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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Principais Conceitos na Espiritualidade Reformada | Michael Horton

1. União com Cristo

Toda doutrina relacionada à salvação e à vida cristã deve ser orientada em torno dessa pedra de toque da fé. Nenhuma teoria de crescimento ou desenvolvimento cristão pode obscurecer ou ignorar esse fato central. Na espiritualidade reformada, o objetivo e o subjetivo, o exterior e o interior, estão ligados inseparavelmente por essa realidade. “Em Cristo” somos justificados e estamos sendo santificados.

2. Justificação pela Fé Somente

“Declarado justo”: essa expressão jurídica é o cerne das Boas Novas. Se buscarmos obter o favor divino por meio da nossa vontade ou do nosso correr, terminaremos rapidamente com a justiça própria ou o desespero. O progresso na obediência vem somente à medida que reconhecemos Cristo como sendo nossa justiça, santidade e redenção.

3. Santificação

Eis aqui outra palavra bíblica essencial. Uma vez declarado justo pela imputação da justiça de Cristo, agora crescemos em justiça pessoal em união com Cristo e Sua justiça. Em nossa salvação, não contribuímos com nada, exceto o nosso pecado. Mas uma vez regenerados pela graça de Deus (à parte da nossa cooperação), estamos livres para cooperar com o Espírito Santo pela primeira vez. A santificação, portanto, diferente da regeneração, justificação, etc., requer a nossa energia e participação. Crescemos na graça e no conhecimento de Cristo, ativamente animados pelo evangelho. Tanto a justificação como a santificação são dom de Deus, em virtude da nossa união com Cristo.

4. Chamado/Vocação

Também relacionado ao “sacerdócio de todos os crentes”, essa doutrina reformada enfatiza o fato que tudo o que fazemos honra a Deus se o fizermos em fé. Um lixeiro não é menos espiritual que um missionário. Deus criou cada um de nós com certos dons e nós devemos encontrar significado e realização não somente nas coisas relacionadas à igreja, mas em nosso trabalho e lazer também. Essa doutrina, mais do que qualquer outra, foi responsável pelo que veio a ser identificado como “a ética protestante de trabalho”.

5. Sacramentos

Batismo e Santa Ceia, na espiritualidade reformada, figuram proeminentemente como “meios de graça”. Batismo é o começo da nossa vida em Cristo, e na Santa Ceia nos alimentamos de Cristo – o Pão da Vida – ao longo da nossa jornada no deserto.

por Michael Horton
Fonte: Revista Modern Reformation, Volume 5, Número 6, Nov/Dez 1996.
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto – junho/2011.
Via: [
Monergismo ]

sábado, 28 de setembro de 2013

A Necessidade da Regeneração | Rev. Herman Hoeksema

plantaToda a Escritura testifica que o homem deve nascer de novo para entrar no reino de Deus; na verdade, ele deve ser regenerado até mesmo para ver esse reino. Isso se segue da condição natural do homem, a saber, “que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração [é] só má continuamente” (Gn. 6:5). A “imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice” (Gn. 8:21). Como homem, por natureza ele não tem nenhum lugar no reino de Deus. Ele não tem sequer um conceito remoto das coisas desse reino; seu coração não se inclina para essas coisas. Com todo o seu coração, mente, vontade e força, o homem natural vive na esfera de outro reino, o reino do príncipe das trevas.

Davi confessou: “Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl. 51:5). Em virtude do seu primeiro nascimento, o homem não pode ter um lugar no reino do céu. Esse reino é espiritual, ético e celestial em essência e natureza. Ele não é do mundo, mas é do Pai; não é de baixo, mas de cima (João 8:23). Por essa razão, ninguém que é nascido segundo a carne pode ver esse reino do céu, pois todo o que é “nascido da carne é carne”, e se importa apenas com “as coisas da carne”, que são morte (João 3:3, 6; Rm. 8:5-8). Visto que o homem nasce do sangue e da vontade da carne, ele não tem poder para se tornar um filho de Deus (João 1:12, 13).

O homem natural é de baixo; Cristo é de cima. Todo o que é nascido da carne é do mundo, mas Cristo e o seu reino não são do mundo (João 8:23). O mundo ama os seus, mas odeia aqueles que são escolhidos dentre o mundo (João 15:19). O mundo, portanto, não pode receber o Espírito da verdade, pois não o vê nem o conhece (João 14:17).

Aqueles que são de baixo buscam a glória dos homens, mas desprezam a glória de Deus. Portanto, eles nunca podem crer naquele que sempre tenciona a glória de Deus, nem podem entrar em seu reino (João 6:44). Eles pertencem ao seu pai, o diabo, e desejam satisfazer os desejos dele, que não habita na verdade, e em quem não há verdade. Quando fala de si mesmo, ele fala a mentira, pois é um mentiroso e o pai da mentira (João 8:44).

Aqueles de baixo estão mortos em seus delitos e pecados, nos quais andam “segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência”, e cumprem “a vontade da carne e dos pensamentos”, de forma que são “por natureza filhos da ira” (Ef. 2:1-3).

Em virtude do nosso primeiro nascimento, entramos uma vez no mundo como filhos da ira por natureza. Nenhum homem é justo, não, nem um sequer. Ninguém entende. Ninguém busca a Deus. Todos estão fora do caminho. Nós juntamente nos fizemos inúteis. Não há quem faça o bem, não, nem um só. Nossa garganta é um sepulcro aberto. Com nossas línguas temos usado de engano. O veneno das víboras está debaixo dos nossos lábios, e nossa boca está cheia de maldição e amargura. Destruição e miséria estão em nossos caminhos. Não conhecemos o caminho da paz. Não há temor de Deus diante dos nossos olhos. Tal é o julgamento da Escritura sobre o homem natural (Rm. 3:10-18).

Por conseguinte, a Escritura enfatiza que, para um homem entrar no reino de Deus, o mesmo deve nascer de novo, e deve nascer da água e do Espírito (João 3:3, 5).

Fonte: Reformed Dogmatics – Volume 2, Herman Hoeksema,
Reformed Free Publishing Association, pg. 25-6.
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Um Verdadeiro Discípulo - Conferência 1 (Vinde a Mim) | Paul Washer

Paul Washer prega sobre a oferta universal da salvação de Deus através do Evangelho de Jesus Cristo, e a corrupção e miséria do homem caído e a importância da regeneração operada no homem pelo Espírito Santo.

quinta-feira, 21 de março de 2013

A Doutrina Perdida da Regeneração | Paul Washer

DESCRIÇÃO

A Doutrina Perdida A evidência da conversão não é um “cartão de decisão” preenchido, é uma vida sendo vivida!

