Mostrando postagens com marcador John Piper. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador John Piper. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de outubro de 2023

O Dom de Profecia do Novo Testamento | John Piper

Definição, Teses e Sugestões

Teses

  1. Ainda é válido e útil para a igreja hoje. Esta é a clara implicação de 1 Coríntios 13:8-12 e Atos 2:17-18.
  2. É uma expressão solicitada e sustentada pelo Espírito, que tem sua raiz em uma revelação verdadeira (1 Coríntios 14:30), mas é falível porque a percepção da revelação pelo profeta, e seu raciocínio sobre a revelação, e relato da revelação são todos falíveis. É portanto similar ao dom de ensino, o qual é solicitado pelo Espírito, sustentado pelo Espírito, enraizado em uma revelação infalível (a Bíblia), e ainda assim é falível, mas muito útil à igreja.
  3. Ela não tem uma autoridade equivalente à Escritura, pois a Escritura é verbalmente inspirada, não somente solicitada e sustentada pelo Espírito. As próprias palavras dos autores bíblicos são as palavras de Deus (1 Coríntios 2:13; 2 Timóteo 3:16). Isto não é verdade sobre as palavras que vêm do "dom de profecia."
  4. O dom de profecia do Novo Testamento é uma "terceira categoria" de expressão profética entre as categorias 1) discurso inspirado verbalmente, intrinsecamente oficial, infalível discurso falado pelos semelhantes de Moisés, Jesus e os apóstolos; e 2) o discurso de falsos profetas falado presunçosamente, sem inspiração e passível de condenação (Deuteronômio 18:20). Essas duas categorias (absolutamente infalível versus falso) não esgotam todo o ensino bíblico sobre profecia.

Definição

A profecia nesta "terceira categoria" (o dom de profecia do Novo Testamento) é, de maneira regulada, uma 1 mensagem ou relato em palavras humanas2geralmente feito aos crentes reunidos3 baseado em uma revelação espontânea, pessoal do Espírito Santo4 com o propósito de edificação, encorajamento, consolo, convicção e direção5 mas não necessariamente livre de uma mistura de erro humano, e portanto necessitado de assistência6 com base no ensinamento apostólico (Bíblico)7 e sabedoria espiritual madura.8

Sugestões Práticas

  1. Reconhecer a completa soberania de Deus em livremente distribuir dons a quem ele quer (1 Coríntios 12:11; Hebreus 2:4).
  2. Reconhecer que nem todos se tornarão profetas (1 Coríntios 12:29).
  3. Desejar seriamente este dom (1 Coríntios 14:1,5,39). Orar por isso (1 Coríntios 14:13).
  4. Ser grato pelo dons que tem; usá-los ao máximo; alegrar-se no fato de que outros são diferentes de você; e evitar todo ciúme (1 Coríntios 12:14-29).
  5. Fazer do amor o seu alvo em todas as coisas; compreender que o amor é o grande milagre e o mais seguro sinal da bênção de Deus; crescer mais e mais em direção à maturidade bíblica sólida, estável (1 Coríntios 14:1,12,26,37; 2:14).
  6. Reunir a coragem para falar com ousadia sobre o que crê (com mais ou menos confiança) pode ser dada a você pelo Senhor em encontros voltados para esta expressão menos estruturada (1 Coríntios 14:26).
  7. Ter modestas expectativas de que a profecia não será tomada como uma palavra da Escritura, mas como uma palavra humana impelida pelo Espírito, a ser pesada pela Escritura, e por sabedoria espiritual madura. Para uma profecia ser aceita como válida ela deve encontrar um eco nos corações de pessoas espiritualmente maduras. Ela deve ser confirmada por uma compreensão biblicamente saturada. E ela deve encontrar ressonância nos corações e mentes daqueles que têm a mente de Cristo e são dirigidos por sua paz. (1 Tessalonicenses 5:19-21; Colossenses 1:9; 3:15; Efésios 5:15-17; Romanos 12:1-2; Filipenses 1:9-10).


1 1 Coríntios 14:32
2 1 Coríntios 14:3,29; Atos 21:4,11
3 1 Coríntios 14:4
4 1 Coríntios 14:30; Lucas 7:39; 22:64; João 4:19
5 1 Coríntios 14:3, 24-25; Atos 21:4; 16:6-10
6 1 Tessalonicenses 5:19-20; 1 Coríntios 14:29
7 1 Coríntios 14:36-38; 2 Tessalonicenses 2:1-3
8 Colossenses 1:9

Por John Piper

Considere seguir nossas Redes Sociais 

Instagram & Facebook : Pb. Marinho | Intagram : Blog | YouTube Provai e Vede 

terça-feira, 29 de novembro de 2022

O que dizer aos deprimidos, incrédulos, céticos, confusos, zangados | John Piper

Se você se preocupa com as pessoas e se arrisca a falar com os deprimidos, os incrédulos, os céticos, os confusos e os zangados, você logo se deparará com uma pessoa que diz ao seu conselho: Eu já tentei isso. O que quer que você diga, eles o minimizarão e dirão que não funciona. Não se surpreenda com esta resposta. Isto é o que significa estar deprimido, incrédulo, cético, confuso, zangado. Isso significa que o que quer que ouçam parece inútil.

Portanto, quero oferecer algumas sugestões para o que você deve dizer em uma conversa que está prestes a ser interrompida dessa maneira.

1. Não fique ofendido.

Primeiro, resista à tentação de ficar ofendido. Não fique bravo e desista. É isso que você poderá sentir. Eles queriam conversar, mas estão ignorando minhas sugestões com uma atitude depreciativa. Não vá embora. Não ainda. “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha” (1 Coríntios 13:4, NKJV).

2. Escute.

Em segundo lugar, escute suas respostas. Parte de seu poder não é apenas no que você diz, mas como eles sentem sobre a maneira como você escuta. Se sua verdade produz ouvidos empáticos, se sentirá mais convincente. Esta escuta será uma testemunha. Em 2 Timóteo 2:24-26, Paulo descreve o tipo de compromisso que pode libertar as pessoas do pecado e do erro. Uma característica é "pacientemente enfrentar o mal."

3. Encerre com esperança.

Em terceiro lugar, quando você tiver falado todos os conselhos experimentais que puder pensar, e ele parece ter ignorado todos, não deixe que ele tenha a última palavra de desespero. Você que deve deixar a última palavra de esperança. Eu sugiro que você faça algo assim. 

          Diga...

