A relação entre os decretos de Deus e a responsabilidade humana é um tema complexo tratado na teologia cristã, especialmente no contexto da Confissão de Fé.
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024
SOBERANIA DE DEUS E RESPONSABILIDADE HUMANA NA CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024
(ED) A Identidade Presbiteriana (46): A Soberania de Deus | Pb. Marcos Serra
sábado, 3 de fevereiro de 2024
A Vontade de Deus, por A. W. Pink [Apêndice I do livro, A Soberania de Deus]
Concernente à Vontade de Deus, alguns teólogos têm diferenciado entre Sua vontade decretiva e Sua vontade permissiva, insistindo que há certas coisas que Deus diretamente pré-ordenou, mas há outras coisas que Ele meramente tolera existir ou acontecer. Mas tal distinção não faz distinção nenhuma, na medida em que Deus somente permite o que está de acordo com a Sua vontade. Toda essa distinção não teria sido inventada, se esses teólogos não tivessem concebido que Deus pode ter decretado a existência e atividades do pecado sem que Ele fosse o autor do pecado. Pessoalmente, nós preferimos adotar a distinção feita pelos antigos Calvinistas entre a vontade secreta e vontade revelada de Deus, ou, para expressar de uma outra forma, Sua vontade ordenada e Sua vontade preceptiva.
A vontade revelada de Deus se faz conhecida em Sua Palavra, mas a Sua vontade secreta é encoberta em Seus próprios conselhos. A vontade revelada de Deus é a definição de nossos deveres e o padrão da nossa responsabilidade. A razão primária e básica do porquê eu deveria seguir um certo curso ou fazer certa coisa é porque Ele é o Deus de tudo o que eu tenho e a Sua vontade é claramente definida para mim em Sua Palavra. O fato de que eu não devo seguir um certo curso, de eu dever abster-me de fazer certas coisas, é porque elas são contrárias à vontade revelada de Deus. Mas, suponha que eu desobedeço a Palavra de Deus. Então, eu não estou contrariando a Sua vontade? E se assim for, como pode ainda ser verdade que a vontade de Deus é sempre feita e Seu conselho é cumprido em todo tempo? Tais questões evidenciam a necessidade de defender esta distinção aqui citada. A vontade revelada de Deus é frequentemente quebrada, mas Sua vontade secreta nunca é frustrada. É legitimo para nós fazermos tal distinção concernente à vontade de Deus, a qual é clara nas Escrituras. Tome essas duas passagens: “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação” (1 Tessalonicenses 4:3); “Porquanto, quem tem resistido à sua vontade?” (Romanos 9:19). Algum leitor reflexivo declararia que a “vontade” de Deus tem precisamente o mesmo significado em ambas as passagens? Nós certamente esperamos que não. A primeira passagem refere-se à vontade revelada de Deus, esta última, à Sua vontade secreta. A primeira passagem refere-se a nosso dever e a última declara que o propósito secreto de Deus é imutável e certamente acontecerá, não obstante à insubordinação das criaturas. A vontade revelada de Deus nunca é perfeitamente ou completamente cumprida por qualquer um de nós, mas Sua vontade secreta nunca falha em realizar-se, mesmo até as particularmente minuciosas. Sua vontade secreta vai incidir essencialmente em eventos futuros; Sua vontade revelada, em nosso dever presente. Uma tem a ver com o seu propósito irresistível, a outra com a manifestação do que Lhe agrada. Uma está acima de nós e realiza-se através de nós, a outra é para ser feita por nós.
A vontade secreta de Deus é o Seu eterno e imutável propósito concernente a todas as coisas que Ele fez. Para alguns fins designados, Ele conduz certos meios e, assim, Deus declara expressamente: “O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade” (Isaías 46:10). Esta é a absoluta e eficaz vontade de Deus. Sempre efetuada, sempre realizada. A vontade revelada de Deus não contém o Seu propósito e decreto, mas nosso dever — não o que Ele vai fazer de acordo com Seu eterno conselho, mas o que devemos fazer se quisermos agradar a Deus, e isso é expresso nos preceitos e promessas de Sua Palavra. Tudo o que Deus determinou em Si mesmo, o que faz em Si mesmo, o que faz pelos outros ou se tolera ser feito, embora seja em seu próprio peito, não é feito conhecido por algum evento de providência, ou por preceito, ou por profecia — é a Sua vontade secreta. Essas são as coisas profundas de Deus, os pensamentos do Seu coração, os conselhos de Sua mente, que são impenetráveis a todas as criaturas. Mas quando estas são feitas conhecidas, elas se tornam Sua vontade revelada. Tal é quase todo o livro do Apocalipse, em que Deus nos deu a conhecer “coisas que brevemente devem acontecer” (Apocalipse 1:1 — “devem” porque Ele eternamente propôs que deveriam).