Deus ordena a todos, em todo o mundo, que se arrependam de seus pecados e creiam no Evangelho e a produzir frutos dignos de arrependimento. Você está dizendo: “Irmão Paul, você está falando sobre uma salvação por obras?” É claro que não. Eu estou falando sobre uma doutrina perdida na igreja; deixem-me falar por mais um tempo. Eu vou fechar a minha Bíblia com fé de que eu já estou terminando, para ir embora. Mas me deixem falar por mais um pouco de tempo.

Se existe uma doutrina perdida na igreja, hoje, que tem destruído o evangelismo é a doutrina da regeneração. Regeneração não é meramente uma decisão humana. Você não é salvo simplesmente porque você decidiu pular pra fora da fila que vai para o inferno para pular para dentro da fila que vai para o céu. A salvação é um trabalho sobrenatural de Deus, no qual o poder de Deus é manifestado de tal maneira que se compara ou excede o poder de Deus manifestado na criação do universo. O universo foi criado “ex-nihilo”, a partir do nada, mas quando Deus salva um homem Ele recria esse homem a partir de uma massa corrompida. Quando as pessoas realmente se arrependeram, quando as pessoas realmente creram, há um trabalho de regeneração acontecendo, no qual cada uma dessas pessoas se torna uma nova criatura; e como uma nova criatura, com uma nova natureza, essas pessoas viverão uma vida diferente. A evidência de regeneração não é você o fato de você ter tomado uma decisão uma vez em uma campanha evangelística. A evidência de regeneração é que a sua vida está sendo transformada.

Você acha que Deus só transforma alguns de Seus filhos? A doutrina de um cristão vivendo em um contínuo estado de carnalidade é totalmente uma heresia. Os cristãos pecam? Sim. Pode acontecer de cristãos caírem na carne? Sim. Os cristãos podem caminhar de maneira imatura por um tempo? Sim. Mas os cristãos podem vivem um vida ímpia e mundana todos os dias de sua vida? De maneira nenhuma! Porquê? Por que a salvação é um trabalho sobrenatural de Deus, no qual se alguém está em Cristo esse é nova criatura [2 Cor 5:17] e uma nova criatura vive de uma maneira diferente. É por isso que quando as pessoas me dizem hoje que “existe tanto pecado dentro da igreja como fora da igreja”, que “existe tanto divórcio e pornografia e mentira e ódio e disputas dentro da igreja quanto fora da igreja”.

Isso é uma mentira. A Igreja de Jesus Cristo no mundo hoje é linda. Ela é quebrantada, ela é confessional, ela está andando com seu Deus e quando ela peca, ela fica arrasada e ela retorna a Ele. O problema das pessoas que falam aquelas coisas é que elas estão chamando de “Igreja” o que não é a Igreja. Se a Igreja é como a maioria das pessoas falam que é, então todas as promessas da nova aliança na Bíblia falharam, mas Deus diz na nova aliança, que Ele vai formar um povo e Ele vai ser o seu Deus e eles serão o Seu povo, e a lei de Deus estará escrita no coração deles e eles vão andar por ela. [Ezequiel 36:25-27]

A evidência da conversão não é um “cartão de decisão” preenchido, é uma vida sendo vivida. Um grande amigo meu ligou para um academêmico cristão muito importante na história, o Doutor Dallimore. Ele disse: “Doutor Dallimore, eu tenho uma pergunta: Os puritanos realmente não faziam convites e as coisas que a gente faz hoje, então como eles sabiam quando alguém havia sido salvo?”

Dallimore disse isso: “Bem, isso era fácil: a vida deles era transformada e as pessoas continuavam indo à igreja.” Como NÓS sabemos que eles foram salvos? Eles não vêm à igreja, a vida deles não mudou, mas eles foram salvos porque eles levantaram as suas mãos. Olha só o que fizemos. Vejam só o que fizemos.

Se você está aqui hoje à noite, e está preocupado com a sua alma, eu não vou vou pedir que você levante a sua mão e eu não vou pedir que você preencha um cartão. Mas eu vou ficar aqui até às seis da manhã, que é quando meu avião decola, para aconselhar você. Você percebe que esse é o problema, não é? A grande presunção de que as pessoas vem até a frente, assinam um cartão, falamos com eles por cinco minutos sobre salvação, declaramos que eles estão salvos, e aí depois nós nos perguntamos porque temos que derramar tanto discipulado em cima deles e eles mesmo assim não crescem. Nós fazemos a grande presunção, nós fazemos essas pessoas passar por um rito evangélico, e porque eles disseram todas as respostas “certas”, nós declaramos que eles estão salvos e não não nos preocupamos com isso mais. Isso é errado.

Eu vou dizer isso a vocês: se você se arrepender, e crer em Jesus Cristo esta noite, se você fez isso, Ele te salvou. Mas eu vou dizer isso pra vocês: se você fez uma decisão por Cristo, se você vê Cristo como Senhor nesta noite, e você professar fé nEle, Ele te salvou; mas se você sair daqui e a sua vida não mudar e você não começar a crescer e Aquele que começou a boa obra em você não completá-la, o que aconteceu aqui esta noite não foi uma conversão genuína. Porque a evidência de conversão genuína é uma obra continuada de Deus na alma de uma pessoa. Essa é a maneira antiga, esse é o Cristianismo histórico. Quantos de vocês e quantas pessoas que você conhece – não é verdade? – têm filhos e eles fazem uma profissão de fé quando eles têm 6 anos , porque alguém perguntou a eles se eles queriam ir para o céu, ou se eles amam Jesus, e é claro que eles levantaram as suas mãos. Aí quando eles fazem 14, 15 anos, eles começam a viver no mundo, odiando as coisas de Deus, e aí vocês vão até eles e dizem: “Mas você é cristão e precisa se comportar de maneira diferente.” Vocês está agindo com eles de maneira errada. Não é a abordagem correta.

Vocês precisam abordá-los desta maneira:

“Vocês fizeram uma profissão de fé em Cristo, mas cada uma das evidências na sua vida, neste momento, mostra que talvez a sua profissão de fé em Jesus Cristo foi falsa e que você ainda está no seu pecado e se você morresse hoje, você iria para o inferno. Agora certifique-se de seu chamado e eleição, se arrependa e retorne para Cristo.”

Você percebe o quão superficial o nosso Cristianismo se tornou? Ah meu querido amigo, essas coisas não deveriam ser assim, mas elas são. Acordem para o Evangelho, o verdadeiro Evangelho, não daquele tipo reduzido. É um evangelho de graça e um evangelho de poder – Aquele que começou a boa obra em vocês irá terminá-la. [Filipenses 1:6]

A evidência da conversão não é um “cartão de decisão” preenchido, é uma vida sendo vivida.

por Paul Washer

segunda-feira, 4 de março de 2013

O Que acontece no novo nascimento? | John Piper

João 3:1-10

Ora, havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus. 2 Este foi ter com Jesus, de noite, e disse-lhe: Rabi, sabemos que és Mestre, vindo de Deus; pois ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele. 3 Respondeu-lhe Jesus: Em A Necessidade do Novo Nascimentoverdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. 4Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? 5 Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. 6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. 7 Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo. 8 O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito. 9 Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode ser isto? 10Respondeu-lhe Jesus: Tu és mestre em Israel, e não entendes estas coisas?

