grande medida da nossa fiel atenção à santidade pessoal e bom ensino. Mais está em jogo no nosso trabalho do que o maior ou menor progresso na santificação. A salvação dos eleitos está na linha da frente.
Em 2 Timóteo 2:9-10 Paulo relata seu sofrimento no evangelho e diz: "tudo sofro por amor dos escolhidos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus com glória eterna." Quando Paulo diz que sofre pela salvação dos eleitos, ele não quer dizer apenas as pessoas que ainda não são convertidas. Ele afirma em Colossenses 1:24: "Regozijo-me agora no que padeço por vós, e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja". Não só isso, pois no contexto imediato ele diz (2 Tm 2:12.): "Se sofrermos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará". A salvação dos eleitos depende da sua não negação de Cristo e a sua perseverança na fé e obediência.
Dado que o trabalho pastoral de Paulo é um meio de ajudar os eleitos a suportar, assim ele vê todo o seu trabalho como fundamental para sua salvação. Não é de admirar que Paulo gemesse sob "a pressão diária" do seu "cuidado por todas as Igrejas" (2 Coríntios 11:28)?
Naquela bela passagem de 2 Coríntios, onde Paulo ensina que Deus nos conforta para que possamos confortar os outros, ele vai além do conforto e diz: "Se somos atribulados, é para o vosso conforto e salvação" (2 Cor. 1.6). Mais uma vez, é para a salvação dos membros da Igreja que Paulo sofre e labuta.
O Exemplo do Trabalho Salvífico de Paulo
Um exemplo em como o trabalho pastoral de Paulo conduz à salvação dos eleitos é encontrada em 2 Coríntios 7. Os crentes de Corinto haviam caído em pecado. Paulo escreveu-lhes uma carta que os entristeceu profundamente. Mas Paulo regozija-se porque a dor deles produz arrependimento: "Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende" (v. 10).
O que era então o objectivo de Paulo nesta carta pastoral difícil? Era o arrependimento para salvação. As admoestações de Paulo haviam feito com que os crentes vacilantes se moderassem e trabalhassem na "sua própria salvação com temor e tremor" (Fp 2:12) Ele trouxe de volta um pecador extraviado do erro dos seus caminhos e, assim, "salvou sua alma" (Tiago 5:19-20). A vida eterna dos eleitos tem muito a ver com a eficácia dos trabalhos pastorais. Ó, quão sérios devemos ser na atenção dada a nós mesmos e à sã doutrina!
É o trabalho de um pastor o labutar de modo a que nenhum de seus irmãos e irmãs seja destruído. O coração pastoral de Paulo parecia prestes a quebrar quando viu o fracasso do amor na igreja em Roma (Rm. 14:15). Os fortes exibiam a sua liberdade de comer alimentos que, para os fracos, teria sido pecado (v. 14). É espantoso o que Paulo viu em jogo aqui: "Não destruas por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu" (v. 15)! "Não destruas por causa da comida a obra de Deus."(v. 20)!
A mesma advertência foi dada aos crentes de Corinto que tendiam a exibir sua indiferença para com a carne oferecida aos ídolos. "Mas vede", Paulo disse, "que essa liberdade não seja dalguma maneira escândalo para os fracos .... E pela tua ciência perecerá o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu" (1 cor. 8:9-11).
A Gravidade da Destruição
Não há nenhuma maneira de enfraquecer a palavra "destruir" (apollumi). O seu oposto é a Salvação, e nada menos, como 1 Coríntios 1:18 e 2 Coríntios 2:15 esclarecem. Se um irmão é destruído, ele está perdido. A referência é a destruição para além da morte, porque Paulo usa o mesmo termo, quando diz: "Se Cristo não ressuscitou, então... também os que dormem [morreram] em Cristo pereceram [foram destruídas - no inferno] "(1 Coríntios. 15:17-18).
O que está em jogo na admoestação pastoral e na pregação não é somente o progresso da igreja na salvação, mas a sua salvação. Mas que erro seria se tirássemos a conclusão: "Vamos, então, apenas pregar mensagens que mostrem o plano simples de salvação, semana após semana." Isto não é, enfaticamente, a maneira de cuidar do rebanho sobre o qual "o Espírito Santo vos constituiu bispos" (Actos -20:28).
