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segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Instruções para Coletas: 2 Co 9.1-5 | Augustus Nicodemos

Neste estudo, Paulo aborda junto aos coríntios a coleta de recursos que em breve será realizada em benefício dos crentes necessitados em Jerusalém, com a participação das igrejas gentílicas.

Paulo havia elogiado a generosidade dos crentes da Macedônia, que deram além de suas possibilidades (8:1-7). Ele usou esse exemplo de amor como um desafio aos coríntios para que também demonstrassem seu amor por meio de contribuições (8:8-15). Paulo também enfatizou a importância da gestão transparente desses fundos, a fim de evitar qualquer suspeita de desvio de recursos para benefício pessoal (8:16-24).

Agora, encontramos o apóstolo expressando sua preocupação quanto à possibilidade de os coríntios não corresponderem às expectativas em relação à generosidade e zelo que ele havia elogiado diante dos macedônios. Isso poderia trazer vergonha tanto para a Igreja de Corinto quanto para o próprio Paulo. Portanto, ele decide enviar uma comitiva preparatória para garantir que a oferta dos coríntios seja verdadeiramente uma expressão de generosidade, não avareza.

Este texto nos oferece algumas orientações fundamentais sobre a coleta de recursos:

1. Em geral, as igrejas não deveriam necessitar de orientações constantes sobre contribuições. Paulo considerava desnecessário elaborar um tratado extenso sobre o assunto para os crentes de Corinto (9:1). Ele já havia mencionado a coleta em sua Primeira Carta (1 Coríntios 16:1-14), e a necessidade dos crentes em Jerusalém era conhecida por todos (Atos 11:29). Além disso, Paulo tinha conhecimento da prontidão dos coríntios em contribuir (2 Coríntios 9:2). É importante notar que falar excessivamente sobre contribuições pode criar impressões erradas sobre as motivações envolvidas.

2. Pelo contrário, o zelo de cada igreja em contribuir deveria servir de estímulo para as outras (2 Coríntios 9:2). A generosa contribuição dos macedônios serviu como um desafio para os coríntios (8:1-7), enquanto a prontidão e zelo dos coríntios estimularam muitos macedônios a contribuir para os crentes necessitados em Jerusalém (9:2). Devemos ser desafiados e inspirados pelo exemplo da igreja primitiva, que se destacou em ajudar os necessitados e apoiar missões.

3. Às vezes, é necessário despertar as igrejas para a contribuição (2 Coríntios 9:3-5). Mesmo que Paulo soubesse que não precisava escrever extensamente sobre o assunto para os coríntios (9:1) e conhecesse sua prontidão em contribuir (9:2), ele decidiu enviar uma comissão preparatória para garantir que a oferta fosse feita de forma adequada. Isso se deve ao fato de que as igrejas podem decepcionar as expectativas, dando de maneira mesquinha (9:3), ou, pior ainda, trazer vergonha sobre si mesmas (9:4) ao não demonstrar amor e generosidade. Nesse sentido, é essencial que as contribuições reflitam generosidade genuína.

4. Em conclusão, este texto nos incentiva a examinar nossos corações. Somos exemplos de contribuintes generosos? Nosso zelo por missões e boas obras tem inspirado outros? Nossas contribuições têm sido expressões de generosidade ou mesquinhez? Além disso, somos desafiados a contribuir generosamente, considerando as expectativas das outras igrejas e o conhecimento que já temos sobre a importância das contribuições.

Que nossas ofertas para o evangelismo, misericórdia e outras áreas do Reino de Deus sejam verdadeiras expressões de nosso amor abundante por Jesus Cristo e pelos nossos irmãos.

Rev. Augustus Nicodemus

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

domingo, 16 de junho de 2013

sexta-feira, 1 de março de 2013

Dízimo, uma prática bíblica a ser observada | Hernandes Dias Lopes

dinheiroHá uma enxurrada de comentários tendenciosos e distorcidos circulando as redes sociais, em nossos dias, atacando a doutrina dos dízimos. Acusam os pastores que ensinam essa doutrina de infiéis e aproveitadores. Acusam as igrejas que recebem os dízimos de explorar o povo. Outros, jeitosamente, tentam descaracterizar o dízimo, afirmando que essa prática não tem amparo no Novo Testamento. Tentam limitar o dízimo apenas ao Velho Testamento, afirmando que ele é da lei e não vigente no tempo da graça.


Não subscrevemos os muitos desvios de igrejas que, laboram em erro, ao criarem mecanismos místicos, sincréticos e inescrupulosos para arrecadar dinheiro, vendendo água fluidificada, rosa ungida, toalha suada e até tijolo espiritual. Essas práticas são pagãs e nada tem a ver com ensino bíblico da mordomia dos bens. O fato, porém, de existir desvio de uns, não significa que devemos afrouxar as mãos, no sentido de ensinar tudo quanto a Bíblia fala sobre dízimos e ofertas. Destaco, aqui, alguns pontos para nossa reflexão.


