terça-feira, 17 de junho de 2025
sexta-feira, 2 de maio de 2025
segunda-feira, 10 de março de 2025
Qual a diferença entre crente, evangélico e católico? | Augustus Nicodemus
A palavra "crente", em seu sentido amplo, refere-se a qualquer pessoa que afirma crer em Deus e em Cristo. No entanto, dentro do contexto evangélico, o termo ganhou um peso radical: não se trata de mera identificação religiosa ou tradição herdada, mas de uma conversão pessoal e transformadora a Cristo, marcada por uma fé viva e comprometida com os princípios das Escrituras. Enquanto o catolicismo romano frequentemente se contenta com uma fé ritualística e passiva, os evangélicos rejeitam essa superficialidade, exigindo uma adesão consciente e prática aos ensinamentos bíblicos, sem concessões ao formalismo vazio.
O termo "evangélico" surge como um protesto direto contra os desvios doutrinários da Igreja Católica Romana. Durante a Reforma Protestante do século XVI, liderada por Lutero, Calvino e outros, a autoridade papal e as tradições humanas foram confrontadas com a verdade incontestável da sola Scriptura (somente a Bíblia). Os evangélicos rejeitaram veementemente a ideia de que a salvação pudesse ser negociada por meio de sacramentos, indulgências ou intermediação clerical — práticas que o catolicismo mantém até hoje, distorcendo o evangelho. Para os evangélicos, a salvação é exclusivamente pela graça (sola gratia) e somente pela fé (sola fide) em Cristo, sem a necessidade de uma hierarquia religiosa que se coloque como "portadora" da graça divina.
Já o catolicismo romano se distingue por sua submissão à tradição e ao magistério papal, frequentemente colocados acima das Escrituras. A Igreja Católica acumulou, ao longo dos séculos, doutrinas extrabíblicas — como a veneração de santos, a mariolatria, o purgatório e a transubstanciação — que os reformadores denunciaram como invenções humanas que desvirtuam o evangelho. Enquanto os evangélicos pregam o sacerdócio universal de todos os crentes (1 Pedro 2:9), o catolicismo mantém um sistema clericalista, no qual a salvação é supostamente mediada por ritos e sacramentos controlados pela instituição.
Além disso, o Concílio de Trento (1545-1563), resposta da Igreja Católica à Reforma, condenou explicitamente os princípios evangélicos, declarando anátema quem ousasse afirmar que a justificação é somente pela fé — um posicionamento que até hoje marca a incompatibilidade teológica insuperável entre as duas vertentes.
Em resumo, enquanto o evangélico fundamenta sua fé exclusivamente na Bíblia e na obra completa de Cristo na cruz, o católico permanece preso a uma estrutura religiosa que mistura graça com mérito humano, subordinando a salvação a ritos e tradições impostos pela hierarquia clerical. Ainda que alguns católicos se declarem "crentes", sua fé é frequentemente diluída por práticas questionáveis que contrariam o cerne do evangelho. A verdadeira diferença, portanto, não está apenas na nomenclatura, mas em quem detém a autoridade: para os evangélicos, é a Palavra de Deus; para os católicos, é a instituição que, historicamente, perseguiu aqueles que ousaram desafiar seus dogmas. Essa divisão não é mera disputa teológica — é um abismo intransponível entre a verdade bíblica e um sistema que ainda insiste em obscurecê-la.
Augustus Nicodemus
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025
Viva sem ansiedade | Ronaldo Lidório
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025
Não se desespere | Ronaldo Lidório
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025
Quando o desânimo leva a rebeldia | Pb. Evandro Marinho
O relato de Números 16:12-14 nos apresenta um momento de profunda insatisfação entre os israelitas no deserto. Datã e Abirão, em sua frustração, desafiaram Moisés e distorceram os fatos, dizendo que ele os havia tirado de uma terra que "manava leite e mel" para deixá-los morrer no deserto. Essa afirmação absurda revela como o desânimo pode nos levar a uma visão completamente errada da realidade. Quando as dificuldades surgem e nossas expectativas não se cumprem, podemos perder a clareza espiritual e, em vez de confiar em Deus, nos tornamos amargos e resistentes à Sua vontade.
R.C. Sproul afirmou: "O desânimo é um dos instrumentos mais eficazes que Satanás usa contra os cristãos."