Quando Pedro disse: "Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo" (1 Pedro 2:2), ele não quis dizer pela palavra "leite" o que Hebreus 5:12 diz em contraste a carne. Tudo o que ele queria dizer era a fome da Palavra da graça de Deus (1:25) tanto quanto um bebé tem fome de leite. Pois apenas a alimentação pela Palavra pode fazer com que cresças, e só pelo crescimento podes alcançar a salvação final. Uma dieta constante de "mensagens do Evangelho" que não ajudam os santos a sair da infância não só retarda o seu carácter, mas também coloca em risco a sua salvação.
Os Crentes não são Estáticos
Devemos lembrar-nos do seguinte: não há quietude na vida cristã. Ou avançamos em direcção à salvação ou afastamo-nos rumo à destruição. Se não direcionarmos o nosso povo às riquezas inesgotáveis de Cristo revelando-lhes "todo o conselho de Deus" (Actos 20:27), então direcionamo-los às rochas onde podem fazer naufrágio da sua fé (1 Tm. 1:19).
Isto é o que Hebreus 2:1-4 ensina. Há duas possibilidades: dar ouvidos à Palavra do Senhor (v. 1, 3) ou afastarmo-nos dela. Não há como ficar parado no rio da indiferença. A sua corrente leva-nos para as quedas. Portanto, o versículo 3 questiona: " Como escaparemos nós [da justa retribuição de Deus], se não atentarmos para uma tão grande salvação?" Negligenciar a nossa grande salvação significa não dar ouvidos ao que foi revelado pelo Filho (1:2), não colocando a nossa atenção em Jesus (3:1; 12:2).
O resultado será o afastamento da Palavra e, consequentemente, o afastamento da salvação. "Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo" (3:12). "Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim" (3:14). O Filho "veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem [continuar obedecendo-lhe - tempo presente de ação contínua]" (5:9).
Alimentai o Vosso Rebanho
Por isso o caminho para a tua salvação e a dos teus ouvintes (1 Tm. 4:16) não é de impedir o crescimento de teu povo com uma dieta sem carne de "mensagens de salvação." Isto havia enviado os "Hebreus" para trás directamente à destruição (5:11-14). A maneira de salvar os santos é alimentá-los de todas as Escrituras, pois são as Escrituras "que são capazes de instruir-te para a salvação" (2 Tm. 3:15).
Uma palavra final sobre a segurança eterna. É um projecto comunitário. E é por isso que o ministério pastoral é tão sério e a nossa pregação não deve ser brincalhona, mas séria. Nós pregamos deste modo para que os santos possam perseverar na fé para a glória. Nós não pregamos apenas para o seu crescimento, mas porque se eles não crescem, eles perecem. Se és um calvinista (como eu) tu repousas na soberania da Palavra de Cristo: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão-de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão"(João 10:27-28).
Os eleitos amarão a Palavra de Deus, os eleitos vão crescer, os eleitos vão arrepender-se e os eleitos serão certamente salvos (Rm 8:29-30). Mas eles não serão salvos sem o teu ensino. Deus ordenou que haja pastores e mestres, não só com o propósito de edificação, mas também com o propósito de salvação. Ó, que a nossa pregação possa ter o sabor da eternidade. Pois em cada semana a eternidade está em jogo.
por John Piper | Traduzido por: Semperreformanda
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segunda-feira, 11 de março de 2013
Vivendo e Morrendo pela Fé | Augustus Nicodemus
- Rev. Augustus Nicodemus
- Fonte: Igreja Presbiteriana de Sto. Amaro (IPSA)
Passagem Bíblica: Hebreus 11: 20-22
Série: Exposição em Hebreus (27)
Data: 17/02/2013
quarta-feira, 6 de março de 2013
Creia e Ore | Portas Abertas
www.portasabertas.org.br
Este é o testemunho de Alexander Ogorodnikov, um relato verdadeiro da luta de um homem para sobreviver em um campo de trabalhos forçados soviético.