Em primeiro lugar, a prática do dízimo antecede à lei. Aqueles que se recusam ser dizimistas pelo fato de o dízimo ser apenas da lei estão rotundamente equivocados. O dízimo é um princípio espiritual presente entre o povo de Deus desde os tempos mais remotos. Abraão pagou o dízimo a Malquizedeque (Gn 14.20) e Jacó prometeu pagar o dízimo ao Senhor (Gn 28.22), muito antes da lei ser instituída.


Em segundo lugar, a prática do dízimo foi sancionada na lei. O princípio que governava o povo de Deus antes da lei, foi ratificado na lei. Agora, há um preceito claro e uma ordem específica para se trazer todos os dízimos ao Senhor (Lv 27.32). Não entregar o dízimo é transgredir a lei, e a transgressão da lei constitui-se em pecado (1Jo 3.4).


Em terceiro lugar, a prática do dízimo está presente em toda Bíblia. A fidelidade na mordomia dos bens, a entrega fiel dos dízimos e das ofertas, é um ensino claro em toda a Bíblia. Está presente no Pentateuco, os livros da lei; está presente nos livros históricos (Ne 13.11,12), poéticos (Pv 3.9,10) e proféticos (Ml 3.8-10). Também está explicitamente ratificado nos evangelhos (Mt 23.23) e nas epístolas (Hb 7.8).

Quanto ao dízimo não podemos subestimá-lo, sua inobservância é um roubo a Deus. Não podemos subtraí-lo, pois a Escritura é clara em dizer que devemos trazer "todos os dízimos". Não podemos administrá-lo, pois a ordem: "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro".


Em quarto lugar, a prática do dízimo é sancionada por Jesus no Novo Testamento. Os fariseus superestimavam o dízimo, fazendo de sua prática, uma espécie de amuleto. Eram rigorosos em sua observância, mas negligenciam os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fé. Jesus, deixa claro que devemos observar atentamente a prática dessas virtudes cardeais da fé cristã, sem omitir a entrega dos dízimos (Mt 23.23).

Ora, aqueles que usam o argumento de que o dízimo é da lei, e por estarmos debaixo da graça, estamos isentos de observá-lo; da mesma forma, estariam também isentos da justiça, da misericórdia e da fé, porque essas virtudes cardeais, também, são da lei. Só o pensar assim, já seria uma tragédia!

Em quinto lugar, a prática do dízimo é um preceito divino que não pode ser alterado ao longo dos séculos. Muitas igrejas querem adotar os princípios estabelecidos pelo apóstolo Paulo no levantamento da coleta para os pobres da Judéia como substituto para o dízimo. Isso é um equívoco. O texto de 2 Coríntios 8 e 9 trata de uma oferta específica, para uma causa específica. Paulo jamais teve o propósito de que essas orientações fossem um substituto para a prática do dízimo. Há igrejas na Europa e na América do Norte que estabelecem uma cota para cada família para cumprir o orçamento da igreja. Então, por serem endinheirados, reduzem essa contribuição a 5% ou 3% do rendimento.

Tem a igreja competência para mudar um preceito divino? Mil vezes não! Importa-nos obedecer a Deus do que aos homens. Permaneçamos fiéis às Escrituras. Sejamos fiéis dizimistas!

Rev. Hernandes Dias Lopes

domingo, 2 de outubro de 2011

Pregação de Prosperidade: Enganosa e Mortífera


 Quando leio sobre pregação de prosperidade nas igrejas, minha resposta é: “Se não estivesse dentro do Cristianismo, eu não desejaria estar.” Em outras palavras: se essa é a mensagem de Jesus, não, obrigado! 

Atrair as pessoas a Cristo prometendo riqueza é tanto enganoso como mortífero. É enganoso porque quando o próprio Jesus nos chamou, ele disse coisas como: “Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:33). E é mortífero porque o desejo de ser rico faz com que as pessoas caiam “na ruína e perdição” (1 Timóteo 6:19). Assim, aqui está o meu apelo aos pregadores do evangelho. 

1. Não desenvolva uma filosofia de ministério que torne difícil as pessoas entrar no céu. 


Jesus disse: “Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!” Seus discípulos ficaram estupefatos, como muitos no movimento de “prosperidade” deveriam ficar. Assim, Jesus aumentou ainda mais o assombro deles dizendo: “É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus”. Eles responderam em descrença: “Então, quem pode ser salvo?” Jesus disse: “Para os homens é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível” (Marcos 10:23-27). Minha pergunta para os pregadores da prosperidade é:

Por que você desejaria desenvolver um foco ministerial que torna difícil as pessoas entrar no céu? 

