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terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Declarações da Posição das Igrejas Reformadas e o Abuso Sexual | Rev. Wes Bredenhof


Eu gostaria de saber menos sobre abuso sexual. Na minha vida pessoal e pastoral, aprendi muito sobre a realidade horrível que alguns humanos são capazes de fazer aos outros em busca de seus próprios prazeres. No entanto, o conhecimento que Deus providencialmente me concedeu tem me motivado a defender os abusados. Desenvolvi as seguintes declarações de posição com o intuito de conscientização e provocação de discussões em nossas comunidades reformadas.

Deixe-me, primeiramente, definir alguns termos. Em geral, abuso é uma conduta imprópria em relação a outra pessoa. Pode ser um evento único ou um padrão de comportamento. Em particular, abuso sexual é “a exploração sexual de uma pessoa ou qualquer intimidade sexual imposta a uma pessoa (física ou não). O abuso sexual de crianças pode incluir tirar proveito de uma criança que não é capaz de entender atos sexuais e nem de resistir à coerção, que pode vir na forma de ameaças ou de presentes. O abuso sexual inclui assédio por meio de comportamento verbal, ou físico de natureza sexual, provocado por um indivíduo visando uma pessoa, ou grupo de pessoas em particular, com a intenção de obter favores sexuais”. Essas definições vêm da Child Abuse Policy of the Free Reformed Church of Launceston [Política de Abuso Infantil da Igreja Reformada Livre de Launceston]. Além disso, o abuso sexual infantil ocorre quando as leis da idade de consentimento são violadas. No Canadá, por exemplo, a idade de consentimento é 16 anos [ou seja, essa é a idade mínima em que, outra pessoa acima ou na idade de consentimento está autorizada a exercer atividade sexual com ela].

Quando, abaixo, eu escrevo “igrejas reformadas”, refiro-me às igrejas com as quais estou mais familiarizado: as igrejas reformadas canadenses e as igrejas reformadas livres da Austrália. Isso não significa que outras igrejas reformadas não sejam afetadas, nem que todas as congregações individuais da CanRC e da FRC sejam igualmente afetadas. Estou simplesmente comentando da perspectiva de alguém familiarizado com essas federações da igreja.

DECLARAÇÕES DE POSIÇÃO

1. As igrejas reformadas devem condenar inequívoca e publicamente todas as formas de abuso
Embora devamos sempre acolher pecadores verdadeiramente arrependidos, nossas igrejas nunca devem dar a impressão de ser um porto seguro para abusadores. Em vez disso, nós devemos refletir o coração compassivo do nosso Deus para aqueles que são oprimidos e aflitos (Salmo 34.18). Além disso, nós devemos procurar criar um ambiente seguro e de cura em nossas igrejas para aqueles que sofreram abusos. Finalmente, nós devemos ser igreja onde a justiça e a retidão são mantidas, onde as vítimas não são mais abusadas e os criminosos são devidamente responsabilizados pelos seus pecados. Tudo isso começa com uma clara condenação do abuso, quando apropriado, em nossos sermões, artigos, etc.

2. O abuso sexual tem ocorrido em nossas igrejas
Embora eu não conheça qualquer dado oficial, evidências pessoais certamente indicam muitos casos de abuso sexual. Não se sabe se esses casos são desproporcionais à população em geral (certamente são dignos de um estudo competente). No entanto, com pesar, devemos admitir humildemente que isso aconteceu no passado. Poderíamos esperar que isso não mais acontecesse; porém, como as igrejas são constituídas de seres humanos pecadores e, também, de uma mistura de crentes e incrédulos (Confissão Belga, art. 29), devemos esperar, de modo real, ocorrências contínuas. No entanto, devemos fazer todo o possível para erradicar esse mal da igreja de Cristo.

3. Frequentemente há um vínculo entre abuso sexual e espiritualidade doentia
Vítimas de abuso frequentemente lutam em seu relacionamento com Deus. Devido ao mal terrível infligido a eles (geralmente quando bem jovens), eles podem questionar a bondade, o amor e a providência de Deus. Se eles foram abusados pelo pai ou por uma figura de autoridade, eles podem ter dificuldade em se relacionar com Deus como um Pai amoroso. Eles podem também ter dificuldades em entender, e se apossarem do ensinamento bíblico sobre sexualidade, família e estruturas de autoridade matrimonial. As consequências espirituais do abuso podem ser profundas e aumentar a culpa carregada pelos agressores.

4. Frequentemente há um vínculo entre abuso sexual e problemas de saúde mental
O abuso sexual é uma forma de trauma. É uma atrocidade que pode esmagar quem a experimentou. Qualquer tipo de trauma pode ter implicações na saúde mental. Depressão, ansiedade, automutilação, distúrbios de personalidade múltipla, vícios e outros efeitos podem resultar do abuso sexual, especialmente se não abordado. Esses problemas de saúde mental também podem apresentar desafios à saúde espiritual de uma vítima de abuso sexual.

5. Há um vínculo entre pornografia e abuso sexual contra crianças e cônjuges
Em geral, a pornografia torna pessoas em objetos como um meio de gratificação sexual. Isso predispõe um indivíduo que usa pornografia a ser um abusador. Esse efeito é agravado pela maneira como o uso da pornografia mergulha em níveis cada vez mais depravados. A extensa disponibilidade de pornografia violenta e abusiva aumenta, comprovadamente, o predomínio do abuso sexual. Consequentemente, as igrejas reformadas devem se manifestar sobre os perigos da pornografia, bem como fornecer recursos para que seus membros escapem da escravidão desse pecado.

6. Ao pregar e ensinar o Quinto Mandamento, as igrejas reformadas também devem abordar o abuso de autoridade
Evidências pessoais relatam que, algumas vezes, abusadores invocam o Quinto Mandamento (“honra teu pai e tua mãe”) como forma de justificar e continuar seus abusos. Igrejas reformadas regularmente pregam o Quinto Mandamento (com o Dia do Senhor 39 do Catecismo de Heidelberg) e devem aproveitar a oportunidade para enfatizar que esta lei não tolera comportamentos abusivos. Devemos deixar claro que o abuso é contrário à vontade de Deus; e que os abusadores que usam a lei de Deus para se justificar são duplamente condenados.