Fonte: Missão Portas Abertas
© Copyright Portas Abertas. Todos os direitos reservados
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domingo, 3 de março de 2013
Reconstruindo Algumas das Bases de Bethlehem: As Doutrinas da Graça | John Piper
Acreditamos que essas 5 verdades são bíblicas e, portanto, verdadeiras. Acreditamos que elas magnificam a graça preciosa de Deus e dão gozo inefável aos pecadores que se desesperam tentando salvar a si mesmo.
Depravação Total
Nossa corrupção pecaminosa é tão profunda e tão forte que nos faz escravos do pecado e moralmente incapazes de superar nossa própria rebelião e cegueira. Esta incapacidade de nos salvarmos de nós mesmos é total. Estamos totalmente dependentes da graça de Deus para superar nossa rebelião, dar-nos olhos para ver, e efetivamente nos atrair ao Salvador.
Estando nós ainda mortos em nossas ofensas. (Efésios 2:5)
Porque a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus; na verdade, não pode ser. Portanto os que estão na carne não podem agradar a Deus. (Romanos 8:7-8)
Ora o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura, e não pode entende-las, porque elas se discernem espiritualmente. (1 Coríntios 2:14)
Eleição Incondicional
A eleição de Deus é um ato incondicional da graça que foi dada através de seu Filho Jesus antes que o mundo começasse. Por meio deste ato, Deus escolheu, antes da fundação do mundo, aqueles que seriam libertos da escravidão do pecado e trouxe ao arrependimento e à fé salvadora em Jesus.
Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo. (Efésios 1:4).
Todos quantos estavam ordenados para a vida eterna. (Atos 13:48)
"Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia." Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece. (Romanos 9:15-16)
Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias. (1 Coríntios 1:27)
Israel falhou ao obter o que ele estava procurando. Os eleitos obtiveram, mas os demais foram endurecidos. (Romanos 11:7;. Cf 9:11-12, João 6:37)
O meu servo, a quem escolhi, para que saibais e me creiais. (Isaías 43:10)
Graça Irresistível
Isso significa que a resistência que todos os seres humanos exercem contra Deus todos os dias (Romanos 3:10-12, Atos 7:51) é maravilhosamente superada em tempo oportuno pela graça salvadora de Deus à indignos rebeldes que ele escolheu livremente para salvar.
Mesmo quando estávamos mortos em nossos delitos, [Deus] nos deu vida juntamente com Cristo — pela graça sois salvos. (Efésios 2:5)
Ninguém pode vir a mim, se por meu Pai lhe não for concedido. (João 6:65)
Deus porventura, lhes dará o arrependimento para conhecerem a verdade. (2 Timóteo 2:25)
Expiação Limitada
A expiação de Cristo é suficiente para todos os seres humanos e eficaz para aqueles que confiam nele. A completa, salvação eficaz da expiação que Jesus realizou é limitada àqueles para quem o efeito salvador foi preparado. A disponibilidade da total suficiência da expiação é para todas as pessoas. Todo aquele que quiser — todo aquele que crer — será coberto pelo sangue de Cristo. E há um projeto divino na morte de Cristo para cumprir as promessas da nova aliança para a noiva escolhida de Cristo. Assim, Cristo morreu por todos, mas não por todos da mesma forma.
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16;. Cf. Apocalipse 22:17).
Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós. (Lucas 22:20)
Cristo também amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela. (Efésios 5:25)
Eu dou a minha vida pelas ovelhas. (João 10:15)
E rogo por eles. Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus... E por eles me santifico a mim mesmo [isto é, se preparar para morrer], para que também eles sejam santificados na verdade. (João 17:09, 19)
Aquele que nem mesmo seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como não nos dará também com ele todas as coisas? (Romanos 8:32)
Perseverança dos Santos
Nós acreditamos que todos os que são justificados vencerão a luta da fé. Eles vão perseverar na fé e nunca se renderão ao inimigo de suas almas. Esta perseverança é a promessa da nova aliança, obtida pelo sangue de Cristo, e trabalhada em nós pelo próprio Deus, no entanto, não para diminuir, mas apenas para capacitar e encorajar a nossa vigilância, de modo que nós podemos dizer no final, Combati o bom combate, mas não era eu, mas a graça de Deus, que estava comigo
Aos que justificou, estes também glorificou. (Romanos 8:30)
As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem. E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. (João 10:27-28)
Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Cristo Jesus. (Filipenses 1:6)
Prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. (Filipenses 3:12)
Descansando em Cristo e prosseguindo para o alvo.