2. Não desenvolva uma filosofia de ministério que atice desejos suicidas nas pessoas.

 

Paulo disse: “De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores” (1 Timóteo 6:6-10).
Assim, minha pergunta para os pregadores da prosperidade é: Por que você desejaria desenvolver um ministério que encoraja as pessoas a se atormentarem com muitas dores e se afogarem na ruína e perdição? 

3. Não desenvolva uma filosofia de ministério que encoraje a vulnerabilidade à traça e à ferrugem.

 

Jesus adverte contra o esforço de ajuntar tesouro na terra. Isto é, ele nos manda ser doadores, e não guardiões. “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam” (Mateus 6:19).
Sim, todos nós guardamos algo. Mas dada a nossa tendência inerente em todos nós para com a ambição, por que deveríamos tirar o foco de Jesus e invertê-lo totalmente?

4. Não desenvolva uma filosofia de ministério que faça trabalho duro significar acúmulo de riqueza.

 

Paulo disse que não deveríamos roubar. A alternativa era trabalhar duro com as nossas próprias mãos. Mas o propósito principal não era meramente acumular ou mesmo ter. O propósito era “ter para dar.” “Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado” (Efésios 4:28). Isso não é justificação para ser rico a fim de dar mais. É um chamado para fazer mais e acumular menos, para que possa dar mais. Não há razão pela qual uma pessoa que ganha R$ 500.000,00 por ano deva viver diferentemente de uma pessoa que ganha R$ 200.000,00. Descubra um estilo de vida moderado; corte os seus gastos supérfluos; então, dê o restante. 

Por que você desejaria encorajar as pessoas a pensar que elas deveriam possuir riqueza para serem um doador generoso? Por que não encorajá-las a manter suas vidas mais simples e serem um doador ainda mais generoso? Isso não adicionaria à generosidade deles um forte testemunho que Cristo, e não as possessões, é o seu tesouro? 

5. Não desenvolva uma filosofia de ministério que promova menos fé na promessa de Deus ser para nós o que o dinheiro não pode ser.

 

A razão do escritor aos Hebreus nos mandar estarmos contentes com o que temos é que o oposto implica menos fé nas promessas de Deus. Ele diz: “Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei. Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?” (Hebreus 13:5-6). 
Se a Bíblia nos diz que estarmos contentes com o que temos honra a promessa de Deus nunca nos abandonar, por que desejaríamos ensinar as pessoas a desejarem ser ricas? 

6. Não desenvolva uma filosofia de ministério que contribua para que o seu povo fique sufocado até a morte.

 

Jesus adverte que a palavra de Deus, que tem o intento de nos dar vida, pode ser sufocada pelas riquezas. Ele diz que isso é como uma semente que cresce entre espinhos, e é sufocada até a morte: “A que caiu entre espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer” (Lucas 8:14).
Por que desejaríamos encorajar as pessoas a buscar a própria coisa que Jesus adverte que nos sufocará até a morte? 

7. Não desenvolva uma filosofia de ministério que tire o sabor do sal e coloque a candeia debaixo da vasilha. 

 

O que existe nos cristãos que os torna o sal da terra e a luz do mundo? Não é a riqueza! O desejo e a busca por riqueza têm o mesmíssimo sabor e aparência do mundo. Isso não oferece ao mundo nada diferente daquilo que ele já crê. A grande tragédia da pregação da prosperidade é que uma pessoa não tem que ser espiritualmente vivificada para abraçá-la; a pessoa precisa ser apenas gananciosa. Ficar rico em nome de Jesus não é ser o sal da terra ou a luz do mundo. Nisso, o mundo simplesmente vê um reflexo de si mesmo. E se funciona, eles comprarão. 

O contexto do discurso de Jesus nos mostra o que é o sal e a terra. Eles são a disposição alegre de sofrer por Cristo. Aqui está o que Jesus disse: “Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós. Vós sois o sal da terra…Vós sois a luz do mundo” (Mateus 5:11-14). 

O que fará o mundo provar (o sal) e ver (a luz) de Cristo em nós não é que amamos a riqueza da mesma forma que eles o fazem. Antes, será a disposição e a capacidade dos cristãos amarem os outros mesmo durante o sofrimento, enquanto se regozijam porque a recompensa deles está no céu com Jesus. Isso é inexplicável em termos humanos. É sobrenatural! Mas atrair as pessoas com promessas de prosperidade é simplesmente natural. 
Essa não é a mensagem de Jesus. Ele não morreu para assegurar isso. 

Por: John Piper
Fonte:  Desiring God