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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Adore como um só Corpo | Bob Kauflin

comunhão

O salmista declara: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do SENHOR” (Salmo 122:1, ênfase do autor). As distrações do mundo, a teologia incorreta ou o pecado que habita em nós podem nos levar a perder de vista o motivo pelo qual devemos estar alegres por nos reunirmos no Dia do Senhor. Podemos até começar a pensar que as devoções particulares são um substituto adequado, se não superior, às reuniões com a igreja.

Obviamente, tanto a adoração particular como a do Corpo são vitais para o nosso relacionamento com Deus. No entanto, há razões pelas quais o escritor de Hebreus nos advertiu para não seguirmos “o costume de alguns” de negligenciar o reunir-se com o corpo (Hebreus 10:25). Eis aqui oito razões:

A obediência à Palavra de Deus

Enquanto Hebreus 10:25 afirma diretamente que não devemos deixar de nos reunir como igreja, o uso repetido da frase “quando vocês se reúnem”, por Paulo, em 1 Coríntios 11 e 14 indica que os coríntios estavam se reunindo regularmente. Ele refere-se com frequência à igreja como a casa deste ou daquele, e podemos supor que ele não se referia à “igreja” como estrutura física, mas sim às pessoas que se reuniam regularmente naquela casa.

O Espírito que trabalha por meio de outros

Devemos ser capazes de encorajarmos uns aos outros no Senhor através do estudo bíblico, oração e louvor. Mas Deus também ordena que o fortalecimento venha através de outras pessoas. “Não podem os olhos dizer à mão: Não precisamos de ti; nem ainda a cabeça, aos pés: Não preciso de vós” (1 Coríntios 12:21). Ninguém tem todos os dons. Deus não pode edificar-me através de dons como a pregação, o encorajamento, a compaixão, a liderança e a fé a menos que eu esteja em comunhão com os irmãos para experimentar esses dons.

Servindo em Ação e Atitude

Quando eu louvo a Deus através da música, oro ou leio a Bíblia sozinho, eu abençoo a mim mesmo. Quando faço essas coisas com os outros, eu posso ser um canal da multiforme graça de Deus para eles (1 Pedro 4:10). Meu semblante e envolvimento cheio de entusiasmo, bem como o desenvolvimento de meus dons espirituais, são todas maneiras pelas quais eu posso demonstrar às pessoas a dignidade do Deus que adoramos. Colossenses 3:16 nos diz que cantar é uma das maneiras de ensinarmos e aconselharmos uns aos outros. Isso requer mais do que cantar comigo mesmo com o meu iPod.

Manifestações da Presença de Deus

Enquanto tentava equilibrar a preferência dos coríntios por certos dons espirituais, Paulo observou como esses dons podem despertar um incrédulo para a presença de Deus. David Peterson escreveu: “O texto de 1 Coríntios. 14:24-25 sugere que Deus está presente de um modo distinto na reunião cristã através de sua palavra e da operação do seu Espírito” (Engaging with God, [Envolvendo-se com Deus], página 196). Sem fazer dos encontros experimentais com Deus o nosso principal objetivo, devemos esperar que Ele nos torne mais conscientes da sua presença quando nos reunimos como igreja.

A Voz de Deus através da Pregação

A tecnologia atual nos permite ouvir sermões que perdemos ou mensagens de igrejas que nós nem sequer frequentamos. Mas quando a igreja se reúne em um mesmo lugar e ao mesmo tempo para ouvir, com expectativas, a Palavra de Deus ser proclamada, é um evento único. O próprio Deus se dirige a nós como o seu povo. O Espírito trabalha em nossos corações para nos convencer, confortar, iluminar e exortar. Ouvimos a voz de Deus através de um porta-voz humano e somos transformados.

Demonstrando Unidade no Evangelho

Ser um em Cristo é mais do que reunir-se regularmente no mesmo local, mas também não é menos do que isso. Cantar canções, recitar credos e ler as Escrituras juntos são formas de declarar a mim mesmo e aos outros que eu faço parte de um templo santo, e que não sou apenas um tijolo aleatório ou uma pedra solta (Efésios 2:19-22). “A proclamação cristã pode tornar o evangelho audível, mas os cristãos que vivem juntos em congregações locais tornam o evangelho visível (ler João 13:34-35)” (Mark Dever, The Church: The Gospel Made Visible, [A Igreja: o evangelho visível], página xi).

Morrer para Si

Vamos admitir—é mais fácil adorar a Deus sozinho do que com os outros. As reuniões na Igreja apresentam muitas implicações, tais como espaço insuficiente do estacionamento, pessoas que tomam meu lugar, vozes irritantes, músicas que eu não gosto e pessoas com problemas. No entanto, essas reuniões são oportunidades ideais para cultivarmos a atitude humilde de Cristo (Filipenses 2:1-5) e morrermos para nós mesmos.

Prenúncios do Céu

Quer saber como será no céu? Vá à igreja. O canto pode não ser tão excelente, os números podem ser drasticamente reduzidos e as pessoas podem vir todas da mesma etnia. Mas Hebreus 12 diz que já chegamos “à Jerusalém celestial, e aos milhares de milhares de anjos em alegre reunião, à igreja dos primogênitos, cujos nomes estão escritos nos céus, e a Deus, juiz de todos os homens, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados, e a Jesus, mediador de uma nova aliança” (versículos 22-24). Jesus nos trouxe para perto do Pai através da sua obra expiatória consumada no Calvário. Podemos nos aproximar com ousadia ao trono da graça com o seu povo (Hebreus 10:19-22). Isso é o céu.

Portanto, da próxima vez que você for tentado a pensar que faltar uma reunião de domingo não causará dano, lembre-se de que você estará ausente. E agradeça a Deus por ter o privilégio e a liberdade de desfrutar a adoração coletiva com o corpo de Cristo a cada semana.

 

Por: Bob Kauflin

Fonte: Editora Fiel

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

sábado, 4 de maio de 2013

Sinais de Uma Vida Agradável a Deus | Rev. Richard Baxter

... Veja então se você vive buscando principalmente agradar a Deus ... : você pode descobrir através destes sinais.

1. Vocês terão mais interesse em entender as Escrituras e em saber tanto o que agrada, quanto o que desagrada a Deus.

2. Vocês terão mais interesse na realização de todos os seus deveres, com o propósito de agradar a Deus e não aos homens.

3. Vocês olharão para seus corações e não só para suas ações; para seus fins e pensamentos; para o seu homem interior e seu nível de espiritualidade.

4. Vocês atentarão para seus deveres secretos, tanto quanto para os públicos e, para aqueles que não são vistos pelos homens, tanto quanto para os que são.

5. Vocês respeitarão suas consciências e não as desprezarão; quando elas lhe mostrarem o desagrado de Deus, isto os inquietará; quando elas lhe mostrarem Sua aprovação, isto os confortará.

6. Suas companhias serão pessoas caridosas e piedosas, que buscam agradar a Deus, e não orgulhosas e ambiciosas, que buscam honra própria, nem ímpias, que desagradam a Deus.

7. Se os homens são agradados ou desagradados, ou a forma com que o julgam, ou como eles o chamam, parecerá um assunto pequeno para você, como o próprio interesse deles, em comparação ao julgamento de Deus. Você não vive para eles. Você pode suportar seus desagrados , censuras, e reprovações, se tão somente agradar a Deus. Estas serão suas evidências.

 

por: Rev. Richard Baxter

Fonte: Monergismo

terça-feira, 19 de março de 2013

Irmãos, Salvai os Santos | John Piper

Eu costumava dizer que o meu objectivo como pastor-mestre era a salvação dossalvação pecadores e a edificação do corpo de Cristo - ganhar os perdidos e edificar os santos. Mas havia uma premissa errada por detrás deste objectivo. A premissa é que o meu papel é apenas pregar o Evangelho aos perdidos e orar por eles. Depois de serem convertidos e agregados à Igreja a minha operação na sua salvação acabou e eu sou simplesmente um agente de Deus no seu grau relativo de edificação e santificação.

O meu erro consistiu em pensar que apenas a salvação dos perdidos dependia da minha pregação, não a salvação da Igreja.

Durante algum tempo, por isso, pareceu-me estranho que o pastor Puritano pregasse para o seu rebanho como se as suas vidas eternas disso dependessem. Porque é que Richard Sibbes (falecido em 1635), que era conhecido como o "doce conta-gotas", suplicava tão fervorosamente com os santos para "exercitarem a Graça"? A sua resposta: "não são os hábitos de sono, mas é graça em exercício que nos preserva".

Os puritanos acreditavam que a falta de perseverança na obediência da fé resultaria na destruição eterna, não em menor santificação. Portanto, uma vez que a pregação e o ministério pastoral em geral, são um óptimo meio para a perseverança do santos, o objectivo de um pastor não é apenas edificar os santos, mas salvar os santos. O que está em jogo ao Domingo de manhã não é apenas a edificação da igreja, mas a sua salvação eterna. Não é difícil de notar a razão pela qual os puritanos eram tão sérios.

