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segunda-feira, 10 de março de 2025

Qual a diferença entre crente, evangélico e católico? | Augustus Nicodemus

A palavra "crente", em seu sentido amplo, refere-se a qualquer pessoa que afirma crer em Deus e em Cristo. No entanto, dentro do contexto evangélico, o termo ganhou um peso radical: não se trata de mera identificação religiosa ou tradição herdada, mas de uma conversão pessoal e transformadora a Cristo, marcada por uma fé viva e comprometida com os princípios das Escrituras. Enquanto o catolicismo romano frequentemente se contenta com uma fé ritualística e passiva, os evangélicos rejeitam essa superficialidade, exigindo uma adesão consciente e prática aos ensinamentos bíblicos, sem concessões ao formalismo vazio.  

O termo "evangélico" surge como um protesto direto contra os desvios doutrinários da Igreja Católica Romana. Durante a Reforma Protestante do século XVI, liderada por Lutero, Calvino e outros, a autoridade papal e as tradições humanas foram confrontadas com a verdade incontestável da sola Scriptura (somente a Bíblia). Os evangélicos rejeitaram veementemente a ideia de que a salvação pudesse ser negociada por meio de sacramentos, indulgências ou intermediação clerical — práticas que o catolicismo mantém até hoje, distorcendo o evangelho. Para os evangélicos, a salvação é exclusivamente pela graça (sola gratia) e somente pela fé (sola fide) em Cristo, sem a necessidade de uma hierarquia religiosa que se coloque como "portadora" da graça divina.  

Já o catolicismo romano se distingue por sua submissão à tradição e ao magistério papal, frequentemente colocados acima das Escrituras. A Igreja Católica acumulou, ao longo dos séculos, doutrinas extrabíblicas — como a veneração de santos, a mariolatria, o purgatório e a transubstanciação — que os reformadores denunciaram como invenções humanas que desvirtuam o evangelho. Enquanto os evangélicos pregam o sacerdócio universal de todos os crentes (1 Pedro 2:9), o catolicismo mantém um sistema clericalista, no qual a salvação é supostamente mediada por ritos e sacramentos controlados pela instituição. 

Além disso, o Concílio de Trento (1545-1563), resposta da Igreja Católica à Reforma, condenou explicitamente os princípios evangélicos, declarando anátema quem ousasse afirmar que a justificação é somente pela fé — um posicionamento que até hoje marca a incompatibilidade teológica insuperável entre as duas vertentes.  

Em resumo, enquanto o evangélico fundamenta sua fé exclusivamente na Bíblia e na obra completa de Cristo na cruz, o católico permanece preso a uma estrutura religiosa que mistura graça com mérito humano, subordinando a salvação a ritos e tradições impostos pela hierarquia clerical. Ainda que alguns católicos se declarem "crentes", sua fé é frequentemente diluída por práticas questionáveis que contrariam o cerne do evangelho. A verdadeira diferença, portanto, não está apenas na nomenclatura, mas em quem detém a autoridade: para os evangélicos, é a Palavra de Deus; para os católicos, é a instituição que, historicamente, perseguiu aqueles que ousaram desafiar seus dogmas. Essa divisão não é mera disputa teológica — é um abismo intransponível entre a verdade bíblica e um sistema que ainda insiste em obscurecê-la.

Augustus Nicodemus

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Viva sem ansiedade | Ronaldo Lidório

Chegamos ao último devocional da nossa série “não andeis ansiosos”. Hoje, eu gostaria de recapitular o que vimos e deixar alguns pontos importantes para uma vida sem ansiedade à luz da Palavra.

Nos três versos que nos guiaram (Filipenses 4:6-8), aprendemos cinco pontos essenciais para quem busca uma vida sem ansiedade e repleta de paz.

Primeiro, é possível viver sem ansiedade. A Palavra nos ensina: “não andeis ansiosos por coisa alguma”. Portanto, nem pela saúde, problemas financeiros, perseguições ou questões relacionais, nada! Em Cristo Jesus é possível viver sem ansiedade, com o coração em paz.

Segundo, o remédio para a ansiedade é a confiança em Deus. Não encontramos solução em nós mesmos, cursos, livros ou conselhos. Somente a confiança em Deus destrona a ansiedade em nossas vidas. Assim, confiados no Senhor, colocamos perante Ele “as vossas petições” em relação a tudo que nos aflige, “pela oração e súplica, com ação de graças”. A oração mata a ansiedade.

Terceiro, viver na “paz de Deus” deve ser o nosso alvo. O resultado da confiança em Cristo, colocando tudo perante o Senhor em oração, é vivermos em paz. Essa “paz de Deus” guardará nossos corações e mentes em Cristo Jesus. É Ele quem dá. A plena paz se instala quando conhecemos mais quem Deus é. 

Quarto, a ansiedade se desenvolve na mente. Portanto, devemos filtrar aquilo que entra em nossas mentes, rejeitando o que não vem de Deus. Assim, devemos desenvolver pensamentos sobre “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor”. Pois lemos: “nisto pensai”.

Quinto, devemos pedir que Ele aumente a nossa fé. E, na Palavra, em oração e adoração, buscar viver com a fé em Cristo Jesus. À medida que cremos, temos paz, pois nossa mente entende e nosso coração percebe que o Altíssimo está conosco, e isto nos basta. 

Lembre-se! Ansiedade é nos preocuparmos com tragédias que podem ou não acontecer, enquanto paz é nos despreocuparmos mesmo quando chegam as tempestades. Que o Senhor encha o seu coração de paz em nome de Jesus!

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Não se desespere | Ronaldo Lidório

Deus, em Sua Palavra, repete insistentemente que Ele está conosco, que devemos confiar nele e que é possível ter paz em meio à tempestade. A mensagem é clara: não se desespere. 

Escrevo hoje para aqueles que estão contra a parede, que enfrentam situações terríveis e que perderam as forças para caminhar. Os nossos três versos (Fp 4:6-8) falam a você, cujo coração está amedrontado, abatido e ansioso. 

É importante recapitular o ensino resumido de Paulo. Ele inicia dizendo “não andeis ansiosos de coisa alguma”, para logo depois ensinar o caminho da confiança em Deus, colocando perante Ele “as vossas petições” em relação ao que o aflige, “pela oração e súplica, com ação de graças”. E o lindo resultado é “a paz de Deus, que excede todo o entendimento”, que guardará em segurança “os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus”. Neste processo, é por demais importante também treinar a mente com os pensamentos de Cristo, enchendo-a de “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor”, cultivando tais pensamentos ao longo da vida, portanto “nisto pensai”. 

