sábado, 12 de outubro de 2013
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Como Passar o Dia Com Deus | Richard Baxter
“Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra cousa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (I Cor 10.30)
Sono
Controle o tempo do seu sono apropriadamente, de modo que você não desperdice as preciosas horas da manhã preguiçosamente em sua cama. O tempo do seu sono deve ser determinado pela sua saúde e labor, e não pelo prazer da preguiça.
Primeiros Pensamentos
Dirijam a Deus os seus primeiros pensamentos ao acordar, elevem a Ele o coração com reverência e gratidão pelo descanso desfrutado durante a noite e confiem-se a Ele no dia que inicia.
Familiarizem-se tão consistentemente com isto, até que a consciência de vocês venha a acusá-los quando pensamentos ordinários queiram insurgir em primeiro lugar. Pensem na misericórdia de uma noite de descanso, mal acomodados, padecendo dores e enfermidades, cansados do corpo e da vida.
Pensem em quantas almas foram separadas dos seus corpos nesta noite, aterrorizadas por terem que se apresentar diante de Deus, e em quão rapidamente os dias e noites estão passando! Quão rapidamente a última noite e dia de vocês virão! Considerem no que está faltando no preparo da alma de vocês para tal momento e busquem isso sem demora.
Oração
Acostumem-se a orar sozinhos (ou com o cônjuge) antes da oração coletiva em família. Se possível, que isto seja feito antes de qualquer outra ocupação.
Culto Familiar
Realizem o culto familiar consistentemente e em uma hora em que é mais provável que a família não sofra interrupções.
Propósito Básico
Lembrem-se do propósito básico da vida de vocês, e quando estiverem se preparando para trabalhar ou realizar atividade neste mundo, que a inscrição santos para o Senhor esteja gravada no coração de vocês em tudo o que fizerem.
Não realizem nenhuma atividade que não possam considerar agradável a Deus, e que não possam verdadeiramente afirmar que Deus a aprova. Não façam nada neste mundo com nenhum outro propósito que não agradar a Deus, glorificá-lO e gozá-lO. O que quer que fizerdes, fazei tudo para a glória de Deus (1 Co.10:31).
Diligência na Vocação
Realizem as tarefas concernentes à ocupação de vocês cuidadosa e diligentemente. Assim fazendo:
1.Vocês demonstrarão que não são preguiçosos e escravos da carne (como aqueles que não podem negar-lhe o comodismo); e estarão mortificando todas as paixões e desejos que são alimentados pelo comodismo e preguiça.
2.Vocês estarão mantendo fora da mente os pensamentos indignos que fervilham nas mentes de pessoas desocupadas.
3.Vocês não estarão desperdiçando tempo precioso, algo do que pessoas desocupadas se tornam diariamente culpadas.
4.Vocês estarão num caminho de obediência a Deus, enquanto que os preguiçosos estão em constante pecado de omissão.
5.Vocês poderão dispor de mais tempo para empregar em deveres santos se realizarem suas tarefas com diligência. Pessoas desocupadas não têm tempo para os deveres espirituais, porque desperdiçam tempo demorando-se em seus trabalhos.
6.Vocês poderão esperar bênçãos da parte de Deus e provisões confortáveis para vocês e para as suas famílias.
7.Isto também pode exercitar o corpo de vocês, o que poderá habilitá-los mais para o serviço da alma.
Tentações e coisas que Corrompem
Estejam perfeitamente familiarizados com as tentações e coisas que tendem a corromper você, e sejam vigilantes o dia todo contra isso. Vocês devem estar alertas especialmente para as tentações que têm se mostrado mais perigosas e cuja presença ou emprego sejam inevitáveis.
Estejam alertas contra os pecados mestres da incredulidade: a hipocrisia, a auto-suficiência, o orgulho, o agradar a carne e o prazer excessivo nas coisas terrenas. Tenham cuidado para não se deixarem atrair para uma mente mundana, e para os cuidados excessivos , ou desejos cobiçosos pela abastança, sob a pretensão de serem diligentes no trabalho de vocês.
Se tiverem que negociar com outras pessoas, tenham cuidado contra o egoísmo ou qualquer coisa que se assemelhe à injustiça ou falta de caridade. Ao lidar com as pessoas, estejam alertas para não usarem de palavras vãs e desocupadas. Sejam vigilantes também com relação às pessoas que tentam vocês à ira (ou a qualquer tipo de pecado). Mantenham a modéstia e a clareza, no falar, que as leis da pureza requerem. Se tiverem que conviver com bajuladores, sejam vigilantes para não se deixarem inchar de orgulho.
Se tiverem de conviver com pessoas que desprezam ou injuriem vocês, resistam contra a impaciência e o orgulho vingativo.
No início estas coisas serão muito difíceis, enquanto o pecado for forte em vocês. Mas tão logo tiverem adquirido profunda compreensão do perigoso veneno de qualquer destes pecados, o coração de vocês irá pronta e facilmente evitá-los.