7. As igrejas reformadas devem desenvolver políticas de abuso para lidar com abusos do passado e prevenir futuros abusos
Quando colocamos as coisas no papel, indicamos que as levamos a sério. Uma questão tão importante quanto o abuso sexual não deve ser negligenciada. Embora nem todas as circunstâncias possam ser previstas, algumas diretrizes gerais para líderes e membros da igreja podem ajudar bastante a lidar efetivamente com abusos recentes na igreja. Além disso, políticas para impedir futuros abusos também devem estar em vigor como uma questão de devida diligência na proteção das ovelhas e cordeiros do rebanho de Deus.

8. Qualquer igreja local que facilite o abuso, acobertando-o ou recusando-se a denunciá-lo, põe em questão seu status de verdadeira Igreja de Cristo
Uma das marcas da verdadeira igreja é o fiel exercício da disciplina. Se uma igreja local permite que o abuso permaneça encoberto, em vez de atribuir a esse pecado a maior gravidade que existe, ela está dramaticamente longe dessa marca. Se os oficiais de uma igreja se recusam a denunciar abusos às autoridades apropriadas, eles também mostram uma falha significativa em lidar adequadamente com o pecado. Uma igreja verdadeira leva a sério os pecados sérios e os trata de acordo, tanto pelas chaves do reino dos céus quanto pela cooperação com as autoridades civis, quando apropriado.

9. Há esperança para os abusadores e os abusados no evangelho do Senhor Jesus Cristo
Para aqueles que sofreram abusos, as feridas podem ser saradas. Eles podem ser curados quando o bálsamo do evangelho é aplicado, assim, aprendemos a entender melhor a insondável graça de Deus para conosco e para com os outros. Os autores de abusos no passado também podem encontrar ajuda e cura na cruz. Se eles verdadeiramente se arrependerem dos seus pecados, se eles forem humildes e honestos, se eles olharem apenas para Cristo como sua justiça, eles poderão receber perdão de um Deus gracioso e uma mudança significativa em suas vidas pelo poder do Espírito Santo. No entanto, isso de forma alguma diminui as consequências pessoais, criminais ou eclesiásticas desse pecado.


NOTAS:
[1] Extraído de https://yinkahdinay.wordpress.com/2018/10/30/position-statements-on-reformed-churches-and-sexual-abuse/
[2] Nota do autor: eu não reivindico exaustividade a essas declarações, nem afirmo que elas são a melhor e final maneira de enquadrar os problemas abordados. Se outros desejarem melhorá-las, certamente serão bem-vindos.

Tradução de Daniel Tanure
Revisado por Rev Ewerton B. Tokashiki
Fonte: Estudantes de Teologia
Caso você use qualquer artigo deste site, por favor, cite o link 

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

PORNOGRAFIA | Rev. Augustus Nicodemus Lopes



Fonte: Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
Publicado em 2 de ago de 2017 - Culto Matutino, 30/08/2017.
Classe Única na Escola Dominical.

Tema: Pornografia
Por: Rev. Augustus Nicodemus Lopes

terça-feira, 28 de junho de 2016

12 Perguntas Que Um Cristão Deve Fazer Antes De Assistir Game Of Thrones | Por John Piper


Pastor John, você acredita que haja alguma diferença entre nudez de filmes e a nudez em pornografia? Eu conheço vários cristãos que são contra pornografia, mas eles não tem problema algum em assistir filmes ou programas de TV que apresentem nudez gráfica.” Uma jovem mulher chamada Emily recentemente enviou essa pergunta ao “Ask Pastor John”.

Um dia depois, Adam enviou a seguinte pergunta: “Pastor John, o que o senhor diria a um cristão que assiste o programa Game of Thrones“? É um programa de TV com classificação adulta, e se tornou infame por causa da nudez e de cenas de sexo explícito, também por cenas de estupro e violência sexual contra as mulheres. Game of Thrones é agora a série mais popular na história da HBO, com uma audiência média de mais de 18 milhões de telespectadores.

A seguir está uma transcrição ligeiramente editada da resposta de John Piper nesse episódio de “Ask Pastor John”.

Quanto mais perto fico de morrer, de encontrar Jesus pessoalmente (face a face) e de prestar contas da minha vida e das palavras mal-pensadas que eu falei (Mateus 12:36), mais certeza eu tenho da minha decisão de nunca olhar intencionalmente para um programa de TV, um filme, website ou revistas onde eu saiba que irei ver fotos ou filmes de nudez. Nunca. Essa é minha decisão. E quanto mais perto fico da morte, melhor me sinto quanto a isso, e mais dedicado eu me torno.

Francamente, eu quero convidar todos os cristãos a se juntarem a mim nesta busca de uma maior pureza de coração e mente. Em nossos dias, quando o entretenimento da mídia tornou-se praticamente a língua comum do mundo, isto soa como um convite para ser um alienígena. E eu acredito com todo meu coração que o que o mundo precisa é de alienígenas radicalmente destacados, com sacrifício amoroso, apaixonados por Deus. Em outras palavras, estou convidando você para dizer não ao mundo para o bem do próprio mundo.

O mundo não precisa de mais gente legal e “culturalmente esclarecida”, ou seja, de cópias irrelevantes de si mesmo. Isso é um erro que tem enganado milhares de jovens cristãos. Eles pensam que têm de ser descolados, legais, esclarecidos, culturalmente conscientes, observando tudo para não serem bizarros. E isso é o que está desfazendo-os moralmente e desfazendo os seus testemunhos.

Então aqui estão 12 perguntas para se pensar, ou 12 razões porque estou comprometido a uma abstenção de tudo que eu sei que irá me apresentar nudez.

1 – Será que estou recrucificando a Cristo?

