A questão "Por que orar se Deus já sabe?" toca em uma das grandes questões da fé cristã, refletindo sobre a onisciência de Deus e a prática da oração. A resposta a essa pergunta encontra-se na compreensão da oração não apenas como um meio de fazer pedidos, mas como um veículo de comunhão com Deus, moldando nossos corações segundo a Sua vontade e fortalecendo nosso relacionamento com Ele.
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024
POR QUE ORAR SE DEUS JÁ SABE? | Augustus Nicodemos
sábado, 24 de fevereiro de 2024
(ED) - Os Erros do Romanismo (24) A Adoração da Hóstia | Sem. Thiago Fortunato
- (01) A Tradição Oral | Rev. Ageu Magalhães
- (02) O Monopólio da Interpretação | Rev. Ageu Magalhães
- (03) O A Adulteração dos Dez Mandamentos | Lauro A. Cangussu
- (04) A Proibição da Bíblia | Pb. Eduardo Salerno
- (05) Os Apócrifos | Sem. Thiago Fortunato
- (06) Pedro como o primeiro papa | Rev. Ageu Magalhães
- (07) O Papa como o cabeça da igreja | Gustavo Alves
- (08) A Infalibilidade Papal | Pb. Marcos Serra
- (09) A Confissão Auricular | Rev. Ageu Magalhães
- (10) A ostentação e riqueza do clero | Pb. Eduardo Salerno
- (11) O Ritualismo e o Latim na Missa | Rev Ageu Magalhães
- (12) O Celibato obrigatório dos Padres | Pb. Marcos Serra
- (13) O Culto das Imagens | Eduardo Koscak
- (14) O Uso de Imagens de Jesus | Rev. Ageu Magalhães
- (15) Maria como a "Nova Eva" | Rev Ageu Magalhães
- (16) Velas, Incensos e o princípio normativo do culto | Pb Marcos Serra
- (17) A Imaculada concepção de Maria | Gustavo Alves
- (18) A Falsa mediação dos santos | Pb Eduardo Salerno
- (19) A Virgindade Perpétua de Maria | Eduardo KoskaK
- (20) A santidade de Maria | Gustavo Alves
- (21) Culto aos Santos | Lauro Cangussu
- (22) O vinho na Eucaristia Romana | Pb. Marcos Serra
- (23) A Transubstanciação | Pb Eduardo Salerno
- (24) A Adoração da Hóstia | Sem. Thiago Fortunato
- (25) A oração como penitência | Eduardo Koscak
- (26) A Salvação pelas Obras | Gustavo Alves
- (27) O Purgatório | Lauro Cangussu
- (28) O Sinal da Cruz | Rev. Ageu Magalhães
- (29) As Indulgências | Pb. Marcos Serra
- (30) A Inquisição Romana | Pb. Eduardo Salerno
- (31) A Água Benta | Sem. Thiago Fortunato
- (32) A Missa como Sacrifício | Gustavo Alves
- (33) O Rosário | Lauro Cangussu
- (34) A Mariolatria | Rev. Ageu Magalhães
- (35) Introdução aos Sacramentos - 1ª parte | Pb. Marcos Serra Ribeiro
- (36) Introdução aos Sacramentos - 2ª parte | Pb. Eduardo Salerno
- (37) O Batismo | Rev. Ageu Magalhães
- (38) A Confirmação | Sem. Thiago Fortunato
- (39) A Penitência | Gustavo Alves
- (40) Eucaristia | Eduardo Koscak
- (41) A Unção dos Enfermos | Pb. Eduardo Salerno
- (42) O Sacramento da Ordem | Pb. Marcos Serra
- (43) O matrimônio | Rev. Ageu Magalhães
- (44) As Relíquias | Lauro Cangussu
- (45) Os Votos Monásticos | Rev. Ageu Magalhães
- (46) Os 10 piores papas | Rev. Ageu Magalhães
- (47) O Vaticano | Lauro Cangussu
- (48) O Jejum e a Quaresma | Gustavo Alves
- (49) A Assunção de Maria | Rev. Nelson Ferreira
- (50) A Ave Maria | Thiago Fortunato
- (51) A Missa de Sétimo Dia | Pb. Eduardo Salerno
- (52) A intercessão pelos mortos | Pb. Marcos Serra
- (53) É a Igreja Católica Apostólica Romana cristã? - Parte 1 | Rev. Ageu Magalhães
- (54) É a Igreja Católica Apostólica Romana cristã? - Parte 2 | Rev. Ageu Magalhães
- (55) É a Igreja Católica Apostólica Romana cristã? - Parte 3 | Rev. Ageu Magalhães
- (56) Série: Os Erros do Romanismo | Vários Pregadores (Completa) Estudos em Áudio Spotify
- (57) Série: Os Erros do Romanismo | Vários Pregadores (Completa) Playlist Youtube
sábado, 10 de fevereiro de 2024
(ED) Os Erros do Romanismo (10) A ostentação e riqueza do clero | Pb. Eduardo Salerno
- (01) A Tradição Oral | Rev. Ageu Magalhães
- (02) O Monopólio da Interpretação | Rev. Ageu Magalhães
- (03) O A Adulteração dos Dez Mandamentos | Lauro A. Cangussu
- (04) A Proibição da Bíblia | Pb. Eduardo Salerno
- (05) Os Apócrifos | Sem. Thiago Fortunato
- (06) Pedro como o primeiro papa | Rev. Ageu Magalhães
- (07) O Papa como o cabeça da igreja | Gustavo Alves
- (08) A Infalibilidade Papal | Pb. Marcos Serra
- (09) A Confissão Auricular | Rev. Ageu Magalhães
- (10) A ostentação e riqueza do clero | Pb. Eduardo Salerno
- (11) O Ritualismo e o Latim na Missa | Rev Ageu Magalhães
- (12) O Celibato obrigatório dos Padres | Pb. Marcos Serra
- (13) O Culto das Imagens | Eduardo Koscak