Meditação
Quando estiverem sozinhos nas ocupações de vocês, aprendam a remir o tempo em meditações práticas e benéficas. Meditem na infinita bondade e perfeições de Deus, em Cristo e na obra da redenção, nos céus e em quão indignos são de irem para lá e em como vocês merecem a miséria eterna do inferno.
Remindo o Tempo
Valorizem o tempo de vocês. Sejam mais cuidadosos em não desperdiçá-lo do que o são em não desperdiçar dinheiro. Não permitam que recreações inúteis, conversas vãs e companhias não proveitosas, ou o sono roubem o preciosos tempo de vocês.
Sejam mais cuidadosos em escapar das pessoas, ações ou situações da vida que tendem a roubar o tempo de vocês do que o seriam em escapar de ladrões ou salteadores.
Certifiquem-se não apenas de não estarem sendo desocupados, mas de estarem usado o tempo de vocês da maneira mais proveitosa possível. Não prefiram um caminho menos proveitosos à um outro de maior proveito.
Comer e Beber
Comam e bebam com moderação e gratidão, para serem saudáveis e não por prazer inútil. Jamais satisfaçam o apetite pela comida ou bebida quando isto tender a fazer mal à saúde de vocês.
Lembrem-se do pecado de Sodoma: “Eis que esta foi a iniquidade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão e próspera tranquilidade, teve ela e suas filhas...” (Ez.16:49).
O Apóstolo Paulo chorou quando mencionou aqueles: “cujo destino é a destruição, cujo deus é o ventre, e cuja glória está na infâmia; visto que só se preocupam com as coisas terrenas”(Fp.3:19). Estes são chamados de inimigos da cruz de Cristo (v.18). “Porque se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas se pelo Espírito mortificardes os feitos do corpo, certamente vivereis” (Rm.8:13).
Pecados Prevalecentes (queda em pecado)
Se qualquer tentação prevalecer, e vocês vierem a cair em qualquer pecado adicional às deficiências habituais de vocês, lamentem imediatamente e confessem isto a Deus. Arrependam-se rapidamente, custe o que custar. Certamente custará mais ainda continuar no pecado e sem arrependimento.
Não façam pouco caso das falhas habituais de vocês, mas confessem-nas e esforcem-se diariamente contra elas, tendo cuidado para não agravá-las pela falta de arrependimento e pelo descaso.
Relacionamentos
Atentes diariamente para os deveres especiais relativos aos vários relacionamentos de vocês, seja na condição de maridos, esposas, filhos, patrões, empregados, pastores cidadãos ou autoridades.
Lembrem-se que cada relação tem seus deveres especiais e seus proveitos da realização de algum bem. Deus requer de vocês fidelidade nestes relacionamentos, bem como em quaisquer outros deveres.
Ao Final do Dia
Antes de dormir, é sábio e necessário relembrar as nossas atitudes e misericórdias recebidas durante o dia que termina, de maneira que sejam agradecidos por todas as misericórdias recebidas e humilhados por todos os pecados cometidos.
Isto é necessário a fim de que vocês possam renovar o arrependimento bem como ser mais resolutos na obediência, e a fim de que examinem a si mesmos, para ver se a alma de vocês progrediu ou piorou, para ver se o pecado foi diminuído e a graça aumentada; e para avaliar se vocês estão mais preparados para o sofrimento, para a morte e para e eternidade.
Conclusão
Que estas instruções sejam gravadas na mente de vocês e se tornem prática diária nas suas vidas. Se vocês observarem sinceramente estas instruções, elas conduzirão vocês à santidade, à frutificação, à tranquilidade na vida, e ainda acrescentarão a vocês uma morte confortável e em paz.
Tradução: Pr. Paulo Anglada
Extraído de: Reformando-me
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Cuidado Com a Fé Falsificada - Lc 23:33-43 | Sillas Campos
Mensagem II: [1ª Mensagen][2ª Mensagen]
Cuidado Com a Fé Falsificada - Lc 23:33-43
Sillas Campos
Eu sou mesmo um cristão?
Ano: 2013
11ª Edição da Conferência Fiel para Jovens - Brasil
quarta-feira, 5 de junho de 2013
A Blasfêmia Moderna Contra o Espírito Santo | John MacArthur
John MacArthur ensina sobre o ministério do Espírito Santo, Seus atributos, e desmascara e mostra as diferenças entre o verdadeiro e o falso, o santo e o profano, e o grande pecado de blasfêmia contra o Espírito Santo.
segunda-feira, 25 de março de 2013
Indignação! O mundanismo e a incredulidade disfaçados de piedade.
Ha um sentimento de tristeza em meu coração em ver não somente a situação do missionário José Dílson da Silva e Zeneide Moreira Novais, presos desde novembro de 2012 por acusações comprovadamente infundadas, após apurações realizadas pelas autoridades locais. Mesmo inocentes de tais acusações, permanecem ainda encarcerados, com o habeas corpus negado pelo governo do Senegal.