O que Redireccionou a Minha Atenção

Mas não foram nem Sibbes, nem Baxter, nem Boston, nem Edwards e nem Spurgeon que fizeram com que eu mudasse o meu objectivo. Paulo escreveu a Timóteo, "Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina: persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem. " (1 Tm 4:16). Os "ouvintes" que Paulo tem em mente não são pessoas de fora da igreja (como nos mostra o versículo 12). A nossa salvação e a salvação dos que nos ouvem, semana após semana, dependerá em grande medida da nossa fiel atenção à santidade pessoal e bom ensino. Mais está em jogo no nosso trabalho do que o maior ou menor progresso na santificação. A salvação dos eleitos está na linha da frente.

Em 2 Timóteo 2:9-10 Paulo relata seu sofrimento no evangelho e diz: "tudo sofro por amor dos escolhidos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus com glória eterna." Quando Paulo diz que sofre pela salvação dos eleitos, ele não quer dizer apenas as pessoas que ainda não são convertidas. Ele afirma em Colossenses 1:24: "Regozijo-me agora no que padeço por vós, e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja". Não só isso, pois no contexto imediato ele diz (2 Tm 2:12.): "Se sofrermos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará". A salvação dos eleitos depende da sua não negação de Cristo e a sua perseverança na fé e obediência.

Dado que o trabalho pastoral de Paulo é um meio de ajudar os eleitos a suportar, assim ele vê todo o seu trabalho como fundamental para sua salvação. Não é de admirar que Paulo gemesse sob "a pressão diária" do seu "cuidado por todas as Igrejas" (2 Coríntios 11:28)?

Naquela bela passagem de 2 Coríntios, onde Paulo ensina que Deus nos conforta para que possamos confortar os outros, ele vai além do conforto e diz: "Se somos atribulados, é para o vosso conforto e salvação" (2 Cor. 1.6). Mais uma vez, é para a salvação dos membros da Igreja que Paulo sofre e labuta.

O Exemplo do Trabalho Salvífico de Paulo

Um exemplo em como o trabalho pastoral de Paulo conduz à salvação dos eleitos é encontrada em 2 Coríntios 7. Os crentes de Corinto haviam caído em pecado. Paulo escreveu-lhes uma carta que os entristeceu profundamente. Mas Paulo regozija-se porque a dor deles produz arrependimento: "Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende" (v. 10).

O que era então o objectivo de Paulo nesta carta pastoral difícil? Era o arrependimento para salvação. As admoestações de Paulo haviam feito com que os crentes vacilantes se moderassem e trabalhassem na "sua própria salvação com temor e tremor" (Fp 2:12) Ele trouxe de volta um pecador extraviado do erro dos seus caminhos e, assim, "salvou sua alma" (Tiago 5:19-20). A vida eterna dos eleitos tem muito a ver com a eficácia dos trabalhos pastorais. Ó, quão sérios devemos ser na atenção dada a nós mesmos e à sã doutrina!

É o trabalho de um pastor o labutar de modo a que nenhum de seus irmãos e irmãs seja destruído. O coração pastoral de Paulo parecia prestes a quebrar quando viu o fracasso do amor na igreja em Roma (Rm. 14:15). Os fortes exibiam a sua liberdade de comer alimentos que, para os fracos, teria sido pecado (v. 14). É espantoso o que Paulo viu em jogo aqui: "Não destruas por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu" (v. 15)! "Não destruas por causa da comida a obra de Deus."(v. 20)!

A mesma advertência foi dada aos crentes de Corinto que tendiam a exibir sua indiferença para com a carne oferecida aos ídolos. "Mas vede", Paulo disse, "que essa liberdade não seja dalguma maneira escândalo para os fracos .... E pela tua ciência perecerá o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu" (1 cor. 8:9-11).

A Gravidade da Destruição

Não há nenhuma maneira de enfraquecer a palavra "destruir" (apollumi). O seu oposto é a Salvação, e nada menos, como 1 Coríntios 1:18 e 2 Coríntios 2:15 esclarecem. Se um irmão é destruído, ele está perdido. A referência é a destruição para além da morte, porque Paulo usa o mesmo termo, quando diz: "Se Cristo não ressuscitou, então... também os que dormem [morreram] em Cristo pereceram [foram destruídas - no inferno] "(1 Coríntios. 15:17-18).

O que está em jogo na admoestação pastoral e na pregação não é somente o progresso da igreja na salvação, mas a sua salvação. Mas que erro seria se tirássemos a conclusão: "Vamos, então, apenas pregar mensagens que mostrem o plano simples de salvação, semana após semana." Isto não é, enfaticamente, a maneira de cuidar do rebanho sobre o qual "o Espírito Santo vos constituiu bispos" (Actos -20:28).

Quando Pedro disse: "Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo" (1 Pedro 2:2), ele não quis dizer pela palavra "leite" o que Hebreus 5:12 diz em contraste a carne. Tudo o que ele queria dizer era a fome da Palavra da graça de Deus (1:25) tanto quanto um bebé tem fome de leite. Pois apenas a alimentação pela Palavra pode fazer com que cresças, e só pelo crescimento podes alcançar a salvação final. Uma dieta constante de "mensagens do Evangelho" que não ajudam os santos a sair da infância não só retarda o seu carácter, mas também coloca em risco a sua salvação.

Os Crentes não são Estáticos

Devemos lembrar-nos do seguinte: não há quietude na vida cristã. Ou avançamos em direcção à salvação ou afastamo-nos rumo à destruição. Se não direcionarmos o nosso povo às riquezas inesgotáveis ​​de Cristo revelando-lhes "todo o conselho de Deus" (Actos 20:27), então direcionamo-los às rochas onde podem fazer naufrágio da sua fé (1 Tm. 1:19).

Isto é o que Hebreus 2:1-4 ensina. Há duas possibilidades: dar ouvidos à Palavra do Senhor (v. 1, 3) ou afastarmo-nos dela. Não há como ficar parado no rio da indiferença. A sua corrente leva-nos para as quedas. Portanto, o versículo 3 questiona: " Como escaparemos nós [da justa retribuição de Deus], se não atentarmos para uma tão grande salvação?" Negligenciar a nossa grande salvação significa não dar ouvidos ao que foi revelado pelo Filho (1:2), não colocando a nossa atenção em Jesus (3:1; 12:2).

O resultado será o afastamento da Palavra e, consequentemente, o afastamento da salvação. "Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo" (3:12). "Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim" (3:14). O Filho "veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem [continuar obedecendo-lhe - tempo presente de ação contínua]" (5:9).

Alimentai o Vosso Rebanho

Por isso o caminho para a tua salvação e a dos teus ouvintes (1 Tm. 4:16) não é de impedir o crescimento de teu povo com uma dieta sem carne de "mensagens de salvação." Isto havia enviado os "Hebreus" para trás directamente à destruição (5:11-14). A maneira de salvar os santos é alimentá-los de todas as Escrituras, pois são as Escrituras "que são capazes de instruir-te para a salvação" (2 Tm. 3:15).

Uma palavra final sobre a segurança eterna. É um projecto comunitário. E é por isso que o ministério pastoral é tão sério e a nossa pregação não deve ser brincalhona, mas séria. Nós pregamos deste modo para que os santos possam perseverar na fé para a glória. Nós não pregamos apenas para o seu crescimento, mas porque se eles não crescem, eles perecem. Se és um calvinista (como eu) tu repousas na soberania da Palavra de Cristo: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão-de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão"(João 10:27-28).

Os eleitos amarão a Palavra de Deus, os eleitos vão crescer, os eleitos vão arrepender-se e os eleitos serão certamente salvos (Rm 8:29-30). Mas eles não serão salvos sem o teu ensino. Deus ordenou que haja pastores e mestres, não só com o propósito de edificação, mas também com o propósito de salvação. Ó, que a nossa pregação possa ter o sabor da eternidade. Pois em cada semana a eternidade está em jogo.

por John Piper | Traduzido por: Semperreformanda

© Desiring God | Satisfação em Deus

Permissões: Você tem permissão e nosso incentivo para reproduzir e distribuir este material em qualquer formato contanto que não altere de maneira alguma as palavras e não cobre valor algum além do custo de reprodução. Para postar na internet, preferimos um link para este documento no nosso site. Quaisquer exceções às regras ditas devem ser aprovadas pelo Desiring God.

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Há quatro tipos de pessoas no mundo | Tim Challies

challies-leiEsta manhã eu revi o novo livro do Tim Keller “Galatians For You” [Gálatas para você]. Eu também queria compartilhar esta citação do livro que é uma forma muito útil para compreendermos os quatro tipos diferente de pessoas no mundo. Eis o que Keller diz:

É útil vermos que existem quatro tipos de pessoas no mundo:

Obediência a Lei, Confiança na Lei. Estas pessoas estão sob a lei e são geralmente muito presunçosas, hipócritas e se sentem superiores. Externamente, elas são muito seguras de que estão bem com Deus, mas, no fundo, carregam um monte de insegurança, uma vez que ninguém pode ter realmente certeza de que está vivendo de acordo com o padrão. Isso as torna irritáveis e sensíveis às críticas e devastadas quando suas orações não são respondidas. Isso inclui membros de outras religiões, mas aqui eu estou pensando, principalmente, em pessoas que vão à igreja. Essas pessoas têm muito em comum com os fariseus do tempo de Jesus.