Eu sei que você não se sente melhor pelo que eu disse. Acho que eu entendo um pouco do que isso é. Não pretendo oferecer uma solução rápida, como se seus problemas ou dúvidas pudessem ser resolvidos facilmente. Mas tenho mais esperança do que você de que a verdade de Deus é poderosa e terá seu bom efeito no devido tempo. Posso dizer mais uma coisa antes de você ir?

Eu simplesmente quero ter certeza de que você escute as melhores notícias do mundo. Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo (João 16:33). De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus (Romanos 10:17). Você não sente isto no momento. Mas Deus diz que a paz e a fé vêm do ouvir.

Em outras palavras, passar de não ver e sentir a realidade de Cristo para ver e sentir a realidade de Cristo acontece escutando notícias sobre Cristo. Alguma coisa acontece. Em certo momento, você não o vê como bonito, satisfatório e convincente. Então, no momento seguinte, você está.

Nos momentos que levam a esta experiência, ouvir a palavra de Deus parece vazio e fútil. Isso não me desencoraja. Se você duvida do que estou dizendo, você é a própria pessoa que precisa ouvir o que estou dizendo.

Portanto, deixe-me contar-lhes esta notícia espetacular. Isto vem de Colossenses 2:13-15.
Quando vocês estavam mortos em pecados e na incircuncisão da sua carne, Deus os vivificou juntamente com Cristo. Ele nos perdoou todas as transgressões, e cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz, e, tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz. Isto ele pôs de lado, pregando-o na cruz. Ele desarmou os governantes e as autoridades e os envergonhou, triunfando sobre eles.

Paulo está falando sobre o que Deus oferece a todos aqueles que acreditam na experiência de Jesus. Há aqui cinco coisas impressionantes:

  1. Deus o faz espiritualmente vivo.
  2. Deus perdoa todos os seus pecados.
  3. Ele faz isso ao cancelar as dívidas que estavam contra você. Você devia a Deus o que nunca poderia pagar por causa de todos os seus pecados. E ele cancelou a dívida.
  4. Como ele poderia fazer isso? Sendo pregado na cruz. Mas os pregos que entravam na cruz não passavam pelo pergaminho. Eles atravessaram as mãos e os pés de Jesus. Esse é o coração de tudo o que tenho a dizer a você. Cristo se tornou nosso substituto e suportou nossa dívida.
  5. Quando isso aconteceu, o diabo estava desarmado. Por quê? Porque a arma de acusação foi tirada de sua mão. Ele sempre acusou a nossa dívida em nossa cara e no tribunal de Deus. Mas agora isso foi cancelado. O diabo está desarmado. Ele pode tentar e tentar, mas não pode condenar você.
Termino com esta notícia. Orarei para que os obstáculos para a fé cheia de paz em sua mente sejam vencidas por estas verdades. Jesus disse: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará." Medite sobre estes versos. Que o Senhor lhe ilumine.


Por John Piper | Sobre Amar os Outros

Uma Parte da série Taste & See

Tradução por Wellington Da Silva Lima 

terça-feira, 28 de junho de 2016

12 Perguntas Que Um Cristão Deve Fazer Antes De Assistir Game Of Thrones | Por John Piper


Pastor John, você acredita que haja alguma diferença entre nudez de filmes e a nudez em pornografia? Eu conheço vários cristãos que são contra pornografia, mas eles não tem problema algum em assistir filmes ou programas de TV que apresentem nudez gráfica.” Uma jovem mulher chamada Emily recentemente enviou essa pergunta ao “Ask Pastor John”.

Um dia depois, Adam enviou a seguinte pergunta: “Pastor John, o que o senhor diria a um cristão que assiste o programa Game of Thrones“? É um programa de TV com classificação adulta, e se tornou infame por causa da nudez e de cenas de sexo explícito, também por cenas de estupro e violência sexual contra as mulheres. Game of Thrones é agora a série mais popular na história da HBO, com uma audiência média de mais de 18 milhões de telespectadores.

A seguir está uma transcrição ligeiramente editada da resposta de John Piper nesse episódio de “Ask Pastor John”.

Quanto mais perto fico de morrer, de encontrar Jesus pessoalmente (face a face) e de prestar contas da minha vida e das palavras mal-pensadas que eu falei (Mateus 12:36), mais certeza eu tenho da minha decisão de nunca olhar intencionalmente para um programa de TV, um filme, website ou revistas onde eu saiba que irei ver fotos ou filmes de nudez. Nunca. Essa é minha decisão. E quanto mais perto fico da morte, melhor me sinto quanto a isso, e mais dedicado eu me torno.

Francamente, eu quero convidar todos os cristãos a se juntarem a mim nesta busca de uma maior pureza de coração e mente. Em nossos dias, quando o entretenimento da mídia tornou-se praticamente a língua comum do mundo, isto soa como um convite para ser um alienígena. E eu acredito com todo meu coração que o que o mundo precisa é de alienígenas radicalmente destacados, com sacrifício amoroso, apaixonados por Deus. Em outras palavras, estou convidando você para dizer não ao mundo para o bem do próprio mundo.

O mundo não precisa de mais gente legal e “culturalmente esclarecida”, ou seja, de cópias irrelevantes de si mesmo. Isso é um erro que tem enganado milhares de jovens cristãos. Eles pensam que têm de ser descolados, legais, esclarecidos, culturalmente conscientes, observando tudo para não serem bizarros. E isso é o que está desfazendo-os moralmente e desfazendo os seus testemunhos.

Então aqui estão 12 perguntas para se pensar, ou 12 razões porque estou comprometido a uma abstenção de tudo que eu sei que irá me apresentar nudez.

1 – Será que estou recrucificando a Cristo?

Cristo morreu para purificar seu povo. É uma falsificação absoluta da Cruz tratá-la como se Jesus morresse somente para nos perdoar do pecado de assistir a nudez, e não para nos purificar e dar-nos o poder de não vê-la.

Ele tem poder (comprado pelo sangue de Sua cruz). Ele morreu para nos fazer puros. Ele “entregou a si mesmo, por nós, para nos remir de toda iniquidade e purificar para si um povo para sua própria posse” (Tito 2:14). Se escolhemos endossar, abraçar, desfrutar ou buscar a impureza, é como se tomássemos uma lança e perfurássemos o lado de Jesus cada vez que fizéssemos isso. Ele sofreu para nos libertar da impureza.

2 – Será que isso expressa ou favorece a minha santidade?

Na Bíblia, do início ao fim, há um chamado radical à santidade – a santidade da mente, do coração e da vida. “Como aquele que vos chamou é santo, vós também sejam santos em todo o vosso procedimento” (1 Pedro 1:15). Ou 2 Coríntios 7: 1, “Uma vez que temos essas promessas, amados, purifiquemo-nos de toda contaminação de corpo e espírito, trazendo santidade para o acabamento no temor de Deus” A nudez em filmes e fotografias não é santa e não faz avançar a nossa santidade. É profana e impura.