Mas há um ponto central que permeia toda a realidade de um coração em paz na tempestade, e sem ansiedade no dia a dia, que é a confiança em Deus. E é interessante observar na Palavra o quanto Deus nos convida a crer. Crer o suficiente para seguir a Cristo e descansar em Suas mãos. Crer o suficiente para deixar para trás o que para trás deve ficar e olhar para frente, para o que o Senhor tem para cada um de nós. Crer o suficiente para enfrentar o dia mau e, mesmo não compreendendo o porquê do sofrimento naquele momento, entregar tudo ao Senhor com verdadeiro descanso de alma. Crer o suficiente para não se desesperar. 

Você que enfrenta enfermidades complicadas, prolongadas ou de difícil tratamento, não se desespere! Você e eu não sabemos o desfecho do nosso amanhã em relação à saúde, mas sabemos quem Ele é, e seguimos o Seu ensino: "Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e o mais ele fará” (Sl 37:5). 

Você que enfrenta o abatimento da alma, a profunda tristeza do coração ou a angústia que parece não ter fim, não se desespere! Não temos a solução para todos os problemas da vida, mas conhecemos e confiamos em Cristo, que nos convida: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11:28). 

Você que enfrenta oposições, críticas e humilhações, não sabe o que fazer e não consegue resolver tais situações, não se desespere! O Senhor Jesus é nosso exemplo de mansidão e contentamento perante as mais duras perseguições. E a Palavra nos convida a confiar naquele que nos manterá em perfeita paz: “​Tu, Senhor, guardarás em perfeita paz aquele cuja mente está firme em ti, porque ele confia em ti” (Is 26:3). 

#ronaldolidorio #devocional #ansiedade

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Quando o desânimo leva a rebeldia | Pb. Evandro Marinho

O relato de Números 16:12-14 nos apresenta um momento de profunda insatisfação entre os israelitas no deserto. Datã e Abirão, em sua frustração, desafiaram Moisés e distorceram os fatos, dizendo que ele os havia tirado de uma terra que "manava leite e mel" para deixá-los morrer no deserto. Essa afirmação absurda revela como o desânimo pode nos levar a uma visão completamente errada da realidade. Quando as dificuldades surgem e nossas expectativas não se cumprem, podemos perder a clareza espiritual e, em vez de confiar em Deus, nos tornamos amargos e resistentes à Sua vontade.

R.C. Sproul afirmou: "O desânimo é um dos instrumentos mais eficazes que Satanás usa contra os cristãos." 

Quando nos sentimos desencorajados, podemos ceder ao pecado da incredulidade, questionando a bondade de Deus e rejeitando Sua orientação. Por isso, é essencial identificar as armadilhas do desânimo e combatê-lo com a verdade da Palavra.

Cinco Armadilhas do Desânimo

  1. O desânimo distorce a realidade
    Datã e Abirão se esqueceram da escravidão no Egito e passaram a idealizar um passado opressor, chamando-o de "terra que mana leite e mel" (Nm 16:13). Da mesma forma, quando estamos desanimados, podemos olhar para trás com nostalgia, como se o tempo antes de seguirmos a Deus fosse melhor. Charles Spurgeon adverte: "Nada pode satisfazer o homem que não está satisfeito com Deus." Se não estivermos contentes em Cristo, sempre veremos o passado ou os caminhos do mundo como mais atraentes do que a fidelidade ao Senhor.

  2. O desânimo leva à ingratidão
    Mesmo depois de tantos milagres – como a abertura do Mar Vermelho, o maná e a água da rocha – os israelitas preferiram murmurar contra Deus e contra Moisés. Quando estamos desanimados, podemos esquecer as bênçãos já recebidas e focar apenas no que nos falta. O apóstolo Paulo nos ensina que a gratidão deve ser um estilo de vida, independentemente das circunstâncias: "Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco" (1Ts 5:18).

  3. O desânimo nos torna resistentes à correção
    Moisés tentou chamar Datã e Abirão para dialogar, mas eles se recusaram a ouvi-lo (Nm 16:12). O desânimo pode nos levar a rejeitar qualquer palavra de exortação, vendo-a como uma afronta em vez de um meio de restauração. Quantas vezes, em meio à frustração, rejeitamos o conselho piedoso de irmãos ou líderes espirituais? Provérbios 12:15 nos lembra: "O caminho do insensato é reto aos seus próprios olhos, mas o que dá ouvidos ao conselho é sábio."

  4. O desânimo nos afasta da fé
    Quando não enxergamos a resposta de Deus no tempo que desejamos, podemos duvidar de Suas promessas e nos afastar d’Ele. Martinho Lutero dizia: "A fé é um salto no desconhecido, baseado na certeza do caráter de Deus." Em vez de permitirmos que o desânimo abale nossa confiança, devemos lembrar que Deus sempre cumpre Suas promessas, ainda que não no nosso tempo ou da nossa maneira.

  5. O desânimo nos leva à rebeldia contra Deus
    O descontentamento pode nos tornar resistentes à vontade de Deus, assim como aconteceu com Datã e Abirão. Eles não apenas murmuraram, mas incitaram outros a se rebelarem contra Moisés, colocando em risco toda a comunidade. Quando deixamos a frustração crescer, podemos acabar nos afastando da igreja, da comunhão e até da obediência à Palavra. Tiago 4:7 nos instrui: "Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós."

Conclusão e Aplicação

  1. Reoriente sua visão sobre Deus – O desânimo diminui quando focamos na grandeza e fidelidade de Deus, e não apenas em nossas circunstâncias (Isaías 40:31).
  2. Cultive a gratidão – Lembre-se das bênçãos passadas e treine sua mente para enxergar a providência divina no presente (Salmo 103:2).
  3. Esteja disposto a ouvir conselhos – Deus usa irmãos e líderes para nos ajudar a sair do estado de desânimo e a reencontrar a esperança (Hebreus 10:24-25).
  4. Fortaleça sua fé na Palavra – Alimente-se das Escrituras, pois nelas encontramos direção e encorajamento para os tempos difíceis (Romanos 15:4).
  5. Submeta-se a Deus com humildade – Confie que Ele está no controle, mesmo quando as circunstâncias parecem desfavoráveis. O verdadeiro descanso vem quando entregamos nossas preocupações ao Senhor (Mateus 11:28-30).

Como cristãos, podemos ter momentos de desânimo, mas jamais devemos permitir que ele nos domine. Em Cristo, encontramos forças para seguir adiante, confiando que Ele nos sustenta e nos guia, mesmo quando o caminho parece incerto.

Pb. Evandro Marinho

Dez Perigos que Levam à Apostasia | Pb. Evandro Marinho

A apostasia é um afastamento gradual da fé, causado por influências e escolhas que enfraquecem o relacionamento com Deus. Para evitar essa queda, é necessário compreender os perigos envolvidos.

Abaixo estão 10 perigos que podem levar à apostasia, cada um acompanhado de uma base bíblica.


1. Negligência das Práticas Espirituais

  

Quando negligenciamos a oração, o estudo da Palavra e o crescimento espiritual, nos tornamos vulneráveis à apostasia. A Bíblia nos adverte a mantermos uma vida de vigilância.


"Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca." (Mateus 26:41)


2. Indiferença ao Pecado


A falta de arrependimento endurece o coração e afasta a pessoa de Deus. O pecado não confessado é uma porta para o distanciamento espiritual.


"Mas os vossos pecados fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça." (Isaías 59:2)


3. Conformidade com o Mundo


O desejo de se adequar aos padrões do mundo nos afasta da vontade de Deus. A Bíblia nos chama a não nos conformarmos com o mundo, mas a sermos transformados.


 "E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento..." (Romanos 12:2)


4. Falsos Ensinamentos e Heresias


A aceitação de falsas doutrinas é um dos maiores perigos para o crente. Jesus e os apóstolos frequentemente advertiram contra os falsos mestres.


"E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos." (Mateus 24:11)


5. Orgulho e Autossuficiência Espiritual


Quando o crente confia em si mesmo, em vez de depender de Deus, ele se torna vulnerável ao afastamento. A autossuficiência espiritual é um caminho perigoso, ela é filha do orgulho e leva a queda.


"A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda." (Provérbios 16:18)


6. Falta de Comunhão com a Igreja


O isolamento do corpo de Cristo enfraquece a fé. A comunhão é um dos meios pelos quais Deus nos mantém firmes.


"Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns, antes façamos admoestações..." (Hebreus 10:25)


7. Perseguição e Sofrimento


Diante da perseguição e do sofrimento, muitos abandonam a fé. A Bíblia nos alerta a permanecer firmes mesmo nas provações, um dos pontos da Teologia Reformada é a perseverança dos santos, a graça de Deus nos faz perseverar, busque nEle a sua segurança mesmo em meio as provas Ele está com seus santos. 


"Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo." (Mateus 24:13)


8. Decepções e Expectativas Frustradas


Quando nossas expectativas em relação a Deus não são atendidas, podemos nos decepcionar e, eventualmente, nos afastar. Devemos confiar que Deus sabe o que é melhor para nós. 


"Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento." (Provérbios 3:5)


9. Amor ao Pecado e aos Prazeres Mundanos


O amor aos prazeres deste mundo leva à corrupção e ao afastamento de Deus. A Bíblia nos adverte sobre o perigo de amar o mundo mais do que a Deus.


"Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé..." (1 Timóteo 6:10)


10. Dúvidas Não Resolvidas


Dúvidas espirituais não tratadas podem crescer e gerar descrença. A Bíblia nos incentiva a buscar sabedoria e entendimento.


"Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente..." (Tiago 1:5)


Conclusão


Esses 10 perigos são caminhos que podem levar à apostasia se não forem tratados de maneira séria e bíblica. 


A Palavra de Deus nos chama a uma vida de vigilância, arrependimento, comunhão e firmeza na fé. Use os meios de graça para se fortalecer na fé. 


Pb. Evandro Marinho

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Como os Cristãos Devem Encarar a Depressão? | Augustus Nicodemus

Depressão é algo que muitas pessoas enfrentam. Imagine um seguidor de Cristo que, depois de muito trabalho e luta, se sente muito triste e perdido. Como cristãos, é importante falar sobre isso com bondade, sabedoria e esperança. A Bíblia mostra que até servos de Deus sentiram tristeza profunda. Por exemplo, o salmista escreveu: "Por que você está triste, ó minha alma? Por que está perturbada? Espere em Deus, pois ainda o louvarei. Ele é a minha salvação e o meu Deus" (Salmo 42.11).

Depressão e Fé

Estar deprimido não significa que você não tem fé. Pessoas como Jó, Elias e até Paulo passaram por momentos difíceis. Elias, por exemplo, pediu a Deus que tirasse sua vida porque estava muito angustiado (1 Reis 19.4). Até Jesus, antes de ser preso, sentiu tristeza profunda (Mateus 26.37-38). Isso nos mostra que sentir dor emocional faz parte da vida humana, mesmo para aqueles que seguem a Deus. Por exemplo, Jó lamentou profundamente suas perdas e falou sobre sua dor diretamente com Deus (Jó 3.11-13).

A Promessa de Deus na Dor

Se você ou alguém que você conhece está passando por depressão, lembre-se de que Deus nunca nos abandona. Ele promete estar ao nosso lado nas dificuldades: 

"Quando você atravessar águas profundas, eu estarei com você; quando atravessar rios, eles não o afogarão; quando andar pelo fogo, você não se queimaraá" (Isaías 43.2).

Passos Práticos para Aliviar o Sofrimento

Com a esperança que encontramos em Deus, também podemos fazer algumas coisas para aliviar o sofrimento:

Converse com alguém de confiança: 

Pode ser um pastor, amigo ou conselheiro cristão. Não tente enfrentar tudo sozinho.

Ore, mesmo que seja difícil:

Fale com Deus, mesmo que não saiba o que dizer. Ele entende sua dor.

Leia a Bíblia:

Textos como o Salmo 23 e Filipenses 4.6-7 podem trazer paz ao seu coração.

Cuide do corpo:

Descansar, comer bem e fazer algum tipo de exercício leve pode ajudar.

Busque ajuda profissional:

Deus nos deu médicos e terapeutas para nos apoiar. Procurar ajuda psicológica mostra sabedoria e cuida do presente que é o nosso corpo e mente.

Uma Lembrança Final de Esperança

Acima de tudo, lembre-se: 

"Entreguem todas as suas preocupações a Deus, pois Ele cuida de vocês" (1 Pedro 5.7). Mesmo nos momentos mais difíceis, Deus é nossa luz e esperança. 

Compartilhe essa mensagem com alguém que está sofrendo. Escute, ore junto e ajude essa pessoa a encontrar ajuda. Mostre o amor de Deus através de suas ações. Deus é fiel e sempre estará com você.

Augustus Nicodemus

segunda-feira, 11 de março de 2024

VIVER PELA FÉ SOMENTE | Augustus Nicodemus

A fé cristã, em sua essência, não se fundamenta em milagres, sonhos, visões ou revelações diárias e contemporâneas, mas sim na sólida crença nas verdades bíblicas. A ênfase exagerada nessas experiências místicas, como observamos em muitas igrejas evangélicas brasileiras, desvirtua a verdadeira natureza da fé. Tais práticas, embora não sejam intrinsecamente erradas, tornam-se problemáticas quando passam a definir a identidade da igreja, substituindo a fé genuína baseada na Palavra de Deus​​.

Além disso, é importante ressaltar que, no contexto do Novo Testamento, Deus não é descrito como revelando Sua vontade primariamente por meio de sonhos e visões. Estas eram experiências restritas principalmente aos apóstolos e em momentos críticos da história da salvação, como o caso da visão de Pedro. Portanto, esperar que tais experiências sejam normais na vida cristã é um equívoco e uma deturpação das Escrituras​​.

