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sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

Expiação Limitada | Augustus Nicodemus

A expiação limitada é um dos cinco pontos do Calvinismo. Ele ensina que a morte de Cristo na cruz tem efeito limitado aos eleitos, ou seja, aqueles que Deus predestinou para a salvação.

Alguns teólogos reformados preferem o termo "redenção particular" para evitar dar a impressão de que a morte de Cristo de alguma forma foi limitada e sem efeito. "Redenção particular" quer dizer que com sua morte Cristo redimiu um povo particular, a igreja eleita antes da fundação do mundo. Outros, ainda, preferem o termo "expiação eficaz," para destacar que Cristo realmente salvou pecadores na cruz.

A Bíblia ensina que Cristo de fato redimiu, resgatou, salvou seu povo na sua morte e ressurreição. Várias passagens dizem que Cristo fez um sacrifício, fez propiciação, reconciliou seu povo com Deus, garantiu a redenção dos seus, deu sua vida em resgate por muitos (mas não todos), e suportou a maldição daqueles por quem morreu. Isso implica que Cristo obteve a salvação de seu povo e não somente abriu uma chance.

No entanto, há também passagens que parecem dizer o contrário, a saber, passagens que usam a palavra "mundo" ou "todos" para indicar a vontade de Deus com respeito e a extensão da obra de Cristo.

  • Os arminianos explicam essas passagens dizendo que elas se referem à intenção de Deus de salvar a todos, mas que essa intenção não foi realizada por causa da incredulidade humana.
  • Já os calvinistas explicam que as expressões “mundo” e “todos” deveriam ser entendidos à luz do contexto, o que vai mostrar que não se refere a cada pessoa que existe ou existiu, mas a determinadas categorias de pessoas, como judeus e gentios, governantes, etc.

A expiação limitada é um ponto controverso, mas os reformados acreditam que ele é bíblico e que é necessário para manter a doutrina da soberania de Deus.

Rev. Augustus Nicodemus

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

(ED) A Identidade Presbiteriana (34): Holandeses Reformados no Brasil | Lauro Cangussu


Fonte Igreja Presbiteriana Vila Guarany
Relação das Aulas Individuais
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Índice Geral
(1): O Governo da Igreja | Rev. Ageu Magalhães 
(2): O Presbítero Regente | Rev. Ageu Magalhães 
(3): O Diaconato em Genebra | Rev. Ageu Magalhães 
(4): Diaconato, o Ministério da Misericórdia | Rev. Marcos Cléber 
(5): O Presbítero Docente | Rev. Ageu Magalhães 
(6): Agostinho de Hipona | Rev. Ageu Magalhães 
(7): Valdo | Pb. Marcos Serra 
(8): John Wycliffe | Lauro Cangussu 
(9): John Hus | Rev. Ageu Magalhães 
(10): Girolamo Savonarola | Eduardo Koscak 
(11): A Reforma Protestante | Rev. Ageu Magalhães 
(12): Martinho Lutero | Sem. Thiago Fortunato 
(13): Ulrico Zuínglio | Pb. Marcos Serra
(14): Guilherme Farel | Lauro Cangussu 
(15): João Calvino | Rev. Ageu Magalhães 
(16): A Influência do Calvinismo | Rev. Ageu Magalhães 
(17): Martin Bucer | Pb. Marcos Serra 
(18): John Knox | Eduardo Koscak 
(19): As Mulheres da Reforma | Rev. Ageu Magalhães 
(20): Solus Christus | Pb. Marcos Serra 
(21): Sola Scriptura | Sem. Thiago Fortunato 
(22): Sola Gratia | Lauro Cangussu
(23): Sola Fide | Pb. Marcos Serra 
(24): Soli Deo Gloria | Eduardo Koscak 
(25): O Sínodo de Dort | Sem. Thiago Fortunato 
(26): A Depravação Total | Rev. Ageu Magalhães 
(27): Eleição Incondicional | Pb. Marcos Serra 
(28): Expiação Limitada | Lauro Cangussu 
(29): Graça Irresistível | Pb. Marcos Serra 
(30): Perseverança dos Santos | Eduardo Koscak 
(31): Os Puritanos | Sem. Thiago Fortunato
(32): A Assembleia de Westminster | Rev. Ageu Magalhães
(33): Franceses Calvinistas no Brasil | Pb. Marcos Serra
(34): Holandeses Reformados no Brasil | Lauro Cangussu
(35): Imigrantes Protestantes no Brasil | Pb. Marcos Serra
(36): Ashbel Green Simonton | Eduardo Koscak
(37): Alexander Blackford | Rev. Ageu Magalhães
(38): Francis Schneider | Sem. Thiago Fortunato
(39): José Manoel da Conceição | Pb. Marcos Serra
(40): Os Primeiros Passos da IPB | Rev. Ageu Magalhães
(41): Inspiração e Inerrância das Escrituras | Rev. Ageu Magalhães
(43): A Teologia da Aliança | Rev. Ageu Magalhães
(44): O Princípio Regulador do Culto | Rev. Ageu Magalhães
(45): As Bases do Culto Reformado | Rev. Ageu Magalhães
(46): A Soberania de Deus | Pb. Marcos Serra
(47): A Liturgia Presbiteriana | Rev. Ageu Magalhães
(48): A Participação das Crianças no Culto | Rev. Ageu Magalhães
(49): O Cessacionismo Bíblico | Eduardo Koscak
(50): A Ceia do Senhor | Rev. Ageu Magalhães
(51): O Batismo Bíblico | Sem. Thiago Fortunato
(52): A Predestinação | Pb. Marcos Serra