Quando nos sentimos desencorajados, podemos ceder ao pecado da incredulidade, questionando a bondade de Deus e rejeitando Sua orientação. Por isso, é essencial identificar as armadilhas do desânimo e combatê-lo com a verdade da Palavra.
Cinco Armadilhas do Desânimo
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O desânimo distorce a realidadeDatã e Abirão se esqueceram da escravidão no Egito e passaram a idealizar um passado opressor, chamando-o de "terra que mana leite e mel" (Nm 16:13). Da mesma forma, quando estamos desanimados, podemos olhar para trás com nostalgia, como se o tempo antes de seguirmos a Deus fosse melhor. Charles Spurgeon adverte: "Nada pode satisfazer o homem que não está satisfeito com Deus." Se não estivermos contentes em Cristo, sempre veremos o passado ou os caminhos do mundo como mais atraentes do que a fidelidade ao Senhor.
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O desânimo leva à ingratidãoMesmo depois de tantos milagres – como a abertura do Mar Vermelho, o maná e a água da rocha – os israelitas preferiram murmurar contra Deus e contra Moisés. Quando estamos desanimados, podemos esquecer as bênçãos já recebidas e focar apenas no que nos falta. O apóstolo Paulo nos ensina que a gratidão deve ser um estilo de vida, independentemente das circunstâncias: "Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco" (1Ts 5:18).
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O desânimo nos torna resistentes à correçãoMoisés tentou chamar Datã e Abirão para dialogar, mas eles se recusaram a ouvi-lo (Nm 16:12). O desânimo pode nos levar a rejeitar qualquer palavra de exortação, vendo-a como uma afronta em vez de um meio de restauração. Quantas vezes, em meio à frustração, rejeitamos o conselho piedoso de irmãos ou líderes espirituais? Provérbios 12:15 nos lembra: "O caminho do insensato é reto aos seus próprios olhos, mas o que dá ouvidos ao conselho é sábio."
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O desânimo nos afasta da féQuando não enxergamos a resposta de Deus no tempo que desejamos, podemos duvidar de Suas promessas e nos afastar d’Ele. Martinho Lutero dizia: "A fé é um salto no desconhecido, baseado na certeza do caráter de Deus." Em vez de permitirmos que o desânimo abale nossa confiança, devemos lembrar que Deus sempre cumpre Suas promessas, ainda que não no nosso tempo ou da nossa maneira.
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O desânimo nos leva à rebeldia contra DeusO descontentamento pode nos tornar resistentes à vontade de Deus, assim como aconteceu com Datã e Abirão. Eles não apenas murmuraram, mas incitaram outros a se rebelarem contra Moisés, colocando em risco toda a comunidade. Quando deixamos a frustração crescer, podemos acabar nos afastando da igreja, da comunhão e até da obediência à Palavra. Tiago 4:7 nos instrui: "Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós."
Conclusão e Aplicação
- Reoriente sua visão sobre Deus – O desânimo diminui quando focamos na grandeza e fidelidade de Deus, e não apenas em nossas circunstâncias (Isaías 40:31).
- Cultive a gratidão – Lembre-se das bênçãos passadas e treine sua mente para enxergar a providência divina no presente (Salmo 103:2).
- Esteja disposto a ouvir conselhos – Deus usa irmãos e líderes para nos ajudar a sair do estado de desânimo e a reencontrar a esperança (Hebreus 10:24-25).
- Fortaleça sua fé na Palavra – Alimente-se das Escrituras, pois nelas encontramos direção e encorajamento para os tempos difíceis (Romanos 15:4).
- Submeta-se a Deus com humildade – Confie que Ele está no controle, mesmo quando as circunstâncias parecem desfavoráveis. O verdadeiro descanso vem quando entregamos nossas preocupações ao Senhor (Mateus 11:28-30).
Como cristãos, podemos ter momentos de desânimo, mas jamais devemos permitir que ele nos domine. Em Cristo, encontramos forças para seguir adiante, confiando que Ele nos sustenta e nos guia, mesmo quando o caminho parece incerto.
Pb. Evandro Marinho
Dez Perigos que Levam à Apostasia | Pb. Evandro Marinho
A apostasia é um afastamento gradual da fé, causado por influências e escolhas que enfraquecem o relacionamento com Deus. Para evitar essa queda, é necessário compreender os perigos envolvidos.
Abaixo estão 10 perigos que podem levar à apostasia, cada um acompanhado de uma base bíblica.