Desobediência a Lei, Confiança na Lei. Essas pessoas têm uma forte consciência religiosa de obras de justiça, mas elas não estão vivendo de forma consistente com a sua consciência. Como resultado, elas são mais humildes e mais tolerantes com os outros do que os “fariseus” acima, mas também são muito mais guiados pela culpa, sujeitas a alterações de humor e, às vezes, com muito medo de temas religiosos. Algumas dessas pessoas podem ir à igreja, mas elas ficam na periferia por causa de sua baixa autoestima espiritual.

Desobediência a Lei, Não Confiança na Lei. Estas são as pessoas que jogaram fora o conceito da Lei de Deus. Elas são secularista intelectuais ou relativista ou tem uma espiritualidade muito vaga. Em grande parte escolhem seus próprios padrões morais e insistem que eles estão os alcançando. Mas Paulo, em Romanos 1:18-20, diz que em um nível subconsciente, elas sabem que existe um Deus a quem elas devem obedecer. Essas pessoas são geralmente felizes e mais tolerantes do que qualquer um dos grupos acima referidos. Mas, geralmente, há uma senso de justiça própria forte e liberal. Elas estão alcançando sua própria salvação por se sentirem superiores aos outros. Esta é apenas uma forma geralmente menos óbvia de justiça própria.

Obediência a Lei, Não Confiança Lei. Estes são os cristãos que entendem o evangelho e estão vivendo a liberdade dele. Eles obedecem a lei de Deus com gratidão e alegria advindas do conhecimento de sua filiação e da liberdade do medo e do egoísmo que falsos ídolos haviam gerado. Eles são mais tolerantes do que o número 3, mais simpáticos do que o número 1, e mais confiantes do que o número 2. Mas a maioria dos cristãos lutam para viver número 4, e tendem a ver o mundo como o 1ª,  2ª, e até mesmo a 3ª pessoa. Mas na medida em que eles fazem isso, eles empobrecem espiritualmente.

Por Tim Challies. © Tim Challies, 2002-2013. Todos os direitos reservados. Original: There Are Four Kinds of People in the World

Tradução e Divulgação : Voltemos Ao Evangelho. Original: Tim Challies – Há quatro tipos de pessoas no mundo

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sexta-feira, 1 de março de 2013

Dízimo, uma prática bíblica a ser observada | Hernandes Dias Lopes

dinheiroHá uma enxurrada de comentários tendenciosos e distorcidos circulando as redes sociais, em nossos dias, atacando a doutrina dos dízimos. Acusam os pastores que ensinam essa doutrina de infiéis e aproveitadores. Acusam as igrejas que recebem os dízimos de explorar o povo. Outros, jeitosamente, tentam descaracterizar o dízimo, afirmando que essa prática não tem amparo no Novo Testamento. Tentam limitar o dízimo apenas ao Velho Testamento, afirmando que ele é da lei e não vigente no tempo da graça.


Não subscrevemos os muitos desvios de igrejas que, laboram em erro, ao criarem mecanismos místicos, sincréticos e inescrupulosos para arrecadar dinheiro, vendendo água fluidificada, rosa ungida, toalha suada e até tijolo espiritual. Essas práticas são pagãs e nada tem a ver com ensino bíblico da mordomia dos bens. O fato, porém, de existir desvio de uns, não significa que devemos afrouxar as mãos, no sentido de ensinar tudo quanto a Bíblia fala sobre dízimos e ofertas. Destaco, aqui, alguns pontos para nossa reflexão.


Em primeiro lugar, a prática do dízimo antecede à lei. Aqueles que se recusam ser dizimistas pelo fato de o dízimo ser apenas da lei estão rotundamente equivocados. O dízimo é um princípio espiritual presente entre o povo de Deus desde os tempos mais remotos. Abraão pagou o dízimo a Malquizedeque (Gn 14.20) e Jacó prometeu pagar o dízimo ao Senhor (Gn 28.22), muito antes da lei ser instituída.


Em segundo lugar, a prática do dízimo foi sancionada na lei. O princípio que governava o povo de Deus antes da lei, foi ratificado na lei. Agora, há um preceito claro e uma ordem específica para se trazer todos os dízimos ao Senhor (Lv 27.32). Não entregar o dízimo é transgredir a lei, e a transgressão da lei constitui-se em pecado (1Jo 3.4).


Em terceiro lugar, a prática do dízimo está presente em toda Bíblia. A fidelidade na mordomia dos bens, a entrega fiel dos dízimos e das ofertas, é um ensino claro em toda a Bíblia. Está presente no Pentateuco, os livros da lei; está presente nos livros históricos (Ne 13.11,12), poéticos (Pv 3.9,10) e proféticos (Ml 3.8-10). Também está explicitamente ratificado nos evangelhos (Mt 23.23) e nas epístolas (Hb 7.8).

Quanto ao dízimo não podemos subestimá-lo, sua inobservância é um roubo a Deus. Não podemos subtraí-lo, pois a Escritura é clara em dizer que devemos trazer "todos os dízimos". Não podemos administrá-lo, pois a ordem: "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro".


Em quarto lugar, a prática do dízimo é sancionada por Jesus no Novo Testamento. Os fariseus superestimavam o dízimo, fazendo de sua prática, uma espécie de amuleto. Eram rigorosos em sua observância, mas negligenciam os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fé. Jesus, deixa claro que devemos observar atentamente a prática dessas virtudes cardeais da fé cristã, sem omitir a entrega dos dízimos (Mt 23.23).

Ora, aqueles que usam o argumento de que o dízimo é da lei, e por estarmos debaixo da graça, estamos isentos de observá-lo; da mesma forma, estariam também isentos da justiça, da misericórdia e da fé, porque essas virtudes cardeais, também, são da lei. Só o pensar assim, já seria uma tragédia!

Em quinto lugar, a prática do dízimo é um preceito divino que não pode ser alterado ao longo dos séculos. Muitas igrejas querem adotar os princípios estabelecidos pelo apóstolo Paulo no levantamento da coleta para os pobres da Judéia como substituto para o dízimo. Isso é um equívoco. O texto de 2 Coríntios 8 e 9 trata de uma oferta específica, para uma causa específica. Paulo jamais teve o propósito de que essas orientações fossem um substituto para a prática do dízimo. Há igrejas na Europa e na América do Norte que estabelecem uma cota para cada família para cumprir o orçamento da igreja. Então, por serem endinheirados, reduzem essa contribuição a 5% ou 3% do rendimento.

Tem a igreja competência para mudar um preceito divino? Mil vezes não! Importa-nos obedecer a Deus do que aos homens. Permaneçamos fiéis às Escrituras. Sejamos fiéis dizimistas!

Rev. Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Você desonra a Deus por ser dependente de si mesmo | Tim Conway

Neste trecho de vídeo, Tim Conway exorta o crente a clamar a Deus por mais humildade, a depender de Cristo em todas as situações.

Transcrição do Vídeo:

Irmãos, eu coloquei a vocês na semana passada alguns desses pontos. Asa, a Bíblia fala, que, quando Asa esteve doente, Asa buscou os médicos, [2Crôn 16:12] e não o Senhor. Cristão, quando você está com uma necessidade financeira, e você não busca primeiro ao SENHOR, quando você está em uma necessidade médica, necessidade física, e você não busca o SENHOR primeiro, quando você precisa de comida, quando você precisa do que vestir, quando você precisa de ajuda, quando você precisa de um lugar pra morar, quando você precisa de uma igreja, quando você precisa de entendimento, quando você precisa de humildade, quando você precisa de… irmãos, o qualquer que seja, se você não está buscando primeiro a Deus, isso é ser orgulhoso, isso é se apoiar no braço da carne [2Crôn 32:8], e Deus odeia isso, e isso é totalmente oposto à forma como Deus criou este universo. Você tem que se convencer disto, você tem que perceber isso em tudo. Quando você recostar a sua cabeça no travesseiro à noite, para agradecer a Deus que você tem um travesseiro aonde deitar, quando você acordar de manhã, agradecer a Deus por ter te dado mais um dia.

Irmãos, vocês têm que se convencer disto: de que quando você não reconhece a Ele pelo que Ele faz, isso desonra a Ele. Quando você, por cada uma de suas necessidades, não vai até Ele primeiro e antes de tudo, você desonra a Ele. Irmãos, o homem é tão arrogante, é tão orgulhoso e é tão independente… e vocês precisam ver isso em vocês mesmos. Se vocês querem batalhar com isso, vocês precisam ver isso, irmãos, pelo que isso é de verdade. Vocês precisam ver isso, que a independência de vocês… Deus não fez o homem para ele correr por aí e se orgulhar de seus próprios dons, ou se orgulhar de alguma coisa que ele tenha. O apóstolo fala, “E que tens tu que não tenhas recebido?” (1Cor 4:7) Você não tem nada, NADA… sem Ele você não tem valor, sem Ele você é inútil.