Tem sido objetado pelos teólogos Arminianos, que a divisão entre a vontade secreta e revelada de Deus é insustentável, porque faz com que Deus tenha duas vontades diferentes, uma oposta à outra. Mas isso é um erro, devido à sua incapacidade de ver que a vontade secreta e revelada de Deus considera objetos inteiramente diferentes. Se Deus requeresse e proibisse a mesma coisa ou se Ele decretasse que a mesma coisa deve e não deve existir, então Sua vontade secreta e revelada seriam contraditórias e sem propósito. Se aqueles que se opõem à vontade secreta e revelada de Deus como sendo inconsistentes, fizessem a mesma distinção neste caso, assim como eles fazem em muitos outros casos, a aparente inconsistência imediatamente desapareceria. Muito frequentemente os homens traçam uma distinção nítida entre o que é desejável em seus cuidados e o que não é desejável, considerando todas as coisas. Por exemplo, o pai afetuoso não deseja simplesmente considerar punir a ofensa de seu filho, mas, levando em conta todas as coisas, ele sabe que é seu dever necessário, e assim, corrige seu filho. E, embora ele diga a seu filho que ele não deseja castigá-lo, mas que isto seja o melhor a se fazer e se satisfaz com esta sua decisão, considerando todas as coisas, uma criança inteligente verá que não há inconsistência entre o que seu pai diz e o que faz. Assim, o Criador Todo-sábio pode consistentemente decretar que aconteçam coisas que Ele odeia, proíbe e condena. Deus escolhe que algumas coisas que Ele odeia completamente (na sua natureza intrínseca) existam, e Ele também escolhe que algumas coisas ainda não existam, a qual Ele ama perfeitamente (em sua natureza intrínseca). Por exemplo: Ele ordenou que o Faraó deveria deixar o Seu povo ir, porque isso era justo na natureza das coisas. Todavia, Ele secretamente havia declarado que Faraó não deixaria o Seu povo ir, não porque era justo Faraó se recusar, mas porque que era o melhor, considerando todas as coisas, que ele não os deixasse ir — ou seja, melhor porque serviu para um propósito maior de Deus.
Outrossim, Deus nos ordena a ser perfeitamente santos nesta vida (Mateus 5:48), porque isto é justo na natureza das coisas, mas Ele decretou que nenhum homem seria perfeitamente santo nesta vida, porque, considerando todas as coisas, é o melhor que ninguém seja perfeitamente santo (experimentalmente) antes de deixar este mundo. Santidade é uma coisa; o acontecimento da santidade é outro. Assim, o pecado é uma coisa; o acontecimento do pecado é outra. Quando Deus requer santidade Sua vontade preceptiva ou revelada considera a natureza ou a excelência moral da santidade, ‘mas quando Ele decreta que a santidade não ocorra (completa e perfeitamente), Sua vontade secreta ou decretiva considera somente o evento de ela não ocorrer. Então, mais uma vez, quando Ele proíbe o pecado, Sua vontade preceptiva ou revelada considera somente a natureza ou a moral do mau contido no pecado, mas quando Ele decreta que o pecado ocorrerá, Sua vontade secreta considera somente sua real ocorrência para servir ao Seu bom propósito. Assim, a vontade secreta e revelada de Deus considera objetos inteiramente diferentes.
A vontade decretiva de Deus não é a mesma vontade no mesmo sentido da Sua vontade em Seus comandos. Portanto, não há dificuldade em supor que uma possa ser contrária à outra. Sua vontade, em ambos os sentidos, é Sua inclinação. Tudo que concerne a Sua vontade revelada está perfeitamente de acordo com Sua natureza, como quando Ele ordena amor, obediência e serviço de Suas criaturas. Mas no que concerne à Sua vontade secreta tem em vista Seu fim supremo, pelo o qual todas as coisas estão agora funcionando. Assim, Ele decretou a entrada do pecado no Seu universo, embora Sua própria natureza santa odeie todo pecado com infinita repulsa. E ainda, para que seja um dos meios pelos quais Seu fim designado será alcançado, Ele permitiu sua entrada. A vontade revelada de Deus é a medida de nossa responsabilidade e o determinante de nosso dever. Com relação ao segredo de Deus, nós não temos nada o que fazer: isso está no Seu interesse. Mas, Deus sabendo que deixaríamos de cumprir perfeitamente Sua vontade revelada, ordenou Seus eternos conselhos em conformidade com isto, e estes eternos conselhos, que compõem a Sua vontade secreta, embora desconhecidos para nós, embora inconscientemente, são cumpridos por e através de nós.