1. Negligência das Práticas Espirituais
Quando negligenciamos a oração, o estudo da Palavra e o crescimento espiritual, nos tornamos vulneráveis à apostasia. A Bíblia nos adverte a mantermos uma vida de vigilância.
"Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca." (Mateus 26:41)
2. Indiferença ao Pecado
A falta de arrependimento endurece o coração e afasta a pessoa de Deus. O pecado não confessado é uma porta para o distanciamento espiritual.
"Mas os vossos pecados fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça." (Isaías 59:2)
3. Conformidade com o Mundo
O desejo de se adequar aos padrões do mundo nos afasta da vontade de Deus. A Bíblia nos chama a não nos conformarmos com o mundo, mas a sermos transformados.
"E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento..." (Romanos 12:2)
4. Falsos Ensinamentos e Heresias
A aceitação de falsas doutrinas é um dos maiores perigos para o crente. Jesus e os apóstolos frequentemente advertiram contra os falsos mestres.
"E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos." (Mateus 24:11)
5. Orgulho e Autossuficiência Espiritual
Quando o crente confia em si mesmo, em vez de depender de Deus, ele se torna vulnerável ao afastamento. A autossuficiência espiritual é um caminho perigoso, ela é filha do orgulho e leva a queda.
"A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda." (Provérbios 16:18)
6. Falta de Comunhão com a Igreja
O isolamento do corpo de Cristo enfraquece a fé. A comunhão é um dos meios pelos quais Deus nos mantém firmes.
"Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns, antes façamos admoestações..." (Hebreus 10:25)
7. Perseguição e Sofrimento
Diante da perseguição e do sofrimento, muitos abandonam a fé. A Bíblia nos alerta a permanecer firmes mesmo nas provações, um dos pontos da Teologia Reformada é a perseverança dos santos, a graça de Deus nos faz perseverar, busque nEle a sua segurança mesmo em meio as provas Ele está com seus santos.
"Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo." (Mateus 24:13)
8. Decepções e Expectativas Frustradas
Quando nossas expectativas em relação a Deus não são atendidas, podemos nos decepcionar e, eventualmente, nos afastar. Devemos confiar que Deus sabe o que é melhor para nós.
"Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento." (Provérbios 3:5)
9. Amor ao Pecado e aos Prazeres Mundanos
O amor aos prazeres deste mundo leva à corrupção e ao afastamento de Deus. A Bíblia nos adverte sobre o perigo de amar o mundo mais do que a Deus.
"Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé..." (1 Timóteo 6:10)
10. Dúvidas Não Resolvidas
Dúvidas espirituais não tratadas podem crescer e gerar descrença. A Bíblia nos incentiva a buscar sabedoria e entendimento.
"Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente..." (Tiago 1:5)
Conclusão
Esses 10 perigos são caminhos que podem levar à apostasia se não forem tratados de maneira séria e bíblica.
A Palavra de Deus nos chama a uma vida de vigilância, arrependimento, comunhão e firmeza na fé. Use os meios de graça para se fortalecer na fé.
Pb. Evandro Marinho
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025
Como os Cristãos Devem Encarar a Depressão? | Augustus Nicodemus
terça-feira, 23 de abril de 2024
segunda-feira, 11 de março de 2024
VIVER PELA FÉ SOMENTE | Augustus Nicodemus
A fé cristã, em sua essência, não se fundamenta em milagres, sonhos, visões ou revelações diárias e contemporâneas, mas sim na sólida crença nas verdades bíblicas. A ênfase exagerada nessas experiências místicas, como observamos em muitas igrejas evangélicas brasileiras, desvirtua a verdadeira natureza da fé. Tais práticas, embora não sejam intrinsecamente erradas, tornam-se problemáticas quando passam a definir a identidade da igreja, substituindo a fé genuína baseada na Palavra de Deus.
Além disso, é importante ressaltar que, no contexto do Novo Testamento, Deus não é descrito como revelando Sua vontade primariamente por meio de sonhos e visões. Estas eram experiências restritas principalmente aos apóstolos e em momentos críticos da história da salvação, como o caso da visão de Pedro. Portanto, esperar que tais experiências sejam normais na vida cristã é um equívoco e uma deturpação das Escrituras.
