segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Conselhos aos que sofrem (3) | Rev. Ronaldo Lidório

 Parte 3: QUANDO CHEGA A TEMPESTADE

À semelhança de Davi, às vezes, experimentamos a solidão do deserto, o constrangimento nos relacionamentos e a incerteza sobre o amanhã. A vida, nesses momentos, torna-se mais lenta, opaca e pesada. E nosso coração, inclinado ao pecado, pode se apegar a uma erva daninha da espiritualidade: o descontentamento.

No Salmo 63, vimos que Davi se encontrava no deserto de Judá em um dos momentos mais angustiantes de sua vida. Duas possibilidades são plausíveis: ele escapava de Saul antes de se tornar rei, ou fugia de seu filho Absalão, quando esse se revoltou contra o próprio pai. Em ambas as situações, Davi estava perdendo quase tudo o que tinha: reputação, liberdade e relacionamentos familiares.

Ele possuía diversos motivos para abraçar o profundo descontentamento, mas tomou outro caminho: o da confiança, gratidão e louvor. Nenhum descontentamento, por mais enraizado que esteja, resiste à sincera gratidão e louvor a Deus.

Faça da canção de Davi a sua oração: “Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água. Assim, eu te contemplo no santuário, para ver a tua força e a tua glória. Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam. Assim, cumpre-me bendizer-te enquanto eu viver; em teu nome, levanto as mãos” (Sl 63:1-4).

Eu convido você a buscar neste dia o caminho do contentamento, como fez Davi. Ainda que o sofrimento esteja presente, a incerteza alojou-se em sua casa e a tempestade parece ter chegado, confie no Senhor, descanse no Senhor, e entregue seus caminhos ao Senhor.

Em nossa vivência cristã experimentamos dois momentos bem demarcados, e Jesus Cristo estará conosco em ambos.

O primeiro é breve e passa como o vento. Já o segundo é eterno.  
O primeiro é marcado pela esperança e o segundo, pelo esplendor.  
No primeiro buscamos a Deus e no segundo estamos ao seu lado. 
No primeiro enfrentamos quebras, lutas, enfermidades e angústias.  
No segundo não haverá choro, decepções, dor nem morte. 
No primeiro somos peregrinos, caminhantes e forasteiros, não temos morada certa. 
No segundo chegamos ao lar.

Enquanto caminhamos pelo dia do sofrimento, que a nossa alma tenha mais sede de Deus do que de água. Que Ele seja o nosso tudo. Então nada nos faltará.

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