Mas minha tristeza vai além, depois de ouvir o apelo do Pastor Antonio Costa (ouça aqui), fui comparar os números, por exemplo do Festival Promessas da Globo, somente a página deste evento no Facebook tem mais de 105 Mil seguidores na página oficial do Festival o número é maior e mais especifico chaga a 105.674 (até este dia de 25 de março de 2013, às 21:30), ficando uma diferença de 72.977 a menos.
Não tenho problemas se você curte ou não curte o festival da Globo. Meu problema é com o tipo de cristianismo secreto, fraco, mundano e insignificante que muitos “cristão professos” vivem, eu sei, na verdade a grande maioria quer é; musica, benção, copo d´agua em cima da Tv, casas e etc. Ninguém que morrer para o mundo e viver para Cristo, e muitos acham que Cristo morreu para que ele tivesse duas casas, dois carros e uma (ou várias) boa renda. Você esta enganado meu amigo (pois se você age assim não tenho porque lhe chamar de irmão).
Jesus bem alertou em Mateus 7.22,23
Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade.
A sua falta de piedade, de amor e de misericórdia será cobrada no dia em que Jesus voltar. Já que muitos não tem a coragem de deixar casa, conforto, família, amigos e igreja por amor dos perdidos, pelo menos dedique um tempo de oração por aqueles que largaram tudo por amor dos menos favorecidos.
Nesta hora eu fico indignado em ver uma igreja tão numerosa, porém tão fraca, que esta mais preocupada em crescer pra dentro, que esta mais preocupada com seu umbigo, sua bênçãos e que acha que Deus é um “papai Noel”, que só existe para lhe fornecer coisas que na verdade só vão servir para lhe afastar mais e mais dEle.
Este Jesus que morreu na cruz, que você pensam que nasceu de um ovo de chocolate, voltará e diante dEle, todos prestarão contas dos seus atos. inclusive dos sentimentos guardados no seus corações.
Se você é cristão e não esta sensibilizado com o que esta acontecendo com seus irmãos pelo mundo á fora, se você prefere não se manifestar é um problema seu, mas se as coisas são desta forma como falo, que lhe dizer; Você não é cristão! Você é um mundano, que gosta de estar na igreja, seja lá por qual razão for, seja lá qual for o motivo, mas certamente não é JESUS CRISTO.
Casso eu esteja errado ao seu respeito, convido-lhe a assinar a petição (AQUI), e mostrar ao nossos governantes e do Senegal, que a igreja no Brasil não esta morta.
A paz do Senhor seja conosco.
por: Evandro Marinho.
terça-feira, 19 de março de 2013
Sete Características dos falsos mestres | Colin Smith
Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. (2Pedro 2:1 )
Não há "si”, “e” ou “mas", nas palavras de Pedro. É uma declaração clara e definida. Havia falsos profetas entre o povo (de Israel no Antigo Testamento). Isso é uma questão de história.
Os falsos profetas eram um problema constante no Velho Testamento, e aqueles que falsamente afirmou ser profetas de Deus eram para ser apedrejada. As pessoas raramente tinha a vontade de lidar com eles, para que eles se multiplicaram, causando um desastre para a vida espiritual do povo de Deus.
Da mesma forma, Pedro diz: "Haverá falsos mestres entre vocês. " Observe as palavras "entre vocês." Pedro está escrevendo para a igreja e diz: "Haverá falsos profetas entre vocês. " Assim, ele não está falando de pessoas da Nova Era na televisão. Ele está falando de pessoas na igreja local, membros de uma congregação local.
Não há tal coisa como uma igreja pura deste lado do céu. Você nunca vai encontrá-lo. O trigo eo joio crescem juntos. Warren Wiersbe escreve:
Satanás é o falsificador. . . . Ele tem um falso evangelho ( Gálatas 1:6-9 ), pregado por falsos ministros ( 2 Coríntios 11:13-12 ), produzindo falsos cristãos ( 2 Coríntios 11:26 ). . . . Satanás planta suas falsificações onde os crentes de Deus plantas verdadeiras ( Mateus 13:38 ).
Autêntico ou falsificado?
Como você reconhece o cristianismo falsificado?
Em 2 Pedro 1, lemos sobre os crentes genuínos. E em 2 Pedro 2, lemos sobre os crentes falsificados. Se você colocar estes capítulos lado a lado você vai ver a diferença entre os crentes autênticos e falsificados.
1. Fonte Diferente – De onde é que a mensagem vem?
Pedro diz: "Nós não seguimos fábulas engenhosamente inventadas, quando lhes falamos sobre o poder ea vinda de nosso Senhor Jesus Cristo "(1:16). E então ele diz que os falsos mestres explorão "com histórias que eles têm feito" (2:3). Assim as verdadeiras fontes de mestres que, segundo ele, a partir da Bíblia. O falso mestre confia em sua própria criatividade. Ele faz a sua própria mensagem.
