Mostrando postagens com marcador Luiz Sayão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Luiz Sayão. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

domingo, 17 de maio de 2015

Espiritualidade, Pregação e Música no Contexto Histórico | Luiz Sayão

Primeira Parte Segunda Parte  1ª Conferência Exposição Bíblica foi realizado nos dias 4, 5 e 6 /SET na Igreja Batista Deus é Luz (Águas Claras, Brasília-DF).

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A Teologia do Saci-Pererê | Luiz Sayão

saciUm dos quadros mais tristes da cristandade é a sua fragmentação absurda. Há provavelmente cerca de cem mil denominações evangélicas no mundo de hoje. Na verdade, a maioria delas é exatamente igual a muitas outras em termos de doutrinas e práticas.

Infelizmente, muitos grupos se separam de seus irmãos na fé por motivos pouco cristãos. Todavia, apesar de tantos desencontros semelhantes, é fato que grande parte de nossas divisões teve origem em questões teológicas e doutrinárias.

É claro que teologia e doutrina são elementos fundamentais, dos quais não se pode abrir mão. Se alguém nega a divindade de Cristo, a onisciência de Deus, a salvação pela fé e a singularidade da Bíblia, tal pessoa não pode ser considerada cristã evangélica. No entanto, nossas divisões não se limitam a doutrinas fundamentais. As questões que nos distanciam de nossos irmãos são as menores, de importância secundária, e em alguns casos são questões irrelevantes.

Talvez a razão principal de nosso divisionismo exacerbado seja a “teologia do saci-pererê”

Talvez a razão principal de nosso divisionismo exacerbado seja a “teologia do saci-pererê”. Como todos sabem, o saci-pererê é uma espécie de duende brasileiro criado pela imaginação popular. Ele seria um guardião das florestas, perneta, que assustaria todos os que perturbam o silêncio das matas. O que mais se destaca na figura do saci é o fato de que ele tem uma perna só. Naturalmente, a pergunta já surge na mente do amigo leitor: O que isso tem a ver com teologia? Saci e teologia juntos? O que queremos dizer com isso é que boa parte de nossa teologia é uma “teologia de uma perna só”, isto é, uma teologia restrita, que enxerga de modo limitado o quadro amplo da revelação divina.

Uma das razões pelas quais criamos uma teologia limitada assim é a nossa herança racionalista. Os antigos hebreus e cristãos sabiam que a realidade era muito mais complexa do que a nossa razão. Além disso, entendiam que certas dimensões da fé aparentemente distintas não eram necessariamente contraditórias. O problema é que quando nossa teologia se “helenizou” exageradamente, adotamos uma logicamente simplista que nos trouxe diversos problemas.

Para entender tal realidade, basta lermos a Bíblia e vermos que o texto sagrado não se incomoda em afirmar coisas que ofende o racionalismo de muitos. Por exemplo, como Deus pode ser infinito e encarnar num bebê em Belém? Como Deus pode ser um e três ao mesmo tempo? Como a Bíblia pode ser Palavra de Deus e ser escrita por homens? Como podemos ser salvos por nossa fé e ao mesmo tempo por obra exclusiva do Espírito Santo? Como entender que Deus é totalmente soberano e nós somos livres e responsáveis por nossos atos? Como decidir se é o bom senso ou sabedoria bíblica que nos norteia, ou é a direção sobrenatural do Espírito Santo?

A verdade é que o mistério e a complexidade da realidade bíblica tem sido reduzida para “facilitar” a vida dos cristãos. Uns dizem que Deus é pura razão, outros afirmam que ele é só coração e emoção. Uns insistem que Deus faz tudo, sendo plenamente soberano (até os ímpios foram predestinados ao inferno), outros afirmam que Deus não pode fazer nada sem nossa autorização (nós é que decidimos …  será que Deus ainda é Senhor?). Uns preferem um Deus mais coletivo, sociológico; outros afirmam que ele é o Deus do indivíduo. Há quem veja Deus como inserido na realidade concreta do mundo; outros o colocam no “milésimo céu”, em sua espiritualidade e distância absolutas.