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(ED) A Identidade Presbiteriana (33): Franceses Calvinistas no Brasil | Pb. Marcos Serra


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Índice Geral
(1): O Governo da Igreja | Rev. Ageu Magalhães 
(2): O Presbítero Regente | Rev. Ageu Magalhães 
(3): O Diaconato em Genebra | Rev. Ageu Magalhães 
(4): Diaconato, o Ministério da Misericórdia | Rev. Marcos Cléber 
(5): O Presbítero Docente | Rev. Ageu Magalhães 
(6): Agostinho de Hipona | Rev. Ageu Magalhães 
(7): Valdo | Pb. Marcos Serra 
(8): John Wycliffe | Lauro Cangussu 
(9): John Hus | Rev. Ageu Magalhães 
(10): Girolamo Savonarola | Eduardo Koscak 
(11): A Reforma Protestante | Rev. Ageu Magalhães 
(12): Martinho Lutero | Sem. Thiago Fortunato 
(13): Ulrico Zuínglio | Pb. Marcos Serra
(14): Guilherme Farel | Lauro Cangussu 
(15): João Calvino | Rev. Ageu Magalhães 
(16): A Influência do Calvinismo | Rev. Ageu Magalhães 
(17): Martin Bucer | Pb. Marcos Serra 
(18): John Knox | Eduardo Koscak 
(19): As Mulheres da Reforma | Rev. Ageu Magalhães 
(20): Solus Christus | Pb. Marcos Serra 
(21): Sola Scriptura | Sem. Thiago Fortunato 
(22): Sola Gratia | Lauro Cangussu
(23): Sola Fide | Pb. Marcos Serra 
(24): Soli Deo Gloria | Eduardo Koscak 
(25): O Sínodo de Dort | Sem. Thiago Fortunato 
(26): A Depravação Total | Rev. Ageu Magalhães 
(27): Eleição Incondicional | Pb. Marcos Serra 
(28): Expiação Limitada | Lauro Cangussu 
(29): Graça Irresistível | Pb. Marcos Serra 
(30): Perseverança dos Santos | Eduardo Koscak 
(31): Os Puritanos | Sem. Thiago Fortunato
(32): A Assembleia de Westminster | Rev. Ageu Magalhães
(33): Franceses Calvinistas no Brasil | Pb. Marcos Serra
(34): Holandeses Reformados no Brasil | Lauro Cangussu
(35): Imigrantes Protestantes no Brasil | Pb. Marcos Serra
(36): Ashbel Green Simonton | Eduardo Koscak
(37): Alexander Blackford | Rev. Ageu Magalhães
(38): Francis Schneider | Sem. Thiago Fortunato
(39): José Manoel da Conceição | Pb. Marcos Serra
(40): Os Primeiros Passos da IPB | Rev. Ageu Magalhães
(41): Inspiração e Inerrância das Escrituras | Rev. Ageu Magalhães
(43): A Teologia da Aliança | Rev. Ageu Magalhães
(44): O Princípio Regulador do Culto | Rev. Ageu Magalhães
(45): As Bases do Culto Reformado | Rev. Ageu Magalhães
(46): A Soberania de Deus | Pb. Marcos Serra
(47): A Liturgia Presbiteriana | Rev. Ageu Magalhães
(48): A Participação das Crianças no Culto | Rev. Ageu Magalhães
(49): O Cessacionismo Bíblico | Eduardo Koscak
(50): A Ceia do Senhor | Rev. Ageu Magalhães
(51): O Batismo Bíblico | Sem. Thiago Fortunato
(52): A Predestinação | Pb. Marcos Serra

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(ED) A Identidade Presbiteriana (16): A Influência do Calvinismo | Rev. Ageu Magalhães