Cristo morreu para purificar seu povo. É uma falsificação absoluta da Cruz tratá-la como se Jesus morresse somente para nos perdoar do pecado de assistir a nudez, e não para nos purificar e dar-nos o poder de não vê-la.

Ele tem poder (comprado pelo sangue de Sua cruz). Ele morreu para nos fazer puros. Ele “entregou a si mesmo, por nós, para nos remir de toda iniquidade e purificar para si um povo para sua própria posse” (Tito 2:14). Se escolhemos endossar, abraçar, desfrutar ou buscar a impureza, é como se tomássemos uma lança e perfurássemos o lado de Jesus cada vez que fizéssemos isso. Ele sofreu para nos libertar da impureza.

2 – Será que isso expressa ou favorece a minha santidade?

Na Bíblia, do início ao fim, há um chamado radical à santidade – a santidade da mente, do coração e da vida. “Como aquele que vos chamou é santo, vós também sejam santos em todo o vosso procedimento” (1 Pedro 1:15). Ou 2 Coríntios 7: 1, “Uma vez que temos essas promessas, amados, purifiquemo-nos de toda contaminação de corpo e espírito, trazendo santidade para o acabamento no temor de Deus” A nudez em filmes e fotografias não é santa e não faz avançar a nossa santidade. É profana e impura.

3 – Quando irei lançar fora meu olho, se não agora?

Jesus disse que todo aquele que olha para uma mulher com intenção concupiscente já cometeu adultério com ela em seu coração. Se seu olho direito te leva a pecar, arranque-o e jogue-o fora (Mateus 5:28-29). Ver mulheres nuas – ou homens nus – leva um homem ou uma mulher a pecar com suas mentes e seus desejos, e frequentemente com seus corpos. Se Jesus nos ordenou guardar nossos corações, ao arrancar nossos olhos para prevenir a concupiscência, seria certo que Ele também diria: “Não assista a isso!”.

4 – Não é satisfatório pensar naquilo que é honroso?

A vida em Cristo não é apenas evitar o mal, mas principalmente buscar de forma ardente o bem. Lembre-se de Filipenses 4:18, “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.”

Minha vida não é uma vida forçada. É livre. “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor.” (Gálatas 5:13)

5 – Estou buscando ver a Deus?

Eu quero ver e conhecer a Deus, tanto quanto possível nesta vida e na ressurreição. Assistir a nudez é um enorme obstáculo nessa busca. “Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus” (Mateus 5: 8). A contaminação da mente e do coração, observando nudez entorpece a capacidade do coração de ver e desfrutar a Deus. Eu desafio qualquer um a ver nudez e logo após ir diretamente a Deus, orando, dando-lhe graças por causa do que acabou de experimentar.

6 – Será que eu me importo com as almas daqueles que aparecem nus?

Deus chama às mulheres a se vestirem de uma maneira respeitável, com modéstia e auto-controle (1 Timóteo 2:9). Quando buscamos, recebemos ou embraçamos a nudez em nosso entretenimento, estamos implicitamente endossando o pecado das mulheres que se vendem dessa maneira e, portanto, sendo negligentes quanto a suas almas. Elas desobedecem 1 Timóteo 2:9, e nós dizemos que está tudo bem.

7 – Eu ficaria feliz se fosse uma filha minha interpretando o papel?

A maioria dos cristãos são hipócritas ao assistirem nudez, porque, pelo fato de assistirem, por um lado eles dizem que isso é bom, e, por outro lado, lá no fundo eles sabem que eles não iriam querer que sua filha, esposa ou namorada estivessem interpretando esse papel. Isso é hipocrisia.

8 – Será que eu estou dizendo que a nudez pode ser fingida?

A nudez não é como o assassinato e a violência na tela. A violência na televisão é de faz-de-conta; ninguém realmente morre. Mas a nudez não é faz-de-conta. Essas atrizes estão realmente nuas na frente da câmera, fazendo exatamente o que o diretor pede para elas fazerem com as pernas, as mãos e os seios. E elas estão nuas para que milhões de pessoas possam ver.

9 – Será que eu estou comprometendo a beleza do sexo?

Sexo é uma coisa bonita. Deus o criou e o declarou como “bom” (1 Timóteo 4: 3). Mas não é um esporte para um espectador assistir. É uma alegria santa que é sagrada em seu lugar devido, de um amor terno e seguro. Homens e mulheres que querem ser assistidos na sua nudez estão na categoria de exibicionistas que puxam suas calças para baixo em lugares públicos.

10 – Será que eu estou dizendo que a nudez é necessária para que haja Boa Arte?

Não há um grande filme ou uma grande série de televisão que realmente precise de nudez para adicionar à sua grandeza. Não. Não existe. Existem formas criativas para ser fiel à realidade sem transformar o sexo em um esporte de espectador e sem colocar atores e atrizes em situações moralmente comprometedoras no set.

Não é a integridade artística que está dirigindo a nudez na tela. Debaixo de toda a superfície, o apetite sexual masculino é o verdadeiro motor deste negócio, e, como consequência, a pressão da indústria e do desejo de classificações que as vendem. Não é a arte que coloca a nudez no filme, é o apelo à lascívia. Este sim vende.

11 – Será que eu estou implorando por aceitação?

Os cristãos não vêem nudez principalmente por ter como propósito maximizar a santidade. Mas isso, aparentemente, não impede que eles voltem a assisti-los. No fundo eles sabem que estes filmes e programas de televisão estão cheios de elogios e exaltações a atitudes que estão totalmente fora de sintonia com a morte do “eu” e com a exaltação de Cristo.

Não, o que faz os cristãos voltarem a ver esses programas é o medo de que, se levarem Cristo a sério em Sua palavra e considerarem a santidade um assunto tão sério como estou dizendo que é, eles teriam que parar de ver tantos programas de televisão e tantos filmes, que eles seriam vistos como bizarros. E, hoje em dia, esse é o pior de todos os males. Ser visto como bizarro é um mal muito maior do que ser profano.

12 – Será que eu sou livre da dúvida?