Por fim, é crucial destacar a problemática introdução de novas doutrinas na igreja, fundamentadas em alegações de visões, sonhos ou aparições do Senhor, que não se alinham com as Escrituras. Essa prática tem sido a base para muitos falsos profetas e representa uma continuidade do misticismo, que, embora se apresente sob novas formas, ainda mantém a característica de se basear em experiências místicas ao invés da autoridade da Palavra de Deus​​.

Por Augustus Nicodemus

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sexta-feira, 8 de março de 2024

DESAFIOS DE UMA IGREJA REFORMADA ENTRE IMIGRANTES | Augustus Nicodemus

As igrejas reformadas entre imigrantes brasileiros no exterior enfrentam um conjunto complexo de desafios, que exigem uma abordagem pastoral bíblica, cuidadosa e contextualizada. Por “reformada” eu me refiro a uma Igreja bíblica que abraça a teologia exposta  pela Reforma. Os desafios que igrejas assim enfrentam incluem a integração cultural, a atualização do contexto eclesiástico, a busca por prosperidade financeira, a legalidade do estado de visto e outros obstáculos específicos da experiência imigrante. Ao abordar esses temas, é essencial refletir sobre passagens bíblicas que orientam o tratamento dos estrangeiros e o exercício da hospitalidade cristã.

Integração Cultural e Atualização do Contexto

Uma Igreja que se propõe a servir imigrantes deve navegar na tensão entre manter seu compromisso com as doutrinas bíblicas, conforme entendidas pela Reforma protestante, e adaptar-se ao novo contexto cultural. Esse desafio envolve compreender as nuances culturais brasileiras e as do país de acolhida, promovendo um ambiente espiritual bíblico onde diferentes culturas possam coexistir harmoniosamente dentro dos princípios reformados. Levítico 19:34 e Deuteronômio 10:19 destacam a importância do povo de Deus de tratar os estrangeiros como iguais e com amor, incentivando a igreja a ser um espaço de acolhimento e integração aos que juntos professam o nome do Senhor Jesus.

Busca da Prosperidade Financeira

Pessoas se tornam imigrantes por várias razões, sendo a mais comum a busca de trabalho e oportunidades de uma vida melhor, financeiramente falando. A história da migração do hebreu Elimeleque encontrada no livro de Rute na Bíblia (Rt 1.1) pode ser vista como um exemplo. As igrejas devem orientar seus membros constantemente sobre a mordomia cristã, como obter, guardar e gastar recursos para a glória de Deus. Se possível, também oferecer apoio nessa busca do imigrante crente, proporcionando aconselhamento, recursos quando necessário e possível e programas que ajudem os membros a ganhar seu pão e viver dignamente sem perder de vista os ensinamentos bíblicos sobre a mordomia financeira.

Legalidade do Estado de Visto

A questão do status legal é uma realidade desafiadora para muitos imigrantes. A igreja pode ajudar oferecendo suporte espiritual, emocional e, quando possível, legal, com a ajuda de pessoas experientes e advogados especialistas em imigração, com cuidado para não violar as leis locais. Êxodo 22:21 e Mateus 25:35 enfatizam a importância de acolher e ajudar os estrangeiros, ressaltando a necessidade de a igreja ser um refúgio e um lugar de amparo para os verdadeiros cristãos imigrantes, sem deixar de incentivá-los a resolver as suas pendências imigratórias, considerando caso a caso para não correr o risco de perenizar ou encorajar a prática da ilegalidade, nem de cometer injustiças ou tornar-se insensível às necessidades dos imigrantes.

Mobilidade dos Membros

A alta rotatividade de membros em igrejas de imigrantes, motivada pela busca de melhores condições financeiras, apresenta desafios significativos. Pastoralmente, dificulta a formação de relações profundas e aconselhamento eficaz. No ministério, pode resultar em funções não preenchidas e sobrecarga para os membros que permanecem. A constante mudança de membros também afeta a unidade e a continuidade do ensino teológico, além de causar instabilidade financeira, o que pode comprometer o planejamento e execução de projetos. A visão missionária da igreja também pode ser afetada, pois recursos são utilizados para atender às necessidades imediatas. Estratégias como fortalecer redes entre igrejas, criar programas de discipulado adaptáveis e intensificar o cuidado pastoral podem ajudar a mitigar esses desafios, mantendo a igreja acolhedora e integrada.

Integração de Diferentes Tradições Evangélicas

Em um contexto de diáspora, as igrejas reformadas são chamadas a manter a fidelidade às Escrituras e aos princípios reformados, ao mesmo tempo em que acolhem e unem cristãos de várias tradições, como batistas, pentecostais, neopentecostais e outros oriundos de igrejas apostólicas e comunidades emergentes. Cada linha dessas traz consigo interpretações e ênfases distintas, que mesmo sendo, na grande maioria dos casos, em questões secundarias, podem gerar tensões. As igrejas bíblicas em meio a imigrantes são chamadas a promover um ensino fiel às doutrinas da graça, à soberania de Deus, à centralidade de Cristo e à autoridade da Bíblia, proporcionando um espaço para diálogo construtivo e respeitoso.

Outra questão é a diversidade cultural e de práticas de culto. Imigrantes de diferentes denominações podem ter estilos de adoração, música e liturgia variados. A igreja reformada deve buscar um equilíbrio, honrando a riqueza da diversidade cultural sem comprometer a simplicidade e a centralidade do evangelho e o princípio regulador do culto.

Portanto, a tarefa dessas igrejas é dupla: permanecer firmes nos fundamentos reformados, proclamando o evangelho de forma clara e inabalável, e ao mesmo tempo ser um espaço de acolhimento e amor, onde cristãos de diferentes tradições possam crescer juntos na graça e no conhecimento de Jesus Cristo.

Outros Desafios

Os imigrantes enfrentam desafios adicionais como a barreira da língua, a saudade de casa, e a necessidade de adaptação a um novo ambiente social e de trabalho. A Igreja deve oferecer espaços onde essas dificuldades possam ser compartilhadas e abordadas com compaixão. Hebreus 13:2, ao mencionar a hospitalidade que inadvertidamente acolheu anjos, lembra as igrejas da importância de estarem abertas e receptivas, não apenas como uma prática religiosa, mas como uma expressão do amor de Cristo e da graça divina. 

Ao lidar com esses desafios, as igrejas reformadas devem buscar sabedoria e orientação na Palavra de Deus, exercendo um ministério que reflete o amor e a misericórdia de Cristo para com todos os povos, especialmente aqueles que estão longe de sua terra natal. Em todas essas ações, a igreja se torna um farol de esperança e um refúgio espiritual para os imigrantes, cumprindo sua missão de ser luz e sal na terra.