Mesmo que o leitor esteja preparado ou não para aceitar a distinção acima sobre vontade de Deus, ele deve reconhecer que os mandamentos das Escrituras declaram a vontade revelada de Deus e ele também deve assimilar que, às vezes, Deus não impede a violação desses comandos, porque Ele não determinou como um fato impedi-lo. A vontade de Deus em permitir o pecado é evidente, pois Ele o permite. Mas certamente, ninguém dirá que o próprio Deus faz o que Ele não tem vontade de fazer.
Finalmente, deixe-me dizer novamente que, minha responsabilidade em relação à vontade de Deus é medida por aquilo que Ele fez conhecido na Sua Palavra. Lá eu aprendi que é meu dever usar os meios de Sua providência e a orar com humildade para que Ele possa Se agradar em me abençoar concedendo-os. Recusar assim fazer sobre o fundamento de que eu sou ignorante do que pode ou não ser os Seus conselhos secretos concernentes a mim, não é apenas um absurdo, mas assume a altura da presunção. Nós repetimos: a vontade secreta de Deus não é da nossa conta. É em relação à Sua vontade revelada que reside nossa responsabilidade. Que não há conflito entre o que é a vontade secreta e a vontade revelada de Deus, fica claro a partir do fato de que, a primeira é realizada pelo meu uso dos meios prescritos na segunda.
sexta-feira, 19 de janeiro de 2024
SOBERANIA DE DEUS E RESPONSABILIDADE HUMANA NA CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER | Rev. Augustus Nicodemus
A relação entre os decretos de Deus e a responsabilidade humana é um tema complexo tratado na teologia cristã, especialmente no contexto da Confissão de Fé.
De acordo com o documento, Deus, em seu conselho muito sábio e santo, ordenou livre e inalteravelmente tudo o que acontece, mas de modo que não o torna autor do pecado, nem viola a vontade da criatura, nem retira a liberdade ou contingência das causas secundárias.
Além disso, a Confissão de Fé enfatiza que, embora Deus saiba tudo o que pode ou vai acontecer em todas as circunstâncias imagináveis, Ele não decreta algo simplesmente por ter previsto como futuro ou como algo que aconteceria em certas condições.
Em vez disso, os decretos de Deus servem para a manifestação de Sua glória. Deus ordena que as coisas aconteçam conforme a natureza das causas secundárias, seja de maneira necessária, livre ou contingente. Em sua providência ordinária, Deus utiliza meios, mas Ele é livre para operar sem, sobre ou contra eles segundo o Seu arbítrio.
Por fim, a Confissão de Fé destaca que a onipotência, sabedoria inescrutável e infinita bondade de Deus se manifestam em Sua providência de tal maneira que ela se estende até a primeira queda e a todos os outros pecados dos anjos e dos homens.
No entanto, essa permissão de Deus é de tal forma que a pecaminosidade dessas transgressões procede unicamente da criatura e não de Deus.
Assim, a teologia cristã representada nestes documentos mantém uma tensão entre a soberania de Deus e a responsabilidade humana, reconhecendo o papel ativo de Deus na história e na criação, sem atribuir a Ele a autoria do pecado e mantendo a liberdade e responsabilidade das criaturas.
Rev. Augustus Nicodemus
domingo, 12 de março de 2023
Qual a diferença entre a vontade decretiva e preceptiva de Deus? - R. C. Sproul
quinta-feira, 8 de setembro de 2022
A relação do cristão com o Estado | Augustus Nicodemus Lopes (Romanos 13:1-7)
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Colossenses: Orando para o Pleno Conhecimento da Vontade de Deus | Russell Shedd
Conferências de Aniversário da Primeira Igreja Batista do Recife – Abril - 2008
Tema: Espiritualidade em um tempo Chamado Pós-moderno
Comenta o livro aos Colossenses
Preletor Pr. Russell Shedd
domingo, 13 de abril de 2014
"Os planos de Deus para a Igreja" | Augustus Nicodemus Lopes [9/9]
Nona Mensagem pregada pelo Rev. Augustus Nicodemus; durante o II SEMEAR - Simpósio Estadual de Missão, Evangelização, e Administração Reformada, ocorrido na IPC. Esta mensagem é uma exposição de Efésios 1:1-14 que fala sobre os planos de Deus para a Igreja. [Ef. 1].