Nós começamos uma série de mensagens sobre o novo nascimento. Jesus disse a Nicodemos em João 3.3: "em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus". Ele estava falando com todos nós quando disse isso. Nicodemos não era um caso especial. Você e eu precisamos nascer novamente, ou não veremos o reino de Deus. Isso significa que nós não seremos salvos, não seremos parte da família de Deus, não iremos para o céu, mas para o inferno.

Nicodemos era um dos Fariseus, os líderes judeus mais religiosos. Jesus disse pra eles em Mateus 23.15 e 33, "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o tornais duas vezes mais filho do inferno do que vós ... Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno?". Então a série que começamos não é sobre um assunto secundário. É central. A eternidade está em questão quando se fala sobre o novo nascimento. "Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus".

O novo nascimento é desconfortável

Na primeira mensagem nós focalizamos as razões para essa série e os tipos de questionamentos que faríamos. A pergunta de hoje é: O que acontece no novo nascimento? Antes de tentar responder essa pergunta, deixe-me mencionar uma profunda preocupação que tenho sobre a maneira que esta mensagem será entendida. Estou ciente de que essa série de mensagens será desconfortável para muitos de vocês - assim como as palavras de Jesus são desconfortáveis para nós vez após vez, se as levamos a sério. Existem pelo menos três razões pra isso:

1) Por causa da nossa condição sem esperança

O ensinamento de Jesus sobre o novo nascimento nos confronta com nossa condição sem esperança espiritual, moral e legal, à parte da graça regeneradora de Deus. Antes de o novo nascimento ocorrer para nós, estamos espiritualmente mortos. Somos moralmente egoístas e rebeldes. Somos legalmente culpados perante a lei de Deus e estamos debaixo de Sua ira. Quando Jesus nos diz que devemos nascer de novo, Ele está dizendo que o nosso presente estado é desesperadamente irresponsável, corrupto e culpado. A não ser pela maravilhosa graça em nossas vidas, nós não gostamos de ouvir essas coisas sobre nós mesmos. Então é desconfortável quando Jesus diz que devemos nascer de novo.

2) Porque nós não podemos causar o novo nascimento

Ensinar sobre o novo nascimento é desconfortável porque isso envolve algo que é feito em nós, não algo que nós fazemos. João 1.13 enfatiza isso. Refere-se aos filhos de Deus como àqueles que “não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus". Pedro expõe a mesma coisa "bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança" (1Pe 1.3). Nós não causamos o novo nascimento. Deus causa o novo nascimento. Qualquer coisa de bom que fazemos é resultado do novo nascimento, não a causa dele. Isso significa que o novo nascimento está fora do nosso próprio alcance. Está fora do nosso controle. E isso confronta nossa inutilidade e nossa absoluta dependência de Alguém que não nós mesmos.

Isso é desconfortável. Ele nos diz que não veremos o reino de Deus se não nascermos de novo. E nos diz, ainda, que não podemos nascer de novo por nós mesmos. Isso incomoda.

3) Porque a liberdade absoluta de Deus nos confronta

Então, a terceira razão porque o ensino de Jesus sobre o novo nascimento incomoda, é porque nos confronta com a absoluta liberdade de Deus. A não ser por Deus, estamos espiritualmente mortos no nosso egoísmo e rebeldia. Somos filhos da ira por natureza (Efésios 2.3). Nossa rebeldia é tão profunda que não percebe ou deseja a glória de Cristo no evangelho (2 Coríntios 4.4). Portanto, se nascemos de novo, isso é baseado decisivamente e em ultima instância por Deus. A decisão dEle de nos dar vida não será uma resposta ao que nós espiritualmente fizemos, mas o que nós fazemos será a resposta por Ele nos ter dado vida. Para a maioria das pessoas, pelo menos inicialmente, isso é desconfortável.

Minha esperança: Calmo e Salvo, não somente incomodado

Então, conforme eu inicio a série, sei quão desconfortável esse ensinamento sobre o novo nascimento pode ser. E como eu quero ser cuidadoso. Não quero inquietar desnecessariamente almas tranquilas. E não quero dar falsa esperança para aqueles que têm confundido moralidade ou religião com vida espiritual. Por favor, orem por mim. Sinto-me como se tivesse almas eternas em minhas mãos nesses dias. E ainda sei que não tenho poder para lhes dar vida. Mas Deus tem. E tenho muita esperança que Ele fará como diz em Efésios 2.4-5 "Mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo".

Deus ama magnificar as riquezas da sua graça vivificadora, na qual Cristo é exaltado em verdade. Essa é a minha esperança: que essa série não somente incomode, mas que acalme e salve.

O que acontece no novo nascimento?

Vamos tratar agora dessa questão: o que acontece no novo nascimento? Tentarei responder em três itens. Trataremos dos dois primeiros hoje, e do terceiro falaremos domingo que vem, se Deus quiser:

  1. 1) O que acontece no novo nascimento não é admitir uma nova religião, mas receber uma nova vida,
  2. 2) O que acontece no novo nascimento não é meramente afirmar o sobrenatural em Jesus, mas experimentar o sobrenatural em você mesmo,
  3. 3) O que acontece no novo nascimento não é o melhoramento da sua antiga natureza humana, mas a criação de uma nova natureza humana (uma natureza que é verdadeiramente você, é perdoada e purificada, é realmente nova e está sendo formada pela habitação do Espírito de Deus. Vamos ver um ponto de cada vez.

1) Nova vida, não nova religião

O que acontece no novo nascimento não é admitir uma nova religião, mas receber uma nova vida. Leia comigo os três primeiros versos de João 3:

“Ora, havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus. Este foi ter com Jesus, de noite, e disse-lhe: Rabi, sabemos que és Mestre, vindo de Deus; pois ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele. Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.”

João faz questão de deixar claro que Nicodemos é um fariseu, poderoso entre os Judeus. Os fariseus eram o grupo mais religiosamente rigoroso dentre todos os grupos judaicos. A esse fariseu, Jesus disse (no verso 3), "Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus". E ainda mais pessoalmente no verso 7: "Necessário vos é nascer de novo." Logo, um dos pontos de João é:

Toda a religião de Nicodemos, todo o seu maravilhoso estudo, disciplina e legalismo farisaicos não suprem a necessidade do novo nascimento. Na verdade, eles podem muito bem evidenciar a necessidade do novo nascimento.

O que Nicodemos precisava, e que você e eu precisamos, não é religião, mas vida. O motivo de referir-se a novo nascimento é porque nascimento traz nova vida ao mundo. Em um sentido, claramente, Nicodemos está vivo. Ele está respirando, pensando, sentindo, agindo. Ele é humano, criado à imagem de Deus. Mas evidentemente, Jesus pensa que ele está morto. Não existe vida espiritual em Nicodemos. Espiritualmente, ele não nasceu. Ele precisa de vida, não mais atividades religiosas ou zelo. Disso ele já tem muito.

Você se lembra do que Jesus disse em Lucas 9.60 ao homem que queria adiar seguir a Jesus para poder enterrar o seu próprio pai? Jesus disse: "Deixa os mortos sepultar os seus próprios mortos; tu, porém, vai e anuncia o reino de Deus". Isso significa que existem pessoas fisicamente mortas que precisam ser enterradas. E existem pessoas espiritualmente mortas que podem enterrá-las. Em outras palavras, Jesus pensou em termos de pessoas que andam por aí com aparência de muita vida, e que estão mortas. Na parábola do filho pródigo, o pai diz: "porque este meu filho estava morto, e reviveu". (Lucas 15.24)

Nicodemos não precisava de religião. Ele precisava de vida, vida espiritual. O que acontece no novo nascimento é que vida passa a existir onde não existia antes. Nova vida acontece no novo nascimento. Isso não é atividade religiosa, disciplina ou decisão. Isso é a vida passando a existir. Esse é o primeiro modo de descrever o que acontece no novo nascimento.

2) Experimentando o sobrenatural, e não somente o afirmando

O que acontece no novo nascimento não é a mera afirmação do sobrenatural em Jesus, mas experimentar o sobrenatural em você mesmo. No verso 2, Nicodemos diz "Rabi, sabemos que és Mestre, vindo de Deus; pois ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele". E, outras palavras, Nicodemos vê em Jesus uma genuína atividade divina. Ele admite que Jesus viera da parte de Deus. Jesus faz as obras de Deus. A isso, Jesus não responde: "quem dera todos na Palestina vissem a verdade que você vê em mim". Ao invés disso, Ele disse: "se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus".

Vendo sinais e maravilhas, e se maravilhando com eles, e dando o devido crédito da operação de milagres a Deus, isso não salva ninguém. Esse é um dos maiores perigos dos sinais e maravilhas: você não precisa de um novo coração para se maravilhar com eles. A velha e caída natureza humana é tudo o que é necessário para se maravilhar com sinais e milagres. E essa velha e caída natureza humana quer reconhecer que o operador de milagres é da parte de Deus. O próprio diabo sabe que Jesus é o filho de Deus e opera milagres (Marcos 1.24). Não, Nicodemos, ver-me como um operador de milagres enviado por Deus não é a chave para o reino de Deus. "Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus".

Em outras palavras, o que importa não é meramente afirmar o sobrenatural em Jesus, mas experimentar o sobrenatural em você mesmo. O novo nascimento é sobrenatural, não natural. Ele não pode ser calculado por coisas que já são encontradas neste mundo. O verso 6 enfatiza a natureza sobrenatural do novo nascimento: "O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito". A carne é o que somos. O Espírito de Deus é a pessoa sobrenatural que traz o novo nascimento. Jesus diz novamente no versículo 8: "o vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito". O Espírito de Deus não é parte deste mundo natural. Ele está acima dessa natureza. Ele é sobrenatural. De fato, Ele é Deus. Ele é a causa imediata do novo nascimento.

Então, Nicodemos - disse Jesus - o que acontece no novo nascimento não é meramente afirmar o sobrenatural em mim, mas experimentar o sobrenatural em você mesmo. Você precisa nascer de novo. E não de maneira metafórica, mas de modo sobrenatural. O Espírito Santo de Deus precisa vir sobre você e trazer nova vida à existência.

No próximo encontro veremos as palavras do verso 5 mais de perto: "em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus". O que água e Espírito significam aqui? E como isso nos ajuda a entender o que acontece no novo nascimento?

Jesus é a vida

Mas hoje eu quero encerrar fazendo uma conexão crucial entre o novo nascimento pelo Espírito e ter vida eterna pela fé em Jesus. O que vimos até agora é que o que acontece no novo nascimento é obra sobrenatural do Espírito Santo que traz vida espiritual onde ela não existia. Jesus disse novamente em João 6.63: "o espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita".

Mas o evangelho de João esclarece outra coisa também: Jesus é a vida que o Espírito Santo concede. Ou podemos dizer: a vida espiritual que Ele dá, Ele só dá em conexão com Jesus. União com Jesus é onde experimentamos o sobrenatural, a vida espiritual. Jesus disse em João 14.6: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim". Em João 6.35, disse: "Eu sou o pão da vida". E em 20.31, João diz:"estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome".

Não há vida à parte de Jesus

Então, não há vida espiritual (vida eterna) longe de Jesus e da fé em Jesus. Nós teríamos muito mais a dizer sobre a relação entre o novo nascimento e a fé em Jesus. Mas deixe-me colocar assim por enquanto: no novo nascimento, o Espírito Santo une-nos a Cristo numa união vivificadora. Cristo é vida. Cristo é a vinha onde brota vida. Nós somos os ramos (João 15.1 e seguintes). O que acontece no novo nascimento é a criação sobrenatural de nova vida espiritual, e ela é criada pela união em Cristo Jesus. O Santo Espírito nos traz uma conexão vital com Cristo, que é o caminho, a verdade e a vida. Essa é a realidade objetiva do que acontece no novo nascimento.

E do nosso lado, o modo que experimentamos isso, é que a fé em Jesus é despertada em nossos corações. Vida espiritual e fé em Jesus vêm a existir simultaneamente. A nova vida faz a fé possível e uma vez que vida espiritual sempre desperta a fé e se expressa na fé, não há vida sem fé em Jesus. Portanto, nós devemos nunca separar o novo nascimento da fé em Jesus. Do lado de Deus, nós somos unidos a Cristo no novo nascimento. É isso que o Espírito Santo faz. Do nosso lado, nós experimentamos essa união pela fé em Jesus.

Nunca separe o novo nascimento da fé em Jesus

Veja como João coloca essas coisas juntas em 1 João 5.4: “porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé”. Nascido de Deus – a chave da vitória. Fé – a chave da vitória. Porque fé é a maneira que experimentamos o nascer de Deus.

Veja agora como João diz isso em 1 João 5.11-12: “e o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida”. Portanto, quando Jesus diz, “o espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita” (João 6.63), e quando diz “você precisa nascer do Espírito” para ter vida, ele quer dizer: No novo nascimento, o Espírito Santo nos dá sobrenaturalmente nova vida espiritual ao nos conectar com Jesus Cristo pela fé. Porque Jesus é vida.

Então, nunca separe essas duas afirmações de Jesus em João 3: “se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (v.3) e “quem crê no Filho tem a vida eterna” (v.36).

Por: John Piper

Fonte: Desiring God

Tradução: Lucas Leite

Você tem permissão, bem como nosso incentivo, para reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, contanto que não altere, em alguma maneira, a fraseologia e não cobre um valor além do custo de reprodução. Para postar na internet, preferimos a utilização de um link referente a este documento remetendo a nosso website. Quaisquer exceções a essas orientações têm de ser aprovadas pelo Desiring God.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Conversão e Regeneração | Paul Washer


2ª Mensagem  [][][]
Conversão e Regeneração
Paul Washer
Alicerces da fé cristã - O que me torna um cristão?
Ano: 2012
28ª Conferência Fiel para Pastores e Líderes

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A Doutrina do Pecado | Thomas Paul Simmons, D.Th

Nos capítulos sobre "Satã – Sua Origem, Obra e Destino" e "O Estado Original e Queda do Homem", ocupamo-nos com a origem do pecado no universo e também com sua entrada na família humana. Por essa razão estes assuntos não serão tratados neste capítulo.

É muito importante que tenhamos uma compreensão adequada do pecado. Muitos erros modernos a respeito da salvação não podem ser sustentados por aqueles que pensam logicamente, se tiverem uma concepção apropriada do pecado.


I. A NATUREZA DO PECADO

O pecado é uma coisa com cabeça de hidra. Ele apresenta diferentes fases. Um tratamento adequado do pecado deve jogar com estas diferentes fases:


1. O PECADO COMO UM ATO.

Em 1 João 3:4 temos a definição do pecado como um ato. É um transgredir, ou um ir contrário à Lei de Deus.


2. O PECADO COMO UM ESTADO.

Muita gente há que não pode ou não quer ver que o pecado vai mais fundo que um ato manifesto. Um pouco de reflexão mostrará que os nossos atos não são senão expressões dos nossos seres interiores. A pecaminosidade íntima, então, deve preceder os atos manifestos do pecado. As seguintes provas escrituristicas mostram não só que o homem é pecaminoso na conduta como que ele existe num estado pecaminoso – uma falta de conformidade com Deus na mente e no coração:

(1) As palavras hebraica e grega traduzidas por "pecado" aplicam-se tanto a disposições e estados como a atos.

(2) O pecado tanto pode consistir de omissão em fazer a coisa justa como de comissão em fazer a coisa errada.

"Ao que se sabe fazer o bem e o não faz, ao tal é pecado" (Tiago 4:17).

(3) O mal se atribui a pensamentos e afetos.

Gênesis 6:5; Jeremias 17:9; Mateus 5:22,26; Hebreus 3:12.

(4) O estado da alma que dá expansão a atos manifestos de pecados é chamado pecado, expressamente.

Romanos 7:8,11,13,14,17,20.

(5) Alude-se ao pecado como um princípio reinante na vida.

Romanos 6:21.


3. O PECADO COMO UM PRINCÍPIO.

O pecado como princípio, é rebelião contra Deus. É recusar fazer a vontade dEle que tem todo o direito de exigir obediência de nós.


4. O PECADO EM ESSÊNCIA.

"Podemos seguir o Dr. E. G. Robinson em dizer que, enquanto o pecado como um estado é dessemelhança de Deus, como um princípio é oposição a Deus e como um ato é transgressão da Lei de Deus, sua essência é sempre e em toda a parte egoísmo" (Strong, Systematic Theology, pág. 295).

O pecado pode ser descrito como uma árvore de vontade própria, tendo duas raízes mestras: uma é um "não" para Deus e Seus mandamentos, a outra é um "sim" para o Eu e interesses do Eu. Esta árvore é capaz de dar qualquer espécie de fruto no catálogo dos pecados. O egoísmo está sempre manifesto no pecador na elevação de "algum afeto ou desejo inferiores acima da consideração por Deus e Sua Lei" (Strong). Não importa a forma que o pecado tome; acha-se sempre ter o egoísmo por sua raiz. O pecado pode tomar as formas de avareza, orgulho, vaidade, ambição, sensualidade, ciúme, ou mesmo o amor de outrem, em cujo caso outros são amados porque são tidos como estando de algum modo ligado ao Eu ou contribuindo para o Eu. O pecador pode buscar a verdade, mas sempre por fins interesseiros, egoísticos. Ele pode dar seus bens para alimentar o pobre, ou mesmo o seu corpo para ser queimado, mas só por meio de um desejo egoísta de gratificação carnal ou honra ou recompensa. O pecado, como egoísmo, tem quatro partes:"

(1) Vontade própria, em vez de submissão; 
(2) ambição, em vez de benevolência; 
(3) justiça própria, em vez de humildade e reverência; 
(4) auto-suficiência, em vez de fé" (Harris).

Para prova do fato que o pecado é essencialmente egoísmo, insistimos nas seguintes considerações:

(1) Na apostasia dos últimos dias está dito que "homens serão amante de si mesmos" e também "amantes dos prazeres antes que amantes de Deus" ( 2 Timóteo 3:2,4).

(2) Quando se revelar "o homem do pecado", ele será o que "se exaltará contra tudo o que se chama Deus" ( 2 Timóteo 2:4).

(3) A essência da Lei de Deus é amar a Deus supremamente e aos outros como a si mesmo.

O oposto disso, o supremo amor de si mesmo, deve ser a essência do pecado. Mateus 22:37-39.

(4) A apostasia de Satã consistiu na preferência de si mesmo e de sua ambição egoística a Deus e Sua vontade.

Isaías 14:12-15; Ezequiel 28:12-18.

(5) O pecado de Adão e Eva no jardim surgiu de uma preferência de si mesmo e de sua autogratificação a Deus e Sua vontade.

Eva comeu do fruto proibido porque ela pensou que isso daria a sabedoria almejada. Adão participou do fruto porque ele preferiu sua esposa a Deus. E a razão porque ele preferiu sua esposa a Deus é que ele concebeu sua esposa como contribuindo mais do que Deus para a sua autogratificação.

(6) A morte de Abel por Caim foi incitada pelo ciúme, o qual é uma forma de egoísmo.

(7) O egoísmo é a causa da impenitência do pecado.

Deus mandou que todos os homens se arrependam em toda a parte. Recusam os homens fazer isso porque preferem seus próprios caminhos à vontade de Deus.

Vemos, então, que o pecado não é meramente um resultado do desenvolvimento imperfeito do homem: é uma perversidade da vontade e da disposição. O homem nunca a sobrepujará enquanto ele estiver na carne. A regeneração põe um entrave sobre ela, mas não a destrói. Nem o pecado é mero resultado da união do Espírito com o corpo: o espírito mesmo é pecaminoso e seria apenas tão pecaminoso fora do corpo como no corpo se deixado no seu estado natural. Satanás não tem corpo e contudo é supremamente pecaminoso. Nem o pecado é mera finitude. Os anjos eleitos no céu são finitos e contudo estão sem pecado. Os santos glorificados ainda serão finitos e no entanto não terão pecado.


II. A UNIVERSALIDADE DO PECADO NA FAMÍLIA HUMANA

Todos os homens, salvos por única exceção o Deus – homem, Cristo Jesus nosso Senhor, são pecaminosos por natureza e expressam essa pecaminosidade interior em transgressão deliberada tão cedo atinjam a idade de responsabilidade. Este fato está provado:


1. A NECESSIDADE UNIVERSAL DE ARREPENDIMENTO, FÉ E REGENERAÇÃO.

Lucas 13:3; João 8:24; Atos 16:30-31; Hebreus 11:6; João 3:3,18.


2. DECLARAÇÕES CLARA DA ESCRITURA.

1 Reis 8:46; Salmos 143:2; Provérbios 20:9; Eclesiastes 7:20; Romanos 3:10, 23; Gálatas 3:22.


III. A EXTENSÃO DO PECADO NO SER HUMANO

As Escrituras ensinam que a extensão do pecado no ser humano é total. Isto é o significado de depravação total.


1. A DEPRAVAÇÃO TOTAL CONSIDERADA NEGATIVAMENTE.

A depravação é um assunto muito mal entendido. Por essa razão precisamos de entender que a depravação total não quer dizer:

(1) Que o homem por natureza está inteiramente privado de consciência.

Até mesmo o pagão tem consciência. Romanos 2:15.

(2) Que o homem por natureza está destituído de todas aquelas qualidades que são louváveis segundo os padrões humanos.

Jesus reconheceu a presença de tais qualidades num certo homem rico (Marcos 10:21).

(3) Que todo homem está disposto por natureza para toda forma de pecado.

Isto é impossível, porquanto algumas formas de pecado excluem outras. "O pecado de sumiticaria pode excluir o pecado de ostentação; o de orgulho pode excluir o de sensualidade" (Strong).

(4) Que os homens são por natureza incapazes de se comprometer em atos que são extremamente conformes com a Lei de Deus.

Romanos 2:14.

(5) Que os homens são tão corruptos como podiam ser.

Eles podem piorar e pioram. 2 Timóteo 3:13.

Esta depravação total não quer dizer que a depravação é total no seu grau. Ela tem que ver com a extensão somente.


2. A DEPRAVAÇÃO TOTAL CONSIDERADA POSITIVAMENTE.

A depravação total quer dizer que o pecado permeou cada faculdade do ser humano assim como uma gota de veneno permeia cada molécula de um corpo de água. O pecado urdiu cada faculdade no homem e assim ele polui todo ato seu.

(1) Prova de depravação total.

  • A. O homem está depravado na Mente. Gênesis 6:5.
  • B. No coração. Jeremias 17:9.
  • C. Nos afetos, de maneira que o homem é oposto a Deus. João 3:19; Romanos 8:7.
  • D. Na consciência. Tito 1:15; Hebreus 10:22.
  • E. Na palavra. Salmos 58:3; Jeremias 8:6; Romanos 3:13.
  • F. Depravado da cabeça aos pés. Salmos 1:5,6; Isaías 1:6.
  • G. Depravado ao nascer. Salmos 51:5; 58:3.


(2) O efeito da depravação total.

A. Nenhum resquício de Bem Fica no Homem por Natureza. Romanos 7:18.

B. Portanto, o Homem, por Natureza, não pode sujeitar-se à Lei de Deus ou Agradar a Deus. Romanos 8:7,8.

C. O homem, por Natureza, está Espiritualmente Morto. Romanos 5:12; Colossenses 2:16; 1 João 3:14.

D. Logo, Ele não pode Compreender as Coisas Espirituais. 1 Coríntios 2:14.

E. Daí, Ele não pode, até que se vivifique pelo Espírito de Deus, voltar do Pecado a Deus em Piedoso Arrependimento e Fé. Jeremias 13:23; João 6:44,65; 12:39,40.

A base da depravação e da inabilidade espiritual jaz no coração. Ele é enganoso e irremediavelmente perverso (Jeremias 17:9). Do coração vêem as saídas da vida (Provérbios 4:23). Ninguém pode tirar uma coisa limpa de uma contaminada (Jó 14:4). Daí, nem a santidade nem a fé podem proceder do coração natural. As boas coisas procedem de um bom coração e as más de um coração mau (Mateus 7:17,18; Lucas 6:45).

por: Thomas Paul Simmons, D.Th
Fonte: www.monergismo.com

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O Lugar da Pregação na Adoração | John Piper

 Por que a Palavra de Deus é tão Proeminente na Adoração Coletiva da Igreja?

Nesse artigo a respeito de adoração, precisamos fazer essa pergunta. Quase a metade do tempo de um culto é gasto na pregação da Palavra. Essa é uma proporção notável e exige uma explicação.
Por que eu devo gastar tempo ensinado-os sobre a pregação, se nem todos estão em um seminário preparando-se para serem pregadores? Há três respostas simples. Primeira: vocês saberão melhor o que fazer com a pregação, se entendem, de acordo com a Bíblia, porque a pregação ocupa esse lugar no culto. Segunda: vocês serão capazes de avaliar se estão realmente ouvindo o tipo correto de pregação, se compreendem, de conformidade com a Bíblia, o que deve ser uma pregação correta. Terceira: se vocês sabem o que é a verdadeira pregação, serão capazes de discernir e escolher o tipo certo de pregador, quando tiverem de convidar um pastor para ocupar o púlpito da igreja de vocês. Conseqüentemente, haverá implicações importantíssimas para a vida e para as famílias de vocês, bem como para o futuro de sua igreja — e de todas as igrejas —, se o povo de Deus souber o que é a verdadeira pregação bíblica e por que ela é tão proeminente na adoração coletiva.

Consideremos a pergunta: por que a Palavra de Deus é proeminente em nossa adoração coletiva?



Ora, essa pergunta, na realidade, está constituída de duas partes. Primeira: por que a Palavra de Deus é tão proeminente? Segunda: por que essa maneira de apresentar a Palavra possui tão grande relevância? Qualquer crente poderia simplesmente ler a Bíblia por meia hora, ao invés de ouvir a pregação da Palavra, e isto com certeza tornaria proeminente a Palavra de Deus. Ou alguém poderia apenas dirigir uma discussão sobre a Bíblia por meia hora. Ainda, outro poderia realizar uma análise acadêmica sobre o vocabulário, a gramática e as circunstâncias históricas da Bíblia. Portanto, não devemos apenas perguntar por que a Palavra de Deus é tão proeminente, mas também por que a pregação é tão relevante.

Deus se revela a Si mesmo como a Palavra e através da Palavra

A primeira razão é por que Deus decidiu revelar a Si mesmo como a Palavra e através da Palavra. O apóstolo João disse: “No princípio era o Verbo [a Palavra]” (João 1.1). No princípio, não era a música, nem o teatro. Deus identifica seu Filho, que é Deus, como a Palavra. Isso é tremendamente importante. “No princípio, era o Verbo [a Palavra].” O Filho de Deus é a Palavra de Deus. Ele é a comunicação de Deus para o mundo; Ele é a Palavra de Deus.

Deus não somente decidiu revelar a Si mesmo como a Palavra, mas também através da Palavra. Considere nosso texto-base: “Toda a Escritura é inspirada por Deus” (2 Tm 3.16). Isto significa que Deus resolveu falar-nos, revelar a Si mesmo e interpretar suas realizações na História por meio da inspiração de palavras escritas. Isso é exatamente o que o vocábulo “escritura” significa — “escritos”. Toda a Escritura — todos os escritos do cânon judaico-cristão — é inspirada, ou seja, soprada por Deus; ou, conforme 2 Pedro 1.21 afirma: “Nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo”. As Escrituras do Antigo e do Novo Testamento são a revelação de Deus mesmo para nós.

A primeira resposta à pergunta por que a Palavra é tão proeminente na adoração pública é esta: porque Deus revelou a Si mesmo como a Palavra e através da Palavra. Se tem o alvo de ser uma comunhão espiritual com Deus e causar uma reação amorosa e reverente para com Deus, então a revelação de Deus mesmo tem de estar no âmago da adoração; e Ele determinou tornar-se conhecido principalmente por meio de sua Palavra.


Deus realiza suas obras através de sua Palavra

Poderíamos dizer mais: a adoração é uma resposta à obra de Deus, e a Palavra de Deus é o instrumento pelo qual Ele age no mundo. Esta foi a maneira pela qual Ele agiu no princípio, quando criou o mundo por intermédio de sua Palavra (Hb 11.3).

E esta tem sido a maneira pela qual, desde então, Deus realiza suas grandes obras — através de sua Palavra. Por exemplo, sabemos que Jesus simplesmente falou e as ondas se aquietaram (Mc 4.39), a febre retirou-se (Lc 4.39), demônios foram expulsos (Mc 1.25), pecados foram perdoados (Mc 2.10), cegos recuperaram sua visão (Lc 18.42) e mortos foram ressuscitados (Lc 7.14). Deus agiu por intermédio de sua Palavra!

Também sabemos que Deus continua agindo no mundo por intermédio de sua Palavra. Considere novamente 2 Timóteo 3.16-17: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”. Em outras palavras, é por meio da Palavra que Deus realiza as boas obras de seu povo. Essa é a razão por que Jesus disse que os homens verão nossas boas obras e glorificarão ao nosso Pai, que está no céu (Mt 5.16). Deus age por intermédio de sua Palavra, para realizar sua obra, através de seu povo, no mundo.

Você pode ver isto freqüente-mente na Bíblia. Por exemplo, o Salmo 1 afirma: o homem que medita na Palavra de Deus, de dia e de noite, será “como árvore plantada junto a correntes de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido” (v. 3). Assim, a Palavra de Deus produz fruto e torna a pessoa bem sucedida na vontade dEle. Considere também Hebreus 4.12: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”. A Palavra de Deus é o grande agente na grandiosa obra de julgamento e convicção. Recorde, também, João 17.17, quando Jesus orou ao Pai: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”. A grande obra de santificação, Deus a realiza por meio de sua Palavra. E nossa listagem poderia continuar.

O fato mais importante é que adoração significa conhecer, admirar e desfrutar de Deus, por intermédio de suas obras. Todas essas obras são vistas em sua Palavra e realizadas por meio dela. Portanto, a Palavra de Deus é proeminente na adoração.

Deus realiza o novo nascimento através de sua Palavra

Preciso mencionar outra razão por que a Palavra é tão proeminente na adoração. A adoração depende completamente do milagre espiritual do novo nascimento e da obra contínua de vivificação da fé. Esses milagres Deus realiza por meio de sua Palavra. Por exemplo, citamos 1 Pedro 1.23: “Fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente”. O novo nascimento é realizado por Deus através de sua Palavra. Isto significa que a vida de que necessitamos para adorar a Deus com autenticidade surge por intermédio da Palavra. Se não há vida espiritual, não há adoração. Se não há pregação da Palavra, não há vida espiritual. E não somente isto; o contínuo reavivar da fé, domingo após domingo, se realiza por intermédio do ouvir a Palavra de Cristo (Rm 10.17) — não apenas uma vez, e sim por repetidas vezes.

A Igreja Protestante colocou a Palavra de Deus no lugar de maior proeminência na adoração coletiva, porque a adoração contempla e desfruta de Deus mesmo; e Ele se revela como a Palavra, por intermédio da Palavra. Em particular, Deus realiza sua obra no mundo através da sua Palavra; e, por meio dela, outorga vida nova e aviva a fé. Sem a Palavra de Deus, não haveria vida, nem fé, nem obra, nem revelação, nem adoração. A Palavra significa para a adoração o que o oxigênio significa para a respiração.

Por Que Pregação é tão Proeminente na Adoração Coletiva?

Nossa segunda pergunta deve ser: Visto que a Palavra de Deus deve ser tão proeminente na adoração, por que esse ministério específico da Palavra, chamado “pregação”, é tão importante?

Observe o que vem logo em seguida às palavras afirmativas de que toda a Escritura é inspirada por Deus (2 Tm 3. 16.17). Paulo disse, com notável solenidade e elevada seriedade: Conjuro- te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: Prega a palavra” (4.1-2). É claro que para este jovem ministro da Palavra (ver 2 Tm 2.15) a pregação tinha de ser uma atividade proeminente. E o contexto do capítulo 3 (vv. 16-17) parece transmitir a idéia de que a pregação não serve apenas para evangelizar nas praças ou nas esquinas; ela serve também para os crentes que necessitam de correção, repreensão, exortação e doutrina (conforme afirma 2 Timóteo 4.2).

Portanto, poderíamos dizer: nós pregamos porque 2 Timóteo 4.2 afirma que devemos fazê-lo. Gostaria de ir mais além e perguntar: Por que é tão adequado, no plano de Deus, que a pregação seja proeminente na adoração?

Os precedentes do Antigo e do Novo Testamento

Uma resposta é que existe precedentes bíblicos para esclarecer o lugar das Escrituras na adoração. Por exemplo, Neemias 8.6-8 afirma: “Esdras bendisse ao Senhor, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém! Amém! E, levantando as mãos, inclinaram-se e adoraram o Senhor, com o rosto em terra. E… os levitas ensinavam o povo na Lei; e o povo estava no seu lugar. Leram no livro, na Lei de Deus, claramente, dando explicações, de maneira que entendessem o que se lia”. Não houve apenas a leitura da Lei, houve também homens designados que davam “explicações, de maneira que entendessem o que se lia”. Tudo isso aconteceu em um contexto de louvor e de adoração ao Senhor.

No Novo Testamento, a sinagoga dos judeus era uma continuação desse modelo. Em Lucas 4.16 e os versículos seguintes, vemos Jesus dirigindo-se a Nazaré, entrando na sinagoga, no sábado, e lendo na profecia de Isaías um texto que se referia à vinda dEle mesmo. Em seguida, Jesus assentou-se e apresentou sua interpretação: “Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir” (Lc 4.21). Este era o esquema habitual praticado na sinagoga: a Palavra de Deus era lida,e, em seguida, havia a sua interpretação e a sua aplicação.

Vemos isso também no livro de Atos dos Apóstolos. Conforme o relato neotestamentário, Paulo e seus colegas missionários chegaram à Antioquia da Pisídia e, “indo num sábado à sinagoga, assentaram-se. Depois da leitura da lei e dos profetas, os chefes da sinagoga mandaram dizer-lhes: Irmãos, se tendes alguma palavra de exortação para o povo, dizei-a” (At 13.14-15). Paulo se levantou e pregou a Palavra (vv. 16 a 31).

Por conseguinte, a primeira razão por que a Palavra de Deus se tornou central na igreja é esta: esse foi o padrão estabelecido no Antigo Testamento e na sinagoga do Novo Testamento.

Os dois aspectos essenciais da adoração

Há duas razões que justificam, ainda mais profundamente, o proeminente lugar da pregação na adoração. Essas duas razões estão relacionadas aos aspectos essenciais da adoração: compreender a Deus e deleitar-se nEle. Jonathan Edwards explicou o objetivo de Deus na adoração, utilizando as seguintes palavras:

“Há duas maneiras pelas quais Deus glorifica a Si mesmo para com suas criaturas: 1) por manifestar-se ao entendimento delas; 2) por comunicar-se ao coração delas, quando elas se regozijam, se deleitam e desfrutam das manifestações que Ele faz de Si mesmo. Deus é glorificado não somente por sua glória ser contemplada, mas também por nos regozijarmos nela. Quando aqueles que vêem a glória de Deus se deleitam nela, Deus é mais glorificado do que se eles apenas a contemplassem. Deste modo, a glória de Deus é recebida por toda a alma, ou seja, tanto pelo entendimento quanto pelo coração”.

Portanto, há sempre duas partes na verdadeira adoração. Podemos dizê-lo assim: existe o contemplar a Deus e existe o provar da pessoa de Deus. Não podemos separá-las. Temos de vê-Lo, para que dEle pro- vemos. E se não provarmos dEle, quando O contemplarmos, estaremos insultando-O. Outra maneira de afirmar isso seria a seguinte: na adoração existe sempre o entender com a mente e o sentir no coração. O entender tem de ser sempre o alicerce do sentir, pois, do contrário, o que teremos será apenas emocionalismo sem fundamento. O entendimento de Deus que não resulta em sentimentos para com Deus torna-se em mero intelectualismo e apatia. Esta é a razão por que a Bíblia, por um lado, nos convida constantemente a pensar, a meditar, a ponderar, a lembrar; e, por outro lado, ela nos convida a temer, a lamentar, a esperar, a nos deleitarmos e nos alegrarmos. Essas duas atitudes estão na essência da adoração.

A pregação é a forma que a Palavra de Deus assume na adoração, porque a verdadeira pregação é o tipo de discurso que une, de maneira consistente, esses dois aspectos da adoração, tanto na maneira como a pregação é realizada quanto em seus objetivos. Quando Paulo disse a Timóteo: “Prega a palavra”, o vocábulo grego traduzido pelo verbo pregar é uma palavra que significava “ser o arauto”, “anunciar”, “proclamar” (khêruxon). Não é apenas um vocábulo com a idéia de ensinar ou explicar. Significava o que o arauto da cidade clamava: “Ouvi! Ouvi! Ouvi! O Rei tem uma proclamação de boas-novas para todos os que prometerem fidelidade ao seu domínio. Seja conhecido que a vida eterna será dada a todos os que confiam e amam o Filho dEle”. Essa proclamação, eu a chamo de “exultação”. A pregação é uma exultação pública a respeito da verdade que ela anuncia. Não é algo desinteressante, frio ou neutro; é apaixonante naquilo que ela anuncia.

No entanto, essa proclamação contém ensino. Perceberemos isso, se considerarmos novamente 2 Timóteo 3.16 — a Escritura (que suscita a pregação) é proveitosa para o “ensino”. E podemos ver isso quando olhamos adiante e consideramos o restante de 2 Timóteo 4.2: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina”. Assim, verificamos que a pregação é expositiva; ela aborda a Palavra de Deus. A verdadeira pregação não é a expressão de opiniões de homens; é uma fiel exposição da Palavra de Deus.

Exultação expositiva

Em uma frase, a pregação é uma “exultação expositiva”.

Em conclusão, dizemos: a razão por que a pregação é tão proeminente na adoração é por que esta não consiste apenas do entender, mas também do sentir. Adoração não é apenas contemplar a Deus; é também provar dEle. Não é apenas uma resposta de nossa mente; é também uma resposta do coração. Por isso, Deus ordenou que a forma que sua Palavra deve assumir na adoração não seja apenas uma explicação à mente, nem apenas de uma simulação ao coração. Pelo contrário, a pregação da Palavra tem por objetivo ensinar a mente e alcançar o coração; tem de mostrar a verdade de Cristo e provar a glória de dEle; tem de expor a Palavra de Deus e exultar no Deus da Palavra.

Isto é o que significa a pregação. Esta é a razão por que ela é tão proeminente na adoração. A pregação não é uma simples obra de um homem; é um dom e uma obra do Espírito Santo. Portanto, a pregação se realiza melhor quando os crentes estão orando e se encontram espiritualmente preparados para ela.
Orem por vocês mesmos e pelo(s) pastor(es) de sua igreja. Procuremos nos tornar pessoas que vivem e adoram no poder da Palavra de Deus lida, memorizada, ensinada e pregada.
Por John Piper
Fonte: Desiring God
Tradução: Livros e Sermões Bíblicos

terça-feira, 22 de novembro de 2011

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Paul Washer - Regeneração vs Decisionismo



Fonte: http://voltemosaoevangelho.com/blog/

Nesta impactante mensagem, Paul Washer nos faz observar a cultura caída que está ao nosso redor e nos leva a uma profunda meditação sobre nossos atuais métodos de evangelismo.