Por Augustus Nicodemus

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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Quando o pecado é mais forte | Augustus Nicodemos

Amados em Cristo, nossa jornada terrena é permeada por desafios espirituais, onde, muitas vezes, sucumbimos ao pecado. Como pastor reformado, afirmo que essa queda, embora lamentável, abre a porta para um profundo arrependimento e renovação na fé. O primeiro passo neste caminho é a humilhação sincera diante de Deus, reconhecendo nossa total depravação e a incapacidade de nos redimirmos por nossas próprias forças.

Ao confessarmos nossos pecados, devemos lembrar da obra salvífica de Cristo. É somente por meio de Seu sacrifício na cruz que encontramos o perdão verdadeiro. Cristo, em sua infinita misericórdia, intercede por nós, tornando possível a nossa reconciliação com o Pai. A confiança nesta obra redentora é o alicerce da nossa fé e a garantia de que, apesar de nossas falhas, somos justificados perante Deus.

O arrependimento não é um ato isolado, mas um processo contínuo de mortificação do pecado e vivificação em Cristo. Como reformados, entendemos que a santificação é um caminho diário, marcado pela luta constante contra o pecado e o crescimento na graça. A cada dia, devemos nos revestir das armaduras de Deus, buscando viver de maneira que honre e glorifique o Seu nome.

Neste processo, a comunidade de fé é essencial. Como membros do corpo de Cristo, devemos nos apoiar mutuamente, fortalecendo-nos na Palavra e na oração. A igreja é o lugar onde somos constantemente lembrados das verdades do Evangelho e encorajados a viver segundo os preceitos de Deus.

Portanto, irmãos, quando caímos em pecado, não devemos nos desesperar, mas sim nos voltar humildemente para Deus, confiando em Sua graça e misericórdia. A obra redentora de Cristo é nossa esperança e segurança, e nela encontramos a força para renunciar ao pecado e caminhar em novidade de vida, glorificando a Deus em todos os nossos atos e palavras.

Augustus Nicodemos

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terça-feira, 23 de janeiro de 2024

ENFRENTANDO O DESEMPREGO COM FÉ E SABEDORIA | Augustus Nicodemos

Em nosso mundo contemporâneo, o desemprego é uma realidade desafiadora, afetando milhões de vidas e famílias. Causado por uma variedade de fatores—desde mudanças tecnológicas e globalização até crises econômicas e políticas—o desemprego não escolhe suas vítimas. Mas, como cristãos reformados, como devemos responder a essa provação?

Primeiramente, é fundamental reconhecer que nossa identidade e valor não são definidos pelo nosso status de emprego, mas por quem somos em Cristo. A fé cristã reformada nos ensina que, em Deus, encontramos um propósito e uma esperança que transcendem as circunstâncias temporais. “Porque sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Romanos 8:28, NAA).

Diante da ameaça do desemprego ou da realidade da pobreza, somos chamados a cultivar uma atitude de confiança e dependência de Deus, sabendo que Ele provê nossas necessidades. No entanto, isso não significa passividade. A Bíblia nos encoraja a trabalhar diligentemente e a buscar sabedoria em nossas decisões financeiras e profissionais. O livro de Provérbios está repleto de conselhos sobre diligência, sabedoria e planejamento.

Além disso, somos chamados a ser uma comunidade de suporte mútuo. A igreja deve ser um lugar onde aqueles que enfrentam dificuldades financeiras e desemprego encontrem amor, apoio e recursos práticos. A generosidade e a ajuda mútua são marcas distintivas de uma comunidade cristã saudável.

Por fim, lembre-se de que, mesmo nos momentos de incerteza financeira, somos chamados a manter uma perspectiva eterna. Nosso verdadeiro tesouro está em Cristo e em Sua promessa de uma eternidade com Ele. Esta esperança nos dá a força necessária para enfrentar os desafios de hoje.

Em Cristo, encontramos não apenas conforto, mas também a coragem para agir sabiamente, apoiar uns aos outros e viver de maneira que honre a Deus, mesmo em tempos de desemprego.

Por Augustus Nicodemos 

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Conselhos aos que sofrem (11) | Rev. Ronaldo Lidório

Parte: 11 - AOS QUE ENFRENTAM TEMPESTADES

Independente de como chegam, as tempestades frequentemente causam insegurança, sofrimento, ansiedade e dor. Elas vêm em forma de enfermidades prolongadas, conflitos familiares, problemas relacionais, provações, desempregos ou aflições. E algo é comum a todos: não é fácil passar por tempestades!

Em Mateus 8, lemos a respeito de uma grande tempestade que caiu sobre Jesus e seus discípulos enquanto estavam em um barco. A expressão grega para qualificar a tempestade que experimentaram é 'megas' – grande, terrível.

A reação dos discípulos foi de desespero, acordando Jesus com forte clamor: “[...] Senhor, salva-nos! Perecemos!” (v.25).

É importante observar que Jesus, nesse momento, questiona a fé dos seus discípulos. E faz, assim, uma clara ligação entre a fé e o descanso; entre a maneira como cremos e como é possível descansar em Deus, mesmo em meio às tormentas. Ele pergunta: [...] por que sois tímidos, homens de pequena fé? E, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar; e fez-se grande bonança" (v.26).

Três verdades devem ser destacadas.

Primeiro, em nossas vidas há dias bons e dias maus. Cedo ou tarde, todos experimentamos tempestades e sofrimentos. Devemos, assim, nos preparar, fortalecendo a nossa fé e relembrando a cada dia em quem cremos.

Segundo, não há tempestade que resista às palavras de Jesus. Ele tem o poder de repreender os ventos e a fúria do mar, fazendo acalmar a mais forte das tormentas. Portanto, não apenas estamos em boas mãos, mas também as tempestades que experimentamos estão nas mãos de Deus.

Terceiro, Cristo usa as tempestades para fortalecer a nossa fé. Ele deseja que creiamos em Deus e nos propósitos de Deus. Ele deseja que creiamos o suficiente para descansar, mesmo vivendo os dias mais escuros.
Assim, perante a tempestade, creia e descanse. Creia, pois Jesus é sempre fiel. E Ele está conosco em meio à tormenta. E descanse, pois, Ele nos guarda e guia. Segundo a sua vontade e no seu tempo, basta uma palavra e toda tormenta se calará.

Minha oração é que, após cruzarmos o árido deserto do sofrimento – seja ele qual for – saiamos mais crentes em Cristo, mais descansados de coração e mais envolvidos com a missão. Que em nossas vidas seja Ele exaltado!

Conselhos aos que sofrem (10) | Rev. Ronaldo Lidório

 Parte: 10 – AOS QUE SE ENCONTRAN SEM FORÇAS

Na conclusão da magnífica carta de Paulo aos efésios, ele ensina que devemos nos fortalecer no Senhor: "Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder" (Ef. 6:10).