Fonte: Igreja Presbiteriana de Canoas
Demais Mensagens: [1ª][2ª][3ª][4ª][5ª][6ª][7ª][8ª][9ª]
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
A Teologia do Saci-Pererê | Luiz Sayão
Um dos quadros mais tristes da cristandade é a sua fragmentação absurda. Há provavelmente cerca de cem mil denominações evangélicas no mundo de hoje. Na verdade, a maioria delas é exatamente igual a muitas outras em termos de doutrinas e práticas.
Infelizmente, muitos grupos se separam de seus irmãos na fé por motivos pouco cristãos. Todavia, apesar de tantos desencontros semelhantes, é fato que grande parte de nossas divisões teve origem em questões teológicas e doutrinárias.
É claro que teologia e doutrina são elementos fundamentais, dos quais não se pode abrir mão. Se alguém nega a divindade de Cristo, a onisciência de Deus, a salvação pela fé e a singularidade da Bíblia, tal pessoa não pode ser considerada cristã evangélica. No entanto, nossas divisões não se limitam a doutrinas fundamentais. As questões que nos distanciam de nossos irmãos são as menores, de importância secundária, e em alguns casos são questões irrelevantes.
Talvez a razão principal de nosso divisionismo exacerbado seja a “teologia do saci-pererê”
Talvez a razão principal de nosso divisionismo exacerbado seja a “teologia do saci-pererê”. Como todos sabem, o saci-pererê é uma espécie de duende brasileiro criado pela imaginação popular. Ele seria um guardião das florestas, perneta, que assustaria todos os que perturbam o silêncio das matas. O que mais se destaca na figura do saci é o fato de que ele tem uma perna só. Naturalmente, a pergunta já surge na mente do amigo leitor: O que isso tem a ver com teologia? Saci e teologia juntos? O que queremos dizer com isso é que boa parte de nossa teologia é uma “teologia de uma perna só”, isto é, uma teologia restrita, que enxerga de modo limitado o quadro amplo da revelação divina.
Uma das razões pelas quais criamos uma teologia limitada assim é a nossa herança racionalista. Os antigos hebreus e cristãos sabiam que a realidade era muito mais complexa do que a nossa razão. Além disso, entendiam que certas dimensões da fé aparentemente distintas não eram necessariamente contraditórias. O problema é que quando nossa teologia se “helenizou” exageradamente, adotamos uma logicamente simplista que nos trouxe diversos problemas.
Para entender tal realidade, basta lermos a Bíblia e vermos que o texto sagrado não se incomoda em afirmar coisas que ofende o racionalismo de muitos. Por exemplo, como Deus pode ser infinito e encarnar num bebê em Belém? Como Deus pode ser um e três ao mesmo tempo? Como a Bíblia pode ser Palavra de Deus e ser escrita por homens? Como podemos ser salvos por nossa fé e ao mesmo tempo por obra exclusiva do Espírito Santo? Como entender que Deus é totalmente soberano e nós somos livres e responsáveis por nossos atos? Como decidir se é o bom senso ou sabedoria bíblica que nos norteia, ou é a direção sobrenatural do Espírito Santo?
A verdade é que o mistério e a complexidade da realidade bíblica tem sido reduzida para “facilitar” a vida dos cristãos. Uns dizem que Deus é pura razão, outros afirmam que ele é só coração e emoção. Uns insistem que Deus faz tudo, sendo plenamente soberano (até os ímpios foram predestinados ao inferno), outros afirmam que Deus não pode fazer nada sem nossa autorização (nós é que decidimos … será que Deus ainda é Senhor?). Uns preferem um Deus mais coletivo, sociológico; outros afirmam que ele é o Deus do indivíduo. Há quem veja Deus como inserido na realidade concreta do mundo; outros o colocam no “milésimo céu”, em sua espiritualidade e distância absolutas.
A verdade é que toda teologia radical terá sérios problemas e graves conseqüências.
A verdade é que toda teologia radical terá sérios problemas e graves conseqüências. Se entendermos que “duas paralelas só se encontram no infinito”, que toda moeda “tem duas faces” e que a realidade é mais dialética ou “poli-alética” do que admitimos, seremos muito beneficiados.
Em primeiro lugar, seremos mais humildes em nossa afirmação de “conhecimento do sagrado”. Depois, aprenderemos a separar questões fundamentais de problemas secundários. Em terceiro lugar, desenvolveremos nossa tolerância e nosso senso fraternidade e amor cristãos (esses inegociáveis, segundo Jesus). Espero que venhamos a amadurecer nesta direção, pois a teologia brasileira tem mais condições de ser menos radical do que a teologia da maioria do chamado “primeiro mundo”.