Por fim, é crucial destacar a problemática introdução de novas doutrinas na igreja, fundamentadas em alegações de visões, sonhos ou aparições do Senhor, que não se alinham com as Escrituras. Essa prática tem sido a base para muitos falsos profetas e representa uma continuidade do misticismo, que, embora se apresente sob novas formas, ainda mantém a característica de se basear em experiências místicas ao invés da autoridade da Palavra de Deus.
sexta-feira, 8 de março de 2024
DESAFIOS DE UMA IGREJA REFORMADA ENTRE IMIGRANTES | Augustus Nicodemus
As igrejas reformadas entre imigrantes brasileiros no exterior enfrentam um conjunto complexo de desafios, que exigem uma abordagem pastoral bíblica, cuidadosa e contextualizada. Por “reformada” eu me refiro a uma Igreja bíblica que abraça a teologia exposta pela Reforma. Os desafios que igrejas assim enfrentam incluem a integração cultural, a atualização do contexto eclesiástico, a busca por prosperidade financeira, a legalidade do estado de visto e outros obstáculos específicos da experiência imigrante. Ao abordar esses temas, é essencial refletir sobre passagens bíblicas que orientam o tratamento dos estrangeiros e o exercício da hospitalidade cristã.
Integração Cultural e Atualização do Contexto
Uma Igreja que se propõe a servir imigrantes deve navegar na tensão entre manter seu compromisso com as doutrinas bíblicas, conforme entendidas pela Reforma protestante, e adaptar-se ao novo contexto cultural. Esse desafio envolve compreender as nuances culturais brasileiras e as do país de acolhida, promovendo um ambiente espiritual bíblico onde diferentes culturas possam coexistir harmoniosamente dentro dos princípios reformados. Levítico 19:34 e Deuteronômio 10:19 destacam a importância do povo de Deus de tratar os estrangeiros como iguais e com amor, incentivando a igreja a ser um espaço de acolhimento e integração aos que juntos professam o nome do Senhor Jesus.
Busca da Prosperidade Financeira
Pessoas se tornam imigrantes por várias razões, sendo a mais comum a busca de trabalho e oportunidades de uma vida melhor, financeiramente falando. A história da migração do hebreu Elimeleque encontrada no livro de Rute na Bíblia (Rt 1.1) pode ser vista como um exemplo. As igrejas devem orientar seus membros constantemente sobre a mordomia cristã, como obter, guardar e gastar recursos para a glória de Deus. Se possível, também oferecer apoio nessa busca do imigrante crente, proporcionando aconselhamento, recursos quando necessário e possível e programas que ajudem os membros a ganhar seu pão e viver dignamente sem perder de vista os ensinamentos bíblicos sobre a mordomia financeira.
Legalidade do Estado de Visto
A questão do status legal é uma realidade desafiadora para muitos imigrantes. A igreja pode ajudar oferecendo suporte espiritual, emocional e, quando possível, legal, com a ajuda de pessoas experientes e advogados especialistas em imigração, com cuidado para não violar as leis locais. Êxodo 22:21 e Mateus 25:35 enfatizam a importância de acolher e ajudar os estrangeiros, ressaltando a necessidade de a igreja ser um refúgio e um lugar de amparo para os verdadeiros cristãos imigrantes, sem deixar de incentivá-los a resolver as suas pendências imigratórias, considerando caso a caso para não correr o risco de perenizar ou encorajar a prática da ilegalidade, nem de cometer injustiças ou tornar-se insensível às necessidades dos imigrantes.
Mobilidade dos Membros
A alta rotatividade de membros em igrejas de imigrantes, motivada pela busca de melhores condições financeiras, apresenta desafios significativos. Pastoralmente, dificulta a formação de relações profundas e aconselhamento eficaz. No ministério, pode resultar em funções não preenchidas e sobrecarga para os membros que permanecem. A constante mudança de membros também afeta a unidade e a continuidade do ensino teológico, além de causar instabilidade financeira, o que pode comprometer o planejamento e execução de projetos. A visão missionária da igreja também pode ser afetada, pois recursos são utilizados para atender às necessidades imediatas. Estratégias como fortalecer redes entre igrejas, criar programas de discipulado adaptáveis e intensificar o cuidado pastoral podem ajudar a mitigar esses desafios, mantendo a igreja acolhedora e integrada.