Por John Piper
Fonte: Desiring God.
Foto por: Victor Silva, Projeto Castelo Forte
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sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Perseverando na Fé - Hebreus 12 | Joel Beeke
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Os Cinco Pontos do Arminianismo
Um teólogo holandês chamado Jacob Hermann, que viveu de 1560 a 1609, era melhor conhecido pela forma latinizada de seu último nome, Arminius. Ainda que educado na tradição reformada, ele se inclinou para as doutrinas humanistas de Erasmo, porque tinha sérias dúvidas a respeito da graça soberana (de Deus), como era ensinada pelos reformadores. Seus discípulos, chamados arminianos ou sectários de Arminius, disseminaram o ensino de seu mestre. Alguns anos depois da morte de Arminius, eles formularam sua doutrina em cinco pontos principais, conhecidos como Os Cinco Pontos do Arminianismo.Pelo fato de as igrejas dos Países Baixos, em comum com as principais Igrejas Protestantes da Europa, subscreverem as Doutrinas Reformadas da Bélgica e as Confissões de Heidelberg, os arminianos resolveram fazer uma representação ao Parlamento Holandês. Este protesto contra a Fé Reformada, cuidadosamente escrito, foi submetido ao Estado da Holanda, e, em 1618, um Sínodo Nacional da Igreja reuniu-se em Dort para examinar os ensinos de Arminius à luz das Escrituras. Depois de 154 calorosas sessões, que consumiram sete meses, Os Cinco Pontos do Arminianismo foram considerados contrários ao ensino das Escrituras e declarados heréticos. Ao mesmo tempo, os teólogos reafirmaram a posição sustentada pelos Reformadores Protestantes como consistente com as Escrituras, e formularam aquilo que é hoje conhecido como Os Cinco Pontos do Calvinismo (em honra do grande teólogo francês, João Calvino).
Ao longo dos anos, a estudada resposta do Sínodo de Dort às heresias arminianas tem sido apresentada na forma de um acróstico formado pela palavra TULIP. Daí o nome deste pequeno livro.
T - Total Depravity ____________(Depravação Total)
U- Unconditional Election_______(Eleição Incondicional)
L- Limited Atonement__________(Expiação Limitada)
I - Irresistible Grace___________(Graça Irresistível)
P- Perseverance of Saints_______(Perseverança dos Santos)
Uma vez que vamos examinar, pormenorizadamente, aquilo que os teólogos reformados de Dort querem dizer com os Cinco Pontos do Calvinismo, retro referidos, consideremos primeiro, sumariamente, os Cinco Pontos do Arminianismo.
1.VONTADE LIVRE : O primeiro ponto do arminianismo sustenta que o homem é dotado de vontade livre.
1.1. Os reformadores reconhecem que o homem foi dotado de vontade livre, mas concordam com a tese de Lutero — defendida em sua obra “A Escravidão da Vontade” —, de que o homem não está livre da escravidão a Satanás.
1.2. Arminius acreditava que a queda do homem não foi total, e sustentou que, no homem, restou bem suficientemente capaz de habilitá-lo a querer aceitar Cristo como Salvador.
2.ELEIÇÃO CONDICIONAL
2.1. Arminius ensinava também que a eleição estava baseada no pré-conhecimento de Deus em relação àquele que deve crer.
2.2. Em outras palavras, o ato de fé, por parte do homem, é a condição para ele ser eleito para a vida eterna, uma vez que Deus previu que ele exerceria livremente sua vontade, num ato de volição positiva para com Cristo.