Irmãos, vivam sob a luz disso. Isso é o primeiro, principal e fundamental princípio se você vai batalhar contra essas paixões da carne; e uma dessas paixões é a auto-exaltação. É um desejo em você de se colocar à frente, se mostrar, se posicionar de tal maneira a parecer que você é alguma coisa e levar o crédito por isso. Irmãos, isso é inato em nós, como homens naturais. e Deus nos ajude, nós não somos mais homens naturais, mas vivemos no poder de outro, o poder do Todo-Poderoso, e, irmãos, vocês têm que batalhar nisso aí, vocês têm que batalhar com isso. Irmãos, deixe que essa verdade ressoe nas suas cabeças. Não é somente quando você não honra a Ele que Ele retira esse rio de graça; as Escrituras dizem que é muito claro que Ele se opõe ao orgulhoso. Irmãos, eu lembro a vocês de 1Pedro 5:5, em que ele está lidando com pessoas da igreja. Pedro está falando sobre cristãos quando ele diz “Deus se opõe aos orgulhosos”. Posso falar a vocês uma coisa? Existem exemplos na Bíblia… Deus não somente se opõe ao perdido orgulhoso, Ele se opõe ao salvo orgulhoso. Você vai me perguntar: “Isso pode acontecer?”, “Pode haver um salvo orgulhoso?” Irmãos, isso foi o que Ezequias fez, foi o que Asa fez. Quando Tiago e João estão querendo se assentar à direita e à esquerda de Cristo, é exatamente isso que eles estão fazendo! Quando eles estão discutindo sobre quem será o maior, é isso que está acontecendo. Foi o mesmo Pedro que era um dos que estavam discutindo ali, que iria falar depois: “Deus se opõe ao orgulhoso.” Escutem, Pedro foi bem arrogante: “mesmo que todos os outros Te neguem, EU NÃO FAREI ISSO.” [Mt 26:33] Deus permitiu que ele caísse com a cara no chão. Ele deixou o diabo mexer com Pedro, de tal maneira que o diabo teve que pedir permissão especial.

Irmãos, quando Deus se coloca.. contra você, se opondo a você, tome cuidado, por que você será combatido. Portanto, tome cuidado. Nós temos de nos convencer dessas coisas.

Irmãos… vocês têm que se convencer disso. Você precisa se convencer de que existe muito pouca consideração na igreja, existe muito pouca consideração na pregação, existe pouca consideração em você mesmo, em mim, por essa coisa: o chamado à humildade. Receio que, realmente, isso tem sido muito pouco considerado na igreja, e eu acho que isso é por que a verdadeira natureza da humildade, a sua importância, tem sido muito pouco aprecisada. E eu digo isso a vocês:

Humildade não vem sem esforço. Ela vem com luta, ela vem com lágrimas.

Irmãos, isso é como todo o resto no mundo espiritual. A humildade pelo desejo, pela avidez, ela vem por estarmos convencidos de que precisamos dela; ela vem através de fazer dela uma das coisas principais pelas quais você está orando, socando repetidamente o “saco-de-areia” da oração: “Pai, me dê isso, me dê isso! Você me fala que Você vai me conformar à imagem de Cristo, me dê humildade. Eu vejo isso como algo bom.” “Revesti-vos de humildade!”, o apóstolo fala [Cl 3:12], em outro lugar, ele nos urge, nos encoraja, nos exorta a andar de uma maneira digna de nosso chamado, com toda humildade e mansidão. [Ef 4:1-2] Com toda humildade, irmãos!

Temos que ser desesperados por isso, temos que perseguir isso, temos que ser ávidos por isso! Você deve orar por isso como se sua vida dependesse disso, pois ela realmente depende. Depende, irmãos, depende, e nós precisamos nos convencer disso. E eu não estou seguro, irmãos, de que nós estamos totalmente convencidos do tanto que precisamos de humildade. Isso precisa ser o alvo de nossa atenção especial, nosso desejo especial, nossa oração especial, um alvo de nossa fé. E o que eu quero dizer com isso? Por meio da fé, irmãos, vocês precisam se agarrar nisso, “Senhor… Você prometeu que Você vai me conformar à imagem de Teu Filho e uma das características mais marcantes é que Ele é manso e humilde de espírito,” Ele não se agradou a Si mesmo, Ele não veio para ser servido, mas para servir, Ele nos disse para segui-lO. SENHOR, por favor, nos dê isso. Você nos disse que se nós clamássemos a Você, Você não reteria nenhuma coisa boa de nós. Você nos disse, que se nós que somos maus sabemos dar coisas boas aos nossos filhos,… quão mais Você nos daria todas as coisas boas que pedimos” [Mateus 7:11] “SENHOR, por favor, nós estamos pedindo isso, pois cremos que a humildade é boa, nós cremos, SENHOR.” Isso precisa ser um alvo de prática especial, nós precisamos planejar fazer a busca da humildade.

Jesus disse, “Aprendam de Mim!” [Mateus 11:29] Irmãos, muitos de vocês, jovens, estavam na escola recentemente ou estão agora na escola. Pense na sua matéria mais difícil. Você passou por ela de maneira fácil? Você teve que aprender, você teve que estudar! Irmãos, posso dizer isso a vocês, como eu estava falando a umas pessoas em Laredo, no domingo: Eu passei por quatro matérias de Cálculo. Irmãos, você não aprende quatro matérias de Cálculo sem se esforçar; e eu garanto isso a vocês – vocês não vão aprender a humildade de Cristo, a mansidão de Cristo, a modéstia de Cristo passando (casualmente) ou com um esforço “mais ou menos” de leitura da Bíblia uma vez por semana ou duas vezes por semana. Irmãos, você aprende Cálculo com esforço, com empenho, com noites sem dormir, com estudo, e você vai aprender Cristo de maneira mais difícil que eu aprendi Cálculo. Eu garanto a vocês, irmãos: vai depender de muita seriedade e diligência para aprender essa humildade.

Tim Conway

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Se as minhas palavras permanecerem em vós | John Piper

Descrição: Publicado em 23/02/2013
Título: Se vós permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será feito. - João 15:7
By John Piper. ©2012 Desiring God Foundation.
Website: desiringGod.org

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Uma Teologia Resumida Sobre a Oração | John Piper

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Abaixo estão cinco afirmações de John Piper como uma teologia resumida sobre a oração. Um pressuposto por trás dessas afirmações é que ao conhecer mais do propósito de Deus aprofudaremos nosso compromisso em orar e isso nos ajudará a glorificar a Deus por Ele fazer o que faz.





1. Deus criou o universo e tudo que nele há para mostrar a riqueza da glória de Sua graça.
 
Isaías 43:6-7: Trazei meus filhos de longe e minhas filhas das extremidades da terra, a todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei para minha glória; eu os formei, sim, eu os fiz.
Efésios 1:6, 12, 14: para louvor e glória da sua graça... para louvor da sua glória... para louvor da sua glória.
 
Romanos 9:23: ...para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou.
 
2. Portanto, todas as pessoas devem agir de forma a chamar atenção para a glória da graça de Deus.
 
Mateus 5:16: Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus.
 
1 Coríntios 10:31: Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus.
 
3. A obediência e servidão do povo de Deus o glorificará ainda mais quando eles, conscientemente e manifestamente, dependerem dEle para a graça e o poder para fazer o que fizerem.
 
1 Pedro 4:11: Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá, para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o poder para todo o sempre. Amém!
 
2 Tessalonicenses 1:11-12: Pelo que também rogamos sempre por vós, para que o nosso Deus vos faça dignos da sua vocação e cumpra todo desejo da sua bondade e a obra da fé com poder; 12 para que o nome de nosso Senhor Jesus Cristo seja em vós glorificado, e vós nele, segundo a graça de nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo.
 
4. Orar pela ajuda de Deus é uma maneira pela qual Deus preserva e manifesta a dependência de Seu povo em Sua graça e poder. A necessidade da oração é um lembrete constante e demonstra nossa dependência em Deus para tudo, assim Ele recebe a glória quando nós recebemos a ajuda.
 
Salmos 50:15: E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás.
 
João 14:13: E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.
 
5. Quando o Espírito inspira e direciona os gemidos de nossos corações, o irrevogável propósito do universo acontece: Deus recebe a glória porque Deus o Espírito cria os gemidos em nós; Deus recebe a glória porque Deus o Pai é Quem ouve e cumpre o que o Espírito pede; Deus recebe a glória porque Deus o Filho comprou para os pecadores todas as bênçãos que eles já receberam; e Deus recebe a glória porque nossos corações são como palco para essa atividade divina, para que conheçamos e experimentemos a graciosa intercessão de Deus por nós, e conscientemente demos a Ele agradecimento e louvor.
 
Por: John Piper
 
Você tem permissão, bem como nosso incentivo, para reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, contanto que não altere, em alguma maneira, a fraseologia e não cobre um valor além do custo de reprodução. Para postar na internet, preferimos a utilização de um link referente a este documento remetendo a nosso website. Quaisquer exceções a essas orientações têm de ser aprovadas pelo Desiring God.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

12 Formas de Amar os Vossos Filhos Desobedientes | John Piper

images (2)Muitos pais ficam com o coração partido e completamente perplexos por causa da filha ou do filho que não são crentes. Não fazem a mínima idéia por que é que a criança que criaram toma decisões tão horríveis e destrutivas. Nunca fui um desses pais, mas fui um desses filhos. Refletindo sobre essa experiência, sugiro estas soluções para vos ajudar a alcançar os vossos filhos desobedientes.