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(1): O Governo da Igreja | Rev. Ageu Magalhães 
(2): O Presbítero Regente | Rev. Ageu Magalhães 
(3): O Diaconato em Genebra | Rev. Ageu Magalhães 
(4): Diaconato, o Ministério da Misericórdia | Rev. Marcos Cléber 
(5): O Presbítero Docente | Rev. Ageu Magalhães 
(6): Agostinho de Hipona | Rev. Ageu Magalhães 
(7): Valdo | Pb. Marcos Serra 
(8): John Wycliffe | Lauro Cangussu 
(9): John Hus | Rev. Ageu Magalhães 
(10): Girolamo Savonarola | Eduardo Koscak 
(11): A Reforma Protestante | Rev. Ageu Magalhães 
(12): Martinho Lutero | Sem. Thiago Fortunato 
(13): Ulrico Zuínglio | Pb. Marcos Serra
(14): Guilherme Farel | Lauro Cangussu 
(15): João Calvino | Rev. Ageu Magalhães 
(16): A Influência do Calvinismo | Rev. Ageu Magalhães 
(17): Martin Bucer | Pb. Marcos Serra 
(18): John Knox | Eduardo Koscak 
(19): As Mulheres da Reforma | Rev. Ageu Magalhães 
(20): Solus Christus | Pb. Marcos Serra 
(21): Sola Scriptura | Sem. Thiago Fortunato 
(22): Sola Gratia | Lauro Cangussu
(23): Sola Fide | Pb. Marcos Serra 
(24): Soli Deo Gloria | Eduardo Koscak 
(25): O Sínodo de Dort | Sem. Thiago Fortunato 
(26): A Depravação Total | Rev. Ageu Magalhães 
(27): Eleição Incondicional | Pb. Marcos Serra 
(28): Expiação Limitada | Lauro Cangussu 
(29): Graça Irresistível | Pb. Marcos Serra 
(30): Perseverança dos Santos | Eduardo Koscak 
(31): Os Puritanos | Sem. Thiago Fortunato
(32): A Assembleia de Westminster | Rev. Ageu Magalhães
(33): Franceses Calvinistas no Brasil | Pb. Marcos Serra
(34): Holandeses Reformados no Brasil | Lauro Cangussu
(35): Imigrantes Protestantes no Brasil | Pb. Marcos Serra
(36): Ashbel Green Simonton | Eduardo Koscak
(37): Alexander Blackford | Rev. Ageu Magalhães
(38): Francis Schneider | Sem. Thiago Fortunato
(39): José Manoel da Conceição | Pb. Marcos Serra
(40): Os Primeiros Passos da IPB | Rev. Ageu Magalhães
(41): Inspiração e Inerrância das Escrituras | Rev. Ageu Magalhães
(43): A Teologia da Aliança | Rev. Ageu Magalhães
(44): O Princípio Regulador do Culto | Rev. Ageu Magalhães
(45): As Bases do Culto Reformado | Rev. Ageu Magalhães
(46): A Soberania de Deus | Pb. Marcos Serra
(47): A Liturgia Presbiteriana | Rev. Ageu Magalhães
(48): A Participação das Crianças no Culto | Rev. Ageu Magalhães
(49): O Cessacionismo Bíblico | Eduardo Koscak
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terça-feira, 19 de abril de 2022

Introdução Ao Livro Ouro de Tolo? | John MacArthur

Certa vez, uma mulher me escreveu para dizer que pensava que o cristianismo eraf09043 bom, mas ela, em particular, era ligada ao zenbudismo. Gostava de ouvir a rádio evangélica, enquanto dirigia, porque a música “aliviava o seu carma”. Mas, ocasionalmente, ela sintonizava um dos ministérios de ensino bíblico. Em sua opinião, todos os pregadores que ouvira tinham a mente muito fechada no que diz respeito a outras religiões; por isso, ela decidira escrever para vários pastores que ministravam no rádio e encorajá-los a terem a mente mais aberta.

“Deus não se importa com o que você acredita, contanto que seja sincero”, ela escreveu, ecoando uma opinião que tenho ouvido muitas vezes. “Todas as religiões nos levam, finalmente, à mesma realidade. Não importa que estrada você tome para chegar lá, contanto que siga com fidelidade o caminho escolhido por você mesmo. Não critique os caminhos alternativos que as outras pessoas escolhem.”

Para aqueles que aceitam a Bíblia como a Palavra de Deus, a loucura desse raciocínio deve ser logo evidente. Se as conseqüências do que acreditamos significam a diferença entre certo e errado, o agradar a Deus e o receber sua punição, a vida e a morte, então, precisamos ter certeza de que aquilo em que cremos está baseado num pensamento claro. Em outras palavras, precisamos exercitar o discernimento.

De fato, o discernimento está tão na moda, em nossa cultura, quanto a verdade absoluta e a humildade. Fazer distinções e julgamentos claros contradiz os valores relativistas da cultura moderna. O pluralismo e a diversidade têm sido exaltados como virtudes mais elevadas do que a verdade. Não devemos estabelecer limites definitivos ou afirmar qualquer absoluto. Isto é considerado retrógrado, antiquado, deselegante. E, embora esta atitude para com o discernimento bíblico seja esperada do mundo secular, ela tem sido lamentavelmente abraçada por um número cada vez maior de cristãos evangélicos.

Como resultado, o evangelicalismo tem começado a perder as características que o distinguia do mundo – preferindo freqüentemente a tolerância à verdade. A maioria dos evangélicos não está aceitando o islamismo, hinduísmo ou outras religiões anticristãs. Entretanto, muitos parecem imaginar que não importa realmente o que você crê, contanto que tenha o nome de cristão.