A verdade é que toda teologia radical terá sérios problemas e graves conseqüências.

A verdade é que toda teologia radical terá sérios problemas e graves conseqüências. Se entendermos que “duas paralelas só se encontram no infinito”, que toda moeda “tem duas faces” e que a realidade é mais dialética ou “poli-alética” do que admitimos, seremos muito beneficiados.

Em primeiro lugar, seremos mais humildes em nossa afirmação de “conhecimento do sagrado”. Depois, aprenderemos a separar questões fundamentais de problemas secundários. Em terceiro lugar, desenvolveremos nossa tolerância e nosso senso fraternidade e amor cristãos (esses inegociáveis, segundo Jesus). Espero que venhamos a amadurecer nesta direção, pois a teologia brasileira tem mais condições de ser menos radical do que a teologia da maioria do chamado “primeiro mundo”.

A importância de fugirmos da teologia do saci-pererê, evitando que nossas igrejas saiam por aí, pulando de uma perna só, tropeçando e caindo, é que em nossos dias tal tendência está acentuada. Quando vivíamos  em Boston, EUA, estavamos em contato com muitos centros teológicos de todo o mundo. Por lá há uma tendência em alguns grupos de se rejeitar a doutrina das penas eternas, pois ela seria “irreconciliável com o amor de Deus” (a idéia é que se Deus é amor, ele não pode ser justiça, nem mostrar sua ira). Recentemente, um outro debate causou discussão no meio evangélico: surgiu a teologia do “teísmo aberto”.

A ideia de alguns teólogos americanos é que Deus abriu mão de sua soberania e onisciência e resolveu não saber o futuro. Em resumo, Deus “abriu mão de ser Deus”. O intuito é “livrar” Deus de ser responsabilizado do sofrimento que há no mundo. Trata-se de um ultra-arminianismo que ignora centenas de textos bíblicos. Novamente, temos uma teologia radical, polarizada, bastante ocidental, e que ignora a dialética hebraica, negando a realidade do mistério. Que Deus abençoe a igreja brasileira a crescer no conhecimento de Deus, na tolerância fraternal e no pensamento cristão equilibrado.

Por: Luiz Sayão

Fonte: IBNU

Será que o Jejum não leva a lugar nenhum? | Luiz Sayão

Por: Pr. Luiz Sayão

Fonte: Igreja Batista Nacões Unidas

sábado, 31 de agosto de 2013

A Igreja na Pós-Modernidade | Luiz Sayão - 03/06


 

Conferência Teológica Batalhando pela Fé - 2008

Preletor: Pr. Luiz Sayão

Fonte: Escola Chales Spurgeon

Realizada na Igreja Batista da Parquelândia - Fortaleza - Ce

Demais Palestras: [][][][][][]

A Igreja na Pós-Modernidade | Luiz Sayão - 06/06

Conferência Teológica Batalhando pela Fé - 2008

Preletor: Pr. Luiz Sayão

Fonte: Escola Chales Spurgeon

Realizada na Igreja Batista da Parquelândia - Fortaleza - Ce

Demais Palestras: [][][][][][]

A Igreja na Pós-Modernidade | Luiz Sayão - 05/06

Conferência Teológica Batalhando pela Fé - 2008

Preletor: Pr. Luiz Sayão

Fonte: Escola Chales Spurgeon

Realizada na Igreja Batista da Parquelândia - Fortaleza - Ce

Demais Palestras: [][][][][][]

A Igreja na Pós-Modernidade | Luiz Sayão - 04/06

Conferência Teológica Batalhando pela Fé - 2008

Preletor: Pr. Luiz Sayão

Fonte: Escola Chales Spurgeon

Realizada na Igreja Batista da Parquelândia - Fortaleza - Ce

Demais Palestras: [][][][][][]