3 – Quando irei lançar fora meu olho, se não agora?

Jesus disse que todo aquele que olha para uma mulher com intenção concupiscente já cometeu adultério com ela em seu coração. Se seu olho direito te leva a pecar, arranque-o e jogue-o fora (Mateus 5:28-29). Ver mulheres nuas – ou homens nus – leva um homem ou uma mulher a pecar com suas mentes e seus desejos, e frequentemente com seus corpos. Se Jesus nos ordenou guardar nossos corações, ao arrancar nossos olhos para prevenir a concupiscência, seria certo que Ele também diria: “Não assista a isso!”.

4 – Não é satisfatório pensar naquilo que é honroso?

A vida em Cristo não é apenas evitar o mal, mas principalmente buscar de forma ardente o bem. Lembre-se de Filipenses 4:18, “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.”

Minha vida não é uma vida forçada. É livre. “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor.” (Gálatas 5:13)

5 – Estou buscando ver a Deus?

Eu quero ver e conhecer a Deus, tanto quanto possível nesta vida e na ressurreição. Assistir a nudez é um enorme obstáculo nessa busca. “Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus” (Mateus 5: 8). A contaminação da mente e do coração, observando nudez entorpece a capacidade do coração de ver e desfrutar a Deus. Eu desafio qualquer um a ver nudez e logo após ir diretamente a Deus, orando, dando-lhe graças por causa do que acabou de experimentar.

6 – Será que eu me importo com as almas daqueles que aparecem nus?

Deus chama às mulheres a se vestirem de uma maneira respeitável, com modéstia e auto-controle (1 Timóteo 2:9). Quando buscamos, recebemos ou embraçamos a nudez em nosso entretenimento, estamos implicitamente endossando o pecado das mulheres que se vendem dessa maneira e, portanto, sendo negligentes quanto a suas almas. Elas desobedecem 1 Timóteo 2:9, e nós dizemos que está tudo bem.

7 – Eu ficaria feliz se fosse uma filha minha interpretando o papel?

A maioria dos cristãos são hipócritas ao assistirem nudez, porque, pelo fato de assistirem, por um lado eles dizem que isso é bom, e, por outro lado, lá no fundo eles sabem que eles não iriam querer que sua filha, esposa ou namorada estivessem interpretando esse papel. Isso é hipocrisia.

8 – Será que eu estou dizendo que a nudez pode ser fingida?

A nudez não é como o assassinato e a violência na tela. A violência na televisão é de faz-de-conta; ninguém realmente morre. Mas a nudez não é faz-de-conta. Essas atrizes estão realmente nuas na frente da câmera, fazendo exatamente o que o diretor pede para elas fazerem com as pernas, as mãos e os seios. E elas estão nuas para que milhões de pessoas possam ver.

9 – Será que eu estou comprometendo a beleza do sexo?

Sexo é uma coisa bonita. Deus o criou e o declarou como “bom” (1 Timóteo 4: 3). Mas não é um esporte para um espectador assistir. É uma alegria santa que é sagrada em seu lugar devido, de um amor terno e seguro. Homens e mulheres que querem ser assistidos na sua nudez estão na categoria de exibicionistas que puxam suas calças para baixo em lugares públicos.

10 – Será que eu estou dizendo que a nudez é necessária para que haja Boa Arte?

Não há um grande filme ou uma grande série de televisão que realmente precise de nudez para adicionar à sua grandeza. Não. Não existe. Existem formas criativas para ser fiel à realidade sem transformar o sexo em um esporte de espectador e sem colocar atores e atrizes em situações moralmente comprometedoras no set.

Não é a integridade artística que está dirigindo a nudez na tela. Debaixo de toda a superfície, o apetite sexual masculino é o verdadeiro motor deste negócio, e, como consequência, a pressão da indústria e do desejo de classificações que as vendem. Não é a arte que coloca a nudez no filme, é o apelo à lascívia. Este sim vende.

11 – Será que eu estou implorando por aceitação?

Os cristãos não vêem nudez principalmente por ter como propósito maximizar a santidade. Mas isso, aparentemente, não impede que eles voltem a assisti-los. No fundo eles sabem que estes filmes e programas de televisão estão cheios de elogios e exaltações a atitudes que estão totalmente fora de sintonia com a morte do “eu” e com a exaltação de Cristo.

Não, o que faz os cristãos voltarem a ver esses programas é o medo de que, se levarem Cristo a sério em Sua palavra e considerarem a santidade um assunto tão sério como estou dizendo que é, eles teriam que parar de ver tantos programas de televisão e tantos filmes, que eles seriam vistos como bizarros. E, hoje em dia, esse é o pior de todos os males. Ser visto como bizarro é um mal muito maior do que ser profano.

12 – Será que eu sou livre da dúvida?

Há uma orientação bíblica que torna a vida muito simples: “Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado.“(Romanos 14:32). Minha paráfrase: Se você tem dúvidas, não faça. Se isso fosse seguido, os hábitos de visão de milhões de pessoas seriam alterados, e, oh, quão tranquilamente eles iriam dormir com as suas consciências.

Então eu digo novamente: Junte-se a mim na busca do tipo de pureza que vê a Deus, e conhece a plenitude da alegria em sua presença e do prazer eterno à sua mão direita.

Resposta dada pelo Pastor John Piper
Traduzido por Erving Ximendes

sexta-feira, 30 de maio de 2014

A alegria cristã em relação a mente | John Piper

II Conferência Cristianismo e Modernidade

II Conferência Cristianismo e Modernidade

Universsidade Presbiteriana Makenzie

Por: John Piper

domingo, 20 de abril de 2014

Oito razões por que creio que Jesus ressuscitou | John Piper

ressuscitou1. O próprio Jesus testificou de sua iminente ressurreição dos mortos.

Jesus falou abertamente sobre o que lhe aconteceria: crucificação e então ressurreição dos mortos. "O Filho do Homem deve sofrer muitas coisas e ser rejeitado pelos anciãos e principais sacerdotes, e pelos escribas, e ser morto, e depois de três dias ressuscitar" (Marcos 8:31; veja também Mateus 17:22; Lucas 9:22). Aqueles que consideram ser impossível acreditar na ressurreição de Cristo, provavelmente dirão que Jesus estava enganado ou (o mais provável) que a igreja primitiva colocou essas declarações em sua boca para fazê-lo ensinar a falsidade que eles próprios conceberam. Mas aqueles que lêem os Evangelhos e chegam a uma forte convicção de que aquele que fala de forma tão compelida através desses testemunhos não é a invenção de uma imaginação tola, ficarão insatisfeitos com esse esforço em explicar o testemunho próprio de Jesus de sua ressurreição dos mortos.