A importância de fugirmos da teologia do saci-pererê, evitando que nossas igrejas saiam por aí, pulando de uma perna só, tropeçando e caindo, é que em nossos dias tal tendência está acentuada. Quando vivíamos em Boston, EUA, estavamos em contato com muitos centros teológicos de todo o mundo. Por lá há uma tendência em alguns grupos de se rejeitar a doutrina das penas eternas, pois ela seria “irreconciliável com o amor de Deus” (a idéia é que se Deus é amor, ele não pode ser justiça, nem mostrar sua ira). Recentemente, um outro debate causou discussão no meio evangélico: surgiu a teologia do “teísmo aberto”.
A ideia de alguns teólogos americanos é que Deus abriu mão de sua soberania e onisciência e resolveu não saber o futuro. Em resumo, Deus “abriu mão de ser Deus”. O intuito é “livrar” Deus de ser responsabilizado do sofrimento que há no mundo. Trata-se de um ultra-arminianismo que ignora centenas de textos bíblicos. Novamente, temos uma teologia radical, polarizada, bastante ocidental, e que ignora a dialética hebraica, negando a realidade do mistério. Que Deus abençoe a igreja brasileira a crescer no conhecimento de Deus, na tolerância fraternal e no pensamento cristão equilibrado.
Por: Luiz Sayão
Fonte: IBNU
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Marcas da fé salvadora | Rev. Fabio Henrique de Jesus Caetano
As pesquisas demonstram que o povo brasileiro é crédulo. No Brasil, a maioria das
pessoas possui algum tipo de crença. O terreno religioso brasileiro é fértil para o florescimento da diversidade da fé. Todavia, a variedade de crença demonstrada não tem respaldo bíblico, pois não evidencia a fé salvadora. Precisamos qualificar a fé salvadora a fim de termos uma compreensão mais apurada da sua autenticidade à luz da Bíblia. Não devemos jamais confundi-la com a fé utilitarista, nem com a fé temporal, nem tão pouco com a fé intelectual.
A primeira tem interesse apenas naquilo que é oferecido pelo “mercado religioso”; a segunda se preocupa somente com a questão efêmera da existência; a terceira se vangloria da quantidade de informação teológica, porém nenhuma traz em sua prática alguma comprovação de mudança de vida. O testemunho bíblico da fé do centurião romano, encontrado no Evangelho de Mateus (8. 5-13), destaca três marcas que nos ajuda a distinguir a fé salvadora dos demais tipos de fé.
1) Ela vem acompanhada pela oração (Mt 8. 5, 6). O centurião comparece diante de Cristo, implorando por ajuda. A oração como insígnia da fé centraliza o seu pedido na pessoa do Senhor Jesus. Aquele que professa a fé salvadora em Cristo exercita a prática da oração. Quem tem fé em Jesus ora. E aquele que ora ao Senhor tem fé. A fé salvadora não é uma doutrina abstrata nem uma elucubração filosófica. Ela está arraigada no solo do coração, entretanto, se materializa pela súplica. A confiança daquele que crer em Cristo para a salvação faz com que a sua alma se quede diante do Senhor. A fé faz daquele que crer um intercessor. Ele ora em favor do outro. Sua oração não é um pedido individualista nem egoísta. Sua oração pleiteia o favor divino para o outro. Ela clama por socorro pelo próximo. A fé salvadora tem implicações práticas aqui, pois não se cala diante do sofrimento e necessidade humana. A voz da fé salvadora é a oração.
2) Ela vem revestida de humildade (Mt 8. 8). Os mediadores que intercederam pelo centurião, disseram a Jesus: “Ele é digno de que lhe faças isto” (Lc 7. 4). Todavia, ao comparecer diante do Senhor, o centurião disse: “Senhor, não sou digno” (Mt 8. 8). A fé salvadora não se estriba naquilo que as pessoas dizem. Ela faz com que o homem seja despido da autoconfiança para ser revestido da justiça daquele que é santo e majestoso. A santidade de Deus faz com que o homem salvo tenha consciência da sua indignidade. Sabe por quê? Porque a fé salvadora é adornada pela humildade. Sua vestimenta não tem o adereço da jactância nem a capa do orgulho. Ela não se apóia na obra humana, porque a mesma está manchada pelo pecado. Não considera a justiça humana, porque a mesma não passa de trapo de imundícia. A presença da humildade revela a existência da fé salvadora.