Com exceção de algumas seitas que rejeitam ostensivamente a Trindade, quase tudo o mais que for ensinado em nome de Cristo é aceito pelos evangélicos – desde o catolicismo romano (o qual nega que os pecadores são justificados somente pela fé) ao movimento Palavra da Fé (que corrompe a doutrina de Cristo, ao fazer da saúde e da riqueza temporal o foco da salvação).

Em nome da unidade, esses assuntos de doutrina jamais devem ser contestados. Somos encorajados a insistir em nada mais do que uma simples afirmação de fé em Jesus. Além disso, o conteúdo específico da fé deve ser um assunto de preferências pessoais.

É claro que esta atitude geral de aceitação não é nova; a igreja tem travado uma luta contínua sobre o assunto de discernimento doutrinário, pelo menos desde o início do século XX. Este mesmo apelo para que tenhamos uma mente mais aberta no que concerne a padrões e crenças religiosas sempre esteve no topo da agenda do liberalismo teológico. Na verdade, isto é exatamente o que o termo liberal significava originalmente. A novidade nos apelos à tolerância, em nossos dias, é que eles vêm de dentro do evangelicalismo.

Nada é mais desesperadamente necessário à igreja contemporânea do que um novo movimento para enfatizar, outra vez, a necessidade de discernimento bíblico. Sem um movimento assim, a verdadeira igreja está em sérios apuros. Se a ânsia atual por um compromisso ecumênico, santificação pragmática e sucesso numérico continuar ganhando espaço no evangelicalismo, o resultado sera um desastre espiritual absoluto.

Este livro, portanto, é um apelo ao discernimento. É um lembrete de que a verdade de Deus é um bem precioso que deve ser tratado com cuidado – e não diluído em crenças extravagantes ou amarrado às tradições humanas. Quando igrejas ou crentes individuais perdem sua resolução de discernir entre a sã doutrina e o erro, entre o bem e o mal, entre a verdade e a mentira, eles se abrem a todo tipo de engano. Mas aqueles que aplicam consistentemente o discernimento bíblico, em todas as areas da vida, podem ter a certeza de caminhar na sabedoria do Senhor (Pv 2.1-6).

Em contraste, os crentes contemporaneous se conformam com a opinião de que poucas coisas precisam ser definidas com exatidão. Assuntos doutrinários, questões morais e princípios cristãos são todos classificados como ambíguos. Toda pessoa é encorajada a fazer aquilo que é certo aos seus próprios olhos – exatamente o que Deus proíbe (Dt 12.8; Jz 17.6; 21.25).

A igreja jamais manifestará seu poder na sociedade, se não recuperar um amor ardente pela verdade e aversão à mentira. O verdadeiro crente não pode fechar os olhos ou negligenciar as influências anticristãs em seu meio, esperando desfrutar das bênçãos de Deus.

“E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos. Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz” (Rm 13.11-12).

Portanto, “também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para aprovardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo, cheios do fruto de justiça, o qual é mediante Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus” (Fp 1.9-11).

por: John MacArthur
_______________
(Extraído do livro Ouro de Tolo?, Editora Fiel, São José dos Campos, SP)

domingo, 17 de abril de 2022

João Calvino, o Evangelista em Genebra | Dr. Joel Beeke

Calvino acreditava que devemos fazer uso total das oportunidades que Deus dá para evangelizar. 

“Quando uma oportunidade para edificação se apresenta, devemos perceber que uma porta foi aberta para nós pela mão de Deus a fim de que possamos introduzir Cristo naquele lugar e não devemos nos recusar a aceitar o generoso convite que Deus nos faz”, ele escreve. [1]

Por outro lado, quando as oportunidades são restritas e as portas do evangelismo estão fechadas ao nosso testemunho, não devemos persistir em tentar fazer o que não pode ser feito. Ao contrário, devemos orar e buscar outras oportunidades. “A porta está fechada quando não há expectativa de sucesso. [Então] temos que tomar um caminho diferente ao invés de desgastarmos-nos em vãos esforços para alcançá-los”, Calvino escreve. [2] Entretanto, dificuldades para testemunhar não são desculpas para deixar de tentar. Para aqueles que estavam sofrendo restrições e perseguições severas na França, Calvino escreveu: “Vamos, cada um, empenhar-nos em atrair e ganhar para Jesus Cristo aqueles que pudermos”. [3] “Cada homem deve cumprir seu dever sem ceder a qualquer impedimento. No fim, nosso esforço e nossas fadigas não falharão; eles receberão o sucesso que ainda não aparece”. [4]

Vamos examinar neste artigo a prática de evangelização de Calvino em sua congregação e na sua própria cidade de Genebra.

Com frequência pensamos em evangelização hoje apenas como a obra regeneradora do Espírito e da consequente recepção de Cristo pelo pecador através da fé. Por isto, rejeitamos a ênfase de Calvino na conversão como um processo contínuo envolvendo a pessoa como um todo.