3.EXPIAÇÃO UNIVERSAL
3.1. Conquanto a convicção posterior de Arminius fosse a de que Deus ama a todos, de que Cristo morreu por todos e de que o Pai não quer que ninguém se perca, ele e seus seguidores sustentam que a redenção (usada casualmente como sinônimo de expiação) é geral. Em outras palavras:
3.2. A morte de Cristo oferece a Deus base para salvar a todos os homens.
3.3. Contudo, cada homem deve exercer sua livre vontade para aceitar a Cristo.
4.A GRAÇA PODE SER IMPEDIDA
4.1. O arminiano, em seguida, crê que uma vez que Deus quer que todos os homens sejam salvos, ele envia seu Santo Espírito para atrair todos os homens a Cristo.
4.2. Contudo, desde que o homem goza de vontade livre absoluta, ele pode resistir à vontade de Deus em relação a sua própria vida. (A ordem arminiana sustenta que, primeiro, o homem exerce sua própria vontade e só depois nasce de novo.)
4.3. Ainda que o arminiano creia que Deus é onipotente, insiste em que a vontade de Deus, em salvar a todos os homens, pode ser frustrada pela finita vontade do homem como indivíduo.
5.O HOMEM PODE CAIR DA GRAÇA
5.1. O quinto ponto do arminianismo é a conseqüência lógica das precedentes posições de seu sistema.
5.2. O homem não pode continuar na salvação, a menos que continue a querer ser salvo.
O CONTRASTE
Quando contrastamos estes Cinco Pontos do Arminianismo com o acróstico TULIP, que forma os Cinco Pontos do Calvinismo, torna-se claro que os cinco pontos deste são diametralmente opostos aos daquele. Para que possamos ver claramente as “linhas de batalha” traçadas pelas afiadas mentes de ambos os lados, comecemos por fazer um breve contraste entre as duas posições à base de ponto por ponto.
PONTO 1
1.1.O arminianismo diz que a vontade do homem é ‘livre’ para escolher, ou a Palavra de Deus, ou a palavra de Satanás. A salvação, portanto, depende da obra de sua fé.
1.2.O calvinismo responde que o homem não regenerado é absolutamente escravo de Satanás, e, por isso, é totalmente incapaz de exercer sua própria vontade livremente (para salvar-se), dependendo, portanto, da obra de Deus, que deve vivificar o homem, antes que este possa crer em Cristo.
PONTO 2
2.1.Arminius sustentava que a ‘eleição’ é condicional, enquanto os reformadores sustentavam que ela é incondicional. Os arminianos acreditam que Deus elegeu àqueles a quem ‘pré-conheceu’, sabendo que aceitariam a salvação, de modo que o pré-conhecimento [de Deus] estava baseado na condição estabelecida pelo homem.
2.2 Os calvinistas sustentam que o pré-conhecimento de Deus está baseado no propósito ou no plano de Deus, de modo que a eleição não está baseada em alguma condição imaginária inventada pelo homem, mas resulta da livre vontade do Criador à parte de qualquer obra de fé do homem espiritualmente morto.
2.3 Dever-se-á notar ainda que a segunda posição de cada um destes partidos (arminianos e calvinistas) é expressão natural de suas respectivas doutrinas a respeito do homem. Se o homem tem “vontade livre”, e não é escravo nem de Satanás nem do pecado, então ele é capaz de criar a condição pela qual Deus pode elegê-lo e salvá-lo. Contudo, se o homem não tem vontade livre, mas, em sua atual situação, é escravo de Satanás e do pecado, então sua única esperança é que Deus o tenha escolhido por sua livre vontade e o tenha elegido para a salvação.
PONTO 3
Os arminianos insistem em que a expiação (e, por esta palavra, eles significam ‘redenção’) é universal. Os calvinistas, por sua vez, insistem em que a Redenção é parcial, isto é, a Expiação Limitada é feita por Cristo na cruz.