2. Mensagem diferente - Qual é a substância da mensagem?
Para o verdadeiro mestre, Jesus Cristo é o centro. "Nós temos tudo que precisamos para vida e piedade nele" (1:3). Para o falso mestre, Jesus está às margens: "Eles vão introduzir secretamente heresias destruidoras, negando até o Soberano Senhor que os resgatou" (2:1).
Observe a palavra “secretamente”. É raro alguém na igreja abertamente negar Jesus. O movimento de distância da centralidade de Cristo é sutil. O falso mestre irá falar sobre como as outras pessoas pode ajudar a mudar sua vida, mas se você ouvir com atenção o que ele está dizendo, você vai ver que Jesus Cristo não é essencial para a sua mensagem.
3 . Diferente posição - Em que posição a mensagem irá lhe deixar?
O verdadeiro cristão "escapa da corrupção no mundo causada pela cobiça" (1:4). Ouça como Pedro descreve o falso cristão: "Eles prometem ... liberdade, quando eles mesmos são escravos da depravação , para um homem é um escravo para o que quer que ele tenha dominado "(2:19). O verdadeiro crente está escapando corrupção, enquanto o crente falsificação é dominado por ele.
4. Diferente Personagem - Que tipo de pessoas esta mensagem produz?
O verdadeiro crente persegue bondade, conhecimento, auto-controle, perseverança, piedade, bondade, irmão e amor (1:5). O falso cristão é marcado pela arrogância e difamação (2:10). Eles são "especialistas em ganância" e "seus olhos estão cheios de adultério" (2:14). Eles também "desprezam a autoridade" (2:10). Esta é uma característica geral de um crente falsificado.
5. Apelo diferente - Por que você deve ouvir a mensagem?
O verdadeiro mestre apela para a Escritura. "Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la," (1:19). Deus falou, e os verdadeiros mestres apelaram para sua palavra.
O falso mestre faz um apelo bastante diferente: "Ao apelar aos desejos lascivos da natureza humana pecaminosa, eles atraem as pessoas que estão escapando aos que vivem no erro" (2:18).
- Assim, o verdadeiro mestre pergunta: "O que Deus disse em sua Palavra?"
- O falso mestre pergunta: "O que as pessoas querem ouvir? Que vai apelar para a sua carne?"
. 6 Frutos diferentes – Qual o resultado que a mensagem tem na vida das pessoas?
O crente verdadeiro é eficaz e produtivo em seu conhecimento de Jesus Cristo (1:8). A contrafação é "como uma mola sem água" (2:17). Este é um quadro extraordinário! Eles prometem muito, mas produzem pouco.
7. Final diferente - Onde a mensagem pode levar você?
Aqui encontramos o contraste mais perturbador de todos. O verdadeiro crente receberá "boas-vindas de um rico no reino eterno de nosso Senhor Jesus Cristo" (1:11). O falso crente experimentará "repentina destruição" (2:1). "para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme." (2:3).
Jesus nos diz que haverá muitos que estiveram envolvidos no ministério em seu nome, a quem ele dirá: "Apartai-vos de mim, eu nunca conheci" ( Mateus 7:21 ). Quem são essas pessoas? Certamente Pedro está descrevendo-os nesta passagem.
Não seja ingênuo
Não devemos ser ignorantes: "Haverá entre vós falsos mestres" (2:1). Então, como vamos aplicar esta advertência?
Primeiro, esta simples declaração de Pedro lembra-nos que a Igreja precisa ser protegida. Entre as muitas pessoas maravilhosas que vêm através das portas da igreja a cada ano, alguns fazem mais mal do que bem.
Eles podem parecer ótimas pessoas, mas eles não acreditam na autoridade da Bíblia ou na exclusividade da salvação em Cristo. Congratulamo-nos com essas pessoas, porque eles precisam de Cristo, tanto quanto nós, mas não devemos permitir que eles tenham influência na igreja.
Segundo, os céticos sempre serão capazes de apontar a hipocrisia e incoerência na igreja. Eles sempre fezem isso, e sempre farão. Um dos mais estranhos motivos para não seguir a Cristo é assim:
"Eu vi pessoas na igreja que são hipócritas". Então você não vai seguir a Cristo, porque algumas pessoas que afirmam seguir a Cristo são hipócritas?
A existência da falsificação nunca é uma boa razão para rejeitar o genuíno. Pedro essencialmente nos diz: "É claro que existem falsos cristãos. Claro que existem mestres que fazem mal a igreja mais do que bem. O que mais você poderia esperar deste mundo caído?
Cresçam! Não sejam ingênuos! Não percam o que é real, simplesmente porque você tem visto a falsidade ".