1. Direcionem-nos para Cristo.

O verdadeiro problema dos vossos filhos rebeldes não é drogas, sexo, tabaco, pornografia, preguiça, criminalidade, maldicência, desmazelo, homosexualidade, ou fazer parte de uma banda de rock punk. O verdadeiro problema é que eles não vêem Jesus com clareza. O melhor que podem fazer pelos vossos filhos — e a única razão para fazer qualquer uma das sugestões que se seguem — é mostrar-lhes Cristo. Não é um processo simples ou imediato, mas os pecados nas vidas deles, que vos inquietam e que os destróem, só começarão a desaparecer quando eles virem Jesus da forma como Ele realmente é.
2. Orem.

Só Deus pode salvar o vosso filho ou filha. Por isso, continuem a pedir-Lhe que Se mostre a eles, de forma que eles não possam resistir a adorá-lO.
3. Assumam que algo está errado.

Se a vossa filha rejeita Jesus, não finjam que está tudo bem.
 
Para cada filho que não é crentes, os detalhes são diferentes. Será preciso que os pais abordem cada detalhe de forma única. Contudo, não é aceitável o fato de não os abordarem de todo. Se o vosso filho não é crente, não ignorem esse fato. As férias podem ser mais fáceis, mas a eternidade não o será.
4. Não esperem que eles sejam como Cristo.

Se o vosso filho não é cristão, ele não vai agir como tal.
 
Vocês sabem que ele abandonou a fé, portanto não esperem que ele viva pelas normas segundo as quais o criaram. Por exemplo, vocês podem se sentir tentados a dizer: «Sabemos que é difícil para você acreditar em Jesus, mas você não consegue pelo menos admitir que se embebedar todos os dias é pecado?»
 
Se ele está com dificuldade em acreditar em Jesus, então há muito pouco significado em admitir que a embriaguez está errada. Querem protegê-lo, pois. Mas a falta de crença dele é o problema mais perigoso — e não o fato de andar sempre em festas. Por mais que o comportamento de falta de crença do vosso filho se mostre, façam sempre questão de se concentrarem mais na doença do coração do que nos sintomas da doença.
5. Recebam-nos de braços abertos em casa.

Já que a preocupação maior não são as atitudes do vosso filho, mas sim o coração dele, não criem muitas exigências para que ele volte para casa. Se ele sentir qualquer desejo de estar convosco, isso é Deus a lhe conceder uma oportunidade de o amar de volta para Jesus. Obviamente há algumas instâncias em que devem dar ultimatos: «Não entre nesta casa se você estiver...». Porém, instâncias como essas acontecem raramente. Não reduzam as probabilidades de estar com o vosso filho ao impor demasiadas regras.
 
Se a vossa filha cheirar a erva ou a tabaco, borrifem o casaco dela com 'Febreze' [um aromatizante do ar] e mudem os lençóis quando ela sai, mas deixem-na vir para casa. Se descobrirem que ela está grávida, comprem-lhe ácido fólico, levem-na à ecografia na 20.ª semana de gravidez, protejam-na do Planejamento Familiar [que pode querer convencê-la a fazer um aborto] e, custe o que custar, deixem-na vir para casa. Se o vosso filho entrar em falência porque gastou o dinheiro todo que lhe emprestaram em mulheres da vida e bebidas caras, então perdoem-lhe a dívida como também vocês foram perdoados; não lhe deêm mais nenhum dinheiro e deixem-no vir para casa. Se ele não aparece há uma semana e meia porque tem ficado em casa da namorada peçam-lhe para não ir mais lá e, deixem-no vir para casa.
6. Incentivem-nos mais vezes do que as que os repreendem.

Sejam gentis com o desapontamento.
 
O que mais vos preocupa é o fato do vosso filho se estar destruindo a si próprio, e não o fato de ele estar quabrando as regras. Tratem-no de forma que ele perceba isso. Ele provavelmente sabe — principalmente se foi criado como cristão — que o que anda a fazer está errado. E, definitivamente, ele sabe o que vocês pensam sobre isso. Portanto, o vosso filho não precisa que vocês lho digam.

Ele precisa saber como vocês vão reagir ao mal dele. A vossa indulgência bondosa e esperança dolorosa mostrarão que vocês confiam realmente em Jesus.
 
A consciência dele, por si só, pode condená-lo. Os pais devem permanecer compreensivos e firmes, vivendo sempre na esperança de que o filho volte.
7. Façam com que os vossos filhos tenham contato com crentes que têm mais acesso a eles.

Há dois tipos de acesso ao vosso filho que vocês podem não conseguir ter: geográfico e relacional. Se o vosso filho desobediente vive longe, tentem encontrar um crente convicto na zona onde ele vive e peçam-lhe para entrar em contato com o vosso filho. Isto pode parecer intrometido, sem sentido, ou embaraçoso para ele, mas vale a pena — especialmente se o crente que encontrarem consegue se relacionar também emocionalmente com o vosso filho de uma forma que vocês não podem.
 
A distância nas relações pode também ser um efeito secundário do abandono da fé por parte do vosso filho, portanto a vossa relação será tênue e deve ser protegida, na medida do possível. Mas uma repreensão dura é necessária também.
 
É aqui que outro crente com acesso emocional ao vosso filho pode ser muito útil. Se há um crente em quem o vosso filho confia e, talvez até com quem goste de estar, então esse crente tem a plataforma para dizer ao vosso filho — de uma forma que ele preste atenção — que ele está agindo como um idiota. Isto pode soar severo, mas precisamos muitas vezes de uma chamada de atenção, e as pessoas em quem confiamos são normalmente as únicas que conseguem nos dar uma repreensão dolorosa de forma a ser um presente para nós.
 
Muitos jovens rebeldes fariam bem em ouvir que estão sendo tolos — e é muito raro que os pais lhes digam isto de forma a ajudá-los — portanto, tentem manter outros cristãos nas vidas dos vossos filhos.
8. Respeitem os amigos dos vossos filhos.

Honrem o vosso filho desobediente da mesma forma que honrariam qualquer outro descrente. Eles podem andar com grupos com os quais vocês nem pensariam em falar ou até mesmo olhar, mas não deixam de ser os amigos do vosso filho. Respeitem isso — mesmo que o relacionamento se baseie no pecado. Eles são más influências para o vosso filho, sim. Mas ele também é má influência para eles. Nada se resolverá pelo fato de tornarem evidente que não gostam de quem anda com quem.
 
Quando o vosso filho aparecer com outra namorada para uma festa de aniversário familiar — uma pessoa que nunca viram e que provavelmente nunca mais verão —sejam hospitaleiros. Ela também é a filha desobediente de alguém, e ela também precisa de Jesus.
9. Enviem-lhes e-mails.

Agradeçam a Deus pela tecnologia que lhes permite estar tão facilmente presentes nas vidas dos vossos filhos!
 
Quando lerem algo na Bíblia que os incentive e os ajude a amar mais Jesus, escrevam-no e enviem-no ao vosso filho. A melhor exortação para eles são os exemplos positivos da alegria de Cristo na vossa própria vida.
 
Não fique estressado quando estiver elaborando uma mensagem, como se cada uma delas precisasse de ser unicamente poderosa. Apenas tirem uma após a outra, e deixem que o efeito cumulativo da vossa satisfação em Deus se reúna na caixa de correio electrônico do vosso filho. A palavra de Deus nunca é proclamada em vão.
10. Levem-nos a almoçar fora.

Se possível, não deixem que a única interação com o vosso filho seja eletrônica. 

Passem tempo juntos, cara a cara, se puderem. Podem pensar que isto é desconfortável e estressante, mas acreditem que é pior estar no lugar do vosso filho — ele está vivendo esse mesmo desconforto, mas com culpa. Portanto, se ele quer se encontrar com vocês para almoçar, agradeçam a Deus, e façam uso dessa oportunidade.
 
É quase hipócresia falar sobre a rotina dele, porque aquilo que vos importa realmente é a vida eterna dele; mas tentem mesmo assim. Ele precisa saber que se importam com tudo o que lhe diz respeito. Então, antes de acabar de almoçar, orem para que o Senhor lhes dê a coragem de perguntar sobre a alma dele. Não sabem como ele vai responder. 
  • Será que ele vai revirar os olhos como se vocês fossem idiotas?
  • Será que vai se zangar e ir embora? 
  • Ou será que Deus tem trabalhado nele desde a última vez em que você falou com ele? 
Se não perguntar, nunca vai saber.
 
(Eis aqui uma nota para os pais de crianças pequenas: estipulem saídas regulares para comerem fora com os vossos filhos. Não só será uma experiência valiosa para ambos, como também, se alguma vez os vosso filhos entrarem na crise da insubordinação, a tradição de se encontrarem com eles já existirá e não será estranho convidá-los para comer fora. Se o filho estiver habituado, desde pequenino, a ir comer fora com o pai aos sábados, será muito mais difícil ele recusar um convite do pai — mesmo para um confiante rapaz de 19 anos.)
11. Interessem-se por aquilo que eles querem conseguir.