Para Calvino, evangelização envolve um chamado contínuo e autoritativo ao crente na igreja para exercer a fé no Cristo crucificado e ressurreto. Esta convocação é um compromisso para a vida toda. Evangelização significa apresentar Cristo de modo que as pessoas, pelo poder do Espírito, possam vir a Deus em Cristo. Mas também significa apresentar Cristo de modo a que o crente possa servi-lo como Senhor na comunhão da Sua igreja e no mundo. Evangelização requer edificar crente na fé mais santa de acordo com os cinco princípios-chave da Reforma: 

  1. Sola Scriptura, 
  2. Sola Fide, 
  3. Sola Gracia, 
  4. Solus Christus, 
  5. Sole Deo Gloria.

Calvino foi um notável praticante deste tipo de evangelização dentro de sua própria congregação. Para Calvino, o evangelismo começa com a pregação. Como escreve William Bouwsma: “Ele pregava regularmente e com frequência: no Velho Testamento nos dias de semana às seis da manhã (sete no inverno), alternadamente; no Novo Testamento, nas manhãs de domingo e nos Salmos, no domingo à tarde. Durante a sua vida ele pregou, neste sistema, cerca de 4.000 sermões depois do seu retorno a Genebra: mais de 170 sermões por ano”. Pregar era tão importante para Calvino que, quando estava rememorando as realizações da sua vida, no seu leito de morte, ele mencionou seus sermões na frente dos seus escritos. [5]

O intento de Calvino na sua pregação era evangelizar tanto quanto edificar. Em média ele pregava em quatro ou cinco versículos do Velho Testamento e dois ou três versículos do Novo Testamento. Ele refletia sobre uma pequena porção do texto de cada vez, explicando primeiro o texto e depois, aplicando-o às vidas da sua congregação. Os sermões de Calvino jamais eram curtos na aplicação; ao contrário, a aplicação era mais longa do que a exposição em seus sermões. Os pregadores devem ser como pais, ele escreveu, “dividindo o pão em pedaços pequenos para alimentar seus filhos”.

Ele também era sucinto. Como o sucessor de Calvino, Theodoro Beza, disse da pregação do reformador: “Cada palavra pesava uma libra”.

Calvino instruía frequentemente sua congregação sobre como ouvir um sermão. Ele os ensinava o que procurar na pregação, em que espírito eles deveriam ouvir. Seu alvo era ajudar as pessoas a participarem do sermão o mais que pudessem de modo a alimentar suas almas. A atitude de alguém que vem para um sermão, dizia Calvino, deveria incluir “prontidão para obedecer a Deus completamente e sem qualquer reserva”. [6] “Nós não vimos para a pregação unicamente para ouvir o que não sabemos”, Calvino acrescentou, “mas para ser incitado a cumprir o nosso dever”. [7]

Calvino também alcançava os não salvos através de sua pregação, impressionando-os com a necessidade de ter fé em Cristo e o que isto significava. Ele deixava claro que não acreditava que todos no seu rebanho estavam salvos. Embora caridoso com os membros da igreja que mantinham um estilo de vida aparentemente recomendável, ele também referiu-se mais de trinta vezes em seus comentários e nove vezes em suas Institutas (contando apenas as referências de 3.21 a 3.24) ao pequeno número daqueles que recebem a Palavra pregada com fé salvífica: “Se um sermão é pregado, digamos, a cem pessoas, vinte o recebem com a obediência pronta de fé, enquanto o resto o toma como sem valor, ou ri, ou vaia ou detesta-o”, disse Calvino. [8] Ele também escreveu: “pois, embora todos, em exceção, a quem a Palavra de Deus é pregada, sejam ensinados, mesmo assim apenas um em dez, se tanto, o saboreia; sim, escassos um em cem aproveita ao ponto de ser habilitado, desse modo, a prosseguir num rumo certo até o final”.

Para Calvino, a tarefa mais importante do evangelismo era a edificação dos filhos de Deus na fé mais santa e convencer os incrédulos da hediondez do pecado, dirigindo-os a Cristo Jesus como o único Redentor.

Evangelismo em Genebra

Calvino não limitava a pregação à sua própria congregação. Ele também a usava como instrumento para divulgar a Reforma de um extremo ao outro da cidade de Genebra. Aos domingos os Estatutos Genebrinos requeriam sermões em cada uma das três igrejas na alvorada e às 9 da manhã. À tarde as crianças vinham para as classes de catecismo. Às três da tarde, sermões eram pregados novamente em cada igreja.

Durante a semana eram programados sermões em diferentes horários nas três igrejas nas Segundas, Quartas e Sextas. Ao tempo da morte de Calvino, um sermão era pregado em cada igreja, todos os dias da semana.

Mesmo assim não era suficiente. Calvino desejava reformar os genebrinos em todas as esferas da vida. Em seus estatutos eclesiásticos ele requeria três funções adicionais além da pregação que cada igreja deveria oferecer:

1. Ensino. Os doutores em teologia deveriam explicar a Palavra de Deus, primeiro em conferências informais, depois em ambiente mais formal da Academia de Genebra, estabelecida em 1559. Ao tempo da aposentadoria do sucessor de Calvino, Theodoro Beza, a Academia de Genebra havia treinado 1.600 homens para o ministério.