Isto é especialmente verdade em vista do fato que as palavras que predisseram a ressurreição não são apenas as simples palavras diretas citadas acima, mas também palavras muito implícitas e indiretas que são muito menos prováveis de serem a simples invenção de discípulos enganados. Por exemplo, duas testemunhas separadas testificam de dois modos bastante diferentes sobre as declarações de Jesus durante sua existência que, se seus inimigos destruíssem o templo (do seu corpo), ele o reconstruiria em três dias (João 2:19; Marcos 14:58; cf. Mateus 26:61). Ele também falou de forma figurada sobre o "Sinal de Jonas" - três dias no coração da terra (Mateus 12:39; 16:4). E ele sugeriu isso de novo em Mateus 21:42 - "A pedra que os edificadores rejeitaram, essa foi posta como pedra angular". No topo de seu testemunho próprio da iminente ressurreição, seus acusadores disseram que isso era parte da declaração de Jesus: "Senhor, lembramo-nos como aquele impostor disse, quando ele ainda vivia, 'Depois de três dias ressuscitarei'" (Mateus 27:63).

Nossa primeira evidência de ressurreição, portanto, é que o próprio Jesus falou dela. A extensão e natureza da declaração torna improvável que uma igreja enganada tenha feito isso. E o caráter do próprio Jesus, revelado nesses testemunhos, não foi julgado pela maioria das pessoas como o de um lunático ou enganador.

2. A tumba estava vazia na Páscoa.

Os documentos mais antigos declaram isso: "Quando eles entraram não encontraram o corpo do Senhor Jesus" (Lucas 24:3). E os inimigos de Jesus confirmaram isso quando declararam que os discípulos tinham roubado o corpo (Mateus 28:13). O corpo de Jesus não pôde ser encontrado. Existem quatro possíveis explicações para isso.

2.1 Seus inimigos roubaram o corpo. Se eles fizeram isso (e eles nunca declararam te-lo feito), certamente iriam produzir o corpo para acabar com a bem sucedida divulgação da fé cristã logo na cidade onde aconteceu a crucificação.

2.2 Seus amigos roubaram o corpo. Esse foi um rumor inicial (Mateus 28:11-15). Isso é provável? Teriam eles conseguido passar pelos guardas na tumba? Mais importante, teriam eles começado a pregar com tamanha autoridade que Jesus ressuscitou, sabendo que ele não tinha? Teriam eles colocado em risco suas vidas e aceitado espancamentos por uma coisa que eles sabiam ser uma fraude?

2.3 Jesus não estava morto, apenas inconsciente quando eles o colocaram na tumba. Ele acordou, removeu a pedra, passou pelos soldados, e desapareceu da história depois de alguns encontros com seus discípulos nos quais ele os convenceu que havia ressuscitado da morte. Mesmo os inimigos de Jesus não tentaram essa linha. Ele estava obviamente morto. Os Romanos viram aquilo. A pedra não podia ser removida por dentro por um homem que tinha acabado de ser apunhalado ao lado por uma lança e passado seis horas pregado numa cruz.

2.4Deus ressuscitou a Jesus dos mortos. Isso é o que ele disse que aconteceria. Isso é o que os discípulos disseram que aconteceu. Mas como existe uma remota possibilidade de explicar a ressurreição de uma forma natural, as pessoas modernas dizem que não deveríamos pular para uma explicação sobrenatural. Isso é razoável? Eu não acho que seja. É claro, nós não queremos ser ingênuos. Mas tampouco queremos rejeitar a verdade apenas porque é estranha. Nós precisamos estar cientes que nossos comprometimentos a esse ponto são muito afetados por nossas preferências - tanto para situações que surgiriam da verdade da ressurreição, quanto para situações que surgiriam da falsidade da ressurreição. Se a mensagem de Jesus tem te aberto para a realidade de Deus e a necessidade de perdão, por exemplo, então o dogma anti-sobrenatural pode perder o poder sobre sua mente. Poderia ser que essa abertura não fosse um preconceito para a ressurreição, mas liberdade do preconceito contra ela?

3. Os discípulos foram quase que imediatamente transformados de homens sem esperança e amedrontados depois da crucificação (Lucas 24:21, João 20:19) em homens que foram testemunhas confiantes e corajosas da ressurreição (Atos 2:24, 3:15, 4:2).

A explicação deles para essa mudança foi que eles tinham visto o Cristo ressuscitado e tinham sido autorizados a serem suas testemunhas (Atos 2:32). A explicação concorrente mais popular é que a confiança deles era devida a alucinações. Há inúmeros problemas com tal idéia. Os discípulos não eram ingênuos, mas céticos equilibrados tanto antes quanto depois da ressurreição (Marcos 9:32, Lucas 24:11, João 20:8-9, 25). Além disso, seria o ensinamento nobre e profundo daqueles que testemunharam a ressurreição de Cristo o tipo de coisa de que alucinações são feitas? E quanto à grandiosa carta de Paulo aos Romanos? Eu pessoalmente acho difícil imaginar esse intelecto gigante de alma profundamente transparente como enganado ou enganador, e ele declarou ter visto o Cristo ressuscitado.

4. Paulo declara que não apenas ele viu o Cristo ressuscitado, mas 500 outras pessoas também o viram, e muitos ainda estavam vivos quando ele fez essa declaração pública.

"Então ele apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma vez, a maioria deles ainda viva, embora alguns já tenham falecido" (1 Coríntios 15:6). O que torna isso relevante é que isto foi escrito para gregos que eram céticos para esse tipo de declaração, quando muitas testemunhas estavam ainda vivas. Então essa era uma declaração arriscada já que podia ser contestada com uma pequena pesquisa de primeira mão.

5. A pura existência de uma igreja primitiva cristã próspera e conquistadora de impérios suporta a verdade da declarada ressurreição.

A igreja difundiu-se no poder do testemunho que Jesus ressuscitou dos mortos e de que Deus assim o fez Senhor e Cristo (Atos 2:36). O senhorio de Cristo sobre todas as nações é baseado na sua vitória sobre a morte. Essa é a mensagem que se propagou por todo o mundo. Seu poder de cruzar culturas e criar um novo povo de Deus foi um forte testemunho de sua verdade.