É provável que se a vossa filha está rejeitando a Cristo de propósito, então a forma como ela passa o tempo irá decepcioná-los. Contudo, encontrem valor nos interesses dela, se possível, e incentivem-na. Vocês foram assistir às peças da escola dela e aos jogos de futebol quando ela tinha 10 anos; o que poderão fazer agora que ela tem 20 para mostrar que realmente ainda se interessam pelos interesses dela?
 
Jesus passou tempo com cobradores de impostos e prostitutas, e nem sequer era familiar deles. Imitem a Cristo sendo o tipo de pais que colocam os tampões de ouvidos no bolso e vão para o centro da cidade, à pequena discoteca fria e úmida, onde será o espectáculo de lançamento do CD da vossa filha. Incentivem-na e nunca párem de orar para que ela comece a usar os dons dela para a glória de Jesus, em vez de para a sua própria glória.
12. Apontem-lhes Cristo.

O mais importante é que isto não seja demasiado estressante. Nenhuma estratégia para alcançar o vosso filho, ou filha, surtirá qualquer efeito duradouro se o objetivo subjacente não for ajudá-los a conhecer Jesus.
 

Não ore para que eles voltem a ser bons filhos; para que cortem o cabelo e comecem a tomar banho; para que venham a gostar de música clássica em vez de deathcore; para que deixem de se sentir envergonhados no estudo semanal da Bíblia; para que votem no partido conservador nas próximas eleições; nem para que vocês possam dormir à noite ao saber que os vossos filhos não vão para o inferno.
 
A razão mais importante para orar por eles, recebê-los de braços abertos, pleitear com eles, enviar-lhes e-mails, comer com eles ou se interessar por aquilo que é de interesse para eles, é para que os olhos dos vossos filhos se abram para Cristo.
 
E Cristo não é apenas o único objetivo — Ele é também a única esperança. Quando eles virem a maravilha que é Jesus, a satisfação será redefinida. Ele substituirá a patética vaidade do dinheiro, o louvor ao homem, ou o enlevo emocional, ou o orgasmo em que estão a delimitar as suas vidas eternas neste momento. Só a Sua graça pode retirá-los dessas buscas arriscadas e prendê-los com segurança a Ele — cativos, mas satisfeitos.
 
Isto Ele fará por muitos. Tenham fé e não desistam.
 
Por: John Piper

terça-feira, 6 de março de 2012

Um Sumário do Evangelho Para Te Ajudar a Desfrutar Dele e Compartilhá-lo | John Piper

Deus Nos Criou Para Sua Glória

“Trazei meus filhos de longe e minhas filhas das extremidades da terra, todos os que são chamados pelo meu nome, que criei para a minha glória” (Isaías 43.6-7). Deus fez todos nós à sua própria imagem para que pudéssemos mostrar a imagem, ou refletir, seu caráter e beleza moral.

Cada Ser Humano Deve Viver Para a Glória de Deus

“Quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.” (1 Coríntios 10.31). A maneira para se viver para a glória de Deis é amá-lO (Mateus 22.37), confiar nEle (Romanos 4.20), ser grato a Ele (Salmo 50.3) e obedecê-lO (Mateus 5.16). Quando fazemos estas coisas, nós mostramos a imagem da glória de Deus.

Todos Nós Pecamos e Nos Afastamos da Glória de Deus

“Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3.23). “Embora conhecessem a Deus, não O glorificaram como Deus, nem Lhe deram graças... e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança de imagens” (Romanos 1.21-23). Nenhum de nós amou, ou confiou, ou foi grato ou obedeceu a Deus como devia.

Todos Nós Merecemos Punição Eterna

“Porque o salário do pecado é a (eterna) morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Romanos 6.23). Aqueles que não obedecem ao Senhor Jesus, “por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder” (2 Tessalonicenses 1.9). “E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.” (Mateus 25.46).

Na Sua Grande Misericórdia Deus Enviou Seu Filho Único Jesus Cristo Para Dar Aos Pecadores o Caminho para Vida Eterna

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3.16). “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós” (Gálatas 3.13). “Cristo também padeceu de uma vez por todas pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus” (1 Pedro 3.16).

A Vida Eterna é um Dom Gratuito a Todos Que Crerem em Cristo como Senhor e Salvador

“Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo” (Atos 16.31). “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus O ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (Romanos 10.9). “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8). “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gálatas 2.20).
Na busca do poder de Atos 1.8 com você.


Por John Piper (Desiring God)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Príncipes ou insetos? | Dr. Alderi Souza de Matos


Pregador: Dr. Alderi Souza de Matos
[Texto: Números 13.1-33]
na Igreja Presbiteriana Paulistana
no dia 06 de março de 2011

terça-feira, 6 de setembro de 2011

É imoral fazer sexo com animais?

 “Nem te deitarás com um animal, para te contaminares com ele; nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele; confusão é” (Levítico 18:23) 
 E se os cristãos não quisessem afirmar a imoralidade desse ato? Por que sequer incluí-la neste livro? 

Simples: o Novo Testamento não menciona a bestialidade. Ela é uma proibição do Antigo Testamento. Assim, a questão agora surge: a lei do Antigo Testamento ainda é moral e legalmente obrigatória para os membros da igreja? Existem muitos cristãos que dizem que as leis do Antigo Testamento não mais se aplicam aos cristãos, a menos que o Novo Testamento reafirme uma lei particular do Antigo Testamento. Mas o Novo Testamento não menciona essa proibição do Antigo Testamento. Devemos concluir que esse assunto é uma “questão moralmente aberta”? Mas Deus diz que a bestialidade requer a pena de morte: “Todo aquele que se deitar com animal, certamente morrerá” (Ex. 22:19). Por outro lado, se aceitamos o princípio de interpretação bíblica que todas as leis do Antigo Testamento ainda são completamente obrigatórias para os cristãos, a menos que uma passagem do Novo Testamento nos liberte da obrigação, então podemos dizer confiantes que tal ato é uma “abominação”. “Com nenhuma destas coisas vos contamineis; porque com todas estas coisas se contaminaram as nações que eu expulso de diante de vós. Por isso a terra está contaminada; e eu visito a sua iniqüidade, e a terra vomita os seus moradores” (Levítico 18:24-25)

Resposta Questionável “Todo o mundo sabe que tal ato é imoral. Os escritores do Novo Testamento assumiram que os cristãos saberiam isso. A luz da sabedoria redimida mostra isso a todos os cristãos. O Espírito não levaria os cristãos a tais coisas. Estamos moralmente obrigados, não legalmente, a obedecer tal proibição”. 

Minha Resposta: (Por: Felipe Sabino)

Estamos obrigados a obedecer a essa lei porque ela é universalmente reconhecida como má? Certamente não era assim reconhecida pelos canaanitas. 

E se os cristãos ganhassem influência política, não deveriam fazer com que tais práticas fossem ilegais, para que a terra não vomite uma população inteira? 

Estamos ligados a essa lei? Se sim, por quê? Por que ela é “lógica”? 

Lógica para quem? Por qual padrão? Ou por que “todos os homens justos sabem que não devem praticar tais atos”? Mas como mensuramos justiça à parte da proibição? 

Se estamos ligados a essa lei, então por que supostamente não estamos ligados as todas as leis do Antigo Testamento? 

O que dizer sobre casar com sua irmã ou irmão, ou uma tia ou tio? O Antigo Testamento proíbe tais casamentos (Levítico 18:6-18); o Novo Testamento não. 

Se a Palavra de Deus não é autoritativa, tanto no Antigo como no Novo Testamento, então o que é? 

A moralidade temporária de alguma nação ou igreja temporária? A moralidade temporária da humanidade? Como podemos entender o certo e o errado, se excluímos os preceitos legais do Antigo Testamento? Como podemos evitar a “situação ética” do humanismo? Como podemos salvar a nossa nação do julgamento de Deus? 

Para estudo adicional: Lv. 22:31-33; Mt. 5:17-20; 23:23; Rm. 8:3-4.

Por: Gary North
Fonte: 75 Bible Questions, Gary North, 89-90.
Extraido do: Monergismo.com
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Dez Razões Porque é Errado Tirar a Vida de Crianças que Ainda Não Nasceram

Isto não é uma defesa à humanidade da criança não-nascida. É um argumento de que, se a criança não-nascida é humana, não deve ser abortada. Existem alguns abortistas que acreditam que a criança não-nascida é um ser humano. Mas estes médicos fazem abortos regularmente de qualquer forma, pois acreditam que tirar uma vida inocente, mesmo sendo algo trágico, é justificável devido às circunstâncias que enfrentam mãe e filho. Alguns destes médicos querem ser cristãos e bíblicos, e não vêem que sua prática é errada. Escrevi este pequeno texto para que estes médicos reconsiderem.