3) Ela reconhece a autoridade absoluta de Cristo (Mt 8. 8, 9). Por fim, o centurião está convencido que Cristo tem autoridade absoluta sobre todas as coisas. Toda criação obedece à sua voz. A morte está debaixo de seu governo. Os demônios lhe submetem. As enfermidades não podem resistir a sua ordem. Tudo se curva diante de seu poder. Não existe limitação geográfica para sua ação. Sua autoridade é ilimitada. Ele disse: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mt 28. 18). A autoridade de Cristo foi delegada, entretanto, ela também é inerente à sua natureza divina. O centurião está convicto acerca da autoridade plena de Cristo. Ele declara: “mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado” (Mt 8. 8). De sorte que: “Ouvindo isto, admirou-se Jesus e disse aos que o seguiam: Em verdade vos afirmo quem nem em Israel achei fé como está” (Mt 8. 10). Concluímos, portanto, afirmando que as marcas da fé salvadora têm como evidências a oração, a humildade e a confiança plena na autoridade de Cristo. A fé salvadora atesta que Cristo é o Senhor.
sábado, 7 de dezembro de 2013
Seis pontos de meu calvinismo | Augustus Nicodemus Lopes
É claro que estou brincando – o calvinismo tem muito mais do que cinco ou seis pontos. Esses que vou citar são alguns dos que creio com respeito à salvação. E mesmo assim, nem todos os que se consideram calvinistas concordariam completamente comigo. Meu alvo é tentar esclarecer o que calvinistas, em geral, acreditam sobre a soberania de Deus e a responsabilidade humana. Não coloquei textos bíblicos, pois não quero provar nada – só explicar o que acredito como calvinista.
1 – Creio que Deus predestinou tudo o que acontece. O Deus que determinou todas as coisas é um Deus pessoal, inteligente, justo, santo e bom, que traçou seus planos infalíveis levando em conta a responsabilidade moral de suas criaturas. Ele não é uma força impessoal, como o destino. Portanto, as decisões que tomamos não são mera ilusão e nossa sensação de liberdade ao tomá-las não é uma farsa. Eu acredito que as nossas decisões e escolhas são bem reais e que fazem a diferença. Elas não são uma brincadeira de mau gosto da parte de Deus. De uma maneira para mim misteriosa, porém perfeitamente compatível com um Deus onipotente e infinito, ele consegue ser soberano sem que a vontade de suas criaturas seja violentada. Ao mesmo tempo, ao final, sempre prevalecerá aquilo que Deus já determinou desde a eternidade.
Encaro essa relação entre a soberania de Deus e a responsabilidade humana como sendo parte dos mistérios acerca do ser Deus, como a doutrina da Trindade e das duas naturezas de Cristo.
2 – Creio que Deus predestinou desde a eternidade aqueles que irão se salvar. Esta convicção não me impede de orar pelos descrentes e evangelizar. Ao contrário, evangelizo com esperança, pois Deus haverá de salvar pecadores. Creio que Deus já sabe, mas oro assim mesmo. Sei que ele ouve e responde, e que minhas orações fazem a diferença. Sei também que, ao final, através de minhas orações, Deus terá realizado toda a sua vontade. Não sei como ele faz isso. Mas, não me incomoda nem um pouco. Não creio que minha oração seja um movimento ilusório no tabuleiro da soberania divina.
3 – Não creio que Deus predestinou todos para a salvação. Da mesma forma, não creio que ele foi injusto e nem que ele fez acepção de pessoas para com aqueles que não foram eleitos. Não creio que Deus tenha predestinado inocentes ao inferno, pois não há inocentes entre os membros da raça humana. E nem acredito que ele tenha deixado de conceder sua graça a quem merecia recebê-la, pois igualmente não há pessoa alguma que mereça qualquer coisa de Deus, a não ser a justa condenação por seus pecados.
Deus predestinou para a salvação pecadores perdidos, merecedores do inferno. Ao deixar de predestinar alguns, ele não cometeu injustiça alguma, no meu entender, pois não tinha qualquer obrigação moral, legal ou emocional de lhes oferecer qualquer coisa.
4 – Creio que Deus sabe o futuro, não porque previu o que ia acontecer, mas porque já determinou tudo que acontecerá. Por isso, entendo que a presciência de que a Bíblia fala é decorrente da predestinação, e não o contrário. Negar a predestinação e insistir somente na presciência de Deus com o alvo de proteger a liberdade do homem levanta outros problemas. Quem criou o que Deus previu? E, se Deus conhece antecipadamente a decisão livre que um homem vai tomar no futuro, então ela não é mais uma decisão livre.