6. A conversão do Apóstolo Paulo suporta a verdade da ressurreição.

Ele debate com um público parcialmente insensível em Gálatas 1:11-17 que seu evangelho vem de Jesus Cristo ressuscitado, não de homens. Seu argumento é que antes da sua experiência na Estrada de Damasco quando ele viu Jesus ressuscitado, ele era violentamente oposto à fé cristã. Mas agora, para espanto de todos, ele está arriscando sua vida pelo evangelho (Atos 9:24-25). Sua explicação: O Jesus ressuscitado lhe apareceu e autorizou-o a liderar a missão dos gentios (Atos 26:15-18). Podemos dar crédito a tal testemunho? Isto encaminha-nos para o próximo argumento.

7. As testemunhas do Novo Testamento não carregam o rótulo de ingênuos ou enganadores.

Como você dá crédito a uma testemunha? Como você decide se acredita no testemunho de uma pessoa? A decisão de dar crédito a uma pessoa não é a mesma coisa que resolver uma equação matemática. A exatidão é de um tipo diferente, ainda que seja de igual firmeza (eu confio no testemunho de minha esposa de que ela é fiel). Quando uma testemunha é morta nós podemos basear nosso julgamento dela somente pelo conteúdo de seus escritos e o testemunho de outros a seu respeito. Como Pedro e João e Mateus e Paulo se comparam?

Em meu julgamento (e nesse ponto nós podemos viver autenticamente somente por nosso próprio julgamento - Lucas 12:57), os escritos desses homens não se lêem como as obras de homens ingênuos, facilmente enganados ou enganadores. O discernimento que eles têem da natureza humana é profundo. O comprometimento pessoal é sóbrio e cuidadosamente declarado. Seus ensinamentos são coerentes e não se parecem com a invenção de homens instáveis. O padrão moral e espiritual é alto. E as vidas desses homens são totalmente devotadas à verdade e à honra de Deus.

8. Existe uma glória evidente no evangelho da morte e ressurreição de Cristo como narrado pelas testemunhas bíblicas.

O Novo Testamento ensina que Deus enviou o Espírito Santo para glorificar Jesus como o Filho de Deus. Jesus disse: "Quando o Espírito da verdade vier, ele vos guiara em toda a verdade... Ele vai glorificar-me" (João 16:13). O Espírito Santo não faz isso dizendo-nos que Jesus ressuscitou dos mortos. Ele faz isso abrindo nossos olhos para ver a evidente glória de Cristo na narrativa de sua vida e morte e ressurreição. Ele nos habilita a ver Jesus como ele realmente foi, de modo que ele é irresistivelmente verdadeiro e belo. O apóstolo explicou o problema de nossa cegueira e a solução dessa maneira: "O deus desse mundo cegou as mentes dos incrédulos para que eles não enxerguem a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus... Porque Deus, que disse, 'Deixe a luz resplandecer das trevas', resplandeceu em nossos corações para dar a luz do conhecimento da glória de Deus na face de Jesus Cristo" (2 Coríntios 4:4,6).

Um conhecimento salvador do Cristo crucificado e ressuscitado não é o mero resultado de um raciocínio correto sobre fatos históricos. É o resultado de iluminação espiritual para enxergar esses fatos para o que eles realmente são: uma revelação da verdade e glória de Deus na face de Cristo - que é o mesmo ontem, hoje e sempre.

Pastor John Piper

domingo, 13 de abril de 2014

15 Orações para o Poder de Deus | John Piper

Eu amo a força. Eu amo a palavra "poderoso", como em "Mulher Poderosa de Deus",oração e "O Homem Poderoso de Deus." Gosto de ouvir que "Moisés era poderoso em suas palavras e obras" (Atos 7:22), e que Apolo era "poderoso nas Escrituras " (Atos 18:24).

Eu adoro quando Paulo diz: "Aja como homens, seja forte " (1 Coríntios 16:13), ou, "Seja forte no Senhor e na força do seu poder " (Efésios 6:10), ou, "Seja forte na graça que há em Cristo Jesus "(2 Timóteo 2:1).

Mas não se enganem, a busca deste poder não é o caminho para o poder humano e orgulho. É o caminho da guerra incessante com o seu próprio eu. A maior potência do mundo entre os seres humanos é o poder para não pecar. O poder da santidade e amor. Então, se você estiver disposto e preparado, você se juntaria a mim nestas 15 orações para que você possa ser um poderoso homem de Deus ou uma mulher poderosa de Deus?

  1. Senhor, fazei-me tão poderoso em sabedoria para saber e provar que a altura do poder é infantilidade (Mateus 18:04) .
  2. Senhor, fazei-me tão poderoso na guerra para que eu derrote cada impulso em minha alma que destrói a paz (Hebreus 12:14 , Romanos 14:19, Mateus 5:9).
  3. Senhor, fazei-me tão forte na minha dureza contra a amargura que a ternura do coração não seja destruída por feridas (Oséias 11:8, Efésios 4:32, 1 Pedro 3:8).
  4. Senhor, fazei de mim poderosamente indobrável e inflexível em minha determinação de exaltação a Cristo para dobrar e tornar-me todas as coisas para todas as pessoas que eu poderia salvar alguns (1 Coríntios 9:22).
  5. Senhor, fazei o meu tronco e ramos tão poderosamente resistente e impermeável ao vento e à seca para que nunca deixem de dar fruto da mansidão (Gálatas 5:23, Tiago 3:17, 1 Pedro 3:4).
  6. Senhor, fazei-me tão poderoso em serpentino discernimento que vejo cada abertura para o amor puro e inocente (Mateus 10:16).
  7. Senhor, fazei-me tão poderosamente impassível pela picada e enganos de injustiça contra mim para que eu possa sentir e mostrar o milagre da compaixão imerecida (Lucas 10:23; 15:20; Hebreus 10:34, 1 Pedro 3:8).
  8. Senhor, fazei-me tão poderosamente inflexível às tentações do egoísmo que do meu coração para sempre flua a bondade (2 Coríntios 6:06, Gálatas 5:22 , Efésios 4:32, Colossenses 3:12).
  9. Senhor, fazei-me tão poderosamente sem responder à doce atração da auto-piedade que eu possa ter sempre reabastecido os recursos para retornar o bem para o mal (Romanos 12:17, 1 Tessalonicenses 5:15, 1 Pedro 3:9).
  10. Senhor, fazei-me forte, com coragem implacável para cortar a minha mão a todos os traços de ganância e que eu possa estar contente com o que tenho (Filipenses 4:11, 1 Timóteo 6:08, Hebreus 13:5).
  11. Senhor, fazei-me forte com pensamentos felizes de criança e mulher e Rei para arrancar meus olhos para não trair a confiança deles e perder a pureza que enxerga meu Deus (Mateus 5:8).
  12. Senhor, fazei-me tão poderoso contra os poderes de auto-justificação que nunca perca a humildade de me arrepender e chorar pelo meu pecado (Tiago 4:9; 5:16).
  13. Senhor, fazei-me tão poderoso para resistir a isca de produtividade frenética que eu nunca deixe de desfrutar das águas calmas da oração e sua doce presença (Salmo 23:02, Isaías 46:10, Lucas 10:42) .
  14. Senhor, fazei-me tão poderoso contra a ressaca mortal de auto-confiança que eu nunca tenha vergonha de confiar em seu braço, como uma criança com seu pai, em cada quebra de onda (Salmo 37:3, 5; Provérbios 3:5, Gálatas 2:20​​) .
  15. Senhor, fazei-me tão poderoso em ver e poderoso em saborear as promessas de sua graça soberana que, em todas as minhas dores eu nunca poderia deixar de cantar o seu louvor (Mateus 5:11-12, Atos 16:25, 2 Coríntios 6:10; 1 Pedro 4:13).