Aponte para 2 Pedro 2:1 da próxima vez que encontrar alguém escondido atrás essa desculpa.
- por: Colin Smith
- Fonte: The Gospel Coalition
- Tradução: Evandro Marinho
Há quatro tipos de pessoas no mundo | Tim Challies
Esta manhã eu revi o novo livro do Tim Keller “Galatians For You” [Gálatas para você]. Eu também queria compartilhar esta citação do livro que é uma forma muito útil para compreendermos os quatro tipos diferente de pessoas no mundo. Eis o que Keller diz:
É útil vermos que existem quatro tipos de pessoas no mundo:
Obediência a Lei, Confiança na Lei. Estas pessoas estão sob a lei e são geralmente muito presunçosas, hipócritas e se sentem superiores. Externamente, elas são muito seguras de que estão bem com Deus, mas, no fundo, carregam um monte de insegurança, uma vez que ninguém pode ter realmente certeza de que está vivendo de acordo com o padrão. Isso as torna irritáveis e sensíveis às críticas e devastadas quando suas orações não são respondidas. Isso inclui membros de outras religiões, mas aqui eu estou pensando, principalmente, em pessoas que vão à igreja. Essas pessoas têm muito em comum com os fariseus do tempo de Jesus.
Desobediência a Lei, Confiança na Lei. Essas pessoas têm uma forte consciência religiosa de obras de justiça, mas elas não estão vivendo de forma consistente com a sua consciência. Como resultado, elas são mais humildes e mais tolerantes com os outros do que os “fariseus” acima, mas também são muito mais guiados pela culpa, sujeitas a alterações de humor e, às vezes, com muito medo de temas religiosos. Algumas dessas pessoas podem ir à igreja, mas elas ficam na periferia por causa de sua baixa autoestima espiritual.
Desobediência a Lei, Não Confiança na Lei. Estas são as pessoas que jogaram fora o conceito da Lei de Deus. Elas são secularista intelectuais ou relativista ou tem uma espiritualidade muito vaga. Em grande parte escolhem seus próprios padrões morais e insistem que eles estão os alcançando. Mas Paulo, em Romanos 1:18-20, diz que em um nível subconsciente, elas sabem que existe um Deus a quem elas devem obedecer. Essas pessoas são geralmente felizes e mais tolerantes do que qualquer um dos grupos acima referidos. Mas, geralmente, há uma senso de justiça própria forte e liberal. Elas estão alcançando sua própria salvação por se sentirem superiores aos outros. Esta é apenas uma forma geralmente menos óbvia de justiça própria.
Obediência a Lei, Não Confiança Lei. Estes são os cristãos que entendem o evangelho e estão vivendo a liberdade dele. Eles obedecem a lei de Deus com gratidão e alegria advindas do conhecimento de sua filiação e da liberdade do medo e do egoísmo que falsos ídolos haviam gerado. Eles são mais tolerantes do que o número 3, mais simpáticos do que o número 1, e mais confiantes do que o número 2. Mas a maioria dos cristãos lutam para viver número 4, e tendem a ver o mundo como o 1ª, 2ª, e até mesmo a 3ª pessoa. Mas na medida em que eles fazem isso, eles empobrecem espiritualmente.
Por Tim Challies. © Tim Challies, 2002-2013. Todos os direitos reservados. Original: There Are Four Kinds of People in the World
Tradução e Divulgação : Voltemos Ao Evangelho. Original: Tim Challies – Há quatro tipos de pessoas no mundo
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.
terça-feira, 5 de março de 2013
O Homem por detrás do Ministério | Paul Tripp
Gostaria de iniciar este artigo a partir de onde o último terminou. Devemos ser cuidadosos ao definir prontidão ministerial e maturidade espiritual.
É perigoso pensar que o graduado muito bem treinado no seminário está pronto para o ministério ou mesmo confundir conhecimento, ocupação e habilidade com maturidade espiritual pessoal.
A maturidade é um fator vertical que será acompanhado por uma ampla variedade de manifestações horizontais - diz respeito ao relacionamento com Deus, resultando num viver sábio e humilde. O amor por Cristo se manifesta no amor ao próximo, a apreciação pela Sua graça se manisfesta em graça para com o próximo, a gratidão pela paciência e pelo perdão de Jesus o capacita a ser paciente e perdoador e sua experiência diária com o poder resgatador do evangelho produz amor por outros que estão experimentando o mesmo resgate.
Estes fatores precisam ser colocados em primeiro plano diante do pedido e análise de todos os candidatos ao pastorado. Não estamos selecionando habilidades, conhecimento nem experiência ministerial. Estamos selecionando pessoas consagradas de todo coração e cujos ministérios serão sempre moldados e dirigidos por alguma forma de adoração, em meio ao próprio processo de santificação, ainda lutando contra o poder tentador e enganoso do pecado e que enfrentam os engodos diários de um mundo que simplesmente não está funcionando da maneira planejada por Deus.