- (14) O Uso de Imagens de Jesus | Rev. Ageu Magalhães
- (15) Maria como a "Nova Eva" | Rev Ageu Magalhães
- (16) Velas, Incensos e o princípio normativo do culto | Pb Marcos Serra
- (17) A Imaculada concepção de Maria | Gustavo Alves
- (18) A Falsa mediação dos santos | Pb Eduardo Salerno
- (19) A Virgindade Perpétua de Maria | Eduardo KoskaK
- (20) A santidade de Maria | Gustavo Alves
- (21) Culto aos Santos | Lauro Cangussu
- (22) O vinho na Eucaristia Romana | Pb. Marcos Serra
- (23) A Transubstanciação | Pb Eduardo Salerno
- (24) A Adoração da Hóstia | Sem. Thiago Fortunato
- (25) A oração como penitência | Eduardo Koscak
- (26) A Salvação pelas Obras | Gustavo Alves
- (27) O Purgatório | Lauro Cangussu
- (28) O Sinal da Cruz | Rev. Ageu Magalhães
- (29) As Indulgências | Pb. Marcos Serra
- (30) A Inquisição Romana | Pb. Eduardo Salerno
- (31) A Água Benta | Sem. Thiago Fortunato
- (32) A Missa como Sacrifício | Gustavo Alves
- (33) O Rosário | Lauro Cangussu
- (34) A Mariolatria | Rev. Ageu Magalhães
- (35) Introdução aos Sacramentos - 1ª parte | Pb. Marcos Serra Ribeiro
- (36) Introdução aos Sacramentos - 2ª parte | Pb. Eduardo Salerno
- (37) O Batismo | Rev. Ageu Magalhães
- (38) A Confirmação | Sem. Thiago Fortunato
- (39) A Penitência | Gustavo Alves
- (40) Eucaristia | Eduardo Koscak
- (41) A Unção dos Enfermos | Pb. Eduardo Salerno
- (42) O Sacramento da Ordem | Pb. Marcos Serra
- (43) O matrimônio | Rev. Ageu Magalhães
- (44) As Relíquias | Lauro Cangussu
- (45) Os Votos Monásticos | Rev. Ageu Magalhães
- (46) Os 10 piores papas | Rev. Ageu Magalhães
- (47) O Vaticano | Lauro Cangussu
- (48) O Jejum e a Quaresma | Gustavo Alves
- (49) A Assunção de Maria | Rev. Nelson Ferreira
- (50) A Ave Maria | Thiago Fortunato
- (51) A Missa de Sétimo Dia | Pb. Eduardo Salerno
- (52) A intercessão pelos mortos | Pb. Marcos Serra
- (53) É a Igreja Católica Apostólica Romana cristã? - Parte 1 | Rev. Ageu Magalhães
- (54) É a Igreja Católica Apostólica Romana cristã? - Parte 2 | Rev. Ageu Magalhães
- (55) É a Igreja Católica Apostólica Romana cristã? - Parte 3 | Rev. Ageu Magalhães
- (56) Série: Os Erros do Romanismo | Vários Pregadores (Completa) Estudos em Áudio Spotify
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quarta-feira, 31 de janeiro de 2024
Eu Amo o Dia do Senhor | Robert M. McCheyne
“E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Mc 2.27)
Queridos concidadãos e compatriotas, como servo de Deus neste escuro e tormentoso dia me sinto constrangido a levantar a minha voz em defesa da eterna santificação do dia do Senhor. Os atrevidos ataques que fazem alguns dos diretores da Estrada de Ferro Edimburgo-Glasgow contra a Lei de Deus e a paz de nosso descanso dominical, tal como se tem observado por muitos anos na Escócia; a blasfema modificação que pretendem propor aos acionistas no próximo mês de fevereiro, e os nefastos folhetos que estão atualmente circulando a milhares, cheios de toda sorte de mentiras e impiedades, convida fortemente a um sereno e deliberado testemunho de todos os fiéis ministros e mais sensíveis cristãos em defesa do dia do Senhor. Em nome de todo povo de Deus nesta cidade e neste país apresento ante vossa consideração as seguintes razões para amar e respeitar o dia do Senhor.
I. PORQUE É O DIA DO SENHOR.
“Este é o dia que o SENHOR fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele” (Sl 118:24).
“Achei-me em espírito, no dia do Senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz, como de trombeta”(Ap 1.10).
É Seu como exemplo. É o dia em que descansou de Sua assombrosa obra de redenção. Do mesmo modo que Deus descansou no sétimo dia ao acabar suas obras, declarando bendito assim o sábado, consagrando-o de maneira especial sobre os demais dias, assim o Senhor Jesus Cristo descansou neste dia de toda sua agonia, penalidade e humilhação. “Portanto, resta um repouso para o povo de Deus” (Hb 4.9).
O dia do Senhor é Sua propriedade do mesmo modo que a Ceia do Senhor Lhe pertence. Ela é Sua mesa, Seu pão, Seu vinho. Com ela chama Seus convidados. Os enche de gozo e do Espírito Santo. Assim é com o dia do Senhor. Todos os dias do ano são de Cristo, porém de cada sete, um é especial; é para Ele o dia do mercado, o dia em que sai em busca das almas para adquiri-las. Ele o fez e o estabeleceu com este motivo. Do mesmo modo que plantou o jardim do Éden, assim cercou este dia e o fez Seu de forma particular.
