segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Ressurreição, a nossa esperança vindoura | Rev. Fabio Henrique

pastoral-26012014O que fazer diante da hostilidade da morte? O que falar às pessoas diante da realidade hostil desta inimiga? Existe alguma palavra de consolo e esperança para aqueles que sofrem e lidam com o drama da morte? Entendemos que sim. Todavia, tal mensagem não é encontrada na filosofia, nem no espiritismo, nem no budismo, nem no hinduísmo e nem no islamismo, ela é achada exclusivamente no cristianismo histórico. Ela se encontra na Escritura. Jesus diz:

“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?” (Jo 11. 25, 26).

A humanidade sofre por diversas razões, de muitas formas e de várias situações. O sofrimento humano tem como apogeu a morte. Ela causa tristeza, gera angústias e traz as lágrimas à baila. O sofrimento busca por uma explicação acerca do sentido da vida. Mas, afinal, qual é o sentido da vida? Nascer, crescer e morrer? Absolutamente, não. Porém, antes de prosseguir, precisamos salientar que assim como não se explica o sofrimento sem fazer menção da queda, nem separado da cruz, da mesma forma, não encontramos o verdadeiro sentido da vida dissociado da doutrina da ressurreição.

O apóstolo Paulo, ao ensinar sobre a ressurreição, diz que: “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (1Co 15. 19). Mais adiante, afirma: “Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos, que amanhã morreremos” (1Co 15. 32). De modo que, se a ressurreição for retirada para explicar o sentido da existência, logo não sobrará absolutamente nada.

O ensino da doutrina da ressurreição foi transmitido dentro de um contexto de muito choro. Portanto, ela foi ensinada quando pessoas que faziam parte do convívio de Jesus estavam enlutadas e sofriam por causa da separação promovida pela morte. Lázaro, aquele que era amado pelo Senhor Jesus, havia morrido de fato. Seu falecimento assinalou o quanto a morte é impiedosa. O amor que Jesus nutria pelo seu amigo Lázaro, irmão de Marta e Maria, não o privou da morte. Entretanto, a ocasião propiciou ao Senhor Jesus uma oportunidade ímpar de evidenciar o seu poder sobre a morte. “Disse-lhes Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11. 25). Aqui Jesus revela que é Senhor da morte, fala de seu poder sobre a sua tirania e faz a gloriosa promessa da ressurreição do corpo para a vida eterna, garantida a todo aquele que Nele crer.

A ressurreição proclama a vitória final de Cristo sobre a morte. A fé em Cristo não poupa o cristão da morte física. “A fé cristã nem sempre oferece recursos para o corpo”, afirma Philip Yancey. Ela não oferece um antídoto para o corpo numa esfera temporal, porém assegura a cura plana do corpo numa esfera escatológica. A morte precisa seguir o seu curso dentro do desígnio de Deus. Ela faz parte da maldição do pacto. Todavia, ela não tem mais a hegemonia. Ela foi vencida pela morte e ressurreição de Cristo.

Por isso, a fé presente é a garantia da ressurreição para a vida eterna. O cristão precisa encarar a morte não como o final da vida, mas como uma transição. Precisamos olhar para a morte como um ponto final a existência temporal, o qual inaugura o início da vida eterna. A morte não tem mais a supremacia sobre a vida, porque, com a ressurreição de Cristo, os dias da morte estão contados. A Palavra de Deus diz: “Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem” (1Co 15. 20). Cristo venceu a morte. Ele deu o gancho de direita no seu queixo. Ela está no balão de oxigênio, aguardando o dia em que será vencida definitivamente. O fato histórico da ressurreição de Lázaro serviu de sinal concreto para ratificar o ensino de Cristo (Jo 11. 25, 26). Ele teve efeito temporal e também escatológico, porque o milagre tem relação com o passado, o presente, porém, sobretudo, aponta para o futuro.

Cristo trata de duas coisas nesse texto. Primeiro, Ele não ignora a realidade cruel da morte. Segundo, Ele trata da questão da vida pós-morte. Ele fala sobre a ressurreição, a esperança de todo aquele que Nele crê. Irmãos, entendamos uma coisa: o amor de Deus não impede que seus amados sejam vitimados pela morte, mas o amor de Deus não pode permitir que eles fiquem no túmulo. Com isso, Jesus exige uma decisão de fé e pergunta: “Crês isto?” (Jo 11. 26). Qual é a sua resposta?

Rev. Fabio Henrique de Jesus Caetano