Estamos selecionando pessoas que Deus irá chamar à tribulação para a redenção delas mesmas e para a Sua glória, pessoas que possuam, no dia-a-dia, relacionamentos íntimos com outros pecadores, pessoas capazes de se desviar, de se enganar e que são tentadas a ser auto-suficientes e hipócritas, que trazem suas lutas e entendimentos das experiências ministeriais para este novo lugar, que precisam tão desesperadamente do perdão, da transformação, do fortalecimento e da graça libertadora quanto quaisquer outras às quais venham algum dia pregar e que ainda estão aprendendo sobre a graça.
Então devemos conhecer – realmente conhecer – quem colocamos na posição de cuidado e liderança espiritual do povo de Deus.
Alguns Exemplos Bíblicos
Ao examinarmos as Escrituras, fica claro que a liderança frutífera ou fracassada raramente se deve somente ao conhecimento, estratégia, habilidade e experiência. Vejamos o que Romanos 4 afirma de Abraão. Ele foi escolhido por Deus para receber as promessas da Sua aliança. Recebeu a promessa de que sua descendência seria como a areia do mar. Todavia, sua esposa já era idosa, muito além da idade de dar a luz, e ele ainda não tinha o filho que daria continuidade a sua linhagem. Romanos 4 nos diz algo importante sobre o coração de Abraão. Quando você e eu somos chamados por Deus para esperar por um longo período, como foi o caso de Abraão, nossa história é, não raro, uma narrativa de fé constantemente enfraquecida. Quanto mais pensamos sobre o que esperamos, mais enxergamos nossa falta de habilidade para atingir nosso objetivo. Quanto mais nos permitimos refletir porque fomos escolhidos para esperar, mais nossa fé se enfraquece.
Não é o caso de Abraão. Esta passagem nos ensina que durante este tempo de espera prolongada, sua fé, na realidade, aumentou. Ao invés de meditar na impossibilidade de sua situação, Abraão meditou no poder e no caráter Daquele que fez a promessa. Quanto mais Abraão permitia que seu coração se deleitasse na glória de Deus, mais se convencia de estar em boas mãos. Ao invés de um ciclo de falta de coragem e esperança, a história de Abraão foi um de estímulo e incentivo.
O que dizer de José, instrumento escolhido por Deus para preservar os filhos de Israel da fome e consequente extinção? Quando seduzido pela esposa de Potifar, capitão da guarda de Faraó, não cedeu. Por quê? Não foi por medo das consequências, por sua experiência de vida ou por suas habilidades de negociar as relações complicadas do palácio. Gênesis 39 nos diz claramente o que motivou José a tomar esta decisão crucial em sua vida. Ele resistiu devido à profunda devoção do seu coração ao seu Senhor. Seu coração não era movido por prazeres horizontais, mas por adoração vertical. Não podia conceber a prática uma ação tão iníqua contra Deus. Uma glória maior do que as glórias temporárias do mundo criado o cativou, e então disse um “não” sincero, enfático e sem delongas.
Pronto para Ir
Ou pense sobre Moisés diante da sarça ardente. Deus o havia escolhido para ser Seu instrumento de redenção, para livrar Israel da escravidão e levá-los à terra prometida. Mas o profeta não estava nem disposto nem otimista. Êxodo 3 e 4 registra sua argumentação com Deus. Moisés acreditava que era totalmente incapaz, despreparado e inadequado para realizar o que o Criador havia preparado para ele. A resposta do Todo-Poderoso foi simples: "Eu irei com você." A declaração final de Moisés também foi simples : "Ah! Senhor! Envia aquele que hás de enviar, menos a mim." Deus demonstrou a Moisés, em primeira mão, o poder que estava a sua disposição como o instrumento escolhido por Ele - mesmo assim, Moisés implorou-Lhe que não o enviasse.
O que está acontecendo aqui? Moisés não estava protegido por toda sua educação egípcia, não estava motivado pela abundância do seu conhecimento sobre a cultura dos egípcios e nem estava motivado pelo seu entendimento da política do palácio. Nenhum destes fatores ajudou Moisés neste ponto, pois ele foi traído pelo medo do seu próprio coração. Só em face da ira de Deus ele finalmente partiu.
Ou imagine o exército de Israel no vale de Elá, armado para a batalha, porém muito assustado para lutar. Ali permaneceu de pé como o exército escolhido do Deus Todo-Poderoso, o Senhor dos Exércitos, com medo de enfrentar o campeão filisteu, acometido por um caso lastimável de amnésia dissociativa. Esqueceram-se de quem eram e das promessas que receberam. Então formularam uma equação espiritual incorreta na medida em que levaram em conta o momento. A batalha não era aqueles soldadinhos insignificantes contra o enorme gigante, mas o gigante insignificante contra o Deus onipotente. 1 Samuel 17 narra a chegada de Davi. Este pastor de ovelhas, que ali estava para entregar mantimentos aos seus irmãos, era um homem de fé e já havia experimentado o poder resgatador de Deus. Davi não conseguia entender porque o exército não queria lutar. Num ato de coragem só possível a alguém que se reconhece como filho de Deus, Davi avançou até o vale para enfrentar Golias com nada além de uma funda. Sabia que o Senhor iria entregar em suas mãos o campeão filisteu e seu exército. Entendeu que sua luta não era na sombra da glória de Golias, mas no esplendor da glória de Deus. A coragem que vem da fé o impeliu até aquele vale.