Esta é a razão porque o amamos e o dedicamos a Ele inteiramente. Amamos tudo que é de Cristo. Amamos Sua Palavra. Nos é mais preciosa do que milhares de ouro e prata. “Quanto amo a tua lei!” (Sl 119). Amamos Sua casa. É o lugar de nosso encontro com Cristo, onde Ele se encontra conosco e rodeia nosso lugar com suas misericórdias. Amamos Sua mesa. É o lugar em que é adornada diante de nós, verdadeiro banquete em que Sua bandeira sobre nós é o amor, onde desfaz nossa cadeias e unge nossos olhos e faz arder, inflamar nossos corações com santo gozo. Amamos a Seu povo, porque os que o compõem são seus, membros de Seu corpo, lavados em Seu sangue, cheios do Seu Espírito Santo, nossos irmãos e irmãs por toda a eternidade. E amamos o dia do Senhor porque é Seu. Cada hora dEle nos é mui cara, mais doce que o mel, mais preciosa que o ouro. É o dia em que Ele se levantou do sepulcro para nossa justificação. Nos recorda Seu amor e Sua obra completamente acabada e perfeita, e seu descanso da mesma. E ousadamente podemos dizer que quem não ama nem defende a inteira dedicação ao dia do Senhor, não ama de fato a Jesus Cristo.
Ó, transgressores do dia do Senhor, quem quer que sejais, sois ladrões sacrílegos! Quando roubais as horas do dia do Senhor para vossos negócios ou prazeres, estais roubando a Cristo as preciosas horas que Ele reivindica como suas. Não vos ofenderíeis se estivessem tramando algum plano com vistas a abolir a Ceia do Senhor e tratando de convertê-la em uma comida comum, ou numa festa em que se permitisse a entrada aos libertinos ou bêbados? Não se partiriam vossos sentimentos vendo que a taça da comunhão era convertida em uma taça de bebida indecente nas mãos de bêbados? E pensais que é melhor aquilo que propõem os diretores companhia da estrada de ferro? O dia do Senhor está tão sujo como suja está Sua mesa. Certamente podemos afirmar com as palavras do Dr. Love, aquele servo eminente de Deus, agora que se pretende trabalhar no dia do Senhor: “Maldita toda ganância, maldito todo deleite, maldita toda saúde que é obtida por meio da criminosa usurpação do sagrado dia”.
II. PORQUE É UMA RELÍQUIA DO PARAÍSO DO ÉDEN E UM TIPO DO CÉU.
O primeiro sábado surgiu entre os enramados jardins de um paraíso sem pecado. Quando Adão foi feito à imagem de seu Criador, foi colocado no jardim do Éden para cultivá-lo e guardá-lo. Sem dúvida consumiria suas energias. Recolher os ramos de uva, colher os frutos das figueiras e palmeiras, canalizar a água para regar as árvores frutíferas e flores requeria todo seu tempo e habilidade. O homem nunca foi criado para permanecer inativo.
Quando o sábado se estabeleceu, todos seus instrumentos rurais deviam ser encostados, o jardim naquele dia não requeria mais cuidados. Sua pura e serena mente podia olhar além do que se vê neste mundo de realidades não espirituais. Caminhava no horto buscando um mais profundo conhecimento de Jeová e seus caminhos, com seu coração mais e mais inflamado de amor e com seus lábios em perfeitos louvores. Ainda no paraíso terreno o homem necessitava do sábado. Sem ele ainda o mesmo Éden estaria incompleto. Que pouco sabem dos prazeres do Éden, das delícias da íntima comunhão com Deus, os que desejam arrancar do domingo esta relíquia do mundo que durante certo tempo foi sem pecado!
É também um tipo do céu. Quando um crente deixa de lado sua pluma ou seus telhares, abandona seus cuidados terrenos, troca suas roupas de trabalho pelas de um dia festivo e vem à casa de Deus, prefigura o que sucederá no dia em que cessará a grande tribulação para apresentar-se às bodas do Cordeiro, ao ser levado feliz à presença do Senhor. Quando se senta a ouvir a Palavra de Deus e escuta a voz do pastor, guiando e alimentando sua alma, evoca aquele tempo quando o Cordeiro estará no meio do trono e alimentará e guiará sua alma à fontes de águas vivas. Quando une seu louvor entoando os salmos do saltério, pensa no dia quando terá em suas mãos a harpa celestial entoando o cântico:
“Onde das congregações não haverá separação, nem o dia do Senhor nenhuma interrupção”.
Quando ele se recolhe à sua casa e tem comunhão com Deus em seu lugar secreto, ou como Isaque em algum lugar próximo à sua tenda, porém em intimidade, pensa naquele dia quando “será coluna na casa de nosso Deus, e nunca mais sairá fora”.
Esta é a razão porque amamos o dia do Senhor. Esta é a razão porque chamamos ao domingo dia de delícias. Compreendemos e sentimos que um domingo bem dedicado ao Senhor e às almas é um dia de céu na terra. Por esta razão desejamos que nossos domingos sejam inteiramente dedicados a Deus. Amamos passar todas as horas do domingo nos exercícios públicos ou privados da adoração a Deus, a menos que qualquer urgente demanda deva ser atendida por motivos de necessidade ou de misericórdia. Em sua manhã nos é grato levantarmos cedo e dormirmos tarde, com o objetivo de que nos resulte um dia longo, a fim de que seja mais duradoura nossa comunhão com Deus.