Por: Pr. John Piper

sábado, 8 de março de 2014

O Sentido Último da Verdadeira Feminilidade | John Piper

verdadeira-feminilidade-post

A verdadeira feminilidade é um chamado distinto para demonstrar a glória do Filho de maneiras que não seriam demonstradas se não houvesse feminilidade. (John Piper)

Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, trouxemos esta pregação completa de Piper (junto com o ebook da transcrição e perguntas para aplicação – ótimas para pequenos grupos), onde ele convida as mulheres a abraçarem o sentido último de sua verdadeira feminilidade. Homens, vocês também deveriam ver para guiar suas esposas ou auxiliar suas irmãs a andarem nos caminhos do Senhor.

 

Por: Joun Piper

Fonte: Voltemos ao Evangelho

Créditos de Imagem: Voltemos ao Evangelho

Baixe o e-Book

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Cristo morreu para nos dar amizades que exaltam a Cristo | John Piper

Nestao vídeo, John Piper fala sobre a importância da amizade cristã, mostrando que a mentalidade "eu não preciso de amigos, eu tenho Jesus" não é bíblica.

Fonte: Editora Fiel

Uma Admoestação a Jovens Evangélicos que Abraçam a Cultura - John Piper

Demas, tendo amado o presente século, me abandonou e se foi para Tessalônica (2Tm 4:10).

Neste vídeo, John Piper nos alerta sobre um amor pelo mundo que torna o ministério impossível - um amor pelo mundo que ou leva ao abandono do ministério, ou torna o ministério tão secular que ele se torna inútil.

Fonte: Editora Fiel

domingo, 16 de junho de 2013

A Soberania de Deus: Uma Doutrina Prática e Preciosa | John Piper

Usufruindo da soberania de Deus na vida de George Müller

soberanoUm dos grandes deleites de ministrar em uma igreja durante vinte anos é que você pode ver as pessoas atravessarem as épocas obscuras da vida, dependendo da bondade soberana de Deus e chegando ao outro lado com fé e gozo inabaláveis. A soberania de Deus é uma doutrina muito preciosa. É o caule vigoroso da árvore que impede que a nossa vida seja abalada pelos ventos da adversidade. É a rocha que se ergue para nós em meio ao dilúvio de incerteza e confusão. É o olho do furacão no qual permanecemos firmes com Deus, olhando para o céu azul de sua maestria, quando tudo está sendo destruído. Conheço um hino que diz: “Quando tudo ao redor de minha alma desaparece”, isto é a minha esperança e firmeza.

A palavra “soberania”, tal como a palavra “trindade”, não ocorre na Bíblia. Estou usando-a para referir a esta verdade: Deus está no controle do mundo, desde o conflito internacional mais amplo até à queda de um pequeno pássaro na floresta. Eis como a Bíblia apresenta a soberania de Deus: “Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade” (Isaías 46.9-10). “E, segundo a sua vontade, ele [Deus] opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?” (Daniel 4.35) “Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai” (Mateus 10.29) “O que ele deseja, isso fará. Pois ele cumprirá o que está ordenado a meu respeito e muitas coisas como estas ainda tem consigo” (Jó 23.13-14). “No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada” (Salmos 115.3). “Aquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade” (Efésios 1.11). “Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão” (Romanos 9.15). “Devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo” (Tiago 4.15).

Uma das razões por que esta doutrina é tão preciosa para os crentes é o fato de sabermos que o grande desejo de Deus é mostrar misericórdia e bondade para aqueles que confiam nEle. “Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim. Alegrar-me-ei por causa deles e lhes farei bem... de todo o meu coração e de toda a minha alma” (Jeremias 32.40-41). A soberania de Deus significa que o desígnio dEle a nosso respeito não pode ser frustrado. Nada, absolutamente nada, acontecerá àqueles que Deus ama e que são chamados segundo o seu propósito, exceto o que lhes for profundo e altamente bom. (Romanos 8.28; Salmos 84.11).

Por isso, a misericórdia e a bondade de Deus são os dois pilares de minha vida. São a esperança de meu futuro, a energia de meu serviço, o centro de minha teologia, o vínculo de meu casamento, o melhor remédio para todas as minhas enfermidades, o fortificante de todos os meus desen corajamentos. E, quando eu morrer (em breve ou não), essas duas verdades estarão à minha cabeceira e, com mãos infinitamente fortes e carinhosas, me erguerão à presença de Deus.

George Müller tem sido admirado por cento e cinqüenta anos como um grande homem de fé, por causa das obras que realizou, especialmente os orfanatos em Londres. Nem todos sabem que ele viveu de um modo maravilhoso, em completa dependência da preciosa verdade da soberania de Deus. Quando faleceu a sua esposa, com a qual estava casado havia trinta e nove anos, Müller pregou o sermão do funeral com base no texto de Salmos 119.68: “Tu és bom e fazes o bem”. Ele conta como orou quando descobriu que ela estava com febre reumática:

Sim, meu Pai celestial, os dias de minha querida esposa estão em tuas mãos. Tu farás o que é melhor para ela e para mim, quer seja a vida, quer seja a morte. Se quiseres, restaura a saúde de minha preciosa esposa. Tu és capaz de fazer isso, embora ela esteja tão doente. Mas o que fizeres comigo somente me ajudará a continuar a ser perfeitamente satisfeito com tua santa vontade (Autobiography of George Müller, London: J. Nisbet and Co., 1906, p. 442).