Há uma orientação bíblica que torna a vida muito simples: “Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado.“(Romanos 14:32). Minha paráfrase: Se você tem dúvidas, não faça. Se isso fosse seguido, os hábitos de visão de milhões de pessoas seriam alterados, e, oh, quão tranquilamente eles iriam dormir com as suas consciências.

Então eu digo novamente: Junte-se a mim na busca do tipo de pureza que vê a Deus, e conhece a plenitude da alegria em sua presença e do prazer eterno à sua mão direita.

Resposta dada pelo Pastor John Piper
Traduzido por Erving Ximendes

sexta-feira, 5 de junho de 2015

O que estão ensinando aos nossos filhos? | Solano Portela




Uma análise com o Pb. Solano Portela sobre a pedagogia contemporânea e a resposta de uma educação escolar cristã.

O que nossos filhos estão aprendendo em sala de aula?
Qual o motivo do Brasil estar caindo ano após ano no ranking da educação mundial?
Por que os pais cristãos devem ficar atentos com o que está sendo ensinado?


Fonte: Igreja Presbiteriana Aliança Limeira

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

La Adoración Familiar | Joel Beeke (Español - English)

Por: Joel Beeke
V Convención de Pastores Reformados de Colombia en Cartagena (Febrero 2015), bajo la traducción del Pastor Eduar Fergusson.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Sua família pode ser mais feliz | Pr. Renato Vargens [1/2]


Pr. Renato Vargens. Palestras: [][]
1º Congresso da Família
Tema: A família de Deus e o Deus da família
Local:  Igreja Batista Betel de Mesquita

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Uma Carta ao Meu Filho, com Amor » Josafá Vasconcelos

Esta carta eu escrevi ao meu filho que se envolveu emocionalmente com uma moça descrente quando jovem. Na época minha esposa e eu ficamos muito preocupados e iniciamos uma batalha pela salvação de sua alma. Graças ao Senhor ele considerou a Palavra de Deus, e, por Sua misericórdia, libertou o meu amado filho de cair na “linsonja da mulher estranha”. Hoje ele está casado com uma serva de Deus. Publico esta carta para advertir aos jovens que estão no mesmo envolvimento e encorajá-os a ouvirem a voz do Salvador. — Josafá Vasconcelos

Fonte: Os Puritanos

sábado, 22 de fevereiro de 2014

10 homens com quem uma mulher cristã não deve casar-se | J. Lee Grady

dezhomensmulheresnãocasar_480x252pxMinha esposa e eu criamos quatro filhas – sem espingardas em casa! – e três delas já se casaram. Nós amamos nossos genros, e é óbvio que Deus escolheu a dedo cada um deles para combinar com os temperamentos e personalidades das nossas filhas.

Eu sempre achei que Deus gosta de agir como “casamenteiro”. Se Ele pôde fazer isso por minhas filhas, Ele pode fazer por você.

Hoje, eu conheço muitas amigas solteiras que gostariam bastante de encontrar o cara certo. Algumas me dizem que as opções são escassas em suas igrejas, então, estão se aventurado no mundo dos encontros online. Outras desistem em desespero, imaginando se ainda resta algum cristão decente por aí. Elas começam a questionar se deveriam baixar seus padrões para encontrar um par.

Meu conselho permanece: não se conforme com menos que o melhor de Deus. Muitas cristãs têm terminado com um Ismael porque a impaciência as empurrou para um casamento infeliz. Por favor, aceite meu conselho paternal: você está muito melhor solteira do que com o cara errado!

Falando de “caras errados”, aqui estão os 10 tipos principais de homens que você deveria evitar ao procurar por um marido:

1. O incrédulo. Por favor, escreva 2 Coríntios 6.14 em um post-it e cole-o em seu computador do trabalho. O texto diz: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?”.. Essa não é uma regra religiosa antiquada. É a Palavra de Deus para você hoje.

Não permita que o charme, o visual ou sucesso financeiro de um homem (ou a disposição dele de ir à igreja com você) te leve a comprometer o que você sabe que é certo. “Namoro missionário” nunca é uma estratégia sábia. Se o rapaz não é um cristão regenerado, risque-o da sua lista. Ele não é o certo para você. Ainda estou para encontrar uma mulher cristã que não se arrependeu de casar-se com um incrédulo.

2. O mentiroso. Se você descobrir que o homem com quem você namora tem mentido sobre o passado, ou que está sempre cobrindo seus rastros para esconder segredos de você, fuja para a saída mais próxima. Casamento deve ser construído sobre um fundamento de confiança. Se ele não pode ser confiável, termine agora antes que ele te engane com uma decepção ainda maior.

3. O playboy. Eu queria poder dizer que se você encontra um cara legal na igreja, pode assumir que ele vive em pureza sexual. Mas esse não é o caso hoje. Tenho ouvido histórias tenebrosas sobre solteiros que servem na equipe de música no domingo, mas agem como Casanovas durante a semana. Se você se casa com alguém que estava dormindo por aí antes do seu casamento, pode ter certeza de que ele estará dormindo por aí depois do casamento.

4. O caloteiro. Há muitos cristãos firmes que experimentaram o fracasso conjugal anos atrás. Desde o divórcio, eles vêm experimentando a restauração do Espírito Santo e, agora, desejam casar-se novamente. Segundos casamentos podem ser muitos felizes. Mas se você descobre que o homem com quem namora não tem cuidado de seus filhos de um casamento anterior, uma falha falta foi exposta. Qualquer homem que não pague por seus erros do passado ou sustente filhos de um casamento anterior não tratará você com responsabilidade.

5. O viciado. Homens de igreja que têm vícios com álcool ou drogas aprendem a esconder seus problemas – mas você não quer esperar até sua lua-de-mel para descobrir que ele é um bebum. Nunca se case com um homem que se recusa a pedir ajuda por seu vício. Insista que ele consiga ajuda profissional e afaste-se. E não entre em um relacionamento codependente em que ele afirma que precisa de você para ficar sóbrio. Você não pode consertá-lo.