Que pouco sabem disso os que nunca estarão no céu! Uma palha flutuando na superfície de uma corrente de água pode indicar-nos a direção que ela segue. Aborreces o dia do Senhor? É para você uma espécie de inferno sua observância? O que te diz estas palavras já passou por um tempo em que se sentiu como você. Não achas em sua observância nenhum descanso ou paz. Dizes: “Que pesado é”. “Quando se abolirá o dia do Senhor e poderei me dedicar inteiramente aos meus negócios?”. Ah, mui certamente te acharás no inferno! O inferno é o lugar único e adequado para ti; é o que te corresponde. O céu é um desejado, permanente santo dia do Senhor. Em troca, no inferno não há dia do Senhor.
III. PORQUE É UM DIA DE BÊNÇÃO
Quando Deus instituiu o sábado no paraíso, disse: “E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou” (Gn 2.3). Não só o consagrou como um dia santo, mas o fez um dia de bênção. Também, quando o Senhor se levantou da morte no primeiro dia da semana antes que alvorecesse, se revelou a Si mesmo aos seus discípulos que se dirigiam a Emaús e com sua conversa fazia arder seus corações (Lc 24.13). Na mesma tarde daquele dia se apresentou no meio dos seus discípulos e disse: “Paz seja convosco!” (Jo 20.19). E soprou sobre eles dizendo: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20.22). Novamente, passados setes dias, isto é, no domingo seguinte, Jesus de novo veio e se pôs no meio deles e com inefável graça e misericórdia se revelou a si mesmo ao incrédulo Tomé (Jo 20.26). Foi também no dia do Senhor que o Espírito Santo foi derramado em Pentecostes (Atos 2.1, comparado com Lv 23.15,16 – “ Contareis para vós outros desde o dia imediato ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão. Até ao dia imediato ao sétimo sábado, contareis cinqüenta dias; então, trareis nova oferta de manjares ao SENHOR.”). Aquele princípio de bênçãos espirituais, aquele primeiro advento do Espírito à igreja cristã, teve lugar no dia do Senhor. Nesse mesmo dia o amado João, em seu exílio na ilha de Patmos, longe da congregação dos santos, ficou cheio do Espírito Santo e teve a visão celestial que o fez escrever o livro que temos chamado Apocalipse ou Revelação. Assim é que em todas as épocas, desde o princípio do mundo e em qualquer lugar onde há um crente, o dia do Senhor tem sido dia de dupla bênção. Todavia é assim e seguirá sendo mesmo que todos os inimigos de Deus ranjam os dentes. Certamente Deus é um Deus de graça e Sua obra Ele não entrega a nenhum limite de lugar ou de tempo. No entanto, é igualmente certo que todo escárnio e engano dos ímpios não poderão alterar Seus desígnios; desígnios determinados por Sua vontade: bendizer de forma especial e abundante a Sua Palavra no dia do Senhor. Os fiéis pastores de todos os países podem testificar que os pecadores se convertem mais freqüentemente no dia do Senhor, que Jesus se manifesta a Si mesmo por meio da pregação e das ordenanças mais freqüentes em Seu próprio dia. Os santos, como João, são chamados pelo Espírito Santo no dia do Senhor e se regozijam com serenas e profundas visões da eternidade.
Ó, desventurados, que planejais eliminar de nossa amada Escócia este bendito dia de dupla bênção. “Não sabem o que fazem”. Desejais arrebatar dos nossos concidadãos amados o dia em que Deus abre as janelas do céu e derrama sua abundante bênção. Quereis que os céus da Escócia se convertam em céus de bronze, duros, que são uma verdadeira maldição, e os corações de seu povo em corações de ferro? Quereis que o som dos dourados sinos do nosso eterno Sumo Sacerdote, ressoando sobre as montanhas de nosso país e o alento do Espírito Santo manifesto em muitas de nossas congregações, despertem vossos esforços satânicos com vistas a trocar o doce som da misericórdia pelo ensurdecedor estrondo dos vagões de trem? Acaso o notável vigor da vivificada e purificada Igreja da Escócia tem dado passagem às torrentes de blasfêmias que proferis contra o dia do Senhor? Vossas almas murchas não têm necessidade alguma do orvalho e irrigação celestiais? Não compreendeis que vós mesmos estais blasfemando do dia em que vossas próprias almas podem chegar a ser salvas? Não é certo que no inferno, com lágrimas de angústia, muitos de vós lamentarão ao lembrar vossos esforços contra a luz e contra as advertências que são feitas, e vão se amontoando sobre vossas almas tudo aquilo que lhes conduzirá à eterna perdição?
Aos que são filhos de Deus neste país, desejo agora, em nome do nosso comum Salvador, que é o Senhor de Seu dia, dirigir esta exortação.
I) TER EM ALTA ESTIMA O DIA DO SENHOR
Quanto maior for o desprezo e desdém dos que o tratam, vós amai-os mais e mais. Quanto mais fortemente se desencadeia a tormenta de blasfêmias uivando ao vosso redor, sente-se aos pés do Senhor mais intimamente. Ele deve reinar até que haja posto a seus inimigos por estrado de seus pés (Hb 10.13). Aproveite diligentemente todo seu santo tempo. Deverias convertê-lo no dia mais ocupado dos sete; embora que somente nos negócios do vosso Pai. Evita o pecado nesse dia santo. Todo filho de Deus deve evitá-lo cada dia, porém principalmente no dia do Senhor. É tanto um dia de dupla bênção como de dupla maldição. O mundo terá que responder pelos seus pecados cometidos no santo tempo do Domingo. Passa o dia do Senhor em Sua presença. Passa-o como havereis de passá-lo no céu. Que os louvores e as obras de misericórdia ocupem muito do seu tempo como ocupam do Senhor mesmo.