1. O Senhor ordenou, “Não matarás” (Êxodo 20:13).

Eu tenho consciência de que alguns assassinatos são endossados na Bíblia. A palavra “matar” em Êxodo 20:13 é, em hebreu, “rahaz”. É usada 43 vezes no Antigo Testamento hebreu. Sempre significa violência, matança que na verdade é assassinato. Nunca é usada com o sentido de matar na guerra ou (com uma exceção, Números 35:27) em execuções judiciais. Existe uma diferença clara entre a morte legal (sentença de morte) e o assassinato ilegal. Por exemplo, em Números 35:19, “O vingador do sangue matará o homicida.” A palavra “matará” vem de “rahaz” que é proibida nos Dez Mandamentos. A expressão “sentença de morte” é uma expressão geral para descrever as execuções legais.

Quando a Bíblia fala de algum assassinato que seja justificado, está se referindo a Deus partilhar alguns de seus direitos com as autoridades civis. Quando o estado age como preservador da justiça e da paz enviado por Deus, tem o direito de “fazer debalde a espada” como é citado em Romanos 13:1-7. Este direito do estado sempre é exercido para punir o mal, nunca para atacar o inocente (Romanos 13:4).

Portanto, “não matarás,” é uma denúncia clara e retumbante da matança de inocentes crianças ainda não-nascidas.

2. A destruição da vida humana concebida — seja ela embrionária, fetal ou viável — é uma violação da obra única de formar as pessoas que só Deus faz.

Podemos citar alguma coisa das Escrituras relacionada ao que está acontecendo quando uma vida que está no ventre é abortada? Salmos 139:13 diz: “Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe.”

O mínimo que podemos extrair deste texto é que a formação da vida de uma pessoa no ventre é uma obra de Deus. Deus é quem “possui” e quem “cobre”, nesta passagem. Além do mais podemos dizer que a formação de vida no ventre não é um mero processo mecânico, é algo semelhante à tecelagem ou até mesmo ao tricô: “cobriste-me no ventre de minha mãe.” A vida da criança ainda não nascida é a tecelagem de Deus, e o que ele está tecendo é um ser humano a sua semelhança, diferente de qualquer outra criatura no universo.

A outra passagem, menos conhecida, está no livro de Jó. Ele atesta nunca ter rejeitado os pedidos de seus serviçais, mesmo que naquela cultura as pessoas considerassem os serviçais meros objetos. O que merece atenção aqui é como Jó argumenta.
Jó 31:13-15 diz: “13)Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando eles contendiam comigo; 14)Então que faria eu quando Deus se levantasse? E, inquirindo a causa, que lhe responderia? 15) Aquele que me formou no ventre não o fez também a ele? Ou na nos formou do mesmo modo na madre?”
O versículo 15 nos dá a razão pela qual Jó seria culpado se ele tratasse um de seus serviçais de maneira desigual. A questão não é realmente o fato de que um nasceu livre e o outro nasceu na escravidão. A questão é anterior ao nascimento. Quando Jó e seus serviçais estavam sendo formados no ventre, o encarregado por este trabalho era Deus. Esta é a premissa das palavras de Jó.

Então ambos, Salmo 139 e Jó 31, dão ênfase ao fato de ser Deus o principal trabalhador — cuidador, formador, tecelão, criador — no processo de gestação. Por que isso é importante? É importante porque Deus é o único capaz de criar uma pessoa. As mães e os pais podem contribuir com um óvulo impessoal e com esperma impessoal, mas apenas Deus cria uma pessoa independente. Então, quando as Escrituras dão ênfase ao fato de que Deus é o cuidador e formador no ventre, deve-se destacar que tudo que acontece no ventre é obra de Deus, que é a formação de uma pessoa. Do ponto de vista bíblico, a gestação é a obra de Deus para formar uma pessoa.

Podemos ter uma discussão sem fim sobre o que é uma pessoa completa. Mas podemos dizer com muita confiança: o que está acontecendo no ventre é a obra de Deus para formar uma pessoa, e somente Deus sabe quão profunda e misteriosa é a criação de uma pessoa. Portanto, é arbitrário e injustificado presumir que com relação a qualquer parte tecida desta pessoa, sua destruição não será uma agressão às prerrogativas de Deus o Criador.

Em outras palavras: a destruição de uma vida humana — seja ela embrionária, fetal ou viável — é uma agressão ao trabalho único de formar pessoas, feito por Deus. O aborto é uma agressão a Deus, não só ao homem. Deus faz seu trabalho único no ventre desde o momento da concepção. Este é o testemunho claro do Salmo 139:13 e de Jó 31:15.

3. O aborto está relacionado com o que a Bíblia condena repetidamente: “derramar o sangue dos inocentes.”

A expressão “sangue inocente” aparece cerca de 20 vezes na Bíblia. O contexto é sempre o mesmo: condena aqueles derramam o sangue ou adverte as pessoas para que não o façam. O sangue inocente inclui o sangue das crianças (Salmos 106:38). Jeremias coloca este assunto no contexto de estrangeiros, viúvas e órfãos: “Assim diz o Senhor: Exercei o juízo e a justiça, e livrai o espoliado da mão do opressor, e não oprimais ao estrangeiro nem ao órfão, nem à viúva; não façais violência, nem derrameis sangue inocentes neste lugar.” Com certeza o sangue da criança ainda não nascida é inocente.

4. A Bíblia freqüentemente expressa a alta prioridade que Deus coloca na proteção, abastecimento e defesa dos mais fracos e mais oprimidos membros da comunidade.

Por muitas e muitas vezes lemos sobre o estrangeiro, a viúva e o órfão. Esta é principal preocupação de Deus e deveria ser a principal preocupação de seu povo.

“O estrangeiro não afligirás, nem o oprimirás; pois estrangeiros fostes na terra do Egito. E nenhuma viúva ou órfão afligireis. Se de algum modo os afligires, e eles clamarem a mim, eu certamente ouvirei o seu clamor. E a minha ira se acenderá, e vos matarei à espada; e vossas mulheres ficarão viúvas, e vossos filhos órfãos” (Êxodo 22:21-24).

“Pai de órfãos e juiz de viúvas é Deus, no seu lugar santo” (Salmo 68:5).

“Fazei justiça ao pobre e ao órfão; justificai o aflito e o necessitado. Livrai o pobre e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios” (Salmos 82:3-4).

“Matam a viúva e o estrangeiro, e ao órfão tiram a vida.” “E trará sobre eles a sua própria iniqüidade; e os destruirá na sua própria malícia; o Senhor nosso Deus os destruirá” (Salmos 94: 6, 23).

5. Ao julgar uma vida humana difícil e trágica como mais maligna do que tirar uma vida, abortistas contradizem os ensinamentos bíblicos de que Deus ama mostrar seu poder de Graça através do sofrimento, não apenas ajudando as pessoas a evitarem o sofrimento.

Isso não quer dizer que devemos procurar o sofrimento para nós mesmos ou para os outros. Quer dizer que o sofrimento é retratado na Bíblia como necessário e ordenado por Deus, apesar de não agradar a Deus a difícil situação deste mundo arruinado (Romanos 8:20-25, Ezequiel 18:32), e especialmente aqueles que irão entrar no paraíso (Atos 14:22; Tessalonicenses 3:3-4) e vivem vidas de deuses (2 Timóteo 3:12). Este sofrimento nunca é visto como mera tragédia. Também é visto como meio para crescimento em Deus e meio para tornar-se forte nesta vida (Romanos 5:3-5; Tiago 1:3-4; Hebreus 12:3-11; 2 Coríntios 1:9; 4:7-12; 12:7-10), para tornar-se glorioso na vida que estará por vir (2 Coríntios 4:17; Romanos 8:18).

Quando abortistas argumentam que tirar uma vida é menos maldoso do que deixar sofrer, estão querendo ser mais sábios do que Deus, que nos ensinou que sua Graça é capaz de atos maravilhosos de amor através do sofrimento daqueles que vivem.

6. É um pecado justificar o aborto no fato de que todas estas crianças irão para o céu ou terão uma vida completa na sua ressurreição.

Esta é uma boa esperança quando o coração está partido por causa das penitências e está à procura de perdão. Mas é maldade justificar o ato de matar com a felicidade da eternidade daquele que irá morrer. A mesma justificativa poderia ser usada para matar crianças de 1 ano de idade, ou qualquer outra pessoa que acreditasse no paraíso. A Bíblia apresenta a seguinte questão: “Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde?” (Romanos 6:1). E também: “Façamos males para que venham bens?” (Romanos 3:8). Em ambos os casos ressoa um NÃO. É presunçoso tomar o lugar de Deus e querer controlar o céu ou o inferno. Nosso dever é obedecer a Deus, não querer ser Deus.

7. A Bíblia nos ordena a resgatar nosso vizinho da morte.

“Resgata aqueles que estão sendo levados pela morte; segure aqueles que se deparam com a matança. Se você disser, ‘Não sabemos disso’, será que Ele que conhece o coração das pessoas não irá perceber? Será que Ele, que vigia a sua alma, não saberá, e será que Ele não irá retribui o homem de acordo com o seu trabalho?”