A vontade de Deus foi levá-la. Portanto, com grande confiança na soberana misericórdia de Deus, Müller disse:

Eu aceito. Estou satisfeito com a vontade de meu Pai celestial. Busco perfeita submissão à sua vontade santa, para glorificá-Lo. Honro constantemente Aquele que me afligiu... Sem qualquer esforço, minha alma se regozija na felicidade da amada que partiu. A felicidade dela me dá regozijo... Deus mesmo o fez; estou satisfeito com Ele (Autobiography, p. 444, 440).

Isto expressa a preciosidade da doutrina da soberania de Deus.

© Desiring God | Satisfação em Deus

Permissões: Você tem permissão e nosso incentivo para reproduzir e distribuir este material em qualquer formato contanto que não altere de maneira alguma as palavras e não cobre valor algum além do custo de reprodução. Para postar na internet, preferimos um link para este documento no nosso site. Quaisquer exceções às regras ditas devem ser aprovadas pelo Desiring God.

Por favor inclua o seguinte dito em qualquer cópia distribuída: Por John Piper. © Desiring God. Site em inglês: desiringGod.org | Português: satisfacaoemDeus.org |

sábado, 13 de abril de 2013

O Passo da Fé | por John Piper

1319Quando estamos à beira da morte, enxergamos boa parte da vida de forma diferente. Boa parte da euforia de antes agora parece tolice. Quando deitamos em nosso leito de morte, 99% da agitação de nossa vida se mostra ridícula.

Então, por que não aprender isso agora? Nas palavras de Isaías 28:16: "Aquele que crer não se apressará". Confiar em um Deus amoroso e soberano nos liberta do frenesi da vida. Tenho um amigo pastor que nunca aparenta estar com pressa, mas é capaz de realizar uma imensa quantidade de trabalho. Quando as pessoas estão atrasadas, ele não perde tempo andando de um lado para o outro. Quando um fusível queima no meio do culto, ele não se enerva ou se irrita. Quando as coisas não correm da maneira que ele gostaria na reunião do conselho, ele não fica tenso ou rói as unhas de nervosismo. A impressão distinta que ele passa é que rele sabe de alguma coisa que você não sabe. Mais ou menos como alguém que já leu um livro e conhece o final.

O segredo dele é Isaías 28:16: "Aquele que crer não se apressará" Aquele que crê em quê? Que Deus é Deus, e que ele está sempre trabalhando em favor daqueles que confiam nele. Se Deus está trabalhando por nós quando as pessoas se atrasam, quando os fusíveis queimam e quando as reuniões não transcorrem da maneira que gostaríamos—se Deus está sempre trabalhando em todas as coisas para o nosso bem,

  • por que a agitação?
  • Por que ficar tenso?
  • Por que toda a pressa?

Quando Paulo diz, "A vida que vivo agora no corpo, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim", ele está querendo dizer: "A cada momento, sinto-me confiante de que o amor que levou Jesus à cruz por mim também está levando-o agora a agir em minhas circunstâncias para o meu bem." É por isso que Paulo podia dizer: "Aprendi a estar satisfeito em todas as circunstâncias" (Filipenses 4:11). Ele cria no poder e na bondade de Deus, por isso não estava apressado, nem agitado, nem tenso.

A pressa nos traz perda. Perda da paz. Perda da saúde. Perda da alegria. O Senhor nunca está com pressa, pois tem todas as coisas sob controle. Que poder estável deveria marcar o seu povo! Nós o desonramos com a nossa pressa impaciente. Os filhos do rei não entram em pânico quando perdem suas chaves.

Imagine um surgento do exército de Israel, à beira do Mar Vermelho, enquanto o Faraó se aproxima atrás. Ele está com muita pressa e extremamente inquieto, tentando preparar uma frota de jangadas, organizando equipes para buscarem madeira, corda, piche e ferramentas, ficando acordado até tarde, irritado com trabalhadores preguiçosos, reclamando do trabalho de má qualidade.

Então, cedo em uma manhã uma forte dor atinge o seu peito, o seu braço esquerdo fica dormente e um sentimento de náusea o acomete. Seus trabalhadores levam-no à sua barraca no alto do morro. E a última coisa que ele vê são as águas do Mar Vermelho se abrindo através de um sussurro divino, e o povo atravessando rumo à segurança, deixando a sua frota de jangadas para trás.

Igreja, igreja! O seu Deus nunca dorme, nem fica sonolento. Não se inquietem, nem fiquem ansiosos. O seu Pai sabe o que vocês precisam antes mesmo de pedirem. Ele está trabalhando por vocês agora. Confiem nele. Reduzam o seu passo. Pois "aquele que crer não se apressará"

Andando no passo da fé,

Pastor John Piper

© Desiring God | Satisfação em Deus

Permissões: Você tem permissão e nosso incentivo para reproduzir e distribuir este material em qualquer formato contanto que não altere de maneira alguma as palavras e não cobre valor algum além do custo de reprodução. Para postar na internet, preferimos um link para este documento no nosso site. Quaisquer exceções às regras ditas devem ser aprovadas pelo Desiring God.

Por favor inclua o seguinte dito em qualquer cópia distribuída: Por John Piper. © Desiring God. Site em inglês: desiringGod.org | Português: satisfacaoemDeus.org |

O Prazer de Deus em seu Filho é prazer em si mesmo | Jonh Piper

filhos-de-deus-logo

Sendo o Filho a imagem de Deus e o resplendor de Deus e a expressão exata de Deus e a forma de Deus, igual a Deus e, de fato, sendo Deus, logo, o deleite de Deus no Filho é deleite em si mesmo. Logo, a alegria fundamental, mais profunda, primária e original de Deus é a alegria que ele tem em suas próprias perfeições conforme ele as vê refletidas em seu Filho. Ele ama o Filho e se deleita no Filho e se alegra no Filho porque o Filho é o próprio Deus.

A princípio isso soa como vaidade e passa o sentimento de convencimento e presunção e egoísmo, porque isto é o que seria se algum de nós encontrasse sua maior e mais profunda alegria olhando-se no espelho. Seriamos vaidosos, convencidos, presunçosos e egoístas.

Mas por quê? Porque nós fomos criados para algo infinitamente melhor e mais nobre e maior e mais profundo que auto-contemplação. O quê? A contemplação e o gozo de Deus! Qualquer coisa a menos que isso seria idolatria. Deus é o mais glorioso de todos os seres. Não amá-lo e deleitar-se nele é um grande insulto ao seu valor.

Mas o mesmo é verdade para Deus. Como poderia Deus não insultar o que é infinitamente belo e glorioso? Como poderia Deus não cometer idolatria? Há somente uma resposta possível: Deus deve amar e deleitar-se em sua própria beleza e perfeição acima de todas as coisas. Nós fazermos isso em frente ao espelho é a essência da vaidade. Deus fazer isso em frente ao seu Filho é a essência da retidão.