2. Disciplina. Os presbíteros designados dentro de cada congregação deviam, com a assistência dos pastores, manter a disciplina cristã, observando os membros da igreja e seus líderes.

3. Caridade. Os diáconos em cada igreja deviam receber as contribuições e distribuí-las aos pobres.

Inicialmente a reforma de Calvino encontrou dura oposição local. As pessoas particularmente objetavam a utilização pela igreja de excomunhão para reforçar a disciplina eclesiástica. Depois de anos de controvérsias, os cidadãos locais e refugiados religiosos que apoiavam Calvino ganharam o controle da cidade. Nos últimos nove anos da sua vida, o controle de Calvino sobre Genebra foi quase total.

Entretanto, Calvino desejava fazer mais do que reformar Genebra. Ele queria que a cidade se tornasse uma espécie de modelo do reino de Cristo para o mundo inteiro. Na verdade a reputação e a influência da comunidade genebrina espalhou-se para a vizinha França, depois para a Escócia, Inglaterra, Holanda, parte da Alemanha ocidental, e partes da Polônia, Tchecoslováquia e Hungria. A igreja de Genebra tornou-se um modelo para o movimento reformado inteiro.

A Academia de Genebra também assumiu um papel criticamente importante, pois logo se tornou mais que um lugar para se aprender teologia. Em “João Calvino: Diretor de Missões”, Philip Hugues escreve:

“A Genebra de Calvino não foi uma torre de marfim teológico que viveu para si mesma. As naves humanas eram equipadas e reparadas neste porto…para que pudessem ser lançadas nos circunvizinhos oceanos das necessidades do mundo, encarando bravamente cada tempestade e cada perigo que as aguardava, a fim de trazer a luz do Evangelho de Cristo para aqueles que estavam na ignorância e escuridão de onde eles próprios originalmente vieram”. [10]

Através da influência da Academia, John Knox levou a doutrina evangélica para a sua Escócia natal; ingleses foram equipados para liderar a causa na Inglaterra; italianos tiveram o que necessitavam para ensinar na Itália e os franceses (que formavam a grande massa de refugiados) estenderam o Calvinismo para a França. Inspirados pela visão verdadeiramente ecumênica de Calvino, Genebra tornou-se o núcleo de onde a evangelização se espalhou por todo o mundo. De acordo com o Registro da Companhia de Pastores, entre 1555 e 1562, oitenta e oito homens foram enviados para fora de Genebra, para diferentes lugares do mundo. Estes dados são lamentavelmente incompletos. Em 1561, que parece ter sido o ano culminante da atividade missionária, o envio de apenas doze homens está registrado, enquanto que outras fontes indicam que perto de vinte vezes aquele número – não menos do que 142 – saíram em missões particulares. [11]

Esta é uma espantosa realização para um esforço que começou com uma pequena igreja se debatendo dentro de uma minúscula cidade – república. Contudo, o próprio Calvino reconheceu o valor estratégico do esforço. Ele escreveu para Bullinger: “Quando considero quão importante é este recanto (de Genebra) para a propagação do reino de Cristo, eu tenho uma boa razão para desejar que ele seja cuidadosamente vigiado”. [12]

Em um sermão em 1 Timóteo 3:14, Calvino pregou: “Que possamos atentar para o que Deus tem nos ordenado, que Ele teria prazer em mostrar Sua graça, não apenas sobre uma cidade ou um punhado de pessoas, mas que reinaria sobre todo o mundo; que cada um possa servi-lo e adorá-lo em verdade”.

NOTAS:

1 – Comentário sobre 2 Coríntios 2:12;

2 – Ibidem.

3 – Bonnet: Cartas de Calvino, 3: 134.

4 – Comentário sobre Gênesis 17:23.

5 – William Bouwsma: John Calvin: Um Retrato do Século Dezesseis (New York: Oxford, 1988), pg 29.

6 – Leroy Nixon: John Calvin: Pregador Expositivo (Grand Rapids: Eerdmans, 1950), pg 65.

7 – John Calvin: Opera quase supersunt omnia, 79: 783.

8 – Institutas 3.24.12.

9 – Comentário sobre Salmos 119:101.

10 – A Herança de João Calvino, ed. John H. Bratt, pg. 44.

11 – Ibid., pgs 45-46.

12 – Bonnet, Cartas de Calvino 2: 227

Fonte: Revista “Os Puritanos”, ANO XII: Nº 01: 2004

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Missões na Reforma Protestante do Século XVI | Rev. Ewerton Barcelos Tokashiki

Porquê este estudo histórico?

