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quarta-feira, 29 de março de 2023

Justificação | Martin Lloyd-Jones

Justificação não significa meramente perdão. Inclui o perdão; no entanto, é muitíssimo maior do que este. Além disso, a justificação afirma que Deus nos declara completamente inocentes, considerando-nos pessoas que jamais pecaram. Ele nos proclama justos e santos. Agindo assim, Deus está refutando qualquer acusação que a lei faça contra nós. Não é apenas o juiz, no tribunal, asseverando que o réu está perdoado, mas declarando-o uma PESSOA JUSTA E INOCENTE.

Ao justificar-nos, Deus nos informa que removeu nosso pecado e culpa, imputando-os, ou seja, lançando-os na conta do Senhor Jesus Cristo, castigando-os nEle. Deus também anuncia que, fazendo isso, lança em nossa conta (ou seja, imputa-nos) a perfeita justiça de seu querido Filho. 

O Senhor Jesus Cristo obedeceu completamente a Lei; jamais a transgrediu em algum aspecto, satisfazendo-a em todas as suas exigências. Esta completa obediência constitui a justiça dEle. O que Deus faz ao justificar-nos é lançar em nossa conta (ou seja, imputar-nos) a justiça do Senhor Jesus Cristo. Ao declarar-nos justificados, Deus proclama que nos vê não mais como realmente somos, e sim como pessoas vestidas da justiça de Cristo. Um hino escrito pelo conde Zinzendorf expressa deste modo a justificação:

  • Jesus, tua veste de justiça 
  • É agora minha beleza;
  • minha gloriosa vestimenta.
  • Entre os mundos flamejantes,
  • Envolvido em tua justiça,
  • Com alegria eu Te exaltarei.

Martin Lloyd-Jones


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Você Está Pregando o Evangelho? | D. M. Lloyd Jones

É verdade que, onde abundou o pecado, superabundou a graça; então, permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante?

A genuína pregação do “evangelho da salvação somente pela graça” sempre leva à possibilidade desta censura ser lançada contra a graça. Não existe melhor teste para sabermos se um homem está realmente pregando o evangelho do Novo Testamento:

Algumas pessoas o entendem mal e o interpretam de maneira errada, de modo que chegam à seguinte conclusão:

Visto que fomos salvos apenas pela graça, realmente não importa tudo que fazemos, podemos continuar pecando como queremos, pois isto redundará em mais glória da graça de Deus.

Este é um excelente teste para avaliarmos a pregação do evangelho. Se minha pregação deixa de expor o evangelho ao ponto de gerar este mal-entendido, realmente não estou proclamando o evangelho. Pretendo explicar o que estou afirmando. Se um homem anuncia a justificação por meio de obras, jamais teremos aquele entendimento errado. Se ele diz:

Você deseja ir ao céu? Então precisa parar de cometer pecados, viver um vida repleta de boas obras e observar certas coisas até à sua morte, deste modo será um cristão e irá ao céu, quando morrer.

O pregador da mensagem acima não será acusado de ter dito:

Continuemos a pecar, para que a graça seja abundante.

Mas todo fiel pregador que anuncia o evangelho tem sido acusado de anunciar uma mensagem que estimula a pecar! Todos eles têm sido acusados de antinomianismo. (estar contra a lei). Eu poderia falar a todos os ministros do evangelho:

SE A SUA PREGAÇÃO DO EVANGELHO NÃO TEM SIDO ENTENDIDA DAQUELA MANEIRA ERRADA, VOCÊ DEVE EXAMINAR SEUS SERMÕES NOVAMENTE.

É melhor certificar-se de que está realmente proclamando a salvação anunciada no Novo Testamento aos ímpios, pecadores, mortos em seus delitos e pecados, inimigos de Deus. Existe um certo elemento de perigo na apresentação da doutrina da salvação.