II) DEFENDENDO O DIA DO SENHOR
Levante vosso sereno e de algum modo acovardado testemunho contra as profanações do dia do Senhor. Use toda vossa influência, seja como homem de estado, ou como magistrado, ou professor, ou como pai, ou como amigo tanto publicamente como em secreto, para lutar em defesa da eterna dedicação ao dia do Senhor. Esta obrigação é imposta pelo mesmo quarto mandamento. Não olheis nunca qualquer infração do domingo sem reprovar o transgressor. Mesmo os mais mundanos, com todo seu orgulho e menosprezo contra nós, não podem impedir que os recriminemos de quebrar o dia do Senhor. Recordais sempre que Deus e a Bíblia estão a vosso lado e vereis como estes homens maldirão seu próprio pecado e loucura mesmo que infelizmente tarde demais. Todos os filhos de Deus na Escócia devem levantar seu testemunho unanimemente de forma especial contra estas três profanações públicas do dia do Senhor.
1. Manter abertas nesse dia as bibliotecas públicas. Nesta cidade e em todas as cidades da Escócia, digo-vos que podeis encontrar em suas salas muitos de nossos homens de negócios consultando e revistando todo tipo de periódicos, revistas e livros, durante todas as horas do culto. E especialmente durante as tardes do domingo estas salas estão cheias como qualquer pequena igreja. Ah, pecadores cheios de culpa! Quão claramente mostrais que vos encontrais no caminho largo que conduz à perdição! Se fosses assassinos ou adúlteros, talvez não vos atreverias negar esta acusação. Não sabeis vós — e todos os sofismas do inferno não poderiam provar o contrário — que o mesmo Deus que disse: “Não matarás”, também disse: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar”? O assassino que é levado ao patíbulo e o educado e fino transgressor do dia do Senhor são um, são iguais aos olhos de Deus.
2. Manter abertos no domingo os estabelecimentos, como bares, cervejarias, cafés... Tais lugares são a maldição da Escócia. Nunca posso evitar quando vejo em um de tais estabelecimentos o letreiro: “Autorizado para vender licores”, o pensar que a licença que têm é a de arruinar as almas. Tais estabelecimentos são amplas avenidas à pobreza e farrapos desta vida e, como alguém tem dito: “o curto atalho que conduz rapidamente ao inferno”. Pode permitir-se, assim que nesta terra de luz e testemunho reformado, esses lugares de perdição e antros de iniquidade — verdadeiras armadilhas de almas — abram suas portas no dia do Senhor? Podemos permitir que os donos dos mesmos se enriqueçam e prosperem graças a este mercado sujo, e que muitos deles se atrevam a dizer que, a não ser pelo negócio que fazem no dia do Senhor não poderiam seguir avante sem prejuízo? Com forte fundamento podemos dizer: malditas sejam as ganâncias deste dia! Ó homens baixos e miseráveis! Não pensais que cada moeda que cai sobre o caixa, naquele dia devorará vossa carne como se fora fogo, e que cada gota de licor consumido em vossos palácios de perdição servirá para avivar mais a chama daquele “fogo que nunca se apaga”?
3. O funcionamento da estrada de ferro no domingo. A maior parte dos diretores da Companhia da Estrada de Ferro de Edimbugo-Glasgow tem evidenciado sua decisão para fazer valer seus serviços também aos domingos. Todos os canais de infidelidade têm sido abertos a unha e circulam abundantemente os folhetos e tratados blasfemos por todo o país desacreditando e menosprezando o bendito dia do Senhor, como se não houvesse olho onisciente no céu, como se não existisse rei sobre o monte Sião, nem houvesse de ocorrer um dia em que se haverá de prestar contas a Deus.
Compatriotas cristãos, despertai e, cheios do mesmo espírito que libertou nosso país das negras superstições do passado, lutemos contra a invasora corrente de infidelidade e inimizade contra o domingo.
Vós, homens culpados que sob a inspiração de Satanás estais guiando os obscuros exércitos dos que quebram os dia do Senhor, vossa situação está carregada de responsabilidade. Sois ladrões; roubais ao Senhor Seu santo dia. Sois assassinos: atentais contra a vida das almas de vossos servos, ou dependentes. Deus disse: “...não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro” (Ex 20.10), porém vós os compelis a quebrar a Lei de Deus e vendeis suas almas para obter com miserável ganância. Sois pecadores que pecais conscientemente contra a luz de vossa consciência. Vossa Bíblia, as palavras de vossos familiares piedosos e as ternas admoestações dos fiéis homens de Deus soam em vossos ouvidos, no entanto permaneceis perpetuando vossa vergonhosa obra e os vos gloriais nisso. Sois traidores de vosso país.
A Lei de vosso país declara que deveis “observar um descanso santo de todas vossas palavras, obras ou pensamentos durante o domingo” e vós a desprezais considerando-a como fruto de uma superstição antiquada. Não foi a quebra constante do sábado o que fez com que Deus reprovasse a Seu povo, Israel? E vós tratais de trazer a mesma maldição sobre a Escócia. Sois suicidas morais, que assassinais vossas próprias almas, proclamando ao mundo que não sois povo de Deus e precipitando sobre vossas almas a sentença de que se fazem réus os que quebram o dia do Senhor.
Concluindo, proponho a calma e serena consideração a todo homem sério as seguintes perguntas:
- 1. Podeis nomear algum ministro, de qualquer denominação em toda a Escócia, que não sustente a inteira dedicação do dia do Senhor como um dever inevitável?