Não é a essência da retidão ser movido por um delite perfeito no que é perfeitamente glorioso? E não é o oposto da retidão quando nós colocamos nossas maiores afeições nas coisas de menor ou nenhum valor?

E então, a retidão de Deus é o infinito zelo e alegria e prazer que ele tem em seu próprio valor e glória. E se ele, em algum momento, agisse contra essa eterna paixão por suas próprias perfeições, ele seria iníquo. Ele seria um idólatra.

Nisso está o maior obstáculo para nossa salvação: pois como poderia esse Deus justo colocar suas afeições em pecadores como nós? Mas nisso também está o fundamento da nossa salvação, pois é precisamente a infinita estima que o Pai tem pelo Filho que faz possível para mim, um pecador perverso, ser amado e aceito no Filho; porque em sua morte ele restaurou todo o insulto e dano que eu causei à glória de Deus pelo meu pecado. [...]

Ele tem amado seu Filho, a imagem de sua própria glória, com energia infinita e perfeita, por toda a eternidade. Quão gloriosos e felizes têm sido o Pai, o Filho e o Espírito Santo, juntos, por toda a eternidade!

Que nós reverenciemos este grande Deus! E que nós abandonemos todos os ressentimentos insignificantes, todos os prazeres efêmeros e buscas vazias da vida, e participemos do contentamento que Deus tem na imagem de suas próprias perfeições – seu Filho. Oremos:

Deus justo, infinito e eterno, nós confessamos que temos, freqüentemente, o diminuído e exaltado nós mesmos ao centro das nossas afeições, onde somente você pertence na imagem de seu Filho. Nos arrependemos e deixamos nossa presunção e , alegremente, reverenciamos sua felicidade eterna e auto-suficiente na união da Trindade. E nossa oração, nas palavras de seu Filho (João 17:26), é que o amor com que você o amou esteja em nós, e ele esteja em nós, para que participemos dessa relação de alegria e desse oceano de amor para todo o sempre.

Amém.

Jonh Piper - Satisfação em Deus.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

O Preguiçoso Diz, Há um Leão Lá Fora! Serei Morto (Meditação) | John Piper

Provérbios 22:13

O preguiçoso diz, "Há um leão lá fora! Serei morto na rua!"

imagesIsto não é o que eu esperava que o provérbio dissesse. Eu esperaria que o provérbio dissesse “O covarde diz, ‘Há um leão lá fora! Serei morto na rua!” Mas ele diz, “preguiçoso”, não “covarde”. Então, a emoção dominante aqui é a preguiça, não o medo. Mas o que a preguiça tem a ver com o perigo de um leão na rua? Nós não dizemos, "Este homem está com muita preguiça para ir fazer seu trabalho, porque há um leão lá fora.” A presença do leão não produz preguiça, produz medo. Então, qual é o ponto do provérbio?

O ponto é que o preguiçoso cria circunstâncias imaginárias para justificar o fato de não trabalhar, e assim muda o foco do vício da sua preguiça para o perigo de leões. Ninguém aprovará que ele fique em casa o dia todo só porque está com preguiça. Mas eles podem se solidarizar com ele e aprovar sua estadia em casa se houver verdadeiro perigo lá fora. Então, para esconder sua preguiça e se justificar, ele desvia a atenção da verdade (preguiça) para uma ilusão (leões).

Se pretendemos ser pessoas sábias – pessoas a caminho de se tornarem ‘sábias’ – precisamos compreender como trabalham nossos corações e mentes pecaminosos. Uma profunda percepção bíblica que precisamos compreender é que nosso coração utiliza nossa mente para justificar o que quer. Isto é, nossos desejos mais profundos antecedem o funcionamento racional das nossas mentes e inclinam a mente para apreender e pensar de modo que os desejos pareçam corretos. É uma ilusão pensar que nossos corações são neutros e se inclinam de acordo com a sóbria observação racional da verdade. Pelo contrário, sentimos desejos poderosos ou medos em nossos corações, e ENTÃO nossas mentes dobram a realidade para justificar os desejos e medos.

É isso que o preguiçoso está fazendo. Ele deseja profundamente ficar em casa e não trabalhar. Não há uma boa razão para ficar em casa. Então, o que ele faz? Ele supera esse mau desejo? Não, ele usa sua mente para criar circunstâncias irreais, a fim de justificar seu desejo. Ele pode até mesmo acreditar na criação da sua mente. O engano pode passar de depravação moral para desordem mental – de enganar outros para enganar a nós mesmos.

Assim, Provérbios 26:16 diz, “O preguiçoso considera-se mais sábio do que sete homens que respondem com bom senso.” Agora, por que isso? A preguiça deixa a pessoa arrogante? Não necessariamente. Mas a torna resistente a qualquer verdade que exponha sua preguiça. Então, quando sete homens dizem, “Não há nenhum leão na rua,” o preguiçoso não pode ceder. Ele precisa insistir que sua própria resposta é mais sábia: Há um leão na rua. Caso contrário, sua preguiça é exposta pelo que é. Assim, a verdade é sacrificada no altar da autojustificação.

É uma história antiga. De Caim (Gênesis 4:9) a Clinton, a verdade tem sido sacrificada para desejar, e a mente tem sido astutamente empregada pelo coração obscurecido para encobrir suas paixões. Nós somos todos dados a isto. Nossa única esperança é a obra transformadora de Deus em nossos corações, para nos libertar da escravidão de um coração endurecido que produz uma mente fútil (Efésios 4:17-18; Romanos 6:17).

Isto é o que vimos no domingo passado em Romanos 1:18: “Eles suprimem a verdade pela injustiça.” A verdade está sendo feita refém pelos compromissos injustos do coração. O coração injusto então emprega a mente para distrair e iludir. Como Jesus diz, “Quem pratica o mal odeia a Luz.” (João 3:20). Praticar o mal que amamos nos faz hostis à luz da verdade. Nessa condição, a mente se torna uma fábrica de meias-verdades, equívocos, sofismas, evasivas e mentiras – qualquer coisa para proteger os maus desejos do coração da exposição e da destruição.

Ó, sábios em crescimento de Bethlehem, considerem e sejam sábios.

Pastor John

Fonte: © Desiring God | Satisfação em Deus

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Abraçando o Sofrimento | John Piper

John Piper, neste sermão, pregado no Passion 2013, nos convida a abraçarmos o sofrimento pela causa de Cristo e da libertação de pessoas da escravidão das trevas, capacitados pela promessa de imensa alegria em Cristo no paraíso e, assim, libertos do medo da autoproteção.
Fonte:
Voltemos ao Evangelho