6. O vagal. Eu tenho uma amiga que percebeu depois de casar-se com o namorado que ele não tinha planos de arrumar um emprego fixo. Ele tinha elaborado uma ótima estratégia: ele ficaria em casa o dia todo e jogaria videogame, enquanto sua esposa trabalhadora labutava e pagava todas as contas. O apóstolo Paulo disse aos tessalonicenses: “Se alguém não quiser trabalhar, não coma também.” (2 Ts 3.10) A mesma regra aplica-se aqui: se um homem não quer trabalhar, não merece casar com você.

7. O narcisista. Eu sinceramente espero que você encontre um rapaz que é bonito. Mas, seja cuidadosa: se seu namorado gasta seis horas por dia na academia e regularmente posta fotos de seus bíceps no Facebook, você tem um problema. Não se apaixone por um cara egocêntrico.  Ele pode ser bonito, mas um homem que está apaixonado pela aparência e por suas próprias necessidades jamais conseguirá te amar sacrificialmente, como Cristo ama a igreja (Ef 5.25). O homem que está sempre se olhando no espelho nunca perceberá você.

8. O abusador. Homens com tendências abusivas não conseguem controlar sua raiva quando a situação esquenta. Se o rapaz que você namora tem a tendência de perder as estribeiras, seja com você ou com outros, não fique tentada a racionalizar seu comportamento. Ele tem um problema e, se você se casar com ele, terá de navegar por esse campo minado todos os dias evitando desencadear outra explosão.  Homens irritados machucam mulheres – verbal e, às vezes, fisicamente. Procure um homem que seja gentil.

9. O crianção. Pode chamar-me de antiquado, mas eu suspeito de alguém de 35 anos que vive com seus pais. Se sua mãe ainda está fazendo a comida, a limpeza e passando as roupas dele, pode ter certeza de que ele está parado no tempo. Você está pedindo pro problemas se acha que pode ser esposa de um cara que não cresceu. Recue e, como amiga, encoraje-o a encontrar um mentor que possa ajudá-lo a amadurecer.

10. O controlador. Alguns cristãos pensam que casamento se trata de superioridade masculina. Eles podem citar a Escritura e soar super-espirituais, mas, por trás da fachada de autoridade há profunda insegurança e orgulho que pode transformar-se em abuso espiritual. Primeira Pedro 3.7 manda que os maridos tratem suas esposas como semelhantes. Se o homem com quem você namora te rebaixa, faz comentários degradantes sobre mulheres ou parece esmagar seus dons espirituais, recue agora. O poder lhe subiu à cabeça. Mulheres que casam com controladores religiosos frequentemente terminam em um pesadelo de depressão.

Se você é uma mulher de Deus, não venda sua primogenitura espiritual casando-se com um rapaz que não merece você. A melhor decisão que você pode tomar na vida é esperar por um homem que se entregou a Jesus.

J. Lee Grady

Imagem Créditos: Bereanos

Traduzido por Josaías Jr | Reforma21.org | Original aqui.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Pastoreando os Indolentes | Owen Strachan

negligencia-indolenciaÉ um lugar-comum: o jovem seminarista inicia seu primeiro pastorado. Ele está preparado para sofrer, transbordando de convicção teológica, desejoso de amar as pessoas. Ele está pronto a encontrar o diabo no campo de batalha. Os sermões do ano inteiro estão planejados. Ele está sonhando alto, orando muito e pronto para começar.

Então, ele se depara com torpor. Indiferença. Preguiça espiritual.

Em sua autobiografia The Pastor [N.T.: publicado no Brasil com o título Memórias de um Pastor], Eugene Peterson reflete sobre isso. Em seus primeiros dias, a igreja que ele plantava produziu “uns poucos santos maduros que sabiam como orar e ouvir e perseverar”, mas também “um considerável número de pessoas que praticamente só frequentavam os cultos” (128). Eles eram “os indiferentes”, e havia muitos deles.

Em tal situação, ao encarar a letargia espiritual em uma congregação, o que um pastor deveria fazer?

Diagnosticando o Problema

Primeiro, ele deveria pensar cuidadosamente, e não reflexivamente, acerca dos fatores que podem estar contribuindo para essa triste situação. Aqui estão alguns dos principais.

Uma Cultura de Baixas Expectativas

Muitos leitores do 9Marks estão familiarizados com o que aconteceu no evangelicalismo americano no final do século XIX e início do século XX. Por várias razões, muitas igrejas aderiram a um modelo mais pragmático, empresarial e voltado para o consumidor. Esse modelo era bom em atrair as pessoas, mas não em engajá-las.

Adivinha? Se você trata as pessoas como consumidoras, é assim que elas agirão. Se você as recruta para serem espectadoras, é isso que elas serão. É assim que um bom número de frequentadores de igreja americanos se encontra hoje.

Uma Fraca Membresia de Igreja

Seguindo de perto o ponto anterior, muitos caras da metade para o fim do século XX de fato aderiram a igrejas. A explosão evangélica do pós-guerra – narrada na vindoura biografia de Billy Graham, por Grant Wacker, e em obras seminais como Revive Us Again(Oxford, 1997), de Joel Carpenter – conduziu a um enorme aumento na frequência e na membresia das igrejas nos anos 1950.  Todavia, a cultura de igreja mencionada anteriormente fez com que muitas pessoas não estivessem treinadas para ver a sua lealdade congregacional como algo significativo ou, eu ousaria dizer, custoso.

Em um bom número de comunidades, você se filiava ao Kiwanis Club, ao Rotary, à Junior League e a uma igreja. Não é que a participação na igreja fosse um ritual vazio; um bom número de caras foi genuinamente convertido nesse período. Porém, muitos membros de igreja não foram treinados para pensar na igreja como a “verdadeira cultura”, como Stanley Hauerwas defendeu, mas, ao invés disso, como parte da cultura em sentido mais amplo.