Primeiramente para não cairmos na “cilada do diabo” (v.11), o que nos leva a refletir que as armadilhas são muitas e estão ao nosso redor (1Pe 5:8). De fato, o apóstolo destaca esse perigo, pois escreve o verso 20 explicando que a nossa luta não é contra carne e sangue, mas “principados e potestades”. Via de regra, o inimigo das nossas almas nos ataca nas áreas mais enfraquecidas em nossas vidas. Assim, uma pergunta deve ser levantada: qual é a área fraca da sua vida que precisa, urgente e intensamente, ser fortalecida no Senhor e na força do seu poder?

Em segundo lugar, devemos nos fortalecer no Senhor para resistirmos “no dia mau” (v.13), evidenciando que nossos dias são inconstantes e que é crucial resistir para, ao fim, permanecer com a fé inabalável. Parece-me que a dinâmica do texto nos apresenta um movimento: nos fortalecermos no dia bom para conseguirmos resistir quando o dia mau chegar.

Por fim, ele pede oração para que tenha intrepidez na pregação do evangelho de Cristo (v.19), fazendo uma interessante ligação entre a oração e a missão. Mostra que não somos naturalmente audaciosos e intrépidos.

Se o próprio Paulo pediu oração por coragem para a evangelização, nós também precisamos fazê-lo. Tal coragem é resultado direto da graça de Deus, motivo pelo qual precisamos orar e pedir. Uma vida tímida na oração é uma vida tímida na proclamação do evangelho.

O destaque de Paulo, além de apresentar os motivos para nos fortalecermos em Deus, é indicar como fazê-lo. Na teologia bíblica, se conciliarmos as cartas paulinas, encontraremos sete práticas cristãs que alimentam a nossa fé: Palavra, adoração, comunhão, oração, santidade, boas obras e evangelização. Essa é a trilha da espiritualidade onde somos fortalecidos no Senhor para permanecer, mesmo passando pelo sofrimento, com a fé inabalável.

  1. Leia e medite na Palavra de Deus. É ela que alimenta a sua fé e mostra o caminho.
  2. Encha seus dias com frequente adoração, o reconhecimento de quem Deus é e o que Ele faz. Faça isto de forma privada e individual no seu quarto, e, também, pública e coletiva com sua igreja local.
  3. Abrace a comunhão, caminhando com aqueles que amam e seguem o Senhor Jesus.
  4. Cultive a vida de oração – diálogo com o Pai em nome do Filho Jesus.
  5. Busque de forma intensa e intencional uma vida santa que agrada o coração de Deus.
  6. Chore com os que choram, abrace e socorra o aflito e necessitado.
  7. E evangelize, com suas palavras e vida, proclamando sobre o único redentor daquele que crê – Jesus.
Portanto, encha seus dias com a Palavra, adoração, comunhão, oração, santidade, boas obras e evangelização. Você será fortalecido no Senhor!

Identifique as áreas fracas da sua vida, sejam padrões de pensamentos, vícios secretos, motivações duvidosas ou orgulho camuflado. Depois desse autoexame, busque em Cristo um sincero quebrantamento que leve a um verdadeiro arrependimento.

Livre-se urgentemente das suas fraquezas crônicas, pois são nessas lacunas que você será frontalmente atacado pelo inimigo. E não caminhe sozinho! Busque um companheiro de oração, de caminhada, de coração. A comunhão entre os santos é o ambiente que permite que o bálsamo seja derramado sobre a ferida.

Portanto, aos que sofrem, deixo este encorajamento: Deus o fortalecerá. Você não está sozinho, pois o Rei do universo, que o amou e chamou, está ao seu lado todos os dias. Clame e o Senhor o ouvirá. E, enquanto o livramento não chega, persevere com fé, perseverança e paz. Fé, pois Ele o chamou para crer. Assim, o descanso de alma é um resultado direto da fé. Perseverança, pois o caminho muitas vezes é longo e árduo. Caminhe um dia por vez, sabendo que as misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã. E, por fim, paz, mesmo em meio ao sofrimento. Lembre-se: por mais forte que seja a tormenta, estamos nas mãos do Senhor, que é fiel.

Conselhos aos que sofrem (9) | Rev. Ronaldo Lidório

 Parte: 09 – AOS QUE NÃO ENXERGAM ALÉM DO JORDÃO


Ao se preparar para seguir adiante, olhe para trás! Veja o quanto Deus foi fiel, guardou a sua vida, alimentou a sua alma e proveu além das suas necessidades. Lembre-se de que Ele jamais falhou, nunca se ausentou ou deixou de amar. E creia que amanhã não será diferente.

A última pregação de Moisés foi possivelmente a mais emblemática, pois tinha como missão orientar o povo a seguir aonde ele não iria – além do Jordão. Seu sermão se encontra nos capítulos 31 e 32 de Deuteronômio e poderia ter como título ‘Exortações da travessia’.

Trata-se de um convite a olhar para trás, pois “o Senhor lhes fará como fez a Seom e a Ogue, reis dos amorreus, os quais destruiu, bem como a sua terra” (Dt 31:4). Moisés conclama o povo a um exercício de memória e fé – “lembra-te dos dias da antiguidade” (Dt 32:7) – fazendo com que a memória seja inundada com os fatos que expressam o poder, a fidelidade e o amor de Deus. É da natureza de Deus ser fiel!

A terra além do Jordão representava a incerteza e insegurança. Os relatos que chegavam ao povo eram de uma terra frutífera, porém habitada por guerreiros, exércitos e protegida por cidades fortificadas. Perante esse temor, Moisés lhes ensina que “o Senhor, teu Deus, passará adiante de ti” (Dt 31:3) e “... o Senhor é quem vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará” (Dt 31:8). A mensagem é clara: Deus está aonde ainda não chegamos. É possível descansar perante o novo que nos desafia, pois Deus já está além do Jordão.

Nesse sermão Moisés não fala apenas de vitória e fidelidade, ele também denuncia o pecado apontando para a rebelião aos mandamentos de Deus (Dt 31:27), os que praticam abominações (Dt 32:16), os que se esquecem da Rocha, que é o Senhor (Dt 32:18) e os que perderam a lealdade a Deus e se tornaram leais ao mundo (Dt 32:20). Exorta o povo a se quebrantar, abandonar o pecado e buscar a santidade. Não deveriam cruzar o Jordão com essas práticas e manchas.

Perante um novo dia, deixe para trás o temor. Encha seu coração de fé e esperança, pois o Senhor é a sua força e o seu refúgio. Ao contrário dos surrealistas, o cristão não nega o perigo e o mal. Longe disso, os reconhece plenamente. A Palavra narra de forma clara os perigos da vida cristã associados ao nosso próprio coração, à sociedade humana e ao maligno. As Escrituras evidenciam que há reais e evidentes motivos de temor. O desafio bíblico, portanto, não é negar os motivos para temer, mas deixar de temer mesmo com reais motivos, pois o Senhor é conosco.