5 – Creio que apesar de ter decretado tudo que existe desde a eternidade, Deus acompanha a execução de seus planos dentro do tempo, e se comunica conosco nessa condição. Quando a Bíblia fala de um jeito que parece que Deus nem conhece o futuro e que muda de ideia algumas vezes, é Deus falando como se estivesse dentro do tempo e acompanhando em sequência, ao nosso lado, os acontecimentos. É a única maneira pela qual ele pode se fazer compreensível a nós. Quem melhor explica isso é John Frame, no livro "Não Há Outro Deus," da Editora Cultura Cristã, que recomendo entusiasticamente.
6 – Creio que Deus é soberano e bom. A contradição que parece haver entre um Deus soberano e bom que governa totalmente o universo, por um lado, e por outro, e a presença do mal nesse universo é apenas aparente e, por enquanto, sem explicação. Diante da perversidade e dos horrores desse mundo, alguns dizem que Deus é soberano mas não é bom, pois permite tudo isto. Outros, que ele é bom mas não é soberano, pois não consegue impedir tais coisas. Para mim, a Bíblia diz claramente que Deus não somente é soberano e bom – mas que ele é santo e odeia o mal.
Ao mesmo tempo, a Bíblia reconhece a presença do mal do mundo e a realidade da dor e do sofrimento que esse mal traz. Ainda assim, não oferece qualquer explicação sobre como essas duas realidades podem existir ao mesmo tempo. Simplesmente afirma ambas e pede que vivamos na certeza de que um dia Deus haverá, mediante Jesus Cristo, de extinguir completamente o mal e seus efeitos nesse mundo.
Deve ter ficado claro que um calvinista, para mim, é basicamente um cristão que aceita o que a Bíblia diz sobre a relação entre Deus e o homem e reconhece que não tem todas as explicações para as questões levantadas. Para muitos, esse retrato é de alguém teologicamente fraco e no mínimo confuso. Mas, na verdade, é o retrato de quem deseja calar onde a Bíblia se cala.
Por: Augustus Nicodemus Lopes – Via: Facebok
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Visão Histórica do Antigo Testamento [Aulas: 3 e 4] | Pr. Thomas Tronco
TBAT - Livro de Gênesis (parte 1)
TBAT - Livro de Gênesis (parte 2)
Teologia Bíblica do Antigo Testamento (TBAT)
Por: Pr. Thomas Tronco
Fonte: Igreja Batista Redenção
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Três Atitudes esperadas diante de um Deus Onipotente | A. W. Pink
Bem que deveriam tremer todos, diante de um Deus tal! Tratar desconsideradamente Aquele que pode esmagar-nos mais facilmente do que nós a uma traça, é suicídio. Desafiar abertamente Aquele que esta revestido de onipotência, que pode rasgar-nos em pedaços ou lançar-nos no inferno na hora que quiser, é o cúmulo da insanidade. Para reduzi-lo ao seu plano mínimo, é simplesmente parte da sabedoria dar ouvidos à Sua ordem:"Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se inflamar a sua ira..." (Sl 2:12).
Bem que a alma iluminada deve adorar um Deus tal! As estupendas e infinitas perfeições de um Ser como Deus requerem fervoroso culto. Se homens de poder e renome reclamam a admiração do mundo, quanto mais deve o poder do Onipotente encher-nos de assombro e mover-nos a prestar-Lhe homenagem. "O Senhor, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu glorificado em santidade, terrível em louvores, obrando maravilhas?" (Êx 15:11).
Bem que o santo pode confiar num Deus tal! Ele é digno de implícita confiança. Nada Lhe é demasiado difícil, Se Deus fosse limitado em poder e força, aí sim, poderíamos ficar desesperados. Mas, vendo que Ele Se reveste de onipotência, nenhuma oração é tão difícil que Ele não possa responder, nenhuma necessidade é tão grande que Ele não possa suprir, nenhuma cólera é tão forte que Ele não possa subjugar, nenhuma tentação é tão poderosa que Ele não nos possa livrar dela, nenhuma miséria é tão profunda que Ele não possa aliviar, “... o Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei?" (Sl 27:1). "Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém" (Ef 3:20-21).
A. W. Pink
In: Os Atributos de Deus.
