segunda-feira, 25 de abril de 2011

Liderança cristã


Contemplando a vida selvagem, verificamos que alguns animais vivem totalmente isolados. O tigre, por exemplo, não se associa nem com outros da sua própria espécie, exceto com a mãe no primeiro período da vida e com a fêmea durante o cio. O ser humano, ao contrário, vive em sociedade. Tal associação é necessária afim de alcançar objetivos que, individualmente, não seriam possíveis. Contudo, viver em grupo tem também seus problemas e cria novas necessidades. O primeiro problema é a direção a ser tomada. Se são muitos os componentes do grupo, muitas são as cabeças e diversas as opiniões. Por isso, são necessários os líderes. Outra necessidade que surge com o grupo é a divisão de tarefas. É preciso identificar habilidades, talentos, atribuir responsabilidades, e é o líder quem orienta esse processo. Os líderes surgem naturalmente no meio dos grupos. Entretanto, tal surgimento não é casual. Está vinculado à presença de diversas características que habilitam a pessoa a liderar. Tais predicativos são, inicialmente, naturais: a capacidade de influenciar, comunicar, ensinar, arregimentar, coordenar, etc. Estas habilidades podem ser encontradas, geralmente, em qualquer líder de qualquer agrupamento humano.

Na igreja, porém, além desses itens, é necessário que o líder apresente talentos espirituais, já que estamos lidando com o mundo espiritual. Como alguém pode ter habilidades espirituais? Somente pela operação do Espírito Santo. Ele é a nossa fonte de talentos. "Recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós, e sereis minhas testemunhas." (At.1.8). "O qual nos fez capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do Espírito." (II Cor.3.6). No ministério, além de se trabalhar com a vontade dos componentes do grupo, existe a imperativa prioridade de se fazer a vontade de Deus. Portanto, aqueles que se sentem chamados para a liderança cristã devem buscar uma vida cheia do Espírito Santo. Precisam ser imitadores de Cristo para que possam ser imitados pelos seus liderados.


Fonte:
Anísio Renato de Andrade – Bacharel em Teologia.
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