segunda-feira, 20 de junho de 2011

ABNEGAÇÃO: Um Elelemento na Adoração (4)



COMUNHÃO NA ADORAÇÃO

Deixemos de considerar agora o assunto de nos aproximarmos para adorar a Deus e falemos a respeito da própria adoração. Primeiramente, devemos pensar que a adoração significa comunhão. Na adoração pública, não somos apenas ouvintes, somos uma comunhão do povo de Deus. Você se dirige a uma palestra apenas para ouvi-la; vai ao teatro simplesmente para assistir uma peça; e não importa quem são as pessoas que estão ao seu lado. Elas não representam nada para você, e vice-versa. Nenhuma delas faria qualquer coisa por você ou procuraria ajudá-lo, se estivesse em dificuldade, ou o visitaria, se você estivesse doente, ou se esforçaria para animá-lo, se você estivesse em dias de aflição. No teatro você tem uma platéia, mas isto não é verdade em relação à igreja. Você pode chamá-la de audiência, porém não é realmente uma audiência, em qualquer templo abençoado. É uma comunhão de homens e mulheres unidos pela mesma fé e por coisas profundas, homens e mulheres que amam uns aos outros em Cristo Jesus. Em toda comunhão deve haver certo elemento de sacrifício? É isto verdade em referência ao lar, para que o lar seja algo melhor do que uma bagunça? Sim; em toda comunhão precisa haver abnegação e uma constante disposição de ceder um pouco. Se isto é correto em referência à comunhão no lar, também é correto em relação à comunhão na igreja. Assim como algumas mães, dignas desse nome, amam ao ponto de negarem a si mesmas em benefício de seus filhos queridos; assim como um esposo demonstrará consideração por sua esposa em toda decisão que tomar e todo plano que fizer, assim também na comunhão durante a adoração pública tem de haver consideração mútua e uma constante disposição de renunciar um pouco por amor a outros em favor de quem Cristo morreu. Os jovens têm seus direitos, porém não insistirão neles, quando sabem que fazê-lo causará irritação e vexame aos mais velhos. Os mais velhos têm suas reivindicações; entretanto, por amor aos jovens, receberão com alegria aquilo que não lhes é tão interessante. E, quando um hino é cantado ou certa mensagem é pregada, embora pareçam não ter qualquer aplicação direta para determinado adorador, este sempre conservará em sua mente o fato de que para outro aquela mensagem é oportuna. Tudo isso constitui a essência da verdadeira adoração e exige um pouco de sacrifício. Sem isto, não existe um lar feliz; o mesmo é verdade em referência a uma igreja feliz. Uma terna consideração pelos outros, juntamente com a abnegação nela envolvida, é uma parte integral de nossa adoração pública.

Fonte: Revista Fé para Hoje
Por: George H. Morrison
Tadução: Editora Fiel