Extraído do Blog: Cinco Solas
domingo, 25 de agosto de 2013
Confissões de um ex-neopentecostal | Jackson Jacques
Excelente vídeo de Jackson Jacques sobre a sua trágica experiência com o neopentecostalismo. É cômico, porém trágico... mas no fim, libertador! Assista:
Fonte: Vlog do autor
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Inteligência Humilhada | Jonas Madureira
Trecho da palestra realizada no dia 28 de maio de 2010
Semana Teológica Água da Vida
Por. Jonas Madureira
domingo, 16 de junho de 2013
A Soberania de Deus: Uma Doutrina Prática e Preciosa | John Piper
Usufruindo da soberania de Deus na vida de George Müller
Um dos grandes deleites de ministrar em uma igreja durante vinte anos é que você pode ver as pessoas atravessarem as épocas obscuras da vida, dependendo da bondade soberana de Deus e chegando ao outro lado com fé e gozo inabaláveis. A soberania de Deus é uma doutrina muito preciosa. É o caule vigoroso da árvore que impede que a nossa vida seja abalada pelos ventos da adversidade. É a rocha que se ergue para nós em meio ao dilúvio de incerteza e confusão. É o olho do furacão no qual permanecemos firmes com Deus, olhando para o céu azul de sua maestria, quando tudo está sendo destruído. Conheço um hino que diz: “Quando tudo ao redor de minha alma desaparece”, isto é a minha esperança e firmeza.
A palavra “soberania”, tal como a palavra “trindade”, não ocorre na Bíblia. Estou usando-a para referir a esta verdade: Deus está no controle do mundo, desde o conflito internacional mais amplo até à queda de um pequeno pássaro na floresta. Eis como a Bíblia apresenta a soberania de Deus: “Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade” (Isaías 46.9-10). “E, segundo a sua vontade, ele [Deus] opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?” (Daniel 4.35) “Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai” (Mateus 10.29) “O que ele deseja, isso fará. Pois ele cumprirá o que está ordenado a meu respeito e muitas coisas como estas ainda tem consigo” (Jó 23.13-14). “No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada” (Salmos 115.3). “Aquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade” (Efésios 1.11). “Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão” (Romanos 9.15). “Devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo” (Tiago 4.15).
Uma das razões por que esta doutrina é tão preciosa para os crentes é o fato de sabermos que o grande desejo de Deus é mostrar misericórdia e bondade para aqueles que confiam nEle. “Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim. Alegrar-me-ei por causa deles e lhes farei bem... de todo o meu coração e de toda a minha alma” (Jeremias 32.40-41). A soberania de Deus significa que o desígnio dEle a nosso respeito não pode ser frustrado. Nada, absolutamente nada, acontecerá àqueles que Deus ama e que são chamados segundo o seu propósito, exceto o que lhes for profundo e altamente bom. (Romanos 8.28; Salmos 84.11).
Por isso, a misericórdia e a bondade de Deus são os dois pilares de minha vida. São a esperança de meu futuro, a energia de meu serviço, o centro de minha teologia, o vínculo de meu casamento, o melhor remédio para todas as minhas enfermidades, o fortificante de todos os meus desen corajamentos. E, quando eu morrer (em breve ou não), essas duas verdades estarão à minha cabeceira e, com mãos infinitamente fortes e carinhosas, me erguerão à presença de Deus.
George Müller tem sido admirado por cento e cinqüenta anos como um grande homem de fé, por causa das obras que realizou, especialmente os orfanatos em Londres. Nem todos sabem que ele viveu de um modo maravilhoso, em completa dependência da preciosa verdade da soberania de Deus. Quando faleceu a sua esposa, com a qual estava casado havia trinta e nove anos, Müller pregou o sermão do funeral com base no texto de Salmos 119.68: “Tu és bom e fazes o bem”. Ele conta como orou quando descobriu que ela estava com febre reumática:
Sim, meu Pai celestial, os dias de minha querida esposa estão em tuas mãos. Tu farás o que é melhor para ela e para mim, quer seja a vida, quer seja a morte. Se quiseres, restaura a saúde de minha preciosa esposa. Tu és capaz de fazer isso, embora ela esteja tão doente. Mas o que fizeres comigo somente me ajudará a continuar a ser perfeitamente satisfeito com tua santa vontade (Autobiography of George Müller, London: J. Nisbet and Co., 1906, p. 442).
A vontade de Deus foi levá-la. Portanto, com grande confiança na soberana misericórdia de Deus, Müller disse:
Eu aceito. Estou satisfeito com a vontade de meu Pai celestial. Busco perfeita submissão à sua vontade santa, para glorificá-Lo. Honro constantemente Aquele que me afligiu... Sem qualquer esforço, minha alma se regozija na felicidade da amada que partiu. A felicidade dela me dá regozijo... Deus mesmo o fez; estou satisfeito com Ele (Autobiography, p. 444, 440).
Isto expressa a preciosidade da doutrina da soberania de Deus.
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