Ou lembre-se de Elias, que após uma grande vitória contra os profetas de Baal no monte Carmelo, se sentiu tão sozinho, sem coragem e sem esperança que quis morrer. 1 Reis 19 nos mostra este patético profeta que se desviou totalmente do seu objetivo. Não conseguia ver uma saída. Convencido de que era o único homem justo que restara, estava certo que o mal triumfaria. Somente Deus poderia trazê-lo de volta ao juízo. Elias não estava sozinho, a obra de Deus não estava pronta e o mal não venceria no final. Havia ainda 7.000 homens fiéis para levar adiante o trabalho.
Pense no que disse Paulo em face da oposição de Pedro, que estava para comprometer um princípio central do evangelho por medo do que um certo grupo de pessoas pensaria a seu respeito e de como reagiriam.
Ele estava a ponto de agir de maneira a contradizer a mensagem a qual foi chamado a pregar, não por falta de conhecimento, experiência ou habilidade, mas porque, no momento, seu coração estava sendo governado mais por medo horizontal do que por fé vertical
O Fator Determinante
Em cada exemplo, a condição do coração do líder fez a diferença. O coração é, inevitavelmente, o fator determinante no ministério. Coloque duas pessoas lado a lado com exatamente o mesmo treinamento, experiência e habilidade, e seria fácil concluir que reagiriam de maneiras similares às exigências do ministério da igreja local. Sim, seria fácil, mas perigoso. O potencial para uma diferenciação significativa no sentido de como estes homens atuam como pastores é tão vasto quanto a lista de fatores que podem governar o coração de uma pessoa no ministério.
É ingenuidade pensar que o ministério pastoral é sempre estimulado pelo amor por Cristo e por Seu Evangelho, simplista concluir que as pessoas no ministério possuem um amor natural e permanente por outras e que todos estão trabalhando para difundir o reino de Deus. É importante reconhecer que muitos na obra foram seduzidos pela glória pessoal e perderam de vista a glória de Deus. Nem todos trabalham como resultado da humilde percepção de sua própria necessidade.
Ministérios fracassam porque líderes começam a pensar que já chegaram lá e não se protegem da maneira como orientam todo o resto do rebanho. É ingenuidade pensar que pastores estão isentos de tentações sexuais, medo do homem, inveja, ganância, orgulho, incredulidade, amargura e idolatria. Cada um está sendo restaurado pela graça de Deus.
Então, é essencial compreender o coração do homem por detrás do conhecimento, habilidade, experiência e estratégia ministerial antes de convidá-lo a pastorear o rebanho de Deus. Pode estar certo de que como os líderes de Deus do Antigo Testamento, os atuais irão enfrentar momentos cruciais de escolha no ministério e na vida pessoal. Nestes momentos importantes, o coração consagrado vencerá e determinará as escolhas certas. Porque, como todas as pessoas, o que governa o seu coração direcionará sua vida e seu ministério. É imprescindível ir além, muito além do perfil que surge dos dados do seu curriculo. Aquele chamado para ensinar a Palavra de Deus deve ter um coração governado pela graça.
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Por Paul Tripp
- Tradução: Adriana Misiara Rodrigues
- Fonte: Livros e Sermões Bíblicos
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Hipocrisia no cristianismo | Kevin DeYoung
Muitos cristãos não compreendem a natureza da hipocrisia. É comum pensar que hipocrisia é a diferença entre suas ações e seus sentimentos.
“Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem.” Mateus 23:03.
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque limpais o exterior do copo e do prato, mas estes, por dentro, estão cheios de rapina e intemperança! Fariseu cego, limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo! Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia! Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.” Mateus 23:25-28.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Quebrantamento: Espírito de Humilhação | Rev. Richard Baxter | Capítulo 02
Quando a consciência acusa, o coração sofre, geme de dor, e sentimos que nenhum expediente ou esforço nos livrará disso, então começamos a nos tornar mais sábios do que antes, e a conhecer o que é realmente o pecado, e o que ele nos causa.Quando aquilo que era o nosso deleite se torna a nossa aflição, e uma aflição pesada demais para suportarmos, isto cura o nosso deleite no pecado. Quando Davi estava encharcando o seu leito com lágrimas, e teve que beber delas, o seu pecado não era mais a mesma coisa para ele, como o foi quando o cometeu. A humilhação retira a pintura desta prostituta que é o pecado e mostra-a em sua deformidade. Ela desmascara o pecado, o qual assumiu uma máscara de virtude, ou de algo irrelevante, ou de uma coisa inofensiva. Ela desmascara Satanás, o qual foi transformado num amigo, ou em um anjo de luz, e revela o seu caráter maligno.