A Igreja na Pós-Modernidade | Luiz Sayão - 02/06

Conferência Teológica Batalhando pela Fé - 2008

Preletor: Pr. Luiz Sayão

Fonte: Escola Chales Spurgeon

Realizada na Igreja Batista da Parquelândia - Fortaleza - Ce

Demais Palestras: [][][][][][]

A Igreja na Pós-Modernidade | Luiz Sayão - 01/06

Conferência Teológica Batalhando pela Fé - 2008

Preletor: Pr. Luiz Sayão

Fonte: Escola Chales Spurgeon

Realizada na Igreja Batista da Parquelândia - Fortaleza - Ce

Demais Palestras: [][][][][][]

domingo, 11 de agosto de 2013

Perseverando no Ministério & Doutrina que Persevera | Luiz Sayão

Doutrina que Persevera

Perseverando no Ministério

Por: Luiz Sayão

Conferencia Atos 29 Brasil 2013

Tema: Doutrina que Persevera & Perseverando no Ministério

terça-feira, 30 de abril de 2013

sexta-feira, 26 de abril de 2013

A Igreja que Queremos Ser | Pr. Luiz Sayão

Mensagem ministrada pelo pastor Luiz Sayão

Igreja Batista Nações Unidas (IBNU),

Noite do segundo dia do Encontro de Carnaval realizado pela

Comunidade Batista Moema em Embu/SP.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O papel da pregação e da hermenêutica no processo de avivamento e renovação | Luiz Sayão


Fonte: Edições Vida Nova
Palestra realizada durante a:
Conferência de Teologia Vida Nova em Goiânia
(GO) de 15 a 17 de agosto de 2012,
Local: Seminário Presbiteriano Brasil Central.
Tema: avivamento e renovação para a Igreja Brasileira.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Pau que nasce torto morre torto? | Luiz sayão

“Sei que sou pecador desde que nasci, sim, desde que me concebeu minha mãe” (Salmos 51:5).

Nas últimas décadas tem havido um grande debate nos meios acadêmicos sobre o fator determinante dos atributos humanos. Antes da modernidade, acreditava-se que grande parte dos problemas do homem tinha origem no mundo espiritual. Os doentes mentais, por exemplo, eram sempre vistos como possuídos por um espírito mau. Com o florescimento do método científico e com a multiplicidade metodológica das diversas ciências, a realidade humana passou a ser interpretada mormente a partir de dois enfoques: ambiental e genético. Isso quer dizer que a origem de nosso comportamento, ou procede da influência do ambiente onde vivemos, ou está determinada geneticamente.

    Desde os anos 1950, houve uma tendência de valorizar o ambiente como principal fator determinador do comportamento humano. Talvez isso possa ser entendido como uma reação ao pesadelo nazista e às teorias racistas e supremacistas presentes principalmente no mundo germânico e anglo-saxão. Assim, muitos antropólogos, psicólogos e sociólogos enfatizaram muito que o contexto à nossa volta molda o nosso jeito de ser. Aparentemente, o enfoque tem sido mudado nos últimos 20 anos. A sofisticação tecnológica, os estudos sobre o DNA humano e as demais pesquisas genéticas mais recentes têm valorizado a base genética do comportamento humano. A partir daí, muitos têm enfatizado que “engordar muito” pode ser mais genético do que por falta de bons hábitos. As doenças graves têm hora marcada para aparecer, já definidas no próprio DNA humano. Para surpreender a muitos, têm surgido sugestões de que “trair o cônjuge”, “ser estuprador”, “ser assassino”, “possuir tendência heterossexual, homossexual, bissexual ou pansexual” é fator determinado pelo código genético humano. Parece que o enfoque genético deve receber muita atenção nos próximos anos. Até no campo da lingüística, a teoria da linguagem inata de Chomsky, com a sugestão de que todas as línguas humanas possuem uma “sintaxe básica geral” determinada biologicamente, tem recebido crédito maior.