- 2. Haveis falado a algum verdadeiro crente em qualquer país, que ame a Cristo e viva santamente, que não se deleite em guardar inteiramente santo para Deus o dia do Senhor?
- 3. É sábio participar da opinião dos que interpretam a seu gosto a vontade de Deus relativa ao dia do Senhor; interpretação dos infiéis, os que menosprezam, os que não vivem santamente; homens que têm os olhos cegos para as coisas de Deus; os inimigos da justiça, que citam a Sagrada Escritura como Satanás, para enganar e trair?
- 4. Se, em oposição ao unânime testemunho dos mais sábios e mais santos servos de Deus, contra os claros avisos da Palavra de Deus, contra as mesmas palavras de vosso catecismo aprendido aos joelhos de vossa piedosa mãe, contra a voz de vossa injuriada consciência, vos unis às fileiras dos que traspassam o dia do Senhor, não é isto pecar contra a luz, não é enganar gravemente as vossas almas; não é constituir-se réus do justo juízo de Deus?
Minha oração é que estas palavras de verdade e sobriedade os chame a atenção com as mesmas palavras de Deus e alcancem vossos corações com todo Seu divino poder.
Textos Bíblicos para Meditar:
-
Dia Do Senhor Como Mandamento: Ex 16.22-30; 8-11; 35.1-3. Lv 19.3-30. Dt 5.12-15. Ne 9.14.
Dia Do Senhor: Sinal Do Povo De Deus: Ex 31.12-17. II Re 4.23. Ez 20.12. Lm 1.7. Hb 4.9.
-
Castigo Para Os Que Não Guardam O Dia Do Senhor: Nm 15.32-36. Lv 26.33-35. II Cr 36.21. Jr 17.19-29. Lm 2:6. Ez 20.12-26. Amós 8.4-14.
-
O Dia Do Senhor: Dia De Bênção: Gn 2.2. Ex 16.24. Lv 24.8. Nm 28.9,10. Is 56:1-8; 58.13-14. Jo 20.1,19,26. At 2:1. (Comparar com Lv 23.15. Ap 1.10)
-
O Dia Do Senhor No Tempo Dos Evangelhos: Sl 118.24. Is 66:23. Ez 46.1. Mc 2.27,28. At 2.1; 20.6-7. I Co 16.2. Ap 1.10
Por: Robert M. McCheyne
Fonte: Os Puritanos
quarta-feira, 13 de setembro de 2023
Conselhos aos que sofrem (12) | Rev. Ronaldo Lidório
Parte: 12 - ORANDO COM OS QUE SOFREM
quinta-feira, 20 de outubro de 2022
Instruções para o Culto Familiar por Assembléia de Westminster
Além do culto público em congregação, misericordiosamente estabelecido nesta terra em grande pureza, é apropriado e necessário que o culto individual de cada pessoa à sós e o culto familiar sejam estimulados e organizados, para que, com a reforma nacional, a profissão e o poder da piedade, tanto pessoal como domésticos prosperem.
Portanto, cabe aos pastores, entre seus diversos deveres, pressionar toda sorte de pessoas a executarem esse dever pela manhã e à noite, e em outras oportunidades. É também dever do cabeça de cada família zelar no sentido de que ele mesmo, e todos os que estão sob sua autoridade, sejam diligentes nisso diariamente.
- Confessem a Deus o quão indignos são para virem à Sua presença, e quão despreparados estão para cultuar Sua Majestade; e, consequentemente, supliquem diligentemente que Deus lhes confira espírito de oração.
- Confessem seus pecados, e os pecados da família, acusando, julgando e condenando a si mesmos por isso, até que suas almas experimentem alguma medida de verdadeira humilhação.
- Derramem suas almas diante de Deus, em nome de Cristo, por intermédio do Espírito, suplicando pelo perdão dos pecados, por graça para arrepender-se, para crer e para viver sóbria, reta e piedosamente; e para servir a Deus com alegria e prazer, andando na Sua presença.
- Agradeçam a Deus por Suas muitas misericórdias para com o Seu povo, e para com vocês mesmos, especialmente por seu amor em Cristo, e pela luz do evangelho.
- Orem pedindo os benefícios particulares, espirituais e temporais, que estejam necessitando no momento, na saúde ou na doença, na prosperidade ou na adversidade.
- Intercedam pela Igreja de Cristo em geral, por todas as igrejas reformadas, e por sua igreja em particular, e por todos os que estão sofrendo pelo nome de Cristo; por todas as nossas autoridades superiores, pelo rei, pela rainha e seus filhos; pelos magistrados, ministros, e por todo o corpo da congregação da qual são membros, bem como por seus vizinhos ausentes envolvidos com os seus afazeres legais, bem como por todos os que estejam em casa.
- A oração pode ser encerrada com a expressão de um sincero desejo que Deus seja glorificado na vinda do reino do Seu Filho, do cumprimento da Sua vontade, e da convicção de que vocês são aceitos, e de que o que pediram de acordo com a Sua vontade será feito.
* Traduzido por Paulo R. B. Anglada, em 1995, a partir de The Directory for Family Worship (Greenville, South Carolina: Greenville Presbiterian Theological Seminary, 1994).
quinta-feira, 5 de maio de 2022
quinta-feira, 28 de outubro de 2021
A ADORAÇÃO REFORMADA EXPLICADA | Mike Brown e Ewerton B. Tokashiki
A ADORAÇÃO REFORMADA EXPLICADA
O culto semanal de adoração pública é a atividade
mais importante na vida cristã.[1]
Deus se encontra nele com o seu povo. Ele nos fala em sua Palavra e
sacramentos, e nós respondemos em oração, confissão e com cânticos. Ele se
inclina para alimentar nossas almas, fortalecer nossa fé e nos edificar como o
corpo de Cristo. Estamos prontos para ouvir, receber e para agradá-lo.