3.1. Segundo o arminianismo, Cristo morreu para salvar não um em particular, porém somente àqueles que exercem sua vontade livre e aceitam o oferecimento de vida eterna. Daí, a morte de Cristo foi um fracasso parcial, uma vez que os que têm volição negativa, isto é, os que não a querem aceitar, irão para o inferno.
3.2. Para o calvinismo, Cristo morreu para salvar pessoas determinadas, que lhe foram dadas pelo Pai desde toda a eternidade. Sua morte, portanto, foi cem por cento bem sucedida, porque todos aqueles pelos quais ele não morreu receberão a “justiça” de Deus, quando forem lançados no inferno.
PONTO 4
4.1.Os arminianos afirmam que, ainda que o Espírito Santo procure levar todos os homens a Cristo (uma vez que Deus ama a toda a humanidade e deseja salvar a todos os homens), ainda assim, como a vontade de Deus está amarrada à vontade do homem, o Espírito [de Deus] pode ser resistido pelo homem, se o homem assim o quiser. Desde que só o homem pode determinar se quer ou não ser salvo, é evidente que Deus, pelo menos, ‘permite’ ao homem obstruir sua santa vontade. Assim, Deus se mostra impotente em face da vontade do homem, de modo que a criatura pode ser como Deus, exatamente como Satanás prometeu a Eva, no jardim [do Éden].
4.2. Os calvinistas respondem que a graça de Deus não pode ser obstruída, visto que sua graça é irresistível. Os calvinistas não querem significar com isso que Deus esmaga a vontade obstinada do homem como um gigantesco rolo compressor! A graça irresistível não está baseada na onipotência de Deus, ainda que poderia ser assim, se Deus o quisesse, mas está baseada mais no dom da vida, conhecido como regeneração. Desde que todos os espíritos mortos (alienados de Deus) são levados a Satanás, o deus dos mortos, e todos os espíritos vivos (regenerados) são guiados irresistivelmente para Deus (o Deus dos vivos), nosso Senhor, simplesmente, dá a seus escolhidos o Espírito de Vida.
No momento em que Deus age nos eleitos, a polaridade espiritual deles é mudada: Antes estavam mortos em delitos e pecados, e orientados para Satanás; agora são vivificados em Cristo, e orientados para Deus.
É neste ponto que aparece outra grande diferença entre a teologia arminiana e a teologia calvinista. Para os calvinistas, a ordem é: primeiro o dom da vida, por parte de Deus; e, depois, a fé salvadora, por parte do homem.
PONTO 5
5.1. Os arminianos concluem, muito logicamente, que o homem, sendo salvo por um ato de sua própria vontade livremente exercida, aceitando a Cristo por sua própria decisão, pode também perder-se depois de ter sido salvo, se resolver mudar de atitude para com Cristo, rejeitando-o! (Alguns arminianos acrescentariam que o homem pode perder, subseqüentemente, sua salvação, cometendo algum pecado, uma vez que a teologia arminiana é uma “teologia de obras” pelo menos no sentido e na extensão em que o homem precisa exercer sua própria vontade para ser salvo.) Esta possibilidade de perder-se, depois de ter sido salvo, é chamada de “queda (ou perda) da graça”, pelos seguidores de Arminius. Ainda, se depois de ter sido salva, a pessoa pode perder-se, ela pode tornar-se livremente a Cristo outra vez e, arrependendo-se de seus pecados, “pode ser salva de novo”. Tudo depende de sua contínua volição positiva até à morte!
5.2. Os calvinistas sustentam muito simplesmente que a salvação, desde que é obra realizada inteiramente pelo Senhor e que o homem nada tem a fazer antes, absolutamente, “para ser salvo”, é óbvio que o “permanecer salvo” é, também, obra de Deus, à parte de qualquer bem ou mal que o eleito possa praticar. Os eleitos ‘perseverarão’ pela simples razão de que Deus prometeu completar, em nós, a obra que ele começou. Por isso, os cinco pontos de TULIP incluem a Perseverança dos Santos.
Por: Duane Edward Spencer
Fonte: TULIP – Os Cinco Pontos do Calvinismo à Luz das Escrituras
Fonte: Mogergismo