     Enquanto isso, os religiosos, dentre eles, muitos evangélicos, ficam assustados diante da possibilidade de que muitos dos comportamentos rejeitados pelo cristianismo histórico venham a ser “finalmente explicados e justificados pela ciência”. A verdade é que muitos estão realmente confusos.
    
Voltando nossa atenção para o texto sagrado, certamente encontramos muita luz sobre o assunto (para variar!). Quando lemos o salmo 51, notamos que a poesia davídica é uma confissão de pecado. O salmista confessa duplamente sua situação de pecado perante Deus. No versículo 4, ele afirma que pecou contra Deus, isto é, cometeu um ato que fere o padrão moral divino. Por isso, ele lamenta e confessa que Deus tem todo o direito de julgá-lo. Quando lemos o versículo 5, o texto diz literalmente no hebraico: “Eis que fui formado em iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe.” O significado do texto não é difícil de ser captado. A idéia não é que ele nasceu de um ato pecaminoso em si (ato sexual). Isso não faz sentido no contexto. A NVI corretamente traz o sentido do texto: “Sei que sou pecador desde que nasci, sim, desde que me concebeu minha mãe.” O salmista simplesmente descobre que o seu problema não foi apenas determinado pelo ambiente. Considerando que o salmo descreve o arrependimento de Davi pelo pecado de adultério com Bate-Seba, o texto mostra que, além dos fatores que possibilitaram a prática do mal, o problema mais sério é que “nascemos” pecadores. Em linguagem bem simples, temos “defeito de fábrica”. Historicamente, a teologia tem chamado isso de “pecado original” ou “natureza pecaminosa”. O problema é que depois de anos de doutrinação humanista, a maioria de nós acredita que nascemos “neutros” ou até mesmo “bons”. Somente depois, por causa de fatores externos, é que nosso comportamento pode ser prejudicado.

     O pensamento bíblico não precisa temer nenhuma ciência. De fato, o nosso comportamento tem origem espiritual, ambiental e genética. Os três fatores interagem de modo complexo na experiência humana. Um não exclui o outro. Por isso, ainda que se possa comprovar (e provavelmente o farão) que muitos comportamentos perversos do ser humano possam estar relacionados diretamente a um fator genético, isso jamais exclui o “erro objetivo”, jamais “exclui a culpa” e nunca “pode ser justificado”.

     Será que a presença de muita testosterona em um indivíduo deveria “justificar” um estupro? Talvez ajude a explicar em parte o ocorrido. Hormônios que favoreçam nossa agressividade poderiam “justificar” um homicídio? Podemos afirmar que uma tendência humana perversa ou a prática de um comportamento humano nocivo deve ser “redimido” por ser considerado “natural” ou “biologicamente” explicável? É claro que não! Assim adultério, práticas homossexuais, dependência de drogas, alcoolismo, etc., permanecem como práticas indesejáveis!

     É por essa razão que a única esperança está em Cristo. Seu Evangelho nos dá a grande liberdade de transcendermos nossas terríveis limitações tão bem expostas pelos filósofos existencialistas e pelos pesquisadores da genética. Ainda que tenhamos feito o mal e nossas tendências pecaminosas existam desde o nascimento, podemos orar como Davi e crer que seremos perdoados e ganharemos forças para lidar com nossa fragilidade. Isso é extraordinário, pois, finalmente, podemos contar com a realidade de que, apesar do que somos, da criação que recebemos, das limitações culturais e de toda a carga genética letal que tenhamos herdado, por causa de Cristo e de Seu Evangelho, “pau que nasce torto não precisa morrer torto”.


Luiz Sayão é lingüista, editor acadêmico de Edições Vida Nova e ganhou o prêmio Abec de Personalidade Literária
Fonte: Revista Enfoque