Não existe razão cientifica, médica, social, moral ou religiosa para colocar a criança em uma classe tal que este texto não se aplique a ela. É uma desobediência a este texto abortar uma criança ainda não-nascida.

8. Abortar uma criança ainda não-nascida vai contra a repreensão de Jesus àqueles que desprezam as crianças como sendo não-dignas da atenção do Salvador.

“E traziam-lhe também meninos, para que ele lhes tocasse; e os discípulos, vendo isto repreendiam-nos. Mas Jesus, chamando-os para si, disse: ‘Deixai vir a mim os meninos, e não os impeçais porque dos tais é o reino de Deus’” (Lucas 18:15-16). A palavra meninos também é usada para denominar a criança não-nascida no ventre de Isabel em Lucas 1:41,44.

“E lançando mão de um menino, pô-lo no meio deles e, tomando-o nos seus braços, disse-lhes: ‘Qualquer que receber um destes meninos em meu nome, a mim me recebe; e qualquer que a mim me receber, recebe, não a mim, mas ao que me enviou” (Marcos 9:36-37).

9. Cabe somente a Deus, o Criador, dar ou tirar uma vida humana. Não é nosso direito pessoal fazer esta escolha.

Quando Jó ficou sabendo que todos os seus filhos tinham sido mortos, ele ajoelhou-se para adorar ao Senhor, e disse: “Nu sai do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor” (Jó, 1:21).

Quando Jó falou sobre vir do ventre de sua mãe, disse, “o Senhor deu.” E quando Jó falou em morrer, disse, “o Senhor o tomou.” Vida e morte são as prerrogativas de Deus. Ele é que dá e quem tira nesta vida. Não temos o direito de fazer escolhas pessoais sobre este assunto. Nosso dever é cuidar do que nos dá e usar isto em Sua glória.

10. Por fim, ter fé em Jesus Cristo traz o perdão e a consciência limpa e nos ajuda através da vida e para a eternidade. Cercados por um amor tão onipotente, cada seguidor de Jesus está livre da ganância e do medo que podem seduzir uma pessoa a procurar por estas verdades para obter riqueza e evitar a repreensão.

Por John Piper (Sobre Aborto)
Uma Parte da série Article
Tradução por Desiring God

sábado, 6 de agosto de 2011

Deus responde as orações dos descrentes?


Deus é soberano e pode optar por responder qualquer oração que Ele achar conveniente. Mas a Escritura indica claramente que Deus não ouve ou responde a todas as orações. Na verdade, a Escritura pelo menos quinze razões para a oração sem resposta. Deus não responde às as orações daqueles:


1) Quem tem motivos pessoais e egoístas.

Pedis e não recebeis, porque pedis mal, que você pode gastar em seus prazeres (Tiago 4:3).

2) Quem atender à iniqüidade em seus corações.

Se eu atender à iniqüidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá (Sl 66:18).

3) Quem permanecer no pecado.

Mas as vossas iniqüidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça (Isaías 59:2). Agora sabemos que Deus não ouve os pecadores, mas se alguém é temente a Deus e faz a Sua vontade, Ele ouve-o (João 9:31).

4) Quem oferecer um serviço indigno de Deus.

"Vocês estão apresentando alimentos contaminados no Meu altar. Mas vocês dizem: 'Como temos profanado? Em que você diz, "A mesa do SENHOR é para ser desprezado." Mas quando você apresenta o cego para o sacrifício, isso não é mau? E quando você apresenta o coxo ou o enfermo, não é o mal? Por que não oferecê-lo ao governador? Será que ele esteja satisfeito com você? Ou será que ele recebê-lo gentilmente? " diz o SENHOR dos Exércitos. "Mas agora você não vai suplicar o favor de Deus, que Ele possa ter misericórdia de nós? Com ​​tal oferta da sua parte, ele irá receber qualquer um de vocês gentilmente?" diz o SENHOR dos Exércitos.

5) Quem abandonar a Deus.

Assim diz o SENHOR acerca deste povo: Pois que tanto amaram o afastar-se e não detiveram os pés; por isso, o SENHOR se não agrada deles, mas agora se lembrará da maldade deles e visitará os seus pecados. Disse-me mais o SENHOR: Não rogues por este povo para bem. Quando jejuarem, não ouvirei o seu clamor e quando oferecerem holocaustos e ofertas de manjares, não me agradarei deles; antes, eu os consumirei pela espada, e pela fome, e pela peste. (Jr. 14,10-12)

6) Quem recusar o chamado de Deus.

Mas, porque clamei, e vós recusastes; porque estendi a minha mão, e não houve quem desse atenção; antes, rejeitastes todo o meu conselho e não quisestes a minha repreensão;
....Então, a mim clamarão, mas eu não responderei; de madrugada me buscarão, mas não me acharão. (Provérbios 1:24-25, 28).

7) Quem é que não vai acatar a lei de Deus.

O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável. (Provérbios 28:9). "Eles, porém, não quiseram escutar, e me deram o ombro rebelde, e ensurdeceram os seus ouvidos, para que não ouvissem. Sim, fizeram o seu coração duro como diamante, para que não ouvissem a lei, nem as palavras que o SENHOR dos Exércitos enviara pelo seu Espírito, mediante os profetas precedentes; donde veio a grande ira do SENHOR dos Exércitos. E aconteceu que, como ele clamou, e eles não ouviram, assim também eles clamarão, mas eu não ouvirei, diz o SENHOR dos Exércitos. (Zacarias 7:11-13).

8) Quem ouvidos moucos ao clamor dos pobres.

O que tapa o seu ouvido ao clamor do pobre também clamará e não será ouvido. (Provérbios 21:13).

9) Quem são violentos.

Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. (...) Mas as vossas iniqüidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça. Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos, de iniqüidade; os vossos lábios falam falsamente, e a vossa língua pronuncia perversidade. (Isaías 1:15; e 59:2-3)

10) Quem adorar os ídolos.

"Portanto, assim diz o SENHOR: Eis que trarei mal sobre eles, de que não poderão escapar, e clamarão a mim; e eu não os ouvirei. Então, irão as cidades de Judá e os habitantes de Jerusalém e clamarão aos deuses a que eles queimaram incenso; eles, porém, de nenhuma sorte, os livrarão no tempo do seu mal. Porque, segundo o número das tuas cidades, foram os teus deuses, ó Judá! E, segundo o número das ruas de Jerusalém, levantaste altares à impudência, altares para queimares incenso a Baal. Tu, pois, não ores por este povo, nem levantes por eles clamor nem oração; porque não os ouvirei no tempo em que eles clamarem a mim, por causa do seu mal."(...) "E disse-me: Viste, filho do homem? Verás ainda abominações maiores do que estas. E levou-me para o átrio interior da Casa do SENHOR, e eis que estavam à entrada do templo do SENHOR, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do SENHOR e com o rosto para o oriente; e eles adoravam o sol, virados para o oriente. Então, me disse: Viste, filho do homem? Há coisa mais leviana para a casa de Judá do que essas abominações, que fazem aqui? Havendo enchido a terra de violência, tornam a irritar-me; e ei-los a chegar o ramo ao seu nariz. Pelo que também eu procederei com furor; o meu olho não poupará, nem terei piedade; ainda que me gritem aos ouvidos com grande voz, eu não os ouvirei". (Jeremias 11:11-14, e Ezequiel 8:15-18).

11) Quem não tem fé.

Mas deixe-o pedir com fé, sem duvidar, pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. Não suponha tal homem que receberá do Senhor alguma coisa (Tiago 1:6-7).

12) Quem são os que vivem em hipocrisia.

Acautelai-vos, primeiramente, do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. (Lc 12:1b).

13) Quem são os orgulhosos de coração.

Antes, dá maior graça. Portanto, diz: Deus resiste aos soberbos, dá, porém, graça aos humildes. (...) Semelhantemente vós, jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. (Tiago 4:6, e 1 Pedro 5:5).

14) Quem são hipócritas.

"O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana e dou os dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado". (Lucas 18:11-14).

15) Quem maltrata o povo de Deus.

"Deste-me também o pescoço dos meus inimigos, para que eu pudesse destruir os que me aborrecem. Clamaram, mas não houve quem os livrasse; até ao SENHOR, mas ele não lhes respondeu. (Sl 18:40-41)" "Mic 3:2 A vós que aborreceis o bem e amais o mal, que arrancais a pele de cima deles e a sua carne de cima dos seus ossos, e que comeis a carne do meu povo, e lhes arrancais a pele, e lhes esmiuçais os ossos, e os repartis como para a panela e como carne do meio do caldeirão. Então, clamarão ao SENHOR, mas não os ouvirá, antes esconderá deles a sua face naquele tempo, visto que eles fizeram mal nas suas obras. (Miquéias 3:2-4)".
Então, Deus responde as orações dos descrentes? A sim estrito ou nenhuma resposta é difícil sem qualificação a resposta de várias maneiras. No entanto, vale ressaltar que os princípios acima mencionados representam algumas das principais características de um descrente. Assim, podemos dizer com segurança que, em geral, Deus não responde as orações de um: descrente.
Por: John MacArthur
Fonte: Grace To You
Tradução: Evandro Marinho