Hoje em dia, os cultos de adoração costumam mais
agradar a nós mesmos do que a Deus. Tornou-se comum que os atos do culto se
concentrem em entreter o público, parecendo mais como concertos de rock e
palestras motivacionais, do que a santa adoração do Deus Trino. Mas a Bíblia
nos ordena a “oferecer a Deus a adoração aceitável, com reverência e temor,
pois o nosso Deus é um fogo consumidor” (Hb 12.28-29).
Numa igreja reformada que pratica o Princípio Regulador do Culto você não encontrará o último modismo dos cultos evangélicos.[2] Não há bandas de rock, efeitos especiais ou pastores contando histórias irreverentes. Em vez disso, encontrará adoração alegre e reverente ao Deus vivo, uma liturgia bíblica e Cristo sendo proclamado a partir de toda a Escritura, em cada ato do culto.
O QUE É LITURGIA?
A palavra “liturgia” refere-se simplesmente à
organização da adoração em um serviço público. Toda igreja tem alguma forma de
liturgia. A liturgia que você vivencia numa igreja presbiteriana/reformada tem
precedentes históricos: cada parte pode ser encontrada nas liturgias da igreja
cristã histórica, especialmente naquelas da Reforma do século XVI e dos
primeiros pais da igreja.
Mais importante
ainda é que a nossa liturgia está totalmente de acordo com a Palavra de Deus e
é cuidadosamente planejada para nos conduzir em um diálogo com o nosso Criador
e Redentor. É um diálogo em que Deus fala ao seu povo através da sua Palavra e
dos sacramentos, e nós respondemos em nossa oração, confissão e canto.
Deus entra nesse diálogo com o seu povo a cada semana no culto público para renovar conosco o seu pacto da graça. Abaixo está uma breve explicação de cada parte da liturgia reformada.
CONVOCAÇÃO À ADORAÇÃO
O culto inicia com o Deus Trino convocando-nos com
sua Palavra para adorá-lo com reverência e respeito. Um texto bíblico, muitas
vezes um salmo, é lido como uma convocação ao povo de Deus: “Oh, vamos adorar e
curvar-nos; ajoelhem-se diante do Senhor nosso Criador!” (Sl 95.6). Ele nos
chama para adorá-lo e receber de sua mão bondosa as boas dádivas que Ele
fornece às nossas almas.
O culto não é uma iniciativa humana, mas Deus nos despertando, convencendo, atraindo, estimulando e promovendo a sua santidade em nós, para que correspondamos ao seu chamado e obedeçamos a sua ordenança de adorá-lo. Sabemos que “Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.13). E Agostinho escreveu que “fizeste-nos para ti e inquieto está nosso coração enquanto não repousa em ti”.
INVOCAÇÃO
Tendo ouvido o chamado de Deus para adorá-lo,
respondemos em oração. Como o povo que possui um pacto com Deus invocamos o
nome de Deus, confessando que “o nosso auxílio está no nome do Senhor, que fez
o céu e a terra” (Sl 124.8).
Esta é a resposta de Deus ao seu povo invocando seu nome. Ele anuncia a sua graça e paz a todos que vêm a ele através de Jesus Cristo. Como ministro designado de Deus, o ministro levanta as mãos e anuncia a bênção de Deus em sua Palavra: “Graça a ti e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo” (Rm 1.7).
LEITURA DA LEI
Deus nos revela a sua vontade para nossas vidas em sua lei, isto é, os mandamentos das Escrituras. A lei de Deus nos diz claramente como devemos viver e o que Deus espera de nós. Também revela a santidade de Deus, bem como a nossa pecaminosidade, pois “se não fosse pela lei, eu não teria conhecido o pecado” (Rm 7.7).
CONFISSÃO DE PECADO
Tendo ouvido Deus falar conosco em sua lei, somos levados a confessar nossos pecados. Em primeiro lugar, fazemos isso pública e coletivamente, confessando a Deus como povo, “contra ti somente pequei e fiz o que é mal diante dos teus olhos” (Sl 51.4). Então, fazemos isso em silêncio, confessando nossos próprios pecados.
LEITURA DO EVANGELHO
Somos incapazes de obedecer perfeitamente a lei de Deus como Ele requer, por isso, tornamo-nos merecedores de sua ira. Todavia, “não há mais condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1). A leitura de textos com a instrução, promessas e a certeza da salvação para os que creem em Cristo Jesus complementam, logicamente, a leitura da lei de Deus.
DECLARAÇÃO DE PERDÃO
Tendo confessado nossos pecados a Deus, ouvimos o alegre anúncio de sua promessa de que “se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1.9). Como o embaixador de Cristo, o ministro declara o perdão a todos os que confiam em Cristo e se arrependem de seus pecados.
CONFISSÃO DE FÉ
Confessamos juntos o Credo dos Apóstolos, o Niceno ou Calcedônio, ou um parágrafo da Confissão de Westminster, ou questão do Catecismo de Heidelberg. Fazemos isso não apenas para sermos instruídos na fé cristã, mas também como uma oração a Deus na qual declaramos estar unidos na verdade que ele revelou: “Um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de tudo ”(Ef 4.5-6). Os credos e confissões resumem com beleza essa verdade revelada.