Integração de Diferentes Tradições Evangélicas
Em um contexto de diáspora, as igrejas reformadas são chamadas a manter a fidelidade às Escrituras e aos princípios reformados, ao mesmo tempo em que acolhem e unem cristãos de várias tradições, como batistas, pentecostais, neopentecostais e outros oriundos de igrejas apostólicas e comunidades emergentes. Cada linha dessas traz consigo interpretações e ênfases distintas, que mesmo sendo, na grande maioria dos casos, em questões secundarias, podem gerar tensões. As igrejas bíblicas em meio a imigrantes são chamadas a promover um ensino fiel às doutrinas da graça, à soberania de Deus, à centralidade de Cristo e à autoridade da Bíblia, proporcionando um espaço para diálogo construtivo e respeitoso.
Outra questão é a diversidade cultural e de práticas de culto. Imigrantes de diferentes denominações podem ter estilos de adoração, música e liturgia variados. A igreja reformada deve buscar um equilíbrio, honrando a riqueza da diversidade cultural sem comprometer a simplicidade e a centralidade do evangelho e o princípio regulador do culto.
Portanto, a tarefa dessas igrejas é dupla: permanecer firmes nos fundamentos reformados, proclamando o evangelho de forma clara e inabalável, e ao mesmo tempo ser um espaço de acolhimento e amor, onde cristãos de diferentes tradições possam crescer juntos na graça e no conhecimento de Jesus Cristo.
Outros Desafios
Os imigrantes enfrentam desafios adicionais como a barreira da língua, a saudade de casa, e a necessidade de adaptação a um novo ambiente social e de trabalho. A Igreja deve oferecer espaços onde essas dificuldades possam ser compartilhadas e abordadas com compaixão. Hebreus 13:2, ao mencionar a hospitalidade que inadvertidamente acolheu anjos, lembra as igrejas da importância de estarem abertas e receptivas, não apenas como uma prática religiosa, mas como uma expressão do amor de Cristo e da graça divina.
Ao lidar com esses desafios, as igrejas reformadas devem buscar sabedoria e orientação na Palavra de Deus, exercendo um ministério que reflete o amor e a misericórdia de Cristo para com todos os povos, especialmente aqueles que estão longe de sua terra natal. Em todas essas ações, a igreja se torna um farol de esperança e um refúgio espiritual para os imigrantes, cumprindo sua missão de ser luz e sal na terra.
Por Augustus Nicodemus
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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024
Quando o pecado é mais forte | Augustus Nicodemos
Amados em Cristo, nossa jornada terrena é permeada por desafios espirituais, onde, muitas vezes, sucumbimos ao pecado. Como pastor reformado, afirmo que essa queda, embora lamentável, abre a porta para um profundo arrependimento e renovação na fé. O primeiro passo neste caminho é a humilhação sincera diante de Deus, reconhecendo nossa total depravação e a incapacidade de nos redimirmos por nossas próprias forças.
Ao confessarmos nossos pecados, devemos lembrar da obra salvífica de Cristo. É somente por meio de Seu sacrifício na cruz que encontramos o perdão verdadeiro. Cristo, em sua infinita misericórdia, intercede por nós, tornando possível a nossa reconciliação com o Pai. A confiança nesta obra redentora é o alicerce da nossa fé e a garantia de que, apesar de nossas falhas, somos justificados perante Deus.
O arrependimento não é um ato isolado, mas um processo contínuo de mortificação do pecado e vivificação em Cristo. Como reformados, entendemos que a santificação é um caminho diário, marcado pela luta constante contra o pecado e o crescimento na graça. A cada dia, devemos nos revestir das armaduras de Deus, buscando viver de maneira que honre e glorifique o Seu nome.
Neste processo, a comunidade de fé é essencial. Como membros do corpo de Cristo, devemos nos apoiar mutuamente, fortalecendo-nos na Palavra e na oração. A igreja é o lugar onde somos constantemente lembrados das verdades do Evangelho e encorajados a viver segundo os preceitos de Deus.
Portanto, irmãos, quando caímos em pecado, não devemos nos desesperar, mas sim nos voltar humildemente para Deus, confiando em Sua graça e misericórdia. A obra redentora de Cristo é nossa esperança e segurança, e nela encontramos a força para renunciar ao pecado e caminhar em novidade de vida, glorificando a Deus em todos os nossos atos e palavras.
Augustus Nicodemos
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terça-feira, 23 de janeiro de 2024
ENFRENTANDO O DESEMPREGO COM FÉ E SABEDORIA | Augustus Nicodemos
Em nosso mundo contemporâneo, o desemprego é uma realidade desafiadora, afetando milhões de vidas e famílias. Causado por uma variedade de fatores—desde mudanças tecnológicas e globalização até crises econômicas e políticas—o desemprego não escolhe suas vítimas. Mas, como cristãos reformados, como devemos responder a essa provação?
segunda-feira, 11 de setembro de 2023
Conselhos aos que sofrem (11) | Rev. Ronaldo Lidório
Parte: 11 - AOS QUE ENFRENTAM TEMPESTADES
Assim, perante a tempestade, creia e descanse. Creia, pois Jesus é sempre fiel. E Ele está conosco em meio à tormenta. E descanse, pois, Ele nos guarda e guia. Segundo a sua vontade e no seu tempo, basta uma palavra e toda tormenta se calará.
Conselhos aos que sofrem (10) | Rev. Ronaldo Lidório
Parte: 10 – AOS QUE SE ENCONTRAN SEM FORÇAS
Se o próprio Paulo pediu oração por coragem para a evangelização, nós também precisamos fazê-lo. Tal coragem é resultado direto da graça de Deus, motivo pelo qual precisamos orar e pedir. Uma vida tímida na oração é uma vida tímida na proclamação do evangelho.
- Leia e medite na Palavra de Deus. É ela que alimenta a sua fé e mostra o caminho.
- Encha seus dias com frequente adoração, o reconhecimento de quem Deus é e o que Ele faz. Faça isto de forma privada e individual no seu quarto, e, também, pública e coletiva com sua igreja local.
- Abrace a comunhão, caminhando com aqueles que amam e seguem o Senhor Jesus.
- Cultive a vida de oração – diálogo com o Pai em nome do Filho Jesus.
- Busque de forma intensa e intencional uma vida santa que agrada o coração de Deus.
- Chore com os que choram, abrace e socorra o aflito e necessitado.
- E evangelize, com suas palavras e vida, proclamando sobre o único redentor daquele que crê – Jesus.
Conselhos aos que sofrem (9) | Rev. Ronaldo Lidório
Parte: 09 – AOS QUE NÃO ENXERGAM ALÉM DO JORDÃO
Perante um novo dia, deixe para trás também o pecado. Identifique em sua vida aquilo que não vale a pena levar. Denuncie em seu próprio coração o que não procede de Deus. Renuncie, em nome de Jesus, o que entristece o Espírito. Cada novo dia é uma nova oportunidade para buscar de forma intensa e intencional a santidade de vida que agrada a Deus. Que nosso alvo seja sermos mais santos hoje do que fomos ontem e que a santidade não seja apenas um sistemático controle de ações e reações, palavras e comportamento com aparência cristã; mas, sim, uma profunda e transformadora experiência com Cristo, em Cristo e por Cristo, que purifica a alma e nos aproxima do Pai.
Conselhos aos que sofrem (8) | Rev. Ronaldo Lidório
Devemos, entretanto, lembrar que após o gelo quebrado virão navios com multidões que passarão pelo caminho aberto. Nesse dia haverá deslumbramento e alegria pela bondade do Senhor que em meio ao contexto mais improvável fez algo novo acontecer.
Conselhos aos que sofrem (7) | Rev. Ronaldo Lidório
Parte 07 – AOS QUE TEM A FÉ ABALADA
“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é minha fortaleza” (Hc 3:17-19).
A primeira missão da igreja, portanto, não é a proclamação, mas a fé. Não é viver, mas morrer. Não é mudar, mas ser transformada. A missão é resultado da fé.
Conselhos aos que sofrem (6) | Rev. Ronaldo Lidório
A fé dos peregrinos bíblicos produz resultados na terra. Na Bíblia, percebemos que essas pessoas fizeram ruir as muralhas de Jericó, subjugaram reinos, obtiveram promessas e fecharam bocas de leões (Hb 11: 30-34). Pela fé o impossível pode acontecer, se o Senhor assim desejar.
Alegre-se com as maravilhas da criação de Deus nesse mundo, lembrando que elas apontam para a perfeição que há de vir. Chore todas as lágrimas pelos que partem ou sofrem nessa vida, com a doce convicção de que não haverá choro na casa do Pai. Envolva-se com a proclamação do evangelho de forma intensa, sabendo que na eternidade não haverá evangelização, apenas adoração.