Alguns desconhecendo a grandiosa extensão do que fizeram os reformadores, forjam afirmações infundadas, e talvez preconceituosamente maldosas. Tão grosseira alegação é que os calvinistas por crerem na doutrina da predestinação não fazem missões![1]

É de se perguntar, porquê o historiador Terri Williams que em seus gráficos menciona “Missões Protestantes” somente a partir de 1701?[2]

Surpreende-nos também, tão exímio historiador, Stephen Neill não mencionar missões protestantes nos capítulo 4 e 5 (1500-1600 d.C.), limitando-se a falar de missões católicas desse período! E somente o faz no capítulo 7. Faz uma estranha avaliação dizendo que “era muito difícil que uma Igreja de tal forma confinada aos limites de uma dada área geográfica pudesse vir a tornar-se missionária, em qualquer das asserções da palavra.”[3] Todavia, mais avante este mesmo autor é pego em contradição quando cita três casos de “tímidos começos de obra missionária.”[4]
1. O rei Gustavo Vasa da Suécia, em 1559, encorajou a evangelização entre os lapões.
2. Hans Ungnad von Sonneck evangelizou com literatura em língua eslava.
3. Venceslau Budowitz von Budokwa, entre 1577 a 1514, residiu em Constantinopla (Istambul) como missionário.

Ainda assim, Neill omite a obra missionária calvinista no século XVI. Quanto a isto, veremos mais adiante.

Dificuldades Para a Realização de Obras Missionárias no século XVI

1. Poucos obreiros disponíveis;
2. A Igreja era Estatal, dependia do sustento e autorização do Estado;
3. Período de definições doutrinárias;
4. Disputas teológicas entre os reformadores calvinistas e luteranos;
5. Europa em clima de guerra contra os “turcos”;
6. Não tinham acesso aos recursos marítimos.

Calvino e a Obra Missionária

João Calvino nunca escreveu uma obra, especificamente, dissertando sobre “missões”. Mas em seus comentários bíblicos deixou-nos sua opinião em fidelidade ao mandato do Senhor Jesus.[5]

Em Mt 28:19

O Senhor ordena aos ministros do Evangelho, que preguem em lugares distantes, com o propósito de espelhar a salvação em cada parte do mundo”.

Em 1 Tm 2:4

Nenhuma nação da terra e nenhum segmento da sociedade está excluído da salvação, porque Deus deseja oferecer o evangelho a todos e sem nenhuma exceção”.

A Produção de Literatura Teológica de Calvino

Uma das poderosas armas na divulgação dos princípios da Reforma foi a literatura. Somente em Genebra existiam 38 oficinas tipográficas! O renomado historiador Vicente Temudo Lessa observa que duas mil pessoas se ocupavam na impressão de Bíblias e literatura de controvérsias, obras estas que eram introduzidas nos países vizinhos com risco de vida dos que se entregavam àquele trabalho de abnegação. Genebra fez luzir bem alto a sua lâmpada e tornou-se a grande escola das nações.[6]

As obras de Calvino (Institutas, comentários bíblicos, sermões escritos, obras teológicas diversas) foram traduzidas e publicadas em diversas línguas, enquanto ele ainda vivia (morreu em 1564). A língua usada para redigir qualquer obra naquela época era o latim, isso facilitava a tradução. Suas diversas obras traduzidas para o francês, alemão, italiano, tcheco, holandês, espanhol, inglês e até mesmo para o grego moderno![7]

Sabemos que até hoje os missionários utilizam a literatura, como método eficaz para divulgar o evangelho.

Preparo e Envio de Pastores (Academia de Genebra)

A “Academia de Genebra” foi fundada em 05/06/1559. A necessidade de pastores e obreiros era gritante! O próprio Calvino numa de suas cartas desabafa essa triste realidade, dizendo que “em todas as partes da França, os irmãos estão implorando a nossa assistência”.[8]

James Mackinnon observa que “o estabelecimento da Academia foi em parte realizada por causa do desejo de suprir e treinar missionários evangélicos”.[9]

Sobre os alunos sabemos que devidamente treinados, os estudantes retornariam a seus países de origem e divulgariam o evangelho como missionários. Nesse sentido, procurou fazer de Genebra um centro missionário para divulgar a Reforma e seus ensinos por toda a Europa e outros países do mundo.[10]

Missões Calvinistas/Genebrinas no Brasil

- O Brasil como colônia portuguesa em regime do “Padroado”. O historiador presbiteriano Dr. Alderi S. Santos define o Padroado como sendo “uma concessão feita pela Igreja Católica a determinados governantes civis, oferecendo-lhes um certo controle sobre a igreja em seus respectivos territórios como um reconhecimento por serviços prestados à causa católica e um incentivo a futuras ações em benefício da igreja.”[11]
- Em 1493, Papa Alexandre VI redigiu um documento declarando a supremacia espanhola sobre as terras descobertas.
- Em 1494, o Tratado de Tordesilhas determinou o que seria da Espanha e o que seria de Portugal nas novas descobertas.
- No Brasil, o Padroado “significava que a coroa portuguesa iria fornecer os navios para o transporte dos religiosos, financiar o empreendimento missionário, construir as igrejas e outros edifícios eclesiásticos e pagar o salário dos sacerdotes. Em contrapartida, teria o direito de nomear os bispos, recolher os dízimos dos fiéis, aprovar os documentos eclesiásticos e interferir em quase todas as áreas da vida da igreja”.[12]
- Em 1549, chegam os primeiros 6 jesuítas ao Brasil (Companhia de Jesus foi organizada 9 anos antes, em 1540).
- Em 1553, chega o mais famoso dos jesuítas, José de Anchieta.
- A Reforma Protestante não penetrou em Portugal/Espanha (criação Jesuítas e da Inquisição na Contra-Reforma).
- Em 1555, sob a liderança de Nicolas Durand de Villegaignon, grupo de cerca 600 franceses fundaram o Forte Coligny na Baía da Guanabara-RJ, dando origem à “França Antártica”:
1. Busca de enriquecimento na nova terra
2. Refúgio para franceses perseguidos