Ao assumir a liderança do povo, Josué – que bem conhecia todos os perigos daquela terra – foi enfaticamente encorajado por Deus a ter coragem: “... não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares” (Js 1:9).

Perante um novo dia, deixe para trás também o pecado. Identifique em sua vida aquilo que não vale a pena levar. Denuncie em seu próprio coração o que não procede de Deus. Renuncie, em nome de Jesus, o que entristece o Espírito. Cada novo dia é uma nova oportunidade para buscar de forma intensa e intencional a santidade de vida que agrada a Deus. Que nosso alvo seja sermos mais santos hoje do que fomos ontem e que a santidade não seja apenas um sistemático controle de ações e reações, palavras e comportamento com aparência cristã; mas, sim, uma profunda e transformadora experiência com Cristo, em Cristo e por Cristo, que purifica a alma e nos aproxima do Pai.

Perante um novo dia em sua vida, olhe para trás e lembre-se também da ininterrupta fidelidade de Deus em sua história. Saiba que Ele já foi adiante de você e lhe preparou o caminho. Deixe para trás o temor e o pecado e jamais se esqueça: Deus está além do Jordão.


Conselhos aos que sofrem (8) | Rev. Ronaldo Lidório

Parte: 08 AOS QUE SÃO PERSEGUIDOS

A Palavra afirma que aqueles que viverem em Cristo serão perseguidos (2 Tm 3:12). Também que alguns sofrerão perseguição por causa da justiça (Mt 5:10) e que isto envolverá não apenas o sofrimento do corpo, mas também a difamação pessoal e moral (Mt 5:11).

Em meio à perseguição somos ensinados a guardar a Palavra de Deus (Jo 15:20) e à medida que a igreja é perseguida, o Senhor a fortalece para permanecer inabalável (Ef. 6:13). Em momentos difíceis, a mesma igreja que sofre é também aquela que se encontra em posição de dar grande testemunho de Cristo!

Em Atos capítulo 8, a igreja primitiva passou por forte perseguição. Ensina a Palavra que o sofrimento era físico, emocional e espiritual. No verso 1 o autor fala que a igreja “sofria perseguição”, usando o vocábulo diogmos que indica dor física. No verso 2 lemos que a igreja “pranteava” a morte de Estêvão, do grego kopeton que significa dor na alma – um sofrimento emocional. Por fim, no verso 3 vemos que Paulo “assolava” a igreja, onde encontramos o termo elumaineto, também usado em João 10:10 para se referir à ação do ladrão e inimigo que veio roubar, matar e destruir, ou seja, um sofrimento espiritual.

Entretanto, em meio a essas perseguições e sofrimento, de alguma forma que não compreendemos, Deus produz valentia e perseverança nos seus filhos e abre largas portas para que Jesus se torne mais e mais conhecido.

O mesmo ocorreu em Atos 8. Em meio a todo o sofrimento – físico, emocional e espiritual – a igreja foi dispersa por toda parte (v.1); porém, como consequência dessa dispersão, o evangelho também se difundiu, pois proclamavam a Cristo (v.4). Vemos que multidões se converteram (v.6), Deus mostrou sinais e maravilhas (v.7) e, por fim, houve grande alegria em Samaria com vidas sendo transformadas (v.8.)

Atos 8 é um texto que narra a poderosa intervenção de Deus em ambientes improváveis. Começa no verso primeiro com uma grande perseguição e termina no verso oito com uma grande alegria. Parece que esse modo de operação de Deus continua o mesmo hoje. Em meio a grandes perseguições o Senhor tem produzido também grandes alegrias. Talvez, em virtude disso, quem sai andando e chorando enquanto semeia volta sempre com alegria trazendo os frutos colhidos, pela graça do Pai.

Durante um seminário em área resistente à pregação do evangelho na Ásia central, procurei uma analogia que pudesse representar as equipes missionárias naquela região. Veio à mente a figura dos barcos usados para quebrar o gelo marítimo do Alasca, os conhecidos ice-breakers. São barcos pequenos, com motores potentes e a proa construída de aço com espessura dobrada e afiada, que funciona como um machado que bate e racha a superfície congelada à medida que o barco avança.

Após tais barcos realizarem seu trabalho, chegam os grandes navios turísticos que seguem para conhecer a linda e exótica região. Nesse momento o clima é de festa e deslumbramento, porém quebrar o gelo não foi tarefa fácil nem rápida. Olhando os ice-breakers de longe, tem-se a impressão de que estão parados em meio a enormes blocos de gelo. Observando mais de perto, porém, nota-se que o gelo tem sido quebrado, metro a metro, e os pequenos barcos se movem a frente, vagarosamente, realizando tão pesado trabalho.

Em várias partes do mundo a igreja de Cristo enfrenta restrição para existir e, às vezes, perseguição por partilhar a fé. Em outras, a pregação do evangelho é restrita, seja por barreiras políticas, linguísticas, culturais, climáticas, religiosas ou sociais. Também em nosso país, cristãos evangélicos frequentemente experimentam pressões e críticas. O trabalho é vagaroso e tem-se a impressão de que nada novo acontecerá.

Devemos, entretanto, lembrar que após o gelo quebrado virão navios com multidões que passarão pelo caminho aberto. Nesse dia haverá deslumbramento e alegria pela bondade do Senhor que em meio ao contexto mais improvável fez algo novo acontecer.

Para vocês que andam e choram enquanto semeiam, continuem a andar, chorar e semear, pois um dia o fruto da semente estará perante o Santo Cordeiro de Deus. Guarde a sua fé enquanto anda e chora. Não perca a alegria, a mansidão, a oração e a paz. E não deixe de semear mesmo no sofrimento, pois há promessa de frutos para os que semeiam na dor. Também não dê ouvidos àqueles que dizem que o Eterno o abandonou, que a semente não frutificará, que o caminho não tem fim. Eles não sabem que o Cordeiro de Deus é também o Leão de Judá.

Conselhos aos que sofrem (7) | Rev. Ronaldo Lidório

 Parte 07 – AOS QUE TEM A FÉ ABALADA

A igreja de Cristo vive dias de forte antagonismo entre a fé e a dúvida, o amor e a indiferença, a santidade e o pecado, a liberdade e a perseguição. Perante um mundo que nos convida a ver, Deus nos convida a crer. Entender esse convite, abraçá-lo e proclamá-lo, parece ser a nossa missão e o significado de nossas vidas.

Paulo afirma que “a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé” (Rm 1:17). Esse verso reproduz a mensagem de Habacuque (Hc 2:4), que faz essa afirmação 600 anos antes de Cristo. No primeiro capítulo do livro de Habacuque, o profeta denuncia o sofrimento do povo de Deus perante o ataque dos caldeus, narrando a aflição do povo com a violência, destruição, prisão e humilhação. E pergunta: "Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? Por que me mostras a iniquidade e me fazes ver a opressão?" (Hc 1:2-3).