A Pecaminosidade Natural do Homem

Os dois pontos anteriores são o que poderíamos chamar de “problemas legados”. Essas são realidades que moldaram muitas das igrejas existentes nas quais os pastores entram hoje. Mas há também problemas menos culturais e mais nativos que inclinam os caras das igrejas para a passividade e a preguiça.

O nosso movimento evangélico moderno, particularmente o ramo do amor gracioso (do qual eu sou um participante entusiasmado), possui uma tendência de tomar um texto bíblico, talvez um ancorado na misericórdia de Deus mas com algumas arestas pontiagudas, e então suavizar tudo. Fazer dele um evangelho diluído.

Com efeito, nós deveríamos ler toda a Escritura com lentes teológicas, e com Cristo no centro. Mas, se não estivermos em sintonia com a real ênfase e estilo dos autores bíblicos (e não com um malfeito e descuidado pastiche de sua obra), passagens como Tito 1.10-16 podem soar muito ásperas aos nossos ouvidos modernos:

Porque existem muitos insubordinados, palradores frívolos e enganadores, especialmente os da circuncisão. É preciso fazê-los calar, porque andam pervertendo casas inteiras, ensinando o que não devem, por torpe ganância. Foi mesmo, dentre eles, um seu profeta, que disse: Cretenses, sempre mentirosos, feras terríveis, ventres preguiçosos. Tal testemunho é exato. Portanto, repreende-os severamente, para que sejam sadios na fé e não se ocupem com fábulas judaicas, nem com mandamentos de homens desviados da verdade. Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro. Porque tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas. No tocante a Deus, professam conhecê-lo; entretanto, o negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra.

Paulo conhecia as glórias da graça em primeira mão e, contudo, ele poderosamente condena a cultura de preguiça que havia em Creta. Ele não se deteve. Ele deixou claro que havia naquela região tendências para a indolência. Ele também deixou claro que a preguiça e o fracasso em seguir o Senhor de todo o coração e em engajar-se na missão de Deus são pecados vergonhosos. Tais comportamentos são também perigosos, pois a passividade indolente deixa as pessoas vulneráveis ao falso ensino, particularmente o ensino orientado para o lucro egoísta.

Fatores Invisíveis:

Desencorajamento, Dor, Necessidade de Investimento

Indolência espiritual é um pecado. Esse é o nosso ponto de partida para lidarmos com ela. Além dessa verdade, contudo, quais são alguns possíveis problemas que se põem como obstáculos ao envolvimento significativo da igreja?

  • Uma cultura de liderança áspera ou opressora pode haver ferido membros frágeis.
  • Os modelos não bíblicos para a vida da igreja mencionados acima podem haver genuinamente convencido as pessoas de que elas devem gastar pouca energia na igreja. E se as pessoas gastam pouca energia na igreja, elas dificilmente agirão com ousadia piedosa em outras áreas da vida.
  • Alguns caras podem ter um desejo de se envolver na obra do evangelho na igreja local, mas não têm a menor ideia de por onde começar. Eles precisam ser mentoreados e discipulados. Em muitas igrejas, se você perguntar aos membros sobre quantos deles foram pessoalmente treinados por um líder de igreja em qualquer momento de sua membresia – alguns estão lá por décadas –, eu aposto que o número de respostas negativas iria chocar muitos de nós.
  • De modo similar, algumas pessoas precisam de encorajamento. Elas genuinamente (e erradamente) não acham que possam servir a igreja.
  • Alguns caras vêm de tradições que corretamente respeitam a liderança da igreja, mas erradamente obscurecem o “sacerdócio de todos os santos”. Eles pensam que apenas o clero pode servir ao Senhor.

Fonte: Ministério Fiel

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

10 razões pelas quais nossos jovens deixam a igreja | Marc Yoder

Todos nós sabemos quem eles são: as crianças criadas na igreja. Eram as estrelas do dois-caminhosgrupo de jovens. Talvez tenham cantado na equipe de louvor ou lideraram o culto. E então… eles terminam o ensino médio e saem da igreja. O que aconteceu?

Isso parece acontecer com tanta frequência que eu quis descobrir mais sobre isso, falar com esses jovens e obter algumas respostas honestas. Eu trabalho em uma cidade principalmente universitária, cheia de jovens em seus 20 anos. Grande parte deles foram criados em típicas igrejas evangélicas. Quase todos eles saíram da igreja sem intenção de voltar.

Eu gasto algum tempo com eles e é preciso muito pouco para fazê-los desabafar, e eu fico feliz em ouvir. Então, depois de muitas horas gastas em cafeterias e depois de pagar alguns almoços, aqui temos os pensamentos mais comuns obtidos através dezenas de conversas. Espero que alguns deles te façam ficar com raiva. Não com a mensagem, mas com o fracasso do nossa substituição pragmática do evangelho da cruz pelo evangelho da glória americanizado. Isso não é um texto negativo de “paulada na igreja”. Eu amo a igreja, e quero ver o evangelicalismo Americano se voltar ao Evangelho de arrependimento e fé em Cristo para o perdão de pecados; não apenas como algo na página “em que cremos” do nosso website, mas como o cerne do que pregamos dos nossos púlpitos para as nossas crianças, nossos jovens e nossos adultos.

Os fatos

As estatísticas [N.T.: referentes aos Estados Unidos, país do autor] são assustadoras: 70% dos jovens param de frequentar a igreja quando terminam o ensino médio. Quase uma década depois, cerca de metade desses retornam à igreja.

Metade.

Pense um pouco nisso.

Não há uma forma fácil de dizer isso: a igreja evangélica americana perdeu, e está perdendo, a certamente irá continuar perdendo, NOSSOS JOVENS.

Apesar de toda a conversa de “nosso melhor recurso”, “nosso tesouro”, e das multimilionárias imitações do Starbucks que construímos e das bandas de rock que tocam nelas… a igreja está deixando os jovens na mão.

Terrivelmente.