ORAÇÃO PASTORAL
O ministro ora em favor da congregação, trazendo “o fruto dos lábios que reconhecem o seu nome” (Hb 13.15), bem como a intercessão pela igreja e pelo mundo. Este ato pode ser concluído com a congregação recitando juntos a oração do Senhor.
CÂNTICOS DE LOUVOR
Tendo ouvido a bênção de Deus, nós respondemos levantando nossas vozes para ele e cantando um salmo, um hino ou cântico bíblico. Como está ordenado: “Vinde à sua presença cantando!” (Sl 100.2). As palavras que cantamos ao Senhor são cuidadosamente escolhidas, pois o conteúdo de cada canção deve estar de acordo com as Escrituras e deve nos proporcionar uma compreensão mais profunda de Deus.
OFERTÓRIO
Nós respondemos à graça de Deus com nossas ofertas e dízimos, que são para a propagação do evangelho no mundo e para a formação de discípulos. Fazemos isto como um ato de adoração, sabendo que “cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade, porque Deus ama a quem dá com alegria” (2 Cor 9.7).
CÂNTICO DE PREPARAÇÃO
Cantamos em preparação para a refeição que Deus está prestes a nos dar para as nossas almas na pregação de sua Palavra. Cantamos outro salmo, cântico ou hino, essencialmente dizendo ao Senhor: “A tua palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho” (Sl 119.105).
ORAÇÃO POR ILUMINAÇÃO
Chamamos o Senhor novamente, desta vez pedindo-lhe para que nos dê “o Espírito de sabedoria e de revelação no conhecimento dele, tendo os olhos de nossos corações iluminados, que possamos saber qual é a esperança que Ele nos chamou, quais são as riquezas de sua herança gloriosa nos santos, e qual é a imensurável grandeza de seu poder em relação a nós, os que cremos” (Ef 1.17-19).
O SERMÃO
Tendo pedido a Deus que abra os nossos ouvidos e
corações para recebermos a sua Palavra, nós o ouvimos falar enquanto a sua
Palavra é lida. Igualmente - “a leitura pública da Escritura” (1Tm 4.13) - é um
ato de adoração.
Deus continua a falar enquanto a sua Palavra é explicada e proclamada. Como o apóstolo Paulo disse ao pastor Timóteo: “Prega a Palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2Tm 4.2-4). O ministro faz uma exposição fiel do texto, que finalmente nos chama ao arrependimento do pecado e para a fé em Cristo.
CEIA DO SENHOR
Tendo ouvido uma breve instrução da nossa aliança de Deus em sua Palavra, agora nos reunimos com Ele em uma refeição pactual. Como a Palavra pregada nos prometeu o favor de Deus, em Cristo, assim também nosso Pai celestial acrescenta esta confirmação visível de sua promessa imutável. Celebramos juntos para comungar e participar do corpo e sangue de Cristo (1Co 10.16). Não acreditamos que os elementos da ceia se transformem, ou contenham o corpo físico de Cristo, mas cremos que, o pão e o vinho permanecem inalterados, e a presença espiritual de Cristo nos comunica graça, por meio deles, para a nossa santificação.
CÂNTICO DE RESPOSTA
Tendo ouvido a Palavra de Cristo e participado no seu corpo e sangue, “deixamos a Palavra de Cristo habitar em nós, ricamente, cantando salmos e hinos e cânticos espirituais, com ações de graças em nossos corações a Deus” (Cl 3.16).
BENÇÃO FINAL
No culto de adoração, o Deus Trino dá a primeira palavra e a palavra final. E ambas são anúncios de sua graça. Com as mãos erguidas, o ministro abençoa o povo de Deus com a Palavra de Deus, que está disponível a todos os que o recebem por meio da fé: “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (2Co 13.14).
CÂNTICO DO TRÍPLICE “AMÉM”
Tendo recebido a benção apostólica, cantamos “amém” [que significa “assim seja”] para em resposta a cada benção das Pessoas da Trindade.
APRESENTAÇÃO
DE VISITANTES E AVISOS
Encerrado
o culto solene os visitantes poderão ser apresentados. Deve-se usar de discrição,
respeito e alegria pela sua presença, convidando-os a retornar mais vezes, e a
continuarem no conhecimento de Cristo.
Os avisos, de modo apropriado, são entregues para notificar, orientar, ou esclarecer as atividades da agenda da igreja local ou situações urgentes.
Por: Mike Brown e Ewerton B. Tokashiki
[1] Traduzido
e adaptado de http://www.christurc.org/reformed-worship-explained/
. Este é apenas um modelo de liturgia reformada de um culto comum, obviamente,
há elementos que foram omitidos como batismo, votos e juramentos de ordenação,
etc. A ordem, o modo e outros detalhes de como realizar os elementos do culto
são chamados de circunstâncias do culto, e devem ser decididos pelo pastor
junto aos presbíteros. Barry Gritters observa que “a pregação está no coração e
no centro de cada culto de adoração reformado” in: Public Worship ant the Reformed Faith, p. 18. Por isso, o Princípio
Regulador do Culto é parte essencial da identidade do culto reformado.
[2] D.G. Buttrick afirma que “o que distingue a
adoração Reformada é mais a sua teologia do que a sua prática particular. A
tradição presbiteriana/reformada de culto a Deus é para a glória a Deus. O
nosso “principal fim” é glorificar a Deus. Assim, a adoração nas igrejas
Reformadas tem muitas vezes designada pelo objetivo – o foco é Deus e não os
sentimentos religiosas.” D.G. Buttrick, “Worship, Presbyterians and,” in: Mark
A. Noll, ed., Dictionary of the
Presbyterian & Reformed Tradition in America, p. 281.