O profeta pede que Deus mude as circunstâncias e anule o sofrimento, porém a resposta de Deus é diferente: o Senhor lhe diz que o povo sofrerá ainda mais e que as dores apenas começaram. Habacuque se desespera e aguarda na torre de vigia. Lança-se à oração (Hc 2:1).

Perante essa crise profundamente desesperadora, ele reconhece algo novo sobre Deus, e diz:

“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é minha fortaleza” (Hc 3:17-19).

O profeta percebe que Deus não perdeu seu poder diante do caos. Deus não deixa de ser Deus quando se cala. Habacuque pede que o Senhor mude as circunstâncias, mas Deus lhe convida a crer que Ele é Deus apesar e além das circunstâncias.

No capítulo 2 Habacuque exclama aquilo que iria levar Paulo, após 600 anos, a fundamentar a carta aos Romanos, e Lutero, após 2.100 anos, a iniciar a Reforma Protestante: “O justo viverá por fé” (Hc 2:4). Deus não nos convida a ver, mas a crer. Deus nos convida a ter fé. E, como Paulo afirma: “a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Rm 10:17).
Não há nada mais poderoso em nossas ações do que proclamarmos a Palavra do Senhor, na qual cremos. Ela gera fé e transforma o coração mais duro, a nação mais forte, o homem mais ímpio, como transformou a minha e a sua vida. Creia que Ele fará isso ainda com milhões ou bilhões.

Vivemos em um país que carece profundamente de paz, justiça e livramento. Creio que é também missão da igreja clamar ao Senhor para que essas circunstâncias mudem, bem como lutar e participar dessa transformação. Porém, nossa missão vai além do clamor pela mudança do cenário. Ela envolve também proclamar que, mesmo em meio à tragédia, há Deus – e Ele nos convida a crer.

A primeira missão da igreja, portanto, não é a proclamação, mas a fé. Não é viver, mas morrer. Não é mudar, mas ser transformada. A missão é resultado da fé.

À semelhança de Habacuque, nossa tendência é buscar com maior intensidade o livramento do sofrimento diário. Deus, porém, vê além da linha do horizonte e promove um livramento eterno. Por vezes Ele usa o sofrimento temporário para que tenhamos nossa atenção voltada para sua dependência. Outras vezes os maiores aprendizados não ocorrem nas savanas tranquilas, mas nos desconfortáveis desertos. Não devemos buscar o sofrimento, mas compreender que há um propósito maior que a dor.

“Ainda que a figueira não floresça...” nos ensina que todos os planos de Deus, mesmo em meio ao sofrimento e caos, são planos de amor. E que reconhecer isso nos dá a mais santa e poderosa mensagem: há Deus!
“Ainda que a figueira não floresça...” nos ensina que todos os planos de Deus, mesmo em meio ao sofrimento e caos, são planos de amor. E que reconhecer isso nos dá a mais santa e poderosa mensagem: há Deus!

Conselhos aos que sofrem (6) | Rev. Ronaldo Lidório

Parte 06: AOS QUE NÃO TEM MORADA CERTA

Estive em contato com etnias peregrinas em dois momentos de minha vida. Visitei brevemente um grupo tuaregue na região desértica do Saara e, de forma mais prolongada, convivi com três famílias Fula no nordeste de Gana. Fiquei impressionado com as características que marcam uma sociedade nômade e destaco três. A primeira é que eles mantêm uma vida material simples, com bens e posses que podem ser facilmente transportados, descartando o supérfluo. A segunda é perceptível quando vi que eles orientam a vida pelos relacionamentos pessoais e não pelo território, mantendo um alto nível de compromisso relacional que subsiste a diferentes cenários. E, por fim, a terceira característica é que as motivações que os levam à peregrinação passam por diversas vertentes, sendo uma delas a esperança de encontrar algo melhor em outra terra.

O autor aos Hebreus nos fala sobre estrangeiros e peregrinos que viveram na esperança e morreram na fé, buscando uma pátria celestial e, por isso, Deus se manifestou como seu Deus e lhes preparou uma morada (Hb 11:13-15). Um desses peregrinos, Abraão, movido por uma promessa do Senhor, trocou a cidade pelas tendas, o certo pelo desconhecido, a casa de seus pais pela esperança em Deus.

Fé e esperança são valores essenciais para os cristãos peregrinos e conduzem a uma vida paradoxal. Em Cristo, somos chamados a viver como responsáveis cidadãos da terra, mas orientados pela cidadania dos céus, de modo a não nos apegarmos às coisas desse mundo, alegrando-nos sempre com a criação de Deus.

Como peregrinos, não somos sujeitos à carne, mundo e diabo, mas ainda estamos em luta contra todos eles. Proclamamos o evangelho que nos dá salvação, mas não nos tira do mundo ou do caos. Convidamos as nações a crerem em Deus, mesmo sabendo que, em muitos casos, seremos perseguidos pela nossa fé.

A fé dos peregrinos bíblicos produz resultados na terra. Na Bíblia, percebemos que essas pessoas fizeram ruir as muralhas de Jericó, subjugaram reinos, obtiveram promessas e fecharam bocas de leões (Hb 11: 30-34). Pela fé o impossível pode acontecer, se o Senhor assim desejar.

Há, porém, o outro lado da vivência da fé, pois a epístola aos Hebreus relata que os crentes no Senhor foram torturados, passaram pela prova de açoites, foram apedrejados, provados, serrados ao meio, mortos ao fio da espada e andaram sem rumo (Hb 11:35-37). Trata-se de uma fé impregnada de esperança, que não apenas deságua em livramentos e feitos no presente, mas também prepara o cristão para enfrentar o vale do sofrimento sem deixar de crer que a casa do Pai o aguarda.

Alegre-se com as maravilhas da criação de Deus nesse mundo, lembrando que elas apontam para a perfeição que há de vir. Chore todas as lágrimas pelos que partem ou sofrem nessa vida, com a doce convicção de que não haverá choro na casa do Pai. Envolva-se com a proclamação do evangelho de forma intensa, sabendo que na eternidade não haverá evangelização, apenas adoração.

Fortaleça a cada dia a sua fé, pois no porvir não precisaremos dela para crer, já que veremos face a face o nosso Senhor. Sofra as dores que lhe são impostas, sem deixar que a ansiedade ou a amargura o cativem. Jesus pagou o preço por todos os nossos pecados e carregou sobre si as nossas dores.

Peregrino, a cada passo fortaleça-se na fé e alimente-se da esperança, vivendo de forma plena os seus dias e lembrando que Ele o aguarda.
Peregrino, a cada passo fortaleça-se na fé e alimente-se da esperança, vivendo de forma plena os seus dias e lembrando que Ele o aguarda.