O top 10 de razões pelas quais estamos perdendo nossos jovens:

10. A igreja é “Relevante”

Você não leu errado, eu não disse irrelevante, eu disse RELEVANTE. Nós pegamos a fé histórica, 2 mil anos de fé antiga, a vestimos de xadrez e calças jeans skinny e tentando vender isso como “legal” para nos nossos jovens. Isso não é legal. Isso não é moderno. O que estamos entregando é uma imitação barata do mundo que fomos chamamos para evangelizar.

Como diz o ditado, “Quando o navio está no mar, está tudo bem. Quando o mar entra no navio, aí você tem problemas”.

Não estou me queixando sobre “mundanismo” como um bicho-papão pietista, eu estou falando do fato que nós bocejamos por causa da leitura de um texto bíblico de 5 minutos, mas quase tropeçamos ao correr para bajular uma subcelebridade ou atleta qualquer que faz alguma vaga referência sobre ser cristão.

Nós somos como bajuladores em potencial, apenas esperando que o mundo ache que nós somos legais também, tipo como vocês são, cara!

Nossos jovens conhecem o mundo real e a nossa pose de “olhe como somos legais como você” é facilmente ridicularizada. Em nosso esforço para ser “como eles” nós nos tornamos menos do que realmente somos. O pastor de meia idade tentando parecer que tem 20 e poucos não é relevante. Vista-o com calça jeans skinny e bote na sua mão um café, não faz diferença. Isso não é relevante, é comicamente clichê. No momento em que você tenta ser “autêntico”, você não é mais autêntico!

9. Eles nunca frequentaram uma igreja, para começo de conversa

De um berçário com tema de Arca de Noé, para um painel eletrônico de estádio de futebol no acampamento das crianças, das noites de pizza aos shows de rock, muitos jovens evangélicos foram mimados em uma estufa nem-tanto-igreja, mas nem-tanto-mundo. Eles nunca se sentaram em um banco de igreja entre pais de primeira viagem com um bebê agitado e um idoso com um cilindro de oxigênio. Eles não veem o caminho completo do evangelho por todas as fases da vida. Em vez disso, nós silenciamos a mensagem, aumentamos o volume do som e agimos surpresos quando…

8. Eles ficam espertos

Não é que nossos estudantes “ficam mais espertos” quando saem de casa, o que ocorre é que alguém os trata como sendo inteligentes. Em vez do nosso emburrecimento da mensagem, os agnósticos e ateus tratam nossos jovens como inteligentes e desafiam seu intelecto com “pensamentos profundos” de questionamentos e dúvidas. Muitas dessas “dúvidas” tem sido respondidas, em grande profundidade, ao longo dos séculos de nossa fé. No entanto…

7. Nós os enviamos desarmados

Sejamos honestos, a maioria das nossas igrejas está mandando jovens ao mundo vergonhosamente ignorantes de nossa fé. Como não poderia ser assim? Nós abandonamos o ensino básico das escolas dominicais, vendemos a atitude de “menos doutrina, mais atitude” e os incentivamos a começar a busca para encontrar “o plano de Deus para a vida deles”. Sim, eu sei que nossa igreja tem uma página de “em que cremos” no nosso site, mas é isso mesmo que tem sido ensinado e reforçado no púlpito? Eu tenho conhecido líderes de igreja evangélica (“pastores”) que não sabem a diferença entre justificação e santificação. Já conheci membros de conselho de mega-igrejas que não sabiam o que é expiação. Quando escolhemos líderes baseados em suas habilidades de atrair e liderar pessoas ao invés de ensinar a fé com precisão… Bem, nós não ensinamos a fé. Surpreso? E em vez da fé histórica e ortodoxa…

6. Nós damos porcaria como alimento

Você deu o seu melhor para transmitir a fé interior/subjetiva que você “sente”. Você realmente, realmente, quer que eles “sintam” isso também. Mas nunca fomos chamados a evangelizar nossos sentimentos. Você não tem como passar adiante esse tipo de fé subjetiva. Sem nada sólido para basear sua fé, sem nenhum credo histórico para amarrá-los a séculos de história, sem os elementos físicos do pão, vinho e água, a fé deles está em seus sentimentos subjetivos, e quando confrontados por outras formas de se “sentir bem” propostas pela faculdade, a igreja perde para outras coisas com um apelo muito maior à nossa natureza humana. E eles encontram isso na…

5. Comunidade

Você percebeu que essa palavra está por TODO LADO na igreja desde que a igreja seeker-sensitive e outros movimentos de crescimento da igreja entraram em cena? (Há uma razão e uma filosofia motriz por trás desses movimentos que está fora do escopo desse artigo). Quando nossos jovens saem de casa, eles deixam a comunidade de manufatura na qual passaram toda a sua vida. Com a sua fé como algo que eles “fazem” em comunidade, eles logo descobrem que podem experimentar “mudança de vida” e “melhoria de vida” em “comunidade” em vários contextos diferentes.

Misture isso com uma fé pragmática e subjetiva, e a centésima edição de festa com pizza na mega-igreja local não tem como competir contra escolhas mais fáceis e mais naturalmente atraentes de outras “comunidades”. Assim, eles saem da igreja e…

4. Eles encontram sentimentos melhores

Ao invés de uma fé externa, objetiva e histórica, nós estamos dando aos nossos jovens uma fé interna e subjetiva. A igreja evangélica não está ensinando os catecismos ou os fundamentos da fé aos nossos jovens, nós estamos simplesmente incentivando-os a “serem gentis” e “amarem Jesus”. Quando eles saem de casa, percebem que podem ser “espiritualmente realizados” e ter os mesmo princípios subjetivos de auto-aperfeiçoamento (e sentimentos quentinhos) de algum guru de autoajuda, de gastar tempo com amigos ou fazendo trabalho voluntário em algum abrigo. E eles podem ser verdadeiramente autênticos, e eles podem ter essa chance porque…