 - Ficando, assim conhecida como “a Invasão Francesa”, em nossa história [católica] brasileira. A. G. Mendonça, nota que “vale ainda considerar o fato de que a resistência portuguesa aos invasores era sempre feita não somente em nome de sua soberania política e de seus interesses comerciais, mas também na defesa de sua fé contra as heresias”.[13]

- Villegaignon solicitou a Calvino o envio de pastores.
- Em 07/03/1557, chegaram 2 pastores (Pierre Richier e Guillaume Chartier) grupo de huguenotes[14], e refugiados vindos de Genebra, numa 2a expedição.
- Em 10/03/1557 celebram o 1º culto protestante em solo brasileiro.
- Em 21/03/1557 celebração da 1a Santa Ceia em rito Genebrino.
- “Ex-frade” Jean Cointac levanta questões sobre:[15]

1. sacrifício da missa
2. doutrina e usos dos sacramentos
3. invocação e mediação dos santos
4. oração pelos mortos
5. o purgatório

  • - Villegaignon posiciona-se católico e persegue os huguenotes.
  • - Os huguenotes buscaram refúgio entre os índios tupinambás.
  • - Tentaram fugir por navio, mas este afundou.
  • - Cinco voltaram, e foram aprisionados por Villegaignon.
  • - “Confissão de Fé da Guanabara”[16]

Jean du Bordel...... enforcado
Mathieu Verneuil.... enforcado
Pierre Bourdon...... enforcado
André Lafon......... poupado (único por ser o alfaiate)
Jacques Le Balleur.. fugiu para cidade de São Vicente, sendo preso e levado para Salvador, e em 1567 transferido para o Rio de Janeiro, e enforcado pelo próprio José de Anchieta.

- Jean de Léry escreveu um livro intitulado “História de uma Viagem Feita à Terra do Brasil”, publicado em 1578, Paris. Foi estudar na Academia de Genebra, e tornou-se um pastor calvinista.

- Em 1580, Portugal é dominado pela Espanha.

Missões Calvinistas/Holandesas no Brasil

Não nos delongaremos este tópico por ser posterior à Reforma do Século XVI, mas apenas faremos dele menção.

1. Holandeses na Bahia (1624-1625)
2. Holandeses em Olinda-PE (1630-1654)
3. Veja “Igreja e Estado no Brasil Holandês”, Frans L. Schalkijk, pela Editora Cultura Cristã.


NOTAS:

[1] Ruth A. Tucker, “…até aos confins da Terra” (São Paulo, Ed. Vida Nova, 1996), p. 70
[2] Terri Williams, Cronologia da História Eclesiástica (São Paulo, Ed. Vida Nova, 2000), p. 101
[3] Stephen Neill, História das Missões (São Paulo, Ed. Vida Nova, 1989), p. 226
[4] Ibidem, p. 228
[5] John Calvin’s Commentary in: Calvin’s Work, CD-Rom Master Library Christian, vide* in loci.
[6] Vicente Temudo Lessa, Calvino 1509-1564 Sua Vida e Sua Obra (São Paulo, Casa Editora Presbiteriana, s/d.) pp. 244-245
[7] Antônio Carlos Barros, A Consciência Missionária de Calvino in: Fides Reformata, vol. III, no. 1, 1998, p. 44
[8] Ibidem, p. 43
[9] James Mackinnon, Calvin and the Reformation (Londres, Penguin Books, 1936), p. 195
[10] W. Stanford Reid, Calvin’s Geneva: A Missionary Center (The Reformed Theological Review, 42:3), p. 66
[11] Mark A. Noll, Momentos Decisivos na História do Cristianismo.Veja o Apêndice: Alderi S. Santos, Eventos Marcantes da História do Cristianismo no Brasil (São Paulo, Ed. Cultura Cristã, 2000), p.334
[12] Ibidem, p. 334
[13] Antônio Gouvêa Mendonça, O Celeste Provir – A Inserção do Protestantismo no Brasil (São Paulo, Ed. IMS, 1995), p. 23
[14] Huguenotes era o nome dado aos calvinistas franceses.
[15] Ibidem
[16] Cópia desta “Confissão” em Paulo Anglada, Sola Scriptura, p. 191-197

Rev. Ewerton B. Tokashiki

Pastor da Igreja Presbiteriana de Cerejeiras – RO
Prof. de Teologia Sistemática do STBC – Extensão Ji-Paraná

Agradecemos o autor pelo envio e permissão da publicação do presente artigo. O Rev. Tokashiki, pela graça de Deus, é um dos nossos colaboradores.