A vontade é a principal fortaleza do pecado. Se nós pudermos alcançá-la, nós poderemos fazer alguma coisa, mas se ela bloquear o coração, e nós não pudermos chegar mais perto do que o ouvido ou o cérebro, não haverá benefício algum. A humilhação nos abre uma passagem para o coração, a fim de que possamos tomar de assalto o pecado em seu vigor.
Eu lhes falo da natureza abominável do pecado, que causou a morte de Cristo, e leva ao inferno, e que é melhor correr para o fogo do que, de maneira propositada, cometer o menor pecado, embora se trate de algo tal que o mundo nem note.Mas, ao lhes falar, se você não for humilhado, pode ouvir tudo isto e superficialmente crer nisso, e dizer que é verdade, mas é a alma humilhada que pode sentir o que lhe está sendo dito. Que luta nós temos com um beberrão, ou com um mundano, ou com qualquer outro pecador frívolo, na tentativa de persuadi-lo a abandonar seus pecados com abominação; e tudo com tão pouco resultado! Às vezes ele deseja abandoná-los, mas é tentado a provar do pecado de novo; e assim fica adiando, porque a palavra não se assenhoreou do seu coração. Mas quando Deus vem sobre a alma como uma tempestade, arrebentará as portas, e como se fossem relâmpagos e trovões na consciência, apodera-se do pecador e o sacode todo em pedaços com o Seu terror e lhe pergunta:
- O pecado é bom para ti?
- Uma vida carnal e descuidada é boa?
- Tu, verme desprezível!
- Tu, tolo pedaço de barro!
- Ousas abusar de Mim face a face?
- Ignoras que Eu estou te olhando?
- É esta a obra para a qual continuas vivo?
- Fora com o pecado, sem mais delongas, ou jogarei fora a tua alma e te entregarei aos atormentadores.
Na cruz, Ele estava derrubando o reino de Satanás, e estabelecendo o Seu próprio, apenas de um modo preparatório; mas na alma, Ele faz ambos serem executados imediatamente. Na cruz, o pecado e Satanás se vangloriaram; mas quando Ele penetra a alma, é Ele quem Se vangloria sobre eles, e não cessa até os haver destruído. Na redenção, Ele Se consumiu; mas na conversão, Ele toma posse do que remiu. Em uma palavra, Ele veio ao mundo em carne para ser humilhado, mas Ele vem à alma, através do Seu Espírito, para a Sua merecida exaltação. Assim sendo, embora Ele houvesse suportado ser cuspido na carne, não suportará ser desprezado na alma. Assim como no mundo Ele foi escarnecido com um título de rei, coroado com espinhos, e vestido com tais roupas reais a fim de que fosse feito objeto de opróbrio, assim, quando Seu Espírito entra em uma alma, Ele é ali entronizado com a nossa consideração mais reverente, subjetiva, e profunda. Ele é ali coroado com o nosso mais elevado amor, e gratidão, e adorado com a ternura da nossa obediência e do nosso louvor. A cruz haverá de ser a porção dos Seus inimigos; a coroa e o cetro serão a Sua. E assim como tudo foi preferido em detrimento Dele na terra, até mesmo o próprio Barrabás, assim também todas as coisas haverão de ser subjugadas a Ele na alma santificada, e Ele obterá a primazia diante de todas as coisas.
- “Não é isto aquilo que me custou tantos gemidos, me deixou no pó, e quase me condenou, e vou eu cometê-lo novamente?
- Foi tão difícil para eu ser restaurado por um milagre de misericórdia, vou eu agora correr novamente para a miséria da qual eu fui salvo?
- Não tive eu tristezas, temor e inquietação suficientes para que vá agora buscar mais disso, e renovar o meu transtorno?”
- "Pai, pequei contra os céus e contra ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho”[8]. Não é sem falta que uma alma culpada, ou que alguém que é resgatado do fogo, olhará para Deus com uma face soberba, mas com a cabeça baixa de vergonha e tristeza, batendo no peito e dizendo: “Ó Senhor, tem misericórdia de mim, pecador!”[9]; “Porque Deus resiste aos soberbos, contudo aos humildes concede a Sua graça”[10];
- "O Senhor é excelso, contudo atenta para os humildes; os soberbos, Ele os conhece de longe”[11];
- "Porque assim diz o Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e vivificar o coração dos contritos”[12];
- “...mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito, e que treme da minha palavra”[13];
- "Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito contrito”[14];
- "Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito; não o desprezarás, ó Deus”[15].