3. Eles estão cansados de fingir

No melhor do “sua melhor vida agora”, “todo dia é sexta-feira” do mundo evangélico, há um pouco espaço para depressão, conflito ou dúvidas. Deixe esse semblante de chateação, ou saia daqui. Jovens que estão sendo alimentados com uma dieta estável de sermões destinado a remover qualquer coisa (ou qualquer pessoa) que pragmaticamente não obedece ao “Maravilhoso plano de Deus para a sua vida” e são forçados a sorrir e, como uma antiga música os encoraja, a “baterem palmas” para isso o tempo todo. Nossos jovens são espertos, muito mais espertos do que acreditamos. Então eles proclamam uma mensagem que escutei bastante desses jovens “A igreja está cheia de hipócritas”. Por quê? Porque apesar de que nunca lhes tenha sido ensinado sobre a lei ou sobre o evangelho…

2. Eles conhecem a verdade

Eles não conseguem fazer isso. Eles sabem disso. Todo aquele moralismo de “seja gentil” que eles foram ensinados? A Bíblia tem uma palavra para isso: Lei. E é disso que nós os alimentados, diretamente, desde que os deixamos no berçário da Arca de Noé: Faça/ Não Faça. Quando eles ficam mais velhos começa o “Crianças de Deus fazem/ não fazem”, e quando adultos, “faça isso ou aquilo para ter uma vida melhor”. O evangelho aparece brevemente como algum “faça isso” para “ser salvo”. Mas a dieta deles é a Lei, e a escritura nos diz que a lei nos condena. Então, sabe aquela sorridente declaração de fé “ame a Deus e ame as pessoas”? Sim, você acabou de condenar os jovens com isso. Legal, né? Ou eles pensam que são “pessoas boas”, já que não “fazem” nenhuma das coisas que a sua denominação ensina que não pode fazer (beber, fumar, dançar, assistir filmes adultos), ou eles percebem que eles não atingem as próprias palavras de Jesus sobre o que é necessário. Não há descanso nessa lei, apenas um trabalho árduo que eles sabem que não estão aptos a cumprir. Então, de qualquer forma, eles abandonam a igreja porque…

1. Eles não precisam dela

Nossos jovens são espertos. Eles entenderam a mensagem que nós ensinamos, inconscientemente. Se a igreja é simplesmente um lugar para aprender ensinamentos de vida que os leva para uma vida melhor em comunidade… você não precisa de um Jesus crucificado para isso. Por que eles deveriam acordar cedo no domingo para ver uma imitação barata do entretenimento que eles viram na noite anterior? O pastor de meia idade tentando desesperadamente ser “relevante” para eles, seria engraçado se não fosse trágico. Como nós descartamos o evangelho, nossos estudantes nunca são atingidos pelo impacto da lei, dos seus pecados diante de Deus, e da sua necessidade desesperada da obra expiatória de Cristo. Certamente, ISSO é relevante, ISSO é autentico, e ISSO é algo que o mundo não pode oferecer.

Nós trocamos um evangelho histórico, objetivo e fiel baseado na graça de Deus dada a nós por um evangelho moderno, subjetivo e pragmático baseado em atingir nossos objetivos ao seguir estratégias de vida. Ao invés de sermos fiéis à tola simplicidade do evangelho da cruz, temos estabelecido como objetivos o “sucesso” de uma multidão crescente alcançada com esse evangelho de glória. Esse novo evangelho não salva ninguém. Nossos jovens podem marcar todos os itens de uma lista de autoajuda ou simplesmente um espiritualismo auto concebido… e eles podem fazer isso com mais sucesso pragmaticamente e em uma comunidade mais relevante. Eles saem porque, lhes dada a escolha, com a mensagem que ensinamos a eles, é a escolha mais inteligente.

Nossos jovens saem porque nós não conseguimos entregar-lhes a fé “que uma vez por todas foi entregue” à igreja. Eu gostaria que não fosse óbvio assim, mas quando eu apresento a lei e o evangelho para esses jovens, a resposta é a mesma de sempre: “eu nunca ouvi sobre isso”. Eu não sou contra entreter os jovens, nem mesmo painéis eletrônicos ou festas com pizza (apesar de que provavelmente eu seja contra caras de meia idade vestindo uma calça justa para ser “relevante”). É apenas que aquela coisa, a PRINCIPAL coisa que nos foi incumbida? Nós estamos falhando. Nós falhamos com Deus e falhamos com nossos jovens. Não deixe outro jovem sair pela porta sem ser confrontado com todo o peso da lei, e com toda a liberdade do evangelho.

Traduzido por Marianna Brandão | iPródigo.com | Original aqui

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domingo, 1 de setembro de 2013

Como você Representa Cristo no Facebook? | Tim Conway

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Tim Conway reprova aqueles na igreja que estão representando mal Cristo no Facebook. A raiz do problema, obviamente, não é a conta no Facebook, é a pessoa, o coração dela, e isso está sendo expressado no Facebook dessa pessoa. Provérbios 20:11 diz: "Até a criança se dará a conhecer pelas suas ações, se a sua obra é pura e reta." - Depois de olhar para este versículo não se pode dizer: "Minhas ações não mostram quem eu realmente sou." O versículo diz claramente que você se faz conhecido por suas ações.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Você é um Cristão? A Beleza de Cristo em Nós | Davi Charles Gomes

Mensagem VIII: [1ª Mensagem][2ª Mensagem]
Você é um Cristão? A Beleza de Cristo em Nós
Davi Charles Gomes
Eu sou mesmo um cristão?
Ano: 2013
11ª Edição da Conferência Fiel para Jovens - Brasil

Você é um Cristão? Quem tem Flores, Dá Flores | Davi Charles Gomes

Mensagem VI: [1ª Mensagem][2ª Mensagem]
Você é um Cristão? Quem tem Flores, Dá Flores
Davi Charles Gomes
Eu sou mesmo um cristão?
Ano: 2013
11ª Edição da Conferência Fiel para Jovens - Brasil

A Oração e Nossas Reais Necessidades | Franklin Ferreira

Mensagem V: [1ª Mensagen][2ª Mensagen]
A Oração e Nossas Reais Necessidades
Franklin Ferreira
Eu sou mesmo um cristão?
Ano: 2013
11ª Edição da Conferência Fiel para Jovens - Brasil