Por: D. M. Lloyd Jones

Fonte: Editora Fiel

Pecado | D. M. Lloyd Jones

Ninguém jamais terá uma concepção verdadeira do ensino bíblico sobre a redenção, se não possuir clareza de entendimento sobre a doutrina bíblica do pecado. E essa é a razão por que muitas pessoas, em nossos dias, são inseguras e vagas em suas idéias a respeito da redenção.

“A idéia mais comum é a de que o Senhor Jesus é um tipo de amigo ao qual todos podem recorrer em dificuldades, como se isso fosse tudo a respeito dEle”.

O Senhor Jesus é esse tipo de amigo — e temos de agradecer a Deus! Mas isso não é redenção em todo o seu escopo, em sua inteireza ou em sua essência. Você não pode começar a avaliar a redenção, até que compreenda o que a Bíblia nos ensina a respeito da condição do homem no pecado e de todos os efeitos do pecado no homem. Permita-me dizê-lo com outras palavras:

“Você não pode entender a doutrina da encarnação de Cristo, a menos que entenda a doutrina do pecado”.

A Bíblia nos ensina que o homem estava em uma condição tão deplorável, que exigia a vinda, dos céus à terra, da Segunda Pessoa da bendita e santíssima Trindade. Ele teve de humilhar-se e assumir a natureza humana, nascendo como um bebê. Isso era absolutamente essencial, para que o homem fosse redimido. Por quê? Por causa do pecado e da sua natureza. Por conseguinte, você não pode entender a encarnação de Jesus, a menos que tenha um entendimento claro sobre o pecado. De maneira semelhante, considere a cruz no monte Calvário.

  • O que ela significa?
  • O que a cruz nos diz?
  • O que aconteceu lá?

Digo novamente que você não pode entender a morte de nosso Senhor e o que Ele fez na cruz, se não possui um entendimento claro sobre a doutrina do pecado. A completa imprecisão das idéias de muitas pessoas a respeito da morte de nosso Salvador se deve completamente a este fato:

“E elas não gostam da doutrina da substituição, não gostam da doutrina do sofrimento penal. Isso acontece porque nunca compreenderam o problema e não vêem o homem como um criatura caída no pecado”.

Estas são as doutrinas fundamentais da fé cristã; não se pode entender a redenção, exceto à luz da terrível condição do homem no pecado.

Por: D. M. Lloyd Jones

Fonte: Editora Fiel

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O Pecado e a Glória de Cristo | D. M. Lloyd-Jones


Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal. I Timóteo 1.15
Ninguém jamais terá uma concepção verdadeira do ensino bíblico sobre a redenção, se não possuir clareza de entendimento sobre a doutrina bíblica do pecado. E essa é a razão por que muitas pessoas, em nossos dias, são inseguras e vagas em suas idéias a respeito da redenção. A idéia mais comum é a de que o Senhor Jesus é um tipo de amigo ao qual todos podem recorrer em dificuldades, como se isso fosse tudo a respeito dEle. O Senhor Jesus é esse tipo de amigo - e temos de agradecer a Deus! Mas isso não é redenção em todo o seu escopo, em sua inteireza ou em sua essência. Você não pode começar a avaliar a redenção, até que compreenda o que a Bíblia nos ensina a respeito da condição do homem no pecado e de todos os efeitos do pecado no homem. Permita-me dizê-lo com outras palavras: você não pode entender a doutrina da encarnação de Cristo, a menos que entenda a doutrina do pecado.

A Bíblia nos ensina que o homem estava em uma condição tão deplorável, que exigia a vinda, dos céus à terra, da Segunda Pessoa da bendita e santíssima Trindade. Ele teve de humilhar-se e assumir a natureza humana, nascendo como um bebê. Isso era absolutamente essencial, para que o homem fosse redimido. 
  • Por quê? 
Por causa do pecado e da sua natureza. Por conseguinte, você não pode entender a encarnação de Jesus, a menos que tenha um entendimento claro sobre o pecado. De maneira semelhante, considere a cruz no monte Calvário. 
  • O que ela significa? 
  • O que a cruz nos diz? 
  • O que aconteceu lá? 

Digo novamente que você não pode entender a morte de nosso Senhor e o que Ele fez na cruz, se não possui um entendimento claro sobre a doutrina do pecado. A completa imprecisão das idéias de muitas pessoas a respeito da morte de nosso Salvador se deve completamente a este fato: e elas não gostam da doutrina da substituição, não gostam da doutrina do sofrimento penal. Isso acontece porque nunca compreenderam o problema e não vêem o homem como um criatura caída no pecado. 
Estas são as doutrinas fundamentais da fé cristã; não se pode entender a redenção, exceto à luz da terrível condição do homem no pecado.
Por: D. M. Lloyd-Jones
Fonte: Editora Fiel

domingo, 18 de dezembro de 2011

João Calvino e George Whitefield | Martyn Lloyd-Jones

Martyn Lloyd-Jones - João Calvino e George Whitefield

sábado, 17 de dezembro de 2011

Jonathan Edwards e a crucial importância de avivamento | D. M. Lloyd Jones

Jonathan Edwards e a crucial importância de avivamento - D…

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Jesus Cristo e Este Crucificado | D.M. Lloyd-Jones

Jesus Cristo e Este Crucificado - D.M. Lloyd-Jones

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Paraíso Perdido e Recuperado | D.M. Lloyd-Jones

Paraíso Perdido e Recuperado - D.M. Lloyd-Jones

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

John Knox, o Fundador Do Puritanismo | D. M. Lloyd-Jones

John Knox, o Fundador Do Puritanismo - D. M. Lloyd-Jones

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Depressão Espiritual | D. M. Lloyd Jones

David Martin Lloyd-Jones - Depressão Espiritual

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Você Está Pregando o Evangelho?

É verdade que, onde abundou o pecado, superabundou a graça; então, permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? A genuína pregação do evangelho da salvação somente pela graça sempre leva à possibilidade desta censura ser lançada contra a graça.

Não existe melhor teste para sabermos se um homem está realmente pregando o evangelho do Novo Testamento: algumas pessoas o entendem mal e o interpretam de maneira errada, de modo que chegam à seguinte conclusão: visto que fomos salvos apenas pela graça, realmente não importa tudo que fazemos, podemos continuar pecando como queremos, pois isto redundará em mais glória da graça de Deus. Este é um excelente teste para avaliarmos a pregação do evangelho.

Se minha pregação deixa de expor o evangelho ao ponto de gerar este mal-entendido, realmente não estou proclamando o evangelho. Pretendo explicar o que estou afirmando. Se um homem anuncia a justificação por meio de obras, jamais teremos aquele entendimento errado. Se ele diz: Você deseja ir ao céu? Então precisa parar de cometer pecados, viver um vida repleta de boas obras e observar certas coisas até à sua morte, deste modo será um cristão e irá ao céu, quando morrer. O pregador da mensagem acima não será acusado de ter dito: Continuemos a pecar, para que a graça seja abundante.

Mas todo fiel pregador que anuncia o evangelho tem sido acusado de anunciar uma mensagem que estimula a pecar! Todos eles têm sido acusados de antinomianismo (estar contra a lei). Eu poderia falar a todos os ministros do evangelho: SE A SUA PREGAÇÃO DO EVANGELHO NÃO TEM SIDO ENTENDIDA DAQUELA MANEIRA ERRADA, VOCÊ DEVE EXAMINAR SEUS SERMÕES NOVAMENTE; é melhor certificar-se de que está realmente proclamando a salvação anunciada no Novo Testamento aos ímpios, pecadores, mortos em seus delitos e pecados, inimigos de Deus. Existe um certo elemento de perigo na apresentação da doutrina da salvação.

Por: D. M. Lloyd Jones
Fonte: