quarta-feira, 20 de março de 2013

Afinal, Deus responde às orações? | Geremias Couto

oracao-5Para início de conversa, oração não é monólogo em que falamos sozinhos todo o tempo. Também não é uma formalidade mediante a qual apresentamos a Deus uma lista de pedidos, como numa audiência, e depois ficamos a aguardar o atendimento de cada item.

Oração é diálogo. Oração é conversa. Oração é comunhão. Oração pressupõe ouvir a outra parte com quem falamos. É uma via de mão dupla. Falamos com Deus e ele dialoga conosco.

  1. Mas a questão é: todas as orações são respondidas por Deus?
  2. Podemos acreditar nisso?

A minha resposta é bastante simples, sem qualquer elaboração: sim, ele responde todas as orações.

O problema começa, quando esperamos a resposta que queremos ouvir e não a que ele quer dá, quando já impomos as nossas condições, na expectativa de que elas sejam atendidas, e não nos dispomos a aceitar os termos que ele estabelece, quando achamos que temos o poder de decretar, determinar, e não nos submetemos aos seus decretos. Este é o cerne da questão. Se as coisas não acontecem do nosso jeito, Deus não teria respondido. Por outro lado, se tudo ocorreu como pedimos, aí somos os primeiros a aplaudi-lo e a pedir culto em ação de graças!

Mas a partir das pressuposições acima, a oração tem como primeiro propósito a adoração, o reconhecimento da soberania de Deus e a celebração da sua glória. É também um instrumento para coadunar a nossa vontade à sua vontade e não o contrário.

Em outras palavras, é um meio pelo qual estabelecemos sintonia fina com Deus. Ela dá sentido às palavras de Jesus: "Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós". Oração é disciplina diária que nos torna íntimos de Deus, com acesso direto ao trono da graça. A partir deste ponto, compreendemos que nenhuma oração fica sem resposta, nem que seja para confortar o nosso coração, porque saberemos distinguir o propósito de Deus em cada circunstância.

No Getsêmani, Cristo pediu ao Pai, em oração, que, se possível, não lhe permitisse beber o cálice da cruz, mas acrescentou: que seja feita a sua vontade. Se Deus lhe respondesse como pediu, não estaríamos aqui a falar da salvação eterna em Cristo, porque a obra redentora teria sido frustrada. Nem este devocional teria sido escrito. Mas de que forma veio a resposta? Na forma de um anjo para confortar o seu coração.

Possam as nossas orações ter as premissas certas e que, através delas, estejamos dispostos a aceitar a resposta que Deus nos der. Muitas vezes será não, em outros casos sim e em muitos outros espere. Todavia, sempre haverá paz e conforto para a nossa alma.

Por